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Otra buena noticia: también se restablece la Santa Misa Tridentina de los Franciscanos de la Inmaculada en Florencia (Italia)

CATHOLICVS | A VIDA SACERDOTAL

Tras la buena noticia en relación a los Franciscanos de la Inmaculada y la celebración de la Santa Misa tradicional, que publiqué el pasado domingo (ver aquí), la Coordinadora Toscana Benedicto XVI da otra buena noticia que va en la misma dirección: ha anunciado que la solicitud hecha por los Frailes Franciscanos de la Inmaculada de Florencia para el restablecimiento de la Santa Misa en el rito antiguo, también fue aceptada por el Comisario Apostólico, el P. Fidenzio Volpi.

Las celebraciones comenzarán de nuevo en la Iglesia de S. Salvatore de Todos los Santos (Ognisanti), el próximo domingo 1 de septiembre, a las 12 am, y tendrá la misma frecuencia establecida anteriormente: domingos y festivos a las 12 am y los días de diario a las 8 am. La dirección es: Borgo Ognissanti, 42, Florencia (Italia). Tel.: 055 2398700.

La Coordinadora ha expresado su satisfacción por el resultado y sigue rezando en apoyo del fecundo apostolado de los Padres Franciscanos de la Inmaculada. La imagen que abre esta entrada fue tomada hace varios años durante las Ordenaciones diaconales conferidas por S. E. R. Raymond Leo S.R.E. Card. Burke en la parroquia de Ognissanti de Florencia, asistido por los Franciscanos de la Inmaculada. En la siguiente imagen puede verse la fachada de la iglesia parroquial de San Salvatore in Ognissanti de Florencia, donde los PP. Franciscanos de la Inmaculada también volverán a oficiar la Santa Misa Tridentina, tras la reciente prohibición de la Congregación para los Institutos de Vida Consagrada y Sociedades de Vida Apostólica, a cuyo frente se encuentra como Prefecto S. E. R. João S.R.E. Card. Braz de Aviz.

Cardeal Burke: a Liturgia "não é invenção humana, mas um presente de Deus para nós"

Via Pe. Paulo Ricardo

Em entrevista exclusiva a Zenit, o Cardeal Burke fala da importância de estudar a liturgia, da sua relação com a causa pró-vida e dos abusos litúrgicos.
Os abusos litúrgicos que se seguiram às reformas do Concílio Vaticano II estão "estreitamente relacionados" com uma grande porção de corrupção moral que existe no mundo hoje, diz o cardeal Raymond Leo Burke.
Em uma entrevista exclusiva a Zenit nos bastidores de "Sacra Liturgia 2013", uma grande conferência internacional sobre liturgia ocorrida em Roma no final de junho, o norte-americano mais influente do Vaticano diz que liturgias pobres também levaram a "uma leviandade na catequese" que tem "impactado" e deixado gerações de católicos mal preparadas para lidar com os desafios de hoje.
Em uma ampla discussão, o Cardeal Burke, que é Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, também explica a importância da lei litúrgica, como o Papa Francisco aborda a liturgia e porque a sagrada liturgia é vital para a nova evangelização.
ZENIT: Eminência, quais eram suas esperanças para essa conferência?
Cardeal Burke: Minha esperança para a conferência era um retorno ao ensinamento do Concílio Ecumênico Vaticano II sobre a sagrada liturgia. Além disso, um aprofundamento e apreciação da continuidade do ensinamento praticado na sagrada liturgia durante a história da Igreja, e que também se reflete no Concílio Ecumênico Vaticano II – algo que foi obscurecido depois do Concílio. Eu acredito que, em grande parte, isso foi alcançado.
ZENIT: Nós estamos saindo desse período agora?
Cardeal Burke: Sim, já o Papa Paulo VI, depois do Concílio, de uma maneira bem intensa, e depois João Paulo II e Papa Bento XVI, trabalharam diligentemente para restaurar a verdadeira natureza da sagrada liturgia como o presente de adoração dado por nós a Deus e que nós prestamos a Deus da maneira que Ele nos ensina a adorar. Então, não é invenção humana, mas um presente de Deus para nós.
ZENIT: Como é importante um bom entendimento da liturgia na Igreja de hoje. Como isso pode ajudar a evangelização?
Cardeal Burke: Para mim, é fundamental. É a mais importante área da catequese: entender a adoração devida a Deus. Os três primeiros mandamentos do Decálogo têm a ver com o relacionamento correto com Deus, especialmente no que diz respeito à adoração. É só quando nós entendemos nossa relação com Deus na oferta da adoração que nós também entendemos a ordem correta de todos os outros relacionamentos que nós temos. Como o Papa Bento XVI disse em seu belo magistério sobre a sagrada liturgia, o qual ele expressou com tanta frequência, consiste nessa conexão entre adoração e conduta correta, a
doração e lei, adoração e disciplina.
ZENIT: Alguns argumentam que a liturgia tem mais a ver com estética, e não é tão importante quanto, vamos dizer, boas obras feitas com fé. Qual a sua visão desse argumento?
Cardeal Burke: É um erro de concepção comum. Primeiro, a liturgia tem a ver com Cristo. É Cristo vivo em Sua Igreja, Cristo glorioso vindo ao nosso meio e agindo em nós por meio dos sinais sacramentais, para nos dar o presente da vida eterna para nos salvarmos. É a fonte de qualquer obra verdadeiramente caridosa que realizamos, qualquer boa obra que fazemos. Então, a pessoa cujo coração é cheio de caridade e quer fazer boas obras vai, como Madre Teresa, oferecer seu primeiro propósito à adoração de Deus, a fim de que, quando ele for oferecer caridade para as pessoas pobres ou necessitadas, seja no nível de Deus, e não em um nível humano.
ZENIT: Alguns também dizem que estar preocupado com as normas litúrgicas é ser extremado legalista, que é um sufocamento do espírito. Como uma pessoa pode responder isso? Por que devemos nos preocupar com as normas litúrgicas?
Cardeal Burke: A lei litúrgica nos disciplina, a fim de que tenhamos a liberdade de adorar a Deus; de outro modo, somos sequestrados – nós somos as vítimas ou escravos ou das nossas ideias individuais, ideias relativas disto ou daquilo, ou da comunidade ou de qualquer outra coisa. Mas a lei litúrgica salvaguarda a objetividade da adoração divina e prepara esse espaço entre nós, essa liberdade de adorar a Deus como Ele quer, para que, então, estejamos certos de não estarmos adorando a nós mesmos ou, ao mesmo tempo, como diz Aquinate, falsificando de algum modo o culto divino.
ZENIT: Ela oferece uma espécie de modelo?
Cardeal Burke: Exatamente, é o que disciplina faz em todo aspecto de nossas vidas. A menos que sejamos disciplinados, então não somos livres.
ZENIT: Como um bispo diocesano nos Estados Unidos, qual o estado em que o senhor encontrou a liturgia nas paróquias das quais o senhor esteve encarregado de cuidar? Quais são, na sua visão, as prioridades para a renovação litúrgica na vida diocesana hoje?
Cardeal Burke: Eu encontrei, é claro, vários aspectos bonitos – em ambas as dioceses nas quais servi –, como um forte senso de participação da parte dos fiéis. O que eu também encontrei foram algumas sombras, como o Papa João Paulo II as chamava: a perda da fé na Eucaristia, a perda da devoção eucarística e certos abusos litúrgicos. E, como bispo diocesano, eu precisava enfrentá-los e eu fiz o melhor que pude. Mas, ao enfrentá-los, você sempre tenta ajudar tanto o padre quanto os fiéis a entenderem as razões profundas para a disciplina da Igreja, as razões pelas quais certo abuso não somente não ajuda no culto divino, como, de fato, o bloqueia e o corrompe.
ZENIT: É dito que amar a sagrada liturgia e ser pró-vida andam juntos, que aqueles que adoram corretamente são mais dados a querer trazer crianças para o mundo. Você poderia explicar por que é assim?
Cardeal Burke: É na sagrada liturgia, acima de tudo, e particularmente na Sagrada Eucaristia, que nós olhamos para o amor que Deus tem por cada vida humana sem exceção, sem limites, começando pelo primeiro momento da concepção, porque Cristo derramou sua vida, como ele disse, por todos os homens. E lembre-se que Ele nos ensina que tudo o que tivermos feito ao menor dos nossos irmãos, nós fazemos diretamente a Ele. Em outras palavras, Ele se identifica a si mesmo no sacrifício eucarístico com cada vida humana. Então, se por um lado, a Eucaristia inspira uma grande reverência, respeito e cuidado pela vida humana, ao mesmo tempo inspira uma alegria entre aqueles que são casados de procriar, de cooperar com Deus em trazer uma nova vida humana a este mundo.
ZENIT: "Sacra Liturgia" foi sobre celebração litúrgica, mas também formação. Qual a base de formação litúrgica que precisamos em nossas paróquias, dioceses e particularmente em nossos seminários?
Cardeal Burke: A primeira importante lição que precisa ser ensinada é a de que a sagrada liturgia é uma expressão do direito divino de receber de nós o culto que lhe é devido, e que emana de quem nós somos. Nós somos criaturas de Deus e, então, o culto divino, de um modo bem particular, expressa ao mesmo tempo a infinita majestade de Deus e também nossa dignidade como as únicas criaturas na terra capazes de prestar-lhe culto, de, em outras palavras, elevar a Ele nossas mentes e corações em louvor e adoração. Essa seria a primeira lição. Depois, estudar com atenção como os ritos litúrgicos se desenvolveram ao longo dos séculos e não ver a história da Igreja como uma espécie de corrupção daqueles ritos litúrgicos. Neste sentido, a Igreja, no decorrer do tempo, chegou a um entendimento cada vez mais profundo da sagrada liturgia e expressou isso de várias formas, através das vestes sagradas, dos vasos sagrados, da arquitetura sacra – até o cuidado com os paramentos utilizados na Santa Missa. Todas essas são expressões da realidade litúrgica e devem ser cuidadosamente estudadas, e, é claro, então, deve-se estudar a relação da liturgia com os outros aspectos das nossas vidas.
ZENIT: Você é conhecido por celebrar a Forma Extraordinária do Rito Romano. Por que o Papa Bento XVI tornou-a livremente disponível e que papel isso tem na Igreja do século XXI?
Cardeal Burke: O que o Papa Bento XVI viu e experimentou, também por aqueles que vinham a ele, e que estavam muito ligados ao que chamamos hoje de Forma Extraordinária – a Missa Tradicional – foi que, nas reformas introduzidas depois do Concílio, ocorreu uma incompreensão fundamental: nomeadamente, as reformas foram feitas com a ideia de que havia uma ruptura, de que o modo como a Missa era celebrada até o tempo do Concílio era, de alguma maneira, radicalmente defeituosa e que deveria haver uma mudança violenta, uma redução nos ritos litúrgicos e até na linguagem usada, em todos os aspectos. Então, a fim de restabelecer a continuidade, o Santo Padre deu ampla possibilidade para a celebração dos ritos sagrados tal como eram celebrados até 1962, e então expressou a esperança de que através destas duas formas do mesmo rito – é tudo o mesmo rito romano, pode ser diferente, mas é a mesma Missa, o mesmo Sacramento da Penitência e assim por diante – poderia haver um mútuo enriquecimento. E essa continuidade poderia ser mais perfeitamente expressa no que alguns chamaram de "reforma da reforma".
ZENIT: Papa Francisco é uma pessoa diferente de Bento XVI em vários aspectos, mas é difícil de acreditar que há diferenças substanciais entre eles na importância da sagrada liturgia. Existem algumas diferenças?
Cardeal Burke: Eu não vejo nada disso. O Santo Padre claramente não teve a oportunidade de ensinar com autoridade sobre a sagrada liturgia, mas nas coisas que ele disse sobre a sagrada liturgia eu vejo uma perfeita continuidade com o Papa Bento XVI e com sua disciplina, e é isso o que o Papa Francisco está fazendo.
ZENIT: Essa conferência está refletindo sobre os 50 anos desde a abertura do Concílio Vaticano II, e, há 50 anos, em dezembro, essa constituição sobre a sagrada liturgia foi promulgada. Você já mencionou como a renovação litúrgica não foi como o Concílio desejava, mas como você vê o progresso das coisas no futuro? O que você prevê, especialmente entre os jovens?
Cardeal Burke: Os jovens estão voltando atrás agora e estudando ambos os textos do Concílio Ecumênico Vaticano II com os seus sérios textos sobre teologia litúrgica que permanecem válidos ainda hoje. Eles estão estudando os ritos como eles eram celebrados, se esforçando para entender o significado e vários elementos do dito e há um grande entusiasmo e interesse nisso. Tudo isso, eu acredito, é direcionado a uma experiência mais intensa da presença de Deus conosco na sagrada liturgia. Esse elemento transcendente foi mais tristemente perdido quando a reforma após o Concílio foi, por assim dizer, enviesada e manipulada para outros propósitos – aquele senso de transcendência da ação de Cristo por meio dos sacramentos.
ZENIT: Isso reflete a perda do sagrado na sociedade como um todo?
Cardeal Burke: Reflete, de fato. Para mim, não há dúvidas de que os abusos na sagrada liturgia, a redução da sagrada liturgia a uma espécie de atividade humana, está estreitamente relacionada a muita corrupção moral e a uma leviandade na catequese que tem impactado e deixado gerações de católicos mal preparadas para lidar com os desafios do nosso tempo. Você pode ver isso em toda a gama da vida da Igreja.
ZENIT: O Papa Bento disse certa vez que as crises que vemos na sociedade hoje podem ser associadas aos problemas na liturgia.
Cardeal Burke: Sim, ele estava convencido disso e eu posso dizer que também estou. Era, é claro, mais importante que ele estivesse convencido disso, mas eu acredito que ele estava absolutamente correto.
Fonte: Zenit | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

Cardeal Burke: “A Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais”


Cardeal Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica.
A conhecida revista francesa “Famille Chrétienne”, em sua edição de 20 de junho último, publica importante entrevista do Cardeal Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, o mais elevado e decisivo Tribunal da Santa Sé.

Nessa entrevista, feita pelo jornalista Pierre de Calbiac, o Cardeal Burke, de origem norte-americana, expõe a doutrina católica e a lei natural a propósito de temas da maior atualidade, como a família, o aborto, o homossexualismo, a proibição da comunhão a políticos abortistas e a preservação moral das crianças.

Reproduzimos aqui a íntegra dessa entrevista.


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Cardeal Burke: “A Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais”

Pierre de Calbiac
(Tradução Helio Viana)


O cardeal Raymond Leo Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, esteve presente nas jornadas Evangelium vitae, concluídas pelo Papa Francisco I no dia 16 de junho em Roma. Ele exorta os católicos a se mobilizarem – inclusive na rua se necessário – para defender a família e a vida.

A defesa da vida é um combate incessante para a Igreja, como o atesta, entre outros, a continuação das jornadas Evangelium vitae lançadas por João Paulo II. Onde se radica essa prioridade?

A lei que a Revelação nos deu nos ensina que o primeiro direito de um ser humano é de viver. Esta verdade, que é a inviolabilidade de vida inocente, é tão mais evidente quando se lembra que Cristo morreu por todos os seres humanos sem exceção. Lembremos igualmente a parábola do juízo final: “O que fazeis ao menor dos meus é a mim que o fazeis” (Mateus 25,40). Ora, aqueles que são vivos, mas ainda não nasceram, são os menores. É por isso que a Igreja conclamará sempre a proteger a vida inocente. Mais ainda, o primeiro preceito da lei natural é o de promover e proteger a vida humana. Inscrito no coração de cada um, este preceito é participado por todo mundo, seja qual for a sua orientação espiritual.

Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, assinada pelo cardeal Ratzinger em 2004, indicava que não se devia dar a comunhão a políticos católicos, homens e mulheres, que defendessem publicamente o aborto. Ela está ainda vigente?

Inteiramente ! Os homens políticos que se dizem católicos, mas que defendem o aborto pretendendo não querer impor suas convicções religiosas, estão no erro, pois, como eu já o disse, a revelação divina não vem senão confirmar aquilo que a lei natural acessível a todos já estabeleceu. E aqueles que fazem abertamente a promoção do aborto não devem, portanto, ter acesso à sagrada comunhão. Esta regra de disciplina canônica está prevista no artigo 915 do Código de Direito Canônico. Os católicos devem saber manifestar sua oposição, inclusive na rua, quando necessário.

Qual é o papel da família no respeito pela vida?

A família tem o primeiro papel, pois são os pais que devem ensinar os filhos a respeitarem a vida humana e a si próprios. Em uma segunda etapa, a educação religiosa deve preparar os filhos nesse sentido. Nesta ótica, a catequese é muito importante. Durante os anos, a maneira de ensinar o catecismo às crianças foi de tal maneira pobre que há uma necessidade de realizar um verdadeiro trabalho nesse ponto. Espero que esse tempo em que a catequese foi empobrecida acabou. Lembro-me de que quando eu era bispo de uma diocese, tentei tanto que pude remediar esses problemas.

Vossa Eminência é o prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, que vela pela boa administração da justiça eclesiástica. O que diz o ensinamento da Igreja sobre as uniões homossexuais?

O ensinamento da Igreja é muito claro. A união sexual é moral no âmbito do casamento, sendo ela a expressão de um amor fiel, permanente e fecundo, isto é, procriador, entre um homem e uma mulher. Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, aparecida em 2003 e assinada pelo Cardeal Ratzinger, então prefeito dessa mesma congregação, condenava assim toda forma de legalização das uniões homossexuais. A natureza nos ensina que o homem e a mulher são feitos um para o outro. A alteridade é uma condição necessária ao casamento. Cumpre, pois, compreender que a Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais, que não podem ser naturalmente procriadoras.

Na França, a lei que legaliza o casamento homossexual foi votada. O que os católicos devem fazer doravante?

Acompanhei o combate dos franceses contra essa lei. Eu posso lhes dizer aqui: continuem a manifestar, continuem a mostrar que essa lei é injusta e imoral. A Igreja os apoiará nesse combate pela justiça. Eu incito assim os padres e os bispos a continuar nessa via e a manifestar sua oposição na rua se necessário. É importante que eles dêem o exemplo. Eu mesmo cheguei a manifestar, notadamente na Marcha pela Vida. Na Evangelium vitae, João Paulo II faz referência à desobediência civil, é nesse gênero de caso que devemos praticá-la. Os pais têm igualmente um trabalho a fazer contra essas leis insidiosas. Eles devem observar o que fazem seus filhos. O pior hoje é sem dúvida a pornografia. Os pais devem prestar atenção principalmente quando os filhos utilizam o computador e olham coisas cujos efeitos eles não medem e que fazem muito mal.

Como preservar as crianças desses desvios de conduta quando exibidos na rua?

É preciso que os pais procurem manter seus filhos longe de tudo isso e explicar-lhes o que é bem e o que é mal. A escola é também um lugar no qual importa investir. É necessário principalmente que o ensino católico seja ainda mais católico do que o é atualmente.

(Fonte: Famille Chrétienne)

Cardeal Burke: “Penso também no incansável trabalho de nosso Santo Padre para levar a cabo uma reforma da reforma litúrgica pós-conciliar, conformando a celebração da Sagrada Liturgia ao ensinamento perene da Igreja”.


Nota do editor: Embora a postagem seja antiga, é muito rica e preciosa. Sentimos por publicá-la tão tardiamente.


***

Cardeal Burke profere homilia no Pontifício Colégio Norte-Americano, em Roma.
Cardeal Raymond Leo Burke profere homilia no Pontifício Colégio Norte-Americano, em Roma.
A batina, a tradicional e venerável veste do Padre, Bispo e Cardeal, ao executar o ofício da caridade pastoral, sobretudo nos Sacramentos da Penitência e Sagrada Eucarístia, é um sinal de sua pertença total a Cristo através da consagração sacerdotal. Quando o Padre veste a batina, é lembrado, de uma maneira visível, que foi configurado a Cristo, Cabeça e Pastor do rebanho em todo tempo e lugar, e que é Cristo quem age nele, mais especialmente no oferecimento no Santo Sacrifíio da Missa e no perdão dos pecados no Sacramento da Penitência, para a salvação de todos os homens de todo o mundo. A batina também o ajuda a evitar a tentação de se ver, em vez de Cristo, como o protagonista nas obras de caridade pastoral, e, por isso, ela é uma ajuda prática na vida conversão diária de vida, no esvaziamento diário de si, de modo que seu ser sacerdotal possa ser preenchido com a graça de Cristo Sumo Sacerdote.
[...] No empenho em compreender o serviço do Cardeal na Igreja, naturalmente nos voltamos para as vidas de Cardeais que foram heroicamente virtuosos em cumprir as responsabilidades de seu ofício. Penso, por exemplo, em São João Fisher, que recebeu o chapéu Cardinalício quando já estava na prisão por sua recusa a assinar o Ato de Supremacia, do Rei Henrique VIII, pelo qual ele teria traído Cristo, negando que Cristo apenas é Cabeça e Pastor da Igreja através de Seu Vigário na terra, o Romano Pontífice, Sucessor de São Pedro. Quando o chapéu Cardinalício chegou a Calais, na França, em seu caminho de Roma para Londres, o Rei foi informado e enviou imediatamente seu secretário, Thomas Cromwell, para conversar com Dom Fisher na prisão. Quando Cromwell perguntou ao bom bispo se ele aceitaria o chapéu Cardinalício que o Santo Padre, o Papa Paulo III, deveria lhe enviar, São João Fisher respondeu:
“Reconheço-me mui indigno de tamanha dignidade, que não penso absolutamente nada sobre tais questões; mas se ele o enviar, esteja certo que trabalharei de todas as formas para que possa beneficiar a Igreja de Cristo, e a este respeito o receberei de joelhos”.
O Rei, cujo coração outrora pertencera ao Senhor, mas que então havia se voltado contra o Senhor, compreendeu o significado das palavras de São João Fisher e, em sua irada rebelião contra lei de Nosso Senhor escrita em seu próprio coração, declarou:
“Bem, deixem que o Papa lhe envie um chapéu quando desejar. Mas providenciarei para que, ao chegar, ele possa usá-lo sobre seus ombros, pois não terá mais cabeça para nela vê-lo”.
Em 22 de junho de 1535, São João Fisher foi decaptado, intrépido em doar-se totalmente a Nosso Senhor e Sua Igreja, até o derramamento do seu sangue.
[...]
Há muitos outros aspectos do ministério petrino do Papa Bento XVI aos quais um Cardeal deve observar e estar pronto também a oferecer sua assistência ao Vigário de Cristo na Terra.
Penso também no incansável trabalho de nosso Santo Padre para levar a cabo uma reforma da reforma litúrgica pós-conciliar, conformando a celebração da Sagrada Liturgia ao ensinamento perene da Igreja como fora apresentado novamente no Concílio Ecumênico Vaticano Segundo, de modo que em toda ação litúrgica possamos ver mais claramente a ação do próprio Cristo, que une céu e terra, mesmo agora, na preparação de Sua vinda final, quando inaugurará “novos céus e nova terra”, quando celebraremos todos a plenitude da vida e do amor na liturgia da Jerusalém celestial. O Cardeal hoje é chamado, de maneira especial, a assistir o Sucessor de São Pedro, em transmitir, em uma intacta linha orgânica, o que o próprio Cristo nos deu na Igreja, Seu Sacrifício Eucarístico, “fonte e mais alta expressão de toda a vida Cristã”. A correta ordem do Culto Divino na Igreja é a condição da possibilidade da correta ordem de seu ensinamento e da correta ordem de sua conduta.

Neste vídeo o prefeito da Signatura Apostólica, Raymond Leo Cardeal Burke, fala sobre o processo de reconciliação entre a Fraternidade São Pio X e a Santa Sé.

Cardinal Burke optimistic on reconciliation with SSPX

Cardinal Raymond L. Burke, prefect of the Supreme Tribunal of the Apostolic Signatura, talked to CNS about the ongoing reconciliation talks with the traditionalist Society of St. Pius X.
Cardinal Burke optimistic on reconciliation with SSPX


Cardinal Burke (CNS file/Paul Haring)
By Francis X. Rocca
Catholic News Service

VATICAN CITY (CNS) -- A senior Vatican official voiced optimism about reconciliation talks with the traditionalist Society of St. Pius X, while acknowledging the longer-term challenge of bringing the breakaway group under papal leadership.

"I believe that the reconciliation will take place, and then we have to devote ourselves to consolidating it and helping it to go forward," Cardinal Raymond L. Burke toldCatholic News Service June 15, two days after Bishop Bernard Fellay, superior general of the SSPX, met with Vatican officials.

At that meeting, according to statements by both sides, the Vatican presented Bishop Fellay with an evaluation of the society's positions on a series of doctrinal questions and a draft document proposing that the SSPX become a personal prelature, effectively an international diocese under the direct authority of the pope.

But an SSPX statement also said that unresolved "doctrinal difficulties" with the teachings of the Second Vatican Council and the Catholic Church's subsequent liturgical reform could lead to a "new phase of discussions" over how to end nearly 25 years of separation.

Cardinal Burke, prefect of the Supreme Court of the Apostolic Signature and a former archbishop of St. Louis, said his talks with SSPX clergy and lay members have indicated that the "great majority" desire full communion with Rome and Pope Benedict XVI. 

"The pope is their pope, in the sense that they see him as the pastor of the universal church," Cardinal Burke said. "They see their situation as anomalous, (in) that they believe in him as the successor of St. Peter and yet they're not under his care."

The cardinal also emphasized Pope Benedict's determination to reach an agreement. 

"It is clear that in his heart he wants very much the reconciliation," Cardinal Burke said.

In 2007, Pope Benedict satisfied a central demand of the SSPX when he lifted restrictions on celebration of the traditional Latin Mass. Two years later, he lifted the excommunications that Bishop Fellay and the three other SSPX bishops had incurred when they were ordained without papal permission; later the same year, he established a Vatican committee to hold doctrinal talks with society representatives.

Cardinal Burke said reconciliation with the traditionalist society would be "really a gift for the whole church." 

"They have the Catholic faith and the love of the sacred liturgy," he said.

After nearly a quarter-century since the Society of St. Pius X bishops were excommunicated in 1988, the process of reintegration will not be an easy one, Cardinal Burke said.

"There'll be some rough spots along the way," he said. "When you've been away for all these years from close unity with the Roman Catholic Church, there will be adjustments.

"There will have to be a change in the way of thinking and acting, by which the obedience to the Holy Father becomes much more concrete, because they will be directly under his governance, which they have not been for these past decades," he said.

But the "challenge of obedience is in the whole church," Cardinal Burke said. "There are others who have other ideas and approaches, who also the Holy Father calls to obedience. And so I think that we can all learn from this."

END

[Cardeal Burke] "Estamos a caminho de uma perseguição cristã nos Estados Unidos"

Vaticano, 28 de novembro de 2011 (LifeSiteNews.com) – Um dos cardeais da mais alta hierarquia da Igreja disse que os EUA estão “no bom caminho” para a perseguição dos cristãos.

O Cardeal Raymond Burke, antigo Arcebispo de St. Louis e agora o mais alto membro da corte do Vaticano, disse a Agência de Notícias Católicas (Catholic News Agency) que ele seria capaz de prever o tempo em que a Igreja Católica nos EUA, “mesmo anunciando seu próprio ensinamento”, é acusada de engajar-se em atividades ilegais, por exemplo, por seus ensinamentos sobre a sexualidade humana.

Perguntado se ele já poderia ver os católicos americanos sendo presos por causa de sua fé, o cardeal responde: “Sim, eu posso ver isso”.

Em seu discurso a vários bispos dos EUA no encontro de sábado, o Papa Bento XVI fez um aviso enfático e semelhante sobre os EUA. O Papa falou-lhes da gravidade das mudanças que a Igreja estadunidense, a qual está sob a sua liderança, é chamada a enfrentar em um futuro próximo e a qual não pode subestimar.


Ele acrescentou: "Os obstáculos à fé e prática cristã criados por uma cultura secularizada também afetam a vida dos crentes."
Na entrevista publicada hoje, o Cardeal Burke declarou que "há uma guerra" e é um momento crítico para os cristãos defenderam a lei moral natural.” Eles não deveriam, advertiu, “de fato, a secularização irá predominar e nos destruirá.”

O Papa Bento XVI também pediu aos bispos dos Estados Unidos para falarem em defesa da moralidade. "O momento atual pode ser visto, em termos positivos, como um chamamento a exercitar a dimensão profética do seu ministério episcopal, falando ousadamente, humildemente e insistentemente em defesa da verdade moral, e oferecendo uma palavra de esperança, capaz de abrir corações e mentes para a verdade que nos liberta", disse ele.


O Presidente da Liga Católica, Bill Donohue, disse para LifeSiteNews que os comentários Cardeal Burke foram precisos e não há exageros. "A laicidade tornou-se militante", disse ele."Muitas elites estão tendo uma abordagem agressiva e secular. Eles se alinharam contra a Igreja Católica e outras igrejas cristãs especialmente por causa de sua posição sobre valores morais."

Donohue deu o exemplo de Nova York, onde o 'casamento' gay foi aprovado sem debate ou isenção para clérigos que se opõem a aprovar tais certidões (de “casamento gay”). Ele também observou a proibição de adotar às agências de adoção católicas, uma vez que não foram capazes de cumprir com as leis obrigando a adoção homossexual.

"O maior problema”, acrescentou, "é o HHS da Administração Obama." A prestação forçada de abortivos e contraceptivos em planos de saúde privados, sob pena de multas foi descrito pelo presidente da Liga Católica com “empurrar goela abaixo na Igreja Católica os valores da Administração Obama.


Tradução Alex Antunes