Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano em Jacareí, SP


Todos os domingos e dias Santos de Guarda as 09h na Capela N. Sra de Fátima (bairro São João) em Jacareí - SP.

Próprio da Missa de 29 de Setembro

Graduale: Ps. 102, 20. V. 1 Benedicite Dominum (not available) 

Alleluia:  Sancte Michael archangele (not available)  
                    vel, ad libitum, Laudate Deum omnes angeli (1m54.7s - 1345 kb) 

Offertorium: Apoc. 8, 3.4 Stetit angelus (2m25.2s - 1703 kb) 

Communio: Dan. 3, 58 Benedicite, omnes angeli (48.1s - 565 kb)  

In Dedicatione S. Michaelis Archangelis

Stetit Angelus juxta aram templi, habens thuribulum aureum in manu sua. 




Te, splendor et virtus Patris,
Te vita, Jesu, cordium,
Ab ore qui pendent tuo,
Laudamus inter angelos.

Tibi mille densa millium
Ducum corona militat:
Sed explicat victor crucem
Michael salutis signifer.

Draconis hic dirum caput
In ima pellit tartara,
Ducemque cum rebellibus
Caelesti ab arce fulminat.

Contra ducem superbiae
Sequamur hunc nos principem,
Ut detur ex Agni throno
Nobis corona gloriae.

Deo Patri sit gloria,
Qui nos redemit Filius
Et Sanctus unxit Spiritus
Per Angelos custodiat
Amen.

V. Stetit Angelus juxta aram templi.
R. Habens thuribulum aureum in manu sua. 


Dum sacrum mysterium cerneret Joannes, Archangelus Michael tuba cecinit: Ignosce Domine Deus noster, qui aperis librum, et solvis signacula ejus. 

Archangele Michael, constitui te principem super omnes animas suscipiendas.

São Miguel Arcanjo: 

Vós, príncipe dos exércitos celestes, vencedor do dragão infernal, recebestes de Deus força e poder para aniquilar, pela humildade, a soberba do príncipe das trevas. Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de Deus a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no cumprimento contínuo da vontade de Deus e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria. Ao comparecermos perante o tribunal de Deus socorrei-nos para que não desfaleçamos!

___________________
Explicação da Imagem:

- o arcanjo luta de olhos fechados, pois não luta focalizando o inimigo, mas unindo-se a DEUS; - seu semblante sereno e frágil mostra que sua força é o Senhor; - vem em socorro da Igreja, uma vez que a fumaça de satanás penetrou-a por uma brecha; - as cruzes em sua capa simbolizam os santos anjos que estão a seu serviço; - sua defesa é a sublime adoração: o escudo; - sua arma é a humilhação de CRISTO na Cruz; - as suas asas, que simbolizam a adoração, é flamejante, pois seu amor por DEUS é como um mar em chamas; - a luz de CRISTO, o Sol da Nova Jerusalém, é quem o guia;

LAVS DEO

SANTA SÉ DESMENTE RUMORES SOBRE RENÚNCIA DO PAPA


Viagem à Alemanha demonstra seu bom estado de saúde, esclarece Lombardi

FREIBURG, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – O porta-voz da Santa Sé considera que não tem fundamento algum o rumor divulgado neste domingo, segundo o qual Bento XVI estaria pensando em renunciar ao cumprir 85 anos, em abril de 2012.
Diante das perguntas dos jornalistas que acompanhavam o Pontífice em Freiburg, o Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, explicou que “a resistência do Papa nesta viagem fala eloquentemente da sua capacidade de enfrentar compromissos muito pesados”.
Na edição deste domingo, o jornal milanês Libero publicou um artigo de Antonio Socci, que faz circular rumores sobre uma possível futura renúncia do Papa, sem oferecer nenhuma fonte nem dado mais concreto.
Por este motivo, o Pe. Lombardi, com um sorriso, respondeu aos jornalistas: “Se Socci diz isso, é preciso perguntar-lhe de onde tirou esta informação. O que sabemos é o que o próprio Papa escreveu no livro 'Luz do mundo'. Não tenho outras informações”.
Na entrevista “Luz do mundo”, publicada em 2010, em resposta ao jornalista Peter Seewald, Bento XVI declarou: “Se o Papa chega a reconhecer com clareza que, física, psíquica e mentalmente, já não pode suportar a carga do seu ofício, tem o direito e, em certas circunstâncias, também o dever de renunciar”.
Mas, no mesmo livro, o Papa acrescenta, falando das dificuldades da Igreja, em particular após a descoberta dos casos de pedofilia: “Se o perigo é grande, não se deve fugir dele. Por isso, certamente não é hora de renunciar. Justamente em um momento como este, é preciso permanecer firme e encarar a situação difícil. Esta é a minha concepção. Pode-se renunciar em um momento sereno ou quando a pessoa já não pode mais. Mas não se deve fugir no perigo e dizer: que outro faça isso”.
O Pe. Lombardi recordou que “o Papa está muito bem” e, “apesar de que a viagem tenha sido muito cansativa, ele a enfrentou muito bem. Do ponto de vista da saúde, esta viagem foi um autêntico êxito”.
A viagem que Bento XVI concluiu ontem à sua terra natal foi uma das mais intensas de todo o seu pontificado. Ele pronunciou 18 discursos e homilias – alguns deles históricos, tanto para a Alemanha como para a Igreja –, deu uma coletiva de imprensa e teve encontros com todos os representantes institucionais e religiosos da sua nação.

Peregrinação ao Santuário da Virgem de San Luca - Bolonha




Sábado, 22 de outubro, 2011
Peregrinação dos fiéis na Emilia Romagna

o santuário da Virgem de San Luca
Bologna

09:00: reunião na  Localidade de Meloncello  e procissão a pé até o santuário ,
recitar o Santo Rosário (para aqueles que podem andar)

10:30
S. Missa solene

no final da S. Missa
Consagração ao Imaculado Coração de Maria feita pela comunidade dos fieis em Emilia Romagna
 envolvidos no S. Missa Gregoriana

Para a ocasião serão apresentados ao ramalhete espiritual ao Santo Padre
muitos terços para as intenções do próprio Papa, e
muitas horas de adoração eucarística pelas vocações  sacerdotais e religiosas


Conferência de Abruzzo 2011


Pe. Mateus Maria, FMDJ: Jovens Pró-vida

Apresentação do Grupo de Jovens Don Bosco, ao Regional Sul 1 da CNBB, em relação ao trabalho Pró-vida, 24/09/11 no Mosteiro São Bento

Assista a gravação da aula ao vivo com Padre Paulo Ricardo. Tema: "Padre Pio"


Assista a gravação da aula ao vivo com Padre Paulo Ricardo. Tema: Padre Pio


Dom Rifan celebra Solene Pontifical em Niterói

Dia 23 de setembro de 2012, sexta-feira, foi celebrada na Paróquia de São Judas Tadeu, em Icaraí, Niterói, um Solene Pontifical que marcou profundamente os fiéis no início da Semana Litúrgica da Paróquia. Fiéis que jamais participaram de uma Missa Tridentina, ou como alguns que não haviam visto um Pontifical, testemunharam a grande oportunidade de poderem estar em oração profunda durante Tão Sublime Sacrifício do Altar. Vejam algumas fotos abaixo:

Mais fotos AQUI.

Revolução e Contra-Revolução em imagens


Via ACARAJÉ CONSERVADOR

Algumas imagens da Revolução [ R ] e da Contra-Revolução [ CR ]

***


R -A mulher moderna e o micro-comprimento :: CR- A mulher moderna vestida



R -Uma face do jovem de hoje :: CR- Outra face



R - Isto é uma criança :: CR- E isto também

R - Feminista lésbica pró-aborto :: CR - Santa Gianna: preferiu morrer a abortar seu filho

R- Homossexuais adotam criança :: CR - Família natural numerosa


R- Isto é Shakespeare :: CR - E isto também



R- Tendência ao ateísmo :: CR - Linda em qualquer época

R- Banda católica "Adonai" :: CR - Coral Católico da catedral St Paul

R - Evento católico Cristoteca [GO] :: CR - Acampamento e Estudos Católicos [DF]

R -Religiosas Paulinas abolem véu e hábito :: CR- Católicas leigas voltam a usar o véu

Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano em Florianópolis



Neste domingo, 8 de setembro às 9h30 da manhã, na Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, em Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis. Em conformidade com o Motu Proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XV.

[FSSP] A Santa Missa explicada (audio em inglês)

Simpósio Tomista e Pontifical Solene no Rio de Janeiro

Irá Bento XVI renunciar em 2012? Deus não permita!


Irá Bento XVI renunciar em 2012? Deus não permita!

Por Antonio Socci


No momento é um rumor (uma hipótese pessoal de Joseph Ratzinger) e espero que jamais se torne uma notícia. Mas já que circula nos salões mais importantes do Vaticano merece muita atenção.
Resumidamente: o Papa não descarta a possibilidade de renunciar ao completar seus 85 anos, ou seja, em abril do próximo ano.
Que Ratzinger considere possível esta escolha é sabido desde 2002, pelo menos, quando se teve de estudar a eventualidade com o agravamento da doença de João Paulo II.
Mas Ratzinger voltou ao assunto também como Papa. No livro entrevista “Luz do mundo”, publicado em 2010, interpelado pelo jornalista Peter Seewald, declarou: “Quando um Papa chega à clara compreensão de não mais estar em condições físicas, psicológicas ou mentais de desempenhar a missão que lhe foi confiada, tem o direito e, em algumas circunstâncias, também o dever de renunciar”.

A tirânica "revolução dos direitos"


Em seu primeiro discurso sobre a moralidade e a justiça desde que entrou para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos, há mais de dois anos, o juiz Clarence Thomas disse que a desordem e a criminalidade desenfreada nas cidades americanas resultam em parte da "revolução jurídica dos direitos".
Esta vem tratando negros e pobres como vítimas de sua situação e não a responsabiliza por seus atos, mesmo delituosos.
O magistrado acrescentou que nessa medida são tratados como crianças "ou, o que é pior, como animais sem alma".
O juiz Clarence Thomas, que é negro, ainda observou, com razão, que " a longo prazo, uma sociedade que abandona a responsabilidade pessoal perde seu senso moral, e os pobres dos centros urbanos são os mais lesados".

"Voltados para o Senhor", por Klaus Gamber

"Voltados para o Senhor", tradução de Luís Augusto Rodrigues Domingues (Teresina - PI) da obra "Conversi ad Dominum" ou "Vueltos hacia el Señor" de Mons. Klaus Gamber.

Associação Redemptionis Sacramentum

La praxis de la Psicología y sus niveles epistemológicos según santo Tomás de Aquino - Martín F. Echavarría



La praxis de la Psicología y sus niveles epistemológicos según santo Tomás de AquinoMartín F. Echavarría *
Gerona, Documenta Universitaria, 2005



La psicología contemporánea parece caracterizarse, desde sus orígenes mismos, por la multiplicidad de sus contenidos, como también por su casi infinita fragmentación en corrientes opuestas. Esto genera importantes dificultades, no sólo a los que quieren tener una primera aproximación de conjunto a la misma, sino también a los especialistas, que muchas veces no alcanzan una opinión suficientemente clara sobre la naturaleza epistemológica de la psicología, ni sobre su unidad disciplinar. Esta obra, sin descuidar el problema global, se centra en un aspecto particular de éste: el presentado por la praxis de la psicología, en particular por la psicoterapia y sus fundamentos teóricos. Se pone especial interés en una visión crítica del psicoanálisis, que es un punto de referencia inevitable (positivo o negativo) para la mayoría de las corrientes de psicoterapia. Pero este intento de esclarecimiento epistemológico y práctico se lleva a cabo desde un punto de vista original: a la luz del pensamiento de Santo Tomás de Aquino (1225-1274), conocido como uno de los más grandes teólogos y filósofos de la Iglesia Católica. Las cualidades del Aquinate como epistemólogo son ampliamente conocidas y apreciadas. Menos conocida es su faceta de psicólogo, que esta obra quiere poner de manifiesto con gran detalle para evidenciar la actualidad de las líneas maestras de la psicología de santo Tomás, como también la posibilidad de practicar hoy la psicología bajo la guía fundamental del Doctor Humanitatis.


(Extracto de la Introducción general)


«Sapientis est ordinare». Con esta cita de la Metafísica de Aristóteles[1] se inicia la Summa Contra Gentiles, obra en la que santo Tomás presenta las verdades centrales de la fe cristiana contra las impugnaciones de los paganos -y contra los cristianos que se habían dejado influir en exceso por el pensamiento de estos-[2]. La finalidad de nuestro estudio es sin dudas mucho más limitada. Sin embargo, como no deja de tener cierta semejanza con la intención tomasiana en la «Summa Philosophica», aunque ceñida a un campo más particular, la referencia no carece de sentido.

El «sabio» al que nos estamos refiriendo es seguramente santo Tomás, recientemente proclamado Doctor Humanitatis. Es a este sabio, de cuya profunda contemplación han brotado y continúan brotando tantas riquezas para los hombres, a quien recurrimos para intentar poner un poco de orden en el aparente y realmente enrevesado ámbito de la psicología contemporánea.

Como lo indica el título mismo de esta tesis, «La praxis de la psicología según santo Tomás», no es nuestro interés principal aquí ocuparnos de cualquier área de la psicología contemporánea, aunque forzosamente haremos abundante referencia a todas ellas, sino de la práctica que se le suele atribuir (llámesela psicoterapia, consejo personal o familiar, orientación vocacional, etc.). Ésta, a pesar de ser generalmente poco estudiada en sus fundamentos filosóficos y epistemológicos, suele ser la principal ocupación de quien ha estudiado psicología, y es lo que la gente en general (y no sólo el vulgo) llama hoy en día «psicología». Cuando se piensa en la psicología no viene en mente un hombre con túnica blanca que analiza el comportamiento de un ratón metido en un laberinto, o que prueba las reacciones bioquímicas o eléctricas de una neurona, sino más bien un hombre que se ocupa de escuchar y ayudar a otro hombre, encerrado sí, pero en el laberinto de su propio corazón. De aquí en más, entonces, al decir «psicología» nos estaremos refiriendo sobre todo a esta forma de praxis, salvo que se indique lo contrario. Es la naturaleza de esta actividad que será el objeto de la indagación de este estudio, bajo la luz que nos proporcionan las obras filosóficas y teológicas del Doctor Angélico, y muy particularmente la II pars de la Summa Theologiae.


Status quaestionis

La psicología, en alguno de sus aspectos, y muy particularmente el psicoanálisis, ha sido objeto de consideración por parte de muchos filósofos contemporáneos, no sólo como tema de análisis epistemológico, sino también como fuente de inspiración, lo que demuestra sus profundas implicancias filosóficas y culturales[3]. Éstas ponen de manifiesto desde el inicio que el problema que plantea la nueva psicología parece trascender el de la relación entre una ciencia particular y la filosofía. Hoy Freud es estudiado no sólo por los psicólogos sino también por los filósofos -por no decir también por los literatos, artistas, etc.- y su influencia en la filosofía contemporánea, especialmente en las líneas postestructuralistas y postmodernas, es patente. Esto a pesar del carácter evidentemente primitivo de la filosofía de Freud. Parecería haber detrás de la atracción ejercida por Freud algo que va más allá de lo que concretamente dice, como si se intuyera en sus teorías y métodos la apertura de una oportunidad para realizar prácticamente un proyecto cultural. De hecho, la cultura «laica» contemporánea tiene en Sigmund Freud, como en Hegel, en Marx o en Nietzsche, uno de sus «padres» principales. Cierto, la psicología no es sólo Freud, pero es innegable que éste significa generalmente para los psicólogos algo más que el fundador de una escuela particular más, el psicoanálisis.

Esta atracción ejercida por Freud y el psicoanálisis, y por la psicología en general, ha alcanzado también los ambientes cristianos, académicos o no. No sólo ha habido importantes psicólogos y psiquiatras católicos[4] que se preocuparon de esta difícil problemática, sino también influyentes teólogos y filósofos[5]. A pesar de esta abundante bibliografía, poca es la claridad teórica y práctica que se ha obtenido sobre este problema. La consecuencia ha sido una enorme confusión entre los mismos católicos que se dedican a la psicología, y una deformación práctica en muchos ámbitos de la vida cristiana en los que estos intervienen. Hoy se siente cada vez con mayor fuerza la necesidad de poner claridad en este tema, que afecta tan profundamente la vida de tantas personas, y que hasta ahora no parece haber encontrado un cauce adecuado.

¿Qué se puede decir de la escuela tomista respecto a este tema?. Debemos reconocer que se encuentra muy poco o casi nada explícitamente referido a la psicología y su estatuto epistemológico. Parecería que estamos frente a un tema incómodo, inoportuno, difícil de entender desde la perspectiva tomista, una especie de malentendido frente al cual nos pone la confusión del pensamiento contemporáneo. Esto es en parte cierto, pero es también verdad que no se ha reflexionado suficientemente sobre este problema y se lo ha dejado casi completamente en manos de pensadores de una orientación e intención totalmente extraña a la del Doctor Angélico. En general se tiende a encuadrar, en modo un poco simplista, y desconociendo las obras y las prácticas de los psicólogos contemporáneos, en el ámbito de las «ciencias particulares», o en su vertiente práctica, se la trata de reducir a la medicina. De este modo no se llega a captar la razón de su poderoso influjo personal y cultural. La gravedad de esta omisión está en que no por no ser objeto de atención de los tomistas la psicología deja de existir y de influir en modo consistente, y muchas veces traumático, en la vida de las personas y de los mismos miembros de la Iglesia.

Ciertamente, un atenuante a esta omisión está en que en el período de mayor desarrollo del tomismo en el siglo XX, la psicología no se había manifestado del todo claramente en su naturaleza, que hoy, después de mas de cien años de la fundación del psicoanálisis es más fácil de percibir. A esto se suma la dificultad de que aparentemente santo Tomás no se ocupa de lo que hoy se llama psicología, especialmente de la práctica que se le atribuye, sino, para utilizar una expresión que no le pertenece de «antropología filosófica» y, por lo tanto, de «psicología racional» y no de «psicología empírica»- terminología sobre la que mucho se puede decir-. En esto consiste en parte el problema a desentrañar. Esto no quita, además, que aquí o allí se encuentre en las obras de algunos tomistas, sean o no referidas a temas explícitamente psicológicos, algunas ideas interesantes que resaltaremos a lo largo de este trabajo. En general, podemos distinguir el material tomista sobre este tema en:

a) Menciones incidentales sobre la ubicación epistemológica de la psicología (en general enfocadas sobre la «psicología experimental»)[6];

b) Artículos que se refieren a algunos puntos particulares, o a algunas determinadas escuelas, pero que no desarrollan el tema en su conjunto (por ejemplo, sobre el inconsciente, el instinto, las pasiones, el psicoanálisis, etc.)[7];

c) Obras sistemáticas, pero que toman como centro de interés la «psicología experimental», no siempre bien distinguida de las otras formas de psicología; la mayor parte de ellas data de al menos cincuenta años[8];

d) Son prácticamente inexistentes las obras sistemáticas dedicadas exclusiva o principalmente a la praxis de la psicología desde un punto de vista tomista. Un «clásico» es la tesis doctoral en Letras de Roland Dalbiez, El método psicoanalítico y la doctrina freudiana[9], que, sin embargo, no trata el tema en general, sino referido exclusivamente al psicoanálisis de Freud. Por otro lado, no hay referencias a santo Tomás en ella, a pesar de que su autor es tenido por neotomista o neoescolástico. Un juicio sobre esta vieja obra, de una influencia notable, nos lo reservamos para más adelante. Lo mismo se puede decir de obras análogas como la de V. White, Dios y el inconsciente, que trata de la psicología de Jung[10]. Más recientemente, referida directamente a nuestro tema, hay que mencionar la obra de A. Stagnitta, La fondazione medievale della psicologia. Struttura psicologica dell´etica tomista e modelli scientifici contemporanei. Passioni, frustrazioni e depresione, virtù[11]. A pesar del gran mérito de haber afrontado este tema, el libro adolece a nuestro juicio de un doble defecto: un conocimiento insuficiente de la psicología práctica contemporánea - no distinguida con claridad de las otras formas de psicología - y de sus principales exponentes; y un modo de encarar la obra de santo Tomás muy personal, discutible en algunos puntos. Por ello creemos necesaria la elucidación que pretendemos llevar adelante.

El punto de partida de nuestro trabajo está en la visión tomista de la praxis de la psicología propuesta por I. Andereggen en diversos escritos y cursos[12]. En ellos ha puesto de manifiesto la necesidad de redescubrir la riqueza de la psicología cristiana -con especial énfasis en santo Tomás, aunque llamando la atención también sobre otros autores (como san Juan de la Cruz o san Ignacio)- y los peligros que se encierran en la psicología contemporánea, no sólo por las desviaciones teóricas que se encuentran en sus principios, sino también por el espíritu anticristiano que muchas veces está en su fondo, afín a importantes corrientes de la filosofía moderna, que tienen en Hegel su expresión más elaborada. El trabajo que aquí emprendemos es deudor de estas enseñanzas, por lo cual citaremos las obras de este autor con frecuencia.

(...)

Si resolver el problema que ésta – la Psicología – plantea implica poner en movimiento casi todos los aspectos del pensamiento de santo Tomás, esto nos indica ya, desde el inicio, que no nos encontramos sólo ante la dificultad de establecer el estatuto epistemológico de una ciencia particular más. Parece estar en juego la resolución del problema entero de la existencia humana, de su malestar y de su plenitud, lo que exige la respuesta desde las instancias últimas, sapienciales, del saber y del querer.



* Martin F. Echevarria es Doctor en Psicología y Filosofía . Director de Estudios de la Licenciatura en Psicología en la Universitat Abat Oliba CEU. Barcelona . Psicólogo Católico, especialista en tomismo, ha puesto reiteradamente de relieve las conexiones del pensamiento de Santo Tomás y la psicología de Adler, sobretodo en la concepción unitaria y finalista de los actos humanos.


_______
Notas:[1] L. I, c. 2, 982 a 18.
[2] Cf. Summa contra gentiles, l. 1, c. 1.
[3] Cf. J. P. SARTRE, El ser y la nada, Losada, Buenos Aires 1966; L. WITTGENSTEIN, Últimos escritos sobre filosofía de la psicología, Tecnos, Madrid 1994-1996, 2 tomos; H. MARCUSE, Eros et civilization. Contribution a Freud, Les Éditions de Minuit, Paris 1963; P. RICOEUR, Freud una interpretación de la cultura, Siglo XXI, México 19753; K. R. POPPER - J. C. ECCLES, The Self and its Brain, Springer International, New York 1977; M. FOUCAULT, Nietzsche, Freud, Marx, El cielo por asalto, Buenos Aires 1995; P.L. ASSOUN, Freud. La filosofía y los filósofos, Paidós, Barcelona 1982; etc.
[4] A. GEMELLI - G. ZUNINI, Introducción a la psicología, Miracle, Barcelona 1958 3; R. ALLERS,Naturaleza y educación del carácter, Labor, Barcelona 1950; V. E. VON GEBSATTEL, Imago Hominis.Beiträge zu einer personalen Anthropologie, Verlag Neues Forum, Schweinfurt 1964; I. CARUSO,Análisis psíquico y síntesis existencial, Miracle, Barcelona 1954; W. DAIM, Umwertung derPsychoanalyse, Herold, Wien 1951; G. ZILBOORG, Psychoanalysis and Religion, Allen and Unwin,London 1967; K. STERN, The Third Revolution. A Study on Psychiatry and Religion, Garden City,New York 1961; A. TERRUWE, Essere cristiani senza paura e senza angoscia, Paoline, Roma 1970; C.W. BAARS, Born Only Once. The Miracle of Affirmation, Franciscan Herald Press, Chicago 1975. Más recientemente: L. M. RULLA, Antropología de la vocación cristiana, vol. 1: Bases interdisciplinares, Sociedad de Educación Atenas, Madrid 1990; P. C. VITZ, Psychology as Religion. The Cult of Self-Worship, William B. Eerdmans Company, Michigan 19942; E. PAVESI (curatore), Salute e salvezza. Prospettive interdisciplinari, Di Giovanni Editore, Milano 1994; G. PETROCCHI, Psicología y psicoterapia cristiana, Paulinas, Valencia 1996.
[5] Cf. E. MOUNIER, Traité du Caractère, Éd. du Seuil, Paris 1947; R. GUARDINI, Sigmund Freud e laconoscenza della realtà umana, en Ethica. Rassegna di Filosofia Morale, 1 (1968) 27-44; ; A. GÖRRES - K.RAHNER, Il male. Le risposte della psicoterapia e del cristianesimo, Paoline, Milano 1987; H. U. VONBALTHASAR, Teodramática, Madrid 1990, vol. 1, 487-513; Desde una perspectiva cristiano-ortodoxa,cf. la muy importante obra de J.-C. LARCHET, Thérapeutique des maladies mentales.L’expérience de l’Orient chrétien des premiers siècles, Cerf, Paris 1992.
[6] Por ejemplo, en J. MARITAIN, Los grados del saber, Desclée de Brouwer, Buenos Aires 1947.Sobre el pensamiento de este autor acerca de la psicología hablaremos más extensamente a lo largode la tesis, especialmente en el último capítulo.
[7] Cf. G. THIBON, «La psychanalyse freudienne et la psychologie scolastique», en Revue Thomiste, 14 (1931) 488-521; R. ALLERS, «The Vis Cogitativa and Evaluation», en The New Scholasticism, 15 (1941) 195-221; J. MARITAIN, «Freudismo y psicoanálisis», en Cuatro ensayos sobre el espíritu en su condición carnal, Desclée de Brouwer, Buenos Aires 1943; M. HUDECZECK, «L’inconscio nella dottrina di S. Tommaso», en Sapientia, (1957) 5-22; F. W. BEDNARSKY, «La psychanalyse de l’aggressivité à la lumière de la psychosynthèse de saint Thomas d’Aquin», en Angelicum, 58 (1981) 389-419; TH. CREM, «A Thomistic Explanation of the Neurosis», en Théologique et philosophique, 2 (1968) 294-300; M. STOCK, «Sense Counsciousness According to St. Thomas», The Thomist, 21 (1958) 415-486; «Some Moral Issues in Psychoanalysis», The Thomist 23 (1960) 143-188; A. PLÈ, «St. Thomas and the psychology of Freud », Dominican Studies, 5 (1952) 134; P. NOLAN, Saint Thomas and the Unconscious Mind, Catholic University of America, Washington D.C. 1953; etc.
[8] Cf. M. BARBADO, Introducción a la psicología experimental, Consejo Superior de InvestigacionesCientíficas, Madrid 1943; Estudios de psicología experimental, Consejo Superior de InvestigacionesCientíficas, Madrid 1946. R. E. BRENNAN, Psicología tomista, Científico Médica, Barcelona 1940; Historia de la psicología según la visión tomista, Morata, Madrid 1957; Psicología general, Morata, Madrid 1961. C. FABRO, La fenomenologia della percezione, Morcelliana, Brescia 1961; Percepción y pensamiento, EUNSA, Pamplona 1978.
[9] R. DALBIEZ, La méthode psychanalytique et la doctrine Freudienne, Desclée de Brouwer, Paris19492 (2 volumes); trad. esp. El método psicoanalítico y la doctrina freudiana, Club de Lectores, Buenos Aires 1987.
[10] V. WHITE, Dios y el inconsciente, Gredos, Madrid 1955.
[11] A. STAGNITTA, La fondazione medievale della psicologia. Struttura psicologica dell’etica tomista emodelli scientifici contemporanei. Passioni, frustrazioni e depressione, virtù, Edizioni StudioDomenicano, Bologna 1993.
[12] Cf. I. ANDEREGGEN, «Santo Tomás de Aquino, psicólogo», en Sapientia, 54 (1999) 59-68; I. ANDEREGGEN - Z. SELIGMANN, La psicología ante la gracia, EDUCA, Buenos Aires 1999.

Raríssimo vídeo com imagens de São Pio de Pietrelcina

Pequeno Ritual Romano em Latim-Português de 1958

[Bento XVI] Homilia da Missa de 22/09/2011


Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.








Homilia de Bento XVI
Viagem apostólica à Alemanha (22-25 de setembro de 2011)
Olympiastadion, Berlim-Alemanha
22 de setembro de 2011 

 

Venerados irmãos no Episcopado,
Amados irmãos e irmãs,



O olhar pela ampla circunferência do estádio olímpico, que vós encheis hoje em tão grande número, gera em mim grande alegria e confiança. Com afecto saúdo a todos vós: os fiéis da arquidiocese de Berlim e das outras dioceses alemãs, bem como os numerosos peregrinos vindos dos países vizinhos. Há quinze anos, pela primeira vez, veio um Papa à capital federal de Berlim. Perdura viva em todos nós a recordação da visita do meu venerado Predecessor, o Beato João Paulo II, e da beatificação do Arcipreste da Catedral de Berlim, Bernhard Lichtenberg – juntamente com a de Karl Leisner – que se deu precisamente aqui, neste lugar.


Pensando nestes Beatos e em toda a série dos Santos e Beatos, podemos compreender o que significa viver como ramos da videira verdadeira, que é Cristo, e dar muito fruto. O Evangelho de hoje trouxe-nos à mente a imagem desta planta, que se alcandora frondosa no oriente e é símbolo de força vital, uma metáfora da beleza e dinamismo da comunhão de Jesus com os seus discípulos e amigos.


Na parábola da videira, Jesus não diz: «Vós sois a videira»; mas: «Eu sou a videira, vós os ramos» (Jo 15, 5). Isto significa: «Assim como os ramos estão ligados à videira, assim também vós pertenceis a Mim! Mas, pertencendo a Mim, pertenceis também uns aos outros». E, neste pertencer um ao outro e a Ele, não se trata de qualquer relação ideal, imaginária, simbólica, mas é – apetece-me quase dizer – um pertencer a Jesus Cristo em sentido biológico, plenamente vital. É a Igreja, esta comunidade de vida com Ele e de um para o outro, que está fundada no baptismo e se vai aprofundando cada vez mais na Eucaristia. «Eu sou a videira verdadeira»: isto na realidade, porém, significa: «Eu sou vós, e vós sois Eu» - uma identificação inaudita do Senhor connosco, a sua Igreja.


Uma vez, às portas de Damasco, o próprio Cristo perguntou a Saulo, o perseguidor da Igreja: «Porque Me persegues?» (Act 9, 4). Deste modo, o Senhor exprime a comunhão de destino que deriva da íntima comunhão de vida da sua Igreja com Ele, o Cristo ressuscitado. Ele continua a viver na sua Igreja neste mundo. Ele está connosco, e nós estamos com Ele. «Porque Me persegues?»: destas palavras se conclui que é a Jesus que ferem as perseguições contra a sua Igreja. E, ao mesmo tempo, não estamos sozinhos quando somos oprimidos por causa da nossa fé. Jesus está connosco.


Na parábola, Jesus começa dizendo: «Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o agricultor» (Jo 15, 1), explicando que o vinhateiro toma a tesoura, corta os ramos secos e poda aqueles que produzem fruto para que dêem mais fruto. Dizendo isto mesmo com a imagem do profeta Ezequiel, que escutámos na primeira leitura, Deus quer tirar do nosso peito o coração morto, de pedra, para nos dar um coração vivo, de carne (cf. Ez 36, 26). Quer dar-nos vida nova, pujante de força. Cristo veio chamar os pecadores; são estes que precisam do médico, não os sãos (cf. Lc 5, 31-32). Deste modo, como diz o Concílio Vaticano II, a Igreja é o «universal sacramento de salvação» (LG 48), que existe para os pecadores, a fim de lhes abrir o caminho da conversão, da cura e da vida. Esta é a verdadeira e grande missão da Igreja, que Cristo lhe conferiu.


Alguns olham para Igreja, detendo-se no seu aspecto exterior. Então ela aparece-lhes apenas como uma das muitas organizações presentes numa sociedade democrática; e, segundo as normas e leis desta, se deve depois avaliar e tratar inclusive uma figura tão difícil de compreender como é a «Igreja». Se depois se vem juntar ainda a experiência dolorosa de que, na Igreja, há peixes bons e maus, trigo e joio, e se o olhar se fixa nas realidades negativas, então nunca mais se desvenda o grande e profundo mistério da Igreja.


Consequentemente deixa de assomar qualquer alegria pelo facto de se pertencer a uma tal videira que é «Igreja». Crescem insatisfação e descontentamento, se não virem realizadas as próprias ideias superficiais e erróneas de «Igreja» e os próprios «sonhos de Igreja»! Então cessa também aquele jubiloso cântico «Agradeço ao Senhor que por graça me chamou à sua Igreja» que gerações de católicos cantaram com convicção.


E, no seu discurso, o Senhor continua dizendo: «Permanecei em Mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim (…), pois, sem Mim – poder-se-ia traduzir também: fora de Mim –, nada podeis fazer» (Jo15, 4-5).


Cada um de nós vê-se aqui confrontado com tal decisão. E o Senhor, na sua parábola, insiste na seriedade da mesma: «Se alguém não permanecer em Mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem» (Jo 15, 6). A este respeito, observa Santo Agostinho: «Ao ramo toca uma coisa ou outra: ou a videira ou o fogo; se [o ramo] não estiver na videira, estará no fogo; por conseguinte, para que não esteja no fogo, fique na videira» (In Joan. Ev. tract. 81, 3: PL 35, 1842).


A escolha aqui pedida faz-nos compreender, de modo insistente, o significado existencial da nossa opção de vida. Ao mesmo tempo a imagem da videira é um sinal de esperança e confiança. Ao encarnar-Se, o próprio Cristo veio a este mundo para ser o nosso fundamento. Em cada necessidade e aridez, Ele é a fonte que dá a água da vida que nos sacia e fortalece. Ele mesmo carrega sobre Si todo o pecado, medo e sofrimento e, por fim, nos purifica e transforma misteriosamente em vinho bom. Em tais momentos de necessidade, às vezes sentimo-nos como que sob uma prensa, à semelhança dos cachos de uva que são completamente esmagados. Mas sabemos que, unidos a Cristo, nos tornamos vinho generoso.

Deus sabe transformar em amor mesmos as coisas pesadas e acabrunhadoras da nossa vida. Importante é «permanecermos» na videira, em Cristo. Neste breve trecho, o evangelista usa uma dúzia de vezes a palavra «permanecer». Este «permanecer-em-Cristo» caracteriza o discurso inteiro. No nosso tempo de inquietação e indiferença, em que tanta gente perde a orientação e o apoio; em que a fidelidade do amor no matrimónio e na amizade se tornou tão frágil e de breve duração; em que nos apetece gritar, em nossa necessidade, como os discípulos de Emaús: «Senhor, fica connosco, porque anoitece (cf. Lc 24, 29), sim, é escuro ao nosso redor!»; aqui o Senhor ressuscitado oferece-nos um refúgio, um lugar de luz, de esperança e confiança, de paz e segurança. Onde a secura e a morte ameaçam os ramos, aí, em Cristo, há futuro, vida e alegria.



Permanecer em Cristo significa, como já vimos, permanecer na Igreja. A comunidade inteira dos crentes está firmemente unida em Cristo, a videira. Em Cristo, todos nós estamos conjuntamente unidos. Nesta comunidade, Ele sustenta-nos e, ao mesmo tempo, todos os membros se sustentam uns aos outros. Juntos resistem às tempestades e oferecem protecção uns aos outros. Não cremos sozinhos, mas cremos com toda a Igreja.


Como anunciadora da Palavra de Deus e dispensadora dos sacramentos, a Igreja une-nos com Cristo, a videira verdadeira. A Igreja, como «a plenitude e o completamento do Redentor» [Pio XII, Mystici corporisAAS 35 (1943), p. 230: «plenitudo et complementum Redemptoris»], é para nós penhor da vida divina e medianeira dos frutos de que fala a parábola da videira. A Igreja é o dom mais belo de Deus. Por isso, diz Santo Agostinho, «cada um possui o Espírito Santo na medida em que ama a Igreja de Cristo» (In Ioan. Ev. tract. 32, 8: PL 35, 1646). Com a Igreja e na Igreja, podemos anunciar a todos os homens que Cristo é a fonte da vida, que Ele está presente, que é a realidade grande por que anelamos. Dá-Se a Si mesmo. Quem crê em Cristo, tem um futuro. Porque Deus não quer aquilo que é árido, morto, artificial, e que no fim é deitado fora, mas quer as coisas fecundas e vivas, a vida em abundância.


Amados irmãos e irmãs! Desejo a todos vós que possais descobrir cada vez mais profundamente a alegria de estar unidos com Cristo na Igreja, que possais encontrar nas vossas necessidades conforto e redenção e que vos torneis cada vez mais o delicioso vinho da alegria e do amor de Cristo para este mundo. Amen.



[Bento XVI] Discurso de 22 de Setembro de 2011, Alemanha



CERIMÓNIA DE BOAS-VINDAS
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI 


Castelo Bellevue de Berlim
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011


Senhor Presidente Federal,

Senhoras e Senhores, 
Queridos amigos,


Sinto-me muito honrado pelo amável acolhimento que me reservais aqui no Castelo Bellevue. Estou particularmente agradecido a Vossa Excelência, Senhor Presidente Wulff, pelo convite para uma Visita oficial, que é a minha terceira estadia como Papa na República Federal da Alemanha. De coração lhe agradeço as amáveis e profundas palavras de boas-vindas que me dirigiu. A minha gratidão estende-se igualmente aos representantes do Governo Federal, do Bundestag e doBundesrat e também da cidade de Berlim pela sua presença, exprimindo assim o seu respeito pelo Papa como Sucessor do Apóstolo Pedro. E finalmente agradeço aos três Bispos que me oferecem hospedagem: o Arcebispo Woelki de Berlim, o Bispo Wanke de Erfurt e o Arcebispo Zollitsch de Friburgo, bem como a todos aqueles que colaboraram, a diverso nível eclesial e público, na preparação desta visita à minha pátria, contribuindo assim para o seu bom êxito.

Embora a minha viagem seja uma visita oficial que reforçará as boas relações entre a República Federal da Alemanha e a Santa Sé, não vim aqui primariamente por ter em vista certos objectivos políticos ou económicos, como fazem outros homens de Estado, mas para encontrar o povo e falar-lhe de Deus. Por isso me deixa feliz saber que aqui está uma grande representação dos cidadãos da República Federal. Obrigado!

Falando da religião – mencionada por Vossa Excelência, Senhor Presidente Federal –, constatamos uma indiferença crescente na sociedade, que, nas suas decisões, tende a considerar a questão da verdade sobretudo como um obstáculo, dando por isso a prioridade às considerações utilitaristas.

Mas há necessidade duma base vinculativa para a nossa convivência; caso contrário, cada um vive só para o seu individualismo. Ora um destes fundamentos para uma convivência bem sucedida é a religião. «Assim como a religião precisa da liberdade, assim também a liberdade precisa da religião»: estas palavras do grande bispo e reformador social, Wilhelm von Ketteler – de quem se comemora, este ano, o segundo centenário do nascimento –, ainda são actuais [«Discurso na Primeira Assembleia dos Católicos na Alemanha» (1848), in: Erwin Iserloh (ed.), Wilhelm Emmanuel von Ketteler: Sämtliche Werke und Briefe (Mainz 1977) vol. I/1, p. 18].

A liberdade precisa duma ligação primordial a uma instância superior. O facto de haver valores que não são de modo algum manipuláveis, é a verdadeira garantia da nossa liberdade. O homem que se sente vinculado à verdade e ao bem, estará imediatamente de acordo com isto: a liberdade só se desenvolve na responsabilidade face a um bem maior. Um tal bem só existe para todos juntos; por conseguinte, devo interessar-me sempre também dos meus vizinhos. A liberdade não pode ser vivida na ausência de relações.
Na convivência humana, a liberdade não é possível sem a solidariedade. Aquilo que faço a dano dos outros, não é liberdade, mas uma acção culpável que prejudica aos outros e deste modo, no fim de contas, também a mim mesmo. Só usando também as minhas forças para o bem dos outros é que posso verdadeiramente realizar-me como pessoa livre. E isto vale não só no âmbito privado mas também na sociedade. Segundo o princípio de subsidiariedade, a sociedade deve dar espaço suficiente às estruturas inferiores para o seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, deve servir-lhes de suporte, de tal modo que, um dia, possam também manter-se por si sós.

Aqui no Castelo Bellevue, cujo nome se fica a dever à sua vista estupenda sobre a margem do Sprea e que não está longe da Coluna da Vitória, do Bundestag e da Porta de Brandeburgo, encontramo-nos mesmo no centro de Berlim, a capital da República Federal da Alemanha. Com o seu passado acidentado, o castelo é, como muitos edifícios da cidade, um testemunho da história alemã. Nós conhecemos as suas páginas grandiosas e nobres e sentimo-nos agradecidos por isso. Mas é possível também ter uma visão clara das páginas obscuras da história, e só isto nos permite aprender do passado e receber estímulos para o presente. A República Federal da Alemanha tornou-se naquilo que é hoje, através da força da liberdade plasmada pela responsabilidade diante de Deus e a de cada um perante o outro. Ela precisa desta dinâmica, que envolve todos os âmbitos humanos, para poder continuar a desenvolver-se nas condições actuais. Precisa disso neste mundo que necessita de uma renovação cultural profunda e da redescoberta de valores fundamentais para construir sobre eles um futuro melhor (cf. Encíclica Caritas in veritate, 21).

Faço votos de que os encontros durante as várias etapas da minha viagem – aqui em Berlim, em Erfurt, em Eichsfeld e em Friburgo – possam dar um pequeno contributo neste sentido. Que nestes dias Deus nos conceda a todos a sua bênção. Obrigado!

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