Papa pede que bispos lefebvrianos reconheçam o Concílio Vaticano II


Cidade do Vaticano, 28 jan (EFE).- O papa Bento XVI pediu hoje aos quatro bispos lefebvrianos aos quais revogou a excomunhão que "dêem os passos necessários" para alcançarem a plena unidade com a Igreja e reconheçam o Concílio Vaticano II.

O pontífice afirmou isto diante das pessoas que estavam presentes na Sala Paulo VI para a audiência pública das quartas-feiras, oportunidade na qual também pediu a eles "fidelidade e reconhecimento ao magistério e à autoridade do papa".

O papa Ratzinger explicou sua decisão de revogar a excomunhão aos quatro prelados ordenados em 1988 pelo francês Marcel Lefebvre sem o consentimento de João Paulo II porque, afirmou, a missão do sucessor do apóstolo Pedro é trabalhar pela unidade de todos os cristãos.

O papa disse que realizou "este gesto de paterna misericórdia" porque estes prelados lhe expressaram seus sofrimentos por sua situação.

"Desejo que meu gesto se una ao compromisso deles de dar os passos necessários para conseguir a plena comunhão com a Igreja e testemunhem assim a verdadeira fidelidade e o verdadeiro reconhecimento do magistério e da autoridade do papa e do Concílio Vaticano II", declarou Bento XVI.

No último dia 24 o papa revogou a excomunhão do suíço Bernard Fellay, do espanhol Alfonso de Galarreta, do francês Tissier de Mallerais e do britânico Richard Williamson. EFE

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL975453-5602,00-PAPA+PEDE+QUE+BISPOS+LEFEBVRIANOS+RECONHECAM+O+CONCILIO+VATICANO+II.html

Revogação de excomunhão a «lefebvristas», «início» no «final» de um caminho


Afirma o cardeal Jean-Pierre Ricard, membro da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei»

BORDÉUS, terça-feira, 27 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O levantamento da excomunhão imposta em 1988 aos 4 bispos ordenados ilegitimamente pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, divulgado pela Congregação para os Bispos em 24 de janeiro passado, «não é o final, mas o começo de um processo de diálogo», no qual ainda restam questões a serem esclarecidas.

Assim afirmou o cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Bordéus e membro da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», em uma declaração divulgada pela Conferência Episcopal Francesa, também em 24 de janeiro passado.

Segundo o purpurado, ainda falta regular duas questões fundamentais para que o cisma possa ser considerado terminado: por um lado, «a integração da estrutura jurídica da Fraternidade de São Pio X na Igreja», e por outro, «um acordo em questões dogmáticas e eclesiológicas».

Entre estes temas a debater, o cardeal Ricard se referiu à questão do Concílio Vaticano II como «texto magisterial de primeira importância. Isso é fundamental».

O cardeal Ricard aludiu a outras questões de tipo cultural e político: «As últimas declarações, inaceitáveis, de Dom Williamson negando o drama do extermínio dos judeus são um exemplo disso», afirmou.

«O caminho será longo, sem dúvida, e exigirá um melhor conhecimento e estima mútuos. Mas o levantamento da excomunhão permitirá percorrê-los juntos», acrescentou.

Esta excomunhão foi revogada, explica o cardeal Ricard, após vários pedidos neste sentido por parte de Dom Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, «especialmente após uma carta dirigida ao cardeal Castrillón Hoyos, em 15 de dezembro passado, em nome dos 4 bispos afetados».

«Ele faria o mesmo, com a possibilidade de todo sacerdote de celebrar a Missa com o Missal de São Pio V, uma das duas condições prévias à abertura de um diálogo com Roma. Ele havia feito seus fiéis rezarem por esta intenção», acrescenta o purpurado.

O arcebispo de Bordéus explica também que Bento XVI «quis ir o mais longe possível com a mão estendida, como convite a uma reconciliação», desde sua missão de fazer o possível «por voltar a tecer os fios arrebentados da unidade eclesial».

«O Papa, teólogo e historiador de teologia, sabe o drama que um cisma representa na Igreja. Compreende a questão que com frequência surge na história dos cismas: realmente foram colocados todos os meios para evitá-los?», acrescenta.

Não se deve esquecer, conclui, «que o Papa conhece bem o caso, pois João Paulo II lhe encarregou de colocar-se em contato com Dom Lefebvre para tentar impedir que cometesse o ato irremediável das consagrações episcopais».

«O então cardeal Ratzinger ficou marcado pelo fracasso de sua missão», acrescentou.

O purpurado mostrou sua confiança em que «a dinâmica suscitada pela revogação da excomunhão ajude a colocar em andamento o diálogo querido pelo Papa», e pediu aos fiéis que «rezem pela unidade dos cristãos».

«Não esqueçamos que o caminho mais seguro para avançar na unidade dos discípulos de Cristo continua sendo a oração», conclui.

Fonte: http://www.zenit.org/article-20655?l=portuguese

S. João Maria Vianney, exemplo de pobreza evangélica


Primeiramente tendes o exemplo de pobreza, virtude pela qual o humilde cura d'Ars, se tornou digno êmulo do patriarca de Assis, de quem foi, na Ordem Terceira, discípulo fiel. (1) Rico para dar aos outros, mas pobre para si mesmo, viveu num total desprendimento dos bens deste mundo, e o seu coração verdadeiramente livre abria-se com generosidade a todos os que, afligidos por misérias materiais ou espirituais vinham até ele de toda a parte em busca de remédio. "O meu segredo é bem simples, dizia ele, é dar tudo e nada guardar".(2) O seu desinteresse fazia-o atender a todos os pobres, sobretudo os da sua paróquia, aos quais testemunhava extrema delicadeza, tratando-os "com verdadeira ternura, com os maiores cuidados e até com respeito".(3) Recomendava que nunca deixassem de ter atenções para com os pobres, porque tal falta recai sobre Deus; e, quando um miserável batia à sua porta, sentia-se feliz, ao recebê-lo, com bondade, por lhe poder dizer: "Sou pobre como vós; hoje sou um dos vossos!".(4) No fim da sua vida, comprazia-se em repetir: "Estou muito satisfeito; já não tenho nada de meu; Deus pode chamar-me quando quiser".(5) Por isso, veneráveis irmãos, podereis compreender como, de todo o coração, exortamos nossos queridos filhos do sacerdócio católico, a meditar num tal exemplo de pobreza e caridade. "A experiência cotidiana atesta - escrevia Pio XI, ao pensar no cura d'Ars - que a ação dos sacerdotes de vida modesta, os quais, segundo a doutrina evangélica, não procuram absolutamente seus próprios interesses, redunda em extraordinários benefícios para o povo cristão".(6) E o mesmo Pontífice, considerando o estado da sociedade contemporânea, dirigia também aos padres este grave aviso: "Ao ver que os homens vendem e compram, tudo pelo dinheiro, os padres caminhem desinteressadamente pelos engodos do vício, e desprezando todo baixo desejo de ganhar, busquem almas e não dinheiro, a glória de Deus e não a sua!" (7)

Aplicações aos padres de hoje

Estas palavras devem estar inscritas no coração de todos os padres. Se há alguns que possuem legitimamente bens pessoais, que não se prendam a eles! Que se lembrem, antes, da obrigação que formula o Direito Canônico, a propósito dos benefícios eclesiásticos, "de dispender o supérfluo com os pobres ou com as obras pias".(8) E queira Deus que nenhum mereça a censura do santo pároco às suas ovelhas: "Quantos têm dinheiro guardado, e tantos pobres a morrer de fome!".(9) Mas nós sabemos que muitos padres vivem, de fato, em condições de verdadeira pobreza. A glorificação de um dos seus, que voluntariamente se despojou de tudo e se regozijava com o pensamento de ser o mais pobre da paróquia, (10) será para eles um providencial estímulo para se dedicarem à prática de uma pobreza evangélica. E se a nossa paternal solicitude pode servir-lhes de conforto, saibam quanto nos regozijamos pelo seu desinteresse no serviço de Cristo e da Igreja.

Mas, ao recomendar esta heróica pobreza, não pretendemos, de forma nenhuma, veneráveis irmãos, aprovar a pobreza total a que, por vezes, são reduzidos os ministros do Senhor nas cidades e no campo. No seu comentário da exortação do Senhor ao desprendimento dos bens deste mundo, São Beda, o Venerável, previne-nos contra qualquer interpretação abusiva: "Não se deve crer que seja prescrito aos santos não conservar dinheiro para seu uso pessoal ou para dar aos pobres, visto ler-se que o próprio Senhor... tinha algum dinheiro para os gastos da Igreja nascente...; mas que não se sirva Deus por causa disso, nem se renuncie à justiça com receio da pobreza".(11) Pois o operário tem direito ao seu salário, (cf. Lc 10,7) e, fazendo nossas as preocupações do nosso predecessor imediato, pedimos instantemente a todos os fiéis que correspondam com generosidade ao louvável apelo dos bispos, desejosos de assegurar aos seus colaboradores recursos convenientes.(12)

1. Arch. Secret. Vat., 227, p.137.
2. Cf. Ibid, t. 227, p. 92.
3. Cf. Ibid. t. 3897, p. 510.
4. Cf. Ibid, t. 227, p. 334.
5. Cf. Ibid. t. 227, p. 305.
6. Carta Enc. Divini Redemptoris; AAS 29 (1937), p. 99.
7. Carta Enc. Ad catholici sacerdotii; AAS 28 (193), p. 28.
8. CIC., can.1473.
9. Cf. Sermons du B. Jean B. M. Vianney,1909, t, l, p. 364.
10. Cf. Arch. Secret. Vat., t. 227, p. 91.
11. In Lucae Evangelium Expositio, IV, in c.12; PL, 92, col. 494-495.
12. Cf. Exort. Apost. Menti Nostrae; AAS 42(1950), pp. 697-699.

Fonte:SACERDOTII NOSTRI PRIMORDIA - CENTENÁRIO DA MORTE DO CURA DE ARS, Beato João XXIII

Intervenção do cardeal Darío Castrillón Hoyos em Aparecida


Intervenção do cardeal Darío Castrillón, presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», pronunciada nesta quarta-feira na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

Intervenção do cardeal Darío Castrillón Hoyos em Aparecida
Presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei»

APARECIDA, quinta-feira, 17 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção do cardeal Darío Castrillón, presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», pronunciada nesta quarta-feira na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. 
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Queridos e venerados irmãos: 


Permito-me apresentar um breve relatório sobre a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei e sobre o estado da realidade pastoral que o Santo Padre colocou sob sua competência.

Esta Comissão foi instituída pelo Servo de Deus João Paulo II em 1988, quando um grupo notável de sacerdotes, religiosos e fiéis que tinham manifestado sua desconformidade com a reforma litúrgica conciliar e se congregaram sob a liderança do Arcebispo francês Marcel Lefebvre, separaram-se deste porque não estiveram de acordo com a ação cismática da ordenação de Bispos sem o devido mandato pontifício. Eles, então, preferiram manter a plena união com a Igreja. O Santo Padre, mediante o Motu Proprio Ecclesia Dei Adflicta, confiou a esta Comissão o cuidado pastoral destes fiéis tradicionalistas. 

Hoje a atividade da Comissão não se limita ao serviço daqueles fiéis que em tal oportunidade quiseram manter-se em plena comunhão com a Igreja, nem aos esforços encaminhados a pôr fim à dolorosa situação cismática e a obter a volta destes irmãos da fraternidade São Pio X à plena comunhão. Por vontade do Santo Padre, este Dicastério estende, além disso, seu serviço a satisfazer as justas aspirações de quantos por uma sensibilidade particular, sem ter tido vínculos com os dois grupos citados, desejam manter viva a liturgia latina anterior na celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos

Sem dúvida alguma, o empenho mais importante, que cabe a toda a Igreja, é a busca de pôr fim à ação cismática e reconstruir, sem ambigüidades a plena comunhão. O Santo Padre, que foi durante alguns anos membro desta Comissão, quer que ela se converta em um organismo da Santa Sé com a finalidade própria e distinta de conservar e manter o valor da liturgia latina tradicional. Mas se deve afirmar com toda claridade que não se trata de um voltar para atrás, de uma volta aos tempos anteriores à reforma de 1970. Trata-se pelo contrário de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer pôr a disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à liturgia antiga. A recuperação desta riqueza se une à não menos preciosa da liturgia atual da Igreja.

Por estas razões o Santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por esta razão o Santo Padre pensa que chegou o tempo de facilitar, como o quis a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano. 

Há algumas boas experiências de comunidades de vida religiosa ou apostólica erigidas pela Santa Sé recentemente que celebram em paz e serenidade esta liturgia. Em torno delas se congregam assembléias de fiéis que freqüentam estas celebrações com alegria e gratidão. As criações mais recentes som o Instituto de São Felipe Neri em Berlim, que funciona como um Oratório e se fez presente também, com boa acolhida, na Diocese do Tréveris; o Instituto do Bom Pastor de Burdeos que reúne sacerdotes, seminaristas e fiéis, alguns saídos da Fraternidade São Pio X. Estão muito adiantados os trâmites para o reconhecimento de uma comunidade contemplativa, o Oásis de Jesus Sacerdote, de Barcelona. 

Na América Latina, como sabemos muito bem, devemos agradecer ao Senhor pela volta de toda uma Diocese, a de Campos, antes lefevriana que agora, depois de cinco anos, apresenta frutos bons. Foi uma volta pacífica e os fiéis que se inscreveram na Administração Apostólica, estão contentes de poder viver em paz em suas comunidades paroquiais; mais ainda, em efeito algumas dioceses brasileiras fizeram contatos com a Administração Apostólica de Campos que colocou ao seu dispor sacerdotes para a atenção pastoral dos fiéis tradicionalistas em suas igrejas locais. O projeto do Santo Padre foi já parcialmente provado em Campos onde a coabitação pacífica das duas formas do único rito romano na Igreja é uma bela realidade. Temos a esperança de que tal modelo produza bons frutos, também em outros lugares da Igreja onde vivem juntos fiéis católicos com sensibilidades litúrgicas diversas. E esperamos, além disso, que tal modo de viver juntos atraia também àqueles tradicionalistas que ainda estão longe
Os membros atuais da Comissão são os Sres. Cardeais Julián Herranz, Jean-Pierre Ricard, William Joseph Levada, Antonio Cañizares, e Franc Rodé. São consultores os Subsecretários de alguns Dicastérios. 

Até agora estiveram sob a Ecclesia Dei várias comunidades dispersas pelo mundo. 300 sacerdotes, 79 religiosos, 300 religiosas, 200 seminaristas e várias centenas de milhares de fiéis. Curiosamente aumenta o interesse dos jovens na França, Estados Unidos, Brasil, Itália, Escandinávia, Austrália e China. No momento do retorno, de Campos voltaram 50 sacerdotes, uns cinqüenta seminaristas, 100 religiosas e 25.000 fiéis. 

Hoje o grupo dos lefevrianos consta de 4 Bispos que foram ordenados por Dom Lefebvre, de 500 sacerdotes e 600.000 fiéis. Ao grupo se uniram igualmente vários monastérios contemplativos e alguns grupos religiosos masculinos e femininos, têm paróquias (chamam-nos priorados), seminários e associações. Estão presentes em 26 países. 

Peçamos ao Senhor que este projeto do Santo Padre possa realizar-se logo para a unidade da Igreja.

[Texto em língua portuguesa distribuído pelo CELAM]

Fonte: Zenit - http://www.zenit.org/article-15069?l=portuguese

Cardeal Rivera lembra que todo sacerdote é exorcista


.- O Arcebispo Primaz do México, Cardeal Norberto Rivera Carrera, assinalou durante uma visita pastoral à paróquia de São Pedro Cuajimalpa, que todo sacerdote é exorcista pelo ministério da ordem sacerdotal, e que está chamado a exercer o serviço de expulsar a Maligno, de maneira especial através do sacramento da Confissão.


A paróquia é conhecida pelo ministério de “sanação” que realiza seu atual pároco, o Pe. José Jil, assim como seu predecessor o Pe. Pedro Pantoja.


“Todo sacerdote foi convocado para lutar contra o maligno em seu terreno, não só através de seu exemplo e conselho, senão do seu ofício próprio: o de exorcista”, disse o Cardeal Rivera.


O Arcebispo relatou que quando assumiu o Bispado de Tehuacán, não vislumbrou a necessidade de uma pastoral da "sanação" nessa diocese; mas quando chegou à capital do país considerou a necessidade da luta direta contra a ação do demônio nos fiéis, “cujas feridas mais do que psicológicas são da ordem moral devido à grande contaminação de valores humanos”.


O Cardeal revelou que esta experiência o levou a dispor que em cada uma das oito vicarias episcopais nas que está dividida a arquidiocese mais povoada do mundo, conte-se com um sacerdote especializado neste tipo de pastoral, que “da oração, a sanação e a liberação, auxiliam a fiéis dominados pelo mal”.


O Cardeal Rivera Carrera concluiu lembrando aos sacerdotes que deles é o ofício de exorcista, “o qual faz efeito através do maior ato de liberação que é o sacramento da reconciliação: a confissão”.

ASCESE SACERDOTAL - Beato JOÃO XXIII

Conselhos evangélicos e santidade sacerdotal

10. Falar de s. João Maria Vianney ‚ evocar a figura de um padre excepcionalmente mortificado que, por amor de Deus e pela conversão dos pecadores, se privava de alimento e sono, se impunha rudes penitências e, sobretudo, levava a renúncia de si mesmo a um grau heróico. Se é certo que comumente não é pedido a todos os féis que sigam este caminho, a divina Providência dispôs que nunca faltem no mundo pastores de almas que, levados pelo Espírito Santo, não hesitem em encaminhar-se por estas vias, porque tais homens operam com este exemplo o regresso de muitos, que se convertem da sedução dos erros e dos vícios para o bom caminho e a prática da vida cristã! A todos, o exemplo admirável de renúncia do cura de Ars, "severo para consigo e bondoso para com os outros", (11) lembra de forma eloqüente e urgente o lugar primordial da ascese na vida sacerdotal. O nosso predecessor Pio XII, de saudosa memória, no desejo de evitar certos equívocos, não hesitou em precisar que é falso afirmar "que o estado clerical - justamente enquanto tal e por proceder do direito divino - por sua natureza, ou pelo menos em virtude de um postulado da mesma, exige que os seus membros professem os conselhos evangélicos".(12) E o Papa conclui justamente: "O clérigo, portanto, não está ligado, por direito divino, aos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência".(13) Mas seria deformar o genuíno pensamento deste Pontífice, tão cioso da santidade dos padres, e o ensino constante da Igreja, acreditar que o padre secular é menos chamado à perfeição do que o religioso. A realidade é totalmente diversa, porque o exercício das funções sacerdotais "requer uma maior santidade interior, do que aquela exigida pelo estado religioso".(14) E se, para atingir esta santidade de vida, a prática dos conselhos evangélicos não é imposta ao padre em virtude do seu estado clerical, não obstante ela apresenta-se a ele e a todos os discípulos do Senhor, como o caminho mais seguro para alcançar a desejada meta da perfeição cristã. Aliás, para nossa grande consolação, quantos padres generosos o compreenderam no presente, não deixando por isso de continuar nas fileiras do clero secular e pedindo a pias associações aprovadas pela Igreja que os guiem e sustentem nos caminhos da perfeição!

11. Convencidos de que "a grandeza do sacerdócio está na imitação de Jesus Cristo",(15) os padres estarão, pois, mais do que nunca, atentos aos apelos do divino Mestre: "Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me..." (Mt 16,24). O santo cura d'Ars, segundo se afirma, "tinha meditado muitas vezes estas palavras de nosso Senhor e esforçava-se por pô-las em prática".(16) Deus concedeu-lhe a graça de se conservar heroicamente fiel a elas; e o seu exemplo guia-nos ainda no caminho da ascese onde ele, resplandeceu brilhantemente pela pobreza, castidade e obediência.

A crise económica mundial? Culpa de Satanás!


Padre Gabriele Amorth

A crise econômica mundial? Culpa de Satanás. O Diabo sugere escolhas erradas apenas para dividir-nos. Muitos bispos não acreditam no Maligno.
Repito-o, pela quarta vez, compreende: por detrás desta gravíssima crise econômica, se esconde a cauda de Satanás": afirma-o o decano mundial dos exorcistas, Padre Gabriele Amorth. Padre Amorth, "o mundo inteiro é atacado por uma situação econômica verdadeiramente alarmante. Também disso falou o Papa Bento XVI exortando à solidariedade, à moderação e à justiça social.

-Qual a relação entre a actual crise da economia mundial e Satanás?

"Quando ocorrem divisões, confusão, crises, o grande tentador está sempre presente. Ele ri-se e inevitavelmente as crises e turbulências econômicas influenciam também a esfera pessoal. Criam afastamento e fratura, exatamente o que Satanás quer. Afirmar pois que a crise financeira seja um produto satânico e agradável a Satanás não é errado.”

- A crise mundial é pois um facto satânico . Desculpe padre, mas em que maneira Satanás, pode contribuir a gerar a crise financeira?

"A resposta parece-me muito mais fácil do que parece: sugerindo aos mercados, aos especialistas e os investidores más escolhas. Se estes erram e causam catástrofes, inevitavelmente geram confusão, crises, conflitos, que depois são os objectivos do diabo, o qual goza com tudo isso."

- Mas qual é a estratégia do maligno?

"Para crer que não existe, passar despercebido, subtilmente. A maior vitória do Diabo, é fazer crer que não existe. "Então, o conhecido exorcista concede-nos uma divagação sobre a aviação, “leu acerca da Alitalia. Era um tempo atrás um símbolo de estilo e eficiência. Pois também a crise da Alitalia tem algo funestamente satânico. Em resumo, onde imperam a divisão e a incerteza, naquele lugar reina Satanás "

-Portanto, também na faixa de Gaza

“certamente. A guerra é exactamente o oposto da paz desejada por Deus. Depois que se combata na Terra Santa representa verdadeiramente o maior triunfo para o maligno. Entre outras coisas lançam-se armas e mísseis em pleno tempo Natal, período no qual se celebra a vinda de Cristo ao mundo. Lembra-se com que energia , nunca escutada, João Paulo II exortou a não atacar o Iraque? Bem, nunca foi escutado, e os resultados foram, então, funestos . Também aquela do Iraque foi uma acção satânica. Muitos acreditam erroneamente que Satanás seja apenas uma coisa pitoresca, é um ser tentador, perverso e pervertido agindo negativamente contra o homem e na história."

-Se nalguns lugares há uma tendência de demonizar tudo, por outro lado, existem aqueles que minimizam Satanás, de que coisa depende?

" Depende do facto de que lemos pouco ou nada o Evangelho, no Evangelho fala-se claramente de Satanás, das suas obras e das suas tentações, como criatura real."

-Mas o clero hoje acredita em Satanás?

"Generalizar e dizer que não é errado. Mas grande parte do clero e os bispos cederam, são cépticos e quase desanimados. Torna-se difícil nomear exorcistas nas dioceses, e nós precisamos de tanto. Assim, em um certo sentido estamos certificando a vitória de Satanás. O querer fazer acreditar que o Demónio como realidade não existe, que é apenas uma imaginação. Mas, ele goza imenso com isso. Repito -o, a actual crise económica é um plano de Satanás para dividir-nos e criar o caos, baseado em maus e diabólicos conselhos . "

Bruno Volpe: http://www.pontifex.roma.it/index.php/interviste/religiosi/1059-la-crisi-economica-mondiale-colpa-di-satana-il-demonio-suggerisce-sceglie-sbagliate-solo-per-dividerci-molti-vescovi-non-credono-al-maligno