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O dilema moral de Pio XII


Obra polêmica faz retrato devastador do papa acusado de ter optado pelo silêncio diante dos horrores do Holocausto.
Por Hermes Rodrigues Nery
Pio XIIFratres in Unum.com – Desde 1963, com o aparecimento da peça teatral O Vigário, do escritor alemão Rolf Hochhuth, que a polêmica em torno da ação do papa Pio XII durante a 2ª Guerra Mundial foi crescendo, ao ponto de criar sérios embaraços para o Vaticano, que deseja beatificar (e posteriormente canonizar) Eugênio Pacelli (cujo pontificado foi um dos mais difíceis do século XX, por coincidir com as trevas do Holocausto).
A grande questão apresentada pelos críticos de Pio XII (papa de 1939 a 1958) é a seguinte: Pacelli deveria ou não ter denunciado publicamente o Shoah? O protesto formal teria tido força suficiente para debelar a insanidade em execução? Sua denúncia teria sido capaz de evitar ou diminuir o genocídio que exterminou cerca de 6 milhões de judeus? Quais teriam sido as razões pelas quais Pio XII teria feito a “opção diplomática” pelo silêncio?
Ninguém até hoje saberia dizer o que poderia ter acontecido se Pacelli tivesse condenado publicamente as barbaridades cometidas por Hitler  (apesar de ter tocado no assunto na sua mensagem de Natal de 1942; de ter auxiliado Pio XI a redigir a encíclica Mit Brennender Sorge (Com Profunda Preocupação) – a primeira condenação direta do racismo e do nazismo, divulgada em 1937; de ter ajudado concretamente os judeus da Hungria, e de ter se envolvido diretamente num perigosíssimo complô contra Hitler, em 1939-40; e de ter sido quase seqüestrado pelo Führer, que pensou em levá-lo para a Alemanha ou Liechtenstein, e chegou a dizer, em julho de 1941, que a destruição da Igreja Católica fazia parte de seus planos (“Minha última missão – declarou Hitler – será resolver o problema da Igreja. Na juventude, tive a visão: dinamite tudo”).
Julgar Pio XII por sua ação num contexto até hoje altamente problemático não é tarefa fácil. Simplesmente acusá-lo de covardia pode ser uma atitude imediatista e até irresponsável, tendo em vista a enorme complexidade da conjuntura  histórica em que viveu e teve de atuar.
Na realidade, como afirmou Henry L. Sobel, é necessário investigar. “O Vaticano criou (em 1998), a pedido de entidades judaicas uma comissão internacional de pesquisadores judeus e católicos, encarregada de reexaminar a documentação já divulgada pela Santa Sé referente a atuação da Igreja durante a 2a Guerra Mundial e, eventualmente, conseguir acesso aos inúmeros arquivos ainda mantidos em sigilo pelo Vaticano. O estudo desses documentos revelará a informação que nos permitirá encarar o passado, compreender a realidade daquela época e reagir construtivamente”.
No bojo da polêmica, o historiador inglês John Cornwell (professor, jornalista e pesquisador do Jesus College, Cambridge) surge com sua obra bombástica: O Papa de Hitler, simplesmente devastadora. “A omissão em dizer uma palavra franca sobre a Solução Final em execução proclamava para o mundo que o Vigário de Cristo não podia ser levado à compaixão e à raiva. Desse ponto de vista, ele era o papa ideal para o plano abominável de Hitler. Era um peão de Hitler. Era o papa de Hitler”, diz Cornwell.
Não é difícil sair da leitura do livro sem reconhecer que as colocações mais contundentes contra Pio XII e as candentes indagações de Cornwell são bem argumentadas. Resta saber se as conclusões tiradas têm realmente fundamentação e condizem com a verdade dos fatos. O “choque moral” que Cornwell diz ter tido ao recolher o material de sua pesquisa e constatar que os dados coligidos “não serviam para inocentar Pio XII; em vez disso, consolidava as acusações” diz respeito à sua interpretação dos documentos analisados (ao juízo que ele já tinha do problema) e não aquilo que realmente a documentação pudesse conter como verdade histórica. Como jornalista, habituado em lidar com versões dos fatos, Cornwell deixou-se enredar pela areia-movediça da parcialidade.
Não há certeza exata (documental) do quanto Pio XII sabia a respeito do Endlosung (A Solução Final). De qualquer forma, o que se questiona é o aspecto moral da atitude de Pio XII. Se ele tinha conhecimento dos detalhes da Solução Final, teria como dever moral impedi-la, até porque – como reza o Catecismo – “é pecado saber de um mal e não impedi-lo”. Porém, também observa: “se queremos impedir um mal, podemos provocar outro maior?” Terrível dilema moral. A responsabilidade de uma ação  diz respeito às suas conseqüências.
Os defensores de Pio XII afirmam que o silêncio não  representou omissão, mas ação  estratégica para evitar a extensão do mal. Conhecendo a fundo o ideário e as motivações do governo nazista, Pio XII sabia do risco das retaliações e do quanto poderia agravar ainda mais a conturbação de uma época, em que os poderosos temporais, estavam decididos a pulverizar as nações, e não  recuar enquanto não ao vissem “o mundo em chamas”. Diante de tão grande mal, somente no silêncio, a Igreja poderia “salvar vidas” e resistir.
O livro de John Cornwell causou sensação. No entanto, apesar de sua pesquisa ter sido, até agora, a mais consistente já realizada sobre o assunto (o autor teve acesso a documentos inéditos do próprio arquivo do Vaticano), a obra “carece de provas”, como afirma Gilles Lapouge: “O autor do livro, um católico inglês, iniciou suas pesquisas para reabilitar Pio XII, mas diz ter encontrado documentos tão importantes que sua obra ficou, ao contrário, muito incômoda.  Não se vêem muitos desses documentos no livro de Cornwell. Com certeza, há muitas coisas que ‘não foram ditas’, por Pio XII, uma prudência extrema, mas nada que prove um consentimento com o nazismo. E as acusações de Cornwell freqüentemente não são amparadas pelos documentos oficiais (O Estado de São Paulo – 18.09.1999).
Se Pio XII não denunciou o Holocausto, também não o fizeram o governo inglês e norte-americano que (por estarem em guerra com a Alemanha, tinham também muitas informações do horror dos campos de concentração). O papa Paulo VI formou uma comissão de 3 jesuítas que vasculharam os arquivos do Vaticano e publicaram uma farta documentação, em 6 volumes, e nada encontraram que incriminasse Pio XII. Também, até os anos 60, como conta o Pe. José Oscar Beozzo, diversas instituições judaicas costumavam agradecer à Igreja pela ajuda que deu a milhares de judeus durante a guerra, socorro esse confirmado pelo próprio Cornwell: “Em 29 de novembro de 1945 (ao final da guerra), Pacelli reuniu-se com 80 representantes de refugiados judeus  de vários campos de concentração da Alemanha, que expressaram ‘sua grande honra por serem capazes de agradecer ao Santo Padre por sua generosidade com os perseguidos durante o período nazi-fascista’. Não se pode deixar de respeitar um tributo feito por pessoas que sofreram a perseguição e sobreviveram. E não podemos depreciar os esforços de Pacelli no nível do socorro caritativo, ou seu estímulo ao trabalho de incontáveis religiosos e leigos católicos que proporcionaram conforto e segurança a centenas de milhares de pessoas”.
O valor da obra de Cornwell está nas perguntas que faz. O desmérito nas respostas que apresenta. Antonio Amaral de Sampaio, também em artigo publicado no Estado de São Paulo, acrescentou: “Ao Vaticano não cabe nenhuma responsabilidade direta ou indireta pelo crime do século, cujas raízes já se encontravam no anti-semitismo germânico”. Há, evidentemente, uma grande diferença entre anti-judaísmo e anti-semitismo. O fato é que, do ponto de vista racial, conforme a ideologia nacional-socialista, a Igreja, em nenhum momento, endossou ou estimulou uma política anti-semita. O anti-judaismo de caráter religioso gerou incompreensões, tensões e conflitos agudos em diversas circunstâncias na história da Igreja, mas sem motivação anti-semita.
John Cornwell não deu a última palavra sobre o juízo do pontificado de Pio XII. O tema, de dificílima abordagem, continua a exigir a responsabilidade de análises que não sejam generalistas, superficiais, tendenciosas e reducionistas. Tais características, infelizmente, fazem da obra de Cornwell um estudo (corajoso e de fôlego) cheio de gritantes contradições.
Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté (SP).

Trecho do filme: "O céu desviados" pelo Papa Pio XII

Ausschnitt aus dem Film: "Der veruntreute Himmel" mit Papst Pius XII

 

É impossível ver este vídeo e não compreender os dogmas da Igreja acerca do Romano Pontífice, de Pedro, a Rocha visível da Igreja de CRISTO! É impossível não compreender a glória de CRISTO em Sua Esposa Única, sem rugas nem manchas!

VIVA CRISTO REI!
VIVA A SANTA IGREJA CATÓLICA!

[Pio XII] 2 Março de 1876 - 9 Outubro de 1958 - Santo Subito!


Pius PP. XII - Papa Pio XII - Pope Pius XII
Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli


2 Março de 1876 - 9 Outubro de 1958

Excelentes fotos de Pio XII depois do bombardeamento de Roma em 1943

Pio XII na praça de San Lorenzo depois do bombardeamento de Roma 1943.


Acima a foto real. Abaixo a foto do filme:




Esta cena no filme* é de emocionar!

* Claro está que não é ficção, mas REALIDADE.

Filme sobre Pio XII

Veja sobre o filme AQUI.


Cast:
James Cromwell, Alessandra Mastronardi, Marco Foschi, Margot Sikabonyi, Ken Duken. 

 
Crew:

Directed by: Christian Duguay
Screenplay: Fabrizio Bettelli, Francesco Arlanch
Director of Photography: Fabrizio Lucci
Editor: David Yardley, Lorenzo Fanfani
Music: Andrea Guerra
Executive Producer: Daniele Passani

CARTA APOSTÓLICA DO PAPA PIO XII AOS CARDEAIS, ARCEBISPOS, BISPOS, SACERDOTES E A TODOS OS QUE SE DEDICAM À OBRA DAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS NO BRASIL


Veneráveis Irmãos
Saúde e Bênção Apostólica

Volvidos cinco anos após a mensagem que vos endereçámos por ocasião do vosso Congresso Eucarístico, voltamos a dirigir-Nos a vós, Veneráveis Irmãos, movidos da mesma solicitude universal « sollicitudo omnium Ecelesiarum » (1) que Nos levou então a participar daquela extraordinária , manifestação ,de fé. Enquanto o mundo todo ardia no furor duma guerra sem igual, vós vos reuníeis em redor da Hóstia Sacrossanta, entre os esplendores de um dos mais memoráveis Congressos Eucarísticos realizados nessa Nobilíssima Nação, para haurir a vida e a paz que o mundo não pode dar, mas que promana do Coração Eucarístico de Jesus. Presente espiritualmente àquela memorável jornada, Nós Nos dirigimos a vós através do rádio, congratulando-Nos paternalmente convosco e lembrando a recomendação do Apóstolo, « videte vocationem vestram », (2) fazíamos um caloroso apelo à especial vocação da vossa grande Pátria no concerto das grandes Nações Católicas e diziamos da Nossa satisfação ao saber que um dos fins do Congresso havia sido o estudo e a solução prática do problema urgente das vocações sacerdotais no Brasil.(3)

Hoje Nós Nos rejubilamos convosco, Veneráveis Irmãos, ao verificar os ingentes trabalhos realizados em favor dos Seminários Brasileiros e da causa das Vocações em várias dioceses. Nós Nos alegramos convosco, pelos magníficos esforços de tantos devotadíssimos Pastores que à custa de penosos sacrifícios mantêm os seus Seminários florescentes na proficiência dos Mestres, na vigorosa e sadia formação dos levitas, Seminários que já produziram óptimos frutos para a Igreja de Deus.

Contudo, como em negócio de tão grande importância nunca é demais o que fazemos, sendo necessário não parar mas progredir sempre, desejamos que se cultivem intensamente as vocações eclesiásticas para dotar cada dia mais os Seminários do Brasil de muitos e escolhidos jovens. A mesma extraordinária extensão da vossa imensa Pátria e o continuo aumento da população Nos fazem espontaneamente pensar na necessidade de multiplicar o número dos obreiros do Senhor para que em toda a parte e a todo o tempo possam satisfazer às exigências espirituais dos fiéis. A escôlha e a formação dos Sacerdotes « é a mais grave entre as gravíssimas responsabilidades que sobre Nós pesam », (4) e vós compreendeis mui facilmente, Veneráveis Irmãos, o vivíssimo desejo que nutrimos se procure recrutar e educar convenientemente o maior número possível de seminaristas afim de assegurar ao Brasil, em futuro não remoto, um número suficiente de bons sacerdotes. Deixai-Nos repetir hoje aquilo que, quando éramos ainda Cardeal, já dizíamos à Obra das Vocações Sacerdotais de Roma : « A Igreja tem necessidade de sacerdotes ... Oh ! a quanta mocidade, a quantos espíritos hesitantes, a quantas almas angustiadas, a quantos corações desejosos de maior virtude, a quantos infelizes que lutam com a mais triste miséria material e moral sem conhecer o bálsamo da resignação, falta o sacerdote... ».(5)

E como é necessário que as vocações encontrem, para sua tutela e desenvolvimento, ambiente propicio, desejamos ardentemente que se conjuguem todos os esforços para a fundação próxima de novos Seminários onde ainda não existem e para a ampliação dos que felizmente já existem colocando-os em proporção à grandeza e à população das promissoras regiões onde se encontram. Sem Seminário próprio parece-Nos mui dificil possa cada Diocese ou Prelazia ter no dia de amanhã clero diocesano radicado à região, devotado inteiramente à Igreja local. Por esse motivo sem dúvida todos os Sumos Pontífices, desde o Concilio Tridentino, têm insistido tanto na fundação de Seminários em cada Diocese.(6) E se nas atuais circunstâncias não fosse possivel criar na Diocese ou Prelazia o Seminário Menor completo, deveríamos pensar em começar ao menos com o Pre-Seminário ou Seminário Preparatório. Por pequeno que seja este primeiro cenáculo há de agir naturalmente como centro de atracção suscitando, só pela sua presença, interesse e afeto no coração dos fiéis. A ele virão ter com o tempo novos e numerosos pequenos candidatos em demanda de um providencial amparo e de uma inicial orientação para o chamamento divino que, em hora feliz, sentiram.

Mas talvez se pudesse pensar que a dolorosa escassez de vocações não vos permitirá, Veneráveis Irmãos, realizar tão auspicioso desejo. Na verdade não Nos são desconhecidas as inúmeras dificuldades que até hoje têm obstado a um viçoso florescimento das vocações no Brasil. Não desanimemos porém ; o trabalho persistente e organizado há de superar todos os obstáculos, como No-lo atesta a copiosa colheita de candidatos obtida pelo zelo de indefessos Pastores e vigilantes Congregações Religiosas em regiões anteriormente havidas por ingratas e estéreis. Nem podia ser de outro modo. Nosso Senhor que sabe suscitar ainda entre povos pagãos viveiros magníficos de seminaristas indígenas, não havia de olhar paternalmente e providenciar oportunamente a que não escasseiem vocações na Sua Terra de Santa Cruz que desde os primórdios do descobrimento e através de toda a sua gloriosa história não desmentiu nunca os foros de Nação genuinamente cristã ? Será preciso sim dispor os corações para receberem o influxo da graça, principalmente difundindo entre os fiéis o conhecimento da sublime dignidade do Sacerdócio por meio da instrução religiosa, das Associações religiosas, da Acção Católica, da imprensa, do rádio, para que as famílias apreciem a vocação como um grande dom do céu e singular predilecção de Deus e se considerem felizes em consagrar ao Senhor alguns de seus filhos. « A vocação é um grande dom do Céu que entra em casa ; é uma flor desabrochada do sangue do país, rorejada de celestial orvalho, exalando virginal perfume que a família oferece ao altar do Senhor afim de que consuma toda a vida consagrando-a a Ele só e às almas ; vida mais bela do que esta não existe outra neste mundo ».(7)

Nesse amplo trabalho de difusão da causa das vocações muito há de concorrer a Pontifícia Obra das Vocações Sacerdotais que Nós mesmo quizemos criar pelo Motu proprio « Cum Nobis » de quatro de Novembro de 1941. O desenvolvimento desta Obra Providencial em cada Diocese ser-vos-á por certo, Veneráveis Irmãos, de decisivo auxilio para o copioso recrutamento de seminaristas e para a obtenção de maiores meios de subsistência dos Seminários ampliados. É pois com intima consolação que Nos alegramos convosco pelo incremento que, graças a Deus, a Pontifícia Obra das Vocações vem tomando em tantas Dioceses ao mesmo tempo que auguramos seja ela sempre mais desenvolvida e amparada pelo vosso zelo pastoral.

Nem deveis receiar, Veneráveis Irmãos, que o número crescido de alunos venha de algum modo prejudicar a sua primorosa formação sacerdotal nos Seminários. Ao contrário, esse mesmo elevado número de candidatos propiciará aos Superiores particular facilidade de selecção, primeiro e necessário passo para uma bem entendida educação sacerdotal.

Mas a formação não se limitará à escolha diligente dos candidatos. Através de uma « estreita disciplina que precisa ser observada na vida do Seminário e na mesma vida sacerdotal, pois uma justa severidade é absolutamente necessária como preparação e defesa da vida pura e apostólica, especialmente nestes tempos de vida mole e excessivamente livre » (8) dará aos levitas aquela preparação perfeita e completa de ciência sólida, de virtude provada, de piedade profunda que « Deus exige de seus Ministros e o povo espera justamente do Sacerdote ». (9) Formação prudente que, afastando do Santuário toda a sabedoria vã e falaciosa, dê aos futuros ministros do Evangelho, em hábitos de rigorosa ortodoxia, o verdadeiro sentido da doutrina revelada, ,da moral e da espiritualidade evangélicas, e os faça pensar sempre com a Igreja e os aparte de toda a novidade perigosa e os santifique na modéstia e pureza, na obediência e humildade, na fé e piedade.

E aqui desejamos fazer um paternal e afectuosíssimo apelo aos jovens sacerdotes que, apenas concluidos os estudos no Seminário, se atiram com entusiasmo ao trabalho na vinha do Senhor. Queremos dizer-lhes que certamente podem lançar mão de todos os meios modernos de apostolado, mas que seria engano grave fundar as verdadeiras esperanças do ministério sacerdotal em certas novidades que não constituem a solução essencial, a solução que devemos dar, aos graves problemas de hoje. Não será pois o feitio mais moderno do traje, nem certos desembaraços de atitudes e de modos, nem certa tendência por se conformar ao espírito do século, que há de promover os suspirados êxitos do apostolado, mas sim e sempre um intenso amor a Jesus Cristo, modelo sacerdotal ontem, hoje, e amanhã, unido a uma grande caridade e compreensão do próximo. Como S. Paulo será preciso fazer-se « tudo a todos ». (10) Fé e pureza, fortaleza e sacrifício, dignidade e doçura é o que se requer no padre. O espírito profano destoa no sacerdote e aos poucos o torna penoso a si próprio e aos demais que dele perdem a estima e nele já não confiam inteiramente. No meio dos leigos, não como leigo mas como mestre de espirito, deve o padre ser como o raio de sol que desce luminoso do alto sobre a terra sem se tornar terra, sem deixar de ser luz.

Para que os Seminários, Veneráveis Irmãos, possam dar aos levitas este alto grau de perfeição não Nos parece demais repetir-vos as palavras de Nosso Predecessor : « O Seminário é e deve ser o objeto máximo das vossas solicitudes. Dái aos vossos Seminários os melhores sacerdotes e não receeis arrancá-los de outros cargos aparentemente mais relevantes, mas que na realidade não sofrem confronto com esta obra capital e insubstituivel ».(11)

Invocando para a causa das Vocações Sacerdotais no Brasil o olhar complacente da Virgem Mãe Aparecida a Cujo Coração Imaculado consagrastes recentemente toda a Nação, concedemos com todo o carinho e afecto a Vós, Veneráveis Irmãos, aos vossos Sacerdotes, aos vossos Seminários, a todos os que se dedicam à Obra das Vocações Sacerdotais, e à vossa grande e querida Pátria, a Bênção Apostólica.

Dado em Roma, junto de São Pedro, na solenidade do Patrocínio de Sao José, aos 23 de Abril de 1947, IX ano do Nosso Pontificado.

PIUS PP. XII


Notas

(*). A.A.S. XXXIV (1947) pg. 285-289.

1. 2 Cor. 11, 28.
2. 1 Cor. 1, 26.
3. Mensagem Radiofónica no dia 7 de Setembro de 1942: A.A.S. XXXIV (1942) pg. 265 e seguintes.
4. Carta Apostólica ao Episcopado das Ilhas Filipinas do dia 18 de Janeiro de 1939: A.A.S. XXXIV (1942) pg. 254.
5. Discurso pronunciado na Igreja de Trinità dei Monti, em Roma, no dia 31 de Janeiro de 1932 (Poliglota Vaticana, 1944) pg. 18 e 20.
6. Cf. Enchiridion Clericorum, números 97, 218, 254, 275, 383, 543.
7. Discurso por Nós dirigido aos esposos no dia 25 de Março de 1942 (Poliglota Vaticana, 1946) pg. 9.
8. Carta Apostólica ao Episcopado das Ilhas Filipinas do dia 18 Janeiro de 1939: A.A.S. XXXIV (1942) pg. 255.
9. Ibidem.
10. 1 Cor. 9, 22.
11. Carta Encíclica « Ad Catholici Sacerdotii »: Tradução em português (Poliglota Vaticana, 1941) pg. 37.


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Oração de Pio XII pelas vocações sacerdotais

Ó Jesus, que na ternura do teu Coração divino deste o primeiro brado de compaixão pela pobre humanidade que suspira por um guia nos ásperos caminhos do mundo para a luz e para a vida, reveste de justiça os teus sacerdotes para que exultem os teus santos. Tu que conheces todos os corações, mostra quais são os escolhidos, a quem queres confiar o sublie ministério da verdade e do amor.
 
Ilumina a sua mente para que conheçam a inestimável graça da tua divina vocação; fortificai a sua vontade para que não se deixem vencer pela tibieza e pelos prazeres; não se acomodem à displicência dos divertimentos; não se afundem nos pantanais velados por nevoeiros da cobiça humana; não tremam diante do sacrifício, mas abram as asas e voem como águias reais para as alturas serenas e radiosas do teu eterno sacerdócio. Revela aos pais quanto é grande e incomparavelmente belo dar-te os próprios filhos, e conceder-lhes a força de vencer os afetos e interesses puramente humanos.
 
Inspira às almas generosas o desejo eficaz de socorrer caridosamente os teus escolhidos a quem a pobreza impede de seguir a tua voz.
 
Dá aos educadores as luzes necessárias para cultivarem em seus corações juvenis a delicada planta da sua vocação, até o dia em que possam subir, ardentes e puros, o teu santo altar. E então, ó Jesus, sejam eles verdadeiros anjos para o teu povo. Anjos de pureza, que ao teu amor divino posponham todo o outro amor humano, por terno e santo que seja. Anjos de caridade, que renunciem às doçuras da família terrena para formar outra família maior, da qual serão pais e pastores na qual os pequenos, os infelizes, os cansados, os abandonados serão objeto das suas predileções. Anjos de luz, que façam resplandecer uma fé profunda nas inteligências dos homens. Anjos de sacrifício, que como chamas de hoocausto se consumam pelo bem de seus irmãos. Anjos de conselho e de conforto, que os consolem na dor os sustentem nas lutas, e lhes apontem na hora angustiosa da dúvida a senda da virtude e do dever.
 
Anjos da graça, que purifiquem, elevem e unam as almas distribuindo-lhes o pão da vida. Anjos de paz, que no momento do último suspiro nelas derramem a suavidade inexpremivel do desejo do teu amor, e lhes abram no extase do teu ósculo divino as portas do céu onde tu és a luz e alegria infinita dos corações, por todos os séculos dos séculos. Amém.

DEFENDENDO PIO XII; UM PAPA PARA TODOS OS SACERDOTES




“Freira guerreira“ Publica Novo livro sobre o tempo de guerra do pontífice

Por Edward Pentin
ROMA, domingo, 28 de junho de 2009 (Zenit.org).- Ela pode ter 87 anos, mas a Irmã Margherita Marchione não está sequer perto de aposentar.
A indomada irmã das Professoras Religiosas das Filipinas, e defensora fervorosa de Pio XII, acaba de publicar um novo livro sobre o tempo de guerra do pontífice, que ela lançou em Roma no mês passado. Intitulado de "Papa Pio XII - uma antologia sobre o 70° Aniversário da Coroação", o trabalho é apenas um de mais dos 60 que ela já tem escrito. A maioria deles são defesas apaixonadas do Papa Pio XII e vão em direção contrária às acusações de que ele fez muito pouco para salvar os judeus na Segunda Guerra Mundial.
Os encontros com a Irmã Margherita são sempre prazerosos. Adorável, a pequenina freira que tem o sotaque de Nova Jersey preza pela pureza do nome de Pio XII, ela defende com convicção a santidade do Papa Pacelli e sua inocência em qualquer oportunidade. E a sua pesquisa histórica é apoiada por um crescente número de personalidades, incluindo o historiador judaico altamente renomado Martin Gilbert, e – cada vez mais – rabinos e judeus.
Ela começou a campanha para limpar o nome do Pio XII depois de ouvir histórias de muitos judeus que foram salvos por ele escondidos no convento de sua Ordem, em Roma. Ela também tem boas recordações de uma reunião especial com o Papa em 1957. "Bastou que eu o encontrasse uma vez, e eu ainda posso visualizá-lo", recorda. "É só pensar nele que eu posso ouvir sua voz – tinha algo nele que era muito santo."
Mas este não é um mero sentimento: ela fez um dossiê dessas declarações com fatos concretos. Ele não foi omisso, diz ela, sua condenação ao nazismo foi regularmente relatada no L'Osservatore Romano e na Rádio do Vaticano. Ela enfatiza que independentemente do que bispos ou delegações apostólicas puderam fazer para salvar os judeus na Europa, as instruções foram dadas pelo Papa. Além disso, ela argumenta que todos os conventos, mosteiros e o próprio Vaticano abriu as suas portas para esconder judeus, porque Pio XII pediu isso a eles. "O que mais ele poderia ter feito?”, ela indaga.
O que a Irmã Margherita e muitos outros têm tentado contrariar é a chamada lenda negra – uma campanha difamatória organizada pelos comunistas na União Soviética depois da Guerra para diminuir a força do fervoroso anti-comunismo no tempo de guerra do Papa. Ele não foi omisso durante a guerra, diz Irmã Margherita e aqueles que vão em sua defesa, mas preservou sua posição a fim de evitar agravar a situação das vítimas.
A religiosa também é rápida em rebater as constantes críticas: que outros católicos que perderam as suas vidas para salvar os judeus, e que ainda não foram beatificados, deveriam ser elevados aos altares antes de Pio XII, que sobreviveu à guerra. Ela insiste em que Pio XII entregou a sua vida. Ele se arriscou e estava preparado para morrer (um testemunho recente creditou os rumores de que os nazistas planejaram secretamente matar ou sequestrar Pio em 1943). "Você pode imaginar o medo que ele experimentou todos os dias?" diz ela. "O que aconteceria a ele, à Igreja Católica e ao Vaticano? Ele tinha uma responsabilidade terrível."
Mas, de acordo com a Congregação para as Causas dos Santos, "nenhum milagre convincente atribuído a Pio XII (necessário para a beatificação) ainda foi encontrado, razão pela qual Irmã Margarida está ansiosa e pede para que os católicos rezem. Ela me deu um cartão de oração de 1958, na esperança de que os leitores de ZENIT façam a sua parte. Ele diz:
“Ó Jesus, Eterno Pontífice, de dignidade suprema, Vigário aqui na terra, seu fiel servo Pio XII e para ele que deu a graça de ser um intrépido defensor da fé e um corajoso defensor da justiça e da paz, um devotado glorificador de sua Mãe Santíssima, um modelo iluminado de caridade e de todas as virtudes. Considerai digno agora, tendo em conta seus méritos, para nos conceder a graça que nós Vos pedimos. Estamos certos de sua eficaz intercessão e esperamos vê-lo um dia glorificado no seu altar. Amém."
Irmã Margherita - apelidada de "Freira guerreira" - continua esperançosa que irá ver Pio XII beatificado ainda em vida. E é uma esperança com um toque de bom humor. Em um telefonema recente para o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, ela disse-lhe: "voltarei à batalha pela beatificação."

"Papa Pius XII - uma antologia sobre o 70° Aniversário da Coroação" é publicado pela Libreria Editrice Vaticana como uma edição bilíngüe em italiano e inglês. Para mais informações, visite o site www.sistermargherita.com/articles.htm.

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Papa para todos os sacerdotes
Quando o cardeal Joseph Ratzinger foi proclamado Papa, eu me lembro como se fosse hoje da alegria de um padre amigo que estava de pé ao meu lado, na praça de São Pedro. “cardeal Ratzinger", disse ele, "era um cardeal-sacerdote”. Isso me proporcionou uma visão surpreendente, que agora me faz sentir aquele momento.
Bento XVI inaugurou o Ano Sacerdotal. É a primeira vez desde que a Congregação para o Clero foi fundada, no Concílio de Trento, que a Igreja dá esse destaque especial aos sacerdotes.
É apenas um dos muitos exemplos do quanto ele valoriza o sacerdócio. Em outros locais, a honra de Bento XVI poder ser vista mais claramente em seus discursos para padres e seminaristas. Frequentemente, em tais ocasiões ele tem falado sobre reafirmar a identidade do sacerdote, sobre ser "humilde, mas um verdadeiro sinal do eterno Sacerdote, que é Jesus."
Mais especificamente, ele tem realizado discursos com palavras firmes de orientação e incentivo, principalmente considerando as pressões e desafios nos dias de hoje. Dirigindo-se ao clero, em Varsóvia, na Polônia, em 25 de maio de 2006, ele lembrou-lhes que os fiéis "esperam somente uma coisa: que sejam especialistas na promoção do encontro do homem com Deus. Ao sacerdote não se pede para ser perito em economia, em construção ou em política. Dele espera-se que seja perito em vida espiritual”.
Ele acrescentou: "Diante das tentações do relativismo ou do permissivismo, não é de facto necessário que o sacerdote conheça todas as actuais, mutáveis correntes de pensamento; o que os fiéis esperam dele é que seja testemunha da eterna sabedoria, contida na palavra revelada (…) Cristo precisa de sacerdotes que sejam maduros, vigorosos, capazes de cultivar uma verdadeira paternidade espiritual. Para que isto aconteça, servem a honestidade consigo mesmos, a abertura ao director espiritual e a confiança na divina misericórdia”.
Mas o ponto mais enfatizado por Bento XVI tem sido para que os sacerdotes vivam com o Cristo no centro de suas vidas. Num discurso que fez no ano passado para os jovens e seminaristas no Seminário São José, em Yonkers, Nova York, ele recomendou insistentemente que eles aprofundem a sua amizade com Jesus, o Bom Pastor, e falem de coração aberto com ele.
“Rejeitai qualquer tentação de exibicionismo, carreirismo ou vaidade”, disse. “Tendei para um estilo de vida caracterizado verdadeiramente pela caridade, castidade e humildade, à imitação de Cristo, o eterno Sumo Sacerdote, do qual vos deveis tornar imagem viva. Recordai-vos que aquilo que conta diante do Senhor é permanecer no seu amor e irradiar o seu amor pelos outros”.
Sua principal preocupação é que os sacerdotes se concentrem na Eucaristia – algo que estava claro desde o seu primeiro discurso como Papa, na Capela Sistina, em Abril de 2005: "O Sacerdócio ministerial nasceu na Última Ceia", disse ele. "Todo o restante, então, deve ser a vida de um sacerdote ‘moldada’ pela Eucaristia".
Quatro anos desde o monumental dia quando vimos a eleição de Bento XVI na Praça de São Pedro, eu pedi ao meu amigo padre para me explicar o motivo pelo qual ele descreveu o Papa em sua eleição como sendo um "cardeal-sacerdote". "Ele é primeiro padre e depois uma pessoa importante” .
“Veja como ele se ajoelha diante da Eucaristia”, continuou o sacerdote, que vem da Grã-Bretanha e atua em uma paróquia italiana. "Um gesto muito poderoso, mas não é realmente um gesto, é uma atitude normal quando você respeita a Eucaristia...”.
O padre concluiu: "ele está obviamente interessado na verdade e quer que outros se interessem também pela verdade, e não apenas nele. Os sacerdotes que não têm vocação para serem burocratas, só se tornam um deles quando são oprimidos e desmoralizados por uma diocese severa que possui “grandes iniciativas” e por alguns bispos que querem uma vida tranquila. Mas ele nunca perdeu de vista a razão pela qual se fez sacerdote, o que funciona e não funciona enquanto sacerdote.
[Edward Pentin é escritor; vive em Roma]
Fonte ZENIT

E agora? Mas, Hitler não era amigo de Pio XII? - A Verdade Liberta!

Revelado plano de Hitler para matar Pio XII

Novo testemunho histórico confirma documentos precedentes

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Hitler queria sequestrar ou matar Pio XII, segundo confirmam novos testemunhos históricos revelados nesta terça-feira.

Dados sobre este objetivo já haviam sido oferecidos no passado. Em 1972, havia falado dele o general da SS, Karl Wolf, ao referir detalhes sobre um encontro que teve com o Papa Eugenio Pacelli no dia 10 de maio de 1944. No entanto, é a primeira vez que se recolhem detalhes concretos sobre o plano de eliminação do pontífice.

Nesta terça-feira, o jornal italiano Avvenire publicou um testemunho histórico que confirma o plano organizado contra o Papa pelo Reichssicherheitsamt (quartel general para a segurança do Reich) de Berlim, depois de 25 de julho de 1943.

O jornal cita uma fonte direta e testemunhal, Niki Freytag von Loringhoven, de 72 anos, residente em Munique, filho de Wessel Freytag von Loringhoven, quem então era coronel do Alto Comando Alemão das Forças Armadas (Oberkommando der Wehrmacht, OKW), e depois participaria de um falido golpe contra Hitler.

Segundo Freytag von Loringhoven, nos dias 29 e 30 de julho de 1943, houve em Veneza um encontro secreto para informar ao chefe de contraespionagem italiano, o general Cesare Amè, da intenção do Führer de punir os italianos pela prisão Mussolini, com o sequestro ou o assassinato de Pio XII e do rei da Itália.

No encontro participaram o chefe de Ausland-Abwehr (contraespionagem), o almirante Wilhelm Canaris, e dois coronéis da seção II para a sabotagem, Erwin von Lahousen e precisamente Wessel Freytag von Loringhoven.

Segundo Avvenire, este testemunho concorda com a deposição de Erwin von Lahousen no processo de Nurembergue de 1º de fevereiro de 1946 (Warnreise Testimony 1330-1430), no qual inclusive revela a reação de Freytag von Loringhoven ao conhecer o plano de Hitler: “É uma autêntica covardia!”.

O chefe de contraespionagem italiano, Amè, segundo este testemunho histórico, ao voltar a Roma após conhecer as intenções de Hitler em Veneza, divulgou a notícia dos planos contra o Papa para bloqueá-los. Estas notícias chegaram ao embaixador da Alemanha na Santa Sé, Ernst von Weisäcker, quem as recolhe em seu livro Erinnerungen (“Lembranças”), de 1950.

Rabino defende canonização de Pio XII

No prólogo de um livro

Por Antonio Gaspari

ROMA, segunda-feira, 15 de junho de 2009 (ZENIT.org).- É um rabino americano. Até setembro de 2008, ele teve dúvidas sobre a idoneidade de Pio XII para sua beatificação, e agora reza pelo pontífice e propõe reconhecer o Papa Eugenio Pacelli como santo.

Ele o explica no prólogo do último livro de Sor Margherita Marchione, “Papa Pio XII. Un antologia di testi nel 70 anniversario dell'incoronazione” (Papa Pio XII. Uma antologia de textos no 70º aniversário da coroação), editado em italiano e em inglês pela Livraria Editora Vaticana.
O rabino Erich A. Silver, do Templo Beth David, em Cheshire, responsável pela melhoria das relações entre o Judaísmo e a Igreja Católica, explica as causas da sua mudança de opinião.
“Eu achava que ele poderia ter feito mais”, escreveu Silver no prólogo do livro. “Eu queria saber se realmente havia um colaborador, um antissemita passivo, enquanto milhões eram assassinados, alguns à vista do Vaticano.”

“Então – relata o rabino – em setembro de 2008, vim a Roma, convidado por Gary Krupp, para participar de um simpósio organizado por Pave The Way Foundation, no qual se estudaria o papel de Pio XII durante o Holocausto.”

Naquela ocasião, o rabino Silver conheceu Sor Marchione e outras 50 pessoas, entre rabinos, sacerdotes, estudiosos e jornalistas que haviam estudado e investigado a fundo sobre o tema.
Para Silver, aquele simpósio foi um choque, e assim escreve: “As provas que eu vi me convenceram de que sua única motivação (de Pio XII) foi salvar todos os judeus que ele pudesse”.

A imagem negativa de Pio XII, segundo Silver, começou com a publicação do jornal “O Vigário”, com a difusão de mentiras e com o hábito de não investigar os fatos históricos.
Assim, muitas pessoas foram convertidas em “instrumento dos que detestavam Pio XII porque sempre foi anticomunista”, explica.

“Vale destacar que, depois do fim da guerra e até sua morte, os judeus o elogiaram continuamente, reconhecendo-o como salvador”, acrescenta.

E o rabino afirma: “Eu espero que a canonização de Pio XII possa acontecer sem problemas, para que não somente os católicos, mas o mundo inteiro possa conhecer o bem realizado por esse homem de Deus”.

Na parte final de sua introdução ao livro, Silver recorda que no 50º aniversário da morte de Pio XII, no sermão de Yom Kippur, “eu falei da necessidade de corrigir os erros do passado”.
“Depois de tudo, Eugenio Pacelli é um amigo especial de Deus, um santo; cabe a nós reconhecer este fato”, recorda.

Entrevistada por Zenit, Sor Margherita Marchione, conhecida como Fighting Nun (a freira lutadora) e autora de outros 15 livros sobre a figura de Pio XII, recorda seu encontro com o Papa Pacelli em 1957, em uma viagem à Itália para investigar sobre o poeta Clemente Rebora.

Para Sor Margherita, Pio XII é a maior personalidade da época da 2ª Guerra Mundial.

“Este Papa, no silêncio e no sofrimento, sem armas nem exército, conseguiu salvar muitas vidas humanas e aliviar muitas penas: esta é a verdade histórica”, afirma.

Sor Margherita demonstrou que Pio XII foi inimigo acérrimo do nazismo e do comunismo.
Sobre sua relação com os judeus, Sor Margherita pôde demonstrar que “Pio XII salvou mais judeus que qualquer outra pessoa, inclusive Oskar Schindler e Raoul Wallemberg”.

E explica: “Durante a guerra, Pio XII fez mais que qualquer outro chefe de Estado, como os presidentes dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt ou Winston Churchill, que podiam servir-se de meios militares”.

“O único chefe de Estado que salvou milhares de judeus foi Pio XII, que não tinha meios militares”, acrescenta.

E conclui: “Por este motivo, Pio XII merece ser reconhecido como beato”.

Boas leituras para o Ano sacerdotal

MINISTÉRIO E VIDA DO SACERDOTE

por CARDEAL JOSEPH RATZINGER

Tradução de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, a partir da tradução espanhola: Joseph RATZINGER, Convocados em el camino de la Fé. Madrid, Ediciones Cristandad, 2005, p.159-180. Aqui.



EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA PIO XII
AO CLERO DO MUNDO CATÓLICO
SOBRE A SANTIDADE DA VIDA SACERDOTAL