Sacerdote de Cristo, um sinal do Amor (I)

Por Allan Lopes.

Todo homem foi criado para adorar, amar e servir ao Deus Uno e Trino. E assim deveríamos viver cada instante, repletos de graça, adorando, amando e servindo o Senhor Deus, razão de nossa existência. Contudo, ao primeiro homem foi lhe dada uma prova, e sob as seduções da serpente, caiu, rompendo a amizade com Deus, deixando assim o Único e o Necessário de sua vida.

A dolorosa experiência do pecado, da má disposição para a prática do bem e do conhecimento da verdade, é uma chaga que a todo homem atormenta. Sendo desta forma, impossível viver conscientemente neste estado tão cruel, o qual é o pecado.

O que seria de nossa vida se não pudéssemos nos livrar destas chagas, destas feridas que nos molesta a consciência de dia e de noite! Contudo, é graças a este mal de pena nos dado por Deus, que é este sinal da ausência de bem, que podemos descobrir que falta algo, e uma pesquisa mais apurada se desvela que falta alguém: “não é bom para o homem que viva só”.

Este vazio cruel, esta sede de amar e ser amado, é um dom de Deus, sem o qual seríamos dilacerados sem saber como, onde e porque. Todavia, esta sede não se sacia em qualquer pessoa ou em qualquer coisa. E isso nos relata a nossa própria experiência e a sociedade em que vivemos. Quantas crianças, jovens e adultos entorpecidas do falso amor, do amor cibernético e mesmo do amor meramente carnal, perambulam sedentos de amor verdadeiro!

À vista disto, onde então encontrar a fonte que pode saciar nossa sede de amor, ou melhor, em quem encontrar tão grande exigência? Este questionamento arde no interior de cada ser humano, seja no pai de família, no trabalhador, no empresário etc. E jamais o homem seria capaz de descobrir e desvelar o significado desta dor e angústia que o atormenta, da qual a sede e a fome corporal na sua mais extrema indigência é uma imagem ainda muito distante da realidade sobrenatural. Nem os mais sábios filósofos e doutos da história humana puderam chegar a diagnosticar que esta sede que temos é de amor, não um amor qualquer, de coisas ou pessoas, mas divinal.

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