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Meu bebê foi operado dentro de mim

Texto para pastorais pró-vida

Fonte: Eu, Leitora: “Meu bebê foi operado dentro de mim”

A professora Telma Petrangelo, 37 anos, descobriu uma má-formação na coluna da filha no quarto mês de gestação. O diagnóstico dizia que, se sobrevivesse, a criança vegetaria. Aconselhada a abortar, ela procurou outro caminho. Descobriu que o bebê poderia ser operado dentro dela, na gravidez. E tentou. Lívia já completou 1 ano e começa a daros primeiros passinhos 

 (Foto: Divulgação)
Com quase dez anos de casada, quis planejar a segunda gravidez.Diferentemente de Isadora, que há quatro anos veio no susto, me preparei para a chegada da Lívia, hoje com 1 ano e 6 meses. Fiz todos os exames e, três meses antes de engravidar, comecei a tomar ácido fólico. A falta de ácido fólico é uma das razões por trás da mielomeningocele, defeito congênito que afeta a espinha dorsal. Estava indo tudo bem. Nas primeiras ultrassonografias, não aparecia síndrome alguma. Mas, no quarto mês de gestação, fiz um ultrassom no qual a médica demorou mais do que o habitual. Ela disse que eu estava num momento que a impedia de ver certos detalhes e pediu para eu retornar em 15 dias. Repeti o exame no dia 15 de outubro de 2011. Depois de duas horas de ultrassom, ela tentou ser delicada ao dizer que havia uma deformidade no feto. Era uma bolha na coluna, algo que poderia causar desde uma incontinência urinária no bebê até a falta de movimentos. Mas eu sou professora de educação física e pedagoga e trabalho com inclusão. Não sou leiga, sabia do que ela estava falando. Na hora, me desesperei e chorei muito como meu marido, Edson. A médica disse, porém, que não conseguia ver tudo naquele exame e me indicou um especialista que era seu professor na pós-graduação.
Três dias depois, passei por esse médico, que me examinou na frente de 12 alunos. Ele disse que a coluna da Lívia estava toda aberta e ela seria uma bebê em estado vegetativo, que viveria até os 8 meses. Foi terrível receber esse diagnóstico na presença de todas aquelas pessoas. Me senti muito exposta. Ao final do exame, ele disse que eu não precisava passar por aquilo e tinha o direito de interromper a gravidez. Segundo ele, seria melhor para mim, já que a criança não vingaria. Na hora do desespero, quis saber como faria aquilo, e ele foi direto: “Dou uma substância letal para o feto e você vai até um pronto-socorro para registrar como morte natural”.Desesperada, marquei para o dia seguinte o procedimento para dar fim à gestação, que estava no quinto mês.
Saí de lá muito apavorada e fui conversar com meu marido. Choramos muito, e ele me disse: “Fazer isso vai contra tudo o que acreditamos. Eu quero pegar a Lívia no colo, independentemente de ela viver um ou oito meses”. Porém, aquele médico já havia sido tão incisivo que estava decidida a dar fim à gravidez.Achava que, como mãe, era um direito meu fazer aquilo. Mas antes fui conversar com a diretora de um dos colégios no qual trabalho e ela comentou sobre o Dr.Antonio Fernandes Moron, especialista em medicina fetal. Falamos também sobre a interrupção da gravidez e pessoas que tiveram dificuldade de seguir adiante depois disso. Ela me convenceu a fazer uma ressonância para ver a real dimensão do problema e questionou o fato de o médico sugerir um aborto sem emitir nenhum laudo. Fui para o meu obstetra aos prantos e ele me disse: “Esse médico quer matar seu bebê. Não é por aí. Faça uma ressonância, que mostrará qual o comprometimento da coluna. Dependendo, basta uma fisioterapia”. Me acalmei e tomei a decisão de não tomar substância alguma. Então, me ligaram da clínica e disseram que seriam R$ 10 mil para fazer o aborto. Pensei: “Nossa, então a vida da minha filha vale R$10 mil?. Pedi desculpa e disse que não iria mais.
Naquele estágio, a gravidez havia passado de um sonho para um pesadelo. Eu não comia, não dormia, emagreci seis quilos em um mês, volta e meia pensava em interromper a gestação. Mas meu obstetra me deu muita força e disse que levaríamos a gravidez até o fim e a Lívia seria um bebê perfeito. O parto, segundo ele, seria um pouco complicado, mas, logo que nascesse, ela passaria por uma cirurgia para tentar corrigir o problema – a operação após o nascimento tem poucas chances de sucesso, eu soube mais tarde. A nova ressonância mostrou que o problema não atingia todas as vértebras da coluna. Fui ficando mais calma, mas a cada ultrassom tínhamos de ver se a bebê tinha ou não hidrocefalia. Era sempre muito tenso.
Então, minha cunhada me mostrou uma reportagem sobre cirurgia fetal, que eu ainda não conhecia. Mostrei para meu marido,que não gostou da ideia e disse não ser seguro para mim e para ela. Naquela noite, tive um sonho no qual tiravam a Lívia de mim com uma mão e a cobriam com outra. Achei estranho e cheguei a comentar com meu obstetra. Conversamos sobre a cirurgia de bebês ainda na barriga da mãe, que ele não conhecia, mas lembrou do Dr. Moron, que operava no mesmo hospital onde seria o parto. Consegui agendar uma consulta com esse especialista para o dia 28 de dezembro. Duas horas depois, me ligaram da clínica dele dizendo que havia ocorrido uma desistência e eu poderia ser atendida em 25 de novembro. Estava receosa, mas fui.
A SAÍDA
Lá, a Lívia foi tratada como um bebê e não como um problema. Ele perguntou qual seria o nome
da criança, me senti acolhida. Depois do ultrassom, disse que havia uma lesão grande, mas os pezinhos da Lívia ainda não haviam entortado. Eu e o Edson começamos a chorar. Ele explicou que era o precursor da cirurgia fetal no Brasil e já havia feito nove operações desse tipo.
Meu marido ficou apaixonado pela ideia. Mas para fazer a cirurgia era preciso que eu estivesse na 26ª semana de gestação e a bebê pesasse 900 gramas. Era exatamente como estávamos eu e a Lívia naquele dia. Ele disse: “Tenho três dias para fazer a cirurgia”. Se não tivesse conseguido antecipar a consulta, não teria dado tempo de operar.
No total, seriam R$ 85 mil para cirurgia e internação. Se o convênio cobrisse os sete dias de internação (que custariam R$ 30 mil), venderíamos os dois carros que tínhamos para pagar o restante. Estava decidida, era a única chance de cura para a nossa filha. Rezávamos todas as madrugadas pela Lívia e pela equipe que nos operaria. No fim, o banco no qual meu marido trabalha decidiu arcar com os R$ 55 mil que faltavam.
O convênio aprovou a cobertura da internação em 28 de novembro. Fui internada no mesmo dia e, dois dias depois, a Lívia foi operada dentro de mim.A cirurgia durou quatro horas e meia. Fiquei completamente sedada. Os médicos fizeram um corte acima de onde se faz a cesárea, abriram o útero, tiraram um pouco do líquido amniótico, viraram a bebê de costas e lhe deram uma anestesia na altura da bolha. Fizeram a correção na coluna, repuseram parte do líquido retirado e costuraram novamente o útero e a barriga. Após a operação, passei 24 horas com anestesia na UTI, onde o médico me examinou e mostrou que a coluna da Lívia estava corrigida. Foi um alívio, fiquei emocionada. Depois, fui transferida para um quarto, onde fiquei uma semana sob efeito de medicação para manter o útero completamente relaxado. O risco era o bebê nascer muito prematuro.
Só depois da cirurgia, passei a ter paz e curtir a gravidez. Foi aí que entendi o sonho que havia tido: tiraram a Lívia do meu útero, consertaram-na e depois a puseram de volta. Com seis meses de gestação, voltei a tirar foto da barriga e comecei a fazer o enxoval dela.
Depois de 43 dias, minha bolsa estourou, na 34a semana de gestação. Quando nossa filha nasceu, ninguém olhava para seu rosto. Só prestávamos atenção nas pernas, que corriam o risco de não se mover, mas saíram de mim mexendo, junto com os dedinhos dos pés. Comemoramos muito. Com 2,3 kg e 47 cm, ela ficou 15 dias na incubadora da UTI neonatal.
Os médicos até hoje não acreditam na recuperação da Lívia. Ela tem uma cicatriz de 12 centímetros e tem apresentado todos os movimentos esperados. Há crianças com cicatriz menores que não mexem as pernas. Mesmo assim, não posso deixar de dizer que vivi um trauma. Depois de seu nascimento,,todo mês tínhamos de fazer um ultrassom para acompanhar seu desenvolvimento. Ao completar 1 ano, passou por uma ressonância que exigiu oito horas de jejum e anestesia. Também monitorávamos para ver se não seria preciso colocar um dreno, para escoar o líquido da cabeça. Esses exames me deram medo.
A RECUPERAÇÃO 
A ferida é especialmente maior em mim, que fiquei marcada pela previsão daquele primeiro médico. No começo, eu achava que a Lívia não faria nada do que a Isadora fez. Quando ela tinha 10 meses e não engatinhava, eu pensava: “Essa menina não vai andar”.Mas o fisioterapeuta, com quem ela passa duas vezes por semana, dizia: “Calma, ela fará as coisas no tempo dela”. Quando
fez 1 ano, começou a engatinhar. Na hora, eu e o Edson choramos meia hora sem parar.
A Lívia agora começou a perder peso – está com 11,5 kg – para ficar em pé e andar. Estimulo bastante. Coloco a mamadeira, por exemplo, no fim do corredor para ela ir buscar. Hoje, consegue empurrar o carrinho de brinquedo sozinha, coisa que eu esperava que fizesse com 2 anos e meio. Ela está ótima e tem uma vida normal. Quando completar 3 anos vai para a escola, assim como foi sua irmã.
Ter passado por tudo isso, especialmente a operação dentro de mim, fez nosso laço de mãe e filha ainda mais forte. Sempre deixei a Isadora com minha sogra para eu e o Edson viajarmos. Mas não tenho coragem de deixar a Lívia. Ela é muito amorosa e apegada a nós.
Há momentos ainda em que desabo e choro muito. Acho natural depois de tanta tensão e expectativa. Para completar, logo depois que nasceu, ela teve bronquiolite. Nos dez dias em que esteve entubada, eu achava que ela morreria e pensava: “Não é possível que vou perdê-la agora, depois de tanta coisa que passamos.
Se a Lívia fosse a minha primeira filha, eu não engravidaria de novo. Não teria coragem. Vivi uma crise grande no casamento, pois achava que podia engravidar a qualquer momento, mesmo com preservativo e pílula. Meu marido, inclusive, operou para não termos mais filhos. Fiquei tão traumatizada que pensei em operar também. Viver o improvável nessa intensidade é muito desgastante.Perdi a conta de quantas vezes sonhei que estava grávida de novo. Mas sonho também que a Lívia está andando, como qualquer outra criança. E isso ainda vai acontecer.

“Tu te machucaste, meu filho?”

Via Blog da Família

"O amor materno tem de mais sublime e tocante: seu desinteresse completo, sua inteira gratuidade, sua ilimitada capacidade de perdoar. A mãe ama seu filho quando é bom. Não o ama, porém, só por ser bom. Ama-o ainda quando mau. Ama-o simplesmente por ser seu filho" 

Em homenagem ao Dia das Mães, de coração ofereço a todas elas o precioso texto abaixo. Trata-se de um artigo, que considero antológico, de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira (publicado na “Folha de S. Paulo” de 18-12-1968), no qual faz um enaltecimento ímpar do sublime papel de uma mãe. 


O amor materno no que tem de mais sublime e tocante


§ Plinio Corrêa de Oliveira

É de Emile Faguet, se não me engano, o seguinte apólogo: Havia certa vez um jovem dilacerado por uma situação afetiva crítica. Queria ele com toda a alma sua graciosa esposa. E tributava afeto e respeito profundos à sua própria mãe. Ora, as relações entre nora e sogra eram tensas e, por ciumeiras, a jovem encantadora mas má, concebera um ódio infundado contra a idosa e veneranda matrona. 

Em certo momento, a jovem colocou o marido entre a espada e a parede: ou ele iria à casa da mãe, a mataria, e lhe traria o coração da vítima, ou a esposa abandonaria o lar. Depois de mil hesitações, o jovem cedeu. Matou aquela que lhe dera a vida. Arrancou-lhe do peito o coração, embrulhou-o em um pano, e se dirigiu de volta para casa. No caminho, aconteceu ao moço tropeçar e cair. Ouviu ele então uma voz que, partida do coração materno, lhe perguntou cheia de desvelo e carinho: “Tu te machucaste, meu filho?” 


Com este apólogo, quis o autor destacar o que o amor materno tem de mais sublime e tocante: seu desinteresse completo, sua inteira gratuidade, sua ilimitada capacidade de perdoar. A mãe ama seu filho quando é bom. Não o ama, porém, só por ser bom. Ama-o ainda quando mau. Ama-o simplesmente por ser seu filho, carne de sua carne e sangue de seu sangue. Ama-o generosamente, e até sem nenhuma retribuição. Ama-o no berço, quando ainda não tem capacidade de merecer o amor que lhe é dado. Ama-o ao longo da existência, ainda que ele suba ao fastígio da felicidade ou da glória, ou role pelos abismos do infortúnio e até do crime. É seu filho e está tudo dito. 

Este amor, altamente conforme a razão, tem nos pais, também, algo de instintivo. E, enquanto instintivo, é análogo ao amor que a Providência pôs até nos animais por suas crias. Para se medir a sublimidade deste instinto, basta dizer que o mais terno, o mais puro, o mais soberano e excelso, o mais sacral e sacrificado dos amores que tenha existido na Terra, o amor do Filho de Deus pelos homens, foi por Este comparado ao instinto animal. Pouco antes de padecer e morrer, chorou Jesus sobre Jerusalém, dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha recolhe os seus pintainhos debaixo das asas, e tu não o quiseste!” 

Sem este amor, não há paternidade ou maternidade digna deste nome. Quem nega este amor em sua excelsa gratuidade nega, portanto, a família. É este amor que leva os pais a amarem seus filhos mais do que os outros — de acordo com a lei de Deus — e a desejar para eles, com afã, uma educação melhor, uma instrução maior, uma vida mais estável, uma ascensão verdadeira na escala de todos os valores, inclusive os de índole social. Para isto, os pais trabalham, lutam e economizam. Seu instinto, sua razão, os ditames da própria fé os levam a tal. Acumular uma herança para ser transmitida aos filhos é desejo natural dos pais. Negar a legitimidade desse desejo é afirmar que o pai está para seu filho como para um estranho. É arrasar a família.
*        *        * 
E não só a família e a propriedade, como também a tradição. Com efeito, das múltiplas formas de herança, a mais preciosa não é a do dinheiro. A hereditariedade — o fato é de observação corrente — fixa muitas vezes em uma mesma estirpe, seja ela nobre ou plebeia  certos traços fisionômicos e psicológicos que constituem um elo entre as gerações, a atestar que de algum modo os ancestrais sobrevivem e se continuam em seus descendentes. 

Cabe à família, cônscia de suas peculiaridades, destilar ao longo das gerações o estilo de educação e de vida doméstica, bem como de atuação privada e pública, em que a riqueza originária de suas características atinja a sua mais justa e autêntica expressão. Este intuito, realizado no decurso dos decênios e das centúrias, é a tradição. Ou uma família elabora sua própria tradição como uma escola de ser, de agir, de progredir e de servir, para o bem da pátria e da cristandade, ou ela corre o risco de gerar, não raras vezes, desajustados, sem definição do seu próprio eu e sem possibilidade de encaixe estável e lógico em nenhum grupo social. 

Do que vale receber dos país um rico patrimônio, se deles não se recebe — pelo menos um estado germinativo, quando se trata de famílias novas — uma tradição, isto é, um patrimônio moral e cultural? Tradição, bem entendido, que não é um passado estagnado, mas é a vida que a semente recebe do fruto que a contém. Ou seja, uma capacidade de, por sua vez, germinar, de produzir algo de novo que não seja o contrário do antigo, mas o harmônico desenvolvimento e enriquecimento dele. Assim vista, a tradição se amalgama harmonicamente com a família e a propriedade, na formação da herança e da continuidade familiar. 

Este princípio está no bom senso universal. E por isto vemos casos em que mesmo os países mais democráticos o acolhem. É que a gratidão tem algo de hereditário. Ela nos leva a fazer pelos descendentes de nossos benfeitores, mesmo quando já falecidos, o que eles nos pediriam que fizéssemos. A essa lei estão sujeitos não só os indivíduos como os Estados.

Haveria uma flagrante contradição em que um país guardasse em um museu, por gratidão, uma caneta, os óculos, ou até os chinelos de um grande benfeitor da pátria, mas relegasse à indiferença e ao desamparo aquilo que ele deixou de muitíssimo mais seu que os chinelos, isto é, a descendência.

Daí a consideração que o bom senso vota aos descendentes dos grandes homens ainda que sejam pessoas comuns. Por isto é que, por exemplo, nos Estados Unidos, todos os descendentes de Lafayette, o militar francês que lutou pela independência, gozam das honras da cidadania americana, tenham eles nascido em qualquer outro país. Daí também a pensão que governos brasileiros têm dado muito justamente a descendentes de grandes figuras, caídos em um honrado estado de necessidade: filhos ou netos de Campos Sales, Rui, etc. Daí também um lance histórico dos mais belos, ocorridos durante a mais recente guerra civil espanhola. Os comunistas se haviam apoderado do duque de Veraguas, último descendente de Cristóvão Colombo, e iam fuzilá-lo. Todas as repúblicas da América se uniram para pedir clemência para ele. É que não podiam elas ver, com indiferença, extinguir-se sobre a terra a descendência do heroico descobridor.

*        *        * 
Estas as conseqüências lógicas da existência da família e dos reflexos dela na tradição e na propriedade. 

Privilégios injustos e odiosos? Não. Desde que se salve o princípio de que a hereditariedade não pode acobertar o crime, nem tolher a ascensão de valores novos, trata-se simplesmente de justiça. E da melhor...

“Não, não, mais de um filho não, porque não podemos fazer férias, não podemos comprar a casa”


Cidade do Vaticano (RV) – Para seguir Jesus, devemos nos despir da cultura do bem-estar e do fascínio provisório: foi o que disse esta manhã o Papa Francisco, na Missa na Casa Santa Marta.

Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia, em que Jesus pede a um jovem que dê suas riquezas aos pobres e que O siga. “As riquezas são um empecilho, pois não facilitam o caminho rumo ao Reino de Deus”, disse Francisco. 

O Pontífice se referiu a duas “riquezas culturais”: antes de tudo, a “cultura do bem-estar, que nos deixa pouco corajosos, preguiçosos e também egoístas. O bem-estar é uma “anestesia”:

"Não, não, mais de um filho não, porque não podemos tirar férias, não podemos comprar a casa... Podemos seguir o Senhor, mas até certo ponto. Isso faz o bem-estar: nos despe daquela coragem forte que nos aproxima de Jesus. Esta é a primeira riqueza da nossa cultura de hoje, a cultura do bem-estar.”

A segunda riqueza é o fascínio do provisório. “Nós estamos apaixonados pelo provisório”, disse o Papa. Não gostamos das propostas definitivas que Jesus nos faz e temos medo do tempo de Deus:

“Ele é o Senhor do tempo, nós somos os senhores do momento. Uma vez, conheci uma pessoa que queria se tornar padre, mas só por dez anos, não mais.” Além disso, muitos casais se casam pensando que o amor pode acabar e, com ele, a união. 

“Essas duas riquezas são as que, neste momento, nos impedem de prosseguir. Eu penso em muitos, muitos homens e mulheres que deixaram a própria terra para serem missionários por toda a vida: isso é definitivo! Assim como muitos homens e mulheres que deixaram a própria casa para um matrimônio por toda a vida: isso é seguir Jesus de perto! É o definitivo”, afirmou o Pontífice, que concluiu:

“Peçamos ao Senhor que nos dê a coragem de prosseguir, despindo-nos desta cultura do bem-estar, com a esperança no tempo definitivo.”

(BF)

Sacerdote da SSPX sofre violência por policiais franceses injustamente

Por Allan dos Santos

Permitam-me dizer algumas poucas palavras no assunto. É assim lá fora, amigos! Enquanto no Brasil você vê ditos tradicionalistas criticando a postura do Pe. Lodi por ser pró-vida, alegando que isso não é apostolado da Fé, seja nos EUA ou na França (como não dizer, toda a Europa), os sacerdotes da SSPX, FSSP, IBP e outras comunidades tradicionais se unem para lutar contra a ditadura anti-família e anti-vida.
Na foto: padres da SSPX, FSSP e IBP rezam terço contra o aborto.
Muitos estão vendo a luta pró-vida e pró-família como uma luta meramente filosófica ou, que é pior, meramente naturalista. Lamentável que os católicos de internet que nada movem no mundo para o Reinado Social de Nosso Senhor JESUS CRISTO nas almas. Não compreendem o quanto é mister defender a vida humana desde sua concepção e a família natural para ensinarmos as verdades de fé.

Estamos mais que atrasados para deixarmos briguinhas incovenientes e iniciarmos uma cruzada pela vida e pela família, sairmos pelas ruas e lutarmos como homens valentes!

Segue o vídeo do humilde sacerdote sendo agredido pelos policiais covardes e imundos:


Duas excelentes palestras sobre IDEOLOGIA DE GÊNERO

A primeira é a Palestra "Ideologia de Gênero", com Jorge Rafael Scala:




A outra é a palestra "Ideologia de gênero, uma arma psicológica contra a Família", com Paes de Lira:

Jovens defenderam a honra da catedral rezando o terço!



Jovens defenderam a honra da catedral rezando o terço.

120 militantes homossexuais e de extrema-esquerda cantando a Internacional e bradando slogans anarquistas como “proibido proibir” e blasfemias reuniram-se para um provocatório “kiss-in” homossexual na saída da missa da catedral de Lyon.

A ofensa fazia parte do ‘Dia Mundial contra a Homofobia’.

Uma centena de jovens católicos ocupou previamente a praça frente à catedral local rezando o terço e bradando “chega de catofobia!”, “Saint-Jean (a catedral) é nossa!”.

Os homossexuais aumentaram o ambiente de agressão exigindo que os católicos recolhessem um estandarte do Sagrado Coração de Jesus.

A polícia de choque recebera ordens de proteger a manifestação homossexual e os jovens católicos sentaram no chão para não serem expulsos. Eles ajoelharam e rezaram o terço.

Eles mantiveram a posição bradando “Europa, Juventude, Cristandade!” e agitando uma badeira do Vaticano.

Católicos ostentaram com ufania sua fé na Igreja

Os policiais acabaram dispersando os provocadores homossexuais e tentaram dissolver os católicos que formavam uma cadeia com os braços dados.

Eles acabaram sendo espancados e resistiram aos gases.

Três horas depois deixaram a praça degustando a vitória moral, quando os extremistas do “Kiss do ódio anticristão” tinham desaparecido das redondezas.

Os católicos transmitiam os acontecimeentos pela Internet (pela E-deo.info ) minuto a minuto recebendo grande quantidade de apoios de outros jovens.
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Mais de um milhão de franceses marcham novamente contra o “casamento” homossexual

Por Marcelo Dufaur

24-03-2013: a manifestação vista desde a dianteira
24-03-2013: a manifestação
vista desde a dianteira


A imensa Avenue de la Grande Armée – que vai do Arco do Triunfo até a ponte que comunica Paris com La Défense – foi pequena para conter a multidão que se manifestou mais uma vez contra o projeto socialista de “casamento” homossexual que o equipara ao casamento normal e permite a adoção de crianças por casais sodomíticos.
Nem mesmo os organizadores aguardavam tamanha adesão.
Após idêntica manifestação realizada no 13 de janeiro , supunha-se uma certa diminuição, devido à proximidade das datas.
Uma contagem mais ponderada, organizada pelo general de exército Bruno Dary, ex-governador militar de Paris, estimou então o comparecimento entre 800 mil e 900 mil pessoas.

Desta vez, o número resultou muito superior a olhos vistos.
Enquanto a polícia estipulou “pelo menos 300 mil”, mas avisando que revisaria seus cálculos, os organizadores falaram em 1 milhão e 400 mil.
O deputado da UMP (centro-direita) Henri Guaino foi um dos muitos políticos presentes – eles sempre aparecem quando o vento é favorável – e disse: “Em 13 de janeiro, vós éreis um milhão. Hoje vós sois ainda mais numerosos” – segundo publicou “Le Figaro” .
24-03-2013: a manifestação vista desde o fundo
24-03-2013: a manifestação
vista desde o fundo
A Prefeitura de Paris, nas mãos de um grande propulsor da agenda homossexual e do socialismo, interditou a manifestação na prestigiosa avenida dos Champs Elysées, cônscio de que se a permitisse contribuiria para abrilhantar ainda mais a marcha de protesto contra o casamento antinatural.
Contudo, os Champs Elysées não teriam sido suficientes para tanta gente.
Tal foi o comparecimento, que a polícia precisou liberar a Avenue Foch, outra imensa artéria que vai desde o Arco do Triunfo até o Bois de Boulogne, e a Avenue Carnot.
Satélites capturaram com sensores de calor a área ocupada pelos manifestantes nessas grandes avenidas e nas ruas adjacentes: oito quilômetros de ruas inteiramente cheias!
A juventude muito presente comunicava entusiasmo
A juventude muito presente
comunicava entusiasmo
Mais importante do que o número foi o entusiasmo e o fervor dos participantes.
Uma não explicada ojeriza e até proibição da parte dos organizadores ao uso de cartazes, bandeiras, símbolos não-oficiais, cânticos e slogans, bem como de outras formas de exprimir entusiasmo, na prática não conseguiu se impor.
Ordeiros, mas aguerridos, os mais distintos grupos vindos de toda a França cantavam, agitavam bandeiras de suas regiões, erguiam cartazes feitos em casa, faziam rufar caixas e tambores.
Muitos apoios desde os prédios
Muitos apoios desde os prédios
Os slogans espontâneos abandonaram a linguagem “politicamente correta” dos slogans oficiais: “Hollande, demite-te”, “Hollande, não queremos a tua lei”.
Uma confusão episódica envolveu 200 ou 300 manifestantes e a polícia.

Socialismo desabafou sua impotência
Socialismo desabafou sua impotência
Esta utilizou gases lacrimogêneos e força excessiva, mas o fato passou desapercebido para a imensa concentração.
Na hora da dispersão, tornou-se inevitável utilizar a contígua Avenue Champs Elysées, que ficou repleta de manifestantes voltando para suas casas.
O fato serviu de pretexto para a polícia, que sob ordem do governo socialista carregou contra os populares, bem no espírito da falsa tolerância da agenda homossexual!

Clero jovem participou
Este episódio tangencial foi explorado pela grande imprensa para desviar a atenção do público do aspecto central do evento: majoritariamente católico e conservador, o povo francês recusa o “casamento” homossexual.
Houve manifestações análogas e simultâneas em muitas cidades da França, bem como diante de embaixadas, consulados e órgãos oficiais franceses em numerosos países, inclusive em locais inimagináveis como o Dubai, o Congo e o Afeganistão.

1.400.000 contra o 'casamento' homossexual
1.400.000 contra o ‘casamento’ homossexual
Os conchavos políticos continuam e os parlamentares de esquerda se apressam para passar no mês de abril um projeto à revelia da vontade popular.
Por sua vez, nenhuma autoridade eclesiástica de relevo, na França ou no Exterior, se destacou pela adesão a um protesto popular em defesa de princípios essenciais da Lei de Deus, dos Evangelhos e do Direito Natural.
1.400.000 contra o 'casamento' homossexual
Considerando manifestações como essas de 24 de março e 13 de janeiro, ainda que o projeto passar, ficará patente para a História que sua aprovação se deveu a confabulações entre políticos e eclesiásticos de esquerda.
Na aprovação dessa lei em nada foi respeitado o sentimento da esmagadora maioria do povo francês.