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Verdades esquecidas, na consideração da natureza

AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES




Toda a natureza nos fala de Deus, e da lei moral por Ele instituída para o homem.
É esta uma verdade muito conhecida, mas da qual habitualmente só se fazem aplicações unilaterais. A influência do sentimentalismo nos leva a omitir os aspectos da natureza que instruem o homem sobre a beleza da coragem, da audácia e de todos os predicados, enfim, que ele deve possuir na luta, - na luta que, quando voltada contra o mal, constitui dever sublime. E o liberalismo nos impede de dar a devida atenção a todos os aspectos da natureza que nos trazem à mente a própria noção de mal.
Ora, quanto nos fala a respeito de um ou outro ponto o reino animal! Não que os animais sejam capazes de vícios ou virtudes. Nem que neles possa haver algum princípio bom ou mau que transcenda de qualquer forma a sua natureza de simples animais. A serpente, por exemplo, é uma criatura de Deus absolutamente tão boa quanto o cordeiro. E isto não obstante, a primeira, por uma série de riquíssimas analogias, por sua falsidade, sua nocividade para o homem, sua marcha rastejante e seu poder de sedução, é utilizada como símbolo adequado da vilania e da maldade, tendo até por meio dela o demônio falado a Eva; - e o cordeiro, também por uma série de analogias riquíssimas, por sua alvura, sua mansidão, sua inocência, é tido como símbolo adequado de Nosso Senhor Jesus Cristo e do cristão. Os animais, todos igualmente bons como obras de Deus, nos instruem sobre o bem e o mal, para que amemos àquele e odiemos a este. Mas em qualquer caso são meros animais.
Perdoem-nos os leitores a banalidade desta última asserção. Hoje em dia a confusão dos conceitos é tal, que é sempre melhor dizer-se que a água é água e não pólvora ou granito, quando se conta a alguém que se vai tomar um copo de água...
Este falcão, que baixa majestoso sobre um coelho que foge espavorido, nos faz sentir a forte e nobre beleza da luta, por ser um admirável símbolo das virtudes do guerreiro: calma, força, agilidade e precisão. Ele se move no ar com um equilíbrio, um "à vontade" tal, que se diria que a lei da gravidade para ele não existe. Sua velocidade está proporcionada de tal maneira à do coelho, que o atingirá forçosamente. Suas garras possantes já estão abertas, seu bico também, mas no auge do ataque ele mantém uma sobranceria simbolizada de modo admirável pelas asas nobremente abertas num vôo que se diria idealmente sereno.
Ai, dirá um sentimental, e o pobre coelhinho, será lícito ao falcão agredi-lo?Não se irrite demais esse sentimental, nem com o falcão, nem com a nossa resposta: é por vontade de Deus que os bichos se comem uns aos outros. E que os falcões comem coelhos... Não se deve ver um bicho que devora outro, como se veria um antropófago.
Deus, que manda aos homens que se amem uns aos outros, manda neste vale de lágrimas aos animais, que se entredevorem, e nos permite que comamos os animais. E com isto ensina aos homens que eles são incomensuravelmente mais do que simples animais.
Deus não é igualitário... outra grande, muita grande lição.
Haverá algo que nos faça sentir melhor o horror da cupidez, do orgulho, da falsidade, do que a "fisionomia" da segunda foto? A "fronte" baixa e fugidia, o porte orgulhoso da cabeça, o olhar frio e "desalmado", a boca desdenhosa, o bico adunco e agressivo, uma mobilidade terrível que parece toda feita para atacar, tudo enfim incute horror, neste abutre.
Horror, do que? Do mal moral, que nos afasta de Deus.
Um liberal não gosta de pensar nisto. E é porque muitos homens não são propensos a admitir a existência do mal, que Deus os instrui por símbolos como este.
E assim, ao considerar a natureza, se aprende a não ser, nem sentimental, nem liberal.

Hinos Católicos Populares

Enquanto algumas almas preferem a zombaria e o escárnio, outras preferem obrar para a glória de DEUS e a salvação das almas! Acabo de tomar ciência do excelente e humilde trabalho de Amadeu Caldeira Dutra Brandão:

Hinos Católicos Tradicionais da década de 1940, extraídos dos Hinários Harpa de Sião e Manual de Cânticos Sacros Cecília.

Acessem o site: http://hinoscatolicos.wix.com/tradicionais

Parabéns pelo humilde e valoroso trabalho, Amadeu! DEUS lhe pague!

Tempos idos.


No Congresso Eucarístico no Paraná em 1953, o Sr. Governador do Estado, Dr. Bento Munhoz da Rocha Neto, ladeado por autoridades eclesiásticas discursou sobre o tema: "Eucaristia, solução para os problemas familiares". Estou a procura da integra do pronunciamento. Muito interessante para os que defendem o ateísmo do Estado.


Cardeal Merry del Val: Exemplo de prelado virtuoso e de nobre estirpe

Por Plínio Corrêa de Oliveira
São Pio X e o Cardeal Merry del Val


Exemplo de prelado virtuoso e de nobre estirpe
Esta fotografia, do Cardeal Merry del Val, mostra um fidalgo proveniente de duas grandes famílias. Pelo lado paterno, era filho do Marquês Merry del Val; e pelo lado materno, da Condessa de Zulueta. Circulava em suas veias sangue inglês, espanhol e holandês.

Analisando sua figura, notamos no todo –– na impostação da cabeça, do pescoço, no modo superior de olhar — uma dignidade, a qual parece pousar sobre seu peito, e que o esplendorifica por inteiro.

Há nele, sobretudo, muito do homem virtuoso. Um olhar bastante fixo, que vê longe, muito longe; e uma expressão de força e de tristeza. Força e tristeza aveludadas, meio disseminadas sobre o rosto. Muita resolução. Todo o perfil dele é resoluto, as sobrancelhas e o corte da boca são de um homem resoluto.

O olhar revela algo de doce, mas que mira para bem longe, e como que diz para os inimigos da Igreja o seguinte: “Vejo tua infâmia, ela me entristece. Mas eu te enfrento e te combato!”

Quando da eleição de São Pio X para Papa, ele fazia parte do conclave, não como cardeal, mas como secretário do conclave. Entrando na Capela Paulina, encontrou o então Cardeal Sarto, Patriarca de Veneza, rezando aos pés do Santíssimo Sacramento, com lágrimas que se desprendiam de seus olhos. Ajoelhou-se então junto ao futuro Pontífice e transmitiu-lhe uma comunicação do Cardeal Decano. Após ouvir a resposta de seu ilustre interlocutor, Mons. Merry del Val disse-lhe: “Eminência, tenha coragem, o Senhor o ajudará”.

Na manhã seguinte, o Cardeal Sarto foi eleito Papa com grande maioria de votos.

Logo depois, São Pio X, embora quase não conhecesse o jovem eclesiástico, mas percebendo seu valor, convidou-o para uma altíssima função, o mais alto cargo depois do Papado: Secretário de Estado da Santa Sé. E ele serviu São Pio X durante todo o seu pontificado.

Em suas memórias, o Cardeal Merry del Val narra como São Pio X morreu. Diz ele que, no decurso do mês de agosto de 1914, o Santo Padre estava acometido de uma enfermidade que não causava maior preocupação. Mas na noite de 19 daquele mês, seu estado se agravou. Na manhã seguinte, o Cardeal Merry del Val acudiu à cabeceira de seu leito. O Pontífice reconheceu-o, estreitou fortemente sua mão, e disse: “Eminência..., Eminência!”. Não conseguiu dizer mais nada. As últimas palavras pronunciadas pelo Pontífice, quando lhe comunicaram, pouco depois, a urgência de lhe serem administrados os últimos sacramentos, foram: “Resigno-me totalmente!”.Algumas horas se passaram e São Pio X entregou sua bela alma a Deus.

Nota:

O Cardeal Rafael Merry del Val nasceu em Londres, em 1865. Ingressou na Academia Pontifícia de Nobres Eclesiásticos em 1885, tornando-se seu presidente, por designação do Papa Leão XIII, em 1900. Secretário do conclave que elegeu São Pio X, foi por este nomeado seu principal colaborador, recebendo a púrpura cardinalícia aos 38 anos de idade. Quando nada fazia pressagiar sua morte, faleceu em 1930, em conseqüência de uma cirurgia simples.

Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para sócios e cooperadores da TFP, em 21 de maio de 1983. Sem revisão do autor.

GABRIEL GARCIA MORENO - I


 Via ECM

SUA INFÂNCIA – PRIMEIROS ESTUDOS
(1.821 - 1.845)
Nasceu Gabriel Garcia Moreno em 24 de dezembro de 1.821, em Guayaquil, principal porto da República do Equador. Deu-lhe a providência pais católicos fervorosos, que o souberam educar nas grandes verdades do Cristianismo.

“Coisa estranha,” como observou o Pe.Deschand, “aquele que havia de espantar o mundo por sua audácia, estava, na infância, muito longe do homem intrépido e incansável que seria mais tarde! Pelo contrário, era de compleição mui delicada e caráter em extremo pusilânime. Foi necessária uma implacável obstinação por parte do pai, para que o Gabrielzinho chegasse a não temer o mais leve rumor insólito dos formidáveis trovões da cordilheira dos Andes.”

Muitas vezes, Dom Gabriel García Gomes, seu pai, trancava-o na varanda até que se acalmasse e vencesse o seu medo nervoso dos trovões. Outra vez, o fez ir sozinho acender uma vela junto a um defunto, antes de entrar no recinto fúnebre com o filho. A esta educação enérgica de caráter, García Moreno iria não só agradecer, como somar às regras dos retiros inacianos, para ele mesmo “AGERE CONTRA”, agir contra os seus maiores defeitos.

Ainda menino, o acaso lhe tolheu o pai e a sua mãe, Dona Mercedes Moreno, ciente das necessidades espirituais do filho, entregou-o à Frei José Bittencourt, para que este o preparasse em seus estudos.

Dez meses com o frade foram suficientes para fazê-lo entender bem o Latim e Frei Bittencourt logo encontrou meios de encaminhar o prodigioso aluno para ingressar na Universidade de Quito, e ali foi o jovem Gabriel reafirmar a sua Fé extraordinária de católico, e sua grande inteligência de estudante. Chegava todas as semanas à Comunhão, não temendo irritar as impiedade e indiferença reinantes no meio universitário.

Resolveu por esta época ingressar no seminário, chegando a receber as Ordens Menores; mas a Providência destinava-o para “bispo do mundo exterior” e assim García Moreno deixou o seminário, ingressando na Advocacia.

Estudava pelas noites adentro até ser abatido pela fadiga, quando, então, se deitava sobre tábuas nuas para que o sono não se prolongasse muito e não lhe tomasse o precioso tempo. Aos vinte anos de idade, já era célebre em Quito e tinha fama de sábio, a quem acorriam, e providenciavam-lhe a presença em todas as reuniões mundanas da capital.

Percebendo que a vida era curta demais para se perder tempo em diversões inúteis, tomando exemplo da educação dada por seu pai, encerrou-se no seu quarto, sem hesitar raspou-se a cabeça e, vendo-se assim privado de sair à rua, disse aos seus livros: “Eis-me obrigado a vos ser fiel para mais de seis semanas.” Dedicou-se também a aprender a manejar armas de fogo e espada, e a ser perfeito cavaleiro, pois sabia que teria necessidade destas ciências.

Certa vez, quando lia um livro de estudos, se abrigou do sol debaixo de uma rocha, sem perceber o quanto ela parecia se desprender do rochedo, quase que prestes a esmagar quem estivesse por debaixo. Isso notando, deu um salto para longe dela, mas notando que era só aparência, envergonhado pela reação instintiva, voltou para debaixo do rochedo ameaçador por, pelo menos, alguns dias, passando horas a ler debaixo do terrível penedo, até que passasse o susto e fosse vencido qualquer temor infantil. Aplicou não só a lembrança das lições de ferro de seu pai, como a regra de ouro de Santo Inácio: "AGERE CONTRA", conforme explicado.

Essa vitória sobre o medo, fez dele um destemido explorador dos vulcões e cavernas vulcânicas do Equador, tornando-se excelente, e destemido observador. Tanto que as suas anotações de expedições vulcânicas eram recomendadas e traduzidas para diversas línguas por eminentes geólogos da época, como Alexandre Humboldt. Certa vez, quase perdeu a vida no Shangai, mais ativo vulcão do Equador, não fosse a insistência do índio que tinha por guia, que o convenceu a deixar a aventura bem a tempo de salvar-se de uma explosão de rochas derretidas que logo se deu.

SEU CASAMENTO – O PATRIOTA – VIAGEM À EUROPA
(1.845 – 1.851)
Apenas saído da Universidade de Quito, iniciou a sua vida prática, com o firme propósito de nunca defender uma causa injusta. Casou-se em 1.845 com Dona Rosa Ascasubi. Sua têmpera de estadista e patriota não lhe permitiria o sossego e a comodidade do lar. O Equador se debatia sob o governo do General Flores e o povo equatoriano, levantando-se em peso, derrubou o ditador. Em seu lugar, no entanto, subiu uma convenção que não conseguiu achar um chefe digno do governo.

Gabriel fundou, então, um jornal: “O Chicote” e com ele fustigou os caricatos dirigentes de sua terra. O governo e os funcionários, assim tratados por García Moreno, protestaram veementemente, acusando o seu pasquim com todas as sortes de títulos desonrosos. A resposta de Gabriel García Moreno veio terrível e dela, para não delongarmos, só extraímos a ironia final: “Deveis agradecer-nos por termos publicado a vossa história sem ter exigido salário.”

Por questões econômicas, suspendeu as suas atividades jornalísticas, mas, assim que tomou conhecimento do retorno do General Flores ao governo, fundou outro jornal: “O Vingador” e nas suas colunas denunciou os propósitos do antigo ditador. No entanto, os membros do partido de Flores iniciaram uma desordem tão grande em Guayaquil, que a Convenção se viu obrigada a pedir auxílio ao seu crítico, o qual, acatando o pedido como ordem, pacificou Guayaquil.

Voltou Gabriel à Quito e continuou a denunciar os desmandos, e imoralidades da camarilha que governava a sua terra, mas, desanimado pela indiferença dos equatorianos, resolveu-se retirar para a Europa. No Velho Mundo, ele passou todo o tempo em estudos sérios e de lá regressou com maior dose de conhecimento, e cada vez mais inabalável em suas convicções católicas.

A QUESTÃO DOS JESUÍTAS – REVOLUÇÃO URBINA
(1.851 – 1.853)
O Congresso Equatoriano foi interpelado pelos liberais, mas, depois de grandes discussões, venceu a ala católica e os jesuítas receberam uma antiga igreja, e um hotel em Quito, onde puderam fundar um colégio. Essa vitória de Gabriel García Moreno, exasperou os liberais. O embaixador colombiano exigiu, em nome de seu país, que o Equador também expulsasse os jesuítas. No entanto, o Equador mandou tropas à fronteira, fazendo o embaixador colombiano se retirar de Quito. Gabriel García Moreno publicou, então, “A defesa dos Jesuítas”, que teve bastante repercussão.

Urbina, radical liberal e ambicioso, organizou um atentado, e, depondo o presidente, arvorou-se como ditador do Equador. O regime novo era tão vergonhoso que a pena de García Moreno traçou a célebre “Ode à Fábio”, rito de revolta contra os atentados de Urbina.

GARCÍA MORENO NO EXÍLIO – VIAGEM A PARIS
(1.853 – 1.856)

Urbina, temendo a popularidade de García, viu-se obrigado a esperar ocasião de vingança. Quando García Moreno fundou um novo jornal de oposição, “A Nação”, mandou-o prender. Gabriel García Moreno esperou, então, os oficiais que o prenderiam em praça pública e, preso diante do povo que já o admirava, foi exilado para a Colômbia.

Fugindo da prisão colombiana, conseguiu voltar à Quito, mas, por ver-se impossibilitado de organizar um levante armado contra Urbina, recolheu-se no Peru. Pretendia voltar, quando recebeu a notícia de que o povo o elegera senador e, então, voltou à Quito para assumir o mandato. O ditador não lhe permitiu se assentar no Congresso e o mandou de volta, exilado, ao Peru. Dali, Gabriel escreveu o folheto “A Verdade Aos Meus Acusadores”, no qual fustigou e denunciou os desmandos de Urbina. Como se via impossibilitado de voltar à sua pátria, viajou novamente à Europa.

Em Paris, houve um curioso caso: defendendo a Religião Verdadeira numa argumentação firme e concisa, um dos seus amigos interpelou: “Fala muito bem, meu caro amigo, mas parece-me que essa religião tão bela Vossa Senhoria descuida-se de praticar. Quanto tempo faz que não se confessa?” Gabriel, humildemente respondeu: “Respondeu-me com um argumento pessoal que pode valer hoje, mas que não valerá amanhã, eu lho prometo.” No outro dia, Gabriel García Moreno se confessou... e isto o fez voltar à vida piedosa de antigamente.

VOLTA AO EQUADOR – SENADOR

Gabriel voltou da Europa, sendo cumulado de honrarias. Foi nomeado prefeito de Quito e reitor da universidade desta, exercendo sabiamente este duplo encargo. A presidência nessa época era ocupada por Robles, uma marionete do partido de Urbina e Gabriel García Moreno, lançou-se novamente ao jornalismo com “A União Nacional”, criticando a tirania maçônica do governo. Seus esforços na imprensa valeram a maioria eleitoral da oposição.García Moreno, agora como senador, conseguiu a promulgação de uma lei, dissolvendo as lojas maçônicas e outras sociedades secretas inimigas da Igreja.Entretanto, os seus sucessos parlamentares foram interrompidos por causa da guerra com o Peru.
Continua...

Um abçurdo!

Por Allan dos Santos

Vemos os EUA com quarteirões inteiros devastados pelo tornado. Graças à mentalidade pró-ativa dos americanos, que odeiam assistencialismo, confiram em poucos meses como estarão estes quarteirões e como estarão este mesmo povo de Oklahoma.

DEUS nos livre, mas o Brasil precisa de tornados nas sedes do PT para acabar com a fonte do assistencialismo que mata a produtividade do heroico povo brasileiro.

Já fomos admirados outrora pela beleza de nosso povo e cidades, como neste vídeo [http://www.youtube.com/watch?v=fpCKxNBLzRM] poucos anos após a monarquia, tão difamada pelos revolucionários loucos. Estranho ver um país depois de tantas coisas horríveis realizadas pela monarquia ser tão elogiado moralmente, civicamente e estruturalmente, não é?! 

É tempo de despertar, trabalhar forte e parar de chorar, Brasil! Joga fora bolsa isso, bolsa aquilo e volte a ser o Brasil trabalhador que levava grãos para o mundo todo, construía ferrovias e era digno de orgulho nacional! Não orgulho de copa do mundo, mas orgulho de virtudes!

Mesmo nos ditames da Igreja vemos esta discrepância entre nós, tupiniquins, e os americanos: comparem os apostolados americanos, as TV's Católicas de lá e as nossas aqui, onde a teologia [?] da libertação lançou seus venenos. Comparem a produção de textos, livros, vídeos e afins.

Sou patriota sim, mas um patriota diferente daqueles de Copa do mundo; e o que quero ver o Brasil fazendo não é imitar os EUA, mas imitar a virtude que lá é vivida. A virtude não conhece nações!

Acorda, Brasil!

Curso internacional sobre a Península Ibérica - inscrições abertas



Sidney Silveira

Inscrições estão abertas para o curso à distância "Cultura na Península Ibérica Medieval e Moderna", com certificado emitido pela Universidade de Alicante, na Espanha. Entre os professores brasileiros há nomes como o do meu irmãoRicardo da Costa,  do querido amigo Carlos Nougué e de Bruno Garschagen. As inscrições devem ser feitas no site www.ivitra.ua.es.

Eis a lista do corpo docente e das conferências que perfazem o curso:

1) Apresentação: Península Ibérica: um outro mundo possível?
Dr. Ricardo da Costa (UFES)

2) La Escuela de Traductores de Toledo (siglos XI-XIII)
Dr. Alexander Fidora (ICREA-UAB)

3) Las relaciones entre cristianos y musulmanes en la Edad Media (siglos XI-XIII)
Dra. Ana María Echevarría Arsuaga (UNED)

4) Reconquista y Cruzada en la Península Ibérica. La experiencia castellano-leonesa y el ideal de Tierra Santa, ¿una dicotomía? (siglos XI-XVI)
Dr. José Manuel Rodríguez García (UNED)

5) Las Siete Partidas de Afonso X (1252-1284): o jurídico sob o teologal
Carlos Nougué (Instituto Angelicvm)

6) El pensamiento político franciscano de la Corona de Aragón (siglos XIII-XV)
Dr. Rafael Ramis Barceló (UIB)

7) As traduções brasileiras da literatura catalã: Jaime I (1208-1276), Ramon Llull (1232-1316), Bernat Metge (c. 1340-1413) e a novela de cavalaria Curial e Guelfa (séc. XV)
Dr. Ricardo da Costa (UFES)

8) Ramon Llull (1232-1316): um projeto de vida em prol da conversão dos infiéis
Profesora Eliane Ventorim (UFES)

9) La frontera como espacio dinámico. El caso del Sur de la Corona de Aragón (siglos XIII-XV)
Dr. José Vicente Cabezuelo Pliego (Universidad de Alicante)

10) El interés por la traducción del árabe al catalán en la Edad Media (siglos XIII-XV)
Dr. Francisco Franco-Sánchez (Universidad de Alicante)

11) Latín medieval diplomático en la Península Ibérica
Dr. Juan Francisco Mesa Sanz (Universidad de Alicante)

12) Literatura catalana: la introducción del Humanismo en la Península Ibérica
Dra. Júlia Butiñá (UNED)

13) Literatura de amore. Siglos XIV y XV en la Península Ibérica
Dr. Antonio Cortijo Ocaña (UCSB)

14) Los libros de caballerías a lo divino (siglos XIV-XVI)
Dr. Enric Mallorquí-Ruscalleda (California State U-Fullerton)

15) Las imágenes licenciosas en el arte de la Edad Media tardía y del primer Renacimiento
Dr. Daniel Rico (UAB)

16) Curial e Güelfa: reflejo literario de la presencia de la Corona de Aragón en Italia (s. XV)
Dr. Antoni Ferrando (UV)

17) Ridendo castigat mores. A multifocalidade dos dois Mundos de Gil Vicente (c. 1465-1536) na Psicologia dos Costumes entre a Idade Média e o Renascimento (séc. XVI)
Dr. Ricardo Monteiro (UNIFUTURO)

18) Literatura española. La biografía caballeresca en el otoño de la Edad Media: El Victorial de Gutierre Díaz de Games (siglo XV)
Dr. Rafael Beltrán Llavador (UV)

19) Ausiàs March (c. 1397-1459): su presencia en las coronas de Castilla y Aragón durante el siglo XVI
Dr. Vicent J. Escartí (UV)

20) O ideal hispânico de cruzada e seu prolongamento na conquista do Novo Mundo (séculos XV-XVI)
Prof. Guilherme Queiroz de Souza (UNESP/Assis)

21) Tirant lo Blanc y su proyección europea (siglo XVI)
Dr. Vicent Martines (UA)
22) Camões (c. 1524-1580) e a afirmação da língua portuguesa
Prof. Armando Alexandre dos SANTOS (UNESP-Franca)

23) História e Literatura na Conquista do Brasil (séc. XVI)
Dr. Carlos Vinicius Mendonça (UFES)

24) A filosofia política da Escola de Salamanca (sécs. XVI-XVII)
Prof. Bruno Garschagen (UCP)

25) La mirada de Velázquez (1599-1660)
Dra. Patricia Grau-Dieckmann (ISPJVG)

26) El redescubrimiento de la Edad Media en el siglo XIX: el caso de la Corona de Aragón
Dr. Rafael Roca (UA)

27) Encerramento: O Espelho de Próspero vingou?
Dr. Ricardo da Costa (UFES)

Pe. Marcelo Rossi, ou “como ser popularmente apedeuta em história”


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Que popularidade nem de longe é sinal de sobriedade e maturidade intelectual não é surpresa para quem é bem informado, ainda mais sobre história. Recentemente, o popular pe. Marcelo Rossi promulgou mais umas das suas. Enquanto eu respeito alguém por ser padre (seu ofício da Ordem) não preciso respeitar certas opiniões simplistas e que vão de encontro à Igreja e a história. Neste caso, a insipiência e agnosia com a qual se refere a Idade Média é um disparate.

Em seu último discurso, declarou:
“A Igreja Católica é apartidária, pelo menos deve ser. Os evangélicos, às vezes, determinam em quem votar. Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja
Mesmo que analisarmos a frase no contexto não faz sentido dada sua conclusão (ele não a torna circunscrita em um período ou momento. Ele diz IDADE MÉDIA, como se referindo à TODA IDADE MÉDIA. É um completo nonsense ser tão simplista.
Bom, depois do recente (e triste) evento do falso padre Beto em Bauru (o esquerdista/marxista/relativista enrustido e travestido de padre) temos agora o “popular” pe. Marcelo Rossi dando uma declaração (com todo respeito a seu ofício de padre) imbecil. Isso pode dar pano pra manga para os indolentes e hebetados ateístas, que já são tão cheios de ódio, preconceito e desinformação sobre a Igreja e este período, alegarem mais de suas cavilações e patranhas.
Nem vou comentar as outras declarações parvas dele (sobre “revitalizar as CEBs” e até sobre o Marco Feliciano. Ora, ele tem todo o direito de estar na presidência da CDH pois foi eleito democraticamente. Mas isto é outro assunto). Vamos falar sobre a terrível e negra Idade Média?
Pra começar, onde o pe. Marcelo estudou história? Será que ele conhece a eminente e premiada historiadora francesa Regine Pernoud que intitulou seu livro exatamente com uma declaração parecida com a do padre Marcelo? Seu livro “Aquela terrível Idade Média – desmascarando os mitos” demole alegações e fábulas dos críticos simplistas da Idade Média, muito propagados por populares e de formação simplória e ginasial.
Segundo a opinião generalizada, a Idade Média teria sido uma época de trevas, injusta e bárbara, encaixada entre os séculos gloriosos da Antiguidade e do Renascimento. Dessa convicção nos dá conta o linguajar quotidiano, que fala, por exemplo, em «regresso dos tempos medievais» a propósito de tudo o que de negativo acontece nos nossos dias.
É a essa ideia apriorística que se pode com razão chamar o mito da Idade Média. E é esse mito que este livro destrói, deitando por terra o duplo preconceito segundo o qual a Idade Média formaria um todo homogêneo e seria a grande noite da civilização. Numa linguagem séria e desenvolta, onde a ironia vai de par com a erudição.

Já fiz alguns vídeos introdutórios no Logos respondendo a um ateísta sobre a questão da Idade Média, como este:
Vou fazer muitos outros vídeos comentando, esclarecendo e destruindo mitos sobre a Igreja, a Inquisição e a Idade Média e neste já comento algumas coisas interessantes. Como Regine Pernoud, de forma perspicaz revela, não é a Igreja, mas a própria modernidade que constitui um mero retrocesso histórico. Em nossa época, o paganismo dos tempos antigos é revivido, revitalizado, remodelado e transformado, depois de ser enxotado e destruído por quase um milênio. Aqueles que criticam a “neopaganismo” da cultura de morte atual provavelmente não sabem que sua caracterização é historicamente justificável. Deste prisma, comparado a “terrível e negra” Idade Média a nossa época pode se classificar como “Idade das Luzes”? Somente alguém extremamente simplista como um neo-ateu, um secularista e esquerdista poderia partir pra tal “raciocínio”.
Se não fosse a “terrível e negra” Idade Média não teríamos as universidades, os títulos de doutorado e pós-graduações que temos e infinidades de coisas mais, relacionadas ao campi. Novamente, é triste ver alguém que se diz “padre”, que deveria ser consciente e bem informado sobre o assunto, declarar algo tão ginasial como isso e que vai ao encontro das ideias  estúpidas dos críticos superficiais da Igreja.
Neste vídeo eu respondo ao Matheus sobre a questão das universidades. É obrigatório ver para toda pessoa que quer ser bem informada sobre o assunto:
Regine Pernoud, por exemplo, demonstra sobre o sistema de ensino medieval:
Há pouca diferença, na Idade Média, na educação dada às crianças de diversas condições. Os filhos dos vassalos menores são educados na residência senhorial, juntamente com os do suserano, e os dos ricos burgueses são submetidos à mesma aprendizagem que o último dos artesãos, se estes querem futuramente tomar conta da loja paterna. É sem dúvida por isto que temos tantos exemplos de grandes personagens saídos de famílias de condição humilde: Suger, que governa a França durante a cruzada de Luís VII, é filho de servos; Maurice de Sully, o bispo de Paris que mandou construir Notre-Dame, nasceu de um mendigo; São Pedro Damião foi guarda-porcos na sua infância; e uma das mais vivas luzes da ciência medieval, Gerbert d’Aurillac, é igualmente pastor; o papa Urbano VI é filho de um pequeno sapateiro de Troyes; e Gregório VII, o grande papa da Idade Média, era filho de um pobre cabreiro. (Pernoud, Regine – Luz sobre a Idade Média. Grifo nosso)
Contraste isso com o nível, “abençoado” pela esquerdalha e marxismo cultural imbecilizante humanista secular de muitas de nossas universidades e sua qualidade, além do pérfido e demente “sistemas de cotas”. É aberrante e abissal o contraste.
É comum vermos na literatura secular, em filmes e documentários, pior nas escolas do ensino fundamental e médio e até em faculdades e universidades, a afirmativa de que a Igreja “torturou e matou milhares”, alguns dizem milhões de pessoas com a Inquisição. Há também vários ambientes acadêmicos no Brasil em que é nítida esta linha interpretativa, são muitos autores e professores universitários a partilhar dessas objeções.
Vale salientar que estas sociedades eram nitidamente ligadas ao bem e ‘alegria social’ (Pernoud, 1997) e da religião “em função da fé cristã” (Daniel Rops, Vol. III. p. 43), tinha como ferramentas a prevenção através da condenação, para evitar a contaminação de confusões e divisões que ruíam ‘todo o sistema e ordem social da época’ (Gonzaga, 1994) além da propagação de heresias e divisões entre os fieis da Cristandade, assim os códigos penais civis abraçavam e previam comumente a tortura e a morte do réu. E o povo entendia que estes eram os princípios jurídicos e inquisidores (cf. Mt 18,6-7).
Mas seriam verdadeiros estes indicies sobre a Inquisição? Ou é maquinação vinda dos inimigos da religião que tiram proveito não só da Inquisição ou Cruzadas, mais dos erros e faltas morais de alguns filhos da Igreja para fazer de “cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” como disse o historiador e Pe. W. Devivier, S.J.  Fato que “é da natureza da Igreja provocar ira e ataque do mundo” segundo Hilaire Belloc.
Um grande encontro aconteceu entre 29 a 31 de Outubro de 1998. Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As atas do grande simpósio Internacional reuniu mais de 30 grandes historiadores, de diversas confissões religiosas para tratar historicamente da Inquisição, proposta vinda da Igreja. João Paulo II perguntou certa vez perguntou “Na opinião do publico, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade” pergunta crucial. Entre os dados do simpósio cuja documentação já foi utilizada em vários obras, e continua a ser, consta entre os em resumo aos dados as seguintes afirmações declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo.
Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola:
“A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7 (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”
O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usavam tortura, representam menos números do se imagina e foi propagado. Os dados representam uma verdadeira demolição de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição.
“Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998. Grifo nosso).
Para saber mais, e evitar os atalhos e entraves pseudo-intelectuais de declarações infelizes como essa do pe. Marcelo Rossi e dos apedeutas ateístas militantes e outros críticos da Igreja, vejam: DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925.; L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998; PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964; ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993.
Ao que parece, Marcelo Rossi, autor de livros populares, não se tornou conhecido por ser popularmente bem informado. Como muitos outros, caiu no discurso do polivalente vazio. Em todo sentido, seja no contexto como no geral, tanto o Marcelo Rossi quanto qualquer simplista crítico da Igreja neste ponto cai no discurso vazio e completamente nulo historicamente.

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Os biógrafos notam que, interessado pela boémia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.

Sua extensa obra constitui-se de 9 romances e peças teatrais, 200 contos, 5 coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que nota-se traços de pessimismo e ironia, embora não haja rompimento de resíduos românticos. Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as da Trilogia Realista. Sua primeira fase literária é constituída de obras como Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, onde nota-se características herdadas do Romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica moderna.

Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público. Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade, John Barth, Donald Barthelme e outros. Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil, contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.

Civilização Cristã

Por Dr. Plínio Corrêa de Oliveira | Legionário, N.o 546, 24 de janeiro de 1943


Um telegrama procedente de Nova York, que nossa imprensa diária divulgou, transmitiu um judicioso comentário de um jornal daquela grande cidade americana, acerca dos métodos de administração empregados por certas autoridades secundárias de ocupação nas regiões conquistadas pelas tropas aliadas, na África do Norte. Mostrou o sagaz articulista que, se bem que o estado de guerra justifique, e até imponha restrições à liberdade individual, os processos de administração empregados pelos aliados não devem, sob pretexto algum, adotar a mentalidade nazista.

A observação é das mais importantes, e certamente merece alguns comentários.Com efeito, não vale a pena, pelo amor ao combate, perder as razões de combater, e a preservação dos ideais com que entramos na luta deve ser para nós uma preocupação sagrada.

Em entrevista recentemente concedida à imprensa o Sr. interventor Fernando Costa declarou que o Brasil entrou em guerra para a defesa da civilização cristã.Vinda de autoridade tão altamente graduada, estas palavras merecem ser registradas com cuidado pela opinião católica, porque tem um alcance definitivo. Elas consagram como meritório esforço de guerra tudo quanto se faça no sentido de conservar claros, vivazes os princípios em defesa dos quais agora se mobiliza o Brasil.

Por isto, o “Legionário” não pode deixar de proporcionar aos seus leitores o estudo de alguns princípios doutrinários referentes à Civilização Cristã.

Seria supérfluo entrar aqui na analise das muitas definições de civilização, apresentada pelas várias correntes filosóficas. Em todas elas encontramos um resíduo comum, que serve para o desenvolvimento do conceito de civilização todas as manifestações do espírito humano. Os fenômenos de caráter econômico, político, social e artístico só podem ser considerados como expressivos de uma civilização na medida com que refletem uma tendência, uma atitude ou uma definição do espírito humano.

Por isto, uma civilização cristã é aquela que brota dos espíritos profundamente impregnados da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, como esta doutrina é, antes de tudo e essencialmente uma civilização, é impossível existir uma civilização cristã na qual os homens não professem a religião de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Entretanto, a Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo não pode ser toda e qualquer religião que se diga ou pretenda cristã. Se de fato Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu uma só Igreja verdadeira, só será plenamente cristão o povo que a ela pertencer. Católicos, em tudo dóceis à Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana, consideramos heréticas e dignas de anátema as igrejas dissidentes, que ela fulminou com sua condenação.

Isto nos leva a uma conclusão de capital importância: o Brasil só será real e genuinamente cristão sendo católico, apostólico, romano. E, portanto, nossa civilização, só continuará cristã se o Brasil continuar dentro do aprisco da Santa Igreja Romana.

Ser católico consiste em crer e praticar a [doutrina da] Santa Madre Igreja Católica, Apostólica Romana. E a Igreja não manda crer apenas os artigos do Credo, ela impõe que aceitemos na íntegra toda a sua doutrina, incluindo as conseqüências de caráter político, econômico e social que tal doutrina envolve; o que implica em afirmar que a condição essencial para que qualquer país tenha a civilização cristã consiste em que ele receba a doutrina da Igreja em sua plenitude.

Alcides Villaça fala sobre Carlos Drummond de Andrade

O poeta e crítico de literatura Alcides Villaça fala sobre seu livro "Passos de Drummond" (http://bit.ly/tNlKss), publicado pela Cosac Naify: 


O esplendor da única Esposa do Cordeiro Imolado

Por Igor R. da Costa

Mais do que a emoção – já que essa não vale nada –, faz chorar pela Fé.

Tempos em que se cantava não com a goela, mas com coração e, sobretudo, com a alma […].

Ad Majorem Dei Gloriam! E à glória da Igreja que, Ela mesma, merece, por ser a Esposa de Cristo.

Recomendo, sincera e vivamente, que, assistam ao todo, para contemplarem a glória de "outrora", de outrora, entre aspas, porque é a glória que a Igreja merece e que há de voltar!

Já de antemão, vou-lhes dizendo aquilo que me é mais emocionante e mais me faz chorar de alegria ao ver, mas também de aperto no coração, todavia, de esperança por voltar a ver no atual Pontificado de Sua Santidade, o gloriosamente reinante, Vigário de Cristo, Sucessor de Pedro, Sancte Pater Benedictus PP. XVI:

- Tu Es Petrus

- Gloria

- Alleluia do coro grego, mas em especial, o:

- Alleluia solene, antes do Santo Evangelho, esse sim faz arrepiar e chorar dada a beleza, de tão '”divino” que chega a ser, o primeiro é meio “eremita”, introspectivo.

- Credo (note-se o belo comentário do narrador, não se tecem mais comentários assim…)

- Oremus Pro Pontificem (eu tenho uma cisma de que Paulo VI tirou Bartolucci da Capella Sistina por isso... é meio estranha a explicação, um dia quem sabe eu diga...), cuja parte que o coro sobressai contra o chamado do Sumo Pontífice é a mais bela!

- Prefácio, sim, até o fim, por lembrar da grandeza da glória e da majestade de Deus, com o:

- Sanctus, que inclui a Consagração, até hoje baixo a cabeça durante a Elevação.

- Corona Aurea Super Caput Eius, na Loggia, belíssimo, outro de fazer chorar. Nossa Mãe! Agora percebi o tamanho da Mitra do Cardeal Diácono, à destra de Sua Santidade.

Papal Coronation - Coronación del Papa Juan XXIII (1)


"Tu Es Petrus", na Capela do Santíssimo Sacramento: 22:20 ~ 26:11

"Tu Es Petrus", no Altar da Confissão, após o último "Pater sancte, sic transit gloria mundi": 49:40 ~ 51:22

"Introito": 52:20

"Kyrie Eleison", de Palestrina, Missae Papae Marceli: 1:00:30 ~ 1:07:15

"Gloria": 1:07:25 ~ 1:12:56

"Alleluia" do coro do colégio grego: 1:28:30 ~ 1:30:10

"Alleluia" do Evangelho: 1:33:35 ~ 1:37:10

”’Pós-Evangelho’ em grego”: 1:43:40 ~1:44:22

"Credo": 1:45:30 ~ 1:54:40

”Tu Es Petrus”, usado, recentemente, por S. S. Bento XVI, recordem-se: 1:58:00 ~ fim do vídeo (cut)

Papal Coronation - Coronación del Papa Juan XXIII (2)


"Oremus Pro Pontificem": 3:50 ~ 7:00

”Sanctus”: 9:49 ~ 18:04

”Agnus Dei”: 20:40 ~ 26:40

“Communio”: 27:18 ~ 29:35

”Ite Missa Est”: 36:00 ~ 37:00

”Corona Aurea Super Caput Eius”, Moteto de Palestrina: 49:00 ~ 52:55.

Ah! E antes do Mons. Frisina, tem a Santa Missa no Santo Domingo de Páscoa, em 1939 (ou 1939? ou1941?), na Basílica de Nossa Senhora das Dores, em Chicago.


Peço que também Lha assistam por inteiro.

Aquilo que mais me instrospecta, perfurando “l’anima mia”:

Processio

Introito – Ressurexit

Kyrie Eleison, sem palavras para descrever.

Gloria

Sequentia – Victimae Paschalis Laudes, belíssimo, igualmente sem palavras

Alleluia

Credo, em especial ao chegar no “Et Unam Sancta Catholicam et Apostolicam Ecclesiam”, muito me faz emocionar-me, lembra-me da potência, da majestade –, e pelo tom –, sobretudo, da missão da Igreja no mundo: dentre outras tantas lembranças da Igreja que muito me fazem chorar. Daqui não tenho mais palavra alguma para expressar o que sinto, não tenho como revelar o que sinto ao coração por palavras: naquele Dia, vereis.

Regina Caeli, no Offertorium.

Prefácio, sempre tem de ter ele…

Sanctus, esse é magnífico, um próximo dele só aquele da Missa “in B minor”, de Bach, o link do download é esse: http://maisumadofalsario.blogspot.com/2007/05/1952-js-bach-missa-em-si-menor.html

Benedictus, como esse, só o da Missa de Requiem “in D minor”, de Mozart que, mesmo assim, não chega nem aos pés, por assim dizer.

Agnus Dei. Ah! E que se preste atenção como até o ósculoda paz expressa a hierarquia da Igreja, é a Paz do Cristo Ressurreto que emana d’Aquele que Tira o pecado do mundo.

Confiteor, belíssimo e, diferente do que estamos habituados a ouvir: eu particularmente gosto mais desse tom do que o do que ouvimos hoje…

”Finem”, não sei o nome (ainda…), mas é belíssimo, tem início quando o Padre põe-se a ler o Último Evangelho, especialmente quando aproxima-se do fim e aparece a imagem do Calvário, esplêndido!

Eis as partes mais belas:

”Processio”: 5:08 ~ 6:25

”Ressurexit”: 12:10 ~ 16:10

”Kyrie Eleison”: 16:10 ~ 19:45

”Gloria”: 19:45 ~ 25:30

”Victimae Paschalis Laudes et Alleluia”: 29:45 ~ 33:10

”Credo”: 36:45 ~ 47:45

”Regina Caeli, in Offertorium”: 49:20 ~ 53:10

”Sanctus”: 55:45 ~ 57:30

”Benedictus”: 58:45 ~ 1:01:10

”Agnus Dei”: 1:03:45 ~ 1:06:45

”Confiteor”: 1:07:35 ~ 1:08:40

”Pascha Nostrum”: 1:09:20 ~ 1:10:47

”Panis Angelicus”: 1:10:47 ~ 1:13:00

”Ab ‘Ite Missa Est’ ad finem”: 1:15:20 ~ finem.

“Benedicamus Domino. Alleluia!”

[Livro] Quando o nosso mundo se tornou cristão


Sob a indicação e comentários de amigos historiadores, descobri o livro Quando o nosso mundo se tornou cristão [312-394]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010  de VEYNE, Paul; é livro imperdível, e que por sua vez, está sendo solenemente ignorado nas universidades, em que pese a comprovada seriedade e erudição de seu autor. Acredita-se que uma das recusas ao livro seja pelo fato de o autor defender a sinceridade das convicções cristãs do Imperador Constantino e rejeitar a interpretação do dito imperador como um mero calculista.

O historiador e professor da UFES, Dr. Ricardo da Costa disse:
Após lê-lo (e ter sido convidado para proferir palestra no Rio em um evento monarquista) escrevi o texto da apresentação tendo-o como inspiração: http://www.ricardocosta.com/artigo/genese-da-monarquia-no-ocidente.

O prefácio está disponível em PDF na internet (link do prefácio AQUI).

Boa leitura!

O uso do chapéu - II


No artigo anterior, observamos o chapéu como símbolo de dignidade; analisamo-lo agora como expressão de boas maneiras e de como ele entrou em decadência antes de desaparecer.

Nelson R. Fragelli

“Quem é aquela senhora de chapéu?”, perguntou-me um amigo durante a Missa de Réquiem, celebrada na Paulaner Kirche, no centro de Viena. Era a assistente de um professor falecido. Seu chapéu de cor negra, circundado por uma faixa púrpura, realçava a dor pelo mestre perdido. As largas abas sombreavam delicadamente seu rosto, separando-a do ambiente para melhor recolher-se em sua dor. Naquela solenidade religiosa ela parecia aureolada pelo sofrimento. E sobre essa auréola de luto concentravam-se os olhares contristados.

A crescente igualdade entre os sexos — a chamada emancipação da mulher — retirou os chapéus dos semblantes femininos. É uma das muitas perdas destes tempos modernos, pois eles realçavam a dignidade feminina, dando a impressão de amparar sua delicadeza.

*       *       *

O chapéu chama a atenção de modo natural e irresistível, antes mesmo que a ele se possa associar um juízo estético-moral. De um modo natural, sim, pois ele está logo acima do rosto, parte do corpo — se não a mais visível — certamente a que mais se procura ver.

Em uma pessoa nada atrai mais o olhar do que o rosto; nele se conhece alguém, seus traços formam fisionomias e estas revelam o espírito e seus estados. Ele suscita respeito e nele não se toca a não ser com cuidado, se não com reverência. Ao sombreá-lo o chapéu se inclui neste ponto de mira dos olhares, modificando fisionomias, manifestando estados de espírito, acentuando a mentalidade, definindo um caráter. Enquanto peça de vestuário o chapéu foi excogitado para sombrear, mas na realidade quanta luz ele projeta sobre os atributos pessoais!


Tomemos como exemplo o chapéu eclesiástico clássico: na simplicidade de suas formas e na uniformidade de seu negrume ele irradia a seriedade do estado religioso, suscitando reverência. São Pio X o portava alvo como sua batina, e em sua despretensiosa simplicidade ele acentuava, na expressão sobrenatural do mais alto Hierarca deste mundo, sua imensa dignidade [foto ao lado]. Também o chapéu eclesiástico modesto e negro, portado por um humilde pároco de aldeia, “leva a discernir, através da aparência sensível, algo que de si não é sensível, mas espiritual” (segundo Plinio Corrêa de Oliveira). Deus está ali representado.

O juízo estético-moral suscitado se prende ao estilo do chapéu escolhido por quem o usa. Modesto? Pretensioso? De mau gosto? Dentre os modelos conhecidos, cada estilo tem um caráter próprio ligado à forma, tamanho, material, cor, ornamento. E o caráter do chapéu fala do caráter de quem o usa. Os estilos variam segundo as circunstâncias da vida civil. As necessidades do quotidiano, as festas, as ocasiões fúnebres ou de gala, etc. — fizeram surgir ao longo dos séculos modelos variadíssimos. E estes exprimem, do ponto de vista moral, a imagem que homens e senhoras quiseram dar de si ao ambiente frequentado. A profissão, o prestígio, a condição social, se espelhavam mais ou menos autenticamente pela forma do chapéu.

Sobretudo a partir do século XVII, os modelos passaram a refletir menos a origem e a dignidade dos que o usavam, e bem mais uma concepção político-social da sociedade ditada pela moda.

*       *       *

A cartola dominou a moda masculina no século XIX

Exemplifiquemos com o chapéu de abas largas, encimado por uma pluma [foto ao lado], tal como o modelo usado pelos Três Mosqueteiros e outros dignitários do Ancien Régime. As abas sugeriam proteção e generosidade; a pluma, levemente subindo às alturas, elegante em seus movimentos, trazia ao espírito a mobilidade de pensamento e ideais transcendentes, próprios ao cavalheirismo dos tempos. O tom de uma conversa entre cavalheiros era percebido pelo movimento das plumas, ora oscilantes e nervosas, ora imóveis e como que reflexivas. Quando senhoras se apresentavam, os homens tiravam os chapéus, e as plumas em circunvoluções harmônicas davam a nota e a medida da cortesia segundo o padrão social das senhoras. O chapéu era um dos elementos de expressão das boas maneiras. Regras determinavam as circunstâncias e os modos de descobrir-se em sociedade, honrando a cada um segundo sua posição.

*       *       *

A Revolução Francesa adotou estilos ao gosto da filosofia iluminista, igualitária e utilitária. Seu modelo [foto abaixo] continha uma renúncia ao esplendor. Ele figurava a brutal ruptura com o passado. A ausência de abas deixava patente o confinamento das idéias e a revolta contra as regras seculares de bom gosto. Em vez de plumas, um feixe de cereais significava a primazia do útil sobre o maravilhoso. Sob tais símbolos, cabeças em efervescência infernal mandaram outras ao cadafalso, fazendo com que tantas delas, impávidas e elegantes como as plumas de seus chapéus, rolassem implacavelmente sob a fria lâmina da guilhotina.

Durante a Revolução Francesa apareceram os primeiros chapéus de copa alta e abas reduzidas [foto ao lado]. Eram inspirados no “povo”, em nome de quem se fazia a Revolução, e foram os precursores da cartola, que dominaria a moda masculina no século XIX. Na França havia terminado a douceur de vivre — a cartola e o traje de quem a portava, geralmente de cor negra, exprimiam essa tristeza. Embora tivessem, políticos e embaixadores, nobres e industriais que assim trajavam a aparência sombria de agentes funerários, a cartola conservava ainda elegância e gravidade. Sua copa, elevada, exigia movimentos solenes e compassados. A altura da cartola é majestosa e os reflexos de sua seda chegavam quase a substituir os movimentos ligeiros das plumas de outrora. Mas nelas já não estava presente a flexibilidade, substituída pela altura cilíndrica e hirta. Da pluma ao cilindro passou-se da elegância do Ancien Régime à objetividade geométrica do século industrial.

*       *       *

Os homens deixaram quase totalmente as cartolas e as mulheres seus belos chapéus. “Não têm utilidade”, “passaram de moda”, “não têm mais lugar na vida moderna”— é a cantilena ouvida, ao se falar de chapéus. Em nome da funcionalidade nem se nota a perda em dignidade trazida pelo desaparecimento dos chapéus. Teriam ficado ocas as cabeças?