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Pontifícia Comissão para a América Latina (Congregação para os Bispos): www.americalatina.va
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Museu de Propaganda Fide (Congregação para a Evangelização dos Povos):www.museopropagandafide.va
Arquivo histórico "de Propaganda Fide" (Congregação para a Evangelização dos Povos): www.archiviostoricopropaganda.va

Tribunais
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Pontifício Conselho para a Família: www.familia.va
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Conselho Pontifício para a Cultura: www.cultura.va
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Ano da Fé: www.annusfidei.va


Departamentos
Prefeitura de Assuntos Econômicos da Santa Sé: www.paess.va

Outros Organismos
Capela Musical Pontifícia Sistina: www.cappellamusicalepontificia.va

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Arquivo Secreto Vaticano: asv.vatican.va

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L'Osservatore Romano: www.osservatoreromano.va

Rádio Vaticano: www.radiovaticana.va
Serviço Fotográfico de L'Osservatore Romano: www.photo.va
Agência da Santa Sé para a Avaliação e a Promoção da Qualidade das Universidades e Faculdades Eclesiásticas (AVEPRO): www.avepro.va


Departamento do Trabalho da Sé Apostólica

ULSA: www.ulsa.va

Estado da Cidade do Vaticano
Estado da Cidade do Vaticano: www.vaticanstate.va
Museus do Vaticano: mv.vatican.va
Bilheterias dos Museus do Vaticano: biglietteriamusei.vatican.va


Academias Pontificias

Pontifícia Academia das Ciências: www.casinapioiv.va
Pontifícia Academia das Ciências Sociais: www.pass.va


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Seções do site oficial

Abuso de menores. A resposta da Igreja: www.resources.va
Homenagem a João Paulo II: www.ioannespaulusii.va
Pontifício Conselho Cor Unum: www.corunum.va


Fundações

Fondação Vaticana Joseph Ratzinger: www.fondazioneratzinger.va


Outros
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Delegações Pontifícias
Pontifícia Delegação para a Basílica de Sto. Antônio em Pádua: www.basilicasantantonio.va

ARQUIVO SECRETO DO VATICANO: http://asv.vatican.va/

ATOS OFICIAIS DA SANTA SÉ: http://www.vatican.va/archive/atti-ufficiali-santa-sede/index_po.htm
Atos e documentos da Santa Sé relativos ao período da II Guerra Mundial: http://www.vatican.va/archive/actes/index_po.htm

“Quando o Papa reza três vezes”: Rito de canonização é modificado

No próximo domingo, 21 de outubro, será celebrada, na Praça de São Pedro, a canonização de sete novos santos, um dos acontecimentos importantes do ano da Fé que está sendo vivido pela Igreja. Além disso, nessa ocasião, o Santo Padre utilizará pela primeira vez um novo Rito para as cerimônias de canonização, preparado pelo Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, que realiza algumas modificações no ritual até então vigente e recupera alguns signos do rito antigo. Apresentamos a nossa tradução da entrevista que Mons. Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, concedeu ao L'Osservatore Romano.
* * *
Então, o rito de canonização já não será realizado durante a celebração eucarística?
Exatamente como já ocorreu, por outro lado, para os outros ritos: pensemos no rito do Resurrexit, ou domingo de Páscoa; no consistório para a criação de novos cardeais, a partir do último dia 18 de fevereiro; e na benção e imposição dos pálios aos arcebispos metropolitanos, na recente solenidade dos santos Pedro e Paulo.
Qual é o motivo de fundo?
Evitar que dentro da celebração eucarística estejam presentes elementos que não pertencem estritamente à mesma, mantendo assim intacta a unidade, como é pedido pela Constituição conciliar sobre a sagrada liturgia Sacrosanctum Concilium. Além disso, não se trata de modificar uma tradição consolidada, mas sim uma prática recente. A canonização é fundamentalmente um ato canônico, no qual estão envolvidos o munus docendi e o munus regendi. O munus santificandi entra em cena em um segundo momento e está constituído pelo ato de culto que segue a canonização.
Em poucas palavras, para dizê-lo com o documento do Vaticano II citado pelo senhor, "sã tradição e legítimo progresso"?
Certamente, se bem que, neste caso específico, a renovação do rito de canonização se insere na esteira do caminho iniciado por Bento XVI em 2005. Foi então que a Congregação para as Causas dos Santos, comunicada no dia 29 de setembro, dispôs – logo após as conclusões do estudo das razões teológicas e das exigências pastorais sobre os ritos de beatificação e canonização aprovados pelo Santo Padre – que a canonização continuaria sendo presidida pelo Pontífice em São Pedro, enquanto a beatificação seria celebrada por um representante dele, normalmente, o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, na diocese interessada. A canonização, de fato, é uma sentença definitiva, com a qual o Sumo Pontífice decreta que um servo de Deus, já incluído entre os beatos, será incluído no catálogo dos santos e será venerado na Igreja universal com o culto devido a todos os canonizados. Trata-se, portanto, de um ato preceptivo e universal. A autoridade exercida pelo Papa na sentença de canonização será agora, todavia, mais visível através de alguns elementos rituais.
Além da mudança de lugar do Rito, que ocorrerá inteiramente antes do início da Missa, quais são esses elementos rituais?
Em primeiro lugar, o triplo pedido, durante o qual o cardeal Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos se dirigirá ao Santo Padre para pedir-lhe que proceda à canonização dos sete beatos. Portanto, recupera-se, se bem que de forma renovada, a antiga tradição segundo a qual o Papa reza com insistência para pedir a ajuda do Senhor na realização do importante ato. Em particular, em resposta à segunda petição, ele invocará o Espírito Santo e, depois de tal invocação, será entoado o hino Veni Creator. Em segundo lugar, o canto Te Deum, presente no Rito de canonização até 1969, acompanhará a colocação e a veneração das relíquias dos novos santos.
Com relação à procissão com as relíquias dos novos santos, está prevista alguma outra modificação?
A habitual procissão fará uma breve parada em frente ao Santo Padre que, assim, poderá venerar as relíquias. Uma vez que sejam colocadas perante o altar, as relíquias serão incensadas pelo diácono.
A revisão do rito de canonização, como já ocorreu com outros ritos, comporta também uma simplificação?
Diria que sim. E também esse é um aspecto importante do rito renovado, junto aquele de sua reforma em continuidade harmônica com uma tradição já secular. Deste modo, é possível realizar o "esplendor da nobre simplicidade" auspiciado pelo Concílio Vaticano II. As ladainhas os santos acompanharão a procissão inicial, resultando antecipadas com relação à praxis atual. Ocorria assim durante o pontificado de Pio XII, a partir de 1946. Serão também omitidas as biografias dos novos santos por parte do Prefeito, dado que o Santo Padre, como é costume, as apresentará brevemente durante a homilia. Não está já previsto, finalmente, a saudação pessoal do Pontífice por parte dos postuladores, que poderão encontrá-lo brevemente depois da Missa, na sacristia da basílica Vaticana.
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Tradução para Espanhol: La Buhardilla de Jerónimo
Tradução para Português: Fratres in Unum.com

Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre Declaração do Capítulo da FSSPX.

Vatican Information Service | Tradução: Fratres in Unum.com - O recém concluído Capítulo Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X publicou uma Declaração acerca da possibilidade de uma normalização canônica no relacionamento da Fraternidade e da Santa Sé. Embora tenha sido publicada, a Declaração permanece fundamentalmente um documento interno para estudo e discussão entre os membros da Fraternidade.
A Santa Sé tomou conhecimento desta Declaração, mas permanece na espera da comunicação oficial da Fraternidade Sacerdotal, para a continuação do diálogo com a Pontifícia Comissão 'Ecclesia Dei'.

Santa Sé declara excomunhão de bispos chineses.

Em comunicado da Sala de Imprensa publicado hoje, a Santa Sé lamenta a ordenação episcopal realizada, sob ordem do governo comunista chinês, pelo bispo católico Joseph Guo Jincai, no último dia 20.
O Papa teria recebido a notícia “com grande pesar, pois a supracitada ordenação episcopal foi conferida sem o mandato apostólico e, portanto, constitui uma dolorosa ferida na comunhão eclesial e uma grave violação à disciplina Católica”.
Continua o comunicado a respeito do bispo sagrante: “encontra-se em uma seríssima condição canônica ante à Igreja na China e à Igreja Universal, expondendo-se também às severas sanções previstas, em particular, no cânon 1382 do Código de Direito Canônico”. Cânon este que declara “incorrer em excomunhão latae sententiaereservada à Sé Apostólica” aqueles que conferem e recebem a ordenação episcopal sem mandato pontifício.
Para a Santa Sé, tal ordenação coloca os fiéis em “uma situação muito delicada e em condição difícil, também do ponto de vista canônico, e os humilha”.
Roma teria por diversas vezes comunicado às autoridades chinesas sua oposição à ordenação de Joseph Guo Jincai. No entanto, o governo “decidiu agir unilateralmente, em detrimento da atmosfera de respeito que foi criada com grande esforço com a Santa Sé e com a Igreja Católica através das recentes ordenações episcopais”, que foram realizadas com consentimento mútuo. E a Santa Sé conclui veementemente: “Esta reinvindicação de se colocar acima dos bispos e guiar a vida da comunidade eclesial não corresponde à doutrina Católica; ela ofende o Santo Padre, a Igreja na China e a Igreja Universal, e, ademais, complica as presentes dificuldades pastorais”.

Bento XVI: a Igreja é a juventude do mundo

Visita “ad limina” dos bispos do Rio de Janeiro
CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 27 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Publicamos, a seguir, o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu no sábado passado aos bispos do Regional Leste 1 do Brasil, a quem recebeu na Sala do Consistório do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, por ocasião da visita ad limina apostolorum.
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Venerados Irmãos no Episcopado,

Dou-vos as boas-vindas, feliz por receber-vos a todos no curso da visita ad limina Apostolorum que estais fazendo em nome e a favor das vossas dioceses do Regional Leste 1, para reforçar os laços que as unem ao Sucessor de Pedro. Disto mesmo se fez eco Dom Rafael Cifuentes nas palavras de saudação que me dirigiu em vosso nome e que lhe agradeço, muito apreciando as preces que dia a dia se elevam ao Céu por mim e pela Igreja inteira das várias comunidades familiares, paroquiais, religiosas e diocesanas das províncias eclesiásticas do Rio de Janeiro e de Niterói. Sobre todos e cada um desça, radiosa, a benevolência do Senhor: Ele «faça brilhar sobre ti a sua face, e Se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz» (Nm 6, 25-26).


Sim, amados Irmãos, o fulgor de Deus irradie de todo o vosso ser e vida, à semelhança de Moisés (cf. Ex 34, 29.35) e mais do que ele, pois agora todos nós «refletimos a glória do Senhor e, segundo esta imagem, somos transformados, de glória em glória, pelo Espírito do Senhor» (2 Cor 3, 18). Assim o sentiam os Padres conciliares quando, no fim do Vaticano II, apresentam a Igreja nestes termos: «Rica de um longo passado sempre vivo, e caminhando para a perfeição humana no tempo e para os destinos últimos da história e da vida, ela é a verdadeira juventude do mundo. (...) Olhai-a e encontrareis nela o rosto de Cristo, o verdadeiro herói, humilde e sábio, o profeta da verdade e do amor, o companheiro e o amigo dos jovens» (Mensagem do Concílio à humanidade: Aos jovens). Deixando transparecer o rosto de Cristo, a Igreja é a juventude do mundo.

Mas será muito difícil convencer alguém disso mesmo, se não se revê nela a geração jovem de hoje. Por isso, como certamente vos destes conta, um tema habitual nos meus colóquios convosco é a situação dos jovens na respectiva diocese. Confiado na providência divina que amorosamente preside aos destinos da história não cessando de preparar os tempos futuros, apraz-me ver raiar o dia de amanhã nos jovens de hoje. Já o Venerável Papa João Paulo II, vendo Roma tornar-se «jovem com os jovens» no ano 2000, saudou-os como «as sentinelas da manhã» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 9; cf. Homilia na Vigília de Oração da XV Jornada Mundial da Juventude, 19/VIII/2000, 6), com a tarefa de despertar os seus irmãos para se fazerem ao largo no vasto oceano do terceiro milênio. E, a comprová-lo, para além do mais aflui à memória a imagem das longas filas de jovens que esperavam para se confessar no Circo Máximo e que voltaram a dar a muitos sacerdotes a confiança no sacramento da Penitência.

Como bem sabeis, amados Pastores, o núcleo da crise espiritual do nosso tempo tem as suas raízes no obscurecimento da graça do perdão. Quando este não é reconhecido como real e eficaz, tende-se a libertar a pessoa da culpa, fazendo com que as condições para a sua possibilidade nunca se verifiquem. Mas, no seu íntimo, as pessoas assim «libertadas» sabem que isso não é verdade, que o pecado existe e que elas mesmas são pecadoras. E, embora algumas linhas da psicologia sintam grande dificuldade em admitir que, entre os sentidos de culpa, possa haver também os devidos a uma verdadeira culpa, quem for tão frio que não prove sentimentos de culpa nem sequer quando deve, procure por todos os meios recuperá-los, porque no ordenamento espiritual são necessários para a saúde da alma. De fato Jesus veio salvar, não aqueles que já se libertaram por si mesmos pensando que não têm necessidade d'Ele, mas quantos sentem que são pecadores e precisam d'Ele (cf. Lc 5, 31-32).

A verdade é que todos nós temos necessidade d'Ele, como Escultor divino que remove as incrustações de pó e lixo que se pousaram sobre a imagem de Deus inscrita em nós. Precisamos do perdão, que constitui o cerne de toda a verdadeira reforma: refazendo a pessoa no seu íntimo, torna-se também o centro da renovação da comunidade. Com efeito, se forem retirados o pó e o lixo que tornam irreconhecível em mim a imagem de Deus, torno-me verdadeiramente semelhante ao outro, que é também imagem de Deus, e sobretudo torno-me semelhante a Cristo, que é a imagem de Deus sem defeito nem limite algum, o modelo segundo o qual todos nós fomos criados. São Paulo exprime isto de modo muito concreto: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20). Sou arrancado ao meu isolamento e acolhido numa nova comunidade-sujeito; o meu «eu» é inserido no «eu» de Cristo e assim é unido ao de todos os meus irmãos. Somente a partir desta profundidade de renovação do indivíduo é que nasce a Igreja, nasce a comunidade que une e sustenta na vida e na morte. Ela é uma companhia na subida, na realização daquela purificação que nos torna capazes da verdadeira altura do ser homens, da companhia com Deus. À medida que se realiza a purificação, também a subida - que no princípio é árdua - vai-se tornando cada vez mais jubilosa. Esta alegria deve transparecer cada vez mais da Igreja, contagiando o mundo, porque ela é a juventude do mundo.

Venerados irmãos, uma tal obra não pode ser realizada com as nossas forças, mas são necessárias a luz e a graça que provêm do Espírito de Deus e agem no íntimo dos corações e das consciências. Que elas vos amparem a vós e às vossas dioceses na formação das mentes e dos corações. Levai a minha saudação afetuosa aos vossos jovens e respectivos animadores sacerdotais, religiosos e laicais. Ergam o olhar para a Imaculada Conceição, Nossa Senhora Aparecida, a cuja proteção vos entrego, e de coração concedo-vos, extensiva a todos os vossos fiéis diocesanos, a Bênção Apostólica.

(Com Rádio Vaticano)

Bispos do Rio de Janeiro: fidelidade ao magistério pontifício

Discurso de Dom Cifuentes ao Santo Padre
CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 27 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Publicamos, a seguir, as palavras do bispo emérito da diocese de Nova Friburgo, presidente do Regional Leste 1 da CNBB, Dom Rafael Llano Cifuentes, ao Papa Bento XVI, na visita ad limina dos bispos do Estado do Rio de Janeiro, na manhã do sábado, 25 setembro, em Castel Gandolfo.
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Santidade:
Nesta Visita ad Limina Apostolorum, que tem como ponto alto o encontro com Sua Santidade Bento XVI, estamos aqui, com júbilo e gratidão, todos os Bispos do Regional Leste I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Este Regional compreende duas Províncias Eclesiásticas: a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e a Arquidiocese de Niterói. Integramos 10 Dioceses e a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, abrangendo o Estado do Rio de Janeiro.

Este Estado tem características especiais. Na Cidade do Rio de Janeiro - conhecida como a "capital cultural da Nação" - e alguns Municípios próximos, como Niterói, São Gonçalo, Alcântara, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, e outros, se conglomeram perto de 10 milhões de habitantes.

Sendo o segundo Pólo Industrial e Comercial do Brasil, este Estado está em permanente expansão. Experimenta a afluência de uma forte migração interna que propicia o crescimento das seitas. É dotado de belezas naturais e de uma atrativa zona de praias que favorecem o turismo e a proliferação do hedonismo reinante.

Contrastando com toda a sua beleza natural, a tradição e a cultura, convivem, no entanto, a riqueza e a pobreza; as modernas construções e condomínios luxuosos ao lado de bolsões de miséria como as favelas. Existem, sem dúvida, os grandes problemas da desigualdade social, econômica e cultural, da violência e do narcotráfico, da prostituição, dos menores abandonados e dos moradores de rua. Questões estas que representam marcantes desafios para a Igreja do nosso Regional.

Em termos eclesiais, dentre as características mais notórias do Regional Leste I, há de destacar-se a assinalada unidade entre as Províncias e entre as Igrejas Particulares entre si. Esta unidade, solidificada pelos encontros periódicos entre os Bispos, tem um vigoroso denominador comum: a fidelidade ao Magistério Pontifício, especificamente nas matérias mais delicadas como a doutrina sobre a procriação, a defesa da vida em todos os seus aspectos, as normas sobre os casamentos de segunda união, a não participação na política partidarista, as últimas indicações pontifícias sobre o comportamento moral dos clérigos, etc.

Esta posição está alicerçada por uma indiscutida solidariedade à figura do Santo Padre e às diretrizes claras e firmes que vem promulgando sobre os problemas de pedofilia. Neste sentido queremos afirmar o quanto atinge também a nós a atual fase difícil por que está passando a Igreja. Saiba, Santo Padre, que estamos integral e filialmente unidos a Sua Santidade. Nossas ações, nosso trabalho pastoral e nossa oração estão intimamente ligados e direcionados ao sucessor de Pedro.

O nosso povo do Estado do Rio de Janeiro é um povo fervorosamente religioso. Nos últimos cinco anos tem aumentado sensivelmente o número dos que participam das celebrações eucarísticas, e é notável o incremento das vocações sacerdotais. Há seminários do nosso Regional que estão lotados, e alguns deles com cerca de cem seminaristas.

Agradecemos a relevante participação de Bento XVI na V Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe e os imensos frutos dela decorrentes, como o desenvolvimento da Missão Continental que em muitas das nossas dioceses está em plena expansão através das missões populares. As milhares de visitas domiciliares, já realizadas, têm propiciado o incremento substancial do número de fiéis que frequentam os meios de formação das suas paróquias.

Na alegria que sentimos neste encontro com "o Sucessor do Apóstolo Pedro" que "confirma seus irmãos na fé", estamos desejosos de receber as suas orientações paternas para comunicá-las não apenas aos nossos diocesanos, mas também a todos esses milhões de brasileiros que veneram e amam o seu Pastor Supremo.


Solicitaríamos agora a Vossa Santidade de conceder a nós, ao nosso clero, aos consagrados e às consagradas, aos seminaristas, às famílias e a todos os fiéis leigos das nossas Igrejas Particulares sua paterna Bênção Apostólica e, ao mesmo tempo, suplicamos a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do povo Brasileiro, que o cubra com a sua maternal proteção.

Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2010.
Dom Rafael Llano Cifuentes
Bispo Emérito da Diocese de Nova Friburgo
Presidente do Regional Leste I da CNBB

(Com Rádio Vaticano)

Danças no Santo Sacrifício da Missa, por Cardeal Francis Arinze

O Cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino entre 2002 e 2008, responde a perguntas sobre dança litúrgica e música secular na Missa.

Organismos internacionais promovem aborto no Ano dos Jovens

Alerta do jornal da Santa Sé
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 23 de agosto de 2010 (ZENIT.org) - No Ano Internacional dos Jovens, inaugurado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no último dia 12 de agosto, organismos internacionais estão tentando promover o aborto como um direito humano, alerta o jornal vaticano.    

A edição italiana do L'Osservatore Romano (23-24 de agosto de 2010) explica que, entre estes organismos, destaca-se o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

"No site do UNFPA se constata que várias iniciativas da ONU para os jovens estão orientadas à promoção do acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, linguagem que, como se sabe, refere-se à anticoncepção e ao aborto", explica o jornal vaticano.

"Também desagrada que os documentos provisórios publicados na conferência preparatória que se realiza em León (México), de 23 a 27 de agosto, não sejam mencionados na Convenção para os Direitos da Criança, acrescenta L'Osservatore Romano.

"Este documento certamente não é perfeito, mas sublinha os direitos e deveres básicos dos pais para educar e criar seus filhos."

No esboço de declaração da conferência preparatória, no entanto, não se citam os termos "filhos" ou "pais".

Nesta ausência, o jornal vaticano vê "uma concepção radical de autonomia juvenil, que busca romper todos os laços entre pais e filhos e, portanto, atingir o coração da família não ajuda os jovens".

L'Osservatore Romano pede que se leve em consideração a Carta Magna dos Valores para uma Nova Civilização, apresentada neste mês de agosto às Nações Unidas pelo Parlamento Universal da Juventude (World Youth Parliamentwww.wyparliament.org).

Santa Sé será tribunal competente nos delitos contra fé Regulados outros “delicta graviora”, entre eles a ordenação de mulheres

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 15 de julho de 2010 (ZENIT.org) - A Congregação para a Doutrina da Fé, a partir de agora, é competente, em segunda instância, para julgar sobre os delitos contra a fé, que até então estavam reservados ao bispo diocesano.

Está é uma das mais importantes novidades introduzidas nas Normae de Gravioribus Delictis, por decisão de Bento XVI, e que foram dadas a conhecer hoje pela Santa Sé.

No novo texto das normas, introduziu-se uma série de emendas, tanto no referente à normativa processal como às figuras delitivas contempladas até agora.

Ainda que as novidades mais esperadas sejam as relativas aos processos jurídicos contra clérigos acusados de abusos sexuais a menores, não são, em absoluto, as únicas novidades.

Segundo explicou hoje a respeito disso o porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, SJ, em uma nota, pela primeira vez se consideram delicta graviora os delitos contra a fé, isto é, heresia, apostasia e cisma.

Em outras palavras, a Congregação para a Doutrina da Fé já não se limitará a emitir um parecer sobre a existência ou não da heresia, apostasia ou cisma, como ocorria ate agora. Ainda que o processo nestes casos, em primeira instância, continue sendo competência do bispo local, a Congregação passa a ter competência sobre os mesmos em segunda instância, como tribunal de apelação.

Outra das figuras que passam a ser competência da Congregação é o caso da tentativa de ordenação sagrada de uma mulher. Sobre a ordenação das mulheres, já existia um decreto de 2007, e por isso as Normas se limitam a incorporar a jurisprudência canônica existente.

Durante a apresentação das Normas, Dom Charles Scicluna, promotor de justiça ("fiscal") da Congregação para a Doutrina da Fé, explicou aos presentes que, neste caso, "a gravidade depende do fato de que se subverte o pensamento da Igreja e a fé da Igreja no sacramento da Ordem".

"É uma gravidade de diferente tipo de gravidade, que impacta, do abuso sexual a menores: não estão no mesmo nível. Mas evidentemente se encontram em um documento que procura sistematizar toda a competência sobre os delitos que estão reservados à Congregação", explicou Dom Scicluna.

Eucaristia e Penitência

Outra das novidades contidas nas Normas é uma explicitação maior dos casos de delitos contra a Eucaristia, que já eram considerados como delitos muito graves.

Concretamente, separaram-se dois casos penais que eram considerados uma única figura: atentar contra a ação litúrgica do Sacrifício Eucarístico e a simulação de tal ato.

Reserva-se também à Congregação para a Doutrina da Fé o delito que consiste na "consagração com uma finalidade sacrílega de uma só matéria ou de ambas na Celebração Eucarística ou fora dela".

São introduzidos também vários casos penais com relação à profanação do sacramento da Penitência. Concretamente, a escuta indireta da confissão de outra pessoa, sua gravação ou divulgação, sobre as que já se havia emitido um decreto de condena em 1988.

Outro novo tipo delitivo é o de tentar distribuir a absolução sacramental, não podendo dá-la validamente, ou a simulação da absolução sacramental.

"Não se trata tanto de determinações novas na substância, mas de incluir normas já em vigor, a fim de obter uma normativa completa mais ordenada e orgânica sobre os ‘delitos mais graves' reservados à Congregação para a Doutrina da Fé", explicou Lombardi durante a apresentação das novas Normas.

Trecho: ALGUNS ASPECTOS DA EVANGELIZAÇÃO

A evangelização comporta também um diálogo sincero, que procura compreender as razões e os sentimentos dos outros. De facto, não se acede ao coração do homem sem gratuidade, caridade e diálogo, de modo que a palavra anunciada não seja só proferida, mas também adequadamente comprovada no coração dos seus destinatários. Isso exige ter em conta as esperanças e sofrimentos das situações concretas aos quais é dirigida. Além disso, através do diálogo, os homens de boa vontade abrem mais livremente o coração e partilham sinceramente as suas experiências espirituais e religiosas. Tal partilha, característica da verdadeira amizade, é uma ocasião preciosa para o testemunho e para o anúncio cristão.

Como em qualquer campo da actividade humana, também no diálogo em matéria religiosa pode entrar o pecado. Algumas vezes, pode acontecer que tal diálogo não seja guiado pelo seu natural fim, mas ceda ao engano, a interesses egoísticos ou à arrogância, faltando ao respeito à dignidade humana e à liberdade religiosa dos interlocutores. Por isso, «a Igreja proíbe severamente obrigar quem quer que seja a abraçar a fé, ou induzi-lo e atraí-lo com processos indiscretos, do mesmo modo que reclama com vigor o direito de ninguém ser afastado da fé por meio de vexações iníquas»[24].

O impulso originário da evangelização é o amor de Cristo pela salvação eterna dos homens. Os autênticos evangelizadores desejam apenas dar gratuitamente quanto já receberam gratuitamente: «Desde os começos da Igreja, os discípulos de Cristo esforçaram-se por converter os homens a Cristo Senhor, não com a coacção ou com artifícios indignos do Evangelho, mas primeiro que tudo com a força da palavra de Deus»[25]. A missão dos apóstolos e a sua continuação na missão da Igreja antiga permanece como modelo fundamental da evangelização para todos os tempos: uma missão frequentemente marcada pelo martírio, como demonstra a história do último século. É o próprio martírio que dá credibilidade aos testemunhos, que não procuram poder ou ganhos mas dão a própria vida por Cristo. Esses manifestam ao mundo a força inerme e cheia de amor pelos homens que é dada a quem segue Cristo até ao dom total da sua existência. Assim, os cristãos, desde os inícios do cristianismo até aos nossos dias, sofreram perseguições por causa do Evangelho, como Jesus anunciara: «Se me perseguiram a mim, perseguir-vos-ão também a vós» (Jo 15, 20).