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Faculdade jesuíta convida inimigos da Igreja para dar cursos em Simpósio

Por Pedro Canísio de Alcântara

De 2 a 4 de outubro de 2013, a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia promoverá seu IX Simpósio Internacional Filosófico-Teológico. Depois da ilustre presença do Prof. Dr. Leonardo Boff com a conferência de abertura do Simpósio no ano passado, este ano a FAJE convidou para dar conferências e seminários dois notórios inimigos da Igreja Católica: a laicista e abortista Profa. Dra. Roseli Fischmann (USP) e o Pe. José Maria Vigil, CMF, um dos hereges mais ousados de nosso tempo.

Uma acadêmica laicista e abortista

A Dra. Fischmann irá ministrar um seminário (4h/a) que tem por título "O caráter educativo da laicidade do Estado" e se realizará conforme a programação do evento nos dias 3 e 4 às 10h no Campus da FAJE.[1] O seminário está entre os cinco eventos simultâneos entre os quais os alunos da instituição poderão escolher para participação obrigatória.

A Dra. Fischmann faz parte do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA)[2], que "conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e seu foco é capilarizar a discussão do tema do aborto sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime."[3] Entre seus participantes o GEA declara outras organizações, como por exemplo, as Católicas pelo Direito de Decidir e o Ipas Brasil, que possuem a mesma finalidade, além do Ministério da Saúde e da Secretaria de Política para as Mulheres.[4] Para alcançar seu fim o GEA “produz novos materiais e estimula a difusão de informação e dados de pesquisas através de entrevistas e matérias nos veículos de comunicação do Brasil e no mundo e realiza seminários, colóquios e encontros com mais parceiros nessa iniciativa.”[5] Tudo isso para descriminalizar o aborto. Para se ter ideia da importância do GEA, alguns dos seus membros e o próprio grupo tiveram importância na discussão e julgamento favorável ao aborto de fetos anencéfalos pelo STF na ADPF 54.[6]

Pró-aborto, a Dra. Roseli realizou nos anos de 2007 e 2008 o projeto “Ensino Religioso em Escolas Públicas: legislação e normas e seu impacto sobre a cidadania e os direitos sexuais e reprodutivos”. Tal projeto teve como financiadores as Católicas pelo Direito de Decidir[7] e apoio financeiro da MacArthur Foundation (ambas abortistas) com consultoria do GEA.[8]

Em 2009, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, a Dra. Roseli Fischmann, contrária ao acordo entre o Brasil e o Estado do Vaticano, defendeu a sua inconstitucionalidade e seus perigos[9] [10]. Tendo ela mesma, por conta desta ocasião, pedido a viagem de representante(s) da virulenta ATEA Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos para Brasília.[11]

Contrária ao ensino religioso na escola pública[12], no contexto do acordo com a Santa Sé ela afirmou: “A abordagem insidiosa da Igreja Católica sobre o ensino religioso nas escolas públicas não pode mais ser alvo de omissão por parte das autoridades, em particular dos parlamentares, em nome de supostas boas intenções que permeariam um suposto ensino interconfessional. Na prática, no cotidiano das escolas, crianças de 6 ou 7 anos de idade são objeto de manipulação por parte de pessoas que sequer percebem o que estão fazendo e vão, com isso, moldando consciências de forma oposta às exigências de autonomia moral presentes na boa educação, disseminando também preconceito e discriminação.
Temas como meio ambiente, saúde e em particular saúde reprodutiva podem ser afetadas diretamente pelo tipo de abordagem dada nessas propostas inconstitucionais de ensino religioso, negando o conhecimento científico, pela abordagem que é própria para o campo religioso, mas imprópria para o campo pedagógico, sobretudo da escola pública. Nessa perspectiva, valores e condutas podem ser "ensinados" como verdade absoluta, ignorando a ética e a formação para a autonomia, sem o que não se consolidará jamais a democracia.”[13]

Comentando sobre um “casal” de homossexuais, lamenta o julgamento destes “casais” como “não merecedores do reconhecimento como entidade familiar” dizendo que “é a falta de reflexão crítica e de postura ética que leva a essa situação em que é preciso lei e decisão judicial, onde apenas o justo reconhecimento da dignidade do ser humano bastaria.”[14] Tal reconhecimento familiar, portanto, seria apenas o justo reconhecimento da dignidade do ser humano.

Em outro texto sobre o mesmo assunto, comenta: “amparada na ética e voltada para oavanço histórico, decisão inédita em nível federal, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), reconhecia a legalidade da adoção de crianças por casal homossexual de Bagé (RS).”[15]

Em um texto sobre denúncias de pedofilia na Igreja, ela pega carona neste assunto e critica a interferência da Igreja em políticas públicas, como se a Igreja, quer dizer, os católicos, não fizessem parte da sociedade. Ela aponta a “outra face da moeda, que credita à Igreja Católica o poder de a tudo julgar e tudo determinar na vida humana, inclusive interferindo em políticas públicas. É o caso das pressões sobre o 3º PNDH, para os temas de retirada dos símbolos religiosos de estabelecimentos públicos, reconhecimento da autonomia das mulheres, em caso de aborto, e das uniões homoafetivas, incluindo adoção de filhos.” E argumenta que os fiéis católicos não serão obrigados ao que contraria a doutrina católica. Argumenta também que o interesse público deve atender toda a cidadania, sem discriminação. E que não cabe às denominações religiosas convencer o Estado a atender as determinações que elas pregam. O Estado, segundo ela, lida apenas com o que é crime. E, por fim, acusa o Vaticano de disposição de ser soberano por sobre a ordem humana.[16] Caberia perguntar como ela justifica que os católicos devem se reduzir a aceitar as leis decididas para “atender toda a cidadania”, isto é, as vontades e os pensamentos de quem quer que seja e devem aceitar a ordem pública por tais pessoas desejadas. Pelo jeito, a Dra. Roseli substituiu “bem comum” pela vontade desse conjunto chamado “toda cidadania”, que leva à exclusão do pensamento e da vontade dos católicos sobre a sociedade.

Note-se que o Estado, na pessoa de seus governantes, sempre faz juízos de valor e juízos morais sobre a maldade ou bondade daquilo que é considerado crime; de fato, nem todo mal moral é ou deve ser crime, mas todo crime há de ser mal moral, porque atenta contra o bem público ou privado, caso contrário carece de matéria, constituindo-se em mera arbitrariedade. A própria Dra. Fischmann realiza uma série de juízos morais. Dizer que o Estado não trata de moral é falso. Dizer que a influência da Igreja, tanto no plano da pregação religiosa quanto no plano do senso comum e da sua forte e milenar reflexão filosófica, deve ser eliminada é fazer uma opção filosófica ou ideológica clara, mas que ela não adverte. O que faz a posição da Dra. Fischmann melhor do que a dos católicos? Por que razão eliminá-la do debate? Qual a razão pela qual devemos aceitar o bom-mocismo politicamente correto da moda? Sob qual fundamento se sustenta o igualitarismo religioso ou o indiferentismo do Estado? Serão estas questões passíveis de serem colocadas em debate? Se não, por quê?

A doutrina católica sobre a relação da religião com o Estado, a sociedade e a educação

Por fim, convém lembrar a doutrina católica, exposta no Concílio Vaticano II, sobre os temas tratados acima pela Dra. Roseli:

- Prestar culto a Deus é um dever dos homens e para isto devem ter imunidade de coação na sociedade civil, portanto, “permanece a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e sociedades têm para com a verdadeira religião e com a única Igreja de Cristo.”[17]
- A Igreja defende o ensino religioso católico nas escolas públicas.[18]
- O bem comum, fim da comunidade política, “compreende o conjunto das condições da vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição.”[19] Portanto, bem comum está ligada não às condições de realização de qualquer vontade, mas às condições objetivas para alcançar a perfeição humana, fim de sua natureza objetiva.
- Além disso, “o apostolado no meio social, isto é, o empenho em informar de espírito cristão a mentalidade e os costumes, as leis e estruturas da comunidade em que se vive, são incumbência e encargo de tal modo próprios dos leigos que nunca poderão ser plenamente desempenhados por outros.”[20] Tal apostolado não exclui nenhum bem espiritual ou temporal.[21] Por isso, o Concílio pede aos católicos que “investiguem em conjunto o modo de organizar as instituições sociais e públicas segundo o espírito do Evangelho.”[22] Não, obviamente, fazer e estudar o modo como a Dra. Fischmann quer organizar a sociedade. O único evento digno desta senhora é um debate, se muito.

Um herege brutal

Mas como um é pouco, mas dois é bom, como não poderia deixar de ser, o Simpósio contará com uma personalidade ilustre da teologia da libertação: o Pe. José Maria Vigil, CMF. Ele apresentará uma conferência às 8h do dia 4 de outubro na FAJE com o título “Consequências da secularização e tarefas para o futuro” e às 19:30 do mesmo dia será a figura principal de uma “mesa redonda” com o mesmo título. Já no Campus Coração Eucarístico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, nos dias 3 e 4 às 14:30, o Prof. Vigil irá ministrar o seminário “A grande virada que vem – Releitura do cristianismo a partir de novos paradigmas: Enfoque epistemológico” no âmbito do V Simpósio Internacional de Teologia e Ciências da Religião desta universidade.

O padre Vigil é aquele que escreveu o livro “Teología del pluralismo religioso. Curso sistemático de Teología Popular”, que foi objeto de uma nota[23][24] da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Episcopal Española. Na nota sobre tal livro, podemos ler:
“La pretendida unión entre la teoría y la práctica se ve, sin embargo, condicionada por incorrectos presupuestos metodológicos, como son la asunción acrítica de una filosofía racionalista que niega de facto la posibilidad real de la intervención de Dios en la historia, la lectura e interpretación de la Sagrada Escritura al margen de la Tradición eclesial, la hermenéutica del Concilio Vaticano II en clave de ruptura, la negación del Magisterio como intérprete auténtico de la Palabra de Dios escrita y transmitida, una concepción relativista del hecho religioso, una comprensión sociológica de la Iglesia y una presentación ideológica de la Historia de la evangelización[1].”
“Estos presupuestos metodológicos llevan a afirmaciones incompatibles con la fe de la Iglesia católica, como son, entre otras: la negación del realismo de la Encarnación, presentada como “«teologúmenon», metáfora, mito, símbolo” (p. 173), de la Preexistencia del Logos (p. 189) y de la Mediación salvífica única y universal de Cristo y de la Iglesia; la contraposición entre “el cristianismo del Cristo dogmático” y “el cristianismo del Evangelio del Reino de Dios y del seguimiento de Jesús” (pp. 171-172); la negación de la voluntad fundacional de Cristo respecto a la Iglesia (p. 119); la comprensión inmanentista de la Revelación, entendida como “un caer en la cuenta” de lo que Dios va obrando; la consecuente equiparación de la Revelación sobrenatural a las “revelaciones” de otras tradiciones religiosas (pp. 81-91); la ruptura entre el Reino de Dios y la Iglesia; o, la reducción de la religión a la ética, entendida como justicia y respeto al otro (pp. 195-209)”

A nota conclui dizendo que “La gravedad de los errores contenidos en este libro, unida a su carácter divulgativo, hacen de esta obra un instrumento especialmente dañino para la fe de los sencillos.”  A nota é mais extensa, mas estes trechos ilustram bem.

Diante de tudo isso, fazemos algumas perguntas: nesta hora grave da história da Igreja, especialmente no Brasil, onde o laicismo avança e as heresias e a superficialidade pululam, onde a teologia da libertação e a ideologização dominam sobre a fé, sob quais argumentos se pode justificar a presença de tais ilustres inimigos da Igreja para dar conferências e seminários em uma faculdade católica, inclusive eclesiástica, como a FAJE e uma universidade pontifícia como a PUC Minas? Quem os convidou e por qual motivo? É normal que uma instituição, mesmo universitária, convide inimigos da Igreja e hereges manifestos para sofismar impunimente diante de seus alunos que dão os primeiros passos nas ciências sacras e profanas?

A disciplina da Igreja em matéria educacional para este caso

É verdade que a Igreja permite a colaboração das Faculdades eclesiásticas com outras Faculdades não católicas, mas procurando, porém, “conservar sempre com cuidado a própria identidade.”[25] O mesmo se deve dizer dos professores com os quais colabora. Quando fala dos professores não católicos[26], as Disposições da Sagrada Congregação para a Educação para a Exata Aplicação da Constituição Apostólica Sapientia Christianadizem que se deve ater às normas da competente autoridade eclesiástica e remete ao Diretório sobre o Ecumenismo, Segunda parte[27]. Consultando a documentação mais atual, de 1993[28], ao falar da questão se os estudantes católicos de primeiro ciclo podem assistir a cursos especiais dados por professores de outras igrejas, podemos ler:
“Quando se deve tomar uma decisão sobre se devem ou não assistir a cursos especiais, há que se considerar bem a utilidade do curso no contexto geral de sua formação, a qualidade e o espírito ecumênico do professor, o nível de preparação prévia dos mesmos estudantes, sua maturidade espiritual e psicológica. Quanto mais próximo se refiram as conferências ou cursos a temas doutrinais, mais cuidado será necessário em tomar uma decisão sobre a oportunidade da participação dos estudantes.”[29]

Conclusão

Quanto aos professores, fica claro que ambos não possuem as qualidades intelectuais requeridas. Qual será o caráter educativo da laicidade do Estado da Dra. Fischmann consequente com suas teses e mentalidade? Quais serão as tarefas para o futuro dadas pelo Dr. Vigil consequentes com sua falta de fé católica? E quanto aos alunos, convém dizer que, em sua maioria, ignoram a doutrina da Igreja e a fidelidade a ela devida sobre muitos dos pontos acima. Se há dúvidas quanto a isso, que se lhes interrogue. Não se trata aqui de querer impedir aquela informação necessária aos estudantes das doutrinas dos filósofos e teólogos, seja de qual corrente forem, dada por professores idôneos, respeitosos e capazes. Por isso, é necessário que as autoridades eclesiásticas intervenham não só para impedir que tais inimigos da Igreja nestas instituições profiram seus sofismas, mas também para que se acabe com o costume de contratar, convidar ou permitir professores inidôneos.

***
Quem, diante de tais fatos, quiser enviar este texto às autoridades competentes pedindo providências, pode fazê-lo através dos endereços a seguir:

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

Excelência Reverendíssima Dom Walmor Azevedo Oliveira de Azevedo

Palácio Cristo Rei
Praça da Liberdade, 263 - Funcionários - 30140-010 - Belo Horizonte - MG

SECRETARIADO PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR DA CURIA GERAL DOS JESUÍTAS EM ROMA

NUNCIATURA APOSTÓLICA
Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

CONGREGAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA - DOS SEMINÁRIOS E DOS INSTITUTOS DE ESTUDO
Eminência Reverendíssima Dom Zenon Cardeal Grocholewski:
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088





[4] Idem

[5] Idem

[6] Tendo seu coordenador Thomaz Gollop feito exposição na audiência do STF em 8 de agosto de 2008. Outros exemplos de trabalhos pró-aborto deste grupo no Brasil podem ser lidos nos links a seguir: http://aads.org.br/gea/documentos/GEA_folheto_argumentos.pdf

[7] em caráter de cooperação.



[10] Defendendo-a em público. http://www.youtube.com/watch?v=mNbKY1ej6Ng







[17] Dignitatis Humanae, 1.

[18] Gravissimum educationis, 7.

[19] Gaudium et spes, 74.

[20] Apostolicam actuositatem, 13

[21] Ibid

[22] Idem, 14.



[25] Disposições da Sagrada Congregação para a Educação para a Exata Aplicação da Constituição Apostólica Sapientia Christiana. Art. 49 par. 1

[26] Idem. Art. 18

[27] ASS 62 (1970), pp. 705ss.

[28] Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre o ecumenismo

[29] n. 194

Ministro francês: Estado laico ensina uma nova religião que bane a Igreja Católica


Via Valores inegociáveis
Vincent Peillon: revolução moral laicista exige acabar com a Igreja


A polêmica na França sobre o “casamento” homossexual contribuiu para desvendar o pensamento oculto de inimigos da Igreja Católica. 

Por exemplo, Vincent Peillon, ministro de Educação, explicitou o ódio de fundo anticatólico – diríamos satânico – do laicismo de Estado. 

Em recente entrevista deixou claro esse fundo com palavras que dispensam comentários:

“Não se pode fazer uma revolução que consista unicamente em realizações materiais; é necessário fazê-la nos espíritos. 

“Ora, até agora foi feita uma revolução essencialmente política, mas não a revolução moral e espiritual. 

“Portanto, deixamos à Igreja Católica o controle da moral e do espiritual.Agora é preciso substituir isso [...].
Decapitação do rei Luís XVI: modelo para o laicismo
“Jamais poderemos construir um país de liberdade com a religião católica.Como tampouco se pode aclimatar o protestantismo na França, como foi feito em outras democracias. 

“É preciso inventar uma religião republicana. Essa religião republicana que deve ir junto com a revolução material, mas que de fato é uma revolução espiritual, é a laicidade. 

“E é por causa disso, aliás, que no início do século XX se começou a falar de fé laica, de religião laica, e que a laicidade pretendia criar um espírito público, uma moral laica e, portanto, a adesão a um certo número de valores.
E ainda escreve em seu recente livro:
“A Revolução Francesa é a irrupção no tempo de algo que não pertence ao tempo; é um começo absoluto, é a presença da encarnação de um sentido, de uma regeneração e de uma expiação do povo francês. 

“1789, o ano sem igual, é o ano do engendramento de um homem novo por meio de um brusco salto da História.
Ministro de Educação socialista: matar a religião nas almas das crianças
“A Revolução é um acontecimento meta-histórico, quer dizer, um acontecimento religioso. 

“A Revolução implica o esquecimento total daquilo que precedeu a Revolução.Em consequência, a escola tem um papel fundamental, porque a escola deve despojar a criança de todos seus apegos pré-republicanos para educá-la até virar um citoyen. 

“É bem um novo nascimento, uma transubstanciação que se opera na escola e por meio da escola gera esta nova igreja com seu novo clero, sua nova liturgia e suas novas Tábuas da Lei.” (Vincent Peillon, La Révolution française n’est pas terminée, Le Seuil, Paris, 2008).

Jean Wyllys e o ensino islâmico nas escolas

O fundamentalismo extremista islâmico ganha cada vez mais espaço justamente dentro do sistema jurídico e cultural do Ocidente. Como isto é possível? O politicamente correto é uma de suas maiores realizações permissivas, permitindo que o germe do fanatismo extremista se instale dentro do coração civilizacional ocidental.
Um dos grandes males do mundo moderno, juntamente com o comunismo internacional (incluindo aqui o eurasianismo) e o progressismo globalista, é o islamismo extremista. O politicamente correto do Ocidente e as próprias políticas dos governos ocidentais colaboraram de modo excepcionalmente considerável tanto para a propagação do Islã no Ocidente, quanto para a instalação de extremismos anti-ocidente no próprio coração da civilização ocidental.
Temos de partir para um princípio básico e fundamental: o Islamismo não é uma religião que segue os moldes daquilo que conhecemos no Ocidente. Não é uma religião que convive bem nos ambientes estrangeiros nos quais se instala, especialmente por que sua visão é a da hegemonia monolítica da crença islâmica e da fé muçulmana. Os muçulmanos não são uma comunidade estrangeira que se adapta e convive bem no país estrangeiro, pelo contrário: onde quer que se instalem procuram assegurar não apenas sua fixação como também garantir sua hegemonia. Isso tem acontecido em grande escala na Europa.
A visão politicamente correta e as leis elásticas do Ocidente permitiram que um secto extremamente extremista e intolerante se fizesse presente. Se no passado a Europa combateu com vigor os bárbaros extremistas através de Cruzadas e campanhas militares, hoje a própria Europa entrega a segurança de seus cidadãos e a própria cultura local à mercê dos invasores estrangeiros. Se antes a Europa fechava muros e procurava se proteger, hoje ela se prostra perante o extremismo islâmico. Isso trouxe consequências graves e terríveis à Europa. Uma "minoria" intolerante e extremista é capaz de fazer governos fracos se prostrarem ante a si. Quem não se lembra do cartunista britânico que teve seu trabalho incrivelmente censurado e despertou uma onda de ódio e violência dentro de seu próprio país? esse é o conceito de tolerância dos muçulmanos, constranger e estimular ódio dentro das casas onde são visitas. Comparável a proibir ou demonstrar ódio ao que um indivíduo desenha ou escreve dentro de sua própria casa.
Foi o que aconteceu com o trabalho ilustrativo  de cartunistas dinamarqueses no ano de 2005, do jornal Jyllands-Posten que satirizava o profeta Maomé. Isso foi mais do que suficiente para despertar a fúria não só nos países islâmicos, mas na própria Europa, onde inúmeras ameaças de morte e ações extremistas foram tomadas não apenas contra o jornal dinamarquês, mas contra toda a sociedade europeia. Vale lembrar que sátiras são feitas em relação a todas as religiões, inclusive, no Ocidente, a moda é justamente satirizar o Cristianismo. 
Seria interessante também lembrar o assassinato do cineasta holandês  Theo Van Gogh, esfaqueado e morto a tiros em plena Amsterdã. O "crime" que Theo cometeu foi o de produzir uma obra de iniciativa própria com depoimentos de mulheres muçulmanas que sofreram agressões e falavam da brutalidade a qual eram submetidas. Theo cometeu o crime de ir contra o politicamente correto e expressar uma opinião desconfortável, expondo uma realidade que a própria Europa se recusa a enxergar.
O politicamente correto ensinou ao Ocidente que não é possível julgar grupos inteiros de crenças e de pessoas. De fato, há ramos islâmicos pacíficos e seguidores da religião que mantém uma tradição forte e convivem pacificamente nos locais onde residem. Entretanto, tais exceções não são suficientes para um revisionismo infinito que apenas dá mais tempo e cede mais espaço ao expansionismo dos extremistas. Até mesmo por que, por maior que seja a parcela pacífica do Islã, nada fazem de concreto para combater, denunciar e impedir as ações dos extremistas. Muito pelo contrário, inúmeros seguidores ditos pacíficos e que abertamente se põe contra o fanatismo e as ações extremistas não aceitam e vão terminantemente contra os denuncismos, chegando a dizer que as notícias sobre perseguição e genocídios de cristãos são "invenções imperialistas para demonizar o Islã". Temos dois impasses: primeiro, que não temos tempo hábil nem os meios de identificar dentre todos estes grupos os tolerantes e os extremistas, e em segundo, que os próprios "tolerantes" atuam como cúmplices e defensores (ou no mínimo negligentes) de atitudes extremistas.
Para que haja uma convivência pacífica com o Islã, este deve representar uma parcela insignificante da sociedade, e seu controle deve ser feito de modo rigoroso, de modo a restringir ao máximo sua propagação no ambiente local.Uma medida ainda mais extremista, que seria a total proibição da religião no Ocidente, seria muito mais eficiente. Entretanto, esta última medida poderia trazer consequências ainda piores, pois o Ocidente já deixou que seu inimigo se instalasse em seu próprio coração. Em absolutamente nenhum país onde o Islã se torna uma parcela significativa ou majoritária da sociedade, existe paz, coexistência tolerante ou mesmo interação positiva entre as parcelas populacionais.
Nosso politicamente correto nos diz para não julgarmos todos pelas atitudes de alguns poucos. Acontece que o extremismo islâmico não é algo desempenhado por um ou outro indivíduos ou alguns poucos grupos específicos. Ele é algo extremamente disseminado, propagado e defendido por milhões de seguidores prontos a morrer ou matar em nome de sua fé, jurando ódio a todo o infiel e entregando suas vidas à guerra religiosa da Jihad em nome de seu profeta e sua mensagem sagrada. O Islã não atua com o politicamente correto. Os extremistas não estão interessados em avaliar indivíduos, e sim, eliminá-los. Somos uma civilização constituída nos pilares da moral judaico-cristã, da filosofia grega e da Ciência, e a resposta com barbarismo e intolerância não são a saída para o dilema. Entretanto, políticas permissivas e lenientes não tem surtido efeito algum. Quanto maior é a leniência estatal e a "tolerância" a este segmento, mais violento ele se torna dentro da sociedade.
Obama e sua administração atuam lado a lado com membros da Irmandade Muçulmana, ao mesmo tempo em que limitam e censuram cada vez mais o Cristianismo. Tudo sob o véu e a máscara da tolerância, diversidade e da "paz cultural". Enquanto isso, o sentimento anti-EUA e o extremismo islâmico não diminuíram nenhum pouco, nem nos países islâmicos, nem no Ocidente. Ele se reestruturou e se reforçou.
Nos EUA, a Muslim Brotherhood (Irmandade Muçulmana) anda lado a lado com Barack Obama e a administração democrata (que mais parece teocrática, colaborando com a sharia dentro dos EUA), garantindo leis e privilégios à parcela muçulmana da população norte-americana, ao mesmo tempo em que a administração governamental dos EUA criam e projetam leis para restringir a participação do Cristianismo na vida pública e na política dos EUA. Ao mesmo tempo em que o governo dos EUA criam uma restrição proibindo a pregação da mensagem cristã dentro das forças armadas do país (pois isto poderia ofender ou constranger minorias desconfortáveis com os ideais cristãos), criam-se inúmeras leis beneficiando o ensino e a propagação da filosofia islâmica.
A assinatura do deputado vitimista e afetado, no projeto de lei que institui o ensino da religião islâmica na rede pública de ensino do Brasil. Isso não é incoerência ou ironia: é o politicamente correto a serviço do extremismo.
Até mesmo no Brasil isto já acontece. Deputados como Jean Wyllys, ditos defensores do Estado laico e de uma maior tolerância, apoiam e incentivam projetos de propagação do Islã. O deputado homossexual que não raramente lamenta e faz lamúrias em relação à "intolerância cristã", deu todo o apoio a um projeto cuja função é instituir o ensino da religião e da cultura islâmicas na rede de ensino público. Estes mesmos afetados que atuam dentro do politicamente correto e pregam o laicismo estatal, atuam na fomentação e incentivo do Islã.Pessoas como Barack Obama e Jean Wyllys não são laicistas, são anti-cristãos.
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O projeto com a redação original e com a assinatura de Jean Wyllys e demais deputados pode ser encontrado clicando aqui.
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Valendo-se da crescente cultura anti-cristã, do politicamente correto instalado pelo governo e fomentado pela mídia, o extremismo islâmico toma conta do Ocidente, em uma neo-Jihad que atua na destruição dos valores cristãos e do Ocidente não mais de fora para dentro meramente com campanhas militares e guerras diretas, mas sim, de dentro para fora, através da instalação de comunidades extremistas, da criação de leis favoráveis e do apoio de lobbys que atuem justamente dentro do politicamente correto e da máscara pseudo-laicista.O Ocidente corre um grave risco, e os efeitos deste risco não são meras teorias conspiratórias. São fatos concretos e notórios.
A convivência pacífica com a religião islâmica somente será possível se este grupo constituir uma parcela insignificante da sociedade, sem qualquer tipo de poder ou ativismo eficiente dentro do sistema jurídico dos países ocidentais. A Europa está pagando um alto preço por ter permitido que isso acontecesse, e os EUA já se tornaram o maior patrocinador ocidental da propagação islâmica e da Jihad declarada.
Se uma convivência pacífica com o islamismo não pode ser alcançada através de guerras, brutalidade ou com um extremismo de mesmo nível, tampouco ela pode ser alcançada com a leniência, permissividade e total negligência das autoridades e governos ocidentais, que mais preocupados em estabelecer uma polida política "pluralista", incentivam e fomentam cada vez mais o extremismo.Estranhamente, estas políticas deram origem apenas a mais ondas de violência e demonstrações de ódio. Não existe incoerência no progressismo globalista, tudo isso é orquestrado e está andando justamente como deve andar.

Padre católico é decapitado por islamistas

Core Catholica | A VIDA SACERDOTAL

O Vaticano confirmou o frio assassinato do padre franciscano François Murad (49). Ele foi decapitado em público no domingo, 23 de junho, por terroristas islâmicos em Gassanieh, norte da Síria. O padre estava com as mãos atadas e teve seu pescoço cortado por uma faca. Sua cabeça foi então exibida à multidão histérica. O padre católico havia procurado proteção no convento cristão local, que foi atacado pelo grupo terrorista Jabhat al-Nusra.
A cabeça do padre é exibida à multidão

Este ato repugnante deve deixar claro a todos os cristãos do mundo, que os chamados rebeldes na Síria são de fato assassinos frios, não combatem pela liberdade e muito menos são guardiães do Islã. Eles podem gritar quanto quiserem “Allahu Akbar” durante a decapitação, mas isso nada tem a ver com Deus.
Quem tira a vida de uma pessoa, comete um pecado mortal, ponto!
Verso do Corão de Medina: 2.82
Por isso, quem faz o mal e está em pecado, irá morar no inferno, lá permanece.
Cada muçulmano que não condenar com veemência este assassinato brutal contra um padre católico indefeso, torna-se cúmplice. O Corão proíbe isso. Os assassinos e todos aqueles que assistiram passivamente irão ficar para sempre no purgatório. Eles são os servos de satanás e terão que pagar para sempre pelos seus atos covardes.
No vídeo abaixo é exibida a decapitação que faz do padre François um mártir, que morreu apenas por sua fé cristã. Atenção, as cenas são de extrema violência e eu as mostro apenas porque existem pessoas que ainda negam, que os jihadistas cometem tais atos na Síria.
A primeira vítima é o padre François. A segunda, que também teve a cabeça cortada, teria colaborado com o governo de Assad. Uma terceira pessoa que também tem as mãos atadas nas costas, e está de joelhos, também aguarda o mesmo destino.



Me faltam palavras para descrever toda minha indignação sobre este massacre. Quão desnaturado alguém deve ser para assassinar desta forma pessoas indefesas? Estes malditos assassinos até permitiram que crianças assistissem a cena.
Por que a mídia ocidental não reporta sobre este desprezível assassinato contra cristãos e sobre quem dá dinheiro e armas a este bando de assassinos para disseminar o terror na Síria? A saber: as piores ditaduras da Arábia Saudita e do Qatar, assim como a Turquia, Jordânia e Israel, e os Estados unidos e a Grã-Bretanha.

Onde está a condenação deste ato extremo de violência pelos governos do alegado ocidente civilizado? Não são eles que promovem todo tipo de espetáculo midiático quando se trata de direitos humanos e proteção da vida humana. Claramente todos os meios são legítimos para viabilizar a queda de Assad.
Eu convoco aqui todos os leitores do ASR a enviar este artigo com o vídeo a todos os deputados, governos, mídias, promotores, representantes das diferentes religiões e a qualquer um que precisa saber. O apoio aos terroristas que invadem a Síria e cometem os piores crimes tem que cessar imediatamente e os criminosos punidos.