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Solene Profissão no Monastério de Farnborough

No início deste ano, Dom Michael Vician fez sua profissão solene na Abadia de São Miguel, Farnborough, onde ele é monge há cinco anos. Durante as cerimônias que duram mais de duas horas, o Irmão Michael estava prostrada no chão do santuário, coberto com o manto fúnebre, enquanto a Ladainha dos Santos foi cantada, um sinal de sua morte para o mundo. Em seguida, ele cantou a três vezes Suscipe me Domine, defender-me, Senhor, segundo a tua promessa, e eu viverei ...) leu o seu carta de profissão e recebeu seu hábito, de acordo com o costume antigo, o monástico capuz e apresentou-se com a Regra monástica como um sinal de que ele deve "nada antepor a Obra de Deus".

A abadia de São Miguel é uma pequena comunidade de monges beneditinos, com uma idade média de 36 anos. Eles não têm nenhuma escola ou paróquia, mas vivem uma vida beneditina contemplativa clássica com uma forte ênfase sobre a Sagrada Liturgia, que se celebra em latim com canto gregoriano.

A comunidade acolheu muitos amigos para a ocasião. Entre eles estavam o Prior e os Cônegos  Premonstratenses de Chelmsford, o reitor do Oratório de Birmingham e um confrade, os carmelitas, os dominicanos, os Padres do Santíssimo Sacramento, e de outros mosteiros beneditinos, incluindo monjas de clausura do Tyburn que receberam permissão especial para estar presente. O abade de Farnborough, Dom Cuthbert Brogan, serviu como confessor da comunidade Tyburn por muitos anos.

Bispo Philip Egan participou como convidado dos monges e falou no final da Missa:

“In today’s culture,  organised  religion and in particular Christianity, is often side-lined or relegated to the private domain.  Even some of those who do profess a religion, tend to treat their faith in the manner of an ‘added-extra’, a  hobby,  something extrinsic  to the rest of  their  living. Yet  as we saw symbolised  so  powerfully in Bro. Michael’s prostration on the floor of the sanctuary,  covered with the funeral pall, not only for him but  for anyone whom Jesus has called to be his disciple, faith can never be an added-extra. Our love for God, our discipleship of Christ, our Catholic Faith is never just a hobby. It  has to be  the most important thing in life.  My faith is the most important thing in my life.  My love for Jesus Christ has to be the most important thing in my life.  –Because  Jesus Christ and His Gospel is the only way to true, genuine, lasting human happiness and fulfilment. Indeed, as St. Augustine taught, the human heart is restless until it rests in God.  This is why being a disciple of Christ, being a friend of Jesus, being in love with God and giving myself entirely to him, is the most exciting adventure a human being can ever undertake….We wish you, Bro. Michael, every happiness in your vocation and we promise to pray for you that every day you will be faithful to your vows and grow deeper and deeper in love with the Sacred Heart of Jesus.”












[Espiritualidade] Como por mau pensamento que São Francisco teve contra Frei Bernardo, mandou ao referido Frei Bernardo que lhe andasse com os pés em cima da garganta e da boca.


Como por mau pensamento que São Francisco teve contra Frei Bernardo, mandou ao referido Frei Bernardo que lhe andasse com os pés em cima da garganta e da boca.



O devotíssimo servo do Crucificado monsior São Francisco, pela aspereza da penitência e pelo contínuo chorar, tinha ficado quase cego e pouco enxergava. Uma vez entre outras, partiu do lugar onde estava e foi para um outro lugar, onde estava Frei Bernardo, para falar com ele sobre as coisas divinas; e chegando ao lugar, descobriu que ele estava no bosque em oração, todo elevado e unido a Deus. Então São Francisco foi ao bosque e o chamou: “Vem — disse — e fala com este cego”. E Frei Bernardo não lhe respondeu nada, porque sendo um homem de grande contemplação, tinha a mente suspensa e elevada para Deus; e por isso ele tinha graça singular de falar de Deus, como São Francisco tinha provado muitas vezes, e portanto queria falar com ele. Depois de um intervalo, chamou-o uma segunda e uma terceira vez daquele mesmo modo; e nenhuma vez Frei Bernardo o ouviu, e por isso não lhe respondeu, nem foi a ele. Então São Francisco foi embora um pouco desconsolado, maravilhando-se e lamentando-se em si mesmo que Frei Bernardo, chamado três vezes, não fora ao seu encontro. 

Partindo com esse pensamento, São Francisco, quando já estava um pouco longe, disse ao seu companheiro: “Espera-me aqui”; e ele foi ali perto, em um lugar solitário, e se lançou em oração, pedindo a Deus que lhe revelasse porque Frei Bernardo não lhe respondera. E estando assim, veio-lhe uma voz de Deus que disse assim: “Ó pobre homenzinho, por que estás perturbado? Deve o homem deixar Deus pela criatura? Frei Bernardo, quando tu o chamavas, esta unido comigo; e por isso não podia ir a ti nem te responder. Portanto, não te maravilhes, se não pôde responder-te, porque ele estava tão fora de si, que não ouvia nada de tuas palavras”. Tendo São Francisco esta resposta de Deus, voltou imediatamente com muita pressa para Frei Bernardo, para acusar-se humildemente do pensamento que tinha tido contra ele. 

Vendo-o vir na sua direção, Frei Bernardo foi ao seu encontro e lançou-se aos seus pés; e então São Francisco o fez levantar-se na hora e contou-lhe com grande humildade o pensamento e a perturbação que tinha tido contra ele, e como Deus lhe havia respondido sobre isso. Donde concluiu assim: “Eu te mando, por santa obediência, que tu faças o que eu vou te mandar”. Temendo Frei Bernardo que São Francisco lhe mandasse alguma coisa excessiva, como costumava fazer, quis honestamente esquivar-se daquela obediência; por isso assim lhe respondeu: “Eu estou pronto para fazer a vossa obediência, se me prometeres fazer só o que eu mandar”. E como São Francisco lhe prometeu, Frei Bernardo disse: “Agora dize, pai o que queres que eu faça”. Então São Francisco disse: “Eu te mando por santa obediência que, para punir a minha presunção e a ousadia do meu coração, agora que eu vou me deitar no chão olhando para cima, me ponhas um pé em cima da garganta e o outro em cima da boca, e assim me passes três vezes de um lado para o outro, dizendo-me vergonha e vitupério; e especialmente me diz: Deita-te, vilão filho de Pedro de Bernardone; donde te vem tanta soberba, pois és uma criatura vilíssima”. Ouvindo isso, Frei Bernardo, ainda que faze-lo fosse muito duro para ele, mesmo pela obediência santa, da maneira mais cortês que pôde, cumpriu o que São Francisco lhe tinha mandado. E feito isso, São Francisco disse: “Agora manda tu a mim o que queres que eu faça, pois eu te prometi obediência”. Disse Frei Bernardo: “Eu te mando, por santa obediência, que todas as vezes em que estivermos juntos, tu me repreendas e corrijas dos meus defeitos, asperamente”. De que São Francisco se maravilhou muito, pois Frei Bernardo era de tanta santidade que o tinha em muita reverência e não achava que ele fosse repreensível em coisa alguma. Mas daí em diante São Francisco evitava estar muito com ele, pela referida obediência, para que não lhe fosse dita nenhuma palavra de correção contra ele, que ele sabia ser de tanta santidade; mas quando tinha vontade de vê-lo ou de ouvi-lo falar de Deus ia para junto dele e ia embora o mais rápido que podia. E era uma grandíssima devoção ver com quanta caridade, reverência e humildade o pai São Francisco usava e falava com Frei Bernardo, filho primogênito.

Para louvor e glória de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco. Amém.

“Brilhe a vossa luz” (Mt. V,16): O exemplo dos Beneditinos de Núrsia, Itália (II)



No dia 3 de Outubro, na Catedral de St. John Berchmans, Shreveport, Louisiana, o Padre Beneditino Nivakoff, OSB, do monastério de San Benedetto de Núrsia, Itália, celebrou a Missa Solene no usus antiquior. O diácono foi o Fr. Luke Melcher, e o subdiácono, exemplar pela cortesia, foi o reitor da mesma catedral, Fr. Peter Mangum. As fotos são do NLM.


Para refrescar a memória, estes monges já foram postados AQUI no AVS e precisam de ajuda no seu modesto mosteiro. 
















Os sentinelas da noite


Conforme nos anuncia A CASA DE SARTO, o belíssimo documentário dos monges de Barroux, França, foi recentemente laureado com o Prêmio Marcel Julian 2010, do Clube Audiovisual de Paris. Este vídeo, cujo vídeo só possuo o trailer que está no Youtube, mostra o austero quotidiano destes seguidores de São Bento.

O respectivo DVD pode ser encomendado directamente do sítio da própria Abadia (a entrega postal do exemplar foi feita em menos de uma semana para o resposável do blog  A CASA DE SARTO, que mora em Portugal).


Officium Divinum on line


Encontrei dois sítios que disponibilizam o Breviarium Romanum (Vetus Ordo) on line.

Bilingue Latim-inglês, aqui.

Apenas em Latim, aqui.

“Brilhe a vossa luz” (Mt. V,16): O exemplo dos Beneditinos de Núrsia, Itália


Convido os leitores de A VIDA SACERDOTAL, a visitarem o site do Mosteiro beneditino de Núrsia, Itália.

Interessante notar como a austeridade da vida religiosa não é causa de melancolia, como a dos casos de barbárie da sociedade hodierna. Vejam:



Como se pode ver, a alegria é uma antítese do mundo contemporâneo, ávido de novidades vãs, de pérfidos desejos terrenos, de prazeres absolutamente ignotos à Sabedoria da Cruz, luz que brilha a tal ponto de fazer o sol de meio dia se esquivar, no alto do Calvário:



E aos que aspiram a austeridade militante e cheia de prontidão, sedentas da Glória de DEUS e da salvação das almas, eis o exemplo:



Visitem a página deste mosteiro e colabore com a reconstrução desta obra maravilhosa. Mais fotos para os amantes da vida monástica:

Adoração a JESUS SACRAMENTADO

Modéstia

Zelo

Alegria (diferente de euforia)

Fidelidade à Pedro: indo, ou voltando, não sei, da celebração do Santo Sacrifício celebrado por S.S. Bento XVI



Já ouvi argumentos - racionais, nunca; ideológicos, sempre - de que 'aqueles' que desejam viver uma 'igreja' do passado são infelizes, burgueses, infiéis ao papa e por aí vão com seus arroazados. Penso que esta comunidade - e tantas outras - nos mostram que o caminho da restauração - dos desastres os quais ninguém em são consciência pode negar - da sacralidade pode acontecer.

Portanto, não é crucificando a Santa Igreja que faremos resplandecer a Glória de DEUS, senão que somente a nós mesmos crucifiquemos, isso basta.