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Entendendo o Islã - Os católicos devem conhecer uma das maiores seitas do mundo

Por Rev. Pe. Gnana Pragash Suresh, FSSPX


I. Fundamento Bíblico

O Antigo Testamento nos diz que o glorioso plano de redenção de Deus foi iniciado através de Abrão. Com esse homem, Deus fez uma aliança eterna e Deus mudou seu nome para Abraão, o pai de muitas nações (Gênesis 17:5). Essa aliança deveria ser mais tarde cumprida através de um descendente de Abraão, o Messias prometido.

"A Escritura diz que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre." (Gálatas 4:22). Abraão teve dois filhos. Seu primeiro filho, Ismael, nascido de uma escrava egípcia chamada Agar. Seu segundo filho Isaac, que nasceu da esposa de Abraão, Sara. Deus colocou o fundamento do cumprimento da Sua aliança através de Isaac, filho de Sara, a mulher livre. Era através da descendência de Isaac que o Messias viria a aparecer (Gênesis 17).

Ainda que Ismael tenha sido o primeiro filho de Abraão, Deus escolheu cumprir a Sua aliança através de Isaac, seu filho mais novo. Todos os futuros profetas de Deus e o Messias só surgiriam a partir da linhagem de Isaac, o filho escolhido de Abraão, sem qualquer exceção.

Em favor de Sara e seu filho Isaac, Hagar e Ismael foram expulsos da casa de Abraão e, consequentemente, da herança e linhagem dos descendentes de Isaac (Gênesis 21:10). As nações árabes (os habitantes do deserto) são descendentes de Ismael, mas não de Isaac. Então, naquele dia, uma grande divisão nasceu entre os filhos de Ismael e os filhos de Isaac e o Messias.

II. A Arábia pré-islâmica

Os muçulmanos frequentemente argumentam que, tendo sido o Islã e o Alcorão (ou Corão: a Bíblia muçulmana - ed.) enviados dos céus, nenhuma fonte ou materiais terrestres poderiam ter sido usados para criá-los. Eles partem da suposição de que isso seja impossível. Mas a verdade é que a fé islâmica e o Alcorão em si podem ser completa e suficientemente explicados em termos da cultura, da religião e dos costumes árabes pré-islâmicos.

O trabalho arqueológico e linguístico feito desde o final do século 19 trouxe à tona evidências esmagadoras de que Maomé construiu a sua religião e o Alcorão a partir de material pré-existente na cultura árabe como veremos a seguir.

a. O significado do Islã.

A própria palavra Islã não foi revelada do céu nem foi inventada por Maomé. É uma palavra árabe que originalmente se referia a um atributo de masculinidade e descrevia alguém que foi heroico e corajoso na batalha.

A palavra Islã originalmente não significava submissão, como muitos supõem. Em vez disso, ele se referia a essa força que caracteriza um guerreiro do deserto que, mesmo quando confrontado com o impossível, iria lutar até a morte para cumprir seu objetivo.

b. A vida tribal pré-islâmica

O aspecto da sociedade tribal da Arábia pré-islâmica explica muitas das coisas que podem ser encontrados no Islã hoje. Por exemplo, estava perfeitamente em consonância com a moral árabe atacar outras tribos a fim de obter riqueza, mulheres e escravos, e assim as tribos estavam constantemente em guerra umas com as outras. Essas tribos do deserto viviam pelo código do "olho por olho e dente por dente". A vingança era tomada sempre que algo era feito para prejudicar qualquer membro da tribo. Forçar pessoas à escravidão ou sequestrar mulheres, mantendo-as em um harém, e estuprá-las à vontade era considerado justo e adequado.

O severo clima árabe produziu uma severa sociedade tribal em que a violência era a norma. E a violência ainda é um atributo das sociedades islâmicas. É muito interessante notar que a palavra portuguesa "assassino" é, na verdade, uma palavra árabe. Vem da palavra latina assassinus, que vem da palavra árabe hashshashin. Hashshashin literalmente significa “fumante de haxixe” e foi usada como uma descrição dos muçulmanos que fumavam haxixe para chicotearem-se em um frenesi religioso antes de matar seus inimigos.

Ele entrou no vocabulário europeu por meio de uma seita muçulmana chamada "Os Assassinos", que acreditavam que Alá os havia chamado para matar pessoas como um dever sagrado.

c. A religião pré-islâmica

A população árabe era basicamente animista. Os espíritos masculinos e femininos existiam em árvores, pedras, rios e montanhas, e eles eram adorados e temidos. Acreditava-se que pedras mágicas sagradas protegiam as tribos. A tribo coraixita havia adotado uma pedra negra como a sua pedra mágica tribal e a tinha colocado na Caaba. Esta pedra mágica era beijada quando as pessoas vinham em peregrinação para adorar a Caaba. Era sem dúvida um asteroide que caíra do céu e, portanto, era vista como sendo divina, de alguma forma! 

A tribo coraixita (tribo de Maomé) tentou colocar um ídolo de todas as religiões no templo pagão chamado Caaba. A palavra Caaba é o árabe para "cubo" e refere-se ao templo de pedra quadrado, em Meca, onde os ídolos eram adorados. O templo continha uma miscelânea virtual de divindades com alguma coisa para todos. Pelo menos 360 deuses eram representados na Caaba e um novo poderia ser acrescentado, se algum estrangeiro viesse à cidade e quisesse adorar o seu próprio deus, além de aqueles que já estavam representados.

As lucrativas rotas de comércio e as ricas caravanas formaram um vínculo cultural entre África, o Oriente Médio, o Oriente e o Ocidente. Não é, portanto, nenhuma surpresa encontrar histórias no Alcorão, cujas origens podem ser traçadas até histórias religiosas da Babilônia, Egito, Índia, Pérsia e Grécia.

d. Rituais pagãos

Os pagãos da Arábia pré-islâmica ensinavam que todo mundo deveria se curvar e orar voltado para Meca (o centro religioso e comercial da Arábia com sua Caaba) durante certas horas do dia. Todo mundo também deveria fazer uma peregrinação a Meca para adorar a Caaba pelo menos uma vez na vida. Quando chegavam a Meca, os pagãos corriam ao redor da Caaba sete vezes, beijavam a pedra negra, e depois corriam cerca de uma milha até a Wadi Mina para atirar pedras no diabo. Eles também acreditavam que era bom dar esmola e condenavam a usura. Eles tinham até um determinado mês em que se devia jejuar de acordo com o calendário lunar. Que esses ritos pagãos compreendiam a religião em que Maomé foi criado por sua família é reconhecido por todos.

A religião dominante que tinha se tornado muito poderosa pouco antes da época de Maomé foi a dos sabeus. Os sabeus tinham uma religião astral em que adoravam os corpos celestes. A lua era vista como uma divindade masculina e o sol como a divindade feminina. Juntos, eles produziam outras divindades, como as estrelas. O Alcorão refere-se a isso na sura 41,37 e em outros lugares.

Eles usavam um calendário lunar para regular seus ritos religiosos. Por exemplo, um mês de jejum era regulado pelas fases da lua. O rito pagão sabeu de jejum começava com o aparecimento de uma lua crescente e não cessava até que a lua crescente reaparecia. Isso viria a ser adotado como um dos cinco pilares da sabedoria do Islã.

Finalmente, a influência das religiões estrangeiras, como o judaísmo, zoroastrismo (da Pérsia), hinduísmo, budismo, mitologia grega e egípcia e o cristianismo, também estavam presentes na Arábia pré-islâmica. Não é nenhuma surpresa ao descobrir que o Alcorão contém restos de histórias religiosas que podem ser rastreadas até essas religiões.

Assim, as ideias e ritos religiosos encontrados no Islã e no Alcorão podem claramente ser rastreados até as influências da cultura, da vida religiosa e dos costumes pré-islâmicos. Os arqueólogos desenterraram muitos exemplos de arte pré-islâmica que incluíam os seus ídolos e símbolos de adoração. Meca continha um dos mais importantes, a Caaba, onde foi colocada a pedra negra, há muito tempo objeto de adoração.

III. O começo do Islã

O fundador do Islã foi Maomé (570-632 d.C.). Maomé nasceu em Meca de Abdullah e Aminah. Ele nasceu na tribo coraixita, que estava no controle da cidade de Meca e que agia como guardiã da Caaba e do culto religioso centrado nela.

O pai de Maomé morreu antes de ele nascer e sua mãe morreu quando ele ainda era jovem. Ele foi enviado para viver com seus avós ricos, que mais tarde enviaram-no para morar com um tio rico, que por sua vez, encaminhou-o para um tio pobre, que criou o rapaz como podia.

Segundo os biógrafos e antigas tradições muçulmanas, nenhuma conquista notável foi realizada por Maomé em sua juventude. Ele era um garoto árabe normal que gostava de conversar com aqueles que viajavam em caravanas. Ele gostava de explorar o deserto e, em particular, as cavernas. Segundo a antiga tradição muçulmana, o jovem pagão Maomé teve diferentes visões. Existe uma história que diz que Maomé afirmou que um ser celestial tinha aberto seu estômago, mexido em suas entranhas, e, em seguida, o costurado de volta! (Sura 94:1).

A vida de Maomé foi normal como um homem jovem. Na idade de 25 anos, ele estava cuidando de uma caravana. A dona da caravana era 15 anos mais velha do que ele e viúva. Ela apaixonou-se e casou-se com ele. Juntos eles tiveram dois filhos, embora ambos tenham morrido jovens, e quatro filhas. Depois de se casar com a rica viúva, Maomé viveu uma vida de lazer e suas funções eram limitadas a administrar a loja da família no mercado.

Com 40 anos, Maomé teve outra visitação. Como resultado de sua experiência religiosa, ele finalmente declarou que Alá o havia chamado para ser um profeta e um apóstolo. Deve salienta-se que não havia nenhuma tradição de alguém ser "profeta" ou "apóstolo" na religião árabe.

Segundo a tradição muçulmana, um anjo de Alá, chamado Gabriel, apareceu a Maomé para revelar o Alcorão, que se supunha ter sido escrito por Deus desde a eternidade. Mas foi revelado a Maomé em partes. Não há autores humanos do Alcorão. Alá fala por intermédio do anjo Gabriel com o homem, e o homem é o receptor e não o autor do Alcorão.

De início, Maomé só falou de seu chamado secretamente com sua família e seus amigos. De fato, seus primeiros convertidos foram alguns membros de sua própria família. Mas logo a sua mensagem se tornou pública, e ele foi ridicularizado e hostilizado pela população em geral e até mesmo por membros da própria família. Em certo momento a hostilidade contra Maomé foi tal que as pessoas de Meca fizeram um cerco a parte da cidade onde ele vivia.

A fim de apaziguar os membros pagãos de sua família e os membros da tribo coraixita, ele decidiu que a melhor coisa que podia fazer era admitir que fosse perfeitamente adequado para orar e adorar as três filhas de Deus: Al-Lat, Al-ussa e Manat! Isto levou aos famosos "versos satânicos", nos quais Maomé em um momento de fraqueza e, supostamente, sob a inspiração de Satanás sucumbiu à tentação de agradar as multidões pagãs de Meca (Sura 53:19). A história de apaziguamento temporário de Maomé dos pagãos é um fato histórico que é admitido por todos os estudiosos do Oriente Médio, ocidentais e muçulmanos.

Devido ao ridículo e à hostilidade crescente, Maomé acabou fugindo para Medina, cidade 400 km distante de Meca, em 622 d.C. Este evento é chamado hijra pelos muçulmanos e marca o início da era muçulmana e de seu calendário.

Em Medina, Maomé planejou e organizou a propagação de sua nova religião. O único poderoso método que ele poderia usar era a violência em nome de Alá - a jihad. Esse jihad foi tão bem sucedido, apesar de tantas oposições, que na morte de Maomé, em 632 d.C., metade do mundo árabe tornara-se muçulmano, e em 750 d.C. os muçulmanos conquistaram a Pérsia e grandes partes do Império Bizantino. Maomé baseou sua nova religião em Meca.

IV. A Lei do Islã

A lei do Islã é chamada Sharia, que significa caminho de um lugar de espera. Para os muçulmanos ela é revelada/derivada de quatro fontes, que são:

I. O Alcorão, supostamente revelado por um anjo a Maomé.

II. O Hadith, um registro de palavras e atos de Maomé por seus parentes e amigos;

III. A Sunnah, ou atos de Maomé;

IV. O Ijma, o consenso da comunidade muçulmana ou de seus principais estudiosos.

V. As crenças do Islã (Aqa'ed).

As crenças do Islã, de acordo com o Alcorão e as tradições muçulmanas são seis:

I. A crença em Alá;

II. A crença nos profetas;

III. A crença no dia do Juízo Final (portanto, a crença em céu e inferno);

IV. A crença nos livros revelados;

V. A crença nos anjos; 

VI. A crença no destino ou na providência.

Todo muçulmano deve crer e professar essas crenças. Se qualquer muçulmano renuncia o Islã ou se torna um apóstata, ele será condenado ao maior castigo, à morte.



VI. As obrigações do Islã

Todo muçulmano deve observar as seguintes obrigações:

I. A crença na unicidade de Alá e em seu profeta Maomé;

II. Oferecer as orações diárias;

III. A esmola;

IV. Observar o jejum do Ramadã (30 dias);

V. Realizar a hajj à Caaba, em Meca, uma vez na vida, se possível.

Todo muçulmano é obrigado a orar cinco vezes ao dia. Ele deve escolher uma mesquita para as orações, se não ele deve, onde estiver, virar-se em direção a Meca. A oração sempre começa com uma profissão de fé em Alá, que é: "La ilaha illÁllah wa Muhammad rasul Allah - não há outro Deus senão Alá e Maomé é seu mensageiro".

O Alcorão deve ser lido diariamente, pelo menos um capítulo, e deve ser lido em árabe. Há também uma oração do rosário chamado tabih, que tem 100 contas. Um muçulmano deve recitá-lo pelo menos uma vez por dia, se puder, dizendo: "Toda a glória e louvor a Alá e graças a ele. Toda a glória e louvor a Alá, o grande".

O local preferível e mais adequado de oração é uma mesquita. Nem mulheres, nem não-muçulmanos podem entrar. Segundo o Islã, eles iriam contaminá-lo! Antes de entrar em uma mesquita, um muçulmano deve realizar a ablução ritualística prescrita pelo Alcorão. Se ele se encontra no meio do deserto, no momento da oração, ele deve purificar-se com a areia do deserto!

A sexta-feira é sagrada para os muçulmanos, e é o melhor de todos os dias de acordo com as tradições muçulmanas. Já que em uma sexta-feira, de acordo com o Islã, Adão foi criado por Deus, expulso do Paraíso e readmitido. O Dia do Juízo será numa sexta-feira. Maomé também, segundo a tradição islâmica, nasceu em uma sexta-feira. Então, a sexta-feira é um dia de oração e boas obras para os muçulmanos.

De acordo com o Alcorão, a sexta-feira é tão grande e excelente que mesmo o fogo do inferno, que é avivado todos os dias ao meio-dia, não é avivado na sexta-feira por causa de sua excelência! O Alcorão indica claramente a existência do céu e do inferno. O Céu é representado de uma forma muito materialista, sensual e humana. Além disso, o céu é prometido para aqueles muçulmanos que lutem no jihad e morram nele.

Nunca deixa de nos surpreender que muitos muçulmanos modernos sintam que têm o pleno direito e liberdade de criticar a Bíblia como sendo corrupta e contraditória, mas sempre que alguém se atreve a criticar o Alcorão da mesma maneira, eles chamam a isso de rude, ofensivo e blasfemo! O que os muçulmanos devem entender é que, se eles têm a liberdade de criticar a Bíblia, logo, outras pessoas têm a mesma liberdade para criticar o Alcorão. Qualquer religião que se recuse a permitir que pessoas examinem seu livro sagrado usando as regras normais de investigação e de lógica, evidentemente, tem algo a esconder.

Embora existam muitos aspectos do Islã que podem ser provados como ilógicos e contraditórios, vamos tomar apenas um aspecto muito importante, isto é, o Alcorão. Uma vez que o Alcorão afirma estar livre de todos os erros, como prova da sua inspiração na Sura 85:21,22, a presença de apenas um erro no Alcorão é suficiente para fazer duvidar seriamente dessa alegação. Ao longo de seu ministério, Maomé constantemente apelava às Escrituras do Antigo e do Novo Testamento como a base e o padrão pelo qual os seus ensinamentos deviam ser julgados. Ele dizia que se você quiser saber se ele estava falando a verdade, vá ao povo do Livro e peça-lhes para avaliar suas Escrituras para ver se ele está ou não dizendo a verdade (Suras 2-13, 16 a 17, 20 a 21, 23,25, para 26, 28 a 29, 32, 34-35, 39-48, etc.).

A Bíblia deve ser a norma para julgar todas as novas revelações, incluindo o próprio Alcorão. Isso é simplesmente uma questão de cronologia. Maomé veio 600 anos depois de Jesus Cristo. O Alcorão, assim, vem depois da conclusão do Novo Testamento. O próprio Alcorão diz que ele é uma continuação da Bíblia e que não irá contradizê-la (Sura 2:136). O que isto significa é que, logicamente, sempre que a Bíblia e o Alcorão têm um conflito ou contradição, o Alcorão, deve ceder, não a Bíblia. Isso é particularmente verdadeiro quando o texto do Alcorão contradiz o texto da Bíblia. A posição dos muçulmanos é que o mesmo Deus (Alá) revelou a Bíblia e o Alcorão. Assim, o Alcorão nunca deveria contradizer a Bíblia, caso contrário Alá estaria se contradizendo. De acordo com Maomé, não haveria conflito entre a Bíblia e o Alcorão. Por quê? O Alcorão deve concordar com as revelações mais antigas, porque todos eles supostamente vieram do mesmo Deus.

Por um lado, se os muçulmanos rejeitam a Bíblia, eles devem também rejeitar o Alcorão, porque ele diz que a Bíblia é Palavra de Deus. Por outro lado, se ele aceita a Bíblia, ele ainda deve rejeitar o Alcorão, porque ele contradiz a Bíblia. De qualquer forma, o Alcorão perde. Também deve ser salientado que os muçulmanos argumentam que o Alcorão deve ser perfeito, porque ele preserva a sua palavra infalivelmente. Mas, se, como eles dizem, Deus falhou em fazer o mesmo com a Bíblia, por que ele deveria preservar o Alcorão?

Com estas palavras introdutórias, vamos agora proceder a um exame crítico do Alcorão. Como o Alcorão tem tantos problemas, vamos nos limitar a alguns dos mais óbvios.

1. Quantos dias de Criação?

O primeiro problema no Alcorão diz respeito ao número de dias que levou Deus para criar o mundo. Quando você soma todos os dias referidos na Sura 41:9,10,12, o Alcorão diz que Deus levou oito dias para criar o mundo.

Mas levou apenas seis dias, segundo a Bíblia. Assim, o Alcorão começa a sua contradição com a Bíblia já no primeiro capítulo da Bíblia. Não é só isso. O Alcorão se contradiz nas Suras 07:54 e 10:03, onde diz que Deus demorou seis dias para criar o mundo. Ninguém pode ignorar esta dupla contradição da Bíblia e do Alcorão no próprio Alcorão.

2. Erros sobre Abraão.

O Alcorão comete muitos erros a respeito de Abraão.

I) O Alcorão diz que o nome do pai de Abraão era Azar (Sura 14:37), mas a Bíblia diz que seu nome era Thare.

II) Ele não viveu e cultuou no vale de Meca (Sura 14:37), mas em Hebron, segundo a Bíblia.

III) Foi o seu filho Isaac, que foi lavado para o sacrifício e não Ismael como diz o Alcorão (Sura 37:100 -112).

IV) Ele não construiu a Caaba, embora o Alcorão diga isso em Sura 2:2125 – 127.

V) Ele não foi jogado no fogo por Nimrod como afirma o Alcorão nas Suras 21:68,69 e 9:69.

3. Erros sobre Moisés.

O Alcorão contém muitos erros a respeito de Moisés.

I) não foi a esposa do faraó quem adotou Moisés como afirma o Alcorão na Sura 28:8,9. Na verdade, foi a filha do Faraó (Êxodo 2:5).

II) O Alcorão diz que Haman viveu no Egito durante a época de Moisés e trabalhou para o faraó na construção da torre de Babel (Sura 28:38, 29:39, 40:23, 24,36,37). Mas Haman (Aman), na verdade, viveu na Pérsia e trabalhou a serviço do rei Assuero. Veja o livro de Ester para mais detalhes. Este é um erro muito grave, uma vez que não só contraria a história da Bíblia, mas também a história secular.

III) A crucificação não era usada no tempo do faraó, embora o Alcorão diga isso na Sura 7:124.

4. Autocontradições.

O Alcorão se contradiz em muitos aspectos. Dado que o Alcorão alega na Sura 39:23,28 estar livre de todas as contradições, apenas uma contradição é suficiente para mostrar que ele não é a palavra de Deus.

I) O Alcorão dá quatro relatos conflitantes sobre como Maomé recebeu o Alcorão:

- Primeiro, nos diz que Alá veio a Maomé, sob a forma de um homem e que Maomé o viu (Sura 53:2-18, 81:19-24).

- Depois, somos informados que foi o "Espírito Santo" que veio a Maomé (Sura 16:102; 26:192-194).

- Mais tarde, o Alcorão diz que foram os anjos que desceram a Maomé (Sura 15:6-8).

- A última versão e mais popular é a que diz que foi o anjo Gabriel que entregou o Alcorão a Maomé (Sura 2:97).

II) Nas Suras 2:58 e 7:161 a mesma citação é mostrada com palavras conflitantes. Esse é um dos muitos exemplos deste problema. A presença de passagens conflitantes é importante porque os muçulmanos alegam que o Alcorão é absolutamente perfeito, mesmo em suas frases.

III) De início, Maomé disse a seus seguidores para rezar voltados a Jerusalém. Então lhes disse que, uma vez que Deus estava em toda parte, eles poderiam voltar-se a qualquer lugar que quisessem. Depois, ele mudou de ideia novamente e disse-lhes para orar em direção a Meca (Sura 2:115 Versus 2:114). Muitos estudiosos acreditam que as mudanças de direção dependeram de ele estar tentando agradar ou aos judeus ou aos pagãos.

IV) O fato de o judaísmo e o cristianismo dividirem-se em diferentes seitas foi usado no Alcorão para provar que eles não vinham de Deus (Sura 30:30-32, 42:13-16). No entanto, o próprio Islã dividiu-se em muitas seitas conflitantes e, portanto, não pode ser verdadeiro se o Alcorão estiver certo.

5. Relações convenientes.

O Alcorão contém relações convenientes para o ganho pessoal ou o prazer de Maomé:

- Quando Maomé quis a esposa de seu filho adotivo, de repente ele teve uma revelação de Deus que declara que é permitido tomar a mulher de outro homem (Sura 33:36-39).

- Quando ele queria mais esposas ou quis fazer suas mulheres pararem de brigar, ele recebeu uma revelação rápida para isso (Sura 33:28 -34). Eventualmente, Alá teve de pôr fim ao amor de Maomé por mulheres (Sura 33:52).

- Quando as pessoas o incomodavam em sua casa, ele recebeu revelações convenientes para estabelecer regras relativas a visitá-lo e quando não incomodá-lo (Sura 33:53 -58, 29:62-63, 49:1-5).

6. Erros sobre a Santíssima Trindade

O Alcorão contém muitos erros sobre o que os cristãos creem e praticam. Um dos mais significativos é a deturpação feita pelo Alcorão da doutrina cristã da Trindade. Maomé achava que os cristãos adoravam três deuses: o Pai, a Mãe (Maria) e o Filho (Jesus) - Sura 5:73-75; 116.

O texto árabe do Alcorão condena aqueles que dizem: "Alá é o terceiro dos três", isto é, que Alá é apenas um de três deuses! Mas muitos estudiosos muçulmanos traduzem erroneamente a Sura 5:73 para ler: "São blasfemos aqueles que dizem: Deus é um entre três em uma Trindade." As palavras "em uma Trindade" não estão no texto árabe!

Se Maomé foi o profeta do mesmo Deus que o de Jesus, por que tamanha contradição e confusão na Palavra de Deus sobre a Santíssima Trindade, revelada na Bíblia pelo mesmo Deus?

Devido a esse erro sobre a Santíssima Trindade o Alcorão também contém muitos erros a respeito da natureza, personalidade e missão de Jesus Cristo. Para os muçulmanos, o conceito de que Deus gerou um filho implica imediatamente num ato sexual. Essa reação extrema é desnecessária e infundada. A expressão "unigênito" não se refere a uma geração física, mas a uma relação divina especial única com o Pai. Os cristãos usam palavras "geração" e "processão" em um sentido filial e relacional, não no sentido carnal e físico.

7. Erros sobre a Santíssima Virgem Maria

O Alcorão contém muitos erros a respeito da Mãe do Salvador:

I) O nome de seu pai não era Imram (Sura 66:12)

II) Ela não deu a luz a Jesus debaixo de uma palmeira, mas em um estábulo (Sura 19:22 versus Lucas 2:1-20).

III) Maomé confundiu a mãe de Jesus com a Maria que era irmã de Moisés e Aarão (Sura 19:27 -28).

8. O Islã rebaixa o status da mulher

O Alcorão confere menor status à mulher em relação aos homens. Os homens podem casar com muitas mulheres (poligamia), mas a mulher não pode casar-se com muitos maridos (poliandria). O Alcorão explicitamente confere aos homens o direito de se divorciar de suas esposas, mas não concede qualquer direito para as mulheres, afirmando que "os homens têm certa vantagem sobre elas" (Sura 2:228). As mulheres muçulmanas devem usar um véu, ficar atrás de seus maridos e ajoelhar-se atrás deles em oração. Finalmente, de acordo com o Alcorão, os homens podem até mesmo bater em suas esposas (Sura 4:34).

9. Paraíso carnal

O Alcorão promete um céu cheio de vinho e sexo livre (Sura 2:25; 04:57, 11:23, 47:15). Se a embriaguez e a imoralidade são pecados na terra, como podem ser corretos no Paraíso? A imagem que o Alcorão faz do paraíso é exatamente a que os árabes e persas pagãos do século VII pensavam sobre isso. O conceito carnal do céu com belas mulheres e vinho está em conflito direto com a espiritualidade e santidade do conceito bíblico do céu (Apocalipse 22:12-17).

10. Não há originais.

Os estudiosos muçulmanos afirmam que o manuscrito original do Alcorão ainda existe. Mas nós perguntamos. "Onde ele está?" A Shorter Encyclopedia of Islam diz: "Uma coisa é certa e é abertamente reconhecida pela tradição, ou seja, que não existe qualquer coleção de revelações em sua forma final, porque, enquanto ele (Maomé) era vivo, novas revelações foram sendo adicionados às anteriores”.

É claro, portanto, que os ossos, pedras, folhas de palmeira, cascas de árvore, etc., que continham alguns dos escritos de Maomé foram reunidos após a sua morte. É também um fato que nenhuma dessas coisas existe hoje. Elas foram há muito tempo perdidas ou pereceram.

Em cada ocasião que desafiamos um apologista muçulmano a dizer-nos o lugar onde o manuscrito "original" do Alcorão foi armazenado, ele afirmou que não sabia onde estava, mas que ele tinha certeza de que existia porque ele tinha de existir. Tal argumento é pior do que não ter argumento nenhum!

VII. Conclusão

Em conclusão, portanto, devemos dizer que todos os rituais e crenças do Islã podem ser traçados até a cultura arábe e pagã pré-islâmica. Maomé não pregou nada novo. Tudo o que ele ensinou era crido e praticado na Arábia, muito antes de ele ter nascido. Mesmo a ideia de "um só Deus" foi tomada de judeus e cristãos.

Este fato irrefutável lança ao chão a alegação de que o Islã foi revelado do céu. Não é surpresa, portanto, que temos de concluir, juntamente com os estudiosos do Oriente Médio que Alá não é Deus, Maomé não era o seu profeta e o Alcorão não é a Palavra de Deus. "No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus, Ele estava no princípio junto de Deus" (João 1:1-2).

VIII. Bibliografia

The Quran. The Presidency of Islamic Researchers, Saudi Arabia.

The Meaning of the Glorious Koran. Muhammad Marmaduke Pickthall, Labore.

The Islamic Invasion, Robert Morey, 1992, Oregon USA.

Answering Islam. Norman L. Geiser & Abul Saleeb, 1993, Michigan USA

Shorter Encyclopedia of Islam. H. Gibb & J. Kramers, 1953. New York USA.

Retirado e traduzido de catholicapologetics.info

Fonte: fsspx.com.br/exe2/wp-content/uploads/2010/11/FSSPX-entendendo-isla.pdf

A Imaculada Conceição e o plano de Deus

Permanência | A VIDA SACERDOTAL

Pe. José Maria Mestre

  
Celebramos hoje a festa da Imaculada Conceição, ou seja, o privilégio que a Virgem Maria recebe, no momento mesmo de sua concepção no seio de sua mãe, Santa Ana, de ver-se livre do pecado original. Este dogma celebra, pois, a primeira vitória total contra o pecado, porque significa isenção de todo o poderio do pecado e do demônio sobre a alma bem-aventurada de Maria; vitória de Cristo, único Salvador do gênero humano, pois a Imaculada Conceição foi concedida a Maria em vista dos méritos de Cristo em sua Paixão e morte.
Gostaria de considerar, por ocasião desta festa, dois pontos: em primeiro lugar, o aspecto combativo e atual deste dogma; em segundo, como, por este dogma, se nos revela o grandioso plano de Deus de redimir o gênero humano por um Homem e uma Mulher.


1º Aspecto combativo e atual da Imaculada Conceição.

Em 1917, a Maçonaria celebrou em Roma seu segundo centenário. Por todas as partes, apareceram bandeiras e cartazes que representavam o Arcanjo São Miguel vencido e derrubado por Lúcifer; e, na mesma praça S. Pedro, podia-se escutar o seguinte slogan: « Satanás reinará no Vaticano, e o Papa tomará parte em seu corpo de guarda! ».

O irmão Maximiliano Kolbe, franciscano conventual polaco, era então estudante de teologia na Gregoriana de Roma. Ante essas demonstrações de audácia do inimigo, pergunta-se: « Por que os católicos tem de ser tão pusilânimes na defesa de sua fé, enquanto os inimigos são tão audazes em atacá-la? Não possuímos nós armas mais eficazes que eles, o Céu e a Imaculada?» E meditando nas Sagradas Escrituras e nos Santos Padres, inspirando-se nos escritos dos santos marianos, especialmente São Luís Maria de Montfort; considerando o dogma da Imaculada e as aparições de Nossa Senhora de Lurdes, e a extensão prática de todas estas verdades, chega a esta conclusão: « A Virgem Imaculada, vitoriosa contra todas as heresias, não cederá ante seu inimigo que levanta a cabeça; se encontrar servidores fiéis, dóceis às suas ordens, logrará novas vitórias, muito maiores do que poderíamos imaginar... ».

E funda assim, em 16 de outubro de 1917, três dias apenas após o milagre de Fátima, a Milícia da Imaculada. O emblema desta nova milícia será a Medalha Milagrosa. Sua exigência, a consagração total à Imaculada Mãe de Deus, para viver praticamente esta consagração. Seu fim, arrancar as massas das garras de Satanás e pedir à Imaculada a conversão dos inimigos da Igreja, especialmente os mações.

Se São Maximiliano Kolbe dá a sua Milícia o nome de Milícia da Imaculada, é também, e é preciso sabê-lo, porque a definição do dogma da Imaculada Conceição, em 1854, por Pio IX, apresenta um aspecto combativo que os inimigos da Igreja souberam discernir em seguida, e que nós não devemos esquecer. Com efeito, em 1854, estão em plena circulação todos os princípios do Contrato Social de Rousseau, que iriam levar ao estabelecimento universal desta grande mentira que é a democracia e os direitos humanos. Qual é o cimento de todas estas fábulas, de todas estas mentiras em que, de tão boa fé, crê o homem moderno? Um só: o dogma da imaculada conceição... do gênero humano. Postula-se que o homem é bom por natureza, que o homem nasce bom e que é a sociedade quem o corrompe. Sem este postulado latente, todo o sistema social revolucionário cai.

Ora, Pio IX, com sua definição dogmática, o põe por terra. Pois, ao definir a Imaculada Conceição de Maria, não faz senão assentar o seguinte: a imunidade do pecado original, longe de ser uma lei geral, válida para todos os homens, é, ao contrário, o privilégio único e exclusivo de uma única criatura, que é a Santíssima Virgem Maria. E que, portanto, para os demais homens, segue vigente o pecado original, com todas as conseqüências que ele implica: a necessidade de um Redentor, a que devem submeter-se todos os homens; a necessidade da autoridade, da graça, dos sacramentos, da Igreja, da educação, da família e da necessidade, enfim, da ordem social cristã, concebida e construída especialmente para curar os homens que nascem sob o pecado original... A necessidade, pois, de tudo o que pretendiam negar os revolucionários.

2º O plano de Deus na economia da Redenção.

Mas, se nos aprofundarmos um pouco, veremos que o dogma da Imaculada Conceição, especialmente comemorado no Advento, no começo da celebração dos mistérios de Cristo, revela o plano de Deus na obra de nossa Redenção. Com efeito, nos mostra, antes de Cristo, o Novo Adão, Maria, em toda a plenitude de sua santidade, como Nova Eva. A cena do Evangelho é, a este propósito, muito sugestiva.

Deus quis que o gênero humano fosse propagado segundo a carne por um homem e uma mulher. Também quis que, na ordem sobrenatural, fosse restaurado por um Homem e uma Mulher.

Ou seja, a obra da Redenção é concebida ao modo de uma vingança divina, como no-lo ensinam unanimemente os Santos Padres.

O plano de Satanás foi o de perder o homem e, como ele, toda sua descendência, através da mulher, escudando-se nela, dissimulando-se por trás dela. Eva teve, assim, na ordem da queda, um papel de introdução, de preparação e de colaboração.

O plano de Deus será o de salvar a humanidade através de um Homem, um Novo Adão, mas com a colaboração de uma Mulher, uma Nova Eva. O Novo Adão é Cristo, a Nova Eva, Maria. Maria tem, assim, na ordem da redenção e por vontade divina, um papel de introdução (encarnação), preparação (Caná) e de colaboração (em todos mistérios de Cristo, mas especialmente, no Calvário).

Para cumprir de modo conveniente esta missão, que era de luta e vitória contra o diabo, era preciso que Maria não tivesse parte alguma com ele, que fosse Imaculada: Imaculada para ser digna Mãe do Redentor; Imaculada para poder ser a Corredentora do gênero humano; Imaculada para ser, em toda a linha, associada à obra de santificação do Redentor.
   

Conclusão.

Assim o vemos. O dogma da Imaculada Conceição nos mostra, ainda que em esboço e preparação, a Santíssima Virgem totalmente entretida com a obra da Redenção, da qual Ela mesma é o primeiro fruto, e o mais bem acabado. E, portanto, nos mostra a Santíssima Virgem totalmente entretida com a Igreja Católica, com a nossa própria vida espiritual, com a de nossas famílias e sociedades.

Deus guardou o bom vinho para o final. A visão grandiosa do papel de Maria e a intervenção extraordinária da Virgem Santíssima na obra da Redenção, que há de se fazer muito mais visível no final dos tempos, é uma graça que Deus reservou para o fim, para o momento em que a Igreja, como o grão de mostarda, tenha já crescido muitíssimo e, com ela, o conhecimento, o amor, a honra e o serviço à Santíssima Mãe de Deus.

Por isso, ofereçamo-nos hoje à Santíssima Virgem, entreguemo-nos totalmente a Ela. Vivemos em tempos muito perigosos, tempos em que o demônio anda totalmente à solta; mas esses tempos também hão de ser, e forçosamente o serão, tempos da Imaculada que esmaga a cabeça do demônio. E também nós somos chamados a tomar parte na inimizade da Mulher contra a Serpente, e de sua vitória contra o demônio: à condição, no entanto, de sermos, plena e voluntariamente, descendência de Maria.


Na festa da Imaculada Conceição de Maria, 8 de dezembro

SSPX dá como encerrado o diálogo com a Santa Sé.

SSPX dá como encerrado o diálogo com a Santa Sé. Leia a carta de Dom Fellay abaixo:

Dom Fellay
Queridos amigos e benfeitores,
Faz muito tempo que esta carta era esperada, e é com alegria, neste tempo pascal, que queríamos fazer um balanço e expor algumas reflexões sobre a situação da Igreja.
Como sabem, a Fraternidade encontrou-se numa delicada posição durante grande parte do ano 2012, em razão do último movimento feito por Bento XVI que procurava normalizar nossa situação. As dificuldades provinham, por um lado, das exigências que acompanhavam a proposição romana – as quais não pudemos e não  poderemos nunca subscrever – e, por outro, de uma falta de clareza da parte da Santa Sé que não permitia conhecer exatamente a vontade do Santo Padre, nem saber o que estava disposto a nos conceder. O problema causado por essa incerteza se dissipou desde 13 de junho de 2012, com uma confirmação em 30 do mesmo mês, mediante uma carta do próprio Bento XVI a manifestar claramente e sem ambiguidades as condições que nos eram impostas para uma normalização canônica.
Estas condições são de ordem doutrinal. Recaem sobre a aceitação total do Concílio Vaticano II e da missa de Paulo VI. Portanto, como escreveu Dom Augustine Di Noia, vice-presidente da Comissão Ecclesia Dei, em uma carta dirigida aos membros da Fraternidade São Pio X em fins do ano passado, no plano doutrinal permanecemos no ponto de partida, tal como estava nos anos 70. Lamentavelmente não podemos fazer mais do que subscrever a essa comprovação das autoridades romanas e reconhecer a atualidade da análise de Dom Lefebvre, fundador de nossa Fraternidade, que não variou nas décadas seguintes ao Concílio até a sua morte. Sua justíssima percepção, ao mesmo tempo teológica e prática, continua vigendo, cinquenta anos depois do início do Concílio.
Desejamos recordar essa análise que a Fraternidade São Pio X sempre fez sua e que permanece sendo o fio condutor de sua posição doutrinal e de sua ação: reconhecendo que a crise que sacode a Igreja também tem causas externas, o próprio Concílio é o agente principal de sua autodestruição.
Em fins do Concílio, Dom Lefebvre expôs ao Cardeal Alfredo Ottaviani, em carta datada de 20 de dezembro de 1966, os danos causados pelo Concílio a toda a Igreja. Eu já a citava na Carta aos amigos e benfeitores nº 68, de 29 de setembro de 2005. É conveniente reler hoje em dia algumas passagens:
“Enquanto o Concílio se preparava para projetar um raio luminoso sobre o mundo de hoje caso houvessem sido utilizados os esquemas preparados, nos quais se encontrava uma profissão solene da doutrina segura em face dos problemas modernos, pode-se e deve-se desgraçadamente afirmar:
“Que de maneira quase geral, quando o Concílio inovou, fez balançar a certeza das verdades ensinadas pelo Magistério autêntico da Igreja como pertencentes definitivamente ao tesouro da Tradição.
“Quer se trate da transmissão da jurisdição dos bispos, das duas fontes da Revelação, da inspiração da Escritura, da necessidade da graça para a justificação, da necessidade do batismo católico, da vida da graça nos hereges, cismáticos e pagãos, dos fins do matrimônio, da liberdade religiosa, dos novíssimos, etc. Sobre esses pontos fundamentais a doutrina tradicional era clara e ensinada unanimemente nas universidades católicas. Ora, numerosos textos do Concílio acerca dessas verdades permitem que agora se duvide.
Dom Marcel Lefebvre
Dom Marcel Lefebvre
“As consequências foram rapidamente extraídas e aplicadas na vida da Igreja:
“– As dúvidas sobre a necessidade da Igreja e dos sacramentos implicam o desaparecimento das vocações sacerdotais.
“– As dúvidas sobre a necessidade e a natureza daconversão de toda alma implicam o desaparecimento das vocações religiosas, a ruína da espiritualidade tradicional nos noviciados e a inutilidade das missões.
“– As dúvidas sobre a legitimidade da autoridade e a exigência da obediência provocadas pela exaltação da dignidade humana, da autonomia da consciência e da liberdade, comovem todas as sociedades, começando pela Igreja, as congregações religiosas, as dioceses, a sociedade civil e a família.
“– O orgulho tem por consequência natural todas as concupiscências dos olhos e da carne. Talvez uma das comprovações mais horríveis da nossa época é ver a que degradação moral chegou a maior parte das publicações católicas. Fala-se sem nenhum pudor da sexualidade, da limitação dos nascimentos por todos os meios, da legitimidade do divórcio, da educação mista, do namoro, das boates como meios necessários para a educação cristã, para o celibato sacerdotal, etc.
“– As dúvidas sobre a necessidade da graça para a salvação provocam o menosprezo do batismo, atualmente relegado para mais tarde, e o abandono do sacramento da penitência. Ademais, trata-se sobretudo de uma atitude dos sacerdotes, não dos fiéis. O mesmo sucede com a presença real: são os sacerdotes os que agem como se já não cressem, escondendo o Santíssimo Sacramento, suprimindo todas as manifestações de respeito com o Santíssimo e todas as cerimônias em sua honra.
“– As dúvidas sobre a necessidade da Igreja como única arca de salvação, sobre a Igreja católica como a única verdadeira religião, provenientes das declarações sobre o ecumenismo e a liberdade religiosa, destroem a autoridade do Magistério da Igreja. Com efeito, Roma já não é a Mestra da Verdade única e necessária.
“Consequentemente, movido pelos fatos, é preciso concluir que o Concílio favoreceu de maneira inconcebível a difusão dos erros liberais. A fé, a moral e a disciplina cristã são abaladas em seus fundamentos, assim como predisseram todos os Papas.
“A destruição da Igreja avança a passos largos. Graças a uma desmedida autoridade concedida às conferências dos bispos, o Sumo Pontífice atou os próprios pés e as próprias mãos. Quantos exemplos dolorosos num só ano! Não obstante, o Sucessor de Pedro, e somente o Sucessor de Pedro, pode salvar a Igreja.
Dom Antonio de Castro Mayer
Dom Antonio de Castro Mayer
“Que o Santo Padre se rodeie de vigorosos defensores da fé; que ele os nomeie para as dioceses importantes. Queira por meio de importantes documentos proclamar a fé, perseguir o erro, sem temer as contradições, sem temer os cismas, sem temer desafiar as disposições pastorais do Concílio.
“Queira o Santo Padre encorajar os bispos a recuperar a fé e a moral individualmente, cada um em suas respectivas dioceses, como convém a todo bom pastor; sustentar os bispos valentes, incitá-los a reformar seus seminários, a restaurar os estudos segundo Santo Tomás; incitar os superiores gerais a manter nos noviciados e nas comunidades os princípios fundamentais de toda a ascese cristã, sobretudo a obediência; fomentar o desenvolvimento das escolas católicas, a impressa de boa doutrina, as associações de famílias cristãs; enfim, repreender os fautores de erros e reduzi-los ao silêncio. As alocuções das quartas-feiras não podem substituir as encíclicas, as diretivas e as cartas aos bispos.
“Sem dúvida estou sendo demasiado temerário ao expressar-me desta maneira.Porém, componho estas linhas movido por um amor ardente, amor pela glória de Deus, amor por Jesus Cristo, amor por Maria, por sua Igreja, pelo Sucessor de Pedro, bispo de Roma, Vigário de Jesus Cristo.
Em 21 de novembro de 1974, depois da visita apostólica feita ao seminário de Ecône, Dom Lefebvre julgou necessário resumir sua posição na célebre declaração que terá como consequência, alguns meses mais tarde, na injusta supressão canônica da Fraternidade São Pio X, que nosso fundador e seus sucessores sempre consideraram nula. Esse texto capital se abria com esta profissão de fé, que é a de todos os membros da Fraternidade:
“Aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para manter essa fé; à Roma eterna, mestra da sabedoria e da verdade.
“Rejeitamos, ao contrário, e temos sempre rejeitado, seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e, depois do Concílio, em todas as reformas que dele saíram.
“Todas essas reformas, de fato, contribuíram e contribuem ainda para a demolição da Igreja, para a ruína do sacerdócio, para a aniquilação do Sacrifício e dos sacramentos, para o desaparecimento da vida religiosa, para um ensino naturalista e teillardiano nas universidades, nos seminários, na catequese; ensino saído do liberalismo e do protestantismo condenados repetidas vezes pelo magistério solene da Igreja.
E esta declaração concluía com as seguintes linhas:
“A única atitude de fidelidade à Igreja e à doutrina católica, para nossa salvação, é a rejeição categórica da aceitação da reforma.
“Por isso, sem nenhuma rebelião, sem nenhuma amargura, sem nenhum ressentimento, prosseguimos nossa obra de formação sacerdotal sob a égide do magistério de sempre, persuadidos de que não podemos prestar maior serviço à Santa Igreja católica, ao Sumo Pontífice e às gerações futuras.
Em 1983, recordando o sentido do combate pela Tradição, Dom Lefebvre dirigia um manifesto episcopal a João Paulo II, assinado junto com Dom Antônio de Castro Mayer, no qual denunciava uma vez mais a devastação causada pelas reformas pós-conciliares e o espírito nefasto que se difundiu por todas as partes.Sublinhava em particular os pontos seguintes em relação ao falso ecumenismo, à colegialidade, à liberdade religiosa, ao poder do papa e à nova missa:
- O falso ecumenismo:
“Este ecumenismo também é contrário aos ensinamentos de Pio XI na encíclicaMortalium animos: sobre esse particular é oportuno expor e rejeitar certa opinião falsa, que está na raiz deste problema e deste complexo movimento pelo qual os não-católicos se esforçam por realizar a união das igrejas cristãs. Os que aderem a essa opinião citam constantemente as palavras de Cristo: ‘Que sejam um… e não haja mais que um só rebanho e um só pastor’ (Jo 17,21 e 10,16) e pretendem que por essas palavras Cristo manifesta um desejo ou uma prece que nunca se fez realidade. Pretendem de fato que a unidade da fé e de governo, que é uma das notas da verdadeira Igreja de Cristo, praticamente até hoje nunca existiu e atualmente não existe.
“Este ecumenismo, condenado pela moral e pelo direito católicos, chega a permitir a recepção dos sacramentos da penitência, da eucaristia e da extrema-unção das mãos de ‘ministros não-católicos’ (Cânon 844 N. C.) e favorece a ‘hospitalidade ecumênica’ autorizando os ministros católicos a dar o sacramento da eucaristia aos não-católicos.
- A colegialidade:
“A doutrina já sugerida pelo documento Lumen gentium do Concílio Vaticano II será retomada explícitamente pelo novo Direito Canônico (Cân. 336); doutrina segundo a qual o colégio dos bispos junto com o Papa goza igualmente do poder supremo na Igreja e isso de um modo habitual e constante.
“A doutrina do duplo poder supremo é contrária ao ensino e à prática do magistério da Igreja, especialmente do Concílio Vaticano I (DZ. 3055), e da encíclica de Leão XIII Satis cognitum. Só o Papa goza do supremo poder, que ele comunica na medida que julga oportuno e em circunstâncias extraordinárias.
“A esse grave erro está ligada a orientação democrática da Igreja: os poderes residiriam no ‘povo de Deus’, tal como é definido no novo Direito. Esse erro jansenista foi condenado pela Bula Auctorem fidei de Pio VI (DZ. 2602).
Pio IX
Pio IX
- A liberdade religiosa:
“A declaração Dignitatis humanae do Concílio Vaticano II afirma a existência de um falso direito natural do homem em matéria religiosa, contrariamente aos ensinos pontifícios, que negam formalmente semelhante blasfêmia.
“Assim, Pio IX na encíclica Quanta cura e noSyllabus, Leão XIII em suas encíclicas Libertas praestantissimum e Immortale Dei, Pio XII em sua alocução Ci Riesce aos juristas católicos italianos, negam que a razão e a revelação fundamentem tal direito.
“O Vaticano II crê e professa, de maneira universal, que ‘a verdade não pode impor-se senão pela força própria da verdade’, o que se opõe formalmente aos ensinamentos de Pio VI contra os jansenistas do conciliábulo de Pistoia (DZ.2604). O Concílio chega ao absurdo de afirmar o direito de não aderir e de não seguir a verdade, de obrigar os governos civis a não discriminar por motivos religiosos, estabelecendo a igualdade jurídica entre as falsas e a verdadeira religião. (…)
“As consequências do reconhecimento por parte do Concílio desse falso direito do homem destrói os fundamentos do reinado social de Nosso Senhor, abala a autoridade e o poder da Igreja em sua missão de fazer reinar Nosso Senhor nos espíritos e nos corações, levando adiante o combate contra as forças satânicas que subjugam as almas. Esse espírito missionário será acusado de proselitismo exagerado.
“A neutralidade dos Estados em matéria religiosa é injuriosa para Nosso Senhor e para a sua Igreja, quando se trata de Estados com maioria católica.
- O poder do Papa:
“É certo que o poder do Papa na Igreja é um poder supremo, mas não pode ser absoluto e sem limites, porquanto está subordinado ao poder divino, que se expressa na Tradição, na Sagrada Escritura e nas definições já promulgados pelo magistério eclesiástico (DZ. 3116).
“O poder do Papa está subordinado e limitado pelo fim para o qual seu poder lhe foi dado. Esse fim foi claramente definido pelo Papa Pio IX na ConstituiçãoPastor aeternus do Concílio Vaticano I (DZ. 3070). Seria um abuso de poder intolerável modificar a constituição da Igreja e pretender invocar o direito humano contra o direito divino, como na liberdade religiosa, como na hospitalidade eucarística autorizada pelo novo Direito, como na afirmação dos dois poderes supremos na Igreja.
“Está claro que nesses casos e em outros semelhantes é dever de todo clérigo e fiel católico resistir e recusar obediência. A obediência cega é um contrassenso e ninguém está isento de responsabilidade por ter obedecido aos homens mais que a Deus (DZ. 3116); e essa resistência deve ser pública se o mal é público e é um objeto de escândalo para as almas (Suma teológica, II-II, 33, 4).
“Esses são princípios elementares de moral, que regulam as relações dos sujeitos com todas as autoridades legítimas.
“Essa resistência encontra, ademais, uma confirmação no fato de que atualmente são castigados os que se aferram firmemente à Tradição e à fé católica, e que aqueles que professam doutrinas heterodoxas ou realizam verdadeiros sacrilégios não são inquietados de modo algum. Essa é a lógica do abuso de poder.”
- A missa nova:
“Em oposição aos ensinos do Concílio de Trento, em sua sessão XXII, em oposição à encíclica Mediator Dei de Pio XII, exagerou-se o lugar dos fiéis na participação na missa e se diminuiu o lugar do sacerdote, convertido em simples presidente. Exagerou-se o lugar da liturgia da palavra e se diminuiu o lugar do sacrifício propiciatório. Exaltou-se a refeição comunitária e se impôs a laicização, à custa do respeito e da fé na presença real pela transubstanciação.
“Suprimindo-se a língua sagrada, pluralizaram-se ao infinito os ritos, profanando-os com contribuições mundanas ou pagãs, e se difundiram falsas traduções à custa da verdadeira fé e da verdadeira piedade dos fiéis.
Em 1986, a propósito do encontro inter-religioso de Assis, que constituía um escândalo inaudito na Igreja católica e principalmente uma violação do primeiro de todos os mandamentos – “adorarás a um só Deus” –, durante o qual se viu o Vigário de Cristo convidar os representantes de todas as religiões a invocarem seus falsos deuses, Dom Lefebvre protestou veementemente. Dirá inclusive ter visto nesse acontecimento insuportável para todo coração católico um dos sinais que havia pedido ao Céu antes de poder proceder às consagrações episcopais.
Padre Schmidberger
Padre Schmidberger
Na Carta aos Amigos e Benfeitores nº 40, de 2 de fevereiro de 1991, o Padre Franz Schmidberger, segundo Superior geral da Fraternidade São Pio X, retomou o conjunto da questão e recordou a posição católica em um pequeno compêndio dos erros contemporâneos opostos à fé. E nós pedimos a alguns sacerdotes que resumissem numa espécie de vade-mécum o conjunto desses pontos em diversos escritos depois publicados, um dos quais é o notávelCatecismo católico da crise na Igreja do Padre Matthias Gaudron.
Atualmente, seguindo a mesma linha, não podemos fazer outra coisa senão repetir o que afirmaram Dom Lefebvre e depois dele o P. Schmidberger. Todos os erros que denunciaram, nós os denunciamos. Suplicamos ao Céu e às autoridades da Igreja, em particular ao novo Sumo Pontífice, o Papa Francisco, Vigário de Cristo, sucessor de Pedro, que não deixem que as almas se percam por não receber mais a sã doutrina, o depósito revelado, a fé, sem a qual ninguém pode salvar-se e agradar a Deus.
De que serve dedicar-se aos homens enquanto se oculta deles o essencial, o fim e o sentido de suas vidas, e a gravidade do pecado que os afasta daquilo? A caridade pelos pobres, pelos mais desfavorecidos, pelos relegados, pelos enfermos sempre foi uma verdadeira preocupação da Igreja, e não se deve prescindir disso; mas se isso se reduz à pura filantropia e ao antropocentrismo, então a Igreja já não cumpre sua missão, não conduz as almas a Deus, o que não pode ser feito realmente senão pelos meios sobrenaturais, a fé, a esperança, a caridade, a graça; e, portanto, denunciando todo o oposto: os erros contra a fé e contra a moral. Porque se os homens pecam pela falta dessa denúncia, condenam-se para toda a eternidade. A razão de ser da Igreja é salvá-los e fazê-los evitar a desgraça de sua eterna condenação.
Evidentemente, isso não será do agrado do mundo, que então se voltará contra a Igreja, frequentemente com violência, como nos mostra a história.
Estamos, pois, na Páscoa de 2013 e a situação da Igreja continua praticamente sem mudanças. As palavras de Dom Lefebvre têm um acento profético. Tudo se verificou e tudo continua para grande desgraça das almas que já não escutam de seus pastores a mensagem de salvação.
Sem deixar-nos esmagar, seja pela duração dessa terrível crise, seja pela quantidade de prelados e de bispos que prosseguem a autodestruição da Igreja, como o reconhecia Paulo VI, continuamos proclamando, na medida de nossos meios, que a Igreja não pode mudar seus dogmas nem sua moral. Porque não se tocam suas veneráveis instituições sem provocar um verdadeiro desastre. Se certas modificações acidentais que recaem sobre a forma exterior devem ser feitas – como se produz em todas as instituições humanas –, elas não podem ser feitas em nenhum caso em oposição aos princípios que guiaram a Igreja em todos os séculos precedentes.
S. José
A consagração a São José, decidida pelo Capítulo geral de julho de 2012, sucede justamente neste momento decisivo. Por que São José? Porque é o Patrono da Igreja católica. Ele continua tendo para com o Corpo místico o papel que Deus Pai lhe confiou com relação ao seu divino Filho. Sendo Cristo o chefe da Igreja, cabeça do Corpo místico, daí segue que aquele que tinha o cargo de proteger o Messias, o Filho de Deus feito homem, veja estender-se sua missão a todo o Corpo místico.
Assim como seu papel foi muito discreto e em grande parte oculto – mas ao mesmo tempo perfeitamente eficaz –, assim também esta função protetora – igualmente eficaz para a Igreja – se realiza hoje em dia com grande discrição. Só com o passar dos séculos é que se foi manifestado mais e mais clara a devoção a São José. Um dos maiores santos, um dos mais discretos. Seguindo a Pio IX, que o declarou Patrono de toda a Igreja, sobre os passos de Leão XIII, que confirmou esse papel e inaugurou a magnífica Oração a São José, Patrono da Igreja universal– que nós rezamos todos os dias na Fraternidade –, seguindo a São Pio X, que professava uma devoção especial por São José, cujo nome levava, queremos fazer nossas, neste momento dramático da história da Igreja, essa devoção e esse patrocínio.
Queridos amigos e benfeitores da Fraternidade São Pio X, eu os abençoo de todo o coração, expressando-lhes minha gratidão por suas orações e sua generosidade em favor da obra de restauração da Igreja iniciada por Dom Lefebvre. Mais ainda, peço a São José que lhes obtenha as graças divinas que suas famílias necessitam para permanecerem fiéis à Tradição católica.
+ Bernard Fellay