“Como bispo não posso me calar”. Excertos do livro “Dominus Est”, de Dom Athanasius Schneider

Consciente da grandeza e importância do momento da sagrada comunhão, a Igreja em sua bimilenária tradição procurou encontrar uma expressão ritual que pudesse testemunhar do modo mais perfeito sua fé, seu amor e seu respeito. Isto verificou-se quando, na esteira de um desenvolvimento orgânico, no Ocidente, a partir dos séc. VIII-IX, e no Oriente, já alguns séculos antes, a Igreja em todas as suas tradições litúrgicas começou a adotar o modo de distribuir as sagradas espécies eucarísticas diretamente na boca. Na tradição dos ritos latinos se ajuntou ainda o gesto de ajoelhar-se, uma expressão ritual própria do cristianismo ocidental. Este desenvolvimento se pode considerar como um fruto da espiritualidade e da devoção eucarística do tempo dos Padres da Igreja. Existem várias exortações ardentes dos Padres da Igreja sobre a máxima veneração, delicadeza e cuidado para com o Corpo eucarístico do Senhor, em particular a respeito dos fragmentos do pão consagrado. Quando se começou a notar que não existiam mais as condições que garantiam o cumprimento das exigências de máximo respeito e do caráter altamente sagrado do pão eucarístico, a Igreja, seja no Ocidente, seja no Oriente, com um admirável consenso e quase instintivamente percebeu a urgência de modificar o rito então vigente, isto é, passando da distribuição da comunhão na mão à distribuição na boca. A este desenvolvimento contribuiu igualmente um crescente aprofundamento da fé na presença real, que se expressou no Ocidente na praxe da adoração do SS. Sacramento solenemente exposto.

[...] Nos últimos decênios se difundiu em várias Igrejas locais do Rito latino (sobretudo no Ocidente) o uso de distribuir a comunhão na mão. A partir de uma análise serena e imparcial deste uso em muitíssimos lugares, se deve necessariamente constatar o que se segue: um dos momentos mais importantes e, portanto, mais sagrados e solenes da liturgia eucarística, como é a sagrada comunhão, torna-se sempre menos sacral e fonte de contínua profanação involuntária e até voluntária. Onde hoje mais se evidenciam as sombras na celebração eucarística e uma alteração do sentido do sagrado é precisamente o modo de distribuir a comunhão.

O modo da distribuição da comunhão na mão é realizado nos nossos dias infelizmente em condições históricas bastante desfavoráveis, quer dizer: notável diminuição da fé na presença real, do respeito e da sensibilidade pelo sagrado, mentalidade consumista, aproximação indiscriminada e incontrolável à sagrada comunhão, muitas vezes de todos os presentes na liturgia, também das pessoas não bem dispostas, não católicas e até não batizadas (um fenômeno que se verifica de maneira mais marcante nas celebrações de massa), e, enfim, um crescente fenômeno de profanações de hóstias consagradas por parte de grupos esotéricos e satânicos.

O próprio rito de distribuição na mão contribui, no hodierno contexto histórico, a uma progressiva e bastante difundida negligência com relação aos fragmentos, o que, juntamente com o não-uso da patena de comunhão, faz com que os fragmentos caiam por terra e se percam com grande facilidade. Assim acontece com freqüência, e sempre mais vem aumentando, que os fragmentos eucarísticos, as pérolas mais preciosas que existem sobre esta terra, são literalmente pisoteados nas igrejas católicas, sem os fiéis disso se aperceberem.

Como contrasta este fenômeno, minimizado ou silenciado por não poucos pastores da Igreja nos nossos dias, com a preocupação dos Padres da Igreja para que não se perdesse nem mesmo o mínimo fragmento do pão eucarístico!

[...]

Num tempo em que se dava a comunhão somente na boca e era prescrito até o uso da patena de comunhão, o Papa Pio XI ordenou a publicação da seguinte premente exortação:

“Na administração do sacramento eucarístico se deve mostrar um particular zelo, a fim de que não se percam os fragmentos das hóstias consagradas, já que em cada uma delas está presente o Corpo inteiro de Cristo. Por isso, tome-se o máximo cuidado para que os fragmentos não se separem fácilmente da hóstia e não caiam por terra, onde – horribile dictu! – se poderiam misturar com a sujeira e ser pisoteados com os pés”.

O grande Papa João Paulo II, já há 25 anos, falando exatamente do uso da comunhão na mão, constatou deploráveis faltas de respeito para com as Espécies eucarísticas, faltas que pesam… também sobre os Pastores da Igreja, que terão sido pouco vigilantes quanto à compostura dos fiéis em relação à Eucaristia.

[...]

São numerosos os exemplos das Igrejas locais, onde já se pratica há algum tempo a comunhão na mão, comprovando o fato inegável que este modo de distribuir o Corpo do Senhor produziu, em larga escala, um dano à vida espiritual da Igreja. Nos seus gestos, o rito hodierno não corresponde à praxe da Idade patrística, mas evoca mais facilmente a mentalidade consumista e anti-sacral do fim da década de 60, exatamente quando foi introduzido em alguns países da Europa setentrional, em desobediência às normas da Igreja, e em seguida, obtida a legitimação com uma maciça pressão sobre o Papa Paulo VI.

Prevendo realisticamente os danos espirituais desse uso, o Papa Paulo VI e a maioria do episcopado católico (do qual a grandíssima maioria participou do Concílio Vaticano II) julgaram não introduzí-lo. Pensando que não se poderia fazer parar este uso já difundido, o Papa Paulo VI o concedeu contra sua vontade.

Os prognosticados danos espirituais de um novo generalizado rito da comunhão na mão, indicados pela maioria dos bispos no ano de1968 e da Santa Sé na Instrução Memoriale Domini do ano de 1969, foram os seguintes:

• grande perigo de profanações e sacrilégios,

• negligência para com os fragmentos do pão consagrado,

• o fato que cada um toma o Corpo do Senhor com as suas mãos e dedos contribuirá a igualar o pão eucarístico ao pão comum,

• perda do caráter sagrado do gesto,

• falta de respeito,

• falsas opiniões sobre o sacramento eucarístico,

• dano à fé das crianças e das pessoas simples.

O Papa Paulo VI e a maioria do episcopado do ano de 1968 expressaram o juízo de que a comunhão na boca assegura e garante mais eficazmente o respeito, o caráter sagrado, o decoro, a fé na presença real e a devoção dos fiéis. O documento Memoriale Domini de 29 de maio de 1969, expressando o pensamento do Papa Paulo VI, fazia esta observação acertada:

“Uma mudança em coisa de tamanha importância, baseada numa tradição antiquíssima e venerável, não se refere somente à disciplina; poder-se-ia demonstrar fundado o receio de eventuais perigos derivados desta nova maneira de distribuir a Comunhão: o perigo, por exemplo, de diminuir o reverência para com o SS. Sacramento do altar, ou o perigo de uma sua profanação ou também de uma alteração da sã doutrina.”

O mesmo documento diz que se deve excluir qualquer impressão de que a consciência da Igreja cedeu no que diz respeito à fé na presença eucarística, como também qualquer perigo ou simplesmente aparência de perigo de profanação.

E numa carta da Secretaria de Estado ao episcopado católico, do dia 28/10/1968, se dizia que o novo rito de comunhão representava uma coisa grave em si mesma e nas suas conseqüências.

Os temores do Papa Paulo VI e da maior parte do episcopado católico dos anos 1968-1969 foram mais que fundados e encontraram plena confirmação na praxe do modo hodierno de distribuir a comunhão na mão. Este rito, visto sobre larga escala, produziu e continua infelizmente a produzir um dano espiritual não insignificante para a Igreja. E assim se dá uma situação contraditória e espiritualmente dolorosa na vida eucarística de muitas Igrejas locais: no momento da sagrada comunhão, que exige por sua natureza o máximo respeito, decoro, caráter sagrado, delicadeza, máxima vigilância, se verifica uma preocupante banalização do Santo dos Santos.

As tentativas de harmonizar ou minimizar este estado das coisas equivaleriam a fechar os olhos sobre a realidade. Já há mais de 20 anos, o Cardeal J. Ratzinger fez a seguinte constatação preocupante a respeito do momento da comunhão em vários lugares: “Nós não nos elevamos mais à grandeza do evento da comunhão, mas arrastamos o dom do Senhor para baixo, ao ordinário da livre disposição, à cotidianidade”.

Conseqüentemente, existe uma verdadeira urgência pastoral que exige uma modificação na situação atual da distribuição da sagrada comunhão. Levando em conta a dinâmica inata das coisas novas e mais cômodas a impor-se em proporções gerais e da pressão psicológica da “moda”, a comunhão na mão está suprimindo de fato sempre mais a comunhão na boca. Para que um fiel continue, em tais circunstâncias, a receber a comunhão na boca e ajoelhado, é verdadeiramente necessária uma grande maturidade espiritual e uma coragem não comum. A liberdade de escolha é, de fato, reduzida ao mínimo, como comprovam tantos testemunhos de fiéis. Não se deve negligenciar a intenção do Papa Paulo VI, expressa tão nitidamente no documento Memoriale Domini: “O Sumo Pontífice não julgou oportuno mudar o modo tradicional de distribuir a sagrada Comunhão aos fiéis. Portanto, a Sé Apostólica exorta ardentemente aos bispos, sacerdotes e fiéis a observar com amorosa fidelidade a disciplina em vigor”. Diante da milenar tradição de distribuir a comunhão na boca – fruto feliz de um desenvolvimento orgânico da fé e da piedade eucarística do primeiro milênio – essa inovação não trouxe uma verdadeira utilidade para a Igreja.

Dom Athanasius Schneider, ‘Dominus Est’

"Será que vou ver os padres de batina antes de morrer?"

Atravesando a rua em Copacabana, no Rio de Janeiro, um senhor de mais de oitenta anos de idade me disse comovido: "Por favor, não deixe de usar a batina! Peço a DEUS que o Papa Bento XVI faça algo para os padres usarem batina. Desculpe te parar assim, meu filho, mas é um colírio para os olhos ver seminarista e padres de batina!"
E mais uma vez disse: "É um colírio para os meus olhos! Será que vou ver os padres de batina antes de morrer? Já tenho mais de oitenta anos, sou Católico Apostólico Romano, gostaria muito que isso acontecesse...". Despediu-se e prometeu-me rezar pela minha vocação.

Não quero aqui sentimentalizar o uso do hábito eclesiástico. Não pretendo discutir a obrigação do mesmo. Apenas não pude conter o pedido comovido de um senhor de mais de oitenta anos.

No início do mês de Julho fui em missão para Barretos - SP (interior de SP), lá Padre André um sacerdote muito experimentado, conhecido por sua santidade, disse-me o mesmo; as palavras eram idênticas.

Acontece que S.S. Bento XVI nada precisa pedir. O Código já diz, as Cartas do Servo de DEUS João Paulo II e Bento XVI já nos dizem.


Rezemos para que os Padres e Seminaristas voltem a usar o hábito eclesiástico.

LAVS DEO!

A ABERTURA DO ANO SACERDOTAL

Caros Sacerdotes,

Um acontecimento extraordinário, assinalado pelo sopro do Espírito Santo, cheio de esperança, de alegria e de caridade pastoral. Assim foi a abertura do Ano Sacerdotal com o Santo Padre Bento XVI, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante a celebração das segundas Vésperas da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, no dia 19 de junho último. A Basílica estava repleta: participaram 32 Cardeais, muitos Bispos, Prelados, mas, sobretudo, uma multidão de sacerdotes, muitos religiosos e leigos. O clima era de intensa devoção, piedade e escuta do Senhor. Ao final das Vésperas, houve a Bênção Eucarística, precedida por uma expressiva adoração silenciosa. Realmente, um silêncio absoluto e orante difundiu-se em meio àquela multidão ajoelhada: era impossível não se comover profundamente e não sentir a forte presença de Jesus Cristo, o Bom Pastor, que confirma os seus sacerdotes e toda a Igreja.

Pouco antes da Oração das Vésperas, entrou em procissão na Basílica de São Pedro, a relíquia do coração de São João Maria Vianney, trazida de Ars. O Santo Padre, logo após o seu ingresso para iniciar a cerimônia, foi até a relíquia, fazendo uma significativa oração ao Santo Cura d’Ars, em favor dos sacerdotes.

Na homilia das Vésperas, o Papa falou da profunda relação existente entre o Sagrado Coração de Jesus, os sacerdotes e o Santo Cura d’Ars, apresentando-o como “modelo e protetor de todos nós sacerdotes, e, de modo particular, dos párocos”. Era evidente a alegria do Papa e como o seu rosto resplandecia. Todos os seus gestos eram muito acolhedores para com a assembléia, mas, ao mesmo tempo, transparecia a centralidade do grande mistério de Deus. Comentando um texto do profeta Oséias, disse: O coração de Deus estremece de compaixão! Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja apresenta este mistério à nossa contemplação, o mistério do coração de um Deus que se comove e derrama todo o seu amor sobre a humanidade”. De maneira similar, o coração de cada sacerdote deve ser um coração que se comove diante das chagas e dos sofrimentos espirituais, morais e corporais dos seres humanos e de cada homem e mulher, e, por isso, um coração que versa todo o seu amor sobre a humanidade, a exemplo do Bom Pastor, Jesus. O Santo Cura d’Ars, durante a sua vida sacerdotal, era impulsionado por esta comoção e amor. Acrescenta o Papa: “Seu Coração divino apela então ao nosso coração; convida-nos a sair de nós mesmos e a abandonar nossas seguranças humanas para confiarmos Nele e, seguindo seu exemplo, a fazer de nós mesmos um dom de amor sem reservas”.

Dessa forma, o Papa nos impele, a nós sacerdotes, a não duvidarmos e a sermos fortes nesta doação “sem reservas”, no seguimento de Jesus como discípulos muito próximos a Ele, confiantes e prontos a segui-Lo para onde quer que nos conduza, desejosos de sermos semelhantes ao Senhor. Neste “sem reservas”, situa-se também a vida celibatária. Neste contexto, disse o Papa: “Se é verdade que o convite de Jesus a ‘permanecer em seu amor’ (cf. João 15, 9) dirige-se a todo batizado, na festa do Sagrado Coração de Jesus, Dia de Santificação Sacerdotal, este convite ressoa com maior força para nós, sacerdotes, em particular nesta tarde, solene início do Ano Sacerdotal, que convoquei por ocasião do 150º aniversário da morte do Santo Cura de Ars”.

O Santo Padre não poderia deixar de fazer referência ao triste fato dos sacerdotes que não são fiéis e, em alguns casos particulares, envolvidos em delitos muito graves. Assim afirmou: “Como esquecer que nada faz sofrer mais a Igreja, Corpo de Cristo, do que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (João 10, 1ss), seja porque as desviam com suas doutrinas privadas, seja porque as atam com laços de pecado e de morte? Também a nós, queridos sacerdotes, aplica-se o chamado à conversão e a recorrer à Misericórdia Divina, e igualmente devemos dirigir com humildade incessante a súplica ao Coração de Jesus para que nos preserve do terrível risco de causar dano àqueles a quem devemos salvar”.

Na conclusão de sua homilia, o Santo Padre nos estimula a buscar o caminho da santidade: “A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos, de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas”, e uma vez mais, volta a falar com grande amor ao nosso coração sacerdotal, da comoção que faz o coração de Deus estremecer. Um Deus que nos ama e quer nos salvar, uma comoção que também deve encher o coração de cada sacerdote: “Cultivemos, caros irmãos, esta mesma comoção”, “peçamos ao Senhor que inflame o coração de cada presbítero com aquela ‘caridade pastoral’ capaz de fundir seu “eu” pessoal no de Jesus sacerdote, para assim poder imitá-lo na mais completa auto-doação”.

Caros irmãos Sacerdotes, acolhamos com alegria e com determinação este Ano Sacerdotal e agradeçamos ao Senhor, que nos oferece este especial tempo de graça. A todos vós, as minhas mais sinceras felicitações e que Deus vos abençoe muito e sempre! Durante este ano especial, proponho-me de escrever-vos todos os meses. Muito obrigado!

Cardeal Cláudio Hummes

Arcebispo Emérito de São Paulo

Prefeito da Congregação para o Clero

Apóstolos por vocação - Do Ano Paulino ao Ano Sacerdotal: o fio condutor da missão

V. Ex.ª Rev.ma Dom Mauro Piacenza

Secretário da Congregação para o Clero

Na audiência concedida aos participantes da Assembléia Plenária da Congregação para o Clero, no dia 16 de março último, o Santo Padre Bento XVI proclamou um especial Ano Sacerdotal, que vai da próxima Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, no dia 19 de junho, à mesma celebração no ano de 2010. A Plenária da Congregação para o Clero teve como tema: “A identidade missionária do presbítero na Igreja, como dimensão intrínseca do exercício dos tria munera”. Naquele contexto, o Papa recordou o caráter indispensável da “tensão para a perfeição moral, que deve habitar cada coração autenticamente sacerdotal”.

Justamente pensando em “favorecer esta tensão dos sacerdotes para a perfeição espiritual da qual sobretudo depende a eficácia do seu ministério”, foi proclamado o especial Ano dedicado aos sacerdotes. O Ano Paulino, que se encerrará no próximo dia 29 de junho, passará ao Ano Sacerdotal o seu testemunho, em um providencial itinerário marcado pelo sinal da continuidade e do necessário aprofundamento de uma das “urgências” do nosso tempo: a missão.

No 150º aniversário do dies natalis de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, a Igreja se reúne em torno aos seus sacerdotes para redescobrir a sua presença fecunda e para proclamar, uma vez mais, com a alegria cristã, o seu essencial e ontologicamente distinto ministério, dentro da missão universal da Igreja, da qual todos os batizados fazem parte.

O Ano Sacerdotal, como querido pelo Santo Padre, não será um ano “reservado aos sacerdotes”, mas para toda a Igreja. Em cada um dos seus membros, ela é chamada a descobrir, à luz da tensão missionária que lhe é própria, a grandeza do dom que o Senhor quis deixar com o ministério sacerdotal. Recordou o Papa: “Se a inteira Igreja é missionária e se todo cristão, pela força do Batismo e da Confirmação, quase ex officio (cfr. CCC, 1305) recebe o mandato de professar publicamente a fé, o sacerdócio ministerial, também a partir deste ponto de vista, distingue-se ontologicamente, e não só de grau, do sacerdócio batismal, também chamado de sacerdócio comum” (Bento XVI, Discurso aos participantes da Plenária do Clero, 16-III-2009).

A força da missão nasce unicamente de um coração renovado pelo encontro com Cristo ressuscitado, como ocorreu com São Paulo. Um encontro no qual o Senhor Jesus não seja só conhecido de maneira entusiástica ou recebido intelectualmente, mas seja realmente acolhido como a extraordinária e fascinante “resposta do Pai” às aspirações do coração ferido do homem, do qual provém, na extraordinária presença humana e divina do Redentor, a única e adequada correspondência ao próprio eu, ao próprio humano e misterioso desígnio de salvação.

O coração de São Paulo, atingido pela beleza de Cristo, bem como o coração de São João Maria Vianney –, que no próximo dia 19 de junho será trazido à Basílica papal de São Pedro no Vaticano e exposto à veneração dos sacerdotes e fiéis leigos – são testemunhas da força arrasadora, da origem da missão eclesial.

O Ano Sacerdotal, celebrado em todas as Dioceses do mundo, deverá ser uma ocasião fecunda para redescobrir a identidade dos ministros sagrados que, por sua vez, encontra suas raízes no mandato apostólico e que “impele os sacerdotes a estar presentes e ser identificáveis e reconhecíveis quer pelo juízo de fé, quer pelas virtudes pessoais, quer também pelo hábito, nos âmbitos da cultura e da caridade, desde sempre no coração da missão da Igreja” (Id.).

Na fidelidade à ininterrupta tradição eclesial e na atenta escuta das profundas exigências do coração do homem, é preciso corresponder concretamente ao chamado bíblico – “Fortificai as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes” (Is. 35,3) – para que se possa continuar a afirmar, com verdade e convicção cheia de confiança “àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus!” (Is. 35,4). Mostrar Deus ao mundo: esta foi a missão do Apóstolo Paulo, esta é a missão e o sentido mais profundo do ministério sacerdotal na Igreja para o mundo.

A missão – como bem sabia São Paulo, e foi vivida por São João Maria Vianney no seu próprio ministério de “participação” vicária – encontra o seu “conteúdo” e “método” em Cristo e na sua encarnação salvífica. A este propósito afirmou o Santo Padre: “No mistério da Encarnação do Verbo, no fato que Deus se fez homem como nós, encontra-se o conteúdo e o método do anúncio cristão”. Neste sentido, é urgente – com a contribuição da preciosa herança deixada pelo Ano Paulino, com aquela do próximo Ano Sacerdotal e com o aprofundamento constante da formação inicial e permanente do clero – afastar toda tentação de “descontinuidade”, redescobrindo a beleza e a harmonia da única história sagrada e salvífica de Deus com os homens, através do seu Corpo que é a Igreja e da unidade do ministério sacerdotal e apostólico que, ontem, hoje e sempre, na mesma Igreja, consiste em anunciar a Palavra de verdade, celebrar quotidianamente e com devoção a Eucaristia, em obediência ao mandamento do Senhor (Lc. 22,19), e de administrar o tesouro inestimável de graça da Divina Misericórdia.

A feliz e providencial iniciativa do Santo Padre de proclamar um Ano Sacerdotal, encontra a mais ampla, convicta e generosa adesão, primeiramente da Congregação para o Clero e, certamente, de todo o Episcopado mundial que vê, também nesta iniciativa, a ocasião propícia para realmente imprimir um novo vigor na mais urgente de todas as missões: a solicitude pelas vocações sacerdotais.

Portanto, será um Ano a ser vivido sob a insígnia da continuidade e do aprofundamento: continuidade em olhar com grande entusiasmo o chamado apostólico e a missão, e aprofundamento em especificar a missão, tendo como objetivo o ministério sacerdotal.

ORAÇÃO PARA O ANO SACERDOTAL

Senhor JESUS,

Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.

Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó Senhor JESUS que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.

Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.

Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo ESPÍRITO SANTO, possam ser acolhidos e valorizados.

Mas, sobretudo, ó Senhor JESUS, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:


Eu Vos amo, meu DEUS, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.

Eu Vos amo,
DEUS infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.

Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.

Eu Vos amo, meu
DEUS, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.

Eu Vos amo, meu
DEUS infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.

Meu
DEUS, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.

Meu
DEUS, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.

Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.

Meu
DEUS, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.

Meu
DEUS, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.

Amém.

S. João Maria Vianney

Ladainha de JESUS Sacerdote e Vítima



Senhor, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós

Cristo, ouvi-nos Cristo, ouvi-nos
Cristo, atendei-nos Cristo, atendei-nos

DEUS, PAI celestial, tende piedade de nós
DEUS Filho, REDENTOR do mundo,
ESPÍRITO SANTO que sois DEUS,
SANTÍSSIMA TRINDADE que sois um só DEUS,

JESUS, Sacerdote e Vítima, tende piedade de nós
JESUS, Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedec,
JESUS, Sacerdote a quem o Pai enviou a evangelizar os pobres,
JESUS, Sacerdote que na última Ceia instituístes o memorial do Vosso sacrifício,
JESUS, Sacerdote sempre vivo para interceder por nós,

JESUS, Pontífice a quem o Pai ungiu com a força do Espírito Santo,
JESUS, Pontífice tomado de entre os homens,
JESUS, Pontífice constituído em favor dos homens,
JESUS, Pontífice do nosso testemunho,
JESUS, Pontífice de maior glória que Moisés,
JESUS, Pontífice do autêntico Templo,
JESUS, Pontífice dos bens futuros,
JESUS, Pontífice inocente, imaculado e santo,
JESUS, Pontífice misericordioso e fiel,
JESUS, Pontífice consumido pelo zelo do Pai e das almas,
JESUS, Pontífice perfeito para sempre,
JESUS, Pontífice que entrastes nos céus derramando o Vosso próprio sangue,
JESUS, Pontífice que iniciaste um novo caminho em nosso favor,
JESUS, Pontífice que nos amastes e nos purificastes do pecado pelo Vosso sangue,
JESUS, Pontífice que Vos entregastes a DEUS como oblação e vítima,
JESUS, Vítima dos Homens,
JESUS, Vítima santa e imaculada,

JESUS, Vítima indulgente,
JESUS, Vítima pacífica,

JESUS, Vítima de propiciação e digna de louvor,
JESUS, Vitima da reconciliação e da paz,
JESUS, Vítima na qual temos a fé e o acesso para Deus,
JESUS, Vítima que vive pelos séculos dos séculos,

Sede-nos propício, atendei-nos, Senhor
Sede-nos propício, livrai-nos, Senhor

Da busca temerária do ministério, livrai-nos, Senhor
Do pecado do sacrilégio,
Do espírito de incontinência,
De desejos desonestos,

De toda ignominiosa simonia,
Do abuso dos bens da Igreja,
Do amor do mundo e das suas vaidades,
Da indigna celebração dos Vossos Mistérios,

Pelo Vosso sacerdócio eterno,
Pela Vossa santa unção, pela qual o PAI Vos constituiu como Sumo Sacerdote,
Pelo Vosso espírito sacerdotal,
Por aquele ministério pelo qual glorificastes na terra a Deus Pai,
Pela cruenta imolação do Vosso corpo na cruz, realizada de uma vez para sempre,
Por aquele mesmo Sacrifício que se renova cada dia no altar,
Por aquele poder divino, que exerceis de maneira invisível por meio dos sacerdotes,

Para que Vos digneis conservar na santidade toda a Ordem Sacerdotal,
Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos
Para que concedas ao teu povo pastores segundo o Vosso coração,
Para que os enchas de espírito sacerdotal,
Para que os lábios dos sacerdotes guardem a Vossa sabedoria,
Para que envieis operários para a Vossa messe,
Para que aumenteis o número de fiéis dispensadores dos Vossos mistérios,

Para que lhes façais perseverantes no ministério que lhes haveis confiado,
Para que lhes concedeis paciência no ministério, eficácia na ação e perseverança na oração,
Para que, por seu intermédio, se promova em toda a parte o culto do Santíssimo Sacramento,
Para que recebais no gozo eterno os que desempenharam o ministério,

Cordeiro de DEUS que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de DEUS que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de DEUS que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

Cristo, Sacerdote eterno, ouvi-nos.
Cristo, Sumo e eterno Sacerdote, atendei-nos.

Oremos


Ó DEUS, Vós que cuidais e santificais a Vossa Igreja, por meio do Vosso Espírito, suscitai nela dispensadores fiéis e idôneos para os Santos Mistérios, para que por seu ministério e exemplo, o povo cristão, protegido por Vós, progrida no caminho da Salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é DEUS convosco na unidade do Espírito Santo.

Ó DEUS, que ordenastes aos Vossos discípulos, enquanto celebravam o culto e depois de terem jejuado, de separar Saulo e Barnabé para a obra a que os tinha destinado, assisti a vossa Igreja em oração, Vós que conheceis os nossos corações, e mostrai-nos aqueles que escolhestes para o ministério. Por Cristo Nosso Senhor,

R/. Amém

"Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe!"

Leigos e Clérigos: Rezemos!

"Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe!". Significa que: a messe existe, mas Deus quer servir-se dos homens, a fim de que ela seja levada ao celeiro. Deus tem necessidade de homens. Precisa de pessoas que digam: Sim, estou disposto a tornar-me o teu trabalhador na messe, estou disposto a ajudar a fim de que esta messe que está a amadurecer nos corações dos homens possa verdadeiramente entrar nos celeiros da eternidade e tornar perene comunhão divina de alegria e de amor. "Rogai, portanto, ao Senhor da messe"! Isto quer dizer também: não podemos simplesmente "produzir" vocações, elas devem vir de Deus. Não podemos, como talvez noutras profissões, por meio de uma propaganda bem orientada, mediante, por assim dizer, estratégias adequadas, simplesmente reclutar pessoas. O chamado, partindo do coração de Deus, deve sempre encontrar o caminho até ao coração do homem. E, contudo: exactamente para que chegue aos corações dos homens é necessária também a nossa colaboração. Antes de tudo, rogar ao Senhor da messe significa certamente rezar para isso, despertar o coração e dizer: "fazei por favor! Incentivai os homens! Acendei neles o entusiasmo e a alegria pelo Evangelho! Fazei-lhes entender que este é o tesouro mais precioso do que todos os outros tesouros e que quem o descobriu deve transmiti-lo!"

Sensibilizamos o coração de Deus. Mas o pedir a Deus não se realiza somente mediante palavras de oração; comporta também uma mudança da palavra em acção, a fim de que no nosso coração orante se inflame a centelha da alegria em Deus, da alegria pelo Evangelho, e suscite em outros corações a disponibilidade a dizer um "sim". Como pessoas de oração, repletas da Sua luz, atingimos os outros e, envolvendo-os na nossa oração, fazemo-los entrar na luz da presença de Deus, o qual depois fará a sua parte. Neste sentido, queremos cada vez mais rogar ao Senhor da messe, sensibilizar o seu coração, e com Deus tocar na nossa oração também os corações dos homens, para que Ele, segundo a sua vontade, vos faça amadurecer o "sim", a disponibilidade; a constância, através de todas as confusões do tempo, do calor do dia e do escuro da noite, de perseverar fielmente no serviço, haurindo continuamente dele a consciência de que embora trabalhoso este esforço é bom, é útil, porque conduz ao essencial, para que os homens recebam o que esperam: a luz de Deus e o amor de Deus.

BENTO XVI

Encontro com os Presbíteros e Diáconos – Freising 14 de Setembro de 2006

Nota explicativa para o incremento, nas Dioceses da prática da adoração eucarística

A Nota é antiga, mas vale a pena!

Nota explicativa para o incremento, nas Dioceses (paróquias, santuários, capelas, mosteiros, conventos, seminários), da prática da adoração eucarística contínua em benefício de todos os sacerdotes e das vocações sacerdotais

Na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, o Santo Padre Bento XVI traduziu de forma concreta o perene ensinamento da Igreja a respeito da centralidade da adoração eucarística na vida eclesial, dirigindo um apelo prático à adoração perpétua a todos os Pastores, Bispos e Sacerdotes, e ao Povo de Deus: “Juntamente com a assembléia sinodal, recomendo, pois, vivamente aos pastores da Igreja e ao povo de Deus a prática da adoração eucarística tanto pessoal como comunitária. Para isso, será de grande proveito uma catequese específica na qual se explique aos fiéis a importância deste ato de culto que permite viver, mais profundamente e com maior fruto, a própria celebração litúrgica. Depois, na medida do possível e sobretudo nos centros mais populosos, será conveniente individuar igrejas ou capelas que se possam reservar propositadamente para a adoração perpétua. Além disso, recomendo que na formação catequética, particularmente nos itinerários de preparação para a Primeira Comunhão, se iniciem as crianças no sentido e na beleza de demorar-se na companhia de Jesus, cultivando o enlevo pela sua presença na Eucaristia” (Sacramentum Caritatis, 67).

Para fortalecer o apelo do Santo Padre, a Congregação para o Clero, em sua solicitude pelos Presbíteros, propõe que:

1. cada Diocese encarregue um sacerdote de se dedicar – na medida do possível – em tempo integral ao ministério específico de promoção da adoração eucarística e à coordenação desse importante serviço na Diocese. Dedicando-se generosamente a esse ministério, ele mesmo terá a possibilidade de viver essa particular dimensão da vida litúrgica, teológica, espiritual e pastoral, se possível num lugar especificamente reservado para essa finalidade, identificado pelo próprio Bispo, onde os fiéis poderão, assim, se beneficiar da adoração eucarística perpétua. Tal como já existem os Santuários Marianos, dirigidos por reitores que exercem um ministério particular adaptado a suas exigências específicas, poderá haver quase uma espécie de “Santuários Eucarísticos”, com sacerdotes responsáveis por eles, que irradiem e promovam o especial amor da Igreja pela Santíssima Eucaristia, dignamente celebrada e continuamente adorada. Um ministério como esse, dentro do presbitério, lembrará a todos os sacerdotes diocesanos, como disse Bento XVI, que “precisamente na Eucaristia se encontra o segredo da sua santificação. [...] O presbítero deve ser em primeiro lugar adorador e contemplativo da Eucaristia” (Ângelus de 18 de setembro de 2005);

2. sejam identificados lugares específicos que possam ser reservados especificamente para a adoração eucarística contínua. Para essa tarefa, os párocos, os reitores e os capelães devem ser encorajados a introduzir em suas comunidades a prática da adoração eucarística, tanto pessoal quanto comunitária, de acordo com as possibilidades de cada um e num esforço coletivo de incremento da vida de oração. Não deixem de ser envolvidas nessa prática todas as forças vivas, a começar das crianças que se preparam para a Primeira Comunhão;

3. as Dioceses interessadas nesse projeto poderão buscar subsídios apropriados para organizar a adoração eucarística contínua nos Seminários, nas Paróquias, nas Capelas, nos Santuários, nos Mosteiros, nos Conventos. A Providência Divina não deixará de permitir que se encontrem também benfeitores que contribuam com obras aptas a pôr em prática este projeto de renovação eucarística das Igrejas particulares, como, por exemplo: construção ou adaptação de um lugar de culto para a adoração, dentro de um edifício de culto maior; aquisição de um ostensório solene ou nobre paramento litúrgico; o patrocínio de material litúrgico-pastoral-espiritual para essa promoção;

4. as iniciativas voltadas ao Clero local, sobretudo as relativas a sua formação permanente, devem ser sempre permeadas de um clima eucarístico, que deverá ser efetivamente favorecido pela dedicação de um tempo adequado à adoração do Santíssimo Sacramento, de modo que essa adoração se torne, ao lado da Santa Missa, a força propulsora de todo e qualquer esforço individual e comunitário;

5. as formas de adoração eucarística poderão ser diferentes nos diversos lugares, de acordo com as possibilidades concretas. Por exemplo:

- adoração eucarística perpétua vinte e quatro horas por dia;

- adoração eucarística contínua das primeiras horas da manhã até a noite;

- adoração eucarística de tanto a tanto, todos os dias;

- adoração eucarística de tanto a tanto, num ou mais dias da semana;

- adoração eucarística em circunstâncias particulares, como festas ou comemorações.

A Congregação para o Clero expressa sua gratidão aos Ordinários que venham a se tornar animadores de um projeto como este, que não deixará de renovar espiritualmente o Clero e o povo de Deus de suas Igrejas particulares.

Com a finalidade de poder acompanhar de perto o desenvolvimento deste gesto desejado pelo Santo Padre, pedimos a cada Ordinário, interessado nesta iniciativa, que assinale a esta Congregação os desdobramentos relativos à adoração eucarística contínua em sua Diocese, sobretudo indicando que sacerdotes e locais se comprometeram com esse importante apostolado eucarístico.

A Congregação para o Clero não deixará, sempre que solicitada, de oferecer outros eventuais esclarecimentos a esta matéria.

Do Vaticano, a 8 de dezembro de 2007

Solenidade da Imaculada Conceição de Maria

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[1] Entenda-se por “adoração eucarística contínua” não apenas a adoração ininterrupta, vinte e quatro horas por dia, mas também a adoração contínua das primeiras horas da manhã até as últimas horas da noite. Essa forma pode estar mais ao alcance dos sacerdotes e dos fiéis das pequenas comunidades. É claro que, sempre que o número de fiéis for maior e houver disponibilidade, poder-se-á examinar a possibilidade de manter a Eucaristia em exposição ininterruptamente.

Palavras do Santo Cura D'Ars




"Oh! como o sacerdote é algo sublime! Se ele se apercebesse morreria... Deus lhe obedece: diz duas palavras e Nosso Senhor desce do céu"

São João Batista Maria Vianney

O barrete e o solidéu



Barrete

O barrete é um objeto quadrangular provido geralmente de 3 palas e quase sempre de um pompom. Sua cor varia de acordo com o clérigo, podendo ser usado por todos. O barrete tem uma representação de autoridade. Ao pronunciar uma sentença, por exemplo, os juízes na antiguidade utilizavam o barrete. Os doutores (acadêmicos) utilizam o barrete em funções solenes. O padre, durante a confissão, utilizava obrigatoriamente o barrete para simbolizar exatamente que era ele em posição de Juiz que estava absolvendo o penitente. Nas funções litúrgicas, igualmente, para demonstrar a função de autoridade, junto com os outros clérigos. Ainda hoje é profundamente recomendável que o padre faça uso do barrete no exercício de suas funções. Ao lado temos a representação de um barrete tradicional: ao lado destacamos as palas, em número de três; ao lado destaca-se o pompom ao centro e pode-se ver com maior precisão as três palas (o lado sem pala é o da orelha esquerda) . Também vemos o solidéu, este consta de oito partes costuradas entre si com uma pequena proeminência. Barrete e solidéu tem a sua cor definida de acordo com o clérigo.


Cores e Hierarquia

O barrete é preto com borla preta para os padres e diáconos, Para os monsenhores Capelães de Sua Santidade, Prelados de Honra e Protonatários Supranumerários é munido de borla violeta. Para os Protonatários Numerários deve possuir borla vermelha. Os bispos usam barrete violeta. Os cardeais usam barrete todo vermelho e sem borla. O papa, embora esteja em desuso, faz uso do barrete branco. Ao lado temos um barrete de monsenhor, abaixo um cardinalício (detalhe para a ausência de borla) e um episcopal.



Uso durante as celebrações

Como a mitra, é retirado durante várias partes da celebração, : nas preces introdutórias, nas orações presidenciais, nos hinos quando são cantados de pé, durante o evangelho, a oração dos fiéis, o credo e toda a liturgia eucarística, desde depois de receber os dons até retomando-o após a oração após a comunhão. Diferentemente da mitra, não se usa barrete para dar a bênção final ou oração sobre o povo, seja na missa seja fora dela. O barrete pode ser usado com as vestes corais (nas quais é obrigatório), com casula ou pluvial, ou ainda apenas com estola para o sacramento da confissão. Abaixo temos um bispo em vestes corais que faz uso do barrete violeta, um cardeal que usa barrete vermelho com o pluvial e um padre que ouve as leituras da missa usando barrete preto. Quando se usa mitra, não se faz uso do barrete.





Uso fora das celebrações


O uso do barrete também pode dar-se fora das celebrações, podendo acompanhar a batina, mormente quando usa-se mantel. Abaixo observamos Dom Antônio Keller fazendo uso do barrete violeta com mantel e um padre que usa seu barrete preto com a mesma capa.




Outros modelos de barrete


O barrete pode apresentar-se em outros modelos, todavia a variação das cores e o uso é o mesmo. Nas imagens mostramos um barrete preto com borla vermelha e um violeta.



Solidéu


O solidéu é uma pequena calota que os clérigos usam na cabeça. Sendo preto para os padres, para todos os monsenhores é preto com frisos violáceos. Todo violeta para os bispos, vermelho para os cardeais e branco para o papa. Nas figuras abaixo temos as diferentes cores de solidéu. No detalhe os frisos violeta do solidéu dos monsenhores.








Barrete Cardinalício


Após a abolição do galero cardinalício, o barrete tomou seu lugar na principal cerimonia do colégio: a criação. Quando o papa escolhe um homem para se tornar cardeal, a cerimonia que marcava o ingresso dele no colégio dos cardeais era o recebimento do galero (chapéu de abas largar e munido de borlas). Atualmente o cardeal recebe o barrete de cor vermelha como se mostra na figura abaixo. Em virtude de tal importância, os cardeais são proibidos de usar barrete com vestes comuns, isto é, seu uso resume-se às vestes sagradas e às vestes corais.


Cônegos

Os cônegos usam barrete de acordo com as determinações próprias de cada cabido. Geralmente usam barretes pretos com pompom violeta. Alguns, principalmente cônegos catedrálicos de sedes cardinalícias, usam pompom vermelho. Abaixo temos uma foto de Monsenhor João Clá Dias, cônego da basílica papal Santa Maria Maior e os cônegos catedrálicos de Frederico Westphalen com seu bispo.

Sugestões para o Ano Sacerdotal

La Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina, que ha nacido para servicio de la Iglesia, quiere desde este blog aportar sugerencias para que este Año Sacerdotal sea rico en trabajos y abundante en frutos.

Hoy comenzamos aportando algunas ideas dirigidas a las diócesis. En siguientes entradas publicaremos otras inciativas en cuanto a los fieles y a los mismos sacerdotes. Estas ideas que ofrecemos necesitarán ser adaptadas a la realidad de cada diócesis y variedad de clero.

ÁMBITO ESPIRITUAL
Quizás sea este el aspecto que más se cuida en las diócesis.
  • Ejercicios espirituales. Normalmente ya se organizan. Pero en este año, sería bueno que se cuidasen todavía más, esmerándose tanto en la elección de los predicadores como de los temas a tratar. Así como también en el cuidado de que todos los sacerdotes asistan a ellos. A veces se informa por carta de estas iniciativas, y la carta nunca susutituye el trato personal. Los Vicarios de Zona, los miembros de la Delegación del Clero o los arciprestes serían los agentes adecuados para que ningún sacerdote se quedase sin los ejercicios espirituales. Como recuerda el Directorio para la Vida de los Presbíteros los ejercicios espirituales son una ocasión en la que "el sacerdote debe encontrar a Dios y a sí mismo haciendo un reposo espiritual para sumergirse en la meditación y en la oración". Como bien dice el Directorio, "es muy oportuno que el Obispo programe y organice los Retiros y los Ejercicios Espirituales"; y él mismo esté presente estimulando y acompañando a sus sacerdotes que deben ver en él a su padre y pastor. "Es importante que se traten temas espirituales, se ofrezcan largos espacios de silencio y de oración y sean particularmente cuidadas las celebraciones litúrgicas, el sacramento de la Penitencia, la adoración eucarística, la dirección espiritual y los actos de veneración y culto a la Virgen María." También se ha de tener en cuenta que muchos sacerdotes tienen dificultad para asistir a una semana de ejercicios porque no tienen quien los sustituya en sus parroquias. Este problema ha de ser también solucionado desde las diocesis o vicarías de zona o desde los mismo arciprestazgos.
  • Retiros mensuales. Es una práctica común en todas las diócesis, pero que también puede ser enriquecida y mejorada en este Año Sacerdotal para que se conviertan en momentos de fraternidad sacerdotal, de renovación vocacional, de crecimiento espiritual; momentos de encuentro personal con el Señor.
  • Celebraciones penitenciales. Sería oportuno en este Año organizar celebraciones penitenciales para sacerdotes en la Iglesia Catedral donde el Obispo, después de la escucha de la Palabra de Dios, exhorte a los sacerdotes a reconciliarse con Dios y a llevar una vida santa; teniendo a su vez confesores disponibles para recibir el Sacramento de la Penitencia.
  • Adoración del Santísimo. También sería interesante hacer Adoraciones públicas del Santísimo Sacramento dirigidas a los sacerdotes con la presencia del Obispo. Un momento muy oportuno para profundizar en el misterio de la Eucaristía así como de intimar con Jesús Sacramentado. También se podía establecer una Jornada de Adoración dividiendo a los sacerdotes en diferentes grupos por zonas o por arciprestazgos.
  • Peregrinaciones. La parroquia de Ars en Francia, los Santuarios de Lourdes o Fátima y otros pueden ser lugares muy propicios para que en este año los sacerdotes, acompañados de su obispo, realicen una experiencia de renovación de su ser y misión en la Iglesia. En el Centro Juan Pablo II de Ars -donde ofrecen una acogida fenomenal a todos los peregrinos- podrán profundizar en el mensaje de santidad del Santo Cura de Ars que en una parroquia como aquella se hizo santo y la hizo santa. En Lourdes o Fátima, los sacerdotes podrán crecer en el amor a la Virgen María, Madre de todos los sacerdotes, y sin la cual, la vida sacerdotal se empobrece y queda privada de una dimensión fundamental. Otros destinos de las peregrinaciones podrían ser Roma, centro de la cristiandad, ciudad del Papa, el Vicario de Cristo; Jerusalén, la tierra de Jesús, donde nació nuestra fe o Santiago de Compostela en la que el año próximo es año jubilar.
ÁMBITO INTELECTUAL
Este ámbito también está bastante cuidado en las diócesis.
  • Cursos teología. A pesar de que en casi todos los centros de formación de la Iglesia se ofrecen cursos de formación permanente para el clero, quizás este Año sería muy conveniente ofrecer a los sacerdotes cursos más asequibles en tiempo (corta duración) así como en desplazamientos (hacerlos en las diferentes zonas) para profundizar en la teología sobre el sacerdocio, así como sobre la teología sacramental; y otros temas que puedan ser provechosos como la homilética. La forma más adecuada sería exponer los temas no desde una perspectiva contestataria, sino afirmando y sosteniendo las verdades de la fe católica sobre cada tema. "Una formación teológica sintética, orgánica y que apunte a lo esencial" como propone Mons. Burgués, secretario de la Congregación para la Educación Católica.
  • Liturgia práctica. Otros cursos que se deberían ofrecer deberían ocuparse del sacramento de la penitencia como de la moral católica atendiendo también a la Bioética -materia tan necesaria en estos momentos- en su sentido práctico, como también a la mejora del ars celebrandi de la Santa Misa -materia a veces un poco descuidada- en el estilo de renovación litúrgica liderado por el mismo Benedicto XVI. De la piedad, el respeto y veneración con la que se celebre la santa Misa depende mucho la santidad del sacerdote,
  • Música. Otro aspecto que se podría mejorar sería el aspecto musical. En la liturgia católica, el canto expresa solemnidad y ha de hacerse lo mejor posible. Normalmente, los sacerdotes son en las parroquias el salmista, el lector, el acólito y el celebrante... por lo que se ha de cuidar también su formación musical, dedicándose especialmente al canto gregoriano -canto oficial de la Iglesia-.
  • Lenguas. Hoy más que nunca, se hace necesario el aprendizaje de lenguas extrangeras. En el caso de los sacerdotes: el italiano y el inglés; por ser las dos lenguas que más se utilizan en los documentos y en la Santa Sede. Sin duda alguna, también es importante el repaso y el aprendizaje de latín -que sigue siendo la lengua oficial de la Iglesia Católica- para poder por ejemplo poder celebrar según la Forma Extraordinaria o celebrar partes de la Forma Ordinaria en latín. El latín no sólo tiene importancia en cuanto al culto, sino también al estudio de los Santos Padres como de la Suma Teológica de Santo Tomás. Por todo ello, sería conveniente que las diócesis considerasen la organización de estos cursos desde sus diferentes instituciones.
  • Curso sobre la "Forma extraodinaria". Un gesto de comunión práctica y efectiva, no sólo afectiva, con el Papa Benedicto XVI y con la Iglesia de nuestros santos sería la posibilidad de ofrecer cursos de aprendizaje de la Celebración de la Misa en su forma extraordinaria permitida a todos los sacerdotes y fieles por el Motu propio Summorum Pontificum. Es una riqueza de la Iglesia y es una pena que muchos sacerdotes se vean privados de ella por desconcerla. Desde la Fraternidad, los Hermanos se ofrecen a colaborar con quien lo desee en estas posibles jornadas.
  • Curso de informática. La infórmatica domina nuestra sociedad y es una herramienta muy buena para la extensión del Evangelio y el acceso frecuente a la abundante información que ofrece la Santa Sede como medio que favorece una comunión más profunda con el Papa y los distintos organismos que le asisten en el gobierno de la Iglesia; un medio que ayuda a un mayor conocimiento del Magisterio permanente que ejerce el Sumo Pontífice. Este curso facilitaría a los sacerdotes el poder hacer una hoja parroquial, o un atractivo cartel anunciando algún acto de la parroquia, o un blog o web parroquial donde tantos sacerdotes podrían hacer bien y verter su sabiduría... o poder leer en el mismo día que la pronuncia una homilía o catequesis del Papa.
ÁMBITO DE LA SALUD FÍSICA Y ALIMENTICIA
Hay otro aspecto importante en la vida de los sacerdotes es su salud. A menudo se carece de hábitos y conocimientos adecuados en el cuidado de la salud y de la alimentación, por lo que sería muy oportuno y nada ridículo, en un ambiente distendido y de pequeños grupos, y sobre todo para aquellos más jóvenes que vayan a vivir solos, organizar:
  • Cursos sobre alimentación para poder llevar una dieta sana y rica; así también como cursos prácticos de cocina para mejorar la alimentación. Religiosos/as y fieles laicos podrían colaborar muy bien en este aspecto tan importante de la vida sacerdotal.
  • Charlas sobre hábitos saludables. En nuestra sociedad de hoy están a la orden del día. Estas charlas también podrían mejorar mucho la calidad de vida de los sacerdotes.

Indulgências especiais durante Ano Sacerdotal

Um decreto da Penitenciaria Apostólica divulgou hoje as condições

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 12 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Os sacerdotes e fiéis que realizarem determinados exercícios de piedade durante o Ano Sacerdotal receberão a indulgência plenária.

Assim informa um decreto divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, assinado pelo cardeal James Francis Stafford e pelo bispo Gianfranco Girotti, O.F.M., penitenciário maior e regente da Penitenciaria Apostólica, respectivamente.

A Igreja celebrará o Ano Sacerdotal do dia 19 de junho de 2009 até o mesmo dia do ano seguinte, por ocasião do 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, o Cura de Ars.

O Ano Sacerdotal começará no dia da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, com a celebração, presidida pelo Papa, das Vésperas diante das relíquias de São João Maria Vianney, levadas a Roma pelo bispo de Belley-Ars.

Bento XVI concluirá o “sagrado período” um ano depois, na Praça de São Pedro, com sacerdotes do mundo inteiro, que “renovarão a fidelidade a Cristo e o vínculo de fraternidade”, segundo o texto.

O decreto explica detalhadamente as modalidades para a obtenção das indulgências.

Em primeiro lugar, poderão obter a indulgência plenária os sacerdotes que, “arrependidos de coração”, rezem qualquer dia as Laudes ou Vésperas diante do Santíssimo Sacramento exposto para a adoração pública ou no sacrário e, seguindo o exemplo de São João Maria Vianney, ofereçam-se para celebrar os sacramentos, sobretudo a Confissão, “com espírito generoso e disposto”.

O texto indica que os sacerdotes poderão beneficiar-se da indulgência plenária aplicável a outros sacerdotes defuntos como sufrágio, se, em conformidade com as disposições vigentes, se confessarem, comungarem e rezarem pelas intenções do Papa.

Também receberão indulgência parcial, sempre aplicável aos irmãos no sacerdócio defuntos, “cada vez que rezarem orações devidamente aprovadas para levar uma vida santa e cumprir os ofícios que lhes foram confiados”.

Por outro lado, todos os cristãos poderão beneficiar-se de indulgência plenária sempre que, “arrependidos de coração”, assistirem à Santa Missa e oferecerem pelos sacerdotes da Igreja orações a Jesus Cristo e qualquer boa obra.

Tudo isso complementado com o sacramento da confissão e a oração pelas intenções do Papa “nos dias em que se abra e se conclua o Ano Sacerdotal, no dia do 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, nas primeiras quintas-feiras de cada mês ou em qualquer outro dia estabelecido pelos Ordinários dos lugares para a utilidade dos fiéis”.

Os idosos, doentes e todos aqueles que, por motivos legítimos, não possam sair de casa, também poderão obter a indulgência plenária se, com ânimo afastado do pecado e o propósito de cumprir as três condições necessárias assim que lhes for possível, “nos dias indicados rezarem pela santificação dos sacerdotes e oferecerem a Deus, por meio de Maria, Rainha dos Apóstolos, suas doenças e sofrimentos”.

O decreto indica que se concederá a indulgência parcial a todos os fiéis cada vez que rezarem 5 Pai Nossos, Ave Marias e Glórias, e outra oração devidamente aprovada “em honra do Sagrado Coração de Jesus, para que os sacerdotes se conservem em pureza e santidade de vida”.

O texto indica que o Santo Cura de Ars “aqui na terra foi um maravilhoso modelo de verdadeiro pastor do rebanho de Cristo”.

Também destaca que as indulgências podem ajudar os sacerdotes, junto com a oração e as boas obras, a obter “a graça de resplandecer com a fé, a esperança, a caridade e as demais virtudes” e “mostrar com sua conduta de vida, também com seu aspecto exterior, que estão plenamente dedicados ao bem espiritual das pessoas”.

Santa Teresinha: Pela oração fervorosa e perseverante, Ajudamos o Mestre a salvar almas

«Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a Sua messe»

Um dia em que meditava no que poderia fazer para salvar almas, recebi viva iluminação de uma passagem do Evangelho. Jesus tinha dito aos Seus discípulos, apontando para as searas maduras: «Erguei os olhos e vede: os campos estão brancos para a ceifa» (Jo 4, 35); e, mais adiante: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe». Que grande mistério! Jesus não é omnipotente? E as criaturas não pertencem Àquele que as fez? Nesse caso, por que é que diz Ele: «Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe»? Por quê?

Ah! É que Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível, que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós.

O Criador do universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o Seu sangue. A nossa vocação específica [a das almas contemplativas] não é ir trabalhar na colheita dos campos de espigas maduras. Jesus não nos diz: «Erguei os olhos, olhai os campos e ide para a ceifa». A nossa missão é ainda mais sublime. A nós, Jesus diz-nos: «Erguei os olhos e vede, vede os lugares vazios que há no Meu céu e que vos compete preencher; vós sois os Meus Moisés que rezam no alto da montanha (Ex 17, 8ss.). Pedi-Me trabalhadores e Eu os enviarei; espero apenas uma oração, um suspiro do vosso coração!»

Santa Teresa do Menino Jesus, Doutora da Igreja