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Otra buena noticia: también se restablece la Santa Misa Tridentina de los Franciscanos de la Inmaculada en Florencia (Italia)

CATHOLICVS | A VIDA SACERDOTAL

Tras la buena noticia en relación a los Franciscanos de la Inmaculada y la celebración de la Santa Misa tradicional, que publiqué el pasado domingo (ver aquí), la Coordinadora Toscana Benedicto XVI da otra buena noticia que va en la misma dirección: ha anunciado que la solicitud hecha por los Frailes Franciscanos de la Inmaculada de Florencia para el restablecimiento de la Santa Misa en el rito antiguo, también fue aceptada por el Comisario Apostólico, el P. Fidenzio Volpi.

Las celebraciones comenzarán de nuevo en la Iglesia de S. Salvatore de Todos los Santos (Ognisanti), el próximo domingo 1 de septiembre, a las 12 am, y tendrá la misma frecuencia establecida anteriormente: domingos y festivos a las 12 am y los días de diario a las 8 am. La dirección es: Borgo Ognissanti, 42, Florencia (Italia). Tel.: 055 2398700.

La Coordinadora ha expresado su satisfacción por el resultado y sigue rezando en apoyo del fecundo apostolado de los Padres Franciscanos de la Inmaculada. La imagen que abre esta entrada fue tomada hace varios años durante las Ordenaciones diaconales conferidas por S. E. R. Raymond Leo S.R.E. Card. Burke en la parroquia de Ognissanti de Florencia, asistido por los Franciscanos de la Inmaculada. En la siguiente imagen puede verse la fachada de la iglesia parroquial de San Salvatore in Ognissanti de Florencia, donde los PP. Franciscanos de la Inmaculada también volverán a oficiar la Santa Misa Tridentina, tras la reciente prohibición de la Congregación para los Institutos de Vida Consagrada y Sociedades de Vida Apostólica, a cuyo frente se encuentra como Prefecto S. E. R. João S.R.E. Card. Braz de Aviz.

Mais fotos do Cardeal Burke com a Capa Magna

Como havíamos postado AQUI: a capa magna voltou a Roma na casa dos Frades da Imaculada.

Uma notícia simples mais com um contexto tão expressivo, ainda mais de onde e de quem venha, deve ser conhecida por todos. Vejam mais fotos:











O Vaticano II é um problema?

Aproxima-se o congresso dos Franciscanos da Imaculada sobre o Concílio Vaticano II como concílio pastoral [ndr: na realidade, o congresso ocorreu no fim de semana passado], em um clima ardente e um crescente debate,  sinal de que aqui reside um problema combinado com uma esperança. Deseja-se destacar a verdadeira natureza do Concílio, o que o Concílio desejou ser, algo frequentemente incompreendido, para fazer do Vaticano II ou o único concílio dogmático do cristianismo ou um “concílio-meteorito”, podendo assim simplesmente descartá-lo. Até pouco tempo, o simples pensamento de poder colocar-se criticamente diante do Vaticano II parecia como uma cripto-heresia pela cortina de silêncio, que necessariamente devia reinar, que o cobria apenas com elogios e louvores. No entanto, depois de mais de quarenta anos, deparamo-nos com um fato inegável: prevaleceram a ruptura e o espírito do Concílio, isto é, aquele modo de descontextualizá-lo da Tradição bimilenar, e a Igreja, lenta e progressivmente,  foi secularizada. O mundo, em certo sentido, venceu a Igreja; aquele mundo que a Igreja quis alcançar de todo modo. O Vaticano II é um problema? Sim, no sentido de que as raízes da inspiração pós-conciliar não estão apenas no pós-concílio. O pós-concílio não causou-se a si mesmo. Logo, é necessário tomar a causa de examinar a raiz do problema, por amor à Igreja e pelo futuro da fé no mundo.
Trata-se de uma questão muito sutil e delicada, que requer atenção e precisão. Obviamente, não partilhamos daquela excessiva dogmatização do Vaticano II pelo simples fato de ser um Concílio Ecumênico, que visa defender o Concílio das duras invectivas do tradicionalismo avançado. Os problemas da ruptura não são reconhecíveis apenas depois do Concílio, mas dentro do próprio Concílio e, se quisermos, em uma teologia que já havia sido delineada no pré-concílio: a teologia que preferia o método das ciências humanas e da filosofia moderna (Rahner é um exemplo) em vez do método metafísico-escolástico.
Ora, as questões que surgem e exigem uma resposta clara são duas:  por que prelaveceu a ruptura? E onde se encontra o pretexto para dogmatizar a ruptura?
A ruptura prevaleceu apelando para uma escassa clareza dogmática presente no Concílio, pelo fato, óbvio, de se pôr como concílio pastoral, mas que, necessariamente, quer e deve abordar também problemas e fatos doutrinais. Desejou-se progredir a doutrina da fé, mas com um discurso pastoral: reapresentar um discurso dogmático, como havia sido anteriormente, era considerado anacrônico. Isso se vê, por exemplo, na renúncia integral dos esquemas já preparados.
O preferir uma aproximação mais discursiva no lugar da metafísica e a pastoral originária do Concílio são dois elementos necessários para compreender o sentido geral dos 16 documentos conciliares (que são distintos e a cada um se deve aplicar um princípio hermenêutico apropriado) e a possibilidade de interpretá-los sub-repticiamente, quando não lidos à luz da Tradição perene da Igreja e, infelizmente, justificar esta pretensão em nome do Concílio.
Em seguida vem a segunda questão. Se seria possível se fundamentar no Vaticano II para formular mesmo doutrinas errôneas ou para trair o magistério, dado que os documentos, enquanto formulados com uma abordagem de tipo pastoral e não para definir uma doutrina de fé ou moral, se deixam ver, quando de fato absolutizados, como um patrimônio se sustenta por si, como o modo novo de dizer a doutrina de sempre. Aqui se esconde outro grande problema: a palavra “pastoral” sofreu uma profunda evolução, tornando-se, em alguns teólogos, a maneira prática de mudar, com uma nova linguagem, com uma nova teologia, a maneira de expor a doutrina e, finalmente, a própria doutrina. A pastoral lida, no entanto, de um modo completamente novo e mesmo revolucionário tornou-se a medida da teologia, que muda em razão das épocas e dos tempos: isso teria sido justificado pelo Concílio. Obviamente, quando se dobra o Concílio — que se prestaria a isso somente se exilado de seu contexto e da Tradição — aos desejos de aggionarmento, e não de piedade cristã e da fé pessoal, mas da fé entendida como um depósito que evolui e pode mudar. A sua razão é a entrada da categoria “história” no estabelecimento da Revelação. A fé, assim, vem subordinada ao “evento Vaticano II”, terminando por crer no evento mais que na Igreja-mistério.
De tudo isso resulta que o Concílio Vaticano II (como qualquer outro concílio) tem de ser interpretado (até mesmo o dogma deve sempre ser lido corretamente). Mas para uma interpretação correta são necessárias, basicamente, três coisas: 1) ter em conta a natureza pastoral do concílio e, portanto, um progresso ou regresso doutrinal, quando o novo é entendido como ruptura; 2) ter em conta o teor dos documentos do Concílio: os documentos como um todo são expressão de um magistério solene e ordinário autêntico; infalível apenas em reflexo, quando se recorda uma doutrina já definida ou uma doutrina definitiva sendo conservada, cuja segurança é expressa pelo próprio magistério. O progresso dogmático do Concílio Vaticano II, que pode indicar uma eventual continuidade/descontinuidade, deve ser avaliado à luz da teologia e medido com os instrumentos teológicos, pelo fato de estarmos diante de um magistério ordinário e não definitório. A teologia neste caso atua como serva do Magistério; 3) é necessário, enfim, contextualizar o Vaticano II, lendo também o contexto histórico que o afetava: a crise modernista do início do século XX; o grande desenvolvimento teológico e o novo método usado em teologia, nem sempre, todavia, em conformidade com o sentir da Igreja; a passagem da modernidade à pós-modernidade como crise dos próprios apogeus conquistados pela razão iluminada e pela vontade de se rebelar contra qualquer instituição — a contestação entrou também na Igreja  — com a revolução cultural de 68. É necessário ter em consideração, em outras palavras, um mundo que mudou forte e drasticamente, já diferente daquele presente no Concílio e predito na análise da Gaudium et Spes. Daí a necessidade de uma análise crítica que seja construtiva para uma adequada interpretação do fato conciliar. A Igreja não começa com o Concílio, mas com Jesus Cristo. A regra última da avaliação da fé, na verdade, não é o Concílio, mas a Tradição da Igreja. O Concílio traz um progresso na compreensão da fé, é claro, mas não altera a Igreja. Se a Igreja mudou não é em razão do Concílio em si, mas de uma visão errada da “conciliaridade” e, por conseguinte, da própria Tradição da Igreja. A Igreja convocou e aprovou este Concílio assim como o fez com os outros 20 que lhe precederam.
Isso significa, portanto, que o progresso é inegável, mas todo progresso, no entanto, marca também um certo regresso, em razão das falsidades e erros que se pode ocultar. Trata-se de examinar de modo crítico os pontos onde estas falsidades podem  ter se infiltrado, para depois fazer um atento exame hermenêutico do Vaticano II à luz da fé sempre. É isso o que nos propomos fazer com o nosso congresso.
Pe. Serafino M. Lanzetta, FI (Franciscano da Imaculada).