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SANTA FRANCISCA ROMANA: MODELO DE CONVIVÊNCIA COM OS SANTOS ANJOS

Santa Francisca Romana e o Santo Anjo

É importante alimentar constantemente nossa devoção aos Santos Anjos senão pouco a pouco iremos perdendo o entusiasmo e o fervor, e até podemos esquecer de nossos Irmãos celestiais que tanto querem ajudar-nos, mas só podem fazê-lo na medida em que nós deixamos e pedimos a sua ajuda. Por isso, queremos nesta Carta apresentar Francisca Romana, uma santa que recebeu de Deus a graça prodigiosa de ser acompanhada por três Anjos diferentes durante a sua vida. Eles a guiaram, iluminaram, consolaram, mas também, corrigiram e exigiram penitência de suas faltas. Nela encontramos o exemplo de uma vida de intimidade muito grande com os Santos Anjos (este texto foi baseado no livro Vereint mit den Engeln und Heilegen de Ferdinand Holböck, Stein am Rhein, 1984, pág. 302 ss).

A ESCOLHA DA VIDA: FAÇA-SE A VOSSA VONTADE, SENHOR
Santa Francisca nasceu em Roma no ano 1384, descendente da distinta família “De Busci”. Era uma época turbulenta, pois havia um cisma na Igreja e uma grande confusão no ocidente. A Cidade Santa encontrava-se em ruínas. No foro romano transitavam vacas e a Basílica de São Paulo servia de estábulo aos pastores para seus rebanhos. No entanto, Deus compadeceu-se da miséria daquela época, e concedeu ao povo o consolo de Sua assistência através do surgimento de grandes figuras santas, entre elas, Francisca Romana.
Francisca nutria o desejo ardente de entrar na vida religiosa, mas os planos de seus pais eram bem diferentes. Desejavam para ela o matrimônio e toda resistência de sua parte não resultou em nada; por fim, ela aceitou esses planos obedecendo ao conselho de seu confessor. Já aos doze anos estava casada com Lorenzo de Ponziani, um homem rico e nobre que a amava muito.
Junto com ela, no palácio, vivia sua cunhada Vanozza, que encontrando-a uma vez chorando amargamente, perguntou o motivo dessas lágrimas, e esta confessou seu enorme desejo de viver num convento. Descobriram, então, que ambas tiveram a mesma sorte: Vanozza também quis entrar num mosteiro, mas fora obrigada a casar-se. A partir de então começou uma grande amizade entre elas, amizade esta que durou 36 anos. Juntas rezaram, jejuaram e fizeram obras de caridade. Como havia uma sala em desuso no palácio, elas a transformaram em uma capela de oração, onde dedicavam várias horas noturnas em prolongadas orações.
Três anos depois do casamento, Francisca adoeceu gravemente. Já se temia a morte da jovem esposa, quando então, apareceu-lhe santo Aleixo que, colocando o seu manto cor de ouro ao redor dela, disse: “Terás a vida, pois o Senhor quer que ainda fiques no mundo para a glória de Seu nome”. No mesmo instante ficou curada. Isso aconteceu no ano 1399.

O PRIMEIRO ANJO - GUIA NO CAMINHO DA PURIFICAÇÃO
Foi nesse mesmo ano que Francisca recebeu um Anjo do nono coro. Ele não era visível para ela mas ficava constantemente a seu lado e ela podia perceber sua presença por meio de sinais bem claros. Esse Anjo foi um grande amigo e conselheiro, mas também, um severo admoestador que a castigava até sensivelmente quando cometia pequenas faltas; vigiava todos seus pensamentos, palavras e obras, guiando-a dessa forma no caminho da santidade. Quando ela, por exemplo, uma vez não interrompeu uma conversa muito superficial devido ao respeito humano, o Anjo lhe deu uma bofetada tão forte que em toda sala ouviu-se o barulho e, por muito tempo, podiam-se ver os sinais que esta bofetada lhe deixou em seu rosto.

O auxílio do Anjo para assumir as obrigações de seu estado de vida
No que diz respeito ao seu matrimônio o Anjo ajudou-a a encontrar as atitudes e os valores positivos desse estado de vida, de maneira que ela começou a viver essa união sacramental muito conscientemente. Assim, também ajudou-a a cumprir os deveres de uma dona-de-casa, aliás, de uma das casas mais ricas de Roma, mostrando-lhe que isso não era perda de tempo, mas, dever de estado. E quando, pela primeira vez, deu à luz um filho, a quem chamou de Batista, foi o Anjo que a fez deixar as severas mortificações por amor a seu filho. Ela recebeu também uma forte iluminação interior que a tornou capaz de compreender o quanto vale diante de Deus, como verdadeira oração, quando se cumpre com amor os deveres de mãe e da educação dos filhos.

Esses fatos nos mostram que este Anjo tinha a tarefa de cuidar da purificação de Francisca. Mostra também como os nossos deveres de estado e nossas tarefas cotidianas fazem parte dessa purificação, e como o seu cumprimento tem preferência diante das mortificações particulares. Em primeiro lugar, a nossa penitência é o cumprimento de nossos deveres, é o amor fraterno, o amor aos nossos irmãos e aos nossos filhos, é o trabalho que devemos realizar. E, como fundamento de tudo isso, o Anjo conduziu-a a aceitar totalmente o seu estado de vida. Com certeza, foi um passo duro para ela deixar aquele ardente desejo de vida religiosa que sempre tinha aspirado. Mas, já estava incluído nos planos de Deus esse outro estado de vida, na missão que Ele tinha para ela.

É interessante notar que ela nunca pôde ver esse Anjo, enquanto os outros dois companheiros celestiais ficaram visivelmente a seu lado. Isso indica que ela ainda precisava crescer na fé. “A fé é a certeza daquilo que não se vê” define a Carta aos Hebreus esta virtude teologal (11,1), em que se baseia toda a nossa relação com Deus, pois, “é impossível agradar a Deus sem ter fé” (Heb 11,6).

Devemos também ter uma fé viva em nosso Anjo
Por isso, o Anjo quer em primeiro lugar fortificar a nossa fé, pois um ato de fé vale mais diante de Deus do que muitas aparições. Queremos, portanto, manter firme a nossa fé, não somente em Deus, mas também no Anjo. Devemos acreditar nele, na sua presença ao nosso lado, na sua força e poder que recebe de Deus para proteger-nos e que ele quer comunicar a nós; sim, ele deseja um contato íntimo com a nossa alma que é a sua grande amiga.

Nós devemos exprimir essa fé em palavras, orações, atos e agradecimentos. Quanto mais viva e firme for a nossa fé tanto mais íntima será a nossa relação com o Anjo. Poderíamos dizer também que esse Anjo ajudou Francisca a viver de forma exemplar os seus compromissos batismais que é expressão de nossa fé.

O SEGUNDO ANJO – GUIA NO CAMINHO DA ILUMINAÇÃO
No ano 1413, quando Francisca uma vez estava rezando na capela, apareceu-lhe Evangelista, seu filho muito querido que já havia falecido. Ao lado dele estava um rapaz que parecia ter a mesma idade e o mesmo tamanho, mas que era muito mais belo. “És realmente tu, filho do meu coração?” perguntou a santa, ao que respondeu o filho: “Mãe, saiba que estou no segundo coro da primeira hierarquia, entre os Arcanjos, junto com este companheiro, que vedes ao meu lado e que é muito mais belo do que eu. Este espírito celeste é enviado à senhora, para consolá-la na peregrinação terrestre. Dia e noite o verás ao teu lado e ele te assistirá em tudo”.

Durante os próximos 24 anos este Arcanjo acompanhou-a dia e noite, e seu rosto brilhava tão fortemente que a santa não podia contemplá-lo. Somente quando se encontrava em oração, na luta contra os demônios, ou no colóquio com o confessor, ela então podia ver o seu rosto. Na luz desse Anjo foi possível para ela até ler e trabalhar durante a noite. O Anjo serviu-lhe também de espelho no qual ela podia ver sua pequenez.
Quando vacilava na confiança em Deus, ou se deixava oprimir pelas preocupações, ou cometia faltas, imediatamente perdia esse contato visível com o Arcanjo. Mas, ao arrepender-se pedindo perdão a Deus, novamente podia vê-lo, ainda mais belo e feliz, de maneira que recuperava novamente a paz interior. Em caso de dúvida, ou medo, um olhar benevolente do companheiro celeste bastava para dissipá-los.


O conhecimento dos pensamentos dos corações
Na luz que saía desse Anjo, Francisca conhecia os pensamentos mais íntimos dos corações dos homens e sabia o estado de sua alma. Recebeu também o discernimento dos espíritos. Sem dúvida, essas graças foram de muito proveito ao dar conselhos às pessoas e ao reconduzir os pecadores desviados. Seus conselhos ficaram de tal forma conhecidos que era procurada também pelos teólogos e doutores daquela época.

“Dia e noite o verás ao teu lado e ele te assistirá em tudo”
Em 1414 Francisca ficou contaminada ao cuidar dos doentes de peste. Foi então que quase todos os amigos a abandonaram, enquanto o Arcanjo ficou a seu lado, tornando-se desse modo uma fonte de consolo na miséria. Ainda doente, uma vez entrou em êxtase e lhe foi mostrado como, após a morte, o Anjo da Guarda de uma pessoa apresenta todas as suas boas obras diante de Deus. Poucos dias após essa visão foi repentinamente curada.

Os dons de Francisca não puderam ficar escondidos. Sempre mais era solicitada quando havia brigas ou quando cônjuges queriam separar-se. Um olhar para o Arcanjo bastava para ela conhecer os pensamentos de vingança, de raiva no coração ou outros pecados que causavam divisões. E a presença dela, acompanhada de suas palavras, tinha uma força tão grande que ninguém conseguia resistir aos seus conselhos.

Somente uma coisa temo: ofender a Deus
Santa Francisca também foi introduzida na luta contra os poderes do mal. Os conselhos, e até profecias, as curas, milagres e exorcismos tinham seu preço. Esse preço ela pagou lutando com os demônios, que também podia ver da mesma forma que o Arcanjo; este, muitas vezes, colocou-se entre ela e os demônios, afastando-lhe muitos golpes. Quando movimentava seus cabelos dourados, saíam raios de luz e os demônios se afastavam. Contudo, isso não quer dizer que ela não teve de lutar. Muitas vezes o Arcanjo permitiu uma longa luta antes de intervir. Aconteceu também que esses inimigos infernais procuraram lançar-se sobre Francisca em formas horrorosas de animais. Entretanto, o Anjo a envolveu em luz radiante e ela ficou invisível para os inimigos. Sempre encontrava consolo ao olhar para o seu companheiro celeste. Isso enfurecia ainda mais os demônios que, então, lançavam areia contra ela causando-lhe grandes dores. Ela, porém, corajosamente protestava contra esses atacantes: “Eu não vos temo! Uma só coisa eu temo: ofender a Deus. Vós somente podeis fazer o que Ele vos permite, e Ele permite tão somente o que serve para a Sua glória e a minha salvação”.

Certa vez aconteceu que, enquanto segurava seu neto nos braços, de repente, recebeu um forte golpe dum demônio que queria vingar-se por causa da conversão de sua nora que se deveu principalmente à santa. O golpe foi tão duro que também a criança começou a chorar. Ela então fez o sinal da cruz na testa, pronunciou o nome de Jesus e começou a recitar o início do Evangelho de São João. Mas, como o demônio não queria afastar-se, o Arcanjo deixou seu lugar à direita de Francisca, tomou o menino nos braços, e colocou-o suavemente no berço. Com seus cabelos, que brilhavam como ouro, formou uma cortina que protegeu o menino de novos ataques. Aí então o inimigo afastou-se. Todos os presentes foram testemunhas de como o menino voltou para o berço, parecendo pairar no ar, pois não podiam ver o Anjo.

Esse Anjo ajudava não somente a Francisca, mas todas pessoas ao seu redor. O conhecimento das almas, o dom do bom conselho, e muitas graças que ela recebeu desse Anjo não eram para ela, mas sim, para poder mais eficazmente ajudar a outros. Vendo tudo isso, temos a impressão de que esse Anjo ajudou a santa a viver conseqüentemente o sacramento do Crisma, no qual somos ungidos para espalhar e lutar pelo Reino de Deus aqui na terra.

No ano 1425 Francisca fundou a Ordem das “Oblatas de Maria”. Em 1433, doze companheiras começaram a vida comunitária, enquanto a santa fundadora ficou ainda por três anos cuidando de seu marido. Quando este faleceu em 1437, realizou-se o desejo de seu coração: ingressou na comunidade no dia 25 de março do mesmo ano e, por ordem de seu Anjo, ela aceitou o encargo de superiora. Nesse mesmo dia o seu fiel companheiro despediu-se dela com um amoroso sorriso.

O TERCEIRO ANJO – AUXÍLIO PARA A UNIÃO COM DEUS
Então, o Senhor mandou-lhe um outro companheiro, ainda muito mais belo e poderoso, que trazia uma veste branca de diácono, ricamente enfeitada. Durante os últimos três anos de sua vida este Anjo ficou com ela.

Foi notável a sua força; bastava a sua presença e os demônios fugiam. Na mão esquerda ele segurava três ramos de uma palmeira, dos quais saíam fios dourados que punha em ordem num trabalho misterioso e constante, noite e dia, sem interrupção. Uma vez apareceu São Bento e explicou que o ouro significava o amor a Deus e ao próximo com o qual Francisca deveria dirigir as suas filhas. As palmas significavam que ela deveria agir com coragem e sem falso respeito humano, enquanto o trabalho constante e regular do Anjo significava que ela deveria cuidar constantemente da ordem e do progresso de sua comunidade.

Incessantemente o Anjo estava a trabalhar com esses fios, exceto quando Francisca admoestava suas filhas, quando rezava o credo, ou o ofício de Nossa Senhora. Só então o Anjo parava, escutando ou rezando, e adorando com ela. Quando ele rezava uma coluna luminosa erguia-se de sua cabeça até o céu.

No dia 3 de março de 1440 foi chamada para a casa dos seus para tratar do filho Batista que adoecera gravemente. A santa ficou vigiando ao seu lado até à tarde. Quis, então, voltar para o mosteiro, mas as forças a abandonaram e ela voltou para o palácio de sua família, tremendo de febre e, ainda, com uma pleurisia. Nesses dias ela afirmou: “Não vejo mais os demônios. Deus é Vencedor. O inimigo foi vencido e lançado no abismo!” O Anjo permaneceu constantemente ao seu lado e tornou-se cada vez mais radiante.

No dia 9 de março de 1440 ela rezou: “Entrego o meu corpo, meu espírito, minha vida nas Vossas mãos, Senhor Jesus!” E expirou com as palavras: “Os céus estão abertos. O Anjo completou sua obra. Ele está na minha frente e cordialmente faz-me um sinal para segui-lo”.

Vemos nesse terceiro Anjo um auxiliador para uma vida mais retirada. Seu trabalho incessante significa que de nossas boas obras o Anjo nos faz uma veste para o céu. E também: quanto mais estamos unidos com o Senhor, tanto mais força o Anjo tem na luta contra o poder das trevas, e ainda, que o próprio Deus envia um Anjo mais forte àqueles que mantêm um contato mais íntimo com Ele.

Por isso, peçamos a ajuda desse Anjo quando nos aproximamos da mesa do Senhor – momento em que se realiza concretamente em nossa vida a união mais profunda entre Deus e nossa alma, entre nosso Salvador e nós, por meio da Santíssima Eucaristia. As nossas vestes para o banquete celeste serão tanto mais esplêndidas quanto mais amorosamente nos unirmos ao nosso Bom Senhor na sagrada comunhão. E não é isso também a tarefa mais nobre de nosso Anjo: unir-nos sempre mais com o Deus de Amor que nos espera em cada Santa Missa, que renova cada vez conosco a Sua aliança?


Lutero no Inferno: a visão da beata Serafina Micheli


Beata Maria Serafina Micheli viu Lutero no inferno

Em 1883 a Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, passava pela cidade de Eisleben, na Saxônia, Alemanha.

Eisleben é a cidade natal de Lutero. E, naquele dia comemorava-se o quarto centenário do nascimento daquele grande heresiarca (10 de novembro de 1483) e que dividiu a Igreja e a Europa, fato que provocou crudelíssimas guerras de religião que duraram décadas a fio.

A população aguardava o imperador alemão Guilherme I que devia presidir as solenidades.





A futura beata não se interessou pela agitação e seu único desejo era encontrar uma igreja onde pudesse rezar e visitar a Jesus Sacramentado.

As igrejas estavam fechadas e já era noite.

Na escuridão localizou uma com as portas trancadas, mas se ajoelhou nos degraus de acesso.
































































Pela falta de luz não percebeu que a igreja não era católica, mas protestante. Enquanto rezava lhe apareceu o anjo da guarda e lhe disse:

‒ ”Levante porque este é um templo protestante”. 

E acrescentou: 

‒ ”Eu quero te fazer ver o lugar aonde Martinho Lutero foi condenado e a pena que sofre como castigo de seu orgulho”. 

Depois destas palavras, a santa religiosa viu uma horrível voragem de fogo, na qual era cruelmente atormentado um número incalculável de almas. 

No fundo dessa voragem via-se um homem, Martinho Lutero, que se distinguia dos outros: estava rodeado de demônios que o obrigavam a ficar de joelhos, e todos eles equipados com martelos se esforçavam, em vão, para enfiar-lhe na cabeça um grande prego. 

Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli
A freira achou que se o povo que estava na festa visse aquela cena dramática, certamente não tributariam honras, lembranças, comemorações e festejos a semelhante personagem. 

Desde então, Sóror Serafina sempre que aparecia a ocasião exortava suas irmãs de religião a viverem na humildade e no esquecimento dos outros. 

Ela estava convencida que Martinho Lutero foi condenado ao Inferno, sobretudo por causa do primeiro pecado capital: a soberba. 

O orgulho fez que ele caísse no pecado capital e o levou para a aberta rebelião contra a Igreja Católica. 

A sua péssima conduta moral, sua atitude de revolta contra o Papado e a sua pregação de más doutrinas pesaram muito no desvio de muitas almas superficiais e mundanas que caíram na perdição eterna. 

Sóror Serafina foi beatificada na diocese de Cerreto Sannita, província de Benevento, em 28 de maio de 2011.

27 de Dezembro: São João, Apóstolo e Evangelista


São João nasceu na Galiléia, era filho de Zebedeu, irmão de Tiago, era pescador, como seu irmão e pai, toda família foi discípula de São João Batista, com André foi um dos primeiros discípulos de Jesus, conheceu-o quando estava concertando a rede, teve a imensa sorte de ser o discípulo mais amado pelo Jesus. O Senhor passou perto e lhes disse: "Venham comigo e os farei pescadores de almas" e, assim, ele e seu pai largaram as redes para seguir Jesus.

Escreveu o Evangelho de São João e mais Três Epístolas e o Livro do Apocalipse.
 
João Evangelista presenciou os maiores milagres de Jesus, estando presente na Transfiguração, presenciou a ressurreição da filha de Jairo, este junto do Senhor durante a Sua Agonia no Horto das Oliveiras, preparou a última ceia e se desbruçou no ombro do Senhor. Sobre ele se cumpriu as palavras de Jesus, quando disse-o, representando toda a humanidade que Maria seria Sua Mãe e Ele, João Evangelista, o filho.
 
Assim, podemos declarar que João Evangelista, recebeu de Cristo, em seus últimos momentos o mais precioso dos presentes, como: 
Cuidar de Sua Mãe, na ressurreição foi o primeiro a chegar ao Sepulcro vazio e na pesca milagrosa, após a ressurreição de Jesus, foi o primeiro a reconhece-lo.


Depois da morte e martírio de Tiago, o Justo (também conhecido como Irmão do Senhor), João teria se dirigido à Ásia Menor, onde dirigiu a importante e influente comunidade cristã de Éfeso, fundada por Paulo anos antes. João esteve várias vezes na prisão, foi torturado e exilado para a Ilha de Patmos, por um período de cerca de quatro anos, onde teria escrito o Apocalipse até que o cruel imperador Domiciano foi assassinado e o manso imperador Nerva chegasse ao poder em Roma.
 
Ele viveu até o ano 100, e foi o único apóstolo ao qual não conseguiram matar os perseguidores. João se encarregou de cuidar da Maria Santíssima como o mais carinhoso dos filhos.Com Ela foi se evangelizar Éfeso e a acompanhou até a hora de sua gloriosa morte. O imperador Dominiciano quis matar o apóstolo São João e o fez ser atirado em uma panela de azeite fervente, mas ele saiu de lá mais jovem e mais são do que havia entrado, sendo banido da ilha de Patmos, onde foi escrito o Apocalipse. Depois voltou outra vez a Éfeso onde escreveu o Evangelho.

A São João Evangelista é representado com uma águia ao lado, como símbolo da elevada espiritualidade que transmite com seus textos. Nenhum outro livro tem tão elevados pensamentos como seu Evangelho.

Conforme assinala São Jerônimo quando São João era já muito ancião se fazia levar às reuniões dos cristãos e o único que lhes dizia sempre era isto: "irmãos, amai-vos uns aos outros". Uma vez lhe perguntaram por que repetia sempre o mesmo, e respondeu: "é que esse é o mandamento de Jesus, e se o cumprimos, todo o resto virá além disso". São Epifanio assinalou que São João morreu por volta do ano 100 aos 94 anos de idade.


Oração de São João Evangelista


Ó São João Apóstolo e Evangelista, fostes o mais íntimo confidente das palavras de vida que brotavam dos lábios de Jesus; o mais próximo de sua glória, no Tabor; de seu coração, na Ceia; de sua Cruz, no Calvário. Ó Apóstolo do Amor, sois por excelência a testemunha da fé, da verdade e da caridade. Pelo amor e fidelidade ao Mestre, sois o protetor de todos os cristãos; dos sacerdotes: vivestes o sacerdócio em toda a sua plenitude; da virgindade: sois o apóstolo virgem; das mães, merecestes ser dado por filho a Mãe de Deus; das crianças e dos jovens: fostes o mais moço dos apóstolos; dos velhos: é como ancião que vos apresentais na Epístolas; dos que sofrem: padecestes ao pé da Cruz; das almas contemplativas: estivestes no Tabor; dos pobres: por eles trabalhastes nas minas de Patmos; dos doentes: curastes os enfermos; dos males do corpo e do espírito: após traçar o sinal da cruz bebestes do cálice com veneno e ressuscitastes os mortos: de todas as pessoas que querem dedicar-se aos seus irmãos e amá-los em Deus: a caridade não pode ter ideal mais puro que o do amigo de Jesus. Ó Apóstolo, orador da divindade, pela grandeza de vossa vida e pelos dons que recebestes, sem cessar, intercedei por nós ao Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.

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D.R.
Cidade do Vaticano, 19 dez 2011 (Ecclesia) – Bento XVI aprovou hoje a publicação do decreto que reconhece um milagre atribuído à primeira beata indígena norte-americana, Kateri Tekakwitha, nascida em 1656 e falecida em 1680, no Canadá.


A futura santa, nascida na localidade dos EUA hoje denominada Auriesville, foi beatificada por João Paulo II em junho de 1980.


O decreto é um dos sete relativos a milagres de beatos hoje promulgados pela Congregação para as Causas dos Santos, a que se juntam outros cinco de futuros beatos, incluindo o padre italiano Luigi Novarese (1914-1984), fundador da Pia União dos Silenciosos Operários da Cruz.


O Papa aprovou ainda os decretos ao martírio de 66 católicos, 65 dos quais assassinados entre 1936 e 1937, durante a Guerra Civil Espanhola.


Sete católicos foram declarados “veneráveis”, ficando com o seu processo de beatificação fica muito próximo da conclusão.


Nesta lista figuram padres, religiosos, religiosas e cinco leigos, sobretudo da Europa.


O processo para a canonização tem uma primeira etapa na diocese em que faleceu o fiel católico e uma segunda etapa tem lugar em Roma, onde se examina toda a documentação enviada pelo bispo diocesano.


Qualquer católico ou grupo de fiéis pode iniciar o processo, através de um postulador, constituído mediante mandato de procuração e aprovado pelo bispo local.


Após exame da documentação efectuada pelos teólogos e especialistas, compete ao Papa declarar a heroicidade das virtudes, a autenticidade dos milagres, a beatificação e a canonização.

Ss. Simonis et Judae Apostolorum



Do Martirólogo Romano:

"Na Pérsia, o triunfo dos santos Apóstolos Simão Cananeu e Tadeu, chamado também de Judas. Simão pregou o Evangelho no Egito, e Tadeu na Mesopotâmia; depois, tendo entrado juntos na Pérsia e submetido a CRISTO uma grande multidão de pessoas, consumaram o martírio."



Tradução da versão espanhola de P. Valentín M. Sanchez Ruiz, S. J.