Excomunhão é motivo de alegria?

In nomine Domini nostri Iesu Christi congregatis vobis et meo spiritu cum virtute Domini Iesu tradere huiusmodi Satanae in interitum carnis ut spiritus salvus sit in die Domini Iesu.

Em nome do Senhor Jesus -, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de nosso Senhor Jesus -,seja esse homem entregue a Satanás, para mortificação do seu corpo, a fim de que a sua alma seja salva no dia do Senhor Jesus.
Consolemos a JESUS!


Disse o Pe. Demétrio Gomes o seguinte:

Não é sem dor que a Igreja aplica a pena de excomunhão ao que erra. Comemorar? Não! Rezar para que o pecador se converta e acolha a Verdade!

Eu compreendo que o sacerdote disse isso com relação ao infeliz sacerdote, que de modo algum é motivo de alegria. Entretanto, é visível a alegria dos fiéis que oprimidos e quase aprisionados por um clero apóstata, e que também sofre com o bom-mocismo daqueles que sabemos serem bons e fiéis à Fé Católica, mas se calam, esperando em DEUS o que o próprio DEUS quer deles, ou seja, esperando somente na ordem da Graça o que deveriam fazer pela ordem da natureza sob o auxílio da Graça.

E por esta razão, comemoro a coragem do bispo sim, e não a impenitência do infeliz excomungado. A coragem que este bispo teve, que está ausente nos sacerdotes e bispos frouxos impregnados deste bom-mocismo dos infernos, é ímpar a mais de 50 anos de Igreja pós Concílio Vaticano II no mundo inteiro, salvo alguns raros casos. E não é difícil recordar quantos são os sacerdotes que incorreram em excomunhão latae sententiae, e "graças" aos bispos omissos - os quais pecam gravemente contra o oitavo mandamento da lei de DEUS! - não têm suas consciências esclarecidas pelos seus prelados.

Comemorar uma excomunhão de um infeliz é triste sim, mas comemorar o número de almas que sairão da ignorância é próprio de qualquer fiel Católico.

Assim como Santo Afonso de Ligório disse que uma mãe se alegrará com a condenação de um filho seu aos infernos, se assim DEUS o decretar no dia do Juízo, do mesmo modo, podemos nos alegrar com o ato da justiça de DEUS ao penalizar um errante para que retorne e não se condene.

Espero que as palavras do Pe. Demétrio Gomes seja referente à alegria dos que querem a perdição de uma alma, não à manifestação da justiça divina.

Resumindo: Parabéns, Dom Caetano!

Para rezarem pelo clero, sobretudo os mais perdidos, leiam as postagens sobre Maternidade Espiritual!

Apoio ao bispo de Bauru, SP!

Quantas graças divinas serão derramadas sobre a diocese de Bauru, SP! Quem viver verá como DEUS sustenta quem d'Ele não se envergonha, e não temendo a ira dos ímpios, teme antes a Ira de DEUS!
Dom Caetano Ferrari, bispo da diocese de Bauru, SP.

Tivemos a feliz notícia de que o Excelentíssimo Sr. Bispo de Bauru, estado de São Paulo, Dom Caetano Ferrari, excomungou o Sr. Pe. Roberto Francisco Daniel, segundo as leis canônicas abaixo:

Original latino: Can. 1364 — § 1. Apostata a fide, haereticus vel schismaticus in excommunicationem latae sententiae incurrit, firmo praescripto can. 194, § 1, n. 2; clericus praeterea potest poenis, de quibus in can. 1336, § 1, nn. 1, 2 et 3, puniri.
§ 2. Si diuturna contumacia vel scandali gravitas postulet, aliae poenae addi possunt, non excepta dimissione e statu clericali.
 
Em Português: Cân. 1364 — § 1. Sem prejuízo do cân. 194, § 1, n.° 2, o apóstata da fé, o herege e o cismático incorrem em excomunhão latae sententiae; o clérigo pode ainda
ser punido com as penas referidas no cân. 1336, § 1, ns. l, 2 e 3.
§ 2. Se o exigir a contumácia prolongada ou a gravidade do escândalo, podem
acrescentar-se outras penas, sem exceptuar a demissão do estado clerical.


Leia o comunicado do site oficial da Diocese de Bauru:

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.
O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.
A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.
Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto.
Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.
Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.
Bauru, 29 de abril de 2013.
Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.

Que o Sr. Bispo e toda a diocese receba nosso apoio! Escrevam cartas, enviem e-mails, visitem-no! Façam tudo o que é possível para mostrar ao senhor bispo que é isso o que nós, pobres leigos, queremos: um guardião da Fé!

Seguem os lugares para que possam escrever:
A assessoria de imprensa da Diocese de Bauru e na Página da Diocese no Facebook.



DEO GRATIAS!

Pe. Marcelo Rossi, ou “como ser popularmente apedeuta em história”


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Que popularidade nem de longe é sinal de sobriedade e maturidade intelectual não é surpresa para quem é bem informado, ainda mais sobre história. Recentemente, o popular pe. Marcelo Rossi promulgou mais umas das suas. Enquanto eu respeito alguém por ser padre (seu ofício da Ordem) não preciso respeitar certas opiniões simplistas e que vão de encontro à Igreja e a história. Neste caso, a insipiência e agnosia com a qual se refere a Idade Média é um disparate.

Em seu último discurso, declarou:
“A Igreja Católica é apartidária, pelo menos deve ser. Os evangélicos, às vezes, determinam em quem votar. Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja
Mesmo que analisarmos a frase no contexto não faz sentido dada sua conclusão (ele não a torna circunscrita em um período ou momento. Ele diz IDADE MÉDIA, como se referindo à TODA IDADE MÉDIA. É um completo nonsense ser tão simplista.
Bom, depois do recente (e triste) evento do falso padre Beto em Bauru (o esquerdista/marxista/relativista enrustido e travestido de padre) temos agora o “popular” pe. Marcelo Rossi dando uma declaração (com todo respeito a seu ofício de padre) imbecil. Isso pode dar pano pra manga para os indolentes e hebetados ateístas, que já são tão cheios de ódio, preconceito e desinformação sobre a Igreja e este período, alegarem mais de suas cavilações e patranhas.
Nem vou comentar as outras declarações parvas dele (sobre “revitalizar as CEBs” e até sobre o Marco Feliciano. Ora, ele tem todo o direito de estar na presidência da CDH pois foi eleito democraticamente. Mas isto é outro assunto). Vamos falar sobre a terrível e negra Idade Média?
Pra começar, onde o pe. Marcelo estudou história? Será que ele conhece a eminente e premiada historiadora francesa Regine Pernoud que intitulou seu livro exatamente com uma declaração parecida com a do padre Marcelo? Seu livro “Aquela terrível Idade Média – desmascarando os mitos” demole alegações e fábulas dos críticos simplistas da Idade Média, muito propagados por populares e de formação simplória e ginasial.
Segundo a opinião generalizada, a Idade Média teria sido uma época de trevas, injusta e bárbara, encaixada entre os séculos gloriosos da Antiguidade e do Renascimento. Dessa convicção nos dá conta o linguajar quotidiano, que fala, por exemplo, em «regresso dos tempos medievais» a propósito de tudo o que de negativo acontece nos nossos dias.
É a essa ideia apriorística que se pode com razão chamar o mito da Idade Média. E é esse mito que este livro destrói, deitando por terra o duplo preconceito segundo o qual a Idade Média formaria um todo homogêneo e seria a grande noite da civilização. Numa linguagem séria e desenvolta, onde a ironia vai de par com a erudição.

Já fiz alguns vídeos introdutórios no Logos respondendo a um ateísta sobre a questão da Idade Média, como este:
Vou fazer muitos outros vídeos comentando, esclarecendo e destruindo mitos sobre a Igreja, a Inquisição e a Idade Média e neste já comento algumas coisas interessantes. Como Regine Pernoud, de forma perspicaz revela, não é a Igreja, mas a própria modernidade que constitui um mero retrocesso histórico. Em nossa época, o paganismo dos tempos antigos é revivido, revitalizado, remodelado e transformado, depois de ser enxotado e destruído por quase um milênio. Aqueles que criticam a “neopaganismo” da cultura de morte atual provavelmente não sabem que sua caracterização é historicamente justificável. Deste prisma, comparado a “terrível e negra” Idade Média a nossa época pode se classificar como “Idade das Luzes”? Somente alguém extremamente simplista como um neo-ateu, um secularista e esquerdista poderia partir pra tal “raciocínio”.
Se não fosse a “terrível e negra” Idade Média não teríamos as universidades, os títulos de doutorado e pós-graduações que temos e infinidades de coisas mais, relacionadas ao campi. Novamente, é triste ver alguém que se diz “padre”, que deveria ser consciente e bem informado sobre o assunto, declarar algo tão ginasial como isso e que vai ao encontro das ideias  estúpidas dos críticos superficiais da Igreja.
Neste vídeo eu respondo ao Matheus sobre a questão das universidades. É obrigatório ver para toda pessoa que quer ser bem informada sobre o assunto:
Regine Pernoud, por exemplo, demonstra sobre o sistema de ensino medieval:
Há pouca diferença, na Idade Média, na educação dada às crianças de diversas condições. Os filhos dos vassalos menores são educados na residência senhorial, juntamente com os do suserano, e os dos ricos burgueses são submetidos à mesma aprendizagem que o último dos artesãos, se estes querem futuramente tomar conta da loja paterna. É sem dúvida por isto que temos tantos exemplos de grandes personagens saídos de famílias de condição humilde: Suger, que governa a França durante a cruzada de Luís VII, é filho de servos; Maurice de Sully, o bispo de Paris que mandou construir Notre-Dame, nasceu de um mendigo; São Pedro Damião foi guarda-porcos na sua infância; e uma das mais vivas luzes da ciência medieval, Gerbert d’Aurillac, é igualmente pastor; o papa Urbano VI é filho de um pequeno sapateiro de Troyes; e Gregório VII, o grande papa da Idade Média, era filho de um pobre cabreiro. (Pernoud, Regine – Luz sobre a Idade Média. Grifo nosso)
Contraste isso com o nível, “abençoado” pela esquerdalha e marxismo cultural imbecilizante humanista secular de muitas de nossas universidades e sua qualidade, além do pérfido e demente “sistemas de cotas”. É aberrante e abissal o contraste.
É comum vermos na literatura secular, em filmes e documentários, pior nas escolas do ensino fundamental e médio e até em faculdades e universidades, a afirmativa de que a Igreja “torturou e matou milhares”, alguns dizem milhões de pessoas com a Inquisição. Há também vários ambientes acadêmicos no Brasil em que é nítida esta linha interpretativa, são muitos autores e professores universitários a partilhar dessas objeções.
Vale salientar que estas sociedades eram nitidamente ligadas ao bem e ‘alegria social’ (Pernoud, 1997) e da religião “em função da fé cristã” (Daniel Rops, Vol. III. p. 43), tinha como ferramentas a prevenção através da condenação, para evitar a contaminação de confusões e divisões que ruíam ‘todo o sistema e ordem social da época’ (Gonzaga, 1994) além da propagação de heresias e divisões entre os fieis da Cristandade, assim os códigos penais civis abraçavam e previam comumente a tortura e a morte do réu. E o povo entendia que estes eram os princípios jurídicos e inquisidores (cf. Mt 18,6-7).
Mas seriam verdadeiros estes indicies sobre a Inquisição? Ou é maquinação vinda dos inimigos da religião que tiram proveito não só da Inquisição ou Cruzadas, mais dos erros e faltas morais de alguns filhos da Igreja para fazer de “cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” como disse o historiador e Pe. W. Devivier, S.J.  Fato que “é da natureza da Igreja provocar ira e ataque do mundo” segundo Hilaire Belloc.
Um grande encontro aconteceu entre 29 a 31 de Outubro de 1998. Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As atas do grande simpósio Internacional reuniu mais de 30 grandes historiadores, de diversas confissões religiosas para tratar historicamente da Inquisição, proposta vinda da Igreja. João Paulo II perguntou certa vez perguntou “Na opinião do publico, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade” pergunta crucial. Entre os dados do simpósio cuja documentação já foi utilizada em vários obras, e continua a ser, consta entre os em resumo aos dados as seguintes afirmações declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo.
Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola:
“A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7 (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”
O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usavam tortura, representam menos números do se imagina e foi propagado. Os dados representam uma verdadeira demolição de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição.
“Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998. Grifo nosso).
Para saber mais, e evitar os atalhos e entraves pseudo-intelectuais de declarações infelizes como essa do pe. Marcelo Rossi e dos apedeutas ateístas militantes e outros críticos da Igreja, vejam: DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925.; L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998; PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964; ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993.
Ao que parece, Marcelo Rossi, autor de livros populares, não se tornou conhecido por ser popularmente bem informado. Como muitos outros, caiu no discurso do polivalente vazio. Em todo sentido, seja no contexto como no geral, tanto o Marcelo Rossi quanto qualquer simplista crítico da Igreja neste ponto cai no discurso vazio e completamente nulo historicamente.

A falsidade do "casamento" gay


"Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas." (Bento XVI)
Assembleia Nacional da França aprovou a polêmica lei por 331 votos a favor e 225 contra

Depois de longos meses de discussões e intensos debates públicos, a Assembleia Nacional da França - espécie de Câmara dos Deputados - aprovou por 331 votos a favor e 225 contra a lei que reconhece as uniões homossexuais como família e o direito à adoção por esses pares. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 23/04, sob forte pressão contrária dos franceses. Embora a ideologia gay veja o fato como uma vitória, na verdade, ele constitui uma derrota tanto para os homossexuais, quanto para a França, outrora "filha mais velha da Igreja".
Nesta polêmica sobre as uniões homossexuais, é recorrente a acusação de que aqueles que se posicionam contrários a essas propostas sejam motivados por preconceito ou fundamentalismo religioso. Acusação nada mais falaciosa, pois a verdade fundamental de que o matrimônio seja algo genuinamente formado por um homem e uma mulher não é, nem nunca foi, de ordem religiosa, mas natural. Por isso não é justa a argumentação laicista que pretende excluir os católicos dessa discussão, pois ela fere diretamente o ordenamento jurídico da sociedade e sua moral.

Quando a Igreja se posiciona nestes temas relacionados à moralidade - leia-se aborto, uso de células-tronco embrionárias, camisinha, etc. - ela não o faz por dogmatismos, mas por fidelidade à racionalidade. Assim recordava o Santo Padre Bento XVI no seu discurso ao Parlamento Alemão: "o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito".

A equiparação das relações homossexuais ao matrimônio nasce justamente de uma frágil compreensão a respeito da pessoa humana. Entende-se "pessoa" como apenas o aspecto consciente e volitivo do eu. Neste sentido, o corpo seria um mero instrumento e não parte constitutiva da pessoa humana. Com efeito, quando se aceita essa proposição dualista do ser humano, abre-se espaço para qualquer tipo de relação, pois a unidade pessoal não seria mais através dos corpos, ao contrário, as pessoas se uniriam emocionalmente. Ora, salta aos olhos o absurdo desse raciocínio.
Milhares de franceses foram as ruas para protestar contra o "casamento" gay

Contra essas proposições, o professor de jurisprudência da Universidade de Princeton, Robert P. George, recorda o direito matrimonial histórico e aquilo que Isaiah Berlin (1909-1997) chamou de tradição central do pensamento ocidental. Segundo o professor, "longe de ser um mero instrumento da pessoa, o corpo é intrinsecamente parte da realidade pessoal do ser humano". Dessa maneira, George conclui que "a união corporal é, pois, união pessoal, e a união pessoal integral - a união conjugal - está fundada na união corporal".

O que Robert P. George defende

pode ser claramente encontrado na Teologia do Corpo do Bem-aventurado João Paulo II, ou seja, a unidade pessoal do homem e da mulher que decorre do ato sexual. Quando ambos se unem formam um único organismo. Isso só é possível graças à natureza sexual do homem e da mulher. Mesmo que o casal seja estéril, a sua relação forma um único organismo, pois seus órgãos estão naturalmente ordenados para essa união. E aqui, a crítica da ideologia gay cai por terra, já que nenhum de seus órgãos são capazes de se unirem de fato num único organismo, como acontece na união sexual entre heterossexuais.

Ainda sobre o raciocínio de Robert P. George, vale a pena citar este parágrafo de um artigo seu publicado na Revista Communio:
"O que é singular acerca do casamento é o fato de se ver verdadeiramente uma partilha integral de vida, uma partilha fundada na união corporal tornada singularmente possível pela complementaridade sexual de homem e mulher - uma complementaridade que torna possível a dois seres humanos tornarem-se, na linguagem bíblica, uma só carne - e que, portanto, torna possível a esta união de uma só carne ser o fundamento de um relacionamento no qual é inteligível a duas pessoas se ligarem uma a outra em votos de permanência, monogamia e fidelidade".


Fica claro, assim, que de forma alguma a Igreja está privando os homossexuais de um direito civil ou marginalizando-os, como alguns mal intencionados querem sugerir. Muito pelo contrário, a Igreja apenas questiona as expressões de "amor" que não estão fundamentadas na verdade acerca do ser humano e as ideologias interessadas em solapar a família, privando-a de sua identidade. Aprovar as uniões homossexuais é dar carta branca para todo tipo de união que, a pretexto de um sentimentalismo duvidoso, queira exigir do Estado direitos e subsídios que, a priori, deveriam pertencer somente à família.

Apesar dessa lamentável decisão dos políticos franceses, a Igreja continuará a defender a dignidade da família e os seus direitos. A Igreja continuará firme na defesa do sagrado matrimônio, pois crê na verdade fundamental e tantas vezes lembrada pelo Papa Emérito Bento XVI de que "nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas."

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Homem recusa (novamente) a comunhão na mão em Missa Papal

Via Rorate Caeli

Continuo esperando por uma das "missas-dos-balões" do Papa Francisco. Mas, ao contrário, continuo vendo missas com muito Latim e somente pessoas ajoelhadas recebendo a Sagrada Comunhão do Santo Padre.

Vejam em 1 hora 57min 39 seg. Pode-se ver mais uma vez - como na última semana - alguém sendo lembrado para receber a Sagrada Comunhão na língua ... [Nota Rorate: ainda mais forte, ele foi negado na mão, e não apenas lembrados, um bom sinal]

Para ter certeza, há padres "agradáveis ao público" ', por exemplo @ 1 hora 57min 08sec, que distribuem a Sagrada Comunhão de qualquer forma, mas está claro que existe uma diretiva para se distribuir na língua, que certos padres tomam para si a iniciativa de contrariar...

Um padre tonto é tratado pela imprensa como se fosse um misto de Voltaire com Santo Agostinho.

Ou: O sacerdote que decidiu dar um ultimato à Igreja: ou ela muda, ou ele não volta!

Por Reinaldo de Azevedo

Ai, ai… É tanta bobagem que a gente mal sabe por onde começar. Em Bauru, há um padre chamado Roberto Francisco Daniel. Tem programa de rádio, costuma postar vídeos na Internet, usa piercing e anéis, exibe camisetas com estampas que remetem ao rock ou com a imagem de Che Guevara (o porco fedorento e assassino) e frequenta choperias. Fiquei sabendo de tudo isso lendo uma reportagem na Folha . O padre tem ideias muito próprias sobre uma porção de coisas:
- defende o amor entre pessoas do mesmo sexo;
– acha que maridos podem se apaixonar por homens, e as mulheres casadas, por mulheres. E podem viver esse amor sem problemas desde que não haja traição.Todo mundo tem de saber de tudo. A reportagem não diz, mas suponho que ele admita até a possibilidade de homens casados se apaixonarem por outras mulheres, e vice-versa… Não sei se entendem a sutileza.
– a reportagem informa que ele tem uma “legião” de seguidores. Descontraído, claro!, é conhecido como “Padre Beto”.

Se você quiser vê-lo e ouvi-lo a articular as suas, vá lá, ideias, há o vídeo abaixo.Volto em seguida.
Voltei
O primeiro parágrafo da reportagem da Folha é, como posso dizer?, teologicamente impagável. Reproduzo e comento.

“Conhecido por contestar os princípios morais conservadores da Igreja Católica, um padre de Bauru (329 km de SP) que havia sido formalmente repreendido pelo bispo local anunciou neste sábado que irá se afastar de suas funções religiosas.
Comento
Veja vem, leitor: os “princípios morais” da Igreja Católica só podem ser considerados “conservadores” ou “progressistas” no cotejo com os princípios morais de outros grupos, certo? Caso sejam comparados com o islamismo xiita, por exemplo, serão considerados, não tenho dúvida, progressistas. Caso os dos xiitas sejam confrontados com os dos wahabitas, aí o xiismo é que vai parecer avançadinho… Imaginem só: no Irã, uma mulher pode dirigir, dar aula em universidade, participar do Parlamento. Na Arábia Saudita, nem pensar.

Assim, seria o caso de indagar: o que quer dizer “princípios morais conservadores da Igreja Católica”? Conservadores em relação a quê? Certamente a repórter tem como valor de referência a moral laica, não religiosa, agnóstica quem sabe, ateia no limite. E todos esses valores, obviamente, são legítimos para quem os cultiva.
Muito bem! O chato do Irã ou da Arábia Saudista é que não sobra espaço para ser cristão, ateu ou macumbeiro. Não é raro que a acusação de apostasia renda pena de morte. No Ocidente, não! No catolicismo, não! As pessoas são livres para escolher o que as faz felizes. E ponto final.
Quando o tal padre Beto decidiu pertencer à Igreja Católica, ser seu sacerdote, ele não ignorava os princípios que orientam a instituição. Poderia ter dito: “Ah, não, isso é conservador demais pra mim”. E que fosse fazer outra coisa, que tivesse encontrado outra religião, ora essa! Se eu convidá-lo, leitor, para tomar um café em casa e disser que só entra lá quem estiver com uma camiseta do Corinthians, você tem duas opções, e a terceira é inimaginável: a) aceitar o meu convite e comparecer com a camiseta do Corinthians; b) recusar o meu convite.Não existe a alternativa c: negar-se a envergar a camiseta do timão e ficar fazendo comício na porta da minha casa, exigindo o seu “direito” de entrar em nome da “liberdade de expressão” ou da “liberdade de camiseta”.
A Igreja é “Católica” — e isso quer dizer “universal” —, pretende ser de todos os homens, mas é evidente que é uma religião de uma parcela da humanidade apenas — algo em torno de 18%. Já há muito tempo, só se impõe e se espalha pelo convencimento, pela caridade, pelo trabalho social, tudo isso ancorado nos Evangelhos. No mundo livre, as pessoas escolhem ser católicas ou qualquer outra coisa; em muitas ditaduras, essa escolha pode resultar em punição e morte.
O tal “padre Beto”, tratado pela reportagem da Folha como um pensador iluminista — para ser Voltaire, visivelmente, faltam-lhe nariz e muita filosofia —, não é um pensador desassombrado. É só um tolo, que decidiu usar o púlpito para pregar uma religião que católica não é. E, por isso, foi repreendido pelo bispo. Como não aceitou a admoestação, decidiu se afastar.
Que bom! Melhor para a Igreja e certamente melhor para si mesmo. Ele tem o direito de pensar o que bem entender. Mas não tem o direito, não como padre, de dizer coisas como esta:
“Se refletir é um pecado, sempre fui e sempre serei um pecador. Quem disse que um dogma não pode ser discutido? Não consigo ser padre numa instituição que no momento não respeita a liberdade de expressão e reflexão”.
É um apanhado de tolices, que parece limonada gelada em dia quente e seco para a ignorância filosófica e teológica que grassa na imprensa. Quem disse que “refletir é pecado”? A Igreja? Perguntem a Santo Agostinho ou a Santo Tomás de Aquino. Beto é estúpido! Lida mal com as palavras. Se um dogma, como ele diz, pode ser discutido, então se deve admitir no seio da Igreja Católica quem não acredita na própria Igreja como obra do Cristo ou quem despreza o sacrifício da Cruz. Como? Ele não consegue ser padre de uma “instituição que não respeita a liberdade de expressão e reflexão”? Deixem-me ver se entendi: padre Beto gostaria de ser padre renegando alguns dos fundamentos que tornam Beto… um padre!
É de um cretinismo fabuloso! Isso não é padre já há muito! Tudo indica, pelo cheiro da brilhantina, que a Diocese sabe há muito tempo que ele “ora por fora”.É de se lamentar que tenha chegado tão longe se dizendo um “padre”. Outro trecho da reportagem seria de rolar de rir não fosse a expressão cruel desses dias:
“O padre não descarta a possibilidade de voltar, desde que a Igreja fique mais progressista. Afirmou que vai manter o celibato e poderá encontrar seus seguidores para reuniões de orações, sem que isso signifique a criação de uma nova religião.
Heeeinnn? Quer dizer que ele até pode voltar desde que a Igreja Católica mude?Entenderam quem é Beto? Ele jamais mudaria, está claro, para se adequar aos valores da Igreja da qual decidiu ser sacerdote. Mas espera que a instituição mude para se adequar a ele.
Vai manter o celibato, é? Então tá… Vá com Deus, Beto! 

'Culto satânico' atrai celebridades, diz site


A poucos dias publicamos "Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!", e nos parece que matérias como "Exorcistas experientes respaldam Padre Gabriele Amorth: o novo ritual de exorcismo é ineficaz." e as postagens que temos aqui do Pe. Gabriele Amorth, poderão evidenciar que o exorcismo não é uma fábula. Segue a matéria de um blogue do site O Globo.

***

Matéria do Blog de O Globo

Parece que a Cientologia, que tem o ator Tom Cruise como um dos seus mais famosos adeptos, está perdendo terreno entre as celebridades. O motivo atende pela sigla OTO - Ordo Templi Orientis.



Aleister Crowley / Foto: Reprodução Ordo Templi Orientis - New Zealand

A "religião" foi fundada no fim do século XIX e o primeiro seguidor a conseguir notoriedade foi Aleister Crowley. Nascido em berço confortável em 1875, o britânico se dizia um "profeta" e, ao mesmo tempo, "a grande besta do 666". Morreu em 1947.

A prática religiosa de Crowley e seus seguidores incluía rituais sexuais sadomasoquistas com homens e mulheres e uso de drogas pesadas, como ópio, cocaína, heroína e mescalina, conforme reportagem do "Daily Mail".

A pregação seduziu famosos. A socialite Peaches Geldof, filha do músico Bob Geldof, seria o mais claro exemplo de celebridade que abraçou o "culto satânico".Ela exibe no antebraço direito uma tatuagem com as iniciais OTO, dentro de um coração.






Peaches Geldof / Foto: Reuters

A reportagem do "Daily Mail" citou outros astros que estariam envolvidos com o culto. Jimmy Page, o guitarrista do Led Zeppelin, é um deles. O músico participaria costumeiramente de rituais de magia negra e até comprou a casa onde Crowley viveu, às margens do Lago Ness, na Escócia.






Jimmy Page / Foto: Reuters

O rapper Jay-Z seria outro envolvido com o OTO.

O chefe do culto no Reino Unido é John Bonner, de 62 anos. Segundo ele, o OTO não deseja ter apelo popular.

"No Reino Unido somos centenas. No mundo, milhares", revelou.

A filiação ao OTO é secreta e a origem do culto não é bem definida. Acredita-se que ele tenha surgido entre 1895 e 1906, na Alemanha ou na Áustria. O fundador seria o empresário austríaco Carl Kellner. Mas há quem aponte para Theodor Reuss, Franz Hartmann e Henry Klein.






Jay-Z / Foto: Reuters

Onde está a Igreja Apostólica Romana?

“Cristãos mornos são aqueles que querem construir uma igreja na própria medida, mas esta não é a Igreja de Jesus”. 
Papa Francisco
"O demônio pode ocultar-se até sob o manto da humildade, mas não sabe vestir o manto da obediência"
Santa Faustina Kowalska (foto: Victor David)

Como noticiado pelo site Fratres in Unum AQUI, Padre Beto abandona ministério sacerdotal e espera que Igreja volte a ser a mesma das décadas de 60 a 80. E nos perguntamos uns aos outros "onde está a Igreja Católica Apostólica Romana?", pois querem criar uma Igreja sem Roma, querem criar uma Igreja Separada, mas sob a égide de Roma, pois eles são disfarçados. Não existe Igreja Católica comunhão na Fé Apostólica.

Disse a Virgem de La Salete:

Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os sacerdotes, por causa da sua vida má, pelas suas irreverências e pela sua impiedade ao celebrar os santos mistérios, pelo amor ao dinheiro, o amor às honras e aos prazeres, os sacerdotes converteram-se em cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes provocam a vingança e a vingança pende sobre suas cabeças.
Ai dos sacerdotes e pessoas consagradas a Deus que pelas suas infidelidades e más vidas crucificam meu Filho de novo! Os pecados das pessoas consagradas a Deus clamam ao Céu e atraem vingança, e eis que a vingança está às suas portas, porque já não se encontra ninguém para implorar misericórdia e perdão para o povo. Já não há almas generosas, já não há ninguém digno de oferecer a Vítima sem mancha ao Eterno, pelo mundo.

Rezemos pelos sacerdotes que se perdem, mas que os hereges, apóstatas e cismáticos sejam desmascarados para a glória de DEUS e a salvação das almas!

Seguem duas palestras do Pe. Paulo Ricardo que são absolutamente convenientes.

Padres, convertam-se:


Os bons e os maus sacerdotes:

Falece Bispo chinês que esteve preso 20 anos por ser fiel à Igreja

ROMA, 19 Fev. 13 (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito da Diocese de Yinchuan da região autônoma da Ningxia (China), Dom Giovanni Battista Liu Jingshan, faleceu em 4 de fevereiro aos 99 anos. Durante quase 20 anos esteve na prisão e foi enviado a um campo de trabalho forçado por ser considerado um criminoso político pelas autoridades.

O Prelado é conhecido por ter feito renascer espiritual e materialmente à Igreja , em uma região onde o catolicismo estava quase extinto.

Quando começou seu trabalho pastoral, a Diocese de Yinchuan tinha apenas dois sacerdotes e um pequeno terreno. Agora há 12 sacerdotes que assistem a 15 mil fiéis em 14 Igrejas, e 2 congregações que contam com mais ou menos vinte religiosas.

O Bispo Emérito nasceu em 24 de outubro de 1913, em uma família católica da Diocese de Bameng, interior da Mongólia. Aos 16 anos sentiu o chamado à vocação sacerdotal e ingressou no Seminário Menor, posteriormente durante a ocupação japonesa, integrou-se ao Seminário Maior para continuar com seus estudos em filosofia e teologia.

Dom Liu foi ordenado sacerdote em 1942 e começou seu trabalho pastoral primeiro como pároco em sua diocese e depois no Seminário Menor.

Em 1951 o capturaram e foi enviado a um campo de trabalho, onde permaneceu cuidando porcos por quase 20 anos, até sua liberação em 1970. Durante nove anos, depois de ser liberado, o Prelado permaneceu em uma casa trabalhando no campo, até que retomou os trabalhos pastorais e de ensino.

Com 70 anos, no ano 1983, foi encarregado da Diocese de Yinchuan, onde estava acostumado a dizer continuamente que "ainda devo fazer algo pelo Senhor, encontrarei o caminho para construir a Igreja", e terminou a construção da Catedral da Diocese em três anos.

Posteriormente em 1993 foi ordenado Bispo e por seu trabalho pastoral, Dom Liu é reconhecido por ser um verdadeiro padre da Igreja da região autônoma da Ningxia.

Recordam-no por sua perseverança na obra de reconstrução da Igreja, em meio de um ambiente rígido e desfavorecido em uma vasta região, marcada durante anos pela revolução cultural Chinesa e que conta com uma ampla presença muçulmana.

O Prelado dizia constantemente a seus interlocutores que "embora tenha passado 19 anos como prisioneiro, amo minha pátria, e não só a pátria, amo também a minha Igreja".

Dom Liu, à medida que lhe era permitido, percorria em bicicleta muitos quilômetros de distância entre povo e povo, para servir aos fiéis e compilar seus poucos recursos.

O funeral foi celebrado na catedral Yinchuan, em 18 de janeiro e o corpo foi enterrado na Igreja de Xuhezhuang, Helan.

Dom Liu, é um dos últimos sacerdotes ordenado antes da aparição do comunismo na China, foi um exemplar testemunho não só em uma época na qual os católicos podiam professar livremente sua lealdade ao Santo Padre, mas também nos momentos de duras provas.

O sábio segundo Tomás de Aquino contra as filosofias subjetivistas

Sidney Silveira

Posto abaixo um trecho de aula (de dois anos e meio atrás) em que se faz alusão ao duplo papel do sábio de acordo com Tomás de Aquino, consignado no início da Suma Contra os Gentios: ordenar as coisas aos seus fins devidos e combater os erros. Como esse papel pressupõe a existência da verdade, ali eu o contraponho a filosofias subjetivistas posteriores para as quais não há sabedoria, verdade, etc.

P.S. Quando falo no vídeo da absurdidade da premissa de Descartes de que os sentidos nos enganam, contrapondo-a a Aristóteles e Santo Tomás, faltou dizer que eles só podem dar informações imprecisas ou errôneas se apresentarem um defeito em suas potências naturais. Sem isto, eles sempre nos dão a informação correta, precisa e segura de acordo com o objeto formal próprio que os distingue.

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Os biógrafos notam que, interessado pela boémia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.

Sua extensa obra constitui-se de 9 romances e peças teatrais, 200 contos, 5 coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que nota-se traços de pessimismo e ironia, embora não haja rompimento de resíduos românticos. Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as da Trilogia Realista. Sua primeira fase literária é constituída de obras como Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, onde nota-se características herdadas do Romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica moderna.

Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público. Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade, John Barth, Donald Barthelme e outros. Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil, contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.

Jovem de Brusque mostra apoio de Pe. Fábio de Melo ao partido mais abortista do Brasil

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O retrato de uma era

Fratres in Unum | A VIDA SACERDOTAL

O bispo ultrajado demonstra seu amor à Virgem MARIA
Ativistas de um grupelho animalesco invadem conferência e jogam água no Arcebispo de Bruxelas, Dom André-Joseph Léonard — o mesmo que há três anos recebeu uma torta na cara por conta de seu claro posicionamento em defesa da moral católica.

Um triste retrato de um mundo que caminha a passos largos para o abismo. Diante da imagem, alguns católicos conformistas e acomodados dão a derrota como consumada e preferem jogar a toalha. Nós, no entanto, vamos até o fim. Como dizia o grande Dom Pestana, “o Senhor nos pede não a vitória, mas a luta”.

Dom Léonard sequer olhou para as infelizes que o agrediram: levantou-se, beijou uma imagem de Nossa Senhora e se retirou. Rezemos por ele.

A nova ordem mundial usa a educação para promover o controle mental de indivíduos e da sociedade

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Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!


"Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido [...]"
Dom Manoel em manifestação pro-vida em Anápolis, GO.

Dom Manoel Pestana, Prefácio do livro “Um Exorcista Conta-nos” do Pe.Gabriele Amorth 

O grande papa Leão XIII entrou no século XX ainda apavorado pela visão que tivera da formidável presença diabólica em Roma, “para a perdição das almas”. Desde 1886, mandara a todos os bispos rezar a oração a São Miguel Arcanjo, escrita por ele, de próprio punho, como também um exorcismo maior que recomendava a bispos e párocos para recitarem com frequência nas dioceses e paróquias.

“O século do homem sem Deus”, anunciado por Nietzsche, transforma-se no século de Satanás, que prepara o seu reino com a Primeira Guerra Mundial, implanta o comunismo ateu e tirânico, contra Deus e contra o homem, na revolução bolchevista de 1917, semeia a Europa inteira de ruínas e sangue com a Segunda Guerra Mundial, fruto dos poderes das trevas; invade toda a terra de ódio, terror, impiedade, heresia, blasfêmia e corrupção em guerras e revoluções sem trégua; insinua-se, de início, como fumaça, e, depois, implanta-se, poderoso, no seio da própria Igreja.

Tudo isto, Nossa Senhora confidenciara aos videntes de Fátima, exatamente no mesmo ano da tragédia russa; e o mesmo se diga do 3º capítulo do Gênesis, em que se pinta a vitória da serpente infernal e a presença de Maria, esmagando-lhe a cabeça.

A Cristandade continuou a rezar as orações de Leão XIII, estimulada pelos Papas. Pensadores cristãos como, por exemplo, Anton Böhm (Satã no Mundo Atual, Tavares Martins) e de La Bigne Villeneuve (Satan dans la Cité, Du Cèdre) denunciam a infiltração visível do demônio em todas as estruturas da sociedade.Bernanos surpreende-nos Sob o Sol de Satã.

De súbito, ao aproximar-se o último e temeroso quartel do século XX, contesta-se a existência dos anjos, desaparece a oração de São Miguel, suspendem-se os exorcismos, inclusive o do Batismo, mergulha no silêncio o ministério e a função do exorcista.

Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido, e amargura-se com a autodemolição da Igreja. Os seminários desaparecem, a teologia prostitui-se em cátedras de iniquidade, a liturgia reduz-se, com certa frequência, a uma feira irrelevante de banalidades folclóricas. A pretexto de inculturação, a vida religiosa desliza para o abismo.

“Os poderes do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, é certo. Mas o próprio Senhor prediz o obscurecimento da fé, o esfriamento da caridade. A visão (do Inferno) de Fátima faz vacilar o otimismo ingênuo e irresponsável dos que apostam na salvação de todos, mesmo até dos que a recusam.

(…) Jesus começa a sua missão, tentado pelo demônio e a expulsão dos maus espíritos torna-se uma das notas mais relevantes da sua atividade messiânica.“Em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16,17), diz Jesus, ao despedir-se dos discípulos, notando que este será um sinal dos que crêem nele. E Satanás, pela ação dos Apóstolos, caía do céu como um raio… Quando os cristãos de todos os níveis, apesar dos Evangelhos e do Magistério, principiaram a duvidar da ação e, depois, da existência do espírito rebelde, aconteceu o que Jesus havia anunciado (Mt 14,44-45): expulso, ele volta para a casa “desocupada, varrida e arrumada”, mas indefesa, com sete espíritos piores do que ele, “e a condição final torna-se pior do que antes”, exatamente o que está a acontecer.


Hoje, não é só a fumaça de Satanás, penetrando por uma fenda oculta, mas o diabo, de corpo inteiro, que irrompe triunfalmente pelas portas centrais. Quem o vai exconjurar das nossas igrejas, das nossas residências episcopais e paroquiais, dos nossos centros comunitários, dos nossos seminários e universidades, dos Senados e das Câmaras Legislativas, dos Palácios do Governo e da Justiça, dos bancos e das bolsas, dos meios de comunicação, das escolas e hospitais, das consciências de todos nós?

E, não hesitemos: quem vai expulsar os demônios dos Palácios Pontifícios, das Congregações e Secretarias, das Nunciaturas, das Conferências Episcopais e Cúrias, dos Santuários e Basílicas, das ONU e dos Parlamentos, sem falar desse mundo “posto maligno”, que viceja “sob o sol de Satã”?

(Fonte: GRAA)

NOTAS SOBRE A PEDAGOGIA DE HUGO DE SÃO VITOR


1. Época de Hugo de São Vitor.

Hugo de São Vitor nasceu na Saxônia, que hoje faz parte do território da Alemanha, no ano de 1096. Ainda jovem sentiu a vocação religiosa e mudou-se para Paris com a intenção de ingressar no Mosteiro de São Vitor, no qual residiu até a sua morte em 1141. Ele viveu, portanto, na primeira metade do século dos anos 1100.
A época em que viveu Hugo de São Vitor foi uma das mais importantes da história da civilização ocidental, pois foi nela que começaram a se organizar as nações que hoje fazem parte da Europa.
Mil e cem anos antes da época de Hugo, quando nasceu Jesus Cristo, não existiam Inglaterra, França, Alemanha, Portugal nem tantos outros países da Europa. Na época de Cristo a Europa, o norte da África e o Oriente Médio constituíam um todo conhecido como Império Romano. A ausência de fronteiras e as facilidades de comunicação dentro de um império tão grande muito auxiliou para que o cristianismo se propagasse mais facilmente por todo o mundo civilizado daquele tempo.
Entretanto, a partir dos anos 400 e durante vários séculos que se seguiram, muitas hordas de bárbaros provenientes da Europa Oriental e do interior da Ásia passaram a invadir o território do Império Romano que acabou aos poucos se esfacelando. Embora tivesse havido algumas épocas de calma, as invasões e as desordens que resultaram delas só puderam começar a ser definitivamente controladas, possibilitando a organização daquelas que são as atuais nações da Europa, na época de Hugo de São Vitor. Entre o ano 1100, próximo ao nascimento de Hugo, e o ano 1300, próximo à morte de Santo Tomás de Aquino, houve um extraordinário renascimento da civilização na Europa em todos os aspectos, incluindo a vida religiosa, a teologia e a educação. Pertencem a este período da história as vidas de São Francisco de Assis e de São Domingos.
No início deste período, no ano 1100, São Vitor era o nome de uma capelinha situada nos arredores de Paris e freqüentada por pessoas que vinham, longe do tumulto da cidade, consagrar algum tempo à meditação e à oração. Em 1108, com o fim de melhor poder dedicar-se às coisas de Deus, um sacerdote professor da escola anexa à Catedral de Notre Dame, chamado Guilherme de Champeaux, transferiu-se para lá junto com vários de seus alunos. Mesmo residindo em São Vítor, Guilherme continuou sendo procurado, não só pelo seu exemplo, como também pelos seus ensinamentos, que não deixou de ministrar. Assim surgiu ali o mosteiro de São Vítor.
Quando Hugo pediu para ser admitido no mosteiro de São Vitor, Guilherme já não residia mais nele. Tinha sido promovido a bispo e havia deixado outros em seu lugar, encarregados do governo do mosteiro. Algum tempo depois a tarefa de organizar a escola de Teologia anexa ao mosteiro seria confiada a Hugo de São Vitor.
Raras vezes na história humana uma escolha pôde ter sido tão feliz. No mosteiro organizava-se uma grande biblioteca que daria acesso a Hugo ao que de melhor havia sido escrito pela tradição cristã. A fama de São Vitor já havia atravessado as fronteiras e espalhava-se por toda a Europa; ela trazia ao mosteiro, de todas as partes, estudantes de notável talento, como tinha sido o caso do próprio Hugo, que para lá se tinha dirigido proveniente do Sacro Império Germânico, de Ricardo de São Vitor, que ali chegou proveniente da Escócia, e de Pedro Lombardo, que vinha do norte da Itália encaminhado por São Bernardo. Já é coisa rara que um talento da envergadura de Hugo, homem de inteligência brilhante, santidade manifesta e notável vocação docente se veja diante de tantos e tão excelentes recursos materiais e humanos; mais raro ainda é que alguém nestas condições se veja encarregado de, além de ensinar, organizar também a escola. Esta tarefa suplementar obrigou Hugo adicionalmente a explicar aos alunos como se deveria estudar, aos professores como se deveria ensinar e à escola como se deveria organizar, e isto não para obter algum diploma, que naquela época ainda de nada valiam, mas para, a partir de um sólido conhecimento das Sagradas Escrituras e das obras dos Santos Padres, empreenderem a busca da santidade. O conjunto da obra de Hugo de São Vitor mostra que ele elaborou um sistema de Pedagogia em que o estudo de torna um instrumento de ascese em perfeita consonância com os ensinamentos do Novo Testamento a respeito da fé, da graça e da oração, da necessidade da graça para a prática das virtudes e dos frutos que se esperam do desenvolvimento da vida espiritual.
Hugo de São Vítor mostrou, em suma, como se organiza o estudo, o ensino e a escola para que, sem deixar de ser uma escola, nem perder nenhuma das características que tradicionalmente se atribuem a uma escola, ela tenha como meta a santidade. Esta meta não é algo acrescentado ou justaposto ao que já seria a escola, mas é aquilo que dita a própria essência de sua organização e de seus métodos.
Hugo mostrou ainda que se isto pode ser possível, é porque esta é a verdadeira e legítima finalidade da escola. São as outras escolas, e não esta, que representam um desvio do verdadeiro ideal do ensino.