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Pontifical na Forma Extraordinária na Basílica de São Pedro



Sua Eminência o Cardeal Dario Castrillon Hoyos, presidente emérito da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, oficiará a Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária do Rito Romano no dia 5 Novembro na Assembléia Geral da Una Voce internacional.

A Santa Missa será realizada na Capela do Santíssimo Sacramento da Basílica de São Pedro.

IBP: Ordenações com o Cardeal Hoyos

Via Fratres in unum

Agradecemos ao seminarista Luis Carlos de Lima o envio das fotos das ordenações diaconais (Sergiusz Orzeszko, Polônia; Giorgio Lenzi, Itália; Yvain Cartier, França; e o brasileiro Daniel Pinheiro) e sacerdotal (Pe. Rémy Balthazard, França) conferidas por Sua Eminência Reverendíssima Dom Dario Cardeal Castrillon Hoyos no último sábado, na Igreja de Saint-Eloi, em Bordeaux, sede do Instituto do Bom Pastor.

A Tradição no mundo (VII) - FSSP

Origem da Fraternidade

Fraternidade São Pedro com S.S. João Paulo II
A Fraternidade Sacerdotal São Pedro é uma sociedade clerical de vida apostólica de direito pontifício.  Esta comunidade de padres católicos, sem votos religiosos, trabalha por uma missão no mundo.  Esta missão é dupla : primeiro, a formação e a santificação dos padres no quadro da liturgia tradicional do rito Romano ; segundo,  a ação pastoral destes padres sobre o mundo, ao serviço da Igreja.
 
A Fraternidade foi fundada no dia 18 de julho de 1988 na abadia de Hauterive (Suiça) por uma duzena de padres e alguns semiraristas. Pouco tempo depois de sua fundação e graças a ajuda do Cardeal Ratzinger, ela foi acolhida por Mons. Joseph Stimpfe, bispo de  Augsburgo (Alemanha) em Wigratzbad, santuário  mariano bávaro. E lá que se encontra hoje o seminário europeu da Fraternidade São Pedro. Esta Fraternidade hoje conta com 140 padres e 120 seminaristas.

A formação


A Fraternidade São Pedro disponhe de duas casas de formação : a primeira em Wigratzbad, (Alemanha) a segunda em Denton , nos Estados Unidos (estado de Nebraska).  Estes dois seminários são organizados segundo as normas  em vigor da Igreja concernando a formação sacerdotal.  Os candidatos seguem um ano de preparação espiritual antes de começar o ciclo de filosofía (dois anos), depois o de teologia (quatro anos).  Durante estes anos de orações, estudos e de vida comunitária, o candidato ao sacerdócio adquire progressivamente uma maturidade humana, uma disciplina pessoal e uma maior união ao Cristo.  A vida espiritual destes dois seminários  é centrada sobre o Santo Sacrifício da Missa, realizando assim esta observância fíel  das « tradições liturgicas e espirituais » conforme as observâncias do Motu proprio "Ecclesia Dei adflicta" do dia 2 de julho  de 1988, que é a origem da fundação da Fraternidade (constituições,Art. 8).

A ação pastoral


Depois deste tempo de formação, os padres da Fraternidade são enviados  - sob a direção do bispo do lugar e em acordo  com as constituições proprias da Fraternidade  - para diversos apostolados, na França, na Alemanha, na Suiça, na Áustria, na Itália, na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Canada, e depois de algum tempo na Nigéria. Aonde é possível, estes padres vivem  em pequenas comunidades ; eles trabalham então para difundir a fé pela predicação, o catecismo, a educação da juventude (escola, escotismo, etc) organisação de pelegrinações  e de retiros, etc.  Eles administram os sacramentos utilisando os livros litúrgicos de 1962, em pleno acordo com a Santa Sé.

Fonte: FSSP

Intervenção do cardeal Darío Castrillón Hoyos em Aparecida


Intervenção do cardeal Darío Castrillón, presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», pronunciada nesta quarta-feira na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

Intervenção do cardeal Darío Castrillón Hoyos em Aparecida
Presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei»

APARECIDA, quinta-feira, 17 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção do cardeal Darío Castrillón, presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», pronunciada nesta quarta-feira na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. 
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Queridos e venerados irmãos: 


Permito-me apresentar um breve relatório sobre a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei e sobre o estado da realidade pastoral que o Santo Padre colocou sob sua competência.

Esta Comissão foi instituída pelo Servo de Deus João Paulo II em 1988, quando um grupo notável de sacerdotes, religiosos e fiéis que tinham manifestado sua desconformidade com a reforma litúrgica conciliar e se congregaram sob a liderança do Arcebispo francês Marcel Lefebvre, separaram-se deste porque não estiveram de acordo com a ação cismática da ordenação de Bispos sem o devido mandato pontifício. Eles, então, preferiram manter a plena união com a Igreja. O Santo Padre, mediante o Motu Proprio Ecclesia Dei Adflicta, confiou a esta Comissão o cuidado pastoral destes fiéis tradicionalistas. 

Hoje a atividade da Comissão não se limita ao serviço daqueles fiéis que em tal oportunidade quiseram manter-se em plena comunhão com a Igreja, nem aos esforços encaminhados a pôr fim à dolorosa situação cismática e a obter a volta destes irmãos da fraternidade São Pio X à plena comunhão. Por vontade do Santo Padre, este Dicastério estende, além disso, seu serviço a satisfazer as justas aspirações de quantos por uma sensibilidade particular, sem ter tido vínculos com os dois grupos citados, desejam manter viva a liturgia latina anterior na celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos

Sem dúvida alguma, o empenho mais importante, que cabe a toda a Igreja, é a busca de pôr fim à ação cismática e reconstruir, sem ambigüidades a plena comunhão. O Santo Padre, que foi durante alguns anos membro desta Comissão, quer que ela se converta em um organismo da Santa Sé com a finalidade própria e distinta de conservar e manter o valor da liturgia latina tradicional. Mas se deve afirmar com toda claridade que não se trata de um voltar para atrás, de uma volta aos tempos anteriores à reforma de 1970. Trata-se pelo contrário de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer pôr a disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à liturgia antiga. A recuperação desta riqueza se une à não menos preciosa da liturgia atual da Igreja.

Por estas razões o Santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por esta razão o Santo Padre pensa que chegou o tempo de facilitar, como o quis a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano. 

Há algumas boas experiências de comunidades de vida religiosa ou apostólica erigidas pela Santa Sé recentemente que celebram em paz e serenidade esta liturgia. Em torno delas se congregam assembléias de fiéis que freqüentam estas celebrações com alegria e gratidão. As criações mais recentes som o Instituto de São Felipe Neri em Berlim, que funciona como um Oratório e se fez presente também, com boa acolhida, na Diocese do Tréveris; o Instituto do Bom Pastor de Burdeos que reúne sacerdotes, seminaristas e fiéis, alguns saídos da Fraternidade São Pio X. Estão muito adiantados os trâmites para o reconhecimento de uma comunidade contemplativa, o Oásis de Jesus Sacerdote, de Barcelona. 

Na América Latina, como sabemos muito bem, devemos agradecer ao Senhor pela volta de toda uma Diocese, a de Campos, antes lefevriana que agora, depois de cinco anos, apresenta frutos bons. Foi uma volta pacífica e os fiéis que se inscreveram na Administração Apostólica, estão contentes de poder viver em paz em suas comunidades paroquiais; mais ainda, em efeito algumas dioceses brasileiras fizeram contatos com a Administração Apostólica de Campos que colocou ao seu dispor sacerdotes para a atenção pastoral dos fiéis tradicionalistas em suas igrejas locais. O projeto do Santo Padre foi já parcialmente provado em Campos onde a coabitação pacífica das duas formas do único rito romano na Igreja é uma bela realidade. Temos a esperança de que tal modelo produza bons frutos, também em outros lugares da Igreja onde vivem juntos fiéis católicos com sensibilidades litúrgicas diversas. E esperamos, além disso, que tal modo de viver juntos atraia também àqueles tradicionalistas que ainda estão longe
Os membros atuais da Comissão são os Sres. Cardeais Julián Herranz, Jean-Pierre Ricard, William Joseph Levada, Antonio Cañizares, e Franc Rodé. São consultores os Subsecretários de alguns Dicastérios. 

Até agora estiveram sob a Ecclesia Dei várias comunidades dispersas pelo mundo. 300 sacerdotes, 79 religiosos, 300 religiosas, 200 seminaristas e várias centenas de milhares de fiéis. Curiosamente aumenta o interesse dos jovens na França, Estados Unidos, Brasil, Itália, Escandinávia, Austrália e China. No momento do retorno, de Campos voltaram 50 sacerdotes, uns cinqüenta seminaristas, 100 religiosas e 25.000 fiéis. 

Hoje o grupo dos lefevrianos consta de 4 Bispos que foram ordenados por Dom Lefebvre, de 500 sacerdotes e 600.000 fiéis. Ao grupo se uniram igualmente vários monastérios contemplativos e alguns grupos religiosos masculinos e femininos, têm paróquias (chamam-nos priorados), seminários e associações. Estão presentes em 26 países. 

Peçamos ao Senhor que este projeto do Santo Padre possa realizar-se logo para a unidade da Igreja.

[Texto em língua portuguesa distribuído pelo CELAM]

Fonte: Zenit - http://www.zenit.org/article-15069?l=portuguese