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Magdi Allam, um proeminente convertido, abandona a Igreja.



Madgi Allam.
Madgi Allam.
Por John Thavis | Tradução: Fratres in Unum.com – Um jornalista proeminente nascido muçulmano e batizado pelo Papa Bento XVI, Magdi Allam, acaba de anunciar que está abandonando a Igreja porque ela é muito “fraca com o Islã”.
Allam, escrevendo em seu sítio na Internet, disse que a “euforia sobre o Papa Francisco” e a maneira rápida como o Papa Bento foi deixado de lado foi “a última gota d’água” a convencê-lo a abandonar a sua conversão ao cristianismo.
Bento batizou Allam em 2008 durante a cerimônia da vigília de Páscoa no Vaticano, dizendo que ele queria inspirar outros ex-muçulmanos a praticarem o cristianismo abertamente. Naquele momento, alguns dos parceiros do diálogo com os muçulmanos do Vaticano disseram que a grande repercussão dada à conversão era uma provocação deliberada.
Allam disse que o que o motivou a deixar a Igreja foi, sobretudo, o “relativismo religioso, particularmente a legitimação do Islã como uma religião verdadeira, de Allah como Deus verdadeiro, Maomé como profeta verdadeiro, o Alcorão como um texto sagrado e mesquitas como locais de culto.”
Magdi Allam é batizado por Bento XVI na Vigília Pascal de 2008.
Magdi Allam é batizado por Bento XVI na Vigília Pascal de 2008.
Ele disse que foi uma “verdadeira tolice” Bento ter rezado em uma mesquita em Istambul, e que o Papa Francisco, em um de seus primeiros discursos, disse que os muçulmanos “adoram o Deus único, vivo e misericordioso.”
Allam disse que ele considera o Islã uma “ideologia intrinsecamente violenta.”
Sua saída pública da Igreja deve ser um constrangimento para o Arcebispo Rino Fisichella, que acompanhou Allam pessoalmente em seu caminho para o cristianismo. Mais tarde, Fisichella foi nomeado chefe do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização – supostamente o conselho está usando um modelo mais produtivo de evangelização do que as “conversões” altamente politizadas de outras religiões.
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Comentário do leitor Brandon Vogt no blog de Thavis: “Esta história confirma a suspeita de que tenho há muito tempo: as objeções teológicas são sempre objeções pessoais disfarçadas. Ao especular sobre deixar o catolicismo, Allam optou por questões secundárias, como, “Como é que a Igreja Católica se envolve com o Islã?” e “Será que os católicos honram o Papa Emérito o bastante?” Essas são sem dúvida perguntas “importantes, mas elas não têm relevância alguma quanto ao cristianismo (ou catolicismo) ser verdadeiro. Eis algumas perguntas que ele deveria ter feito: - Jesus é Deus? - Jesus estabeleceu a Igreja Católica? - O Catolicismo é verdadeiro ou o Islã é verdadeiro? (ou nenhum dos dois é verdadeiro?).
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Nota do Fratres: Sem dúvida, Magdi é responsável por seus atos. Porém, são sempre apropriadas as palavras de Nosso Senhor àqueles que deveriam zelar pelos pequeninos, no caso, um neo-converso: “Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!” (Mt. 18, 6-7).
Magdi Cristiano Allam, apesar da sua frustração com a Igreja, afirmou: “Continuarei a crer em Jesus, sempre amei e orgulhosamente me identifiquei com o cristianismo enquanto civilização que, mais do que qualquer outra, aproxima o homem do Deus que decidiu se tornar homem”.
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Posts antigos em que Magdi é citado no Fratres:

Sacerdote Jesuíta promovia a devoção aos Sete Arcanjos

Formado no Colégio de Santo Inácio de Manila e Reitor da Infinge de São José, Pe. Andres Serrano, S. J., escreveu esta belíssima obra acerca dos Sete Arcanjos:
CLIQUE AQUI

Milagre do Santo Arcanjo Miguel em Colosso (Chône) (c. 300)


Milagre do Santo Arcanjo Miguel em Colosso (Chône) (c. 300) - 06/19 set [no calendário ortodoxo]

Perto de Hierápolis, na Frigia, havia um lugar chamado Chonê ("escorrente"), onde havia uma fonte de águas milagrosas. Quando o Apóstolo João, o Teólogo, acompanhado de Filipe, pregou o Evangelho em Hierápolis, ele viu o lugar e profetizou que uma fonte de águas milagrosas brotaria ali, da qual muitos receberiam curas e que o grande Arcanjo de Deus Miguel visitaria. Bem pouco tempo depois, a profecia cumpriu-se: uma fonte d'água transbordou e ficou vastamente conhecida por seu poder miraculoso. Um pagão de Laodicéia tinha uma filha que era muda, o que lhe era motivo de muita tristeza. O Arcanjo Miguel apareceu-lhe num sonho e mandou que levasse a menina à fonte. Ele encontrou muitas ali muitas pessoas que buscavam a cura de várias enfermidades. Todas aquelas pessoas eram cristãs. O homem perguntou como ele acharia a cura, e os cristãos disseram-lhe: "Tens que orar ao Arcanjo Miguel, no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo." O homem orou desta maneira, deu à filha um gole de água, e a menina começou a falar. O pagão, sua filha e toda sua casa batizaram-se, e ele construiu uma igreja sobre a fonte, dedicando-a ao Arcanjo Miguel.

Muito tempo depois, um jovem de nome Arquipo instalou-se ali e conduziu uma vida de austeridade, de jejum e oração. Os pagãos praticaram muitas maldades para com Arquipo, pois eles detestavam o fato deste santo lugar cristão emanar tamanho poder espiritual e atrair tantas pessoas. Os pagãos, em sua impiedade, deslocaram o curso do rio mais próximo para inundar a igreja e a fonte. Pelas orações de Arquipo, o santo Arcanjo Miguel abriu uma fissura na rocha diante da igreja, e água do rio escoou pela fissura. Eis como o lugar foi salvo e por que é chamado de Chonê ou "o que escorre", pois a água do rio escorria pela fissura aberta. Santo Arquipo labutou no ascetismo até á idade dos setenta anos e repousou pacificamente no Senhor.

Os Sete Arcanjos celebrados no oriente são também celebrados no ocidente


Ángel -detalle-

La Iglesia enseña que "la existencia de seres espirituales, no corporales, que la Sagrada Escritura llama habitualmente ángeles, es una verdad de fe. El testimonio de la Escritura es tan claro como la unanimidad de la Tradición". Según la Escritura, los Ángeles son mensajeros de Dios, "poderosos ejecutores de sus órdenes, prontos a la voz de su palabra" (Sal 103,20), al servicio de su plan de salvación, "enviados para servir a los que deben heredar la salvación" (Hb 1,14). Son numerosos los episodios de la Antigua y de la Nueva Alianza en los que intervienen los santos Ángeles. La Iglesia, que en sus inicios fue protegida y defendida por el ministerio de los Ángeles (cfr. Hch 5, 17-20; 12,6-11) y continuamente experimenta "su ayuda misteriosa y poderosa", venera a estos espíritus celestes y pide con confianza su intercesión. Asimismo, durante el Año litúrgico, la Iglesia conmemora la participación de los Ángeles en los acontecimientos de la savación y celebra su memoria en unas fechas determinadas; a lo largo de los siglos, también los fieles han traducido en expresiones de piedad las convicciones de fe respecto al ministerio de los Ángeles, especialmente tomándolos como patronos de ciudades y protectores de agrupaciones, estableciendo días festivos y compuesto himnos y ejercicios de piedad.


«Orar sempre, sem desfalecer», por Isaac


Isaac, o Sírio (sec. VII), monge perto de Mossul, santo das igrejas ortodoxas
Discursos ascéticos, 1ª série, §21 

Feliz o homem que conhece a própria fraqueza. Porque esse conhecimento é nele o fundamento, a raiz, o princípio de toda a bondade. [...] Quando um homem se sente desprovido de socorro divino, reza muito. E, quanto mais reza, mais o seu coração se torna humilde. [...] Tendo compreendido realmente isto, guarda a oração na sua alma como um tesouro. E, sendo a sua alegria tão grande, faz da oração uma acção de graças. [...] Assim, guiado por este conhecimento e admirando a graça de Deus, eleva a voz e louva-O e glorifica-O, exprime a sua gratidão, nos píncaros do seu maravilhamento.

Aquele que conseguiu, verdadeiramente e não em imaginação, alcançar tais sinais e conhecer tal experiência, sabe do que estou a falar e que nada pode impedir isso. Mas que ele cesse de então em diante de desejar coisas vãs. Persevere em Deus, através da oração contínua, no temor de ser privado da abundância do socorro divino.

Todos estes bens são dados ao homem quando este reconhece a sua fraqueza. No seu grande anseio pelo socorro divino, aproxima-se de Deus, permanecendo em oração. E, quanto mais se aproxima de Deus com esta determinação, mais Deus o aproxima dos Seus dons e não lhe retira a Sua graça, devido à sua grande humildade. Pois tal homem é como a viúva que não cessa de pedir ao juiz que lhe faça justiça contra o seu adversário. Deus compassivo retém a Suas graças para que essa reserva incite o homem, que tanta precisão tem d'Ele, a aproximar-se d'Ele e a e a permanecer junto d'Aquele que é a fonte do seu bem.

Depois de Assis III, por Roberto De Mattei


por Roberto de Mattei
Como signatário de um apelo a Sua Santidade Bento XVI para que voltasse atrás da decisão de celebrar o 25º aniversário do primeiro encontro inter-religioso de Assis, havida a reunião, não posso deixar de manifestar algumas reflexões a respeito.
Seja qual for o juízo que se queira dar sobre a terceira reunião de Assis, deve-se enfatizar que esta representou uma objetiva correção de rota em relação às duas reuniões precedentes, especialmente quanto ao perigo de sincretismo. Deve ser lido, a este respeito, com atenção, o discurso do Cardeal Raymond Leo Burke ao ‘Congresso Peregrinos da Verdade para Assis’, realizado no dia 1º de outubro passado em Roma, o qual oferece uma confiável chave para a interpretação do evento.
Na ‘jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo’, que ocorreu em 27 de outubro, não houve nenhum momento de oração por parte dos presentes, nem em comum nem em paralelo, como ocorrera em 1986 com os vários grupos religiosos reunidos em diversos lugares da cidade de São Francisco. É sabido, em qualquer caso, que o então cardeal Ratzinger evitou participar da reunião, e a sua ausência foi interpretada como uma tomada de distância dos equívocos que a iniciativa era destinada a produzir.
Bento XVI quis dar à reunião de 27 de Outubro um rosto diverso das reuniões precedentes: não tanto aquele, explicou o cardeal Burke, “de um encontro inter-religioso quanto o de um diálogo intercultural na esteira da racionalidade, bem preciosos do homem enquanto tal”. Dois textos nos ajudam a compreender o pensamento de Bento XVI em matéria de ‘diálogo’: o primeiro é a carta enviada ao filósofo Marcello Pera[1], ex-presidente do Senado, quando do lançamento de seu livro, Por que devemos nos dizer cristãos (Mondadori ed., Milão, 2008), na qual Bento XVI escrevia que “um diálogo inter-religioso no sentido estrito da palavra não é possível, enquanto é mais urgente o diálogo intercultural que aprofunda as consequências culturais das decisões religiosas fundamentais. Aqui, o diálogo e uma mútua correção e um enriquecimento mútuo são possíveis e necessários”.
O segundo documento é também uma carta, endereçada no dia 4 de março de 2011 ao pastor luterano alemão Peter Beyerhaus[2], que lhe havia manifestado temor com a nova convocação da jornada de Assis. Bento XVI escreveu-lhe: “Eu bem compreendo a sua preocupação com relação à participação ao encontro de Assis. Mas esta comemoração tinha que ser festejada de qualquer maneira, e, afinal, me parecia a melhor coisa ir lá pessoalmente, para tentar de tal modo determinar a direção de tudo. No entanto, farei tudo ao meu alcance para que seja impossível uma interpretação sincretista do evento, e para que fique firme que sempre crerei e confessarei aquilo para o qual eu havia chamado a atenção da Igreja com a Dominus Iesus“.
A interpretação sincretista ou relativista do evento efetivamente não houve, ou foi atenuada, e a mídia dedicou, até por causa disto, bem pouco espaço ao evento.
Outro aspecto de Assis III suscita, no entanto, algumas perplexidades que não podem ser omitidas. O diálogo intercultural pode ser estabelecido com crentes de outras religiões não sobre base teológica, mas sobre aquela racional da lei natural. A lei natural nada mais é do que o Decálogo, compêndio dos dois preceitos da caridade, o amor por Deus e o amor pelo próximo, expressos nas duas tábuas entregues a Moisés pelo próprio Senhor. É possível que, apesar das falsas religiões que professam, haja crentes de outras religiões que procurem respeitar aquela lei natural que é universal e imutável, porque comum a todo ser humano (coisa, contudo, muito difícil sem a ajuda de Graça). A lei natural pode constituir uma ‘ponte’ para trazer esses ‘infiéis’ à plenitude da verdade, até mesmo sobrenatural. Muito mais problemático é, ao contrário, o diálogo com aqueles que não acreditam em nenhuma religião, ou seja, os ateus convictos.
A lei natural não consta, de fato, de sete mandamentos que regem a vida dos homens, mas de um conjunto de dez mandamentos, dos quais os três primeiros impõem prestar culto a Deus. A verdade expressa pelo Decálogo é que o homem deve amar a Deus acima de todas as criaturas e amar estas segundo a ordem estabelecida por Ele. O ateu rejeita essa verdade e é privado daquela possibilidade de se salvar que é oferecida, até mesmo em via excepcional, aos crentes de outras religiões. E se é possível a ignorância inculpável da verdadeira religião católica, não é possível a ignorância inculpável do Decálogo, porque a sua lei está escrita “nas tábuas do coração humano com o próprio dedo do Criador” (Rm 2,14-15). Há, certamente, a possibilidade de uma pesquisa ou ‘peregrinação’ em direção à verdade até mesmo por parte dos não-crentes. Isso acontece quando o respeito pela segunda tábua da lei (o amor ao próximo) leva progressivamente a buscar o fundamento dele na primeira tábua (o amor a Deus). É a posição dos denominados ‘ateus devotos’, como Marcello Pera e Giuliano Ferrara[3], os quais – como observou corretamente Francesco Agnoli[4] (Eu católico pacelliano[5], digo ao card. Ravasi que em Assis errou os ateusin‘Il Foglio’, 29 de outubro 2011) – “um pouco de estrada junto aos crentes a fizeram e continuam fazendo, com o uso da razão”. Eles, hoje, diante de alguns preceitos do Decálogo se mostram mais firmes e observantes do que muitos católicos. Mas os ateus chamados a Assis nada tem de “devoto”: pertencem àquela categoria de não-crentes que desprezam não apenas os três primeiros mandamentos, mas todo o Decálogo.
É uma posição que a filósofa e psicanalista Julia Kristeva[6] reafirmou no ‘Corriere della Sera’ – que hospedou, na íntegra, seu discurso em Assis (Um Novo Humanismo em dez princípiosin ‘Corriere della Sera’, 28 de outubro de 2011). Ao contrário de alguns estudiosos laicos que redescobrem o fundamento metafísico da lei natural, a Kristeva reivindicou uma linha de pensamento que do Renascimento chega até ao Iluminismo de Diderot, Voltaire e Rousseau, incluindo o Marquês de Sade, Nietzsche e Sigmund Freud, ou seja, aquele itinerário que, como demonstrado por insignes estudiosos do ateísmo desde Cornelio Fabro[7] (Introdução ao ateísmo moderno, Studium, Roma, 1969) até Augusto Del Noce[8] (O problema do ateísmo, Il Mulino, Bologna, 2010), leva justamente àquele niilismo, que a psicanalista francesa, sem negar sua visão ateísta e permissiva da sociedade, gostaria de contrastar em nome de uma colaborativa “cumplicidade” entre o humanismo cristão e o humanismo secularizado. O êxito desta coexistência pacífica entre o princípio ateu da imanência e uma vaga referência à religiosidade cristã nada mais é do que o panteísmo, caro a todos os modernistas, antigos e contemporâneos.
O ponto no qual Assis III corre o risco de marcar um perigoso passo à frente na confusão que hoje domina a Igreja é exatamente este, enfatizado por toda a mídia: a extensão do convite não apenas aos representantes das religiões de todo o mundo, mas aos ateus e agnósticos, escolhidos entre os mais distantes da metafísica cristã. Perguntamo-nos qual diálogo seria possível com esses ‘não-crentes’ que negam, desde a raiz, o direito natural. A distinção entre ateus ‘militantes’ e ateus ‘colaborativos’ arrisca-se a ignorar a vis agressiva ínsita no ateísmo implícito, não expresso de maneira militante, mas exatamente por isso mais perigoso. Os ateus da UAAR[9] têm pelo menos alguma coisa para ensinar aos católicos: professam os seus erros com um espírito de militância da qual os católicos abdicaram ao defender suas verdades. Isso acontece, por exemplo, quando os próprios católicos criticam as Cruzadas, que não foram um desvio da fé, mas uma iniciativa oficialmente promovida pelos Papas, exaltada pelos santos, baseada na teologia e regulada, durante séculos, pelo direito canônico. Se naquela época a Igreja errou, não poderia estar errado quem, hoje, prega o buonismo[10] e o arrendismo[11] diante dos inimigos, externos e internos, que avançam? E se a Igreja, como sabemos, não erra naquilo que ela ensina, qual deve ser a regra de fé última do católico em tempos de confusão como o atual? São perguntas que todo simples fiel tem o direito de colocar, respeitosamente, às autoridades supremas da Igreja, no rescaldo do dia 27 de outubro de 2011.

[1] Marcello Pera, filósofo e político italiano, ex-presidente do Senado italiano. Tido ora como um teocon (vide nota 3) ora como agnóstico, ou, ainda, como “um ateu devoto, ou de qualquer maneira um homem laico de ciência, que se converteu já maduro à civilização cristã, identificando-a com o Ocidente; fulgurado a caminho de Nova Iorque (parafraseando ‘São Paulo a caminho de Damasco’)” (Marcello Veneziani in Articolo su ‘Libero’).
[2] Peter Beyerhaus, ministro protestante alemão, teólogo e missionário. Ele cunhou a Teologia Moderna Alemã da Missão. Esta carta já é conhecida no Brasil.
[3] Giuliano Ferrara é um jornalista, apresentador de televisão e político italiano. Nos anos noventa, deixou a esquerda (PCI e PSI) para ir para o centro-direita e apoiar Silvio Berlusconi. Tornou-se, em fim, um dos intelectuais do ‘Teocon’ italiano.
‘Teocon’ (ou Theocon) é um neologismo derivante de Teo (Deus) e conservadorismo; criado pelos saxões, é bastante difundido na Europa, não raramente com um significado diferente do original. Nos EUA, geralmente é formado pelos protestantes conservadores. Na Itália, usado desde 2004, este termo reúne movimentos católicos ou pretenso-católicos, entre os quais Comunhão e Libertação, Opus Dei e Legionários de Cristo. Engloba personalidades do mundo político e cultural como Marcello Pera, o próprio Giuliano Ferrara, Oriana Fallaci – embora no começo fossem chamados de ‘ateocon’. Este movimento às vezes se confunde com o ‘neocon’, de neoconservadores. Alguns politólogos consideram o neoconservadorismo uma variante de direita da ideia trotskista da revolução permanente, filha, por sua vez, do jacobinismo e da vontade de exportar a revolução francesa por parte de Robespierre e Napoleão: da mesma maneira, os neocon desejam “exportar a democracia e os direitos humanos”, uma expressão tornada conhecida, até com conotações negativas, por parte da mídia para definir a ação de George W. Bush.
[4] Francesco Agnoli, professor, escritor e jornalista italiano.
[5] O adjetivo ‘pacelliano’, refere-se a Papa Pio XII, nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli.
[6] Julia Kristeva é uma filósofa búlgaro-francesa, crítica literária, psicanalista, feminista, e, mais recentemente, romancista. Foi convidada pelo Papa para a reunião de Assis III. Representando os ‘não-crentes’, participaram de Assis III, além dela, o filósofo italiano Remo Bodei, o economista austríaco Walter Baier, membro do Partido Comunista, e o filósofo mexicano Guillermo Hurtado. O filósofo britânico Anthony C. Grayling, que também fora convidado e pretendia participar, em um acesso de estrelismo, mudou de ideia e se recusou a tomar parte do evento.
[7] Cornelio Fabro foi um presbítero, teólogo e filósofo italiano, membro da Congregação das Sagradas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Insere-se na neoescolástica, mais precisamente no neotomismo. Traduziu, editou e comentou as obras de Søren Kierkegaard, expoente máximo do existencialismo.
[8] Augusto Del Noce foi um politólogo, filósofo e político italiano. Estudioso do racionalismo cartesiano e do pensamento moderno (Hegel, Marx), analisou as raízes filosóficas e teológicas da crise da modernidade, reconstruindo as contradições internas do imanentismo.
[9] UAARUnione degli Atei e degli Agnostici Razionalisti (União dos Ateus e dos Agnósticos Racionalistas) é uma associação (italiana) de ateus e agnósticos e se diz completamente independente dos partidos políticos: o adjetivo racionalista indica a confiança na razão como vínculo de referência entre os seres humanos. Desde 1991, a União promove na Itália a difusão das teorias do ateísmo e do agnosticismo, defende o caráter laico do Estado e luta contra todos os privilégios concedido ao Catolicismo e contra todas as discriminações aos não-crentes. Dedica-se a promover iniciativas legais pelo completo reconhecimento jurídico do ateísmo e dos direitos dos ateus. Tem como porta-voz na mídia a revista L’Ateo (O Ateu). UAAR á afiliada à IHEU (União Internacional Ética e Humanista) e à FHE (Federação Humanista Europeia). Entre as maiores metas do grupo está a abolição do artigo 7º da Constituição Italiana, que reconhece o Tratado de Latrão entre a Itália e o Vaticano.
[10] Buonismo é a atitude de quem, por palavras ou ações quer ser (ou parecer) bom, sempre e em todo lugar, mais preocupado em obter um reconhecimento positivo por parte dos outros. É aquela atitude de benévola abertura e compreensão de todas as posições, mas que não vai além dos genéricos apelos moralistas, capazes apenas de produzir compromissos confusos e de baixo nível. É um neologismo que está chegando aos poucos ao Brasil.
[11] Arrendismo é outro neologismo italiano (ainda quase desconhecido no Brasil): vem de render-se, é a atitude de ceder para resolver conflitos, típico dos pacifistas. Essa propensão não se confunde com a nobre aspiração comum a todos os espíritos elevados de preservar a paz por meio de negociações dignas e acordos razoáveis, que não comportem a renúncia aos princípios cristãos.

Comemoração dos Santos Arcanjos e Anjos: Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Jegudiel, Salatiel, Buraquiel e Jeremiel, Príncipes das Milícias Celestes


Os anjos de Deus eram celebrados pelos homens desde os tempos mais remotos mas essa celebração era freqüentemente transformada em uma divinização dos anjos (II Rs 23:5). Os heréticos teciam todo tipo de fábulas a respeito dos anjos. Alguns deles viam os anjos como deuses; outros, apesar de não considerá-los deuses, os chamavam de criadores de todo o mundo visível. O Concílio Local de Laodicéia (quatro ou cinco anos anterior ao Primeiro Concílio Ecumênico) rejeitou a adoração dos anjos enquanto deuses e estabeleceu uma veneração adequada aos anjos no seu Trigésimo Quinto Cânone. No século quarto, durante o tempo de Silvestre, Papa de Roma e, Alexandre, Patriarca de Alexandria, a atual festa do Arcanjo Miguel e todos os outros poderes celestes foi instituída a ser celebrada no mês de novembro. Por que precisamente em novembro? Porque novembro é o nono mês após março, e março é considerado como sendo o mês em que o mundo foi criado. Também, enquanto nono mês após março, novembro foi escolhido para representar as nove ordens angélicas a serem criadas primeiramente. São Dionísio Aeropagita, um discípulo do Apóstolo São Paulo (que foi levado até ao terceiro céu), descreveu essas nove ordens angélicas em seu livro, Sobre as Hierarquias Celestes, como se segue: os Serafins de seis asas, Querubins com muitos olhos, Tronos Teóforos, Domínios, Poderes, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos. O líder to todo exército dos anjos é o Arcanjo Miguel. Quando Satanás, Lúcifer, se afastou de Deus e levou consigo parte dos anjos para a destruição, Miguel se levantou e exclamou perante os anjos fiéis: "Estejamos atentos! Permaneçamos em pé! Permaneçamos em temor!'' e todo exército dos anjos fiéis exclamaram : ``Santo! Santo! Santo! Senhor Deus de Sabaoth! O Céu e a terra estão cheios da Tua glória!'' A respeito do Arcanjo Miguel, veja Josué 5:13-15 e Judas 1:9. Entre os anjos reina uma perfeita unidade da mente, unidade de alma e, de amor. As ordens inferiores mostram total obediência às ordens superiores, e todas juntas à santa vontade de Deus. Toda nação tem seu anjo guardião, assim como todo Cristão. Devemos sempre nos lembrar que tudo o que fazemos, abertamente ou em segredo, fazemos na presença do nosso anjo da guarda. No dia do Temível Julgamento, a multidão dos exércitos dos santos anjos celestes se reunirá ao redor do trono de Cristo e, as obras, palavras e pensamentos de todo homem serão revelados perante todos. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos salve pelas orações do Arcanjo Miguel e de todos os poderes incorpóreos. Amém.

Reflexão
A Sagrada Escritura testemunha clara e irrefutavelmente que os anjos se comunicam incessantemente com este mundo. A Sagrada Escritura e a Santa Tradição da Igreja Ortodoxa nos ensinam os nomes dos sete líderes dos poderes angélicos: Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Salatiel, Jegudiel e Baraquiel (um oitavo, chamado Jeremiel, é algumas vezes incluído).


"Miguel", na língua hebraica, significa "Quem é como Deus?" ou "Quem é igual a Deus?" São Miguel tem sido representado desde os mais antigos tempos cristãos como um comandante, que segura em sua mão direita uma lança com a qual ataca Lúcifer, satanás, e em sua mão esquerda um ramo verde de palmeira. No topo da lança há um laço de linho com uma cruz vermelha. O Arcanjo Miguel é especialmente considerado como o Guardião da Fé Ortodoxa, e um combatente contra as heresias.

"Gabriel" significa "Homem de Deus" ou "Poder de Deus". Ele é o arauto dos mistérios de Deus, especialmente da Encarnação de Deus e de todos os outros mistérios relacionados a ela. Ele é representado da seguinte maneira: em sua mão direita ele leva uma lanterna com uma vela acesa dentro, e na mão esquerda leva um espelho de jaspe verde. O espelho simboliza a sabedoria de Deus como um mistério escondido.
"Rafael" significa "A cura de Deus" ou "Deus, o Médico" (Tobias 3:17, 12:15). Rafael é representado levando Tobias (que carrega um peixe apanhado no rio Tigre) em sua mão direita, e segurando um jarro de alabastro de médico em sua mão esquerda. "Uriel" significa "Fogo de Deus", ou "Luz de Deus" (III Esdras 3:1, 5:20). Ele é representado segurando uma espada contra os persas em sua mão direita, e uma chama flamejante em sua mão esquerda.

"Salatiel" significa "Intercessor de Deus" (III Esdras 5:16). Ele é representado com seu rosto e olhos voltados para baixo, segurando as mãos contra o peito, em oração.

"Jegudiel" significa "Glorificador de Deus". Ele é representado segurando uma coroa de ouro em sua mão direita e um chicote de três pontas em sua mão esquerda.

"Baraquiel" significa "Bênção de Deus". Ele é representado segurando uma rosa branca contra seu peito.

"Jeremiel" significa "Exaltação de Deus". Ele é venerado como um inspirador e despertador de pensamentos exaltados que elevam o homem a Deus (III Esdras 4:36).

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