Fotos da Basílica de N. S. de Zapopan em Jalisco - México


Esta basílica já foi estábulo para os cavalos¹ do exército do governo maçônico do México durante a Cristiada.
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¹ Eentenda tanto como substantivo como adjetivo, é a mesma coisa.


VIVA CRISTO REY!












Naquela janela se encontrava a imagem milagrosa da Virgem de Zapopan. Não existia esta parte, pois havia uma parede que escondia o esconderijo da imagem milagrosa




 Nestas bacias/vasos, os frades franciscanos lavavam as feridas dos leprosos e os curavam diante da imagem milagrosa de Zapopan.

Sua seita tem isso? 







Aqui ficou escondida a imagem da Virgem de Zapopan, quando o exército do governo maçônico ocupou a Basílica da Virgem de Zapopan, para fazer da mesma um estábulo para seus cavalos na guerra Cristera (cf. Cristiada). É assim que os maçons tratam a DEUS


 Santos Anjos na parede do esconderijo












  
Aqui ficou escondida a imagem da Virgem de Zapopan, quando o exército do governo maçônico ocupou a Basílica da Virgem de Zapopan, para fazer da mesma um estábulo para seus cavalos na guerra Cristera (cf. Cristiada). É assim que os maçons tratam a DEUS.
  


















Psicologia Tomista IV (final)

3.6. A potência apetitiva: 

(a) definição: por potência apetitiva entende-se a inclinação natural da alma racional, ou seja, da forma humana para aquilo que lhe é natural, daí o apetite natural [STh I,q80,a1,c].

(b) tipos de potência apetitiva: há o apetite da potência sensitiva - o concupiscível e o irascível - e o apetite da potência intelectiva - a vontade -, que são potências diferentes por causa não só de seus atos e objetos, mas também por causa de seus respectivos sujeitos: a potência sensitiva, tanto o concupiscível, quanto o irascível, têm por sujeito o composto de alma racional e corpo, e a intelectiva, a vontade, tem por sujeito a alma. Ambas as potências distinguem-se entre si, tendo em comum o fato de serem potências passivas, cuja natureza é ser movida pelo objeto apreendido e visto que o objeto apreendido pelo intelecto é de gênero diverso do objeto apreendido pelo sentido, segue-se que o apetite intelectivo é uma potência distinta da potência do apetite sensitivo [STh I,q80,a2,c].

(c) apetite sensitivo: - a sensibilidade - não é apenas apetitiva, mas também cognoscitiva, de qualquer modo este é o nome do apetite sensitivo; a operação da potência apetitiva sensitiva se dá por um movimento sensível, causado pela apreensão sensível, como se atesta a seguir: a visão é a sensibilidade que resulta da relação que há entre o órgão sensorial - os olhos - e o objeto sensível, na apreensão de sua forma sensível [STh I,q81,a1,c/De ver. q25]. Outro nome é o de sensação, que em parte serve para nomear esta relação que acabamos de mostrar.

(d) tipos de apetites sensitivos: o apetite sensitivo se distingue em concupiscível e irascível, como duas potências distintas do apetite sensitivo; porque o apetite sensitivo é uma inclinação natural conseqüente da apreensão sensitiva, deve haver, portanto, na parte sensitiva, duas potências apetitivas: - o concupiscível - pela qual a alma humana é absolutamente inclinada, por conseqüência da apreensão sensitiva, a buscar o que lhe convém na ordem dos sentidos e a fugir do que pode prejudicar; - o irascível - pela qual a alma humana resiste às causas de corrupção e aos agentes contrários que põem obstáculo à aquisição do que convém [STh I,q81,a2,c]. É a razão que move e dirige o apetite sensitivo, portanto estas duas potências sensitivas, o apetite sensitivo concupiscível e o apetite sensitivo irascível, obedecem à razão, quanto ao mando e ato e submete-se à vontade, quanto à execução sendo, portanto, desta maneira que elas obedecem à razão [STh I,q81,a3,c].

(e) As paixões da alma: as paixões são o movimento do apetite sensitivo concupiscível e irascível, pela imaginação do bem ou do mal [Sum. Theo. I-II,q22,a3/De ver.q26,3/In II Eth. lec5,n292]. A alma humana, dita racional ou intelectiva, possui, como já dissemos, as faculdades: intelectiva que possui duas potências - a razão que se ordena à verdade e a vontade que, sendo apetite do intelecto, se ordena ao bem; sensitiva que possui duas potências - a concupiscível que move a alma para a busca de bens sensíveis e evita os males sensíveis e a irascível que move a alma para a busca de bens sensíveis difícieis de conseguir e a movimenta para evitar os males sensíveis difíceis de evitar e a vegetativa que move a alma humana na consecução e realização de suas funções inferiores correlatas ao corpo, como crescimento e diminuição. Pois bem, a potência sensitiva opera mediante os órgãos dos sentidos. Por meio dos sentidos produz-se a sensação nos órgãos dos sentidos [Sum. Theo. I-II,q10,a3/De malo,q3,a9-10/Comp. Theo.c128]. Tais sensações, quando recebidas na alma, - por isso são paixões da alma - produzem, pela imaginação que causam nos sentidos internos [além da imaginação, estes são os outros três sentidos internos: senso comum, memória e estimativa ou instintos], certos movimentos, que vão desde o desejo da posse de um bem sensível ou da aversão de um mal sensível. Daí as paixões, emoções ou sentimentos, serem estabelecidas em dois grupos: um concupiscível, caracterizado pelo movimento que se pauta na busca do bem sensível e na aversão ao mal sensível e outro irascível, que se caracteriza como um movimento mais violento, seja para conseguir um bem difícil de conseguir ou para evitar um mal difícil de evitar. Daí termos as seguintes paixões [Sum. Theo. I-II,q23,a4/q22,a2,ad3/In II Eth.lec5,n293/De ver.q26,a4]: Concupiscível: - acerca do bem: presente -amor/ausente-desejo/presente -alegria; & acerca do mal: presente -ódio/ausente - aversão/presente -tristeza; Irascível - acerca do bem difícil de conseguir-se: ausente -esperança & acerca do mal difícil de evitar-se: ausente -audácia/presente -ira. As paixões no homem afetam a sua inclinação a algum bem ou a aversão a algum mal. Por isso podem influenciar todo o rumo da formação do caráter e da instrução humana, pois elas podem determinar o voluntário, se o antecedem na inclinação ao bem ou na aversão ao mal. Se por um lado, a vontade ao aderir a determinação e a influência das paixões, isso pode aumentar o voluntário, por outro lado, esta mesma determinação pode diminuir a liberdade. De tal modo que sendo as paixões muito fortes, podem inclusive obscurecer ou obstaculizar o livre arbítrio da vontade [Sum. Theo. I-II,q77,a6/De ver.q26,a7/De malo,q3,a11]. Mas as paixões não são, em si mesmas, algo bom ou mal, mas naturais, pois são disposições que devem favorecer a inclinação do homem, por seus atos, ao bem de sua natureza e ao fim último a que se inclina, mediante os bens particulares que se lhe disponham a vida.

(f) apetite intelectivo: - a vontade - é um apetite superior ao apetite sensitivo, não havendo nela nem concupiscível, nem irascível [STh I,q82,a5,c/De ver.q23]; é a inclinação natural do intelecto para algo; por isso, diz-se apetite do intelecto ou da razão; assim como se chama natural o que é segundo a inclinação da natureza, denomina-se voluntário o que é segundo a inclinação da vontade, que deseja alguma coisa de maneira necessária [STh I,q82,a1,c], embora não queira por necessidade tudo o que ela queira [STh I,q82,a2,c]. A vontade não é uma potência superior ao intelecto, pois o objeto próprio do intelecto é mais nobre e está nele mesmo, como quando se diz que a verdade e a falsidade a que consideram o intelecto estão na mente, enquanto o objeto próprio da vontade está na coisa, como quando se diz que o bem e o mal, a que tendem a vontade, estão nas coisas. Ora, o que é mais abstrato e nobre e reside no intelecto é superior em relação a tudo o que não seja abstrato e nele não esteja. Neste sentido, a vontade é inferior ao intelecto e, inclusive, depende dos princípios do intelecto para executar a sua ação [STh I,q82,a3,c], mas isso não significa que a vontade mesma não possa mover o intelecto, já que o objeto próprio da vontade, o bem, é causa eficiente de todas as potências da alma, inclusive, do intelecto, excetuando-se a potência vegetativa, que não é submetida ao nosso querer [STh I,q82,a4,c]. - o livre arbítrio - é uma potência [STh I,q83,a2,c/De ver.q24] apetitiva-cognoscitiva [STh I,q83,a3,c] que faculta o homem julgar os objetos do apetite sensitivo e do apetite intelectivo, segundo o que deles conhece, cujo julgamento não resulta de um instinto natural, senão de certa comparação da razão frente à orientação de certas apreensões sensíveis e inteligíveis; e é necessário que o homem julgue livremente, pois isso é uma exigência natural do ser racional [STh I,q83,a1,c]; o livre-arbítrio não é senão a própria potência apetitiva do intelecto, pois assim como o intelecto está para a razão, tratando-se da apreensão intelectiva, da mesma maneira, tratando-se do apetite intelectivo, a vontade está para o livre-arbítrio, que nada mais é do que a potência de escolha [STh I,q83,a4,c]. Assim, o intelecto tem por um lado a potência de raciocinar (razão), enquanto vai de um conhecimento a outro e, por outro lado, tem a potência de querer (vontade), enquanto isso é um simples desejo e tem a potência de eleger (liberdade), enquanto deseja alguma coisa por causa de outra que se quer conseguir [STh I,q83,a4,c]. 

Magnus, o coroinha

FRENTE À MORTE DE SVETLANA, A FILHA DE STALIN QUE SE CONVERTEU AO CATOLICISMO

FRENTE À MORTE DE SVETLANA
A FILHA DE STALIN QUE SE CONVERTEU AO CATOLICISMO

Juanjo Romero

Na segunda-feira, dia 28 [de novembro de 2011], a imprensa internacional fez eco da morte de Svetlana Iósifovna Stálina, a única filha de Stalin. Fugiu do «paraíso socialista» ajudada pela CIA em 1967. Foi um golpe para a propaganda socialista, seus livros de memórias «Vinte cartas a um amigo» e «Só um ano» descreviam a vida na União Soviética.
 
Havia uma semana que tinha falecido, aos 22 de novembro, em um asilo em Wisconsin. Só.
 
Em quase todos os meios de comunicação, entretanto, passou-se como de raspão sobre o assunto de sua conversão: primeiro o batismo ortodoxo e, em seguida, a recepção na Igreja Católica em 1982. Até 1993, não conta sua conversão, um texto difundido com surdina. Creio que a melhor homenagem é tornar a publicar o que escreveu então, é grande, mas vale a pena. O labor de sua avó, de seus amigos católicos, a mão da Virgem, a solicitude amorosa e pastoral de amigos sacerdotes, a leitura, a formação, os sacramentos... Melhor o conta Svetlana, os deixo com ela (negritos meus).
 
Os primeiros 36 anos que vivi no estado ateu da Rússia não foram de todo uma vida sem Deus. Contudo, havíamos sido educados por pais ateus, por uma escola secularizada, por toda nossa sociedade profundamente materialista. De Deus não se falava.
 
Minha avó paterna, Ekaterina Djugashvili, era uma campesina quase iletrada, precocemente viúva que nutria, porém, confiança em Deus e na Igreja. Muito piedosa e trabalhadora, sonhava em fazer de seu filho sobrevivente – meu pai – um sacerdote.
 
O sonho de minha avó não se realizou jamais. Aos 21 anos, meu pai abandonou definitivamente o seminário.
 
Minha avó materna, Olga Allilouieva, falava-nos gostosamente de Deus: dela ouvimos pela primeira vez palavras como alma e Deus. Para ela, Deus e a alma eram os fundamentos mesmos da vida.
 
Agradeço a Deus ter permitido a minhas queridas avós que nos transmitissem as sementes da fé; se bem que fossem exteriormente obsequiosas com a nova ordem de coisas, conservaram profundamente no coração sua fé em Deus e em Cristo.
 
Quando meu irmão morreu, meu filho de 18 anos estava muito enfermo. Não queria ir ao hospital, apesar da insistência do médico. Pela primeira vez em minha vida, aos 36 anos, pedi a Deus que o curasse. Não conhecia nenhuma oração, nem sequer o Padre-Nosso. Deus, porém, que é bom, não podia deixar de escutar-me.
 
Escutou-me, eu sabia. Depois da cura, um sentimento intenso da presença de Deus invadiu-me.
 
Com surpresa de minha parte, pedi a alguns amigos batizados que me acompanhassem à Igreja. Deus não só me ajudou a encontrá-lo mas desejava dar-me maiores graças. Fez-me conhecer o sacerdote mais maravilhoso que podia encontrar, o pe. Nicolás Go-loubtzov (1890-1963). Ele batizava em segredo os adultos que haviam vivido sem fé. Foi também o pai espiritual do pe. Alexander Men, que se converteu em célebre pregador, assassinado em 1990 após muitas ameaças de morte, pelas numerosas conversões que suscitava entre a juventude ao seu redor.
 
Eu tinha necessidade de ser instruída sobre os dogmas fundamentais do Cristianismo. Batizada em 20 de maio de 1962, tive a alegria de conhecer a Cristo, ainda que ignorasse quase toda a doutrina cristã. Infelizmente, o pe. Goloubtzov morreu em março de 1963.
 
Encontrei, pela primeira vez na minha vida, católicos romanos, na Suíça, cinco anos depois de meu batismo na Igreja ortodoxa russa.
 
Os quinze anos que passei na América foram, para mim, causa de tormentos e de desorientação. Depois do nascimento de minha filha, fruto de meu casamento nos Estados Unidos, parecia chegada para mim a possibilidade de uma vida normal. Porém, de pronto, sobreveio de novo a perturbação e a amargura; tudo terminou com a separação conjugal.
 
Durante esses anos, minha vida religiosa era confusa, como todo o resto. Encontrava-me frente a um cristianismo americano múltiplo. Cada denominação me convidava. Todos me testemunhavam uma grande simpatia. Eu tinha necessidade de descobrir o que era certo na multiplicidade de confissões e perdia a noção do que eu mesma era pessoalmente e em que cria. Busquei, também, na Ortodoxia a solução de minha busca pessoal. As respostas a minhas interrogações pareciam-me demasiado abstratas. Apesar da amizade que havia travado com intelectuais da Ortodoxia, como a família Florovsky, minha sede espiritual permanecia insatisfeita.
 
Um dia recebi uma carta de um sacerdote católico italiano da Pensilvânia, pe. Garbolino, que me convidou a fazer uma peregrinação à Virgem de Fátima, em Portugal, por ocasião do 70º aniversário das aparições. No momento não foi possível, porém nossa correspondência de amizade durou mais de 20 anos e ensinou-me muitas coisas.
 
Mediante este intercâmbio epistolar, mais de uma vez, planteou-se a questão de minha adesão à fé católica. Porém, a publicidade e o fato de ser devorada pelos meios de comunicação social havia-me dado uma péssima impressão ao chegar aos Estados Unidos. Explicar, à luz do dia, meus sentimentos mais pessoais, minha fé, minhas relações com Deus, estava sequer disposta a pensá-lo. Não podia mais falar em nome do povo russo.
 
Em 1969, o pe. Garbolino, que se encontrava em Nova Jersey, veio fazer-me uma visita em Princeton. Eu continuei escrevendo-lhe em Pittsburgh. Naquele momento, eu era divorciada e infeliz, mas ele, como bom sacerdote, sempre encontrava as palavras apropriadas e prometia sempre rezar por mim.
 
Em 1976, encontrei, na Califórnia, um casal de católicos, Rose e Michael Ginciracusa. Vivi dois anos com eles. Sua piedade discreta e sua solicitude por mim e pela minha filha me comoveram profundamente.
 
Em 1982, partimos para a Inglaterra, para que minha filha recebesse uma boa educação europeia. Meus contatos com os católicos continuavam sempre naturais, calmos e alentadores. A leitura de livros notáveis como o de Raissa Maritain, contribuíram para aproximar-me cada vez mais da Igreja Católica. E assim, em um frio dia de dezembro, na festa de Santa Luzia, em pleno Advento, um tempo litúrgico que sempre amei, a decisão, esperada por longo tempo, de entrar na Igreja Católica, brotou-me naturalíssima, enquanto vivia em Cambridge, Inglaterra. Um amigo católico polaco me conduziu ao pe. Cogglan do Seminário de Allem Halla em Londres. Havia passado 15 anos desde que tomei esta decisão e me confiei ao pe. Garbolino, que conheci e me apareceu nos dias em que os meios de comunicação social me perturbavam.
 
Há uma coisa que aprendi, pela primeira vez, nos conventos católicos: a ação de graças pela existência cotidiana, inclusive a mais escondida, de cada pequena ação e, mesmo, do silêncio. Em geral sou felicíssima em minha solidão: na tranquilidade de meu apartamento sinto vivamente a presença de Cristo.
 
Já se passaram 13 anos desde 1982, plenos de felicidade. Contudo, do mesmo modo que jamais fui instruída convenientemente na Igreja Ortodoxa russa ao ser admitida 30 anos atrás, assim tampouco recebi algum ensinamento a mais na Igreja Católica. Tive que aprender tudo por conta própria, lendo livros que me passaram amigos católicos ou frequentando assiduamente as livrarias.
A diferença entre a solidão na Igreja ortodoxa oriental e aquela na Igreja católica apare-ceu-me sob esta forma: na ortodoxia oriental, uma confissão raramente é escutada, geralmente uma vez ao ano por ocasião da Páscoa e sem a discrição que permite o confessionário. Só agora entendi a graça maravilhosa que nos produzem os sacramentos como o da reconciliação e da comunhão oferecidos não importa que dia do ano e, até, cotidianamente.
 
Antes, sentia-me pouco disposta a perdoar e a arrepender-me, e não fui jamais capaz de amar meus inimigos. Porém sinto-me muito diferente de antes, desde que assisto a Missa todos os dias. A Eucaristia tornou-se, para mim, viva e necessária. O sacramento da reconciliação com Deus a Quem ofendemos, abandonamos e traímos cada dia, o sentimento de culpa e de tristeza que então nos invade: tudo isso faz com que seja necessário recebê-lo com frequência.
 
Por muitos anos cri que a decisão crucial que havia tomado de permanecer no estrangeiro em 1967 foi uma importante etapa em minha vida. Eu iniciava uma vida nova, libertada e progredindo em minha carreira de escritora itinerante. O Padre celestial corrigiu-me docemente. Fui novamente submergida em uma maternidade tardia que devia fazer-me presente minha posição na vida: uma humilde posição de mulher e de mãe. Assim, em verdade, fui levada nos braços da Virgem Maria a Quem não tinha o costume de invocar, tendo essa devoção como coisa de campesinos iletrados como minha avó georgiana que não tinha outra pessoa a quem dirigir-se. Desenganei-me quando me encontrei só e sem sustento. Quem mais podia ser meu advogado se não a Mãe de Jesus? Imprevistamente Ela Se me fez próxima, Ela a Quem todas as gerações chamam Bem-aventurada entre as mulheres.

Como comentário ao texto: Svetlana Iósifovna Stálina, obrigado por teu testemunho. Descansa em paz.


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Cegueira voluntária.

Via Fratres in Unum

Nem o frio nem a chuva demoveram os americanos — em sua maioria jovens — de marcharem na March for Life, manifestação que anualmente reúne cidadãos contrários ao aborto, no aniversário da decisão Roe v. Wade, que legalizou o aborto nos EUA em 1973.

E o episódio nos traz um outro exemplo, após a suposta citação do Papa, de como não se deve confiar irrestritamente na imprensa secular.

A agência France-Presse – AFP – noticiou que "centenas de pessoas pró-vida" participaram da marcha.

Centenas?

Centenas?

Esta mesma notícia, em sua veiculação acrítica pela imprensa brasileira, permaneceu alguns dias citando as tais "centenas" de manifestantes e incluindo entre eles alguns indivíduos "em defesa do direito ao aborto", como que numa tentativa desesperada de minimizar a manifestação. Ao menos a seção portuguesa da agência acaba de corrigir o número de manifestantes para milhares.

Mas há algum espaço para dúvida quanto ao número dos pró-vidas manifestantes? As fotos falam por si. As estatísticas das últimas manifestações falam em 200 mil pessoas; algumas agências chegam a falar de até 400 mil. E o montante poderia ser ainda maior: estima-se que 54 milhões de crianças deixaram de nascer após a medida judicial.

Independente da cifra, reduzir tamanha manifestação a "centenas" de pró-vidas — acompanhados por alguns favoráveis ao "direito ao aborto", tá bom? — tem um nome: canalhice.

Exército do governo Maçônico usa basílica como estábulo.

É isso mesmo, amigos.

Vejam as fotos da Igreja que visitei hoje e que foi utilizada como estábulo na Guerra Cristera, onde a Igreja Católica ganhou mais de cem mártires.

Link da foto: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.2686251275485.2119336.1232502095&type=3&l=ae566d5b81

A Psicologia Tomista III

Por  Paulo Faitanin


3.4. As potências da alma: Uma vez relatadas as potências gerais da alma racional, analisemos as potências intelectivas. São cinco as potências da alma intelectiva, pelas quais a alma humana opera e atualiza as suas perfeições: a potência vegetativa, a potência sensitiva, a potência apetitiva, a potência locomotiva e a potência intelectiva [STh I,q78,a1,c]. Desta cinco tratemos das três fundamentais: a vegetativa, a sensitiva e a intelectiva, já que a locomotiva inclui-se na sensitiva e intelectiva e a apetitiva na intelectiva.

(a) Potência vegetativa: A potência vegetativa afirma-se propriamente das espécies vegetais [STh.I,q78,proêmio]. Mas diz-se no homem ser uma função, uma capacidade vegetativa. Por que ela existe no homem? Toda potência superior contém em si mesma a potência inferior, que dela emana. Já vimos que a potência superior é a intelectiva. Ora, a intelectiva que é potência própria do homem, possui como perfeição sua a potência vegetativa. Por isso, a potência vegetativa é uma potência natural que pertence ao vegetal e ao animal [STh.III,q33,a1,obj4;I,q78,a2,c], na qual se inclui a espécie humana. Segue-se do anterior que se afirma a potência vegetativa de todo corpo animado que possui, como partes vegetativas, a nutrição, o crescimento e a geração [STh I,q78,a2,c].

(b) Potência sensitiva: a potência sensitiva, é uma potência passiva cuja natureza é ser modificada por um objeto sensível exterior; como vimos acima, a potência sensitiva, embora seja potência da alma racional, ela tem por sujeito o composto de corpo e alma racional e, para tanto, exige, para a sua operação, órgãos dos sentidos externos, pelos quais opere, pois tais órgãos existem em função da potência e não o contrário; por tudo isso, se fazem necessários - os cinco sentidos externos - ou seja, a visão, a audição, o tato, o olfato e a gustação [STh I,q78,a3,c] e os seus respectivos órgãos dos sentidos externos: os olhos, o ouvido, a pele, o nariz e a boca, seus respectivos sensíveis próprios: luz -cor-, som -agudo-, superfície -áspera-, odor -suave- e sabor -doce-. Estes órgãos dos sentidos externos produzem, pelos cinco sentidos, algo que a potência sensitiva percebe externamente pelos próprios órgãos e, também, internamente, pelos sentidos internos. O homem deve, portanto, em sua potência sensitiva, não só receber as espécies das coisas sensíveis, no momento em que os órgãos dos senstido são modificados por elas, mas ainda imaginá-las, percebê-las, retê-las e conservá-las. Para tanto, para perceber e guardá-las internamente, a potência sensitiva dispõe também de - quatro sentidos internos - o sentido comum, pelo qual recebe a forma sensível das coisas sensíveis, a imaginação que retêm estas formas sensíveis, a cogitativa, que permite associá-las e a memória sensitiva, para conservá-las [STh I,q78,a4,c]. 

3.5. Potência intelectiva:  

(a) o intelecto: a palavra intelecto provém de intus legere, 'ler por dentro'; trata-se de uma potência cognitiva da alma humana, por meio da qual a alma conhece algo de si, algo do que lhe rodeia e algo do que lhe transcende. O intelecto é a mais nobre potência da alma, mas não a própria natureza da alma [STh I,q79,a1,c]. Difere dos sentidos [In I Met.lec2,n45; In II Met.lec1,n282-286]; seu objeto é a verdade [In VI Met.lec4,n.1230-1240]; possui duas operações, uma indivisível e outra de composição [In VI Met.lec4,n.1232]; está ordenado ao inteligível [In XII Met.lec8,n.2540]; humano é imaterial [In IX Met.lec11,n2624]; divino inteligi-se a si mesmo [In XII Met.lec11,n2611-2626]. 

(b) objeto próprio do intelecto: o ente é o que primeiro considera e conhece o intelecto [In I Met. lec.2, n.46]; o intelecto ordena-se ou orienta-se primeira e naturalmente à consideração do ente. O ente diz-se do que tem ser. Portanto, tudo que tem ser é ente e a isso odena-se o intelecto. É o sujeito da Metafísica [In IV Met. lec.1, n.529-531]. Não é gênero, pois não possui diferença [In I Met. lec.9, n.139]. É o que tem ser [In XII Met. lec.1, n.2419]. É tomado do ato de ser [In IV Met. lec.2, n.556-558]. Se diz da substância [In III Met. lec.12, n.488-493]. É considerado de quatro modos: do acidente, da verdade da proposição, dos predicamentos e se divide em ato e potência [In VI Met. lec.2, n.1171]. Pode ser essencial, acidental, real e de razão, dos predicamentos e do ato e da potência [In V Met. lec.9, n.885]. Ente por acidente não é propriamente ser [In XI Met. lec.8, n.2272]. Não há ciência acerca do ente por acidente [In VI Met. lec.2, n.1172-1176]. Ente de razão é próprio da Lógica [In IV Met. lec.4, n.574]. É o que primeiro capta o intelecto [In I Met. lec.2, n.46].

(c) ação própria do intelecto: conhecer a realidade e dela apreender a verdade; esta é a ação própria do intelecto; a verdade é o que visa o intelecto, quando ele considera o ente; por isso, a verdade é a adequação do intelecto com a coisa, que é um ente. O conhecimento da verdade é por dupla via: por resolução e por composição [In II Met. lect. 1, n.278]; o seu conhecimento implica dupla dificuldade: uma da parte das coisas e outra da parte de nosso intelecto [In II Met. lect. 1, n.279-286]; para o seu conhecimento os homens se ajudam duplamente: direta e indiretamente [In II Met.lect. 1, n.287-288; lect. 5, n.334]; é conveniente buscá-la [In II Met. lect. 5, n.335-336]; dos primeiros princípios é previamente determinada, e resolvem muitas dificuldades em sua aplicação [In III Met. lect. 1, n.338]; o verdadeiro e o falso nas coisas não são senão afirmar e negar [In IX Met. lect. 11, n.1896-1901; In VI, lect. 4, n.1230-1240]; está mais no ato que na potência e mais nas simples que nas compostas [In IX Met. lect. 11, n.1910-1913]

(d) o processo de conhecimento pelo intelecto: a abstração é o processo próprio do modo como o intelecto conhece o ente; o intelecto não conhece as coisas nele mesmo, senão, pela abstração, depois da recepção das formas sensíveis impressas que, impregnadas de materialidade e individualidade, são depositadas, pela potência sensitiva, nos sentidos internos, cuja separação da materialidade e individualidade é feita pelo processo de abstração. Designa em Tomás uma atividade do intelecto pela qual considera a forma comum de um objeto separada (abstraída) de sua matéria e de suas condições individuais. Ela é tríplice: da matéria, dos inferiores e dos sentido [In I Met. lec. 10, n. 158; In III Met. lec. 7, n. 404-405; In VIII Met. lec. 1, n. 1683 e In XII Met. lec. 2, n. 2426]. A abstração da matéria é de quatro modos: matéria sensível, inteligível, comum e individual [In VI Met. lec. 1; In XI Met. lec. 7, n. 2259-2264].

(e) a passividade do intelecto: no primeiro momento do ato de conhecimento, o intelecto é passivo, porque recebe as informações que as potências sensitivas, tanto interna, quanto externa, fornecem para a alma; por isso, conhecer é padecer, enquanto isso significa receber aquilo para o qual estava em potência, sem que nada lhe fosse tirado [STh I,q79,a2,c].

(f) a atividade do intelecto: num segundo momento do ato de conhecer, o intelecto é agente, pois é necessário que o próprio intelecto, depois de recebidas as formas sensíveis, - as espécies impressas ou imagens - opere e as coloque em ato, pela abstração das formas inteligíveis, formando novas espécies - as espécies expressas ou conceitos -, na medida em que as conhece em ato e as torna semelhantes a ele e subsistentes nele [STh I,q79,a3,c]. O intelecto agente é potência intelectiva, ou seja, existe na alma humana como sua potência de entender as coisas em ato. Cada homem possui o seu intelecto individualmente; e este se assemelha, por natureza e perfeição, aos dos demais homens. Portanto, ele não existe separado da alma, embora não dependa de algum órgão do corpo para operar no que lhe é próprio [STh I,q79,a4,c], nem é único ou um só para todos os homens [STh I,q79,a5,c].

(g) partes da potência intelectiva: São seis as partes da potência intelectiva, com as quais o intelecto concebe um conceito verdadeiro, certo, abstrato, universal ou comum de muitos: a memória, a razão, a razão superior e inferior, a inteligência, o intelecto especulativo e prático, a sindérese, a consciência. - a memória - é parte da potência intelectiva da alma humana responsável por reter, conservar e recordar as imagens inteligíveis das coisas que são apreendidas [STh I,q79,a6,c]. Como tal, a memória não é uma outra potência distinta da potência intelectiva, senão que é da mesma potência intelectiva, pela qual além de ser potência passiva é conservativa [STh I,q79,a7,c]. - a razão - é parte da potência intelectiva da alma humana responsável pelo raciocinar, ou seja, ir de um objeto conhecido a outro; mas isso não difere a razão do intelecto, senão por causa das funções e não da natureza, pois uma coisa é o conhecer, que é simplesmente apreender a verdade inteligível, e outra coisa é raciocinar, como foi dito acima [STh I,q79,a8,c]. - a razão superior e a razão inferior - não são também duas potências distintas da potência intelectiva, senão que são dois nomes distintos dados a duas funções distintas de uma mesma natureza: a razão superior é a sabedoria, conhecimento conseqüente dos hábitos dos primeiros princípios indemonstráveis e a razão inferior é a ciência, conseqüente da aplicação dos hábitos dos primeiros princípios na demonstração das coisas temporais [STh I,q79,a9,c]. - a inteligência - é propriamente o ato mesmo do intelecto, que é o inteligir e não é uma outra potência, senão o ato da potência intelectiva [STh I,q79,a10,c]. - o intelecto especulativo e o prático - não são duas potências ademais da intelectiva, senão que são a consideração da mesma potência intelectiva, segundo os seus fins: especulativo, que não ordena o que apreende para a ação e o prático, que ordena para a ação aquilo que apreende [STh I,q79,a11,c]. - a sindérese - não é parte da potência intelectiva, nem mesmo é uma outra potência do intelecto, não é senão um hábito natural do intelecto que entende e concebe os princípios da ordem da ação que incita ao bem e condena o mal, na medida em que julga o que encontramos, mediante os primeiros princípios [STh I,q79,a12,c]. - a consciência - significa aquilo que implica a relação do conhecimento com alguma coisa, não é uma potência, mas um ato que atesta, obriga ou incita ou ainda acusa, reprova ou repreende, mas tudo isso resulta da aplicação de algum conhecimento ou ciência que temos do que fazemos, por isso, consciência é conhecimento com um outro. Neste sentido, a consciência forma parte da potência intelectiva, não como uma outra potência, senão como um ato pelo qual se aplica o conhecimento de alguma coisa [STh I,q79,a13,c].