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[Santa Teresa de Liseux] "Não tenho outro meio de VOS provar o meu amor senão ofertando-LHE flores"


“Sim, Dileto de minha alma, eis como transcorrerá em VOSSA presença esta efêmera vida. Não tenho outro meio de VOS provar o meu amor senão ofertando-LHE flores, isto é, não perdendo a ocasião de fazer o bem, ou qualquer sacrifício em VOSSA honra, um olhar de compaixão, de amizade ou de ternura, uma palavra útil, um conselho ou um consolo, sempre aproveitando as ações mais simples e insignificantes, fazendo-as por VOSSO Amor. Quero sofrer por amor e gozar as obras por amor, porque estas, meu JESUS, são as flores que hei de VOS oferecer. Quantas me aparecerem, quantas desfolharei diante de VÓS... E depois cantarei, cantarei sempre, ainda que para colher as minhas rosas, tenha que me meter por entre espinhos. E tanto mais melodioso será o meu cantar, quanto maior e mais pungentes forem esses espinhos. E de que VOS servirão, meu JESUS, as minhas flores e os meus cantos? Esta chuva perfumada, essas pétalas frágeis e sem valor, esses cânticos suaves de amor, saídos de um peito pequenino e frágil, estou certa que mesmo assim VOS hão de deliciar. Sim, estes “nadas” hão de alegrar-VOS, hão de fazer sorrir a Igreja triunfante que está no Céu, que se apressará em tomar parte nos folguedos de sua criancinha, recolhendo essas rosas desfolhadas e passando-as pelas VOSSAS Divinas MÃOS para lhe dar valor infinito, e depois aspergi-las sobre a Igreja padecente, que no Purgatório lava os seus pecados, para lhe apagar as chamas ardentes da purificação, e também sobre a Igreja militante, constituída pela humanidade de todas as gerações que buscam o caminho do CRIADOR, para lhes anunciar o triunfo e proporcionar o bem que suas vidas necessitam ”. (pág 263/264)