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O Sacramento da Confissão

Papa Francisco atende confissão de jovens na JMJ no Rio 2013


O Sacramento da Confissão

Porque devemos nos confessar.

Deus, no seu amor paternal, deseja que todos os pecadores voltem para junto dele. Ele quer que nos afastemos dos nossos pecados, que nos convertamos a ele, nosso supremo Senhor e fim eterno. Jesus Cristo nos diz no Evangelho: “Fazei penitência, pois o Reino dos Céus está perto.” (Mat. IV,17).
Mas para nos ajudar a fazer a penitência, Deus nos dá uma virtude especial para que tenhamos forças para nos arrependermos de nossos pecados. Essa força especial é a Virtude de Penitência.
Pela virtude de Penitência, que Deus coloca no nosso coração, Ele nos leva a reconhecer toda Sua bondade, toda Sua santidade e como nós O ofendemos e O deixamos triste quando cometemos nossos pecados. Só mesmo conhecendo a Santidade, a Justiça e o Amor de Deus é que podemos reconhecer como nossos pecados ofendem a Deus.
Deus quer que tenhamos grande arrependimento por nossos pecados. 
O que quer dizer “se arrepender”? 
Arrepender-se quer dizer não querer de maneira nenhuma continuar com a alma manchada pelo pecado, sentir uma dor profunda por ter traído a bondade de Deus, ter ofendido e entristecido a Deus, que nos ama tanto. 
Na nossa família nós temos um bom exemplo do que é o arrependimento, quando deixamos nossos pais tristes e ofendidos. Logo vem aquela dor, aquela vergonha e, ao mesmo tempo, a certeza de que eles vão nos perdoar, se pedirmos desculpas, porque sabemos que eles nos amam muito. Com Deus também acontece assim. Com essa diferença: o arrependimento dos nossos pecados nos abre novamente as portas do Paraíso, nos devolve a amizade com nosso Deus, que morreu na Cruz para nos salvar.
Mas se não tivermos o arrependimento, será que Deus nos perdoará dos nossos pecados? É fácil perceber que sem um sincero arrependimento, Deus não pode nos perdoar.
Há vários tipos de arrependimento pelo pecado:
Arrependimento humano: estamos arrependidos porque temos medo do castigo que receberemos de nossos pais. Esse arrependimento humano nada adianta para o perdão dos pecados.
Arrependimento imperfeito: chama-se também contrição imperfeita ou atrição – estamos arrependidos porque temos medo do castigo de Deus.
Arrependimento perfeito: chama-se também contrição perfeita – estamos arrependidos não mais por causa do castigo dos pais ou de Deus, mas porque ofendemos a Deus, traímos o amor de Deus, nosso Pai tão bom e amoroso, nosso Redentor e Salvador. Esta dor é chamada perfeita porque vem do amor que sentimos por Deus. É essa contrição perfeita que nós manifestamos quando rezamos o Ato de Contrição. Devemos saber de cor o Ato de Contrição para rezá-lo no confessionário e também em todos os momentos de tentação e perigo de nossa vida.
Meu Deus, eu tenho muita pena de ter pecado, pois ofendi a Vós, meu sumo Bem, e mereci os castigos de Vossa justiça. Perdoai-me, Senhor, não quero mais pecar”.
Existe um Ato de Contrição mais bonito e mais completo:
«Senhor meu Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, criador e redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me Senhor, de todo o meu coração de Vos ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.»
Porém, só o arrependimento não basta! É preciso que ele seja acompanhado pelo bom propósito. O que é o propósito?
É a vontade firme e sincera de não mais cometer aquele pecado.
Se tivermos a contrição perfeita e o firme propósito de não mais pecar, devemos esperar com toda confiança o perdão de Deus. Ele é infinitamente misericordioso, chegando até a enviar seu Filho, o Verbo Encarnado, Jesus Cristo, para morrer pagando nossos pecados. 
Essa virtude de Penitência não serve apenas para que nasça em nosso coração o arrependimento e a dor por ter pecado. Ela nos ajuda ainda a realizar certos atos exteriores, as obras de penitência, que servem para diminuir a pena do Purgatório, que teremos de pagar antes de irmos para o Céu; serve para dominar nossas más inclinações, nossos defeitos dominantes; e, também, para nos fortificar no bem.
São obras de penitência: rezar, jejuar, dar esmolas, suportar com paciência os sofrimentos e contrariedades, aceitar os incômodos da vida. A melhor obra de penitência é receber o Sacramento da Penitência, que é a Confissão.

A Tentação, o Pecado e o Sacramento da Confissão

Deus quer que a nossa vida aqui na Terra seja um tempo de provação, para podermos alcançar a glória do Paraíso, não somente como um presente mas também como prêmio pela vitória. Por isso Ele permite que sejamos tentados e mesmo que, por nossa fraqueza, façamos pecados, pondo assim em risco a nossa Salvação Eterna.
A Tentação
Quando Jesus foi tentado no deserto, levou-o o demônio a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória e disse-lhe: “— Tudo isso lhe darei se, prostrado em terra, me adorares. Respondeu-lhe Jesus: Afasta-te Satanás! Pois está escrito: adorarás ao Senhor teu Deus e só a Ele servirás. Então o demônio o deixou e eis que vieram os anjos e O serviram.” (S. Mateus, IV, 8-11).
Enquanto vivermos na Terra estaremos sujeitos à tentação. O demônio emprega toda sua astúcia e maldade para fazer com que pequemos e nos condenemos para sempre.
Deus permite a tentação. Ele quer nossa vitória, mas ao mesmo tempo Ele quer que nós saibamos reconhecer nossa fraqueza ficando humildes: a luta deve também nos fortificar para que nossa recompensa seja, um dia, ainda maior.
Deus nos ajuda na tentação. Ele é fiel: se Ele permite que sejamos tentados, Ele também nos dá as graças para vencer a tentação. Deus está sempre do nosso lado.
Como fazer quando somos tentados?
Devemos resistir imediatamente à tentação e invocar o auxílio de Deus. Às vezes bastará uma oração jaculatória ou o Sinal da Cruz. Muitas vezes o melhor é não fazer caso da tentação, ocupar-se com alguma outra coisa e acabar esquecendo o pecado. Devemos evitar as más companhias que podem nos conduzir à ocasiões de pecado.
Sentir uma tentação é pecar?
Não. Só haverá pecado se nós consentirmos na tentação, ou seja, se nós aceitarmos o pecado que a tentação propõe. Mas já é pecado se nos expormos à tentação ou não a combatermos com fervor.
Para a minha vida: Na tentação direi: Nunca, Jamais! e rezarei: Senhor, ajudai-me!
A tristeza e o abatimento são os maiores aliados da fraqueza e do mal. Por isso sejam sempre alegres.
Os Santos nos ensinam:
“Quem não é tentado não é provado: quem não é provado não progride” (Sto. Agostinho).
“Quanto mais se luta, mais se demonstra o amor a Deus” (Sta. Tereza D’Ávila).
“Se nos deixarmos levar pela mão de Deus, venceremos o demônio: se combatermos sozinhos, seremos vencidos” (Sto. Agostinho).

O Pecado

Muitas vezes não damos ouvidos aos conselhos de Deus, mas consentimos na tentação. Pecamos contra Deus, Sua vontade e Sua ordem. Desobedecemos à Lei de Deus com consciência, querendo fazer o pecado.
O pecado pode ser mortal ou venial. 
O Pecado Mortal – O pecado mortal é um pecado sobre matéria grave, onde desobedecemos os mandamentos de Deus ou da Igreja. Para ser mortal, deve haver matéria grave e vontade firme de pecar.
O que quer dizer matéria grave? Vamos dar um exemplo. Todos sabem que roubar é pecado. Se você rouba uma bala de um amigo da escola, a matéria do pecado é leve, é muito pouca coisa. Se você rouba um saco de balas ou a carteira de dinheiro, a matéria do pecado é grave.
O que quer dizer vontade firme? Dizemos também: ter pleno consentimento do pecado. Ou seja, você sabe perfeitamente que aquilo é pecado, você poderia recusar, mas você faz assim mesmo. Todas as vezes que fazemos algo contra os dez mandamentos da Lei de Deus e contra os cinco mandamentos da Igreja, em que há matéria grave e pleno consentimento, cometemos pecado mortal.
O pecado mortal é uma grave injúria que se faz a Deus. Com o pecado mortal o homem se rebela contra seu Criador e Senhor. Deste modo, ofende a Deus, Santidade infinita, e retribui com a mais vergonhosa ingratidão ao amor de seu bondoso Pai e de seu Redentor crucificado.
O pecado mortal é, ao mesmo tempo, uma terrível desgraça para o homem: rouba-lhe a vida da graça e a amizade de Deus: ele perde todos os méritos que já tinha ganho; passa a merecer a condenação eterna do inferno e os castigos temporais. Enquanto o pecador não se arrepender, estará morto para o Céu.
“É impossível que venha a cometer um pecado mortal o homem que reza com verdadeiro fervor e continuamente invoca a Deus“ (S. João Crisóstomo).

O Pecado Venial - É o pecado que não nos afasta inteiramente de Deus, mostra certa negligência do nosso amor e serviço de Deus, mas não chega a ser uma grave traição. Esses pecados podem ser perdoados sem a Confissão, bastando rezar um Ato de Contrição, pedir sinceramente perdão a Deus e não querer fazer mais aquilo. Deus perdoa assim o pecado venial. Eles não acarretam a morte eterna e o inferno, mas não deixa de ferir nossas almas e aumentar o tempo do Purgatório.

Comete-se pecado venial quando se peca em matéria menos grave, como por exemplo o que vimos do roubo de bala. Podemos cometer pecado venial também por falta de vontade firme de não pecar.
Por isso, a grande importância da Confissão freqüente. Mesmo que estejamos arrependidos de ter feito algo que consideramos errado, o melhor que temos a fazer é  nos confessarmos. Na Confissão, o Padre poderá esclarecer todas as nossas dúvidas, e certamente ficaremos mais tranqüilos e felizes por recebermos a Santa Comunhão e vivermos em constante estado de graça.
Mas não é porque o pecado venial seja leve que podemos viver pecando assim. Todo pecado, mesmo venial, é uma ingratidão para com nosso Pai Celeste. Devemos nos esforçar para evitar também os pecados veniais. Além disso eles nos prejudicam, principalmente quando os cometemos deliberadamente. Perdemos por causa deles muitas graças e diminui em nós o amor de Deus e o gosto pelo Bem. E, depois, com a alma enfraquecida com muitos pecados veniais, logo virão pecados mortais. Como todo pecado, o pecado venial nos traz penas temporais que teremos de pagar ou com nossos sofrimentos aqui na Terra ou com muito sofrimento no Purgatório.
Para minha vida: Quando, na tentação, me vier um pensamento assim: ... afinal, isso não passa de um pecado venial, responderei a mim mesmo: o Divino Salvador na Cruz teve de sofrer também pelos pecados veniais.
O Sacramento da Confissão

1) A Instituição do Sacramento da Penitência

Na tarde do dia da Ressurreição, apareceu Jesus aos Apóstolos e lhes disse: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim envio-vos eu. Depois destas palavras soprou sobre eles e disse:Recebei o Espírito Santo. A quem perdoares os pecados, lhes serão perdoados, e a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Evangelho de São João, Cap. XX, 19-23).
Jesus Cristo, no seu amor, vem em auxílio do pecador por meio de um Sacramento especial. Durante sua vida terrena, perdoou aos pecadores arrependidos, e na Cruz expiou a culpa de toda a humanidade. No dia da sua Ressurreição, deu aos Apóstolos e aos seus sucessores no sacerdócio, o poder de perdoar os pecados em seu nome. Instituiu assim o Sacramento da Confissão ou Penitência e o confiou à sua Igreja.

2) Quando devemos nos Confessar

Devem receber o Sacramento da Penitência todos aqueles que cometeram algum pecado mortal depois do Batismo. Não há obrigação de confessar os pecados veniais, pois estes podem ser perdoados também de outros modos, como fazendo um Ato de Contrição perfeito, rezando devotamente um Confiteor, fazendo uma boa ação por amor a Deus. Mas é muito útil confessarmos também deles, pois na Confissão Jesus Cristo vem em nosso auxílio por meio de abundantes graças próprias deste Sacramento, por exemplo, forças especiais para não pecar novamente. É, pois, muito útil confessar regularmente, mesmo os pecados veniais.
Além de confessar os pecados mortais e os pecados veniais, a Confissão também serve para expor uma dúvida que esteja nos afligindo, para pedir um conselho ao Padre, para pedir uma explicação. Essas coisas podem ser ditas em outra hora, mas o confessionário ajuda a conversar sobre a vida espiritual e moral.
3) A Forma e a Matéria da Confissão
Jesus Cristo ordenou que no Sacramento da Confissão, os pecados fossem perdoados ou retidos, ou seja, não perdoados ou deixados para uma próxima Confissão. Cabe ao Padre julgar, como juiz que ele é, se há verdadeiro arrependimento. Como o Padre não pode adivinhar os nossos pecados, nós devemos confessá-los, ou seja, declará-los, dizê-los claramente, sem esconder nenhum deles. Os nossos pecados assim ditos diante do Padre constitui a matéria do Sacramento da Confissão.
Depois que confessamos, arrependidos, os nossos pecados, o Padre nos absolve com as palavras da forma do Sacramento: Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Vemos assim que é preciso três coisas principais neste Sacramento: a matéria (os pecados confessados), a forma (absolvição pelo Padre) e o arrependimento.
4) Os efeitos da Confissão
Quando o Sacerdote nos absolve, Jesus Cristo, nosso Redentor, nos perdoa todos nos nossos pecados. Nós, que estávamos afastados de Deus pelo pecado, somos reconciliados com o Pai Celeste, pelo perdão do pecado e da pena eterna. A Confissão nos restitui, nos devolve a graça santificante, a amizade de Deus, bem como os méritos que perdemos por causa do pecado. A Confissão nos traz muitas forças para não mais pecar.
A pena eterna nos é perdoada. O que isso quer dizer?
Quando cometemos um pecado mortal, ficamos sujeitos a dois tipos de castigo:
a pena eterna, que é a condenação ao inferno, onde nunca se vê a Deus e onde se sente ódio de Deus, de si mesmo e de todos;
a pena temporal, que é o sofrimento do fogo que queima as almas do inferno.
Quando nos arrependemos do pecado e recebemos a absolvição, somos imediatamente perdoados da pena eterna, ou seja, não vamos mais para o inferno. Mas continuamos sujeitos à pena temporal, ao fogo. Para pagar esta pena temporal e poder entrar no Céu perfeitamente puras, as almas passam pelo Purgatório. Lá elas sofrem muito, sofrem também no fogo, mas este sofrimento tem a consolação de se saber que em breve estarão no Céu, na Felicidade Eterna, vendo a Deus face a face e podendo amá-lo e adorá-lo eternamente. Mas as almas do Purgatório sofrem muito. Por isso devemos rezar muito por elas, pedindo a Deus, à Nossa Senhora, à São Miguel Arcanjo, que levem estas almas sofredoras para o Céu.
Mas Deus nos ajuda também para diminuir o tempo que devemos passar no Purgatório. Como?
Ele permite que nós tenhamos muitos sofrimentos aqui na Terra. Quando somos católicos e conhecemos todas estas coisas que estamos estudando, aprendemos a oferecer estes sofrimentos a Jesus, em vez de ficarmos reclamando e praguejando contra Deus.
Nossas orações também servem para diminuir nossa pena temporal. Por isso, na Confissão, o Padre nos dá a penitência. Esta oração, ou a obra que o Padre nos manda fazer (jejum, esmola, sacrifício) serve para diminuir nossa pena temporal. Por isso, em vez de desejarmos penitências pequenas e rápidas, devemos nos alegrar quando o Padre nos pede algo que devemos fazer com algum esforço, pois estaremos diminuindo mais a nossa pena temporal.
5) Como devemos nos Confessar
Exame de consciência. Devemos rezar ao Divino Espírito Santo para que Ele nos ilumine sobre nossos próprios pecados. Refletimos, procuramos nos lembrar de todos os pecados que cometemos desde a última Confissão. Podemos ter ofendido a Deus por pensamentos, por atos pecaminosos, por omissões no nosso dever.
Devemos nos lembrar do pecado, mas também do número de vezes que o cometemos e de alguma coisa que possa ter agravado ou diminuído a gravidade do pecado. Tudo isso devemos dizer ao Padre.
Quando já sabemos mais ou menos o que vamos dizer ao Padre, nos aproximamos do confessionário com respeito e recolhimento. Muitas crianças não entendem bem que a Confissão é uma cerimônia religiosa, um rito, e não uma conversa com o Padre. Estamos ali diante de Deus.
Pedimos a benção ao Padre, dizemos quando foi nossa última Confissão, e dizemos todos os pecados, uma após o outro, com o número e algum detalhe importante, sem alongar muito os detalhes que nos levaram a cometer o pecado. Se for necessário algum detalhe a mais, o Padre perguntará. Não podemos esconder nenhum pecado grave, pois isso tornaria a Confissão inválida e estaríamos abusando da bondade de Deus. Muitas pessoas, por vergonha, escondem algum pecado. O Padre, que não pode adivinhar, dá a absolvição, mas Deus não perdoa uma alma mentirosa. Depois aquela pessoa vai para a Missa e ainda comunga, cometendo o pecado de sacrilégio. Tenhamos sempre sinceridade nas nossas confissões.
Quando terminamos de confessar, ouvimos os conselhos do Padre. Sempre aprendemos alguma coisa boa para nossa alma nesta hora. Prestemos muita atenção! E procuremos agir segundo estes conselhos, principalmente quando se trata de reparar algum mal causado aos outros, como pedir desculpas a alguém, devolver algo roubado, etc. O Padre, nesta hora, nos dará a penitência, que rezaremos assim que possível, de preferência logo após a Confissão, em união à Paixão de Nosso Senhor. Depois, ele nos manda rezar o Ato de Contrição. Enquanto rezamos, ele nos dá a absolvição, que termina com esta bela oração:
«Que a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, os méritos da bem-aventurada Virgem Maria e de todos os Santos, e tudo o que tiverdes feito de bom e suportado de mal, vos seja aplicado para a remissão dos pecados, aumento das graças e para a recompensa da vida eterna. Amém.»
Que Deus não permita que nos afastemos algum dia da prática da Confissão regular, meio seguro de alcançar a salvação eterna!

Fonte: Capela.org

Papa Francisco: "A Missa Antiga é intocável!" [texto traduzido]

Texto da entrevista traduzido: 


Papa Francisco e o Latim: Na missa antiga não se toca! O Papa Jesuíta pôs-se contra a proposta feita pelos bispos da Puglia que pediam-lhe que retirasse o moto próprio de Ratzinger. Bergoglio disse não, pois precisamos das coisas novas mas também das antigas. Quem pensava que com a chegada ao trono de Pedro do Jesuíta sul-americano Jorge Mario Bergoglio a missa em latim na sua forma extraordinária fosse arquivada para sempre calcularam mal. O moto próprio de Ratzinger de 2007, a Summorum Pontificum, não será alterada e o missal de 1962 de João XXIII (e que aliás, é a última versão daquele tridentino do Papa santo Pio V) foi salvo. Aquele rito com o celebrante virado para Deus e não para o povo, com a balaustrada separando o banco dos fieis do presbitério, não é uma antigualha, um restolho a ser enviado a um museu para ficar empoeirando-se. Foi o próprio pontífice reinante a dizê-lo, ao receber há dias no Palácio Apostólico a delegação dos bispos da região da Puglia vindos à Roma para a visita “ad limina apostolorum”, como feito por todo episcopado mundial a cada cinco anos. Como escreveu em seu blog o vaticanista Sandro Magister, os bispos puglineses foram bem loquazes, tanto com o clero como com os jornalistas. Na semana passada, o chefe da diocese de Molfetta, Luigi Martella, relatou como Francisco prontamente afirmou dentro do ano da encíclica sobre a fé que Bento XVI estaria levando a termo na tranquilidade do monastério Mater Ecclesiae, imediatamente acrescentando que Bergoglio já estava pensando em sua segunda carta pastoral, dedicada à pobreza e intitulada “Beati pauperes”. Declarações que levaram a Santa Sé a desmentir, retificar e esclarecer, com o padre Frederico Lombardi que convidava a pensar “uma encíclica por vez”. Em seguida tocou ao bispo de Conversano e Monopoli, Domenico Padovano, que ao clero de sua diocese relatou como prioridade dos bispos da região do Tavoliere, seja aquela de explicar ao Papa que a missa no rito antigo está criando grandes divisões no interior da Igreja. Mensagem implícita: o Summorum Pontificum deve ser cancelado, ou pelo menos fortemente limitado. Mas Francisco disse não. Monsenhor Padovano continua seu relato, explicando que Francisco respondeu-lhes que deviam vigiar os extremistas de certos grupos tradicionalistas, mas sugerindo além disso de conservarem o tesouro da tradição e de criarem os presssupostos para que esta possa conviver com a inovação. A tal propósito, como escreve Magister, Bergoglio teria também relatado as pressões sofridas por ele após sua eleição para trocar o Mestre do Cerimonial litúrgico, Guido Marini, descrito ao Papa como um tradicionalista que iria ser restituído à Genova, cidade que em 2007 ele deixou de má vontade obedecendo à vontade de Bento XVI que o queria em Roma. Também neste caso, Francisco opôs sua recusa a qualquer troca no cargo do cerimonial. E o fez “para fazer valer sua formação tradicional” consentindo ao moderado e pouco protagonista Marini de “prevalecer-se da minha formação mais emancipada”. A diferença cultural é total, o jesuíta que por tradição inaciana “nec rubricat nec cantat” encontra-se improvisamente catapultado para uma realidade em que nestes últimos oito anos estavam paciente e lentamente recuperando elementos litúrgicos abandonados nos últimos trinta-quarenta anos, justificando assim coisas que via no Concílio uma ruptura, também no campo litúrgico. O fio condutor das cerimônias beneditinas podia ser resumido na síntese da solenidade e do decoro: o retorno dos sete candelabros ao altar, a cruz central e o aviso para não aplaudirem são só exemplos. Além disso, o latim, a língua da Igreja, que vinha sendo usada para celebrações não apenas em Roma mas em cada canto do planeta, na África inclusive. Não poucos, observando o rosto sério de Marini naquela tardinha de março enquanto Bergoglio aparecia pela primeira vez no Balcão da Benção com a simples veste talar branca, sem murça nem estola, haviam previsto uma atração iminente. Ao contrário, Francisco sabe que Roma não é Buenos Aires, que faz com que o Papa exija a manutenção de um aparato simbólico ancorado na história e na milenária tradição da Igreja Católica. Continuidade que não agrada a todos. Uma reconquista, aquela ocorrida nos anos de Bento XVI, que a muitos não agradou, mesmo dentro dos Muros leoninos. Monsenhor Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, dizia no dia 7 de maio passado por ocasião da apresentação da constituição de indicção para o Concílio “Humane Salutis” que “ quando hoje vejo em certos altares das basílicas aqueles sete candelabros de bronze mais altos que a cruz, me faz pensar que ainda pouco foi compreendido da constituição sobre a liturgia Sacrosantum Concilium”. Eis porque qualquer pessoa, como o bispo de Cerignola-Ascoli Satriano, monsenhor Felice Di Molfetta – que sempre considerou a missa na forma extraordinária incompatível com o missal de Paulo VI, expressão ordinária da Lex orandi da Igreja Católica de rito latino – que há dias fez saber aos fieis de sua diocese de estar vivamente jubiloso com Francisco “pelo estilo celebrativo que demonstra, inspirado na nobre simplicidade estatuída pelo Concílio”. De Foglio Quotidiano Di Matteo Matzuzzi-@matteomatzuzzi FIM 

Papa Francisco: "A Missa Antiga é intocável!"


Papa Francisco na Missa do Crisma de 2013.
É isso mesmo, leitor, segundo a notícia do site italiano Il Foglio, estas são as palavras do Papa Francisco.

Segue a matéria em italiano até que alguém possa traduzi-la para nós:


Francesco e il latino
La messa antica non si tocca, il Papa gesuita spiazza ancora tutti
I vescovi pugliesi chiedono il ritiro del motu proprio di Ratzinger. Bergoglio dice no, servono cose nuove e antiche
Chi pensava che con l’arrivo al Soglio di Pietro del gesuita sudamericano Jorge Mario Bergoglio la messa in latino nella sua forma extra-ordinaria fosse archiviata per sempre, aveva fatto male i conti. Il motu proprio ratzingeriano del 2007, il Summorum Pontificum, non si tocca, e il messale del 1962 di Giovanni XXIII (che poi è l’ultima versione di quello tridentino del Papa santo Pio V) è salvo. Quel rito con il celebrante rivolto verso Dio e non verso il popolo, con le balaustre a separare i banchi per i fedeli dal presbiterio, non è un’anticaglia, detrito da spedire in qualche museo a impolverarsi. E’ stato proprio il Pontefice regnante a dirlo, ricevendo qualche giorno fa nel Palazzo apostolico la delegazione dei vescovi pugliesi giunti a Roma in visita ad limina apostolorum, come fa tutto l’episcopato mondiale ogni cinque anni.
Come ha scritto sul suo blog il vaticanista Sandro Magister, i vescovi pugliesi sono stati i più loquaci, con clero e giornalisti. La scorsa settimana, il capo della diocesi di Molfetta, Luigi Martella, ha raccontato come Francesco sia pronto a firmare entro l’anno l’enciclica sulla fede che Benedetto XVI starebbe portando a termine nella tranquillità del monastero Mater Ecclesiae, aggiungendo addirittura che Bergoglio ha già pensato alla sua seconda lettera pastorale, dedicata alla povertà e intitolata “Beati pauperes”. Dichiarazioni che hanno costretto la Santa Sede a smentire, rettificare e chiarire, con padre Federico Lombardi che invitava a pensare “a un’enciclica per volta”. Poi è toccato al vescovo di Conversano e Monopoli, Domenico Padovano, che al clero della sua diocesi ha raccontato come la priorità dei vescovi della regione del Tavoliere sia stata quella di spiegare al Papa che la messa in rito antico sta creando grandi divisioni all’interno della chiesa. Messaggio sottinteso: il Summorum Pontificum va cancellato, o quanto meno fortemente limitato. Ma Francesco ha detto no.
E’ sempre monsignor Padovano a dirlo, spiegando che Francesco ha risposto loro di vigilare sugli estremismi di certi gruppi tradizionalisti, ma suggerendo altresì di far tesoro della tradizione e di creare i presupposti perché questa possa convivere con l’innovazione. A tal proposito, come scrive Magister, Bergoglio avrebbe pure raccontato le pressioni subite dopo l’elezione per avvicendare il Maestro delle cerimonie liturgiche, quel Guido Marini dipinto al Papa come un tradizionalista che andava rimandato a Genova, la città che nel 2007 lasciò a malincuore obbedendo alla volontà di Benedetto XVI che lo volle a Roma. Anche in questo caso, però, Francesco ha opposto il suo rifiuto a ogni cambiamento nell’ufficio delle cerimonie. E lo ha fatto “per fare tesoro della sua preparazione tradizionale”, consentendo al mite e poco protagonista Marini di “avvantaggiarsi della mia formazione più emancipata”.
La differenza culturale c’è tutta, il gesuita che per tradizione ignaziana “nec rubricat nec cantat” si trova improvvisamente catapultato in una realtà in cui negli ultimi otto anni erano stati pazientemente e lentamente recuperati elementi liturgici abbandonati negli ultimi trenta-quarant’anni, giustificando così chi vedeva nel Concilio una rottura anche in campo liturgico. Il filo conduttore delle cerimonie benedettiane era riassumibile nella sintesi tra solennità e compostezza: il ritorno sull’altare dei sette alti candelabri e della croce centrale e gli avvisi a non applaudire ne sono un esempio. E poi il latino, lingua della chiesa, che veniva usato per le celebrazioni non più solo a Roma ma in ogni angolo del pianeta, Africa compresa. Non pochi, guardando il volto serio di Marini quella sera di marzo mentre Bergoglio appariva per la prima volta alla Loggia delle Benedizioni con la semplice talare bianca, senza mozzetta né stola, avevano previsto un avvicendamento imminente. Invece Francesco sa che Roma non è Buenos Aires, che fare il Papa richiede anche di mantenere un apparato simbolico ancorato nella storia e nella tradizione millenaria della chiesa cattolica.
La continuità che non piace a tutti
Un recupero, quello avvenuto negli anni di Benedetto XVI, che a molti non è piaciuto, anche dentro le Mura leonine. Monsignor Sergio Pagano, prefetto dell’Archivio segreto vaticano, diceva lo scorso 7 maggio a margine della presentazione della costituzione d’indizione del Concilio “Humanae salutis” che “quando oggi vedo in certi altari delle basiliche quei sette candelabri bronzei che sovrastano la croce mi viene da pensare che ancora poco è stato capito della costituzione sulla liturgia Sacrosanctum Concilium”. Ecco perché qualcuno, come il vescovo di Cerignola-Ascoli Satriano, monsignor Felice Di Molfetta – che da sempre considera la messa in forma extra-ordinaria incompatibile con il messale di Paolo VI, espressione ordinaria della lex orandi della chiesa cattolica di rito latino – qualche giorno fa ha fatto sapere ai fedeli della sua diocesi di essersi vivamente rallegrato con Francesco “per lo stile celebrativo che ha assunto, ispirato alla nobile semplicità sancita dal Concilio”.
© - FOGLIO QUOTIDIANO
di Matteo Matzuzzi@matteomatzuzzi

Homem recusa (novamente) a comunhão na mão em Missa Papal

Via Rorate Caeli

Continuo esperando por uma das "missas-dos-balões" do Papa Francisco. Mas, ao contrário, continuo vendo missas com muito Latim e somente pessoas ajoelhadas recebendo a Sagrada Comunhão do Santo Padre.

Vejam em 1 hora 57min 39 seg. Pode-se ver mais uma vez - como na última semana - alguém sendo lembrado para receber a Sagrada Comunhão na língua ... [Nota Rorate: ainda mais forte, ele foi negado na mão, e não apenas lembrados, um bom sinal]

Para ter certeza, há padres "agradáveis ao público" ', por exemplo @ 1 hora 57min 08sec, que distribuem a Sagrada Comunhão de qualquer forma, mas está claro que existe uma diretiva para se distribuir na língua, que certos padres tomam para si a iniciativa de contrariar...

Ministro-Geral OFM nomeado secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada




Cidade do Vaticano (RV) - O Santo Padre nomeou Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (cujo Prefeito é o Cardeal brasileiro João Braz de Aviz) o Fr. José Rodríguez Carballo, Ministro-Geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores (O.F.M.), elevando-o à sede titular de Belcastro, com dignidade de Arcebispo.

Dom Carballo estava no seu segundo mandato como Ministro-Geral da Ordem, 119° sucessor de São Francisco de Assis. Em novembro de 2012, foi eleito também Presidente da União dos Superiores Gerais.
Fr. José Rodríguez Carballo com Bento XVI
É membro das Congregações para a Evangelização dos Povos e para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, participou dos Sínodos dos Bispos de 2005, 2008 e 2012, e do Sínodo para o Oriente Médio em 2010; participou também da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano de Aparecida em 2007.
É autor de inúmeros artigos e livros sobre a Vida Consagrada e religiosa, sobre a Teologia Pastoral, sobre a Sagrada Escritura e sobre a espiritualidade franciscana.

Dom Carballo sucede a Dom Joseph William Tobin.

O bispo de Roma e as conferências episcopais

Por Leandro Mariani | Tradução: Paula Torrini
 
E se, contrariamente ao estabelecido pela onda midiática, os obstáculos mais árduos à ação do novo Pontífice não surgissem na cúria romana, mas no resto do Orbe católico? Certo, é muito fácil assumir a resistência da burocracia vaticana a qualquer tipo de reforma que lança dúvidas sobre a conservação. Mais quantas burocracias similares se encontram no resto do mundo eclesial? Basta imaginar, mesmo só aproximadamente, quantas são as Conferências Episcopais nacionais e regionais que há décadas vivem uma vida própria ou quase isso, como se Roma não existisse.

A burocracia é sempre um monstro para qualquer inovador. Imaginemos quando há centenas de exemplares que passaram a funcionar em sentido inverso ao modo original. Concebidas e criadas como uma correia de transmissão do governo romano nas mais diversas regiões, as Conferências Episcopais se transformaram em organismos que se permitem pôr Roma em votação. Na verdade, literalmente, se permitem colocar em questão o que foi estabelecido por Roma. E não falo de uma Conferência qualquer perdida em alguma região equatorial

Basta pensar na Conferência Episcopal Italiana, a única que não tem um presidente eleito pelos próprios membros, mas nomeado diretamente pelo Papa. Uma segurança, se poderia dizer. No entanto, há não muito tempo, em 2010, a CEI colocou em votação a Instrução da Congregação para o Culto Divino que, pro indicação do Papa, solicitava que nos missais nacionais fosse substituída a tradução “por todos” para a mais correta “por muitos” na fórmula da consagração do Sangue de Nosso Senhor onde o texto latino recita “pro multis”. Resultado: de 187 votantes, só 11 se expressaram a favor daquilo que foi solicitado pelo Papa.

Além do mérito, evidentemente gravíssimo, tendo em vista o que deverá fazer o novo Pontífice, não se pode calar o método. E se tal método é adotado na Itália em uma matéria tão delicada como a fórmula da consagração das espécies eucarísticas, é de se pensar o que pode acontecer no resto do mundo em outras questões, a começar pelas morais. Há pouco mais de um mês foi noticiado que a Conferência Episcopal Alemã, presidida pelo Mons. Robert Zoellitsch, expressou parecer favorável ao uso da chamada pílula do dia seguinte por mulheres que o requeiram após terem sido vítimas de uma violência.

Mas a resistência a qual deverá fazer frente uma eventual ação do novo Pontífice não se refere somente as matérias dos casos singulares, mas à origem de tal atitude. Hoje as Conferências Episcopais se transformaram em organismos que visam sua própria sobrevivência exprimindo à maioria uma linha da qual não é possível desviar e usurpando os bispos isolados da autonomia que sempre caracterizou suas ações. Subtraída, de fato, a relação com Roma, um bispo acaba por adaptar-se à linha decidida em plenária ou em qualquer comissão da qual talvez nem mesmo conheça a existência ou o funcionamento. Tudo isto, longe de ser um instrumento que apóia e reforça a ação do Papa, mostra-se sempre mais um obstáculo ao efetivo governo da Igreja.

O fato que Francisco I insista na sua qualidade de bispo de Roma poderá talvez ajudá-lo nas relações com a Conferência Episcopal Italiana, da qual deve nomear o presidente. Mas é de se perguntar se enfatizar este aspecto não o colocaria em uma dificuldade ainda maior em relação às outras Conferências Episcopais. A menos que, em nome e por conta da pobreza franciscana que parece ter subitamente conquistado um consenso unânime dentro e fora da Igreja, as Conferências aceitem se auto-desmantelar e economizar no custo dos tantos escritórios que mantêm. Mas chegará a tanto o carisma do Papa Francisco?

“O Papa lava os pés de duas moças? Um mau exemplo”.


Lombardi explica a “oportunidade” do gesto em uma comunidade pequena como a Casal do Marmo
Por Alessandro Speciale | Tradução: Fratres in Unum.com – Alguns alarmes soaram imediatamente após sua eleição, quando o Papa Francisco se apresentou ao mundo, no Balcão das Bênçãos, com a sua cruz de ferro e vestido de forma extremamente simples. Os tradicionalistas católicos, ligados à missa pré-conciliar em latim, fizeram uma careta.
Por outro lado, o “currículo” do Papa argentino provocou muitas críticas dentre os “fãs” da missa tridentina. “O Horror”, resumiu um periodista sul-americano em uma análise publicada no sítio tradicionalista Rorate Caeli. «Dentre todos os candidatos impensáveis, Jorge Mario Bergoglio é, talvez, o pior. Não porque professe abertamente doutrinas contra a fé e a moral, mas sim porque, julgando por seu trabalho como arcebispo de Buenos Aires, a fé e a moral parecem ser irrelevantes para ele».
Sobretudo, o novo Papa foi descrito como «um inimigo da missa tradicional», aquela que é celebrada em latim, e havia impedido em sua arquidiocese que se colocasse em prática o Motu Proprio “Summorum Pontificum”, com o qual Bento XVI permitia a missa tridentina como «forma extraordinária» do Rito Romano.
Outro exemplo. Um comentador católico conservador, Michael Brendan Dougherty, definiu a eleição de Bergoglio no “National Post”, apressadamente (apenas a três dias da “fumaça branca”), como mais uma das «novidades recentes e mediocridades católicas», porque segue a linha que foi seguida em meio século do Concílio Vaticano II, marcado por «experimentações desconsideradas», como a celebração da missa em línguas vernáculas, os gestos «drásticos» de João Paulo II ou a renúncia de Bento XVI.
Porém, a hostilidade explodiu somente depois de ontem à tarde, quando o Papa Francisco lavou e beijou os pés de duas meninas (e uma muçulmana) durante a liturgia da Quinta-Feira Santa, que ele celebrou no instituto penal para menores Casal do Marmo.
O Papa Francisco foi acusado de dar um mau exemplo e de violar a lei da Igreja; o sítio “Rorate Coeli” declarou imediatamente que a «reforma da reforma», que muitos esperavam de Bento XVI, havia acabado.
Ed Peters, um canonista e blogueiro muito conhecido nos Estados Unidos, não acusou o Pontífice, naturalmente, de «violar qualquer indicação divina», porém, sobretudo, de «dar um exemplo discutível, ignorando a sua própria lei».
Em 1988, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos publicou a carta circular “Paschales Solemnitatis” sobre a celebração dos ritos pascais. Nesse texto, no número 51, se lê que a lavagem dos pés deve envolver apenas homens escolhidos. O original em latim, “viri selecti”, não deixa dúvidas a esse respeito.
Nos Estados Unidos, a Conferência Episcopal decretou, um ano antes, a prática de incluir também as mulheres na cerimônia, embora não esteja previsto nos livros litúrgicos, pois tinham a «intenção de realçar o serviço ao lado da caridade no rito», porque era uma «forma compreensível de acentuar a ordem evangélica do Senhor, que veio para servir e não para ser servido».
A questão voltou a surgir em 2005, quando o arcebispo de Boston, o cardeal Séan O’Malley desencadeou as polêmicas por sua vontade de abrir o rito também às mulheres. Nessa ocasião, a Congregação para o Culto Divino explicou que, embora permanecia a «obrigação litúrgica» de lavar os pés somente dos homens, o bispo local podia ter a liberdade de decidir se existia uma necessidade pastoral na diocese.
Até esta “ruptura” humilde de Francisco. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, explicou à Associated Press que se em uma «grandiosa celebração solene» seria lógico lavar os pés somente dos homens, porque se comemora a Última Ceia de Jesus com os apóstolos, «em uma comunidade pequena e única, composta também por mulheres», como a de Casal do Marmo, havia sido «inoportuno» excluir as mulheres, «à luz do simples objetivo de comunicar uma mensagem de amor a todos em um grupo que não incluía a refinados peritos em normas litúrgicas» [nota do Fratres: ou seja, se estás em uma "comunidade" pequena, "faze o que tu queres pois é tudo da lei!"].
* * *
O Padre Adolfo Ivorra, doutor em teologia litúrgica pela Universidade São Dámaso, de Madri, e professor de metodologia de investigação e de livros litúrgicos modernos na Espanha, explica em seu blog o que determina o Missal de Paulo VI:
“Os varões designados, acompanhados pelos ministros, ocupam os assentos preparados para eles em um lugar visível aos fiéis. O sacerdote (deposta a casula, se necessário), aproxima-se de cada uma das pessoas designadas e, com a ajuda dos ministros, lava e seca os seus pés” (Missal Romano: reimpressão espanhola atualizada de 2008, p. 263).
Em latim: “Viri selecti deducuntur a ministris ad sedilia loco apto parata. Tunc sacerdos (deposita, si necesse sit, casula) accedit ad singulos, eisque fundit aquam super pedes et abstergit, adiuvantibus ministris. (Missale Romanum, a. 2002)
Prossegue o douto sacerdote: “O que me preocupa muito é que o primeiro a não obedecer as rubricas seja o ‘patriarca’ de nosso rito, o romano. Temos um sério problema, sobretudo no catolicismo latino, em relação à correta apreciação dos sinais litúrgicos [...] O grande problema que recai sobre nós é o relativo ao munus regendi, ou dito em uma linguagem secular: o caos litúrgico, onde tudo vale porque tudo é “relativo”. O relativismo está dentro de nossa casa. Por favor, Santidade, peço-lhe que siga fielmente as rubricas de seu próprio rito, o romano, e dê exemplo aos demais sacerdotes e bispos de fidelidade às normas da Igreja. O Papa não é um monarca absoluto ao modo dos governantes seculares, mas alguém que reconhece, como dizia Bento XVI, que a liturgia é uma realidade que nos é dada e que não se reconstrói segundo os gostos. O primado do bispo de Roma não é tarefa fácil. Roguemos ao Senhor para que o próprio Papa Francisco ou alguns de seus colaboradores façam que Sua Santidade veja a importância destes sagrados ritos”.
E o blog Rorate Caeli questiona: “Uma vez que há normas em vigor a respeito do lava-pés (viri, homens), todavia, mesmo a Suprema Autoridade está obrigada a humildemente obedecê-las, ao menos que ele formalmente as altere de antemão. Não é realmente tão complicado entender esta matéria básica de lógica legal, não é mesmo?”.

Habemus Papam: S. S. Franciscus


Bênção Apostólica “Urbi et Orbi”:


Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.
[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]



E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.
[…]
Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Bênção]
Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!


℣. Oremus pro Pontifice nostro.
℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.
℣. Tu es Petrus,
℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.
Oremus.
Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Franciscum,  quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.
Per Christum, Dominum nostrum.
℟. Amen.


Militantes da Gaystapo querem ofender o Santo Padre na JMJ de 2013


A cristianofobia avança em sua agenda nas terras tupiniquins. E, segundo o evento do Facebook, criado pelos militantes homossexuais da gaystapo João Pedro Accioly TeixeiraJoubert Assumpção e Letícia Gonçalves, acontecerá uma manifestação homossexual para ofender o Santo Padre o Papa Bento XVI e a Fé Católica.

Convido a todos os leitores a não apenas rezarem, mas a defender a Fé Católica de qualquer repúdio e desrespeito que nos assegura não somente a Lei Natural, mas a própria lei positiva de nossa pátria amada, a Terra de Santa Cruz!

Deixo para vocês um excelente comentário do Olavo de Carvalho sobre a perigosa gaystapo:



Defendamos a nossa Fé, defendamos o Papa!

O fanon papal está de volta!


Hoje, na praça de São Pedro, durante o ato supremo e solene da canonização de sete novos santos, Bento XVI, assistido pelos cardeais diáconos, usou o fanon pela primeira vez em seu pontificado. O fanon é uma espécie de pequena capa de ombros, como uma dupla murça (mozeta) ou camalha de seda branca com listras douradas.
O fanon, insígnia litúrgica papal, é reservado somente ao Papa durante as Missas Papais, representa o escudo da fé que protege a Igreja Católica, personificada no papa. Só o pontífice máximo pode usar o fanon, pois ele é o chefe visível da Igreja de Cristo.
As faixas verticais, de cor dourada, representam a unidade e a indissolubilidade da Igreja latina e oriental.
Nas celebrações solenes -como a hodierna- na qual o papa desenvolve um ato supremo do seu próprio ministério petrino, a unidade da Igreja Católica (Igreja do Oriente e do Ocidente) e a autoridade de Chefe exercida pelo papa por instituição divina são manifestadas também pelo uso da língua latina, a língua oficial da Igreja, e também pelo grego a língua da Igreja no Oriente, como feito hoje para a proclamação do Evangelho pelo diácono grego.
Creio que a última vez que este apareceu foi com o Papa João Paulo II, quando da celebração de uma missa na década de 1980. Nesta data também, o então sumo pontífice endossou uma bela casula vermelha e dourada, no tempo de seu antigo mestre de cerimônias Mons. John Magee. Depois daquela data nunca mais foi usado.
* * *
Hoje, o fanon apareceu sobre a casula gótica creme, confeccionada para a visita do papa a Veneza.
A cadeira de Pio IX foi usada no lugar da habitual sédia do pontífice. Sobre o trono foi posto, como de costume, uma espécie de toldo, porém hoje este estava revestido de um tecido vermelho e lembrava o antigo baldaquino das missas papais.

Papa pode estar publicamente na Missa Tridentina em Roma


Ele não celebrará, pois às 11.30 horas no mesmo dia ele já vai celebrar uma Santa Missa na forma ordinária pelos cardeais e bispos falecidos no decorrer do ano (ver AQUI).

Mas talvez ficará presente durante a liturgia? Quem sabe?

Vaticano: Papa lembra Natal vivido na pobreza


Bento XVI contrapõe festa dos negócios à festa do coração.


D.R.
Cidade do Vaticano, 24 dez 2011 (Ecclesia) – Bento XVI recordou no Vaticano todos os que são “obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante”, sublinhando que esta é uma “festa do coração” e da paz.


Na homilia que proferiu durante a Santa Missa da Noite de Natal, na basílica de São Pedro, o Papa disse que Deus se opõe “a toda a violência e traz uma mensagem de paz”.


“Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, (…), clamamos ao Senhor: (…) Fazei que, neste nosso tempo e neste nosso mundo, sejam queimados os bastões do opressor, as vestes manchadas de sangue e o calçado ruidoso da guerra, de tal modo que a vossa paz triunfe neste nosso mundo”, assinalou.


 Para o Papa, “hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios”, convidando a “olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo, a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz”.


 Sublinhando que “Deus é pura bondade”, Bento XVI destacou que “ainda hoje há pessoas que, não conseguindo reconhecer a Deus na fé, se interrogam se a Força última que segura e sustenta o mundo será verdadeiramente boa, ou então se o mal não será tão poderoso e primordial como o bem e a beleza”.


 A homilia papal recuou ao ano de 1223, quando Francisco de Assis celebrou em Grécio [Itália] o Natal com um boi, um jumento e uma manjedoura cheia de feno, naquele que é considerado o primeiro presépio ao vivo.“Graças a Francisco e ao seu modo de crer, aconteceu algo de novo: ele descobriu, numa profundidade totalmente nova, a humanidade de Jesus”, indicou.

Bento XVI destacou ainda uma particularidade da igreja da Natividade de Jesus, em Belém, cuja porta de entrada tem apenas metro e meio de altura, obrigando as pessoas a “inclinar-se”.
“Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus”, declarou o Papa, “o Deus que se esconde na humildade dum menino acabado de nascer”.“Celebremos assim a liturgia desta Noite santa, renunciando a fixarmo-nos no que é material, mensurável e palpável”, apelou.


A missa iniciou-se pelas 22h00 locais e incluiu uma oração em português, na qual se pediu que “que os corações de todos sejam repletos de fé e de esperança e se abram à compaixão e à generosidade”.
Durante as celebrações de Natal, na basílica de São Pedro, foi colocada uma estátua da Virgem Maria, junto ao altar da confissão, imagem oferecida em 1963 a Paulo VI, por ocasião da sua eleição como Papa, pelo então presidente brasileiro João Goulart.

Vaticano toma medidas legais pela ofensa da Benetton ao Papa


(ACI)A Secretaria de Estado do Vaticano informou hoje que ordenou os seus advogados a realizarem as ações legais correspondentes contra a Benetton pelo montagem de fotos ofensiva na qual se apresenta o Papa Bento XVI beijando um imã muçulmano.
Ontem Benetton lançou e retirou uma publicidade com uma montagem fotográfica que mostra o Santo Padre beijando o ímã da mesquita Al-Azhar no Cairo (Egito), Ahmed Mohamed El-Tayeb. A imagem foi pendurada na Ponte de Sant'Angelo, em Roma, a poucos metros do Vaticano.

O pôster faz parte da campanha da Benetton titulada "Unhate: contra o ódio" e mostra outros líderes mundiais beijando-se como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com o presidente chinês Hu Jintao; o presidente da França Nicolas Sarkozy com a chanceler alemã Angela Merkel; entre outros.

No comunicado de hoje da Santa Sé se destaca que "a Secretaria de Estado encarregou os seus advogados de empreender, na Itália e em outros países, as ações oportunas para impedir a circulação, também através dos meios de comunicação massivos, da montagem realizada no âmbito da campanha publicitária de Benetton".

Na montagem fotográfica, indica o texto, "aparece a imagem do Santo Padre de um modo, tipicamente comercial, considerado lesivo não só para a dignidade do Papa e da Igreja Católica, mas também para a sensibilidade dos fiéis".

O dia de ontem o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, expressou a protesta do Vaticano pelo "uso absolutamente inaceitável da imagem do Santo Padre, manipulada e instrumentalizada" e adiantou a possibilidade das ações legais que agora ordenou realizar.

Bento XVI: Não precisamos imitar os pentecostais. “Uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental”.


Via Fratres in Unum


O Papa Bento XVI inicia hoje uma viagem apostólica de dois dias ao Benim, África. Durante o vôo, o Santo Padre respondeu às tradicionais perguntas dos jornalistas presentes em sua delegação. Entre elas, uma a respeito do crescimento das seitas pentecostais no continente africano:
Essas comunidades são um fenômeno global, em todos os continentes. Naturalmente, elas estão presentes sobretudo, de formas diferentes, na América Latina e na África. Diria que seus elementos característicos são muito pouca "institucionalidade" e poucas instituições, dando pouco peso a instituições; uma mensagem que é simples, fácil e compreensível, e aparentemente concreta; e, como você disse, uma liturgia participativa expressando os sentimentos da cultura local, com uma abordagem da religião um tanto sincretista. Tudo isso lhes garante, por um lado, algum sucesso, mas também implica uma falta de estabilidade. Sabemos que alguns [seguidores desses grupos] voltam à Igreja Católica, ou se mudam de uma dessas comunidades para outra.
Então, nós não precisamos imitar essas comunidades, mas devemos nos perguntar o que podemos fazer para dar nova vida à fé Católica. Eu sugeriria, como um primeiro ponto, uma mensagem que é simples e compreensível, mas também profunda. [...]
Segundo, é importante que nossas instituições não sejam pesadas. O que deve predominar é a iniciativa da comunidade e da pessoa. Finalmente, eu diria que uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental. A liturgia não deve ser simplesmente uma expressão de sentimentos, mas deve emergir a presença e o mistério de Deus no qual ele entra e pelo qual nós nos permitimos ser formados.
Por último, com relação à inculturação, diria que é importante não perdermos a universalidade.Eu preferiria falar de "inter-culturação", não tanto inculturação. É uma questão de um encontro entre culturas na verdade comum de nossos seres enquanto humanos, em nosso tempo. Então, crescemos numa fraternidade universal. Não devemos perder essa grande coisa que é a catolicidade, de que em todas as partes do mundo somos irmãos e irmãs, somos uma família, onde conhecemos cada um e colaboramos num espírito de fraternidade.
A introdução ao missal das celebrações pontifícias (pág. 11) demonstra como Bento XVI pretende enfatizar essa catolicidade, particularmente na liturgia da Santa Missa a ser celebrada no domingo, no Estádio da Amizade:
Neste grande dia de encontro eucarístico do Santo Padre com toda a África múltipla em seus costumes e em suas línguas, não hesitamos em empregar a língüa da Igreja Universal, o latim, que tem a vantagem de unificar a oração de nossa assembléia tão diversificada e de manifestar assim a união das vozes e dos corações no canto gregoriano (Missa de Angelis) e na escolha do cânon romano (Oração Eucarística I).