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Diocese de Bragança Paulista enfrenta autoridade do Papa e diz NÃO ao Summorum Pontificum.

Como bem explicado pelo Sentinela Católico, na Diocese de Bragança Paulista você pode ser socialista, racista, revolucionário, mas menos [...] CATÓLICO.

Summorum Pontificum? O que é isso? Nada! Os bispos do Brasil, como alguns por aí afora, vivem como se  a Sé de Pedro estivesse vacante.

Este bispo ditador faz o que quer e bem entender. Comunhão com o Papa? Sedevacantista prático?

É importante mostrar para o senhor epíscopo que a Igreja possui regras, e que mesmo sendo legislador, a Igreja é uma monarquia, não uma república, ou mesmo, uma ditadura.

Leiam a matéria na íntegra:


Frei Tiago de São José e seu monastério são expulsos da Diocese de Bragança Paulista. Motivo: Serem Católicos Fieis

Decreto de ereção canônica da comunidade Redentoristas Transalpinos






















A comunidade Papa Stronsay conhecidos como Filhos do Santíssimo Redentor foi fundada em 2 de agosto de 1988 residentes na Ilha de Sheppey na Inglaterra. Em 1994 eles se mudaram para Joinville na França e de lá, em 1999 veio a sua localização atual na Ilha de Papa Stronsay no arquipélago das Ilhas Orkney.

Em 2008, em resposta à Carta Apostólica, Summorum Pontificum, de sua Santidade o Papa Bento XVI, Motu Proprio dado em São Pedro, em 07 de julho de 2007, três padres da comunidade procuraram a regularização da sua situação e uma maioria da comunidade assinaram a Fórmula de  adesão, que terminou o estado cismático e trouxe-os em plena comunhão com a Igreja Católica.

Em setembro de 2011, eu, como bispo de Aberdeen e acompanhado pelo Rev. Stuart P. Chalmers, Vigário Geral da Diocese, fizemos uma visita pastoral à comunidade. Após nova consulta com a Santa Sé  iniciou-se o curso de ação que conduz ao reconhecimento canônico dos Filhos do Santíssimo Redentor.


A partir de 23 de abril de 2012 uma visita canônica foi realizado por mim como Bispo de Aberdeen e acompanhado por Dom Bento Hardy, OSB - Prior da Abadia de Pluscarden; cujos resultados foram devidamente relatados ao Cardeal William Levada presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. Consequentemente, de acordo com a carta datada de 12 junho de 2012, Prot. N. 27/2006, de Mons Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, e após consulta do Conselho Presbiteral da diocese de Aberdeen:

I, Hugh Gilbert, OSB, pela graça de Deus Bispo de Aberdeen, decreto que a comunidade conhecida como os Filhos do Santíssimo Redentor, está erigido como um instituto religioso de direito diocesano, de acordo com c 579 do Código de Direito Canônico 1983. O Instituto estará sujeito a todas as demais normas aplicáveis ​​do referido código e regida pelos estatutos da referida comunidade previamente aprovado pela Santa Sé.

Dado neste dia 15 de agosto no ano de Nosso Senhor 2012





................................................
Rt Rev. Hugh Gilbert, O.S.B.Bispo de Aberdeen
Prot n º 01/2012 L



..............................................
Rev. John Deacon Fio J.Chanceler




















Pontifical na Forma Extraordinária na Basílica de São Pedro



Sua Eminência o Cardeal Dario Castrillon Hoyos, presidente emérito da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, oficiará a Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária do Rito Romano no dia 5 Novembro na Assembléia Geral da Una Voce internacional.

A Santa Missa será realizada na Capela do Santíssimo Sacramento da Basílica de São Pedro.

Video e fotos da Missa Pontifical de 2011 em Napa

Via VERITATEM  FACIENTES IN CARITATE
Traduzido por Sandra para A VIDA SACERDOTAL



Em 31 de julho de 2011 foi celebrada uma Missa Solene Pontifical na forma extraordinária por sua Excelencia, Reverendíssimo Salvatore J. Cordileone (Bispo de Oakland, CA) na gruta da vínicola da Resort e Spa Meritage na cidade de Napa, CA. Fazia parte de uma conferência de tres dias intitulada "Católicos na Próxima América" e organizada pelo Instituto Napa. Os organizadores tiveram a benção do ordinário local, Bispo Robert Vasa (Diocese de Santa Rosa), onde está localizada a propriedade. A Missa Pontifical com o faldistório foi possível com a ajuda do Instituto Cristo Rei Soberano Sacerdote e os Padres da Abadia de São Miguel. O Coro de Jovens (Schola) veio da paroquia Santa Margarida Maria em Oakland, CA.


Preparação antes da Missa Pontifical


Esta parte da gruta é na verdade uma adega de vinho que foi convertida em
capela com o objetivo de celebrar a Missa Pontifical (observe os barris de
vinho!). Embora a propriedade tivesse a sua própria capela (veja as fotos
abaixo) era muito pequena para ser usada.



Dom Rifan celebra Solene Pontifical em Niterói

Dia 23 de setembro de 2012, sexta-feira, foi celebrada na Paróquia de São Judas Tadeu, em Icaraí, Niterói, um Solene Pontifical que marcou profundamente os fiéis no início da Semana Litúrgica da Paróquia. Fiéis que jamais participaram de uma Missa Tridentina, ou como alguns que não haviam visto um Pontifical, testemunharam a grande oportunidade de poderem estar em oração profunda durante Tão Sublime Sacrifício do Altar. Vejam algumas fotos abaixo:

Mais fotos AQUI.

Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano em Florianópolis



Neste domingo, 8 de setembro às 9h30 da manhã, na Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, em Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis. Em conformidade com o Motu Proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XV.

Carta de Dom Orani para os Peregrinos do Cristo Redentor




Ao Grupo de Peregrinos
Santuário do Cristo Redentor

Caríssimos amigos,

Recebi seu e-mail de 27 de junho passado, no qual manifestam seu desejo de realizar uma peregrinação ao Santuário do Cristo Redentor.
Tenho a satisfação de conceder-lhes minha autorização para essa iniciativa, bem como para a celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária, durante aquele evento.

Com estima fraterna acolhemos a todos, sob o abraço do Cristo Redentor, formulando votos de que essa peregrinação seja um momento privilegiado de oração e convívio fraterno, e possa semear abundantes frutos de conversão pessoal para cada peregrino.

Recomendo que aproveitem a ocasião para unirem suas intenções às do Santo Padre, sobretudo nos  seus 60 anos de Sacerdócio, e pelos Pastores de suas respectivas dioceses, assim como também pela Igreja no Rio de Janeiro.

Quanto aos aspectos práticos, inclusive os que envolvem a autoridade civil, que tem a responsabilidade do parque onde se encontra o monumento, devem ser tratados com o Reitor do Santuário.

Com alegria e em união de preces, concedo-lhes minha bênção.

D. Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro

Missa de Sétimo Dia no Outeiro da Glória, Rio de Janeiro

AVISO: Embora o correto seja não ter flores no altar nas Missas de Réquiem, não estava em nosso alcance modificar muita coisa na Igreja.

Quem ofereceu a DEUS o Único e Eterno Sacrifício foi o Pe. Anderson Batista da Arquidiocese de Niterói.





Semana Litúrgica proporciona fiéis conhecerem a Missa Tridentina pela primeira vez


A Semana Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Manilha, Arquidiocese de Niterói, RJ, proporcionou que fiéis conhecessem a Missa Tridentina pela primeira vez. O Pe. Cosme, grande amante dos ensinamentos de Bento XVI, reconhece que as duas formas do Rito Romano contribuem para o enriquecimento espiritual dos fiéis.




A reação unânime dos fiéis foram, a beleza dos detalhes de cada gesto, o silêncio que lhes proporcionou uma maior intimidade com Nosso Senhor JESUS CRISTO, como eles mesmos disseram no espaço de perguntas e respostas depois da Santa Missa:


O casal abaixo salientou a importância do silêncio e a falta de protagonismo, que as músicas atuais acabam proporcionando: "o silêncio foi fundamental para que pudéssemos rezar!", disseram várias vezes.

IV anos de Summorum Pontificum


"Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia."

S. S. Bento XVI

Santa Missa da Exaltação da Santa Cruz na Forma Extraordinária



Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Caríssimos,

No dia 14 de Setembro o Revmo.Pe.José Edilson vai celebrar a Festa da Exaltação da Santa Cruz. A Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano será ás 11h:00 na Capela do Santíssimo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.Para quem não conhece a Igreja.Ela fica localizada na Rua Primeiro de Março- Centro- Rio de Janeiro RJ.


Para maiores informações:

Email:missatridentinario@hotmail.com 
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Salve Maria!




Santa Missa na Forma Extraordinária em Arraial do Cabo RJ


Local do II Encontro Sacerdotal Summorum Pontificum



CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO DO SUMARÉ
End.: Estrada do Sumaré, 670
Bairro: Rio Comprido
RIO DE JANEIRO - RJ


PROMOÇÃO
ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO
ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA
SÃO JOÃO MARIA VIANNEY


15-18 DE NOVEMBRO DE 2011

Contatos: José Luiz e Edelair
E-mail: 
summorum2@hotmail.com
Fone: (21) 2667 8309


II ENCONTRO SUMMORUM PONTIFICUM – BRASIL






PROMOÇÃO
ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO
ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA
SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
15-18 DE NOVEMBRO DE 2011
RIO DE JANEIRO - RJ


PROGRAMAÇÃO

15 de novembro – terça feira

15 h: Chegada e credenciamento

18 h: Santa Missa

19 h: Jantar

16 de novembro - quarta feira

7:30h: Santa Missa

9:00h: Conferência: Aspecto Teológico da Liturgia

Conferencista: Exmo. Revmo. D. Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney)

10: 30h: Intervalo

11:00h: Espaço para perguntas

12:00h Almoço

14:30h: Prática Litúrgica – Coordenador: Revmo. Pe. Claudiomar Souza (Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney)

15:30h: Intervalo

16:00h: Conferência: O Motu Proprio Summorum Pontificum e a Instrução Universae Ecclesiae à luz do Direito Canônico

Conferencista: Pe. José Edilson de Lima (Administração  Apostólica São João Maria Vianney e Tribunal Interdiocesano e de Apelação do Rio de Janeiro - RJ)

17:00 Espaço para perguntas

18:00h: Vésperas

19:30h: Jantar

20:30h: Canto gregoriano

17 de novembro – quinta feira

7:30h: Santa Missa

9:00h: Conferência: O Motu proprio Summorum Pontificum e a Reforma da Reforma querida pelo Papa Bento XVI

Conferencista: Exmo. Revmo. D. Fernando Guimarães (Bispo Diocesano de Garanhuns-PE e membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica)

10:30h: Intervalo

11:00h: Espaço para perguntas

12:00h: Almoço

14:30h: Visita às igrejas históricas do centro do Rio (Mosteiro São Bento, Candelária, Santa Cruz dos Militares, Lapa dos Mercadores, São José)

18:00h: Solene Pontifical segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano

Celebrante: Exmo. Revmo. D. Fernando Arêas Rifan

18 de novembro – sexta feira
7:30h: Santa Missa

9:00h Mistagogia da Missa na Forma Extraordinária

Conferencista: Revmo. Pe. Claudiomar Souza

10:30h Peregrinação ao Cristo Redentor

12:00h: Almoço de Encerramento


OBS: Cada participante apresentar permissão de seu Ordinário ou Superior para o Encontro.

Comissão organizadora

Contatos: José Luiz e Edelair
Fone: (21) 2667 8309

Actas do 2º Congresso sobre o Motu Proprio

Edição em livro das Actas do 2º Congresso “O motu proprio Summorum Pontificum. Um grande dom para toda a Igreja”, realizado em Roma no mês de Outubro de 2009. Esta belíssima obra conta com o Prefácio do Emin.mo Cardeal Raymond Leo Burke, as intervenções de: S.E.R. Athanasius Schneider, Prof. Roberto De Mattei, Abade D. Michael John Zielinski Osb Oliv, Mons. Valentino Miserachs Grau, P. Stefano M. Manelli, F.I, Mons. Brunero Gherardini; organização do P. Vincezo M. Nuara O.P.

Dettagli del prodotto

  • Titolo: Il motu proprio Summorum Pontificum di S.S. Benedetto XVI. Un grande dono per tutta la Chiesa. Atti del Convegno (Roma, ottobre 2009)
  • Curatore: Nuara V.
  • Editore: Fede & Cultura (collana Atti)
  • Data di Pubblicazione: 2011
  • ISBN: 9788864090825
  • Reparto: Religione / Cristianesimo / Teologia cristiana

Conferência da Instrução sobre a aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum



Neste domingo (22), o Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil ofereceu aos seus seminaristas uma conferência da Instrução sobre a aplicação da Carta Apostólica Motu Proprio "Summorum Pontificum" de S. S. O PAPA BENTO XVI. O palestrante foi o Pe. Antonio Rivero, LC., que na oportunidade falou sobre a importância dos dois Ritos: ordinário e extraordinário:

“O importante é saber que tanto na forma ordinária quanto na forma extraordinária celebramos o santo Sacrifício de Cristo para a nossa salvação e a salvação do mundo inteiro. É Deus Pai que manda seu Filho ao mundo para nos salvar e oferecer-nos a vida eterna. E ao mesmo tempo, é Cristo que se oferece ao Pai, pelas mãos do sacerdote, e nos oferece o seu Corpo e sangue, alma e divindade para entrarmos em comunhão íntima com Ele. É a Igreja que se oferece junto com Cristo nesse altar. Portanto, não se trata de uma devoção a mais que alimenta meu sentimento religioso... É o sacramento que perpetua a caridade de Cristo para a nossa salvação, que edifica a Igreja, que cobre nossa alma de graça e se nos dá o penhor da vida eterna”.


O Pe. Antonio, L.C., motivou a todos ao estudo do latim e ao contato com o Rito Extraordinário sem desvalorizar o Rito Ordinário.

Os formadores do SMMEB estão de parabéns pela iniciativa que tanto ajudou aos seminaristas daquela casa que se preparam com afinco para serem santos sacerdotes da Igreja de Cristo.

Universae Ecclesiae: A história de um padre.

Via Fratres in Unum

Roma, Itália, 13 de maio de 2011 / 12:50h (CNA/EWTN News).- Padre Stephen Dunn tinha um motivo muito especial para querer aprender a Missa Tridentina.
“Meu pai, que freqüenta a Missa Tridentina todo domingo, determinou em seu testamento que ele deveria ser sepultado com a Missa Tridentina e nenhuma outra Missa. Assim, na qualidade de seu único filho e padre, eu odiaria pensar que não poderia sepultar o meu pai por incompetência e falta de conhecimento da Missa Tradicional da Igreja”.
Assim, quando o Papa Bento XVI pediu uma oferta mais generosa da Missa Tridentina em seu documento “Summorum Pontificum” de 2007, o Pe. Dunn achou que era hora de finalmente aprender a liturgia tradicional. Daí o padre de Glasgow, Escócia, se matriculou em um curso em Oxford, Inglaterra, organizado pela Latin Missa Society.
O “Summorum Pontificum” levantou de maneira crucial a exigência de que os padres recebessem aprovação episcopal antes de celebrar a Missa antiga. Entretanto, o Pe. Dunn explicou, logo depois todos os padres de Glasgow receberam um documento consultivo de quatro páginas redigido pelo chanceler da arquidiocese, Monsenhor Peter Smith.
Pe. Dunn disse que a nota consultiva parecia interpretar as instruções do Papa de uma maneira que efetivamente as modificava completamente. De fato, o famoso blogueiro Pe. John Zuhlsdorf descreveu a interpretação do documento consultivo do “Summorum Pontificum” como o mais “frio, mais hostil que lera até agora.”
“Três padres de Glasgow se inscreveram no curso em Oxford. Após essa nota, dois deixaram o curso. Eles se sentiram verdadeiramente intimidados. Todavia, minha própria resposta foi permanecer e freqüentar o curso.
“O Arcebispo Vincent Nichols de Westminster celebrou a primeira Missa. Quando eu lhe contei que era da Arquidiocese de Glasgow, ele me disse, ‘Minha nossa, você é um garoto valente’.”
Essa é a razão pela qual o Pe. Dunn acolhe de bom grado o esclarecimento oficial do Vaticano sobre como o “Summorum Pontificum” deveria ser autenticamente interpretado e aplicado. Tanto é assim que ele viajou para Roma para a sua publicação e para ouvir a primeira liturgia tradicional celebrada no altar mor da Basílica de São Pedro desde 1969.
A Missa ocorreu neste final de semana.
“É realmente excelente que Roma esteja sendo tão clara e precisa sobre o que o documento realmente diz. Agora é preciso que haja obediência de todos os lados. Isso me dá grande motivo de esperança e rezo pela graça do Espírito Santo e pela intercessão de Nossa Senhora, para que o Papa Bento e seus conselheiros sejam firmes na aplicação desse documento aos bispos do mundo todo e não aceite qualquer hesitação.”
Atualmente, há apenas duas paróquias em Glasgow que oferecem a Missa Tridentina, mas o Pe. Dunn diz que cinco outros padres estão no momento aprendendo a celebração da liturgia tradicional.
Nesse meio tempo, a Missa na Basílica de São Pedro foi oferecida neste domingo de manhã pelo Cardeal Antonio Canizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino. [ndr: na realidade, foi oferecida pelo Cardeal Walter Brandmüller]

Dom Kurt Koch: “Bento XVI, de fato, bem sabe que, a longo termo, não podemos permanecer numa coexistência entre a forma ordinária e a forma extraordinária do rito romano, mas que a Igreja terá novamente necessidade no futuro de um rito comum”.

Apresentamos abaixo os principais excertos da conferência pronunciada pelo Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos,  no congresso Summorum Pontificum, em Roma, no último sábado, publicados no Osservatore Romano. Na mesma conferência, acrescenta Messa in Latino, o Cardeal se referiu jocosamente à mudança de posicionamento dos altares no pós-concílio: “Não ocorre que ninguém jamais tenha lamentado o fato de um motorista de ônibus olhar para a estrada e dar as costas aos passageiros!”.
* * *

Do antigo rito, uma ponte para o Ecumenismo.

“Uma esperança para toda a Igreja” é o título do III congresso sobre o motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI que ocorreu hoje, sábado, 14 de maio, junto à Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, do qual participaram, entre outros, o Cardeal Antônio Cañizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Cardeal Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Secretário da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”.
Tradução: Pe. Samuel Pereira Vianaa quem agradecemos a gentileza.
Cardeal Kurt Koch no Congresso Summorum Pontificum de 2011. Foto: Messa in Latino.
Cardeal Kurt Koch no Congresso Summorum Pontificum de 2011. Foto: Messa in Latino.
“A reforma da Liturgia não pode ser uma revolução. Essa deve tentar colher o verdadeiro sentido e a estrutura fundamental dos ritos transmitidos pela Tradição e, valorizando prudentemente o que já está presente, devendo-o desenvolver  ulteriormente de maneira orgânica, indo ao encontro das exigências pastorais de uma liturgia vital”. Com estas palavras iluminadoras, o grande liturgista Josef Andreas Jungmann comentou o artigo 23 da constituição sobre a sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, onde são indicados os ideais que “devem servir de critério para toda reforma litúrgica”e sobre os quais Jungmann disse: “São os mesmos que foram seguidos por todos aqueles que com acuidade pediram a renovação litúrgica”. Diversamente, o liturgista Emil Lengeling afirmou que a constituição do Concílio ensinou o “fim da idade media na Liturgia e operou uma revolução copernicana na compreensão e na práxis litúrgica”.
Eis aqui mencionadas as duas faces interpretativas e opostas, que constituem o ponto crucial da controvérsia desenvolvida em torno da Liturgia depois do Concílio Vaticano II: a reforma Litúrgica pós-conciliar deve ser tomada como “re-forma” no sentido de um retorno à forma originária e, portanto, como ulterior fase ao interior de um desenvolvimento orgânico da Liturgia, ou esta reforma vai entendida como uma ruptura com toda a tradição católica e mesmo a ruptura mais evidente que o Concílio tenha realizado, ou seja, como a criação de uma nova forma?
O fato que os padres conciliares entendessem a reforma somente no sentido da primeira afirmação foi mostrado profundamente por Alcuin Reid. Todavia, em amplos círculos no interior da Igreja Católica se impôs cada vez mais a segunda impostação, que vê na reforma litúrgica uma ruptura radical com a Tradição e quer mesmo promovê-la. Este desenvolvimento conduziu, na compreensão e na prática litúrgica, a novos dualismos.
É certo que o Motu próprio poderá dar passos avante no ecumenismo somente se as duas formas do único Rito Romano, nele mencionado, ou seja, a forma ordinária de 1970 e a extraordinária de 1962, não forem consideradas como uma antítese, mas como um mútuo enriquecimento.  Porque o problema ecumênico se encerra nesta questão hermenêutica fundamental.
Um primeiro dualismo afirma que antes do Concílio a Santa Missa era entendida sobretudo como sacrifício e que depois do Concílio ela foi redescoberta como ceia comum. No passado naturalmente se falou da Eucaristia como de um “sacrifício da Missa”. Hoje, porém, este aspecto não somente é menos conhecido, mas foi até mesmo deixado de lado ou simplesmente esquecido.
Nenhuma dimensão do mistério eucarístico se tornou tanto contestada depois do Concílio Vaticano II quanto a definição da Eucaristia como sacrifício, seja como sacrifício de Jesus Cristo, seja como sacrifício da Igreja, ao ponto que este conteúdo fundamental da fé católica acabe completamente no esquecimento. Contra tal dualismo, o  Catecismo da Igreja Católica mantém unido o que é indivisível: “A Missa é ao mesmo tempo e inseparavelmente o memorial do sacrifício no qual se perpetua o sacrifício da Cruz, e o sagrado banquete da comunhão no Corpo e Sangue do Senhor”.
Um ulterior dualismo em torno do qual tende a polarizar-se a visão de uma liturgia pré-conciliar e de uma pós-conciliar sustenta que, antes do Concílio, era somente o sacerdote o sujeito da liturgia, enquanto que depois do Concílio, a assembléia foi elevada ao papel de honra de sujeito da celebração litúrgica. É certo e indiscutível que, no curso da história, o papel originário de todos os fiéis como co-sujeitos da liturgia foi pouco a pouco diminuindo e que o ofício divino comunitário da Igreja Primitiva, no sentido de uma liturgia que via partícipe a inteira comunidade tenha assumido sempre mais o caráter de uma missa privada do clero. A existência de uma continuidade de fundo entre a liturgia antiga e a reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II transparece da ampla e profunda visão da Constituição Litúrgica, segundo a qual o culto público e integral é exercitado “pelo Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, pela Cabeça e membros” e toda celebração litúrgica deve portanto ser considerada como “obra de Cristo Sacerdote e do seu corpo, que é a Igreja”. O Catecismo acrescenta depois: “alguns fiéis são ordenados mediante o sacramento da Ordem para representar Cristo como Cabeça do Corpo”.
À luz do primado cristológico deveria ser evidente que a liturgia cristã encontra o seu sentido mais profundo na glorificação e na adoração do Deus Trino e, portanto, na santificação dos homens. Também esta dimensão fundamental da liturgia se tronou vítima de um ulterior dualismo no Período pós-conciliar, ou seja, foi sempre mais absorvida pelo conceito de participação. Aqui se trata, porém, de uma falsa contraposição. Nós podemos e devemos comer o alimento eucarístico também com os olhos e penetrar assim no mistério eucarístico, a fim de que ele depois se revele plenamente no comer o Corpo do Senhor e beber seu Sangue. Mesmo Santo Agostinho gostava de sublinhar que ninguém deve comer “desta Carne” se antes não a adorou: “Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoravit”.
Entre a liturgia antiga e a reforma pós-conciliar não há ruptura radical, mas uma continuidade de fundo. Somente sob essa luz é possível compreender o Motu próprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI. O Santo Padre não entende a história litúrgica como uma série de rupturas, mas como um processo orgânico de crescimento, de maturação e auto-purificação no qual, naturalmente, se podem verificar desenvolvimentos e progressos sem que continuidade e identidade sejam destruídas. Para o Papa, portanto, não pode haver uma contraposição entre a liturgia de 1962 e a liturgia reformada pós-conciliar. Em contraste com esta clara visão de desenvolvimento orgânico,  a reforma conciliar é considerada em amplos círculos da Igreja Católica como uma ruptura com a tradição e uma nova criação; essa gerou uma controvérsia sobre a liturgia que, vivida emocionalmente, continua ainda hoje a fazer-se ouvir. Com o motu próprio Summorum Pontificum, Papa Bento XVI quis contribuir à resolução de tal disputa e à reconciliação no interior da Igreja. O motu proprio promove, de fato, se assim se pode dizer, um “ecumenismo intra-católico”. Mas isto pressupõe que a antiga liturgia antiga seja entendida também como uma “ponte-ecumênica”. De fato, se o ecumenismo intra-católico falha, a controvérsia católica sobre a liturgia se estenderá também ao ecumenismo e a liturgia antiga não poderá desenvolver a sua função ecumênica de construir pontes.
Mesmo que o motu proprio queira favorecer a paz intra-eclesial, não seria justo vê-lo somente como uma concessão aos católicos que propendem à liturgia antiga, como a Fraternidade Sacerdotal São Pedro ou os seguidores do Arcebispo Marcel Lefebvre. O Papa Bento XVI está convicto que a forma extraordinária do rito romano seja um patrimônio precioso que não deve ser relegado ao passado, mas que deve ser acessível também no presente como no futuro,como sublinhou na carta que acompanhou o motu proprio: “Isto que para as gerações anteriores era sagrado, também para nós permanece sagrado, e não pode ser repentinamente totalmente proibido ou, mesmo, julgado como danoso. Nos faz bem a todos conservar as riquezas que cresceram na fé e da oração da Igreja, e lhes dar o justo lugar”.
Isto revela claramente qual é a intenção que anima o motu próprio. O Papa retém que hoje é indispensável um novo movimento litúrgico, que no passado ele definiu como uma “reforma da reforma” da liturgia. O Santo Padre, de fato, é do parecer que a reforma litúrgica pós-conciliar tenha trazido muitos frutos positivos, mas que também os desenvolvimentos litúrgicos do pós-Concílio apresentem também muitas zonas de sombra, devidas em grande parte ao fato que: “o conceito de mistério pascal do Concílio não foi suficientemente mantido presente”: “Se parou em demasia em muitos aspectos puramente práticos, correndo o risco de perder de vista o essencial”. Eis porque é licito perguntar-se, de modo crítico, se na reforma litúrgica pós-conciliar foram verdadeiramente realizados todos os desejos dos padres conciliares, ou se, sob diversos aspectos, as afirmações fundamentais da constituição sobre a sagrada liturgia permaneceram não cumpridas ou mesmo se, nos desenvolvimentos litúrgicos do pós-Concílio se tenha ido intencionalmente além de tais afirmações. Que seja não só legítimo mas também apropriado fazer uma distinção entre a constituição sobre a sagrada liturgia, a reforma litúrgica pós-conciliar e os sucessivos desenvolvimentos litúrgicos é provado pelo fato que os próprios Teólogos que se empenharam no movimento litúrgico ou que tinham participado nos trabalhos do Concílio se tornaram logo sérios críticos dos desenvolvimentos litúrgicos pós-conciliares.
A partir daqui transparece também o sentido mais profundo da reforma da reforma iniciada pelo Papa Bento XVI com o motu próprio: assim como o Concílio Vaticano II foi precedido por um movimento litúrgico, cujos frutos maduros foram levados para o seio da constituição sobre a sagrada liturgia, também hoje há necessidade de um novo movimento litúrgico, que se proponha como objetivo, o de fazer frutificar o verdadeiro patrimônio do Concílio Vaticano II na atual situação da Igreja, consolidando ao mesmo tempo, os fundamentos teológicos da liturgia. Para fazer isto é necessário não somente a revitalização do primado cristológico, da dimensão cósmica e do caráter latrêutico da liturgia, mas também, e sobretudo, a redescoberta do significado basilar do mistério pascal na celebração da liturgia cristã.
Deste novo movimento litúrgico, o motu proprio constitui somente o início. Bento XVI, de fato, bem sabe que, a longo termo, não podemos permanecer numa coexistência entre a forma ordinária e a forma extraordinária do rito romano, mas que a Igreja terá novamente necessidade no futuro de um rito comum. Todavia, porque uma nova reforma litúrgica não pode ser decidida sobre uma mesa de escritório, mas requer um processo de crescimento e de purificação, o Papa para o momento sublinha sobretudo que as duas formas do uso do rito romano podem e devem se enriquecer mutuamente. Ele indica também como: “Na celebração da missa segundo o missal de Paulo VI poderá manifestar-se, de maneira mais forte do que o é agora, aquela sacralidade que atrai muitos ao antigo uso. A garantia mais segura que o missal de Paulo VI possa unir as comunidades paroquiais e seja por eles amado consiste no celebrar com grande reverência em conformidade com as prescrições, o que torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste missal”.
Aqueles que, ao contrário, refutam o postulado de um novo movimento litúrgico e vêem no motu próprio um passo atrás com respeito ao Vaticano II, verossimilmente entendem a reforma litúrgica pós-conciliar como um ponto de chegada, que deve ser defendido com todas as forças, segundo o rígido conservadorismo de muitos progressistas. Esses não somente não consideram os desenvolvimentos históricos da liturgia como um processo orgânico de crescimento e de maturação, mas rejeitam também a hermenêutica da reforma solicitada por Bento XVI para a interpretação do Concílio Vaticano II. Preferem, de fato, sustentar a hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, considerada inadequada pelo Papa, aplicando-a, sobretudo, ao campo da liturgia e do ecumenismo. Também o decreto sobre o ecumenismo tem, de fato, assinalado um novo início nas relações entre a Igreja Católica, as Igrejas e as Comunidades eclesiais não católicas. Mas nem mesmo esta nova reviravolta ecumênica comportou uma ruptura com a tradição, como mostra o simples fato que não seria nunca possível se no período pré-conciliar não fossem já presentes, no seu estado embrionário, também no interior da Igreja Católica.
Aflora, assim, a real importância ecumênica do motu próprio Summorum Pontificum. Posto que Bento XVI não aplicou simplesmente a hermenêutica da reforma somente à liturgia, mas solicitou esta hermenêutica, em primeiro lugar, justamente, para a constituição conciliar sobre a sagrada liturgia. É precisamente neste campo que aparecem com clareza os dois diversos tipos de hermenêutica que podem ser seguidos: a hermenêutica da reforma, que toma consciência de desenvolvimentos e progressos, mas que vê uma continuidade de fundo com a tradição; ou a hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, que contrapõe liturgia e portanto também a Igreja, pré-conciliar e a liturgia e a Igreja pós-conciliar e rescinde o ligame com a tradição. É justamente aqui que reside a questão fundamental para o futuro da Igreja Católica e, ao mesmo tempo, para a credibilidade do seu ecumenismo. Também neste sentido o motu proprio Summorum Pontificum se revela importante em nível ecumênico verdadeiramente sólido, somente se ele é, antes de tudo, percebido e recebido como “uma esperança para toda a Igreja”.
Kurt Koch

Monsenhor Pozzo (Ecclesia Dei) explica (bem!) a nova Instrução Universae Ecclesiae sobre o motu proprio.

Tradução: Fratres in Unum.com
Mons. Guido Pozzo - JP Sonnen, Orbis Catholicus.
Mons. Guido Pozzo - Foto: JP Sonnen, Orbis Catholicus.
O Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei desenvolveu no terceiro congresso sobre o motu proprio Summorum Pontificum a conferência mais esperada, pois dele era a tarefa de explicar ao auditório a fresquíssima Instrução Universae Ecclesiae sobre o motu proprio publicada ontem.
O pano de fundo desta Instrução, explicou ele, são as informações e relatórios enviados pelo episcopado mundial, após os três anos de entrada em vigor do Motu Proprio. A partir deles, e também das comunicações dos grupos envolvidos, fica patente que o motu proprio já produziu frutuosos efeitos. Certamente, acrescentou, de forma desigual entre as várias igrejas locais. Além disso, seria ingênuo negar que ainda exista resistência e hostilidade tanto da parte do clero como dos bispos.
Mas a reticência deve ser dissipada exatamente pela minuciosa observância das disposições pontifícias, que convidam a reconhecer, por um lado, a liturgia reformada, purificada de abusos, mal-entendidos e imprecisões grosseiras, e, por outro, a grandeza da Tradição viva da Igreja.
A finalidade da Instrução Universae Ecclesiae é aplicar o [motu proprio]Summorum Pontificum. 

Não há dúvida de que hoje, de fato, a fé está em jogo, que em grandes áreas da terra ela corre o risco de desaparecer como uma chama não alimentada, como lamentou o Papa na carta aos bispos pelo levantamento da excomunhão dos quatro bispos da FSSPX. A prioridade é, dessa forma, trazer o povo de volta para Deus; não a qualquer deus, mas àquele Deus que falou a Moisés no Sinai e se encarnou no seio de Maria. Ora, quem se opõe à liturgia antiga não desenvolve uma atividade pastoral no sentido devido e, na realidade, nega de fato a continuidade da Igreja.
A Instrução, portanto, esclarece ulteriormente que o motu proprio é lei para toda a Igreja, aliás, o que significa que (No. 28) derroga as normas incompatíveis emanadas a partir de 1962. O Motu Proprio, por conseguinte, não é um indulto ou uma concessão, mas uma disposição fundamental e geral sobre a liturgia.
A Instrução Universae Ecclesiae recorda em seu n. 8 que o motu proprio quer dar a TODOS os fiéis o tesouro da liturgia antiga, não para grupos específicos ou “nostálgicos”, como ainda ouvimos em certos círculos. O Motu Proprio é entendido em sentido favorável aos fiéis ligados à liturgia antiga. Aos bispos cabem promover estas aspirações legítimas, evitando a marginalização dos fiéis tradicionais, os quais, contudo, devem evitar formas de contestação da nova liturgia.
A Comissão Ecclesia Dei recebe plenos poderes para dirimir as controvérsias. Também são definidas a competência do bispo diocesano, que deve garantir que tudo se desenvolva serenamente, mas sempre na mente do Romano Pontífice, como expressa pelo motu proprio.
Há também os direitos e deveres dos fiéis leigos. Um coetus fidelium é estável se algumas pessoas se reúnem, mesmo após o motu proprio (eliminando assim o argumento hostil de que se deveria tratar de um grupo pré-existente) e também podem ser formados por fiéis de diversas paróquias e mesmo dioceses.
Não há número estabelecido; mas, de toda forma, mesmo para celebrações ordinárias é possível que os fiéis presentes sejam poucos.
Para os sacerdotes, exige-se um conhecimento básico de lingua latina: não um experto latinista. A este propósito, é determinado que os seminários devem ensinar o latim, como, de todo modo, impõe o documento conciliar Optatam totius: quem apela ao Concílio, comece por a aplicá-lo de verdade (e em tudo)!
Sobre as ordenações, de que o motu proprio não falava, a Instrução decidiu intervir com uma precisão: a pedido de alguns bispos que temiam vias paralelas e não harmonizadas na formação sacerdotal [ndr: Por que? Não são duas formas de um mesmo rito?], fica estabelecido que as ordens menores e a ordenação segundo o rito antigo sejam aplicáveis apenas aos institutos Ecclesia Dei. Fica também determinado que apenas com o diaconato se assume o estado clerical.
A Instrução tem um papel limitado, dada a natureza apenas aplicativa de tal documento. Seja como for,  é um instrumento confiado in primis à responsabilidade dos bispos e padres, num espírito de caridade e solicitude pastoral. Mas, ao mesmo tempo, é uma ferramenta a serviço da celebração do culto divino. O Motu Proprio não é um passo atrás, mas um olhar para o futuro da Igreja, que não poderá jamais negar as suas próprias raízes, assim como não poderá jamais se fechar a uma renovação ancorada na Tradição da Igreja.