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Tradição, vida e morte.

Por Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa

Mata-pau.
Mata-pau.
Sabe-se que a chamada filosofia vitalista do princípio do século XX (Bergson e Blondel), apresentando-se como uma reação a erros filosóficos então predominantes, exerceu uma notável influência sobre o pensamento católico. Contra uma concepção mecanicista e racionalista própria do positivismo e do neo-kantismo que pretendia esquematizar toda a realidade, a filosofia da vida insurgiu-se fazendo ver como era superficial semelhante pensamento que se atinha apenas ao elemento exterior, ao espaço, à extensão, e, por isso mesmo, incapaz de compreender o mundo em toda sua riqueza de vida e dinamismo. O vitalismo apresentava-se como um pensamento espiritualista que valorizava a vida interior do homem, salvaguardava sua liberdade e afirmava a sua consciência capaz de inovação criadora. As belas reflexões de Bergson sobre o mistério do tempo marcaram profundamente a grande obra literária do século passado “À la recherche du temps perdu” de Marcel Proust (Cf. Edmund Wilson, O castelo de Axel, Cultrix, São Paulo).
Contudo, a filosofia vitalista tinha um grave erro: ao mesmo tempo que valorizava a vida, não a explicava e tampouco esclarecia o seu verdadeiro sentido. Interpretava o ser como impulso vital e dizia que a vida não pode ser captada pela inteligência mas por uma suposta intuição. E o pior é que tal intuição é um conceito tão obscuro quanto a intuição da fenomenologia. A filosofia vitalista, pode-se dizer, limitava-se a dizer que a vida flui, que nela nada se perde, mas, ao contrário, nela agregam-se novas aquisições. De maneira que a inteligência só aprisiona a realidade em esquemas uniformes, fixos, mas não a conhece. Só os conceitos “fluidos” que acompanham o rio da vida são capazes de conhecê-la. Esses conceitos fluidos seriam as intuições. (Cf. Hirschberger, Historia de la filosofia, Barcelona, 1956)
Pois bem, a falta de precisão do conceito de vida (que não pode ser objeto do entendimento, ressalte-se) induziu os principais representantes do vitalismo a graves equívocos. Por exemplo, Bergson chegou a conceber Deus como um ser em devir. Blondel, por sua vez, em sua filosofia da ação, entende a ação como a vida do espírito em sua fonte e na totalidade do seu desenvolvimento. Diz que não há no mundo nenhum momento de pausa, porque nada no mundo é perfeito. O espírito nunca se adequa a uma realidade, mas sempre aspira a algo superior. Por conseguinte, cai por terra a noção de verdade elaborada pela metafísica tomista: adaequatio intellectus et rei.
Na primeira parte da Suma Teológica, Santo Tomás formula algumas questões importantes sobre a vida de Deus. As soluções do Santo Doutor refutam cabalmente os erros da filosofia vitalista. No artigo 1º da q. 18 pergunta se todas as coisas naturais vivem ou não vivem e assinala as diferenças entre os seres vivos e brutos. As razões aduzidas por Santo Tomás são muito úteis porque em nossos dias os modernistas gostam de relacionar os conceitos de vida e de tradição. O papa João Paulo II, no motu proprio Ecclesia Dei Adflicta, disse que o suposto gesto cismático de Mons. Marcel Lefèbvre (as consagrações episcopais sem mandato pontifício mas em virtude do estado de necessidade) se devia a uma incompleta noção de tradição que não leva em conta o caráter “vivo” da tradição.
É claro que João Paulo II aplicava à tradição a noção de vida em sentido analógico. Não entendia a tradição como aninal ou vegetal, mas como um conjunto de verdades ou como um tesouro que se enriquece e cresce com o passar das gerações sob a custódia da Igreja. De qualquer modo, cumpre examinar, à luz da doutrina de Santo Tomás, como se dá o processo vital.
No referido artigo diz que a vida se manifesta quando o animal tem movimento ex se, mas, ao contrário, quando o animal já não tem movimento ex se, mas é movido por outro, então se diz que o animal está morto. Em seguida, no artigo 2º, pergunta se a vida é ação – essa questão é importantíssima para compreender e refutar o erro do modernista Maurice Blondel – e responde, com base em Aristóteles, dizendo que o viver é o ser dos vivos. E afirmando o valor do conhecimento intelectivo do homem que alcança a essência da coisa como seu objeto próprio a partir dos sentidos que apreendem as aparências exteriores, Santo Tomás explica que geralmente, a partir das aparências exteriores, se impõem às coisas nomes que expressam sua essência. Mas às vezes os nomes derivam das propriedades em função das quais se impõem. Assim, por exemplo, o nome corpo é imposto para designar um gênero de substâncias em que se encontram três dimensões. Quanto à vida, diz Santo Tomás, o nome é tomado das aparências exteriores em vista da própria coisa que se move a si mesma; entretanto, o nome não é imposto para significar o movimento e sim a substância à qual convém em sua natureza mover-se a si própria ou agir de algum modo. Portanto, ser vivo não é predicado acidental, mas substancial. Esclarece que com menos propriedade se toma o vocábulo vida a partir das operações vitais. E cita Aristóteles, para o qual a vida é principalmenteintelligere.
Ora, a filosofia vitalista é uma filosofia que rebaixa a inteligência, despreza a razão, a qual considera uma força destruidora. De modo que é lícito realmente questionar se a tal filosofia convém o nome de filosofia da vida, uma vez que a vida é sobretudo intelligere. Que vida do espírito é a ação do sr. Blondel? Uma ação que é mais frustração do que plenitude, porquanto a realidade das coisas sempre lhe escapa.
Finalmente, quanto à relação estabelecida pelos modernistas entre os conceitos de tradição e vida, importa dizer que, à luz da sã teologia de Santo Tomás, resulta muito dificultoso para os sequazes da nova teologia provar que efetivamente os desdobramentos, acréscimos e “enriquecimentos” doutrinários verificados na Igreja sobretudo a partir do Vaticano II derivam de um processo vital de uma Igreja que se move a si mesma alicerçada em seus próprios fundamentos.Examinadas as raízes ideológicas de tais inovações pos-conciliares, percebe-se que se trata de um movimento de origem estranha à Igreja. Com efeito, a reforma litúrgica, o ecumenismo, a liberdade religiosa, a abertura ao mundo moderno são inovações que se impuseram de fora à Igreja. Isto é próprio de ser um morto. Na hipótese, porém, de se tratar de um processo vital, a imagem mais adequada para explicá-lo seria a do “mata-pau”.
Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa
Anápolis, 27 de dezembro de 2012
Festa de São João Evangelista

Decreto de ereção canônica da comunidade Redentoristas Transalpinos






















A comunidade Papa Stronsay conhecidos como Filhos do Santíssimo Redentor foi fundada em 2 de agosto de 1988 residentes na Ilha de Sheppey na Inglaterra. Em 1994 eles se mudaram para Joinville na França e de lá, em 1999 veio a sua localização atual na Ilha de Papa Stronsay no arquipélago das Ilhas Orkney.

Em 2008, em resposta à Carta Apostólica, Summorum Pontificum, de sua Santidade o Papa Bento XVI, Motu Proprio dado em São Pedro, em 07 de julho de 2007, três padres da comunidade procuraram a regularização da sua situação e uma maioria da comunidade assinaram a Fórmula de  adesão, que terminou o estado cismático e trouxe-os em plena comunhão com a Igreja Católica.

Em setembro de 2011, eu, como bispo de Aberdeen e acompanhado pelo Rev. Stuart P. Chalmers, Vigário Geral da Diocese, fizemos uma visita pastoral à comunidade. Após nova consulta com a Santa Sé  iniciou-se o curso de ação que conduz ao reconhecimento canônico dos Filhos do Santíssimo Redentor.


A partir de 23 de abril de 2012 uma visita canônica foi realizado por mim como Bispo de Aberdeen e acompanhado por Dom Bento Hardy, OSB - Prior da Abadia de Pluscarden; cujos resultados foram devidamente relatados ao Cardeal William Levada presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. Consequentemente, de acordo com a carta datada de 12 junho de 2012, Prot. N. 27/2006, de Mons Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, e após consulta do Conselho Presbiteral da diocese de Aberdeen:

I, Hugh Gilbert, OSB, pela graça de Deus Bispo de Aberdeen, decreto que a comunidade conhecida como os Filhos do Santíssimo Redentor, está erigido como um instituto religioso de direito diocesano, de acordo com c 579 do Código de Direito Canônico 1983. O Instituto estará sujeito a todas as demais normas aplicáveis ​​do referido código e regida pelos estatutos da referida comunidade previamente aprovado pela Santa Sé.

Dado neste dia 15 de agosto no ano de Nosso Senhor 2012





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Rt Rev. Hugh Gilbert, O.S.B.Bispo de Aberdeen
Prot n º 01/2012 L



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Rev. John Deacon Fio J.Chanceler




















O que são as indulgências?

O que é uma indulgência? 

Uma indulgência é o perdão das penas de pecados já perdoados. Absolvida a culpa, é perdoada a pena de condenação eterna, mas restam penas temporais que deveriam sofrer aqui, na terra ou no purgatório. Não sendo a nossa reparação suficiente, a Igreja preenche a falta com os tesouros dos merecimentos superabundantes de Jesus Cristo e dos santos, concedendo uma indulgência. 

Quantas espécies de indulgências se distinguem? 

Distinguem-se duas espécies: a plenária que remite toda a pena temporal, e a parcial que apenas remite parte determinada da pena devida ao pecado. 

Famoso exorcista Pe. Fortea: Sacerdotes devem vestir-se como tal


    

REDAÇÃO CENTRAL, 12 Jun. 12 (ACI/EWTN Noticias

 O famoso sacerdote exorcista espanhol José Antonio Fortea remarcou a importância de que os sacerdotes vistam a batina, como um sinal de consagração a Deus e de serviço aos fiéis.

 Numa entrevista concedida ao grupo ACI, durante sua visita ao Peru, onde participou da solenidade de Corpus Christi na cidade de Trujillo, na costa norte do país, o Pe. Fortea indicou que "os clérigos devem vestir-se da mesma forma que os sacerdotes mais exemplares se vestem nessas terras, porque ir identificado é um serviço".

 Depois de destacar que é obrigação da Conferência Episcopal de cada país determinar qual é o melhor sinal sacerdotal, o Pe. Fortea indicou que "a minha recomendação a respeito deste tema é que o sacerdote se identifique como tal".

 Em efeito, o Código de Direito Canônico, no artigo 284 indica que "os clérigos têm que vestir um traje eclesiástico digno, segundo as normas dadas pela Conferência Episcopal e segundo os costumes legítimos do lugar".

 Por outra parte, a Congregação para o Clero, no seu "Diretório para o ministério e a vida dos presbíteros", expressou "que o clérigo não use o traje eclesiástico pode manifestar um escasso sentido da própria identidade de pastor, inteiramente dedicado ao serviço da Igreja".

 "Numa sociedade secularizada e tendencialmente materialista, onde tendem a desaparecer inclusive os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero, homem de Deus, dispensador de Seus mistérios, seja reconhecível aos olhos da comunidade, também pela roupa que leva, como sinal inequívoco da sua dedicação e da identidade de quem desempenha um ministério público", assinala o documento vaticano.

 O Pe. Fortea destacou que "não vamos identificados porque gostamos. Pode ser que gostemos ou não. Vamos (identificados) porque é um serviço para os fiéis, é um sinal de consagração, ajuda a nós mesmos".

 O presbítero reconheceu a dificuldade de que a um sacerdote a quem desde o seminário não lhe ensinou sobre o valor do hábito de usar a batina, mude depois, entretanto precisou que nos últimos isto anos "foi mudando para melhor".

 "É fácil mantê-lo (o hábito), é difícil começá-lo. Mas o sacerdote deve ir identificado", assinalou.

 Ao ser consultado se o costume de não usar a batina guarda alguma relação com a Teologia Marxista da Libertação, o Pe. Fortea assinalou que "agora as coisas já mudaram".
 "Foi nos anos 70, 80, onde todos estes sacerdotes se viam a si mesmos mais como pessoas que ajudavam à justiça social. Ali não tinha sentido o hábito sacerdotal, o hábito sacerdotal tem sentido como sinal de consagração".

 Para o famoso exorcista, "agora já passou isso, mas ficou o costume de não vestir-se como tal e claro, é difícil, eu entendo que é difícil. Mas estas coisas estão mudando pouco a pouco".

1ª Missa de Fr. Brian McDonnell FSSP


 Fr.Brian McDonnell retorna para casa para celebrar a sua Missa Solene na paróquia Sagrada Família depois de sua ordenação em 19 de Maio, em Lincoln Nebraska.
 










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Primeira Comunhão das crianças da Paróquia São Miguel Arcanjo, Scranton, Pennsylvania, USA

Primeira Comunhão das crianças da Paróquia São Miguel Arcanjo,
Scranton, Pennsylvania, USA. Esta paróquia da Diocese de Scranton está
aos cuidados da FSSP. Teve também a imposição do Escapulário Carmelita.




















Cardeal Burke chama jovens convertidos de “bela” imagem da graça de Deus.


 O Cardeal Raymond L. Burke, chefe da mais alta corte do Vaticano, descreveu a beleza de receber, em Roma, dois jovens americanos na Igreja Católica.
Jonathan Wasserman e Kristina Landry ao lado do Cardeal Raymond L. Burke.
Jonathan Wasserman e Kristina Landry ao lado do Cardeal Raymond L. Burke.


















"Hoje somos privilegiados por testemunhar uma belíssima manifestação da obra da graça de Deus, do glorioso Coração perfurado de Jesus, pelo intermédio do Imaculado Coração de Maria", disse o Cardeal Burke em sua homilia de 28 de março.
Jonathan Wasserman, 19, de Kansas City, Missouri, e Kristina Landry from Ellington, 19, de Connecticut, são ambos estudantes no Thomas More College em New Hampshire. Como parte de seu curso de 4 anos de artes liberais, estão estudando em Roma nos últimos três meses.
Em 28 de março, nas proximidades históricas da Igreja vaticana de Santa Ana, ambos foram recebidos na Igreja Católica pelo Cardeal Burke. O Arcebispo emérito de Saint Louis hoje reside em Roma, atuando como Prefeito da Assinatura Apostólica, a mais alta corte da Igreja.
"Me sinto ótimo", disse Jonathan à CNA instantes depois. "É incrível. Era um sonho se tornando realidade. Estou simplesmente alegre por tudo. Simplesmente feliz".
"Sim, é incrível, maravilhoso, impressionante", acrescentou Kristina.
Jonathan disse ter se tornado Católico porque "é a única Igreja verdadeira" e que "ser Católico é ter a verdade consigo", enquanto Kristina descreveu o Catolicismo como "o modo como devemos glorificar a Deus".
A Fé Católica, notou, "realmente abrange tudo que é verdadeiro".
Como parte da recepção, o Cardeal Burke também administrou o Sacramento da Confirmação sobre os dois estudantes, dizendo-lhes: "Como o batismo foi a sua Páscoa pessoal, assim a Confirmação será o seu Pentecostes pessoal".
Apropriadamente -- dada a proximidade papal -- Jonathan tomou São Pedro como seu patrono, enquanto Kristina optou pela freira polonesa do século 20, Santa Faustina Kowalska. Os dois observaram como os nomes refletiram a influência que este período na Europa teve sobre as suas conversões.
"Vir à Europa e ver na Itália, e especialmente na Polônia, que há precisamente tanta fé no povo e nos jovens, dá muita esperança em relação às futuras gerações", afirmou Kristina.
Jonathan concordou, acrescentando que se inspirou por viver em Roma "e estar simplesmente cercado de beleza o tempo todo".
A grade em Roma do Thomas More College é de um semestre em humanidades, teologia e latim, assim como em arte e arquitetura da Cidade Eterna.
O diretor do programa, Tony Assaf, contou à CNA que os estudantes que participam "tornam-se uma pequena família adicional durante esses três intensos meses juntos".
No entanto, "esta é a primeira vez que pudemos celebrar o 'nascimento' de um novo irmão e irmã em Cristo em nossa família Católica durante o andamento do curso", disse.
O canto Gregoriano que tomava a Igreja barroca do século 16 durante a Missa de ontem foi proporcionado pelos estudantes amigos de Jonathan e Kristina. Na conclusão de sua homilia, o Cardeal Burke deu aos dois novos Católicos alguns conselhos práticos sobre como viver melhor a sua nova Fé.
"Mantenham-se vivos em Cristo pela recepção frequente da Sagrada Comunhão e pela confissão frequente", disse-lhes, "por todo o dia aprofundem a vida de Cristo em vocês pelas suas orações e devoções, especialmente a devoção ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração de Jesus e à Santa Mãe de Deus, e a toda a companhia dos santos".
Em uma observação intelectual, ele os encorajou a "nunca deixar de estudar fervorosamente as verdades de nossa Fé, especialmente como estão apresentadas no Catecismo da Igreja Católica" e a nunca "abrir caminho para o desânimo ou para o cansaço em seus esforços diários para viver essas verdades em uma vida boa e santa".

Primeira Missa do Pe. Eichmin, FSSP‏

Sua primeira Missa foi no Carmelo JESUS, MARIA e José em Denton, NE,
EUA, onde se encontra sua irmã, monja carmelita tradicional.