El secretario de la Pontificia Academia de Teología considera necesario que el Papa aclare los puntos oscuros del Vaticano II

El secretario de la Pontificia Academia de Teología y director de la revista de Teología Divinitas, monseñor Brunero Gherardini (en la foto), ha pedido recientemente al Santo Padre Benedicto XVI que clarifique definitivamente los aspectos oscuros del Sínodo Vaticano II. La tesis la desarrolla en su último libro Concilio Vaticano II: Una discusión abierta, prologado por el arzobispo Malcom Ranjith, antiguo secretario de la Congregación para el Culto Divino. En él afirma que el Santo Padre debería hacer uso del ejercicio vigilante y responsable de su ministerio como Sucesor de Pedro. Gherardini afirma que el espíritu sobrenatural está presente en el Concilio Vaticano II, gracias a su profesión de Fe de las grandes verdades teológicas; no obstante aboga por una clarificación definitiva de todos los contenidos del Concilio. La voz del que es uno de los canónigos de la Basílica del Vaticano en Roma, se une a otras de reconocido prestigio que pululan por el orbe católico y que se están levantado cada vez con más fuerza en este sentido.De hecho, monseñor Gherardini propone una acción papal que iría en la línea del omnia reparare (repararlo todo) y que podría ser realizada "por medio de un gran documento magisterial que sería recordado por la Historia como un signo y un testimonio del ejercicio vigilante y responsable de su ministerio como sucesor de Pedro".


Y se despacha a gusto en relación al Sínodo ecuménico: "Si alguien me preguntase si el modernismo finalmente entró en la misma estructura de los documentos del Concilio, al punto de que los mismos padres estuvieran infectados por él, mi respuesta sería sí y no. No, porque el espíritu sobrenatural no está ausente del Concilio, gracias a su abierta profesión de fe en la Trinidad, en la Encarnación, en la redención universal del Logos, junto con la profunda convicción del llamado universal a la santidad, la aceptación y la fe en el efecto santificador de los sacramentos, su consideración particularmente elevada del culto litúrgico y eucarístico, el rol santificador de la Iglesia y una devoción teológicamente nutrida a María. Pero mi respuesta es también sí, porque pueden encontrarse ideas modernistas en varios documentos del Concilio, notablemente en Gaudium et Spes, y porque un grupo de pocos pero prominentes padres conciliares eran abiertamente favorables a los antiguos y a los nuevos modernistas. Ellos deseaban tener una Iglesia en peregrinación hacia la Verdad, como cualquier otro peregrino, un amigo y un aliado de todo investigador, aprobando incluso en el área de los estudios sacros, la misma metodología crítica aplicable a las demás ciencias. En breve, su Iglesia era un tipo de laboratorio de investigación, en lugar de ser una dispensadora de Verdades de lo alto".


fonte:sector católico

Carta aberta a Dom Fellay

Excelência Reverendíssima,

Não sei se esta “carta aberta” algum dia chegará a suas mãos. Eu a confio aos anjos, a fim de que eles a entreguem pessoalmente. Em outra ocasião eu já havia escrito um artigo tendo em mente a vossa Fraternidade; publiquei-o neste blog (foi meu primeiro post), e ele chegou milagrosamente ao destino: foi resumido pelos seus sites e definido “muito interessante”.
Desta vez me dirijo a V. Exa. porque sei que estão em curso os preparativos dos colóquios doutrinais com a Santa Sé, há muito solicitado por vós e finalmente, com a remissão da excomunhão, estabelecidos pelo Papa Bento XVI. Ao que me parece, V. Exa. já esteve em Roma para travar os primeiros contatos com a Congregação para a Doutrina da Fé.

Pessoalmente, sempre fui do parecer que não há necessidade de “colóquios” para a readmissão na comunhão da Igreja católica. A única coisa necessária, a meu ver, deveria ser a profissão de fé prevista pelos sagrados cânones. Uma vez que condividimos a mesma fé, deveremos estar em plena comunhão. Sobre o resto, que não está contido na profissão de fé, sustento que seja sempre possível discutir livremente, mas estando dentro, não fora da Igreja. A aceitação do Concílio, que se autodefiniu “pastoral”, não deveria, julgo eu, ser uma condição para a readmissão na comunhão eclesiástica. Estou de acordo que seja urgentíssima uma reflexão sobre o valor e a interpretação do Vaticano II; mas não me parece que isto deva ser objeto de uma tratativa entre a Santa Sé e a Fraternidade de São Pio X; parece-me sobretudo um problema que diz respeito à Igreja inteira. É por este motivo que propus muitas vezes neste blog que o próximo Sínodo dos Bispos seja dedicado à interpretação do Concílio.

Mas assim o é: ao que parece, seja da vossa parte, seja da parte da Sé Apostólica um esclarecimento sobre o Vaticano II é considerado como uma condição prévia para qualquer outro tipo de acordo. Daí a necessidade de “colóquios doutrinais”. Assim, visto que tais colóquios se darão, permita-me dar-lhe uns conselhos. Não porque presuma saber mais que V. Exa., mas somente para exprimir-lhe, em espírito de fraterna caridade, o que sinto neste momento delicado.

Antes de qualquer coisa, quando vier a Roma para discutir com a CDF, não venha nas vestes daquele que contesta tudo ou, pior, refuta o Concílio. Isto significaria a falência imediata de qualquer diálogo. Venha sobretudo como alguém que aceita o Vaticano II por aquilo que ele quis ser, e efetivamente foi, isto é, um concílio pastoral. Diga ao Cardeal Levada que a única coisa que vós rejeitais – e sobre isto estamos de acordo – é a absolutização e a ideologização do Concílio, não o Concílio enquanto tal. Diga-lhe que vós encontrais nos documentos do Vaticano II alguns textos ambíguos. Também neste ponto, o Cardeal Levada deverá concordar com V. Exa. O próprio Paulo VI achou ambíguo o tratamento da colegialidade episcopal feito pela Lumen gentium, tanto é verdade que sentiu necessidade de incluir naquela constituição uma “nota praevia”. Acrescente que, havendo ambiguidades nos textos conciliares, faz-se necessária uma obra de interpretação. Mas, por favor, não se apresente com a pretensão de ser V. Exa. a dar uma interpretação autêntica das passagens mais obscuras. Algo já foi feito (a mencionada “nota praevia”;a explicação do significado da expressão “subsistit in”), mas muito ainda resta a se fazer. O critério geral de tal interpretação já foi indicado por Bento XVI no discurso à Cúria Romana em 22 de dezembro de 2005: a hermenêutica da reforma em contraposição à hermenêutica da descontinuidade e da ruptura. E diga-lhe que vós, sobre isto, não apenas estais plenamente de acordo com o Santo Padre, mas desejais colocar-vos à sua completa disposição para ajudá-lo nesta obra de releitura do Concílio na corrente da ininterrupta tradição da Igreja.
Excelência Reverendíssima, estou seguro de que sobre o que escrevi até agora V. Exa. esteja de acordo até certa medida. Assim me parece pelo que percebo do tom de suas últimas intervenções, muito mais conciliadoras e abertas do que as de um tempo atrás. Mas sei também que se deve contar, no seio da Fraternidade, com posições mais maximalistas, que o advertem contra ser muito acessível nas relações com a Santa Sé. No meu modesto parecer, V. Exa. deveria fazer estes seus confrades perceberem que nada há a ganhar, neste momento, com o endurecimento sobre posições intransigentes. O Santo Padre já deu muitos passos em vossa direção; agora cabe a vós dar alguns passos em direção a ele.

Isto não significa ceder em vossos princípios; porque, se verdadeiramente tendes no coração o bem da Igreja, não há melhor lugar, para fazer valer estes princípios, que a própria Igreja. Permanecendo fora dela, vós deixaríeis a Igreja à mercê daquelas forças destrutivas que pouco a pouco estão levando-a ao colapso. Uma vez que vós continueis a refutar o Concílio, estas forças terão um bom pretexto para dizer: “Vedes? Eles estão fora da Igreja, porque rejeitam o Concílio; nós somos a verdadeira Igreja, porque aceitamos, defendemos e implementamos o Concílio”. Se também vós aceitásseis o Concílio, seriam surpreendidos; e num certo ponto se revelará quem é verdadeiramente católico e que não o é; quem interpreta o Concílio à luz da tradição e quem o interpreta ideologicamente, apelando a um pretenso “espírito” dele.

Isto não significaria de forma alguma trair a herança do Arcebispo Lefebvre. V. Exa. sabe melhor do que eu que o vosso Fundador participou do Concílio, dando uma notável contribuição para as discussões e para a elaboração dos seus documentos, que aprovou e assinou na sua totalidade. Como pode? Não se dava conta das ambiguidades neles contidas? Evidentemente esperava que se lhe pudesse dar uma interpretação ortodoxa. Foi somente quando viu que a interpretação e a aplicação do Concílio tornara-se monopólio dos modernistas que endureceu suas posições. Estou convencido de que, se tivesse visto que havia espaço na Igreja para continuar as suas batalhas no interior, não teria jamais chegado à ruptura com a Sé Apostólica. Agora que este espaço existe, e é o próprio Sumo Pontífice a oferecê-lo, me pareceria obtuso não desfrutar desta ocasião irrepetível. Trata-se de escolher permanecer no seio da Igreja e a partir dali desempenhar um papel, certamente difícil, mas precioso para a salvaguarda da tradição e para revitalização da própria Igreja; ou então preferir permanecer à margem ou ainda fora da Igreja, com o risco de transformar-se no ramo separado da videira, destinado a secar.

Excelência, perdoe-me se me permiti intervir sobre estas delicadas questões. Posso assegurar-lhe que, de minha parte, não há qualquer pretensão ou interesse, há apenas o desejo de ver o restabelecimento da plena comunhão na Igreja. A Igreja tem necessidade de vós e vós tendes necessidade da Igreja.

Aproveito a ocasião para confirmar-me, com sentimentos de distintos obséquios, de Vossa Excelência Reverendíssima

dev.mo

Pe. Giovanni Scalese, CRSP

Missionário Barnabita na Ásia

Fonte: Querculanus (blog do Padre Scalese)

Tradução: OBLATVS

Ano Sacerdotal se dirige também aos sacerdotes que abandonaram ministério

Assegura o cardeal Tarcisio Bertone

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 27 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O Ano Sacerdotal é uma iniciativa com a qual Bento XVI quer que a Igreja volte a entrar em contato também com sacerdotes que abandonaram o ministério. Assim confirma o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, em uma entrevista publicada esta semana pela edição italiana de L’Osservatore Romano, na qual o prelado revela inclusive como surgiu a ideia de convocar esta iniciativa.

“Lembro que, após o sínodo sobre a Palavra de Deus, na mesa do Papa havia uma proposta, já apresentada antes, de convocar o ano da oração, que em si estava bem unida à reflexão sobre a Palavra de Deus”, comenta.

No entanto, “os 150 anos da morte do Cura de Ars e a emergência dos problemas que afetaram tantos sacerdotes levaram Bento XVI a promulgar o Ano Sacerdotal”, revela.

Com esta iniciativa, afirma seu colaborador mais próximo, o Papa quer mostrar “uma atenção especial aos sacerdotes, às vocações sacerdotais” e promover “em todo o povo de Deus um movimento de crescente afeto e proximidade dos ministros ordenados”.

“O Ano Sacerdotal está suscitando um grande entusiasmo em todas as igrejas locais e um movimento extraordinário de oração, de fraternidade para com os sacerdotes e entre eles mesmos, além de promover a pastoral vocacional.”

“Além disso, está se robustecendo o tecido do diálogo, às vezes difícil, entre bispos e sacerdotes, e está crescendo uma especial atenção a favor de sacerdotes que foram reduzidos a uma condição marginal na ação pastoral.”

O cardeal Bertone afirma que este ano procura também “uma retomada de contato, de ajuda fraterna e, se possível, de voltar a unir-se com os sacerdotes que, por diferentes motivos, abandonaram o exercício do ministério”.

“Os santos sacerdotes que povoaram a história da Igreja não deixarão de proteger e de apoiar o caminho de renovação proposto por Bento XVI”, conclui.

Expiação e Reparação

Diante de um tempo de tantos sacrilégios e profanações, nós católicos devemos nos erguer em reparação e expiação pelos pecadores.
Salvar Almas! Salvar almas! Salvar Almas!

Devemos sempre, antes de gritar os erros e lamentá-los, reparar, expiar.
Rezar mais que murmurar. Ensinar os simples mais que debater com quem não quer ouvir.

Que a Virgem nos ensine a silenciar e amar.

Laus DEO!