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Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!


"Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido [...]"
Dom Manoel em manifestação pro-vida em Anápolis, GO.

Dom Manoel Pestana, Prefácio do livro “Um Exorcista Conta-nos” do Pe.Gabriele Amorth 

O grande papa Leão XIII entrou no século XX ainda apavorado pela visão que tivera da formidável presença diabólica em Roma, “para a perdição das almas”. Desde 1886, mandara a todos os bispos rezar a oração a São Miguel Arcanjo, escrita por ele, de próprio punho, como também um exorcismo maior que recomendava a bispos e párocos para recitarem com frequência nas dioceses e paróquias.

“O século do homem sem Deus”, anunciado por Nietzsche, transforma-se no século de Satanás, que prepara o seu reino com a Primeira Guerra Mundial, implanta o comunismo ateu e tirânico, contra Deus e contra o homem, na revolução bolchevista de 1917, semeia a Europa inteira de ruínas e sangue com a Segunda Guerra Mundial, fruto dos poderes das trevas; invade toda a terra de ódio, terror, impiedade, heresia, blasfêmia e corrupção em guerras e revoluções sem trégua; insinua-se, de início, como fumaça, e, depois, implanta-se, poderoso, no seio da própria Igreja.

Tudo isto, Nossa Senhora confidenciara aos videntes de Fátima, exatamente no mesmo ano da tragédia russa; e o mesmo se diga do 3º capítulo do Gênesis, em que se pinta a vitória da serpente infernal e a presença de Maria, esmagando-lhe a cabeça.

A Cristandade continuou a rezar as orações de Leão XIII, estimulada pelos Papas. Pensadores cristãos como, por exemplo, Anton Böhm (Satã no Mundo Atual, Tavares Martins) e de La Bigne Villeneuve (Satan dans la Cité, Du Cèdre) denunciam a infiltração visível do demônio em todas as estruturas da sociedade.Bernanos surpreende-nos Sob o Sol de Satã.

De súbito, ao aproximar-se o último e temeroso quartel do século XX, contesta-se a existência dos anjos, desaparece a oração de São Miguel, suspendem-se os exorcismos, inclusive o do Batismo, mergulha no silêncio o ministério e a função do exorcista.

Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido, e amargura-se com a autodemolição da Igreja. Os seminários desaparecem, a teologia prostitui-se em cátedras de iniquidade, a liturgia reduz-se, com certa frequência, a uma feira irrelevante de banalidades folclóricas. A pretexto de inculturação, a vida religiosa desliza para o abismo.

“Os poderes do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, é certo. Mas o próprio Senhor prediz o obscurecimento da fé, o esfriamento da caridade. A visão (do Inferno) de Fátima faz vacilar o otimismo ingênuo e irresponsável dos que apostam na salvação de todos, mesmo até dos que a recusam.

(…) Jesus começa a sua missão, tentado pelo demônio e a expulsão dos maus espíritos torna-se uma das notas mais relevantes da sua atividade messiânica.“Em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16,17), diz Jesus, ao despedir-se dos discípulos, notando que este será um sinal dos que crêem nele. E Satanás, pela ação dos Apóstolos, caía do céu como um raio… Quando os cristãos de todos os níveis, apesar dos Evangelhos e do Magistério, principiaram a duvidar da ação e, depois, da existência do espírito rebelde, aconteceu o que Jesus havia anunciado (Mt 14,44-45): expulso, ele volta para a casa “desocupada, varrida e arrumada”, mas indefesa, com sete espíritos piores do que ele, “e a condição final torna-se pior do que antes”, exatamente o que está a acontecer.


Hoje, não é só a fumaça de Satanás, penetrando por uma fenda oculta, mas o diabo, de corpo inteiro, que irrompe triunfalmente pelas portas centrais. Quem o vai exconjurar das nossas igrejas, das nossas residências episcopais e paroquiais, dos nossos centros comunitários, dos nossos seminários e universidades, dos Senados e das Câmaras Legislativas, dos Palácios do Governo e da Justiça, dos bancos e das bolsas, dos meios de comunicação, das escolas e hospitais, das consciências de todos nós?

E, não hesitemos: quem vai expulsar os demônios dos Palácios Pontifícios, das Congregações e Secretarias, das Nunciaturas, das Conferências Episcopais e Cúrias, dos Santuários e Basílicas, das ONU e dos Parlamentos, sem falar desse mundo “posto maligno”, que viceja “sob o sol de Satã”?

(Fonte: GRAA)

A IGREJA E O ROCK


A IGREJA E O ROCK
A inexistência de um documento magisterial sobre o assunto não torna o rock compatível com a fé católica. O argumento que alguns usam para compatibilizá-lo é falacioso. Do mesmo modo, alguém poderia argumentar a liceidade do funk devido a inexistência de uma condenação pelo magistério da Igreja. Ademais, mesmo não existindo documento condenatório, é pelo menos certo que muitos membros do clero já manifestaram sua radical incompatibilidade com a fé católica. Portanto, é no mínimo imprudente defender o contrário.

Vejamos:

O ex-pró-prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (1996), o Cardeal Jorge Arturo Estevez Medina, no Chile, em 1992, tentou proibir que o grupo de rock Iron Maiden se apresentasse. (Conclave, John Allen, Ed. Record, p. 219)

O Cardeal Ratzinger, hoje papa Bento XVI, afirmou que o rock é «expressão de paixões elementares que, nos grandes concertos musicais, assumiu caráter de culto, ou melhor de contra-culto que se opõe ao culto cristão». Ademais, acusa o rock de querer falsamente «libertar o homem por um fenômeno de massa, perturbando os espíritos pelo ritmo, o barulho e os efeitos luminosos» (Joseph Ratzinger, O espírito da Liturgia, Ed. Paulinas)

Ademais, em 1985, no International Church Music Congress em Roma, Joseph Ratzinger afirmou que o “rock é tornou-se o veículo decisivo de uma contra-religião e que, portanto, requer uma separação de caminhos.” “O rock procura liberação através de uma liberdade anárquica. Mas é precisamente por isso que o rock é tão completamente a antítese do conceito cristão de redenção e liberdade, na verdade seu exato oposto.”

Disponível em Inglês: http://www.remnantnewspaper.com/Archives/2010-02-mjm-popes-newspaper.htm

O Pe. Bertrand Labouche da FSSPX que fez um breve estudo comparativo entre a música clássica e o rock, mostra que a inversão dos elementos musicais do rock não é uma simples idéia original; faz parte do ideal revolucionário. Diz que o efeito de tal inversão é substituir a tranqüilidade da ordem pelo caos, a paz pela insatisfação, a vida pela morte. E conclui seu estudo dizendo que “basta um pouco de senso comum para compreender que o cristianismo e o rock são incompatíveis: o cristianismo é a religião da ordem, porque trabalha com a finalidade de restaurar todas as coisas em Nosso Senhor Jesus Cristo. O rock é uma música desordenada, pois a hierarquia dos elementos musicais (melodia – harmonia – ritmo) está invertida. É a revolução na música e a música da revolução. Um “rock cristão” é algo tão contraditório quanto um “sofisma arrazoado”. (Pe. Bertrand Labouche, Bach e Pink Floyd, Música clássica e Música Rock)

Monsenhor Williamson diz que o Rock estimula a secreção do hormônio epinefrina, faz diminuir no sangue o cálcio de grande importância para dirigir os sistema nervoso, e o açúcar, único alimento do cérebro. Daí os nervos ficarem esgotados e o cérebro desarranjado, após um concerto de Rock. A forte estimulação da sensualidade, e concomitante depressão da inteligência e da razão desemboca no erotismo e na violência; ora este suicídio da razão tende ao suicídio propriamente dito" (Cf. Mons. R. Willianson, in Semper no. 2 Revista da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, Portugal, pag, pag. 28-29)

O Padre J.P. Règimbal, baseando-se em ampla documentação expôs a história da música rock e suas conseqüências médicas, psicológicas, morais e sociais. (Padre J. P. Regimbal, Rock in Roll, Disponível em: http://www.geocities.ws/catolicosalerta/rock/rock_and_roll_1.html

O falecido teólogo beneditino Dom Estevão Bettencourt afirmou que : o “Rock” não é apenas um ritmo musical, mas implica uma filosofia de vida e todo um mundo de paixões, que podem estar revolucionando a sociedade, com grande detrimento para a cultura, a ciência e a educação. Em conseqüência do cultivo do “rock”, têm-se verificado suicídios, instigados pela letra de certas canções, e a dificuldade do jovem para estudar e se formar num determinado ramo do saber e da profissionalização. Segundo Dom Estevão, também se tem registrado a invocação de Satanás em certas peças de “Rock”, juntamente com incitação ao erotismo, ao homossexualismo e ao incesto.” (Fonte: Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”, D. Estevão Bettencourt, osb. Nº 349 – Ano 1991 – Pág. 284.)

O Cardeal John O’Connor, Arcebispo de Nova Iorque, chamava a atenção, também em 1990, para “a violência instigada diabolicamente” por alguns autores de “Rock”. Assinalava que a música heavy metal pode levar alguns jovens a práticas satânicas. (Fonte: Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”, D. Estevão Bettencourt, osb. Nº 349 – Ano 1991 – Pág. 284.)

O Padre Paulo Ricardo, associa a cultura rock à miséria do neo-paganismo e a cultura da morte triunfante no Rock in Rio, no programa Parresía de número 40. (Parresía, 40)

Por fim, o principal exorcista do Vaticano, o padre Gabriele Amorth reconheceu o satanismo e ocultismo, está chegando aos jovens através da música rock. Para o famoso exorcista, o rock tem concorrido para a disseminação do poder do demônio.

Disponível em: http://www.lepanto.com.br/dados/DCsat2.html

e aqui:

http://www.remnantnewspaper.com/Archives/2010-02-mjm-popes-newspaper.htm

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Exorcistas experientes respaldam Padre Gabriele Amorth: o novo ritual de exorcismo é ineficaz.

Secretum Meum Mihi | Tradução: Fratres in Unum.com – Interessante entrevista em Religión Digital, de 18 de julho de 2011, do Padre Antonio Doñoro, na qual se reafirma, após consultar exorcistas experientes, o que foi dito tantas vezes pelo Padre Gabriele Amorth: o novo ritual de exorcismos é ineficaz (aqui); embora na entrevista o assunto seja matizado, dizendo que ele é útil nos casos leves.
Um jovem sacerdote da diocese de Madri, Antonio Doñoro, licenciado em Teologia Litúrgica pela Faculdade de São Dámaso, acaba de publicar sua tese exatamente sobre este assunto: Exorcismos. Fuentes y teología del Ritual de 1952 (Toledo, 2011), com prefácio de José Rico Pavés, diretor do Instituto Teológico de San Ildefonso, que a publicou. Na obra ele aborda também, com um estudo pioneiro, a situação das dioceses espanholas quanto aos exorcismos nos últimos cinqüenta anos.
Ele conversou com ReL sobre ambos os aspectos.
O senhor compartilha da opinião de Gabriele Amorth?
Como exorcista experiente que era e continua sendo, o Padre Amorth dá a sua opinião conforme sua experiência. Creio que em algum ponto, todavia, suas afirmações podem ser matizadas, porque não têm a precisão que requer uma afirmação teológica.
Qual seria este matiz?
No meu estudo, e após consulta a exorcistas experientes que passam anos realizando esta tarefa (exercendo-a desde antes de 1999), comprovei que eles substancialmente estão de acordo com o Padre Amorth. O matiz consistiria em precisar a palavra “ineficaz”. Na minha visão, e pela mesma experiência de outros exorcistas, o novo ritual é, sim, eficaz, válido e útil em alguns casos.
Em quais?
A experiência diz que é necessário distinguir nas possessões os casos mais graves e mais leves. Para estes últimos, o novo ritual é sim eficaz.
Não para os mais graves?
No meu livro, cito um caso concreto atendido por um exorcista de Cartagena, um caso grave de possessão sobre o qual o ritual novo não se mostrou eficaz, enquanto o foi, todavia, o antigo.
Tudo depende do ritual?
Não, a eficácia do exorcismo também depende principalmente da colaboração da pessoa a quem ele é aplicado e da santidade do sacerdote. Não obstante, Deus pode ter, em cada caso razões, particulares conhecidas por Ele para se opor à saída dos demônios, e assim o poder de exorcizar não seria eficaz de modo algum.
Quais são as principais diferenças entre os rituais de 1999 e 1952?
No âmbito das orações. A principal diferença é que o ritual de 1999 introduz orações ex novo, totalmente novas, enquanto que o antigo era composto de orações que tinham muitíssimos séculos, e que ao longo da história da Igreja tinham provado sua eficácia.
Por que algumas orações são mais eficazes que outras?
É que não se deve esquecer que o exorcismo é um sacramental muito especial, pois ao realizá-lo há orações que se dirigem aos anjos caídos. E os demônios são seres pessoais, por isso não é absurdo pensar que reajam de maneiras distintas conforme falemos a eles. No ritual antigo, encontramos dois aspectos que o novo não tem: o modo contundente de ordenar aos demônios e as ameaças do castigo eterno que lhes espera (o inferno). E penso que pode haver outra razão. Dizia Santo Atanásio que as orações dos santos reforçam a luta contra o demônio. Quem sabe a maior eficácia do ritual antigo não se deve ao fato de terem sido elaboradas por santos como Santo Ambrósio ou São Martin de Tours?
É uma idéia interessante…
Ainda que nos movamos no campo da reflexão teológica, não é um ensinamento definitivo do Magistério.
Quando nasceu o ritual estabelecido em 1952?
A primeira edição é do Papa Paulo V, em 1614, após o Concílio de Trento. Mas já antes havia rituais particulares, como o Liber sacerdotalis do teólogo Alberto Castellani, ou o Ritual do Cardeal Santori, que recolhia orações que haviam demonstrado sua eficácia, e que foram incluídas no ritual de 1614. Inicialmente ele não era obrigatório, mas acabou sendo o oficial.
E continua sendo possível usá-lo…
Quando foi editado o de 1999, uma nota da Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos abriu a porta para que se continuasse a usar o de 1952. O sacerdote tem que pedir ao bispo, e este à Congregação, que concede o uso, afirma a nota, “com gosto”… E penso que esta concessão não se refere apenas às orações, mas pode alcançar também à normativa do exorcismo. Por exemplo, às prescrições que eram necessárias cumprir quando se exorcisava uma mulher e que agora desapareceram.
O senhor realizou o primeiro estudo sistemático sobre a presença de exorcistas nas dioceses espanholas dos últimos séculos…
Sim. Já em seu tempo, o bispo auxiliar de Madri, Mons. Eugenio Romero Pose (que descanse em paz), sugeriu a necessidade de um estudo sobre a situação na Espanha desta pastoral na segunda metade do último século. Eu quis colocar um primeiro degrau e oferecer esta reflexão para que possa servir à Igreja na Espanha, embora muitos dados devam ser completados.
Há uma atenção suficiente a este problema?
Atualmente, apenas 26% das 69 dioceses espanholas têm exorcistas. Parece-me insuficiente. Atribuo isso ao fato de muitos sacerdotes não crerem nos exorcismos, o vejam como um instrumento desnecessário, ou pensam que a ação extraordinária do Maligno é escassa. Em minha opinião, não é tão escassa. O exorcismo é um ofício de caridade da Igreja (como a pastoral dos migrantes), e a Igreja tem que dar uma resposta a esta necessidade.
Porque se há casos…
Afirma-se que com a difusão universal do cristianismo o demônio viu seu poder diminuído. Todavia, hoje se dá um processo inverso: o que está acontecendo nos países outrora cristãos é uma proliferação de seitas e do secularismo. Por isso Bento XVI criou o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, exatamente em países de tradição cristã! As potências do mal estão avançando. Mas obviamente a resposta não se reduz aos exorcismos, consiste, sobretudo, na vida sobrenatural: a oração, os sacramentos…
Ele é só um instrumento, mas…
Sim, mas na Espanha há muito poucos exorcistas. Inclusive em uma diocese pequena, de cem mil habitantes, não haverá uma só pessoa que necessite desse serviço? Creio que este aspecto seja descuidado. Uma das finalidades da Nova Evangelização é promover formas e instrumentos adequados para realizá-la. E ela o é. E o foi para a primeira evangelização. Jesus Cristo envia os apóstolos para evangelizar com a autoridade “de expulsar os espíritos imundos”.
Os filmes de exorcismo ajudam a compreender sua natureza ou a deformam?
Os filmes podem servir para fazer constar esta ação que a Igreja realiza. O cinema tende a mostrar o mais espetacular, sim… mas o certo é que os exorcistas relatam levitações, e também o fazem os Santos Padres. Porém, mais que recordar a realidade do demônio para ter medo, estes filmes podem servir para nos recordar que existe um poder superior ao dos demônios: Jesus Cristo Ressuscitado, diante do qual tremem os espíritos malignos, e lhe obedecem. Diante Dele, não podem fazer nada.

O Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou à agência ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.

Pe. Gabriele Amorth em seu pequeno escritório em Roma
Roma, 18 Mai.(ACI/EWTN Noticias)

O Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou à agência ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.

O Pe. Amorth tem 86 anos de idade e 70 000 exorcismos em seu experiência. O primeiro que disse na entrevista é que "o mundo deve saber que Satanás existe".

Em seu pequeno e singelo escritório na zona sudeste de Roma onde realizou milhares de exorcismos, o sacerdote contou que às vezes invoca a ajuda de Santos homens e mulheres, entre os quais destaca João Paulo II, beatificado pelo Papa Bento XVI no último passado 1º de maio em Roma ante um milhão e meio de fiéis.

Durante os exorcismos, contou o sacerdote à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, "perguntei ao demônio mais de uma vez: ‘por que João Paulo II te dá tanto medo?’ E tive duas respostas distintas, ambas interessantes".

"A primeira foi: ‘porque ele desarmou meus planos’. E acredito que com isso se refere à queda do comunismo na Rússia e na Europa do Leste. O colapso do comunismo".

"Outra resposta que o demônio me deu foi ‘porque arrebatou a muitos jovens de minhas mãos’. Há muitos jovens que, graças a João Paulo II, converteram-se. Talvez alguns já eram cristãos mas não praticantes, e logo com João Paulo II voltaram para a prática".

Ao ser perguntado sobre o intercessor mais efetivo de todos, o Pe. Amorth respondeu à ACI Prensa sem duvidar: "é obvio que a Virgem é a mais efetiva. E quando é invocada como Maria!"

"Uma vez perguntei a Satanás. ‘mas por que te assusta mais quando invoco a Nossa Senhora que quando invoco a Jesus Cristo?’ Respondeu ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana que ser derrotado por Ele".

O sacerdote disse também que é importante a intercessão dos que ainda vivem através da oração. Os cristãos podem rezar pela liberação de uma alma, um dos três elementos que ajudam neste processo aos que se somam a fé e o jejum.

"O Senhor deu (aos Apóstolos) uma resposta que também é muito importante para nós os exorcistas. Disse que para vencer o demônio se necessita muita fé, muita oração e muito jejum: Fé, oração e jejum".

O Pe. Amorth disse ademais que na luta contra o demônio é necessária "especialmente a fé, necessita-se muita fé. Muitas vezes também nas curas, Jesus não diz no Evangelho sou eu quem te curei. Diz, no entanto, você está curado por sua fé. Quer fé nas pessoas, uma fé forte e absoluta. Sem fé não pode fazer nada".

O sacerdote membro da Sociedade de São Paulo explicou logo à ACI Prensa que "o diabo e os demônios são muitos e têm dois poderes: os ordinários e os extraordinários".

"O poder ordinário é a capacidade de tentar o homem para distanciá-lo de Deus e levá-lo ao inferno. Esta ação se realiza contra todos os homens e as mulheres de todo lugar e religião".

Sobre os poderes extraordinários, o Pe. Amorth indicou que estes se concentram em uma pessoa específica e existem quatro tipos:

"A possessão demoníaca para a qual se requer um exorcismo, o vexame demoníaco, como o que sofreu em reiteradas ocasiões o Santo Padre Pio de Pietrelcina que era golpeado fisicamente pelo demônio; as obsessões que levam a pessoa ao desespero; e a infestação, que é quando o demônio ocupa um espaço, um animal ou inclusive um objeto".

O sacerdote alertou que estes fatos são pouco freqüentes mas estão em aumento. Também manifestou à nossa agência ACI Imprensa sua preocupação pela cada vez maior quantidade de jovens que são afetados por Satanás através das seitas, as sessões de espiritismo e as drogas. Apesar disso não se desalenta.

"Com Jesus Cristo e Maria, Deus nos prometeu que nunca permitirá tentações maiores que nossas forças", assinalou.

Finalmente na entrevista o Pe. Amorth propôs uma breve guia a ser tomada em conta na luta contra Satanás:

"As tentações do demônio são vencidas sobretudo evitando as ocasiões, porque o demônio sempre procura nossos pontos mais fracos. E logo, com a oração. Nós os cristãos temos uma vantagem porque temos a Palavra de Deus, temos a oração e podemos rezar ao Senhor", concluiu.

"O diabo gosta de apropriar-se dos que ocupam cargos políticos", assegura Pe. Amorth

Padre Gabriele Amorth
.- Em uma entrevista concedida à revista "Maria Mensageira" o famoso exorcista italiano, Padre Gabriele Amorth, assegura que "todo mundo é vulnerável à ação de Satanás" e "o diabo gosta de apropriar-se dos que ocupam cargos políticos".

O jornal espanhol La Razón recolheu a entrevista em um artigo de Alexander Smoltczyk que reproduz uma sessão de exorcismo realizada pelo sacerdote, que já tem 82 anos e assegura ter praticado 70 mil exorcismos.

O sacerdote adverte que "existe o mal na política, inclusive é freqüente. O diabo gosta de apropriar-se daqueles que ocupam cargos de responsabilidade, empresários, políticos. Hitler e Stalin estiveram possuidos. por que sei? Porque mataram a milhões de pessoas. O Evangelho diz: ‘Pelos frutos os conhecerão’. Desgraçadamente, um exorcismo não teria bastado com eles, pois estavam convencidos do que faziam. Não se pode dizer que fora uma possessão no sentido estrito da palavra, mas bem se tratava de uma aceitação total e voluntária das sugestões do diabo".

"Aos que vêm para ver-me lhes aconselho que primeiro vão ao médico ou ao psicólogo. Na maioria dos casos há uma base física ou psicológica para explicar seus sofrimentos. Os psiquiatras me enviam os casos incuráveis. Não há rivalidade. O psiquiatra estabelece se for uma enfermidade; o exorcista, se houver uma maldição", explica o Padre Amorth.

Com toda sua experiência explica que ninguém, nem ele, está "a salvo do diabo. Todo mundo é vulnerável", esclarece o sacerdote e explica que "o diabo é muito inteligente. Conservou a inteligência do anjo que foi".

"Pode ser, por exemplo, que alguém de seu trabalho sinta inveja de você e lhe lance uma maldição. Você adoecerá. A origem de 90 por cento dos casos que trato é, precisamente, uma maldição. O resto se deve à pertença a seitas satânicas, a ter tomado parte em sessões de espiritismo ou praticar a magia. Se você viver em consonância com Deus, ao diabo lhe resultará muito mais difícil levar a cabo a possessão", aconselha.

Segundo o sacerdote, "o Papa apóia aos exorcistas" mas "as seitas satânicas proliferam" e por isso tem sua agenda cheia para os próximos dois meses. O sacerdote trabalha "sete dias porsemana, da manhã até a tarde, incluídas Véspera de natal e Semana Santa".

Pode ler a cobertura de La Razón, AQUI.

Ataques ao Papa são sugeridos pelo demônio, afirma o famoso exorcista Pe. Gabriele Amorth



Pe. Gabriele Amorth
.- O exorcista mais experiente e conhecido do mundo, Pe. Gabriele Amorth, referiu-se à campanha difamatória contra o Papa Bento XVI, especialmente a do New York Times e assinalou que "os ataques ao Papa são sugeridos pelo demônio".


Em declarações ao News Mediaset da Itália, o exorcista de 85 anos expressou que "os ataques destes dias ao Papa Bento XVI sobre alguns casos de pedofilia são sugeridos pelo demônio. Sobre isto não há dúvida. Porque sendo um Papa maravilhoso, digno sucessor deJoão Paulo II, vê-se que o demônio quer ‘prender-se’ dele".



O Pe. Amorth indicou logo que nos casos de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, o demônio "usa" os sacerdotes para culpar a toda a Igreja: "o demônio está contra a Igreja, quer a morte da Igreja porque ela é a mãe dos santos. Combate a Igreja através dos homens de Igreja, mas com a Igreja não tem nada a fazer".



O experiente exorcista também manifestou que "o demônio prova os homens de Igreja e então não nos deve maravilhar se também os sacerdotes, que têm todos os auxílios divinos, da oração e os sacramentos, caem na tentação. Também eles vivem no mundo e podem cair como homens do mundo", assinalou.

Pe. Gabriele Amorth: O ocultismo

Do livro "Exorcistas e Psiquiatras"

Creio que o ocultismo é a verdadeira religião de Satanás, aquilo que mais se opõe ao verdadeiro Deus e à verdadeira religião; e aquilo que mais se opõe ao homem, com as suas aspirações espirituais e a sua racionalidade, que o estimula a estudar e procurar uma explicação racional de tudo quanto é objeto do seu conhecimento.

Para tomarmos consciência destas afirmações, temos de partir dos fundamentos da nossa fé, baseada na revelação, e que tem um claro ponto de partida: “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças” (Dt 6,4-5). É o enunciado que está na base do Decálogo: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de minha face.” (Ex 20,2-3). É o grande início que antecede a explosão da revelação, com a Encarnação de Cristo, único Salvador e único Mestre.

“Tirai Deus e o mundo encher-se-á de ídolos”. Não se trata apenas da observação de um escritor contemporâneo, que espelha uma constatação recorrente em toda a história. O Santo Cura d’Ars exprimia o mesmo conceito, mas por outras palavras: “Tirai o pároco de uma paróquia e em menos de dez anos adorarão as bestas”. Gosto muito de me referir ao livro por experiência, a Bíblia, de onde provém todo e qualquer ensinamento sobre o homem. O Antigo Testamento é a história da fidelidade de Deus e da infidelidade de Israel. De todas as vezes que o povo hebraico vira as costas a Deus, entrega-se à idolatria. É matemático que, na proporção em que se verifica um decréscimo da religião, dá-se um aumento da superstição; e, deste modo, permite-se a entrada do ocultismo e todas as suas ramificações. É o nosso mundo que, deste modo, se afastou de Deus e de todas as formas religiosas, e se enterrou até o pescoço na idolatria, na superstição, no ocultismo.

O que é o ocultismo

Não é fácil definir o ocultismo. Há quem amplie o conceito e quem o restrinja (pessoalmente, prefiro a concepção mais extensa); os próprios termos utilizados para defini-lo são, muitas vezes, substituíveis e não exprimem conteúdos claramente delimitados. Substancialmente, ocultismo é acreditar na existência de entes ou forças não experimentáveis no plano normal da sensibilidade, mas através dos quais é possível dominar tudo, utilizando práticas específicas que são aprendidas mediante a investigação, a iniciação e o exercício.

Quem se dedica ao ocultismo julga adquirir conhecimentos e poderes que os outros não têm e que estão além das leis físicas ou racionais: leitura do pensamento, materialização de objetos, conhecimento do futuro, influências benéficas ou maléficas sobre quem quiser, domínio sobre as forças naturais, contato direto com os espíritos (quais? nunca se diz!), relacionamento com os mortos e – por que não? – com os OVNIS, com os extraterrestres e outras forças do gênero.

É explícita a rejeição da religião e da razão. Da religião porque se trata de entidades, de forças, de poderes que não provêm de Deus: nem na sua existência nem no seu uso. Da razão porque se trata de seres e de poderes que estão totalmente fora de qualquer possibilidade de estudo ou de controle racional, que escapam de qualquer possibilidade de exame científico. Só por isso se vislumbra uma relação direta com a magia, a adivinhação, a astrologia, o espiritismo, o satanismo e certos aspectos da maçonaria. Mais do que relação, diria que o ocultismo é o tronco a partir do qual se ramificam todas estas conseqüências, como seus frutos. Quem faz dele religião, entra numa seita, entendendo este termo no seu pior sentido.

Será possível que toda esta construção tenebrosa se agüente de pé, sem sequer procurar uma origem, um ponto de partida? Foram várias as tentativas nesse sentido, fato que revela a sua inconsistência.

Atualmente é moda apelar-se a práticas orientais antigas, especialmente tibetanas ou indianas, ou, então, à cabala israelita. Outros preferem apelar a tradições antiqüíssimas, sabe-se lá quais, que se perderam nos tempos e cujo conhecimento exige iniciação. Eis então o esoterismo, ou seja, a iniciação, que procura descobrir aquilo que se esconde por detrás de antigas tradições, mitos ou símbolos, para se apoderar e utilizar de tais segredos: deste modo, os cultores do esoterismo afirmam que conseguem descobrir os segredos de certas plantas, de certas pedras, de certos cristais, e por aí adiante.

O ocultismo também quer se apoderar de poderes escondidos, depois de conhecê-los, muitas vezes, a custo das pessoas se tornarem dependentes de seres superiores: homens já há muito conhecedores destes segredos, ou entidades não muito bem identificadas.

Ou, então, deixando-se guiar por espíritos que não sabe bem o que são. Atualmente, é moda encontrar magos, cartomantes, videntes que se dizem auxiliados por um espírito-guia. O que é isso? Não sabem, mesmo quando revelam seu nome. Que seria do ocultismo se as coisas fossem claras? De minha parte, limito-me a aconselhar a proteção do Anjo da Guarda e, sobretudo, a obediência à contínua ação do Espírito Santo.

Concluindo, podemos dizer: o esoterismo é o ensinamento daquilo que está escondido; o ocultismo é a descoberta de entidades e de forças secretas e a aquisição de práticas necessárias para a conquista de maiores poderes. Os dois termos são de tal maneira semelhantes, que muitos livros combinam os dois e falam de ocultismo esotérico. As definições e as palavras podem ser rebuscadas o quanto quiser, mas os frutos são atualmente muito procurados. Neste capítulo, falarei das seitas, da nova religiosidade e do satanismo.

Reservo os dois capítulos que se seguem para falar sobre a magia e o espiritismo, dado o seu particular desenvolvimento. Acrescento também que, neste campo, os meios de comunicação têm feito um péssimo serviço. É um tema que dá espetáculo e dinheiro; e as pessoas, perdida como está a religião, andam sedentas de palhaçadas.

Mas, antes, vejamos como defender-nos do ocultismo, para podermos “brilhar como astros, no meio de uma geração má e perversa” (cf. Fl 2,15).


Como defender-se do ocultismo


É fácil especificar como defender-se do ocultismo. Mais difícil é agir de acordo. Implica três pontos fundamentais: nova evangelização, informação, ouvir as pessoas.

– A nova evangelização. O Papa insiste continuamente, e com razão, neste tema. Se o ocultismo nasce da negação de Deus e da sua revelação, para escravizar o homem ligando-o a entidades e ritos totalmente ambíguos, a antítese do ocultismo é o regresso a Deus.

Só assim se derruba o castelo da idolatria e das superstições, sobre o qual se apóia o ocultismo.

Por várias vezes, já me aconteceu de dizer e escrever que o povo italiano é um povo de pagãos batizados, que vive como pagãos e sabe tanto de religião como os pagãos. É suficiente olhar para as famílias separadas, para a desonestidade que reina em todos os setores, para o triunfo do divórcio e do aborto, para o decréscimo da natalidade, para as igrejas desertas. Creio que, no que diz respeito à decadência, podemos comparar a nossa situação com a do Império Romano, tal como aparece descrito, criticamente, por São Paulo na Carta aos Romanos, ou como é narrado no popular romance histórico Quo Vadis? Um estado de decadência que, certamente, não existia no período da República. Qual o motivo desta decadência dos valores e deste abandono maciço e progressivo da fé, a partir do pós-Segunda Guerra Mundial?

As causas são muitas, mas algumas são particularmente evidentes.

O filósofo Augusto del Noce escreveu que a história do mundo moderno é a história da difusão do ateísmo. É verdade, é uma novidade absoluta na história da humanidade: o ateísmo manifestado nas massas populares. Nunca tinha ocorrido algo do gênero.

Eventualmente, havia o culto a falsos deuses mentirosos, como lhes chama Dante; ou o culto do Imperador ou culto conforme à mentalidade sócio-cultural de um povo e de uma época. Mas só o comunismo marxista inventou a propaganda do ateísmo com métodos científicos, que também encontrou terreno fértil no mundo ocidental, já minado pelo racionalismo, pelo secularismo e, mais tarde, pelo consumismo e pela indiferença religiosa.

Nossa Senhora tinha previsto tudo isso em Fátima, em 13 de julho de 1917 (o famoso dia das mensagens com os três segredos), ou seja, antes da Revolução Bolchevique, de finais de outubro: “A Rússia espelhará pelo mundo os seus erros, suscitando guerras e perseguições à Igreja”. Em Moscou, até 1990, na universidade, havia o Instituto Superior do Ateísmo, para formar os quadros do partido.

Ensinavam também o método a ser seguido para destruir a fé, qualquer tipo de fé, numa nação religiosa. E em várias cidades da Rússia havia os museus do ateísmo, sempre colocados em igrejas desconsagradas; eram os únicos museus de ingresso gratuito. E não é difícil demonstrar a eficácia da propaganda do ateísmo em todo o mundo; especialmente na Itália, onde havia, e ainda há (não se sabe como, depois da queda do chamado comunismo real) o partido comunista mais numeroso do mundo ocidental. Do comunismo, se passa, infalivelmente como já destacamos, para a superstição, para a idolatria, para o ocultismo esotérico, que é o grande tronco do qual brotam a magia, a adivinhação, os cultos orientais, o satanismo, as seitas... Ou Deus ou Satanás; não é por acaso que já foram feitos interessantes estudos sobre a ligação entre o marxismo e a demonologia, e sobre a provável consagração satânica de vários chefes históricos do comunismo: Marx, Engels, Lenine, Stanlin...
Certamente que as causas são muitas. Quando o Papa João Paulo II, na Carta Apostólica de preparação para o Jubileu, quis resumir a situação religiosa do nosso tempo, ressaltou quatro aspectos:

– O primeiro sintoma é a indiferença religiosa. As pessoas já não se interessam pela religião, e assumem-na como uma espécie de verniz exterior, sem qualquer tipo de eficácia. São típicas a este respeito, três expressões que ouvimos serem repetidas constantemente:
“Tenho fé à minha maneira”, ou seja, penso e atuo como quero; “Acredito, mas não sou praticante”, ou seja, faço aquilo que quero e gosto, não me interessando com a vontade de Deus; “Acredito em Jesus Cristo, mas não nos padres”, ou seja, acredito naquilo que eu quero, embora Jesus tenha dito claramente: “Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos rejeita, a mim rejeita” (Lc 16,10).

– O segundo sintoma evidenciado pelo Papa é a confusão no campo da ética. Já não existe lei moral; já não existem valores. O colégio cardinálico, que pela primeira vez na história da Igreja se reuniu, não para nomear um novo Papa, mas para preparar o programa em vista do ano 2000, chegou mesmo a falar de noite ética: a escuridão completa a respeito do comportamento moral.

– O terceiro sintoma são as correntes teológicas errôneas. Quantas coisas foram escritas por teólogos e biblistas, que perturbaram profundamente o clero, os sacerdotes e bispos; e, conseqüentemente, também o povo cristão? Dou um exemplo. Todas as pessoas que encontrei, que passaram por uma situação de confissão habitual, para outra de perigo, descuido em relação ao Sacramento da Penitência, me disseram que houve um sacerdote que as tinham aconselhado a confissão apenas em caso de pecado mortal seguro. O melhor é não falar aqui da minha tarefa de exorcista (não me faltam certamente as ocasiões); vi teólogos e biblistas – e, por detrás deles, bispos e padres – que já não acreditam na ação do demônio, não acreditam nos exorcismos, dizem que tudo isto é um regresso à Idade Média, chegando mesmo a negar os exorcismos no Evangelho. A confusão no clero tem sido assustadora, quer no ensinamento quer, infelizmente, repetidas vezes, na vida pessoal. 

– Como quarto sintoma, o Papa destaca: a crise de obediência ao Magistério da Igreja. Não posso deixar de evocar o famoso terceto de Dante: Avete il Vecchio e il Nuovo Testamento – e il Pastor della Chiesa vi guida – questo vi basti a vostro salvamento [Tendes o Antigo e o Novo Testamento – e o Pastor da Igreja a vos guia – isto seja suficiente para a vossa salvação]. Depois acontece que, quando não se obedece ao magistério da Igreja, infalivelmente, acaba-se obedecendo aos outros magistérios: ao dos jornais e da televisão: às visões dos chamados videntes; quando não, mesmo aos gurus ou outros líderes que nada têm a ver com o Cristianismo.

– Informação. O segundo meio que indico como defesa contra o ocultismo é a informação correta. Não se pode ensinar aquilo que não se sabe. Se nos seminários já não se fala do diabo, nem dos exorcismos, imagine, então, se se fala de ocultismo, de sessões de espiritismo nas formas atuais, dos vários cultos orientais, de todas aquelas formas atualmente na moda e que contêm perigos? Muitas pessoas me contam que foram a magos, para serem libertadas de certos inconvenientes, depois de terem se aconselhado com o próprio pároco. Conheço muitos casos de sessões de espiritismo feitas por estudantes, sem que o professor de Religião e Moral tenha alertado-os dos perigos, mesmo quando foi explicitamente induzido a respeito.

Não é de se admirar que os livros que relatam interrogatórios aos falecidos sejam publicados com a recomendação inicial de eminentes sacerdotes. E quem prega a proibição de freqüentar os magos? Ou os perigos de ver espetáculos de magia na televisão?

– Ouvir as pessoas. É o terceiro grande meio de defesa contra o ocultismo. As pessoas têm problemas, dúvidas, sofrimentos. Necessitam de ser ouvidas e aconselhadas. Necessitam de quem as ouça com atenção e competência. Monsenhor Gemma escreve na sua Carta Pastoral de 29 de junho de 1992, na qual institui grupos de oração de libertação: “Considero que faz parte do ministério sacerdotal ouvir todos os fiéis com grande, grande paciência. Tudo deve ser submetido a um saudável discernimento por parte dos pastores.

Mas nunca, nunca uma alma aflita, porventura, inconscientemente abatida pelo maligno – não é este, por acaso, o seu ofício? – pode ser tratada com superficialidade, minimizando os seus problemas ou, pior ainda, recusando ouvi-la. Jesus não atuava desta maneira”. E continua com uma observação realmente espantosa: “Os ministros sagrados não sabem que é precisamente a indiferença por parte deles que, freqüentemente, induzem os simples e desprevenidos a recorrerem a magos e bruxarias, ou a outras práticas aberrantes, que são instrumentos privilegiados de intervenção por parte do demônio e do seu triunfo? Não vos canseis de manter os vossos fiéis afastados dele!”.

Este é um aspecto fundamental, que está na base de difusão do ocultismo em todas as suas formas. A oferta existe: os anúncios nos jornais, na televisão, nos meios de comunicação social em geral, são mais do que muitos. Como já vimos, calcula-se que, na Itália, os freqüentadores destes charlatões e satanistas são mais de doze milhões.

E não é só isso. Também há a oferta de acolhimento e compreensão por parte de outros grupos religiosos, de seitas, de organizações equívocas. Não hesito em afirmar: se perdermos a batalha do acolhimento pessoal, perderemos a batalha da evangelização. Não conheço e julgo que não existem alternativas.

Eis, então, os três grandes remédios contra o ocultismo, em todas as suas formas: nova evangelização, informação e ouvir as pessoas.

Sobre o primeiro aspecto, que é fundamental porque a fé nasce e é alimentada da escuta da Palavra de Deus, gostaria ainda de acrescentar que o século XXI e o terceiro milênio, herdam dois importantes documentos que fundam a nova evangelização. É necessário apresentar ao homem de hoje, Jesus Cristo e Sua obra, de maneira integral e adequada aos tempos: é este o esforço e o conteúdo dos documentos do Vaticano II. E é urgente dar, de novo, também aos povos de antiga tradição cristã, aquela cultura religiosa de base que já não possuem. Do ponto de vista religioso, são analfabetos; nem sequer sabem o Decálogo, não vão à Missa, não se confessam. É este o esforço e o conteúdo do Catecismo da Igreja Católica. Os instrumentos existem; cabe aos cristãos utilizá-los.

Defender-se do ocultismo. O francês M. Lallemand, estudioso do ocultismo, não hesita em afirmar que, atualmente, os adeptos do ocultismo são bem mais numerosos que os adoradores do verdadeiro Deus. É uma afirmação forte que nos faz refletir. Mas que, a meu ver, é uma conseqüência direta ao abandono em Deus: enfraquece a fé, cresce a superstição; não se acredita em Deus, acredita-se nos ídolos. E, para os batizados, que valor tem serem cristãos e, em sua maioria, se não já se lembram das leis de Deus e em compensação, se entregam ao ocultismo?

Falece sacerdote presidente de associação de exorcistas fundada pelo Pe. Amorth

ROMA, 12 Nov. 10 / 06:47 am (ACI).- O passado 8 de novembro à idade de 65 anos, faleceu o presidente da Associação Internacional de Exorcistas, Pe. Giancarlo Gramolazzo, depois de ter padecido uma grave enfermidade. Este organismo foi fundado em 1990 pelo exorcista da diocese de Roma e o mais conhecido do mundo, o Pe. Gabriele Amorth, quem foi seu presidente até o ano 2000.

O Bispo Auxiliar de L’Aquila (Itália), Dom Giovanni D’Ercole, presidiu esta manhã as exéquias do Pe. Gramolazzo na paróquia romana de Todos os Santos.

A Eucaristia foi concelebrada por 60 sacerdotes. Nela estiveram presentes os familiares e membros da Congregação fundada por São Luigi Orione, à qual pertencia o exorcista e o Bispo que presidiu a liturgia.

Também participaram alguns sacerdotes exorcistas e representantes da Associação Família da Imaculada, fundada pelo Pe. Gramolazzo.

Rádio Vaticano esboça um perfil deste presbítero que esteve à frente da Associação Internacional de Exorcistas desde ano 2000 e recorda que nasceu em Ortonovo na província de La Spezia. Aos doze anos começou seu percurso na família fundada por São Luigi Orione, na que foi ordenado sacerdote em 1973.

Depois de superar aos 40 anos a afecção de um tumor, desempenha-se logo como assistente do Instituto de Órfãos de Roma-Montemario. Em 1990 se converte em diretor do Piccolo Cottolengo de Monteverde a Roma.

Uma nota de sua congregação recorda que "o Pe. Giancarlo foi exorcista e se dedicou a este delicado ministério por mais de 30 anos, convertendo-se também presidente internacional dos exorcistas. Estava culturalmente preparado e era espiritualmente sensível, atento às necessidades do próximo".

A crise económica mundial? Culpa de Satanás!


Padre Gabriele Amorth

A crise econômica mundial? Culpa de Satanás. O Diabo sugere escolhas erradas apenas para dividir-nos. Muitos bispos não acreditam no Maligno.
Repito-o, pela quarta vez, compreende: por detrás desta gravíssima crise econômica, se esconde a cauda de Satanás": afirma-o o decano mundial dos exorcistas, Padre Gabriele Amorth. Padre Amorth, "o mundo inteiro é atacado por uma situação econômica verdadeiramente alarmante. Também disso falou o Papa Bento XVI exortando à solidariedade, à moderação e à justiça social.

-Qual a relação entre a actual crise da economia mundial e Satanás?

"Quando ocorrem divisões, confusão, crises, o grande tentador está sempre presente. Ele ri-se e inevitavelmente as crises e turbulências econômicas influenciam também a esfera pessoal. Criam afastamento e fratura, exatamente o que Satanás quer. Afirmar pois que a crise financeira seja um produto satânico e agradável a Satanás não é errado.”

- A crise mundial é pois um facto satânico . Desculpe padre, mas em que maneira Satanás, pode contribuir a gerar a crise financeira?

"A resposta parece-me muito mais fácil do que parece: sugerindo aos mercados, aos especialistas e os investidores más escolhas. Se estes erram e causam catástrofes, inevitavelmente geram confusão, crises, conflitos, que depois são os objectivos do diabo, o qual goza com tudo isso."

- Mas qual é a estratégia do maligno?

"Para crer que não existe, passar despercebido, subtilmente. A maior vitória do Diabo, é fazer crer que não existe. "Então, o conhecido exorcista concede-nos uma divagação sobre a aviação, “leu acerca da Alitalia. Era um tempo atrás um símbolo de estilo e eficiência. Pois também a crise da Alitalia tem algo funestamente satânico. Em resumo, onde imperam a divisão e a incerteza, naquele lugar reina Satanás "

-Portanto, também na faixa de Gaza

“certamente. A guerra é exactamente o oposto da paz desejada por Deus. Depois que se combata na Terra Santa representa verdadeiramente o maior triunfo para o maligno. Entre outras coisas lançam-se armas e mísseis em pleno tempo Natal, período no qual se celebra a vinda de Cristo ao mundo. Lembra-se com que energia , nunca escutada, João Paulo II exortou a não atacar o Iraque? Bem, nunca foi escutado, e os resultados foram, então, funestos . Também aquela do Iraque foi uma acção satânica. Muitos acreditam erroneamente que Satanás seja apenas uma coisa pitoresca, é um ser tentador, perverso e pervertido agindo negativamente contra o homem e na história."

-Se nalguns lugares há uma tendência de demonizar tudo, por outro lado, existem aqueles que minimizam Satanás, de que coisa depende?

" Depende do facto de que lemos pouco ou nada o Evangelho, no Evangelho fala-se claramente de Satanás, das suas obras e das suas tentações, como criatura real."

-Mas o clero hoje acredita em Satanás?

"Generalizar e dizer que não é errado. Mas grande parte do clero e os bispos cederam, são cépticos e quase desanimados. Torna-se difícil nomear exorcistas nas dioceses, e nós precisamos de tanto. Assim, em um certo sentido estamos certificando a vitória de Satanás. O querer fazer acreditar que o Demónio como realidade não existe, que é apenas uma imaginação. Mas, ele goza imenso com isso. Repito -o, a actual crise económica é um plano de Satanás para dividir-nos e criar o caos, baseado em maus e diabólicos conselhos . "

Bruno Volpe: http://www.pontifex.roma.it/index.php/interviste/religiosi/1059-la-crisi-economica-mondiale-colpa-di-satana-il-demonio-suggerisce-sceglie-sbagliate-solo-per-dividerci-molti-vescovi-non-credono-al-maligno