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Vídeo da Beata Alexandrina Maria da Costa em seus êxtases


Um excelente vídeo para meditação. O vídeo é uma série de gravações da Beata Alexandrina Maria da Costa que durante as horas da paixão sofria TODAS as dores de Nosso Senhor JESUS CRISTO mesmo sendo paraplégica! Os vídeos foram gravados para atestar que tudo era sobrenatural. Todos os psicólogos, psiquiatras e afins declararam que estes fenômenos eram além dos limites da natureza humana.


Que esta pequenina salesiana, leiga, que ficou assim (paraplégica) para defender a virgindade, possa interceder por nós no Céu, onde agora vive o que iniciou aqui na terra, a Suprema Adoração ao VERBO DE DEUS, prisioneiro em nossos sacrários.



A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA


A ELE A GLÓRIA PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS. AMÉM.

I. É Jesus Cristo a vítima oferecida na Santa Missa

O Concílio de Trento (Sess. 22) diz da Santa Missa: “Devemos reconhecer que nenhum outro ato pode ser praticado pelos fiéis que seja tão santo como a celebração deste imenso mistério”. O próprio Deus todo-poderoso não pode fazer que exista uma ação mais sublime e santa do que o santo sacrifício da Missa. Este sacrifício de nossos altares sobrepassa imensamente todos os sacrifícios do Antigo Testamento, pois não são mais bois e cordeiros que são sacrificados, mas é o próprio Filho de Deus que se oferece em sacrifício. “O judeu tinha o animal para o sacrifício, o cristão tem Cristo”, escreve o venerável Pedro de Clugny; “seu sacrifício é, pois, tanto mais precioso, quanto mais acima de todos os sacrifícios dos judeus está Jesus Cristo”. E acrescenta que, “para os servos (isto é, para os judeus, no Antigo Testamento), não convinham outros animais senão aqueles que eram destinados ao serviço do homem; para os amigos e filhos foi Jesus Cristo reservado como cordeiro que nos livra do pecado e da morte eterna” (Ep. cont. Petrobr.). Tem, portanto, razão São Lourenço Justiniano, dizendo que não há sacrifício maior, mais portentoso e mais agradável a Deus do que o santo sacrifício da Missa (cfr. Sermo de Euch.).

S. João Crisóstomo diz que durante a Santa Missa o altar está circundado de anjos que aí se reúnem para adorar a Jesus Cristo que, nesse sacrifício sublime, é oferecido ao Pai celeste (De sac., 1, 6). Que cristão poderá duvidar, escreve S. Gregório (Dial. 4, c. 58), que os céus se abram à voz do sacerdote, durante esse Santo Sacrifício, e que coros de anjos assistam a esse sublime mistério de Jesus Cristo. S. Agostinho chega até a dizer que os anjos se colocam ao lado do sacerdote para servi-lo como ajudantes.


II. Na Santa Missa é Jesus Cristo o oferente principal

O Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2) ensina-nos também que neste sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo é o próprio Salvador que oferece em primeiro lugar esse sacrifício, mas que o faz pelas mãos do sacerdote que escolheu para seu ministro e representante. Já antes dissera São Cipriano: “O sacerdote exerce realmente o ofício de Jesus Cristo” (Ep. 62). Por isso o sacerdote diz, na elevação: "Isto é o meu corpo; este é o cálice de meu sangue".

Belarmino (De Euch., 1. 6, c. 4) escreve que o santo sacrifício da missa é oferecido por Jesus Cristo, pela Igreja e pelo sacerdote; não, porém, do mesmo modo por todos: Jesus Cristo oferece como o sacerdote principal, ou como o oferente próprio, contudo, por intermédio de um homem, que é, no mesmo tempo sacerdote e ministro de Cristo; a Igreja não oferece como sacerdotisa, por meio de seu ministro, mas como povo, por intermédio do sacerdote; o sacerdote, finalmente, oferece como ministro de Jesus Cristo e como medianeiro ele todo o povo.

Jesus Cristo, contudo, é sempre o sacerdote principal na Santa Missa, onde ele se oferece continuamente e sob as espécies de pão e de vinho por intermédio dos sacerdotes, seus ministros, que representam a sua Pessoa quando celebram os santos mistérios. Por isso diz o quarto Concílio de Latrão (Cap. Firmatur, de sum. Trinit.) que Jesus Cristo é ao mesmo tempo o sacerdote e o sacrifício. De fato, convém à dignidade deste sacrifício que ele não seja oferecido, em primeiro lugar, por homens pecadores, mas por um sumo sacerdote que não esteja sujeito ao pecado, mas que seja santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e mais elevado que os céus (Heb 7, 26).


III. A Santa Missa é uma representação e renovação do sacrifício da cruz

Segundo São Tomás (Off. Ss. Sac., I. 4), o Salvador nos deixou o Santíssimo Sacramento para conservar viva entre nós a lembrança dos bens que nos adquiriu e do amor que nos testemunhou com sua morte. Por isso o mesmo Doutor chama a Sagrada Eucaristia “um manancial perene da paixão”.

Ao assistires, pois, à Santa Missa, alma cristã, pondera que a hóstia que o sacerdote oferece é o próprio Salvador que por ti sacrificou o seu sangue e a sua vida. Entretanto, a Santa Missa não é somente uma representação do sacrifício da cruz, mas também uma renovação do mesmo, porque em ambos é o mesmo sacerdote e a mesma vítima, a saber, o Filho de Deus Humanado. Só no modo de oferecer há uma diferença: o sacrifício da cruz foi oferecido com derramamento de sangue; o sacrifício da missa é incruento; na cruz, Jesus morreu realmente; aqui, morre só misticamente (Conc. Trid., Sess. 22, c. 2).

Imagina, durante a Santa Missa, que estás no monte Calvário, para ofereceres a Deus o sangue e a vida de seu adorável Filho, e, ao receberes a Santa Comunhão, imagina beberes seu precioso sangue das chagas do Salvador. Pondera também que em cada Missa se renova a obra da Redenção, de maneira que, se Jesus Cristo não tivesse morrido na cruz, o mundo receberia, com a celebração de uma só Missa, os mesmos benefícios que a morte do Salvador lhe trouxe. Cada Missa celebrada encerra em si todos os grandes bens que a morte na cruz nos trouxe, diz São Tomás (In Jo 6, lect. 6). Pelo sacrifício do altar nos é aplicado o sacrifício da cruz. A paixão de Jesus Cristo nos habilitou à Redenção; a Santa Missa nos faz entrar na posse dela e comunica-nos os merecimentos de Jesus Cristo.


IV. A Santa Missa é o maior presente de Deus

Na Santa Missa, o próprio Jesus Cristo dá-se a nós. É uma verdade de fé que o Verbo Encarnado se obrigou a obedecer ao sacerdote, quando este pronuncia as palavras da consagração e a vir às suas mãos sob as espécies do pão e do vinho. Fica-se estupefato por Deus ter obedecido outrora a Josué e mandado ao sol que parasse, quando ele disse: Sol, não te movas de Gabaon, e tu, ó lira, do vale de Ajalon (Jos 10, 12). Entretanto, muito mais admirável é que Deus mesmo desce ao altar ou a qualquer outro lugar a que o Padre o chama com umas poucas palavras, e isso tantas vezes quantas é chamado pelo sacerdote, mesmo que este seja seu inimigo. E, tendo vindo, se põe o Senhor à inteira disposição do sacerdote; este o leva, à vontade, de um lugar para o outro, coloca-o sobre o altar, fecha-o no tabernáculo, tira-o da igreja, toma-o na Santa Comunhão, e o dá em alimento a outros. São Boaventura diz que o Senhor, em cada Missa, faz ao mundo um benefício igual àquele que lhe fez outrora pela encarnação (cfr. De inst. Novit., p. 1, c. 11). Se Jesus Cristo não tivesse vindo ao mundo, o sacerdote, pronunciando as palavras da consagração, o introduziria nele. “Ó dignidade sublime a do sacerdote”, exclama por isso Santo Agostinho (Mol. lnstr. Sach., t. 1, c. 5), “em cujas mãos o Filho de Deus se reveste de carne, como no seio da Virgem Mãe”.

Numa palavra, a Santa Missa, conforme a predição do profeta (Zac 9, 17), é a coisa mais preciosa e bela que possui a Igreja. São Boaventura (De inst. Nov., 1. c.) diz que a Santa Missa nos põe diante dos olhos todo o amor que Deus nos dedicou e que é, de certo modo, um compêndio de todos os benefícios que ele nos fez.


OS QUATRO FINS DO 
SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

I. A Santa Missa é um sacrifício latrêutico

No Antigo Testamento os homens procuravam honrar a Deus por toda a espécie de sacrifícios, no Novo Testamento, porém, presta-se maior honra a Deus com um só sacrifício da Missa do que com todos os sacrifícios do Antigo Testamento, que eram só figuras e sombras da Sagrada Eucaristia. Pela Santa Missa se presta a Deus a honra que lhe é devida, porque, por meio dela, Ele recebe a mesma honra infinita que Jesus Cristo lhe prestara sacrificando-se na cruz. Uma só Missa presta a Deus maior honra que todas as orações e penitências dos santos, todos os trabalhos dos apóstolos, todos os sofrimentos dos mártires, todo o amor dos serafins e mesmo da Mãe de Deus, porque todas as honras dos homens são de natureza finita, enquanto a honra que Deus recebe pela Missa é infinita, pois lhe é prestada por uma pessoa divina, o seu Filho.

Devemos por isso reconhecer, com o santo Concílio de Trento, que a Santa Missa é a mais santa e divina de todas as obras (Sess. 22). Nosso Senhor morreu especialmente para esse fim, para poder criar sacerdotes do Novo Testamento. Não era necessário que o Salvador morresse para remir o mundo; uma só gota do seu sangue, uma lágrima, uma só oração teria bastado para operar a salvação de todos, porque, sendo essa oração de valor infinito, seria suficiente para remir não só um mundo, mas também mil mundos. Para criar, porém, um sacerdote devia Jesus Cristo morrer, pois, do contrário, donde se tiraria esse sacrifício que agora oferecem a Deus os sacerdotes do Novo Testamento, esse santo e imaculado sacrifício que, por si só, basta para dar a Deus a honra que lhe é devida? Ainda que se sacrificasse a vida de todos os anjos e santos, mesmo assim, esse sacrifício não prestaria a Deus essa honra infinita, que lhe dá uma única Santa Missa.


II. A Santa Missa é um sacrifício propiciatório

Pode-se deduzir já da instituição da Sagrada Eucaristia que a Santa Missa é verdadeiramente um sacrifício propiciatório, ou seja, que inclina Deus a nos perdoar a pena e a culpa dos pecados, que foi feita especialmente para a remissão dos pecados: Este é o meu, sangue, que será derramado por muitos, para remissão dos pecados, disse Jesus Cristo (Mt 26, 28). A Santa Missa perdoa até os maiores pecados, não imediatamente, mas só mediatamente, como afirmam os teólogos, isto é, Deus, em consideração ao sacrifício do altar, concede a graça que leva o homem a detestar seus pecados e a purificar-se deles no sacramento da Penitência. Quanto às penas temporais, que devem ser expiadas depois da destruição da culpa, são elas perdoadas por virtude da Santa Missa, ao menos parcialmente, quando não de todo. Numa palavra, a Santa Missa abre os tesouros da divina misericórdia em favor dos pecadores.

Desgraçados de nós se não houvesse esse grande sacrifício, que impede à justiça divina de nos enviar os castigos que merecemos por nossos pecados. É certo que todos os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam aplacar a ira de Deus contra os pecadores. Se se sacrificasse a vida de todos os homens e anjos, a justiça divina não seria satisfeita devidamente nem sequer por uma única falta que a criatura tivesse cometido contra seu Criador. Só Jesus Cristo podia satisfazer por nossos pecados: Ele é a propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 2, 2). Por isso o Padre Eterno enviou o seu Filho ao mundo, para que se fizesse homem mortal e, pelo sacrifício de sua vida, o reconciliasse com os pecadores. Esse sacrifício é renovado em cada Missa. Não há dúvida: o sangue inocente do Redentor clama muito mais fortemente por misericórdia em nosso favor, que o sangue de Abel por vingança contra Caim.

Este sacrifício pode ser oferecido também pelos defuntos. Por isso o sacerdote, na Santa Missa, pede ao Senhor que se recorde de seus servos que partiram para a outra vida e que lhes conceda, pelos merecimentos de Jesus Cristo, o lugar de repouso, da luz e da paz. Se o amor de Deus que possuem as almas ao saírem desta vida não basta para purificá-las, essa falta será reparada pelo fogo do Purgatório; muito melhor, porém, a repara o amor de Jesus Cristo por meio do sacrifício eucarístico, que traz às almas grande alívio e, muitas vezes, até a libertação completa dos seus sofrimentos. O Concílio de Trento declara que as almas que sofrem no Purgatório podem ser muito auxiliadas pela intercessão dos fiéis, mas em especial pelo santo sacrifício da Missa. E acrescenta (Sess. 22, c. 2) que isso é uma tradição apostólica. Santo Agostinho exorta-nos a oferecer o sacrifício cia Santa Missa por todos os defuntos, caso que não possa aproveitar às almas pelas quais pedimos.


III. A Santa Missa é um sacrifício eucarístico

É justo e razoável que agradeçamos a Deus pelos benefícios que nos fez em sua infinita bondade. Mas que digno agradecimento podemos dar-lhe nós, miseráveis? Se Deus nos tivesse dado uma única vez um sinal de sua afeição, estaríamos obrigados a um agradecimento infinito, porque esse sinal de amor seria o favor e dom de um Deus infinito. Mas eis que o Senhor nos deu esse meio de cumprir com nossa obrigação e de agradecer-lhe dignamente. E como? Tornando-nos possível oferecer-lhe na Santa Missa a Jesus Cristo. Dessa maneira dá-se a Deus o mais perfeito agradecimento e satisfação; pois, quando o sacerdote celebra a Santa Missa, dá-lhe um digno agradecimento por todas as graças, mesmo por aquelas que foram concedidas aos santos no céu; uma tal ação de graças, porém, não podem prestar a Deus todos os santos juntos, de maneira que também nesse respeito a dignidade sacerdotal sobrepuja todas as dignidades, não excetuadas as do céu.

Na Santa Missa, a vítima que é oferecida ao Eterno Pai é seu próprio Filho, em quem pôs toda a sua complacência. Por isso dirigia Davi suas vistas a este sacrifício, quando pensava num meio de agradecer a Nosso Senhor pelas graças recebidas: Que darei ao Senhor por tudo que ele me tem feito? pergunta ele, e responde: Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor (S1 115, 12). O próprio Jesus Cristo agradeceu a seu Pai celeste todos os benefícios que tinha feito aos homens, por meio deste sacrifício: E, tomando o cálice, deu graças e disse: Tomai-o e distribuí-o entre vós (Lc 22, 17).


IV. A Santa Missa é um sacrifício impetratório

Se já temos a segura promessa de alcançar tudo que pedimos a Deus em nome de Jesus Cristo (cfr. Jo 16, 23), muito maior deve ser a nossa confiança se oferecemos a Deus seu próprio Filho. Este Salvador que nos ama roga por nós sem cessar lá no céu (cfr. Rom 8, 31), mas, de modo todo especial, durante a Santa Missa, em que se sacrifica a seu Eterno Pai, pelas mãos do sacerdote, para nos alcançar suas graças. Se soubéssemos que todos os santos e a Santíssima Virgem estão rezando por nós, com que confiança não esperaríamos de Deus os maiores favores e graças. Está, porém, fora de dúvida que um só rogo de Jesus Cristo pode infinitamente mais que todas as suplicas dos santos.

No Antigo Testamento era permitido unicamente ao sumo sacerdote, e isso uma só vez no ano, entrar no santo dos santos; hoje, porém, todos os sacerdotes podem sacrificar todos os dias ao Eterno Pai o cordeiro divino, para alcançar de Deus graças para si e para todo o povo.

O sacerdote sobe ao altar para ser o intercessor de todos os pecadores. “Ele exerce o ofício de um medianeiro”, diz São Lourenço Justiniano (Sermo de Euchar.), “e por isso deve ser um intercessor para todos que pecam”. "Dessa maneira“, diz São João Crisóstomo, “está o Padre no altar, no meio, entre Deus e o homem; oferece a Deus as súplicas dos homens e alcança-lhes as graças de que precisam” (Hom. 5 in Jo.). Deus distribui as suas graças sempre que é rogado em nome de Jesus Cristo, mas as distribui com mais largueza durante a Santa Missa, atendendo às suplicas do sacerdote, diz São João Crisóstomo; pois essas súplicas são então acompanhadas e secundadas pela oração de Jesus Cristo, que é o sacerdote principal, visto que é ele mesmo que se oferece neste sacrifício para nos alcançar graças de seu Eterno Pai.

Segundo o Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2), é especialmente durante a Santa Missa que o Senhor está sentado naquele trono de graças ao qual devemos nos chegar, diz o Apóstolo, para alcançarmos misericórdia e encontrarmos graças no momento oportuno (Heb 4, 16). Até os anjos esperam o tempo da Santa Missa, diz São João Crisóstomo (Hom 13. De incomp. Dei nat.), para pedirem com mais resultado por nós, acrescentando que dificilmente se alcançará aquilo que não se consegue durante a Santa Missa.

A Santíssima Virgem, depondo uma vez o Menino Jesus nos braços de Santa Francisca Farnese, disse-lhe: “Eis aqui o meu Filho; aprende a torná-lo favorável a ti, oferecendo-o muitas vezes a Deus. Dize, por isso, a Deus, quando vires presente no altar o divino Cordeiro: Ó Pai Eterno, ofereço-vos hoje todas as virtudes, todos os atos e todos os afetos de vosso mui amado Filho. Recebei-os por mim, e por seus merecimentos, que ele mos deu e, por isso, são meus, dai-me as graças que Jesus Cristo pedir por ruim. Ofereço-vos esses merecimentos para vos agradecer por todas as misericórdias que tendes usado comigo e para satisfazer por meus pecados. Pelos merecimentos de Jesus Cristo espero alcançar de vós todas as graças, o perdão, a perseverança, o céu, mas especialmente o mais precioso de todos os dons, o vosso puro e santo amor”.

Fonte: LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã. Org: Pe. Saint-Omer
Tradução: Quadrante

Officium Divinum on line


Encontrei dois sítios que disponibilizam o Breviarium Romanum (Vetus Ordo) on line.

Bilingue Latim-inglês, aqui.

Apenas em Latim, aqui.

Ano Sacerdotal: expectativa de fiéis, religiosos e presbíteros


Milhares de fiéis começaram a rezar especialmente pelos seus pastores


Por Carmen Elena Villa 

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 22 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Renovação para os sacerdotes, união para toda a Igreja, que está orando especialmente pelos seus pastores: estes são alguns dos frutos que os católicos esperam deste Ano Sacerdotal, inaugurado por Bento XVI no dia 19 de junho.

Após as Vésperas de inauguração do Ano Sacerdotal, na Basílica de São Pedro, Zenit falou com alguns fiéis – religiosos, diáconos e sacerdotes – sobre suas expectativas e propósitos para este ano.

Futuros presbíteros

O Irmão Carlos Ranninger, legionário de Cristo, procedente da Espanha, será ordenado sacerdote no próximo mês de dezembro, junto com cerca de 50 colegas seus. Ele considera como um presente da providência receber este sacramento dentro do Ano Sacerdotal.

“Este ano será um reforço para a nossa vocação. O Papa nos oferece, no Santo Cura de Ars, um modelo que realmente deu toda a sua vida por sua paróquia, que amou intimamente Jesus Cristo. Isso é o que buscávamos nós, que seremos ordenados nesta geração”, disse o seminarista em diálogo com Zenit.

“Sabemos que muita gente vai estar rezando por nós, que muitos vão estar refletindo sobre o que é o sacerdócio e que papel podemos desempenhar hoje, e isso nos oferece uma responsabilidade e um dom para receber o sacramento da Ordem, porque sabemos que Deus está muito disposto a dar inúmeras graças aos que são sacerdotes e aos que querem apoiar o sacerdócio”, garantiu o futuro presbítero.

Religiosas que oram pelos sacerdotes

Este ano também será de especial importância para muitas comunidades religiosas, entre elas as Irmãs da Santa Cruz, congregação que tem como carisma a oração pela santificação dos sacerdotes.

Uma de suas integrantes assegurou que neste ano elas esperam “fazer mais pelos sacerdotes. Orar por eles, que precisam tanto da graça de Deus. E estar em comunhão com o convite que o Santo Padre nos faz”.

Para a Irmã Maria Letícia, da Comunidade do Verbo Encarnado, este ano será “uma renovação da vida sacerdotal em benefício de toda a Igreja. Iniciamos o Ano Sacerdotal como sempre devemos fazer: rezando pelos sacerdotes que necessitam do suporte de toda a comunidade eclesial”.

Redescobrir o chamado

Por sua parte,o Pe. Paul Marie, da comunidade da Obra de Jesus, Sumo Sacerdote, acredita que este tempo será muito positivo para ele e para todos os seus irmãos: “Acho que todos nós esperamos muitíssimo, especialmente neste tempo difícil, em que a mídia ataca nossa imagem, em que há sacerdotes desmotivados, que às vezes se sentem abandonados”.

“Mas quando nos encontramos diante do Santíssimo na festa do Sagrado Coração, também nos encontramos conosco mesmos, e assim se robustece e se fortalece a convicção de que o sacerdote tem a vocação mais bela possível.”

A oração dos leigos

Será um ano que dará imensos frutos também para os leigos que procuram receber em sua vida cristã e dentro de seu cotidiano o apoio espiritual dos sacerdotes.

Assim disse o argentino Juan Caballero, casado e com 4 filhos: “Recebi o sacramento do Matrimônio graças a um sacerdote. Meus filhos foram batizados por um sacerdote. Tudo que existe de mais belo na minha família, que é a união com o Eterno por meio dos sacramentos, eu devo aos sacerdotes”.

“Por meio desses ‘outros Cristos’, recebo a Eucaristia e a Reconciliação, que me dão forças para prosseguir em minhas tarefas, como pai e cabeça da família, como profissional. Então eu me perguntei: como vou deixar de participar da inauguração do Ano Sacerdotal? Como não intensificar neste ano minhas orações por aqueles ‘bons pastores’ que dão a vida por suas ovelhas?”, assegura Juan.

Eu vos exorto a vos oferecerdes em sacrifício vivo

São Pedro Crisólogo, bispo (Séc V)
Ap 5, 9bcd.10a
Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos (Rm 12, 1).

Paulo exorta, ou melhor, é Deus que por intermédio de Paulo nos exorta, pois deseja ser mais amado que temido. Deus exorta-nos, porque quer ser mais Pai do que o Senhor. Deus exorta-nos, pela sua misericórdia, para não ter de nos castigar com o seu rigor.

Ouve como o Senhor exorta: Vede, vede em mim o vosso corpo, os vossos membros, o vosso coração, os vossos ossos, o vosso sangue. E se temeis o que é de Deus, por que não amais o que também é vosso? Se fugis do Senhor, por que não recorreis ao Pai?

Talvez vos perturbe a enormidade de meus sofrimentos causados por vós. Não tenhais medo. Esta cruz não me feriu a mim, mas feriu a morte. Estes cravos não me provocam dor, mas cravam mais profundamente em mim o amor por vós. Estas chagas não me fazem soltar gemidos, mas vos introduzem ainda mais intimamente em meu coração. O meu corpo, ao ser estirado na cruz, não aumenta o meu sofrimento, mas dilata os espaços do coração para vos acolher. Meu sangue não é uma perda para mim, mas é o preço do vosso resgate.

Vinde, pois, convertei-vos e pelo menos assim experimentareis a bondade do Pai, que paga os males com o bem, as injúrias com amor, tão grandes chagas com tamanha caridade.

Ouçamos, porém, a insistência do Apóstolo: Eu vos exorto a vos oferecerdes em sacrifício vivo (Rm 12, 1) Pedindo deste modo, o Apóstolo ergueu todos os seres humanos à dignidade sacerdotal: a vos oferecerdes em sacrifício vivo.

Ó inaudito mistério do sacerdócio cristão, em que o ser humano é para si mesmo vítima e sacerdote! O ser humano não precisa ir buscar fora de si a vítima que deve oferecer a Deus; traz consigo e em si o que irá sacrificar a Deus. Permanecem intactos tanto a vítima como o sacerdote; a vítima é imolada, mas continua viva, e o sacerdote que oferece o sacrifício não pode matar a vítima.

Admirável sacrifício em que o corpo é oferecido sem imolação e o sangue sem derramamento! Pela misericórdia de Deus eu vos exorto a vos oferecerdes em sacrifício vivo. Irmãos, este sacrifício é imagem do sacrifício de Cristo que, para dar a vida ao mundo, imolou o seu corpo, permanecendo vivo; na verdade, ele fez de seu corpo um sacrifício vivo, porque tendo morrido, continua vivo. Num sacrifício como este, a morte teve a sua parte, mas a vítima permanece; a vítima vive, enquanto a morte é castigada. Por isso, os mártires nascem com a morte, no fim da vida é que começam a vivê-la; com a sua imolação revivem e brilham agora nos céus os que na terra eram tidos como mortos.

Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo. É o que também cantava o Profeta: Tu não quiseste nem vítima nem oferenda, mas formastes-me um corpo (cf. Sl 39, 7; Hb 10, 5).

Ó homem sê tu sacrifício e sacerdote de Deus; não percas aquilo que te foi dado pelo poder do Senhor. Reveste-te com a túnica da santidade, cinge-te com o cíngulo da castidade; seja Cristo o véu de proteção da tua cabeça: que a cruz permaneça em tua fronte como defesa. Grava em teu peito o sinal da divina ciência; eleva continuamente a tua oração como perfume de incenso; empunha a espada do Espírito; faze de teu coração um altar. E assim, com toda confiança, oferece teu corpo como vítima a Deus.

Deus não quer a morte, mas a fé; ele não tem sede do teu sangue, mas do teu sacrifício; não se aplaca com a morte violenta, mas com a vontade generosa.

Súplicas ardentes aos Santos Anjos

(rezemos pelos sacerdotes)
Capela do Mosteiro de Belém do Cônegos Regulares da Santa Cruz em Guaratinguetá-SP

*Reza-se o Sanctus 3 vezes no início e no final.

Deus Uno e Trino, Omnipotente e Eterno!
Antes de recorrermos aos Vossos servos, os Santos Anjos, prostramo-nos na Vossa presença e Vos adoramos: Pai, Filho e Espírito Santo.
-Bendito e louvado sejais por toda a eternidade!

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, que tudo quanto por Vós foi criado Vos adore, Vos ame e permaneça no Vosso serviço!

E Vós, Maria, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as súplicas que dirigimos aos Vossos servos, apresentai-as ao Altíssimo – Vós que sois medianeira de todas as graças e a omnipotência suplicante – a fim de obtermos graças, salvação e auxílio. Ámen.

Sacratíssimo Coração de Jesus, guardai e defendei a minha alma e as da minha família!
Sacratíssimo Coração de Jesus, guardai e defendei a minha alma e as da minha família!
Sacratíssimo Coração de Jesus, guardai e defendei a minha alma e as da minha família!

Poderosos Santos Anjos, que por Deus nos fostes concedidos para nossa protecção e auxílio, em Nome da Santíssima Trindade nós vos suplicamos:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em Nome do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pelo poderosíssimo Nome de Jesus;
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos por todas as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos por todos os martírios de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela Palavra Santa de Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pelo Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome do amor que Deus tem por nós, pobres:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome da fidelidade de Deus por nós, pobres:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome da misericórdia de Deus por nós, pobres:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome de Maria Rainha do Céu e da Terra:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome de Maria, vossa Rainha e Senhora:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela vossa própria bem-aventurança:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela vossa própria fidelidade
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela vossa luta na defesa do Reino de Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos:
Protegei-nos com o vosso escudo!

Nós vos suplicamos
-Iluminai-nos com a vossa luz!

Nós vos suplicamos:
-Salvai-nos sob o manto protector de Maria!

Nós vos suplicamos:
-Guardai-nos no coração de Maria!

Nós vos suplicamos:
-Confiai-nos às mãos de Maria!

Nós vos suplicamos:
-Mostrai-nos o caminho que conduz à porta da vida: o
Coração aberto de Nosso Senhor!

Nós vos suplicamos:
-Guiai-nos com segurança à casa do Pai Celestial:

Todos vós, nove coros dos espíritos bem-aventurados:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Anjos da vida:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Anjos do Verbo de Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Anjos do amor:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nossos companheiros especiais e enviados por Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Insistentemente vos suplicamos:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Porque o Sangue Preciosíssimo de Nosso Senhor e Rei clama que venhais em auxilio a nós, pobres:
-Insistentemente suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!

Porque o Coração de Nosso Senhor e Rei clama que venhais em auxilio a nós, pobres:
-Insistentemente suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!

Porque o Coração Imaculado de Maria, Virgem Puríssima e Vossa Rainha, clama que venhais em auxilio a nós, pobres;
-insistentemente suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!

São Miguel Arcanjo:
Vós, príncipe dos exércitos celestes, vencedor do dragão infernal, recebestes de Deus força e poder para aniquilar, pela humanidade, a soberba do príncipe das trevas.

Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de Deus a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no cumprimento contínuo da vontade de Deus e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria. Ao comparecermos perante o tribunal de Deus socorrei-nos para que não desfaleçamos!

São Gabriel Arcanjo:
Vós, anjo da encarnação, mensageiro fiel de Deus, abri os nossos ouvidos para que possam captar até as mais suaves sugestões e apelos de graça emanados do Coração amabilíssimo de Nosso Senhor. Nós vos pedimos que fiqueis sempre junto de nós para que, compreendendo bem a Palavra de Deus e Suas inspirações, saibamos obedecer-lhe, cumprindo docilmente aquilo que Deus quer de nós. Fazei que estejamos sempre disponíveis e vigilantes. Que o Senhor, quando vier, não nos encontre dormindo!

São Rafael Arcanjo:
Vós que sois lança e bálsamo do amor divino, feri o nosso coração e depositai nele um amor ardente a Deus. Que a ferida não se apague nele para que nos faça perseverar todos os dias no caminho da caridade e do amor. Que tudo vençamos pelo amor!

Anjos poderosos:
E nossos irmãos santos que servis diante do Trono de Deus, vinde em nosso auxílio!
Defendei-nos de nós próprios, da nossa covardia e tibieza, do nosso egoísmo e ambição, da nossa inveja e falta de confiança, da nossa avidez na busca da abundância, do bem-estar e da estima pública!

Desatai em nós as algemas do pecado e do apego às coisas terrenas. Tirai dos nossos olhos as vendas que nós mesmos lhes pusemos e que nos impedem de ver as necessidades do nosso próximo e a miséria do nosso ambiente porque nos fechamos numa mórbida complacência de nós mesmos!

Cravai no nosso coração o aguilhão da santa ansiedade por Deus para que não cessemos de procurá-lO com ardor, contrição e amor!

Contemplai em nós o Sangue do Senhor, derramado por nossa causa!

Contemplai em nós as lágrimas de Vossa Rainha, choradas por nossa causa!

Contemplai em nós a pobre, desbotada e arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que Deus, no princípio, por amor, imprimiu na nossa alma!

Auxiliai-nos na luta contra o poder das trevas que, disfarçadamente, nos envolve e aflige!

Auxiliai-nos para que nenhum de nós se perca, permitindo assim que um dia nos reunamos todos, jubilosamente, na eterna bem-aventurança! Ámen.

São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos:
-Ajudai-nos e rogai por nós!

São Rafael, assisti-os com vossos santos anjos
-Ajudai-nos e rogai por nós!

São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos:
-Ajudai-nos e rogai por nós.

Rezemos: ORAÇÃO PARA O ANO SACERDOTAL

ORAÇÃO PARA O ANO SACERDOTAL

Senhor JESUS,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó SENHOR JESUS que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.

Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.
Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó SENHOR JESUS, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
Eu Vos amo, meu DEUS, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.


Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.

Eu Vos amo, SENHOR, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.

Eu Vos amo, meu DEUS, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.

Eu Vos amo, meu DEUS infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.

Meu DEUS, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.

Meu DEUS, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.

Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.

Meu DEUS, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.

Meu DEUS, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.

Amém.

S. João Maria Vianney

Bento XVI pede que padres sejam exemplo de verdadeira devoção à Eucaristia

Requer “veneração” e “respeito” pela liturgia; oração não deve ser “superficial e apressada”ROMA, quinta-feira, 11 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Às vésperas do início do Ano Sacerdotal (19 de junho), Bento XVI pediu que os sacerdotes sejam para os fiéis exemplo de uma “verdadeira devoção à Eucaristia”, cultivando pelo Corpo e Sangue do Senhor o amor “livre e puro que nos faz dignos ministros de Cristo”.

No início da noite de hoje (19h do horário de Roma), o Papa presidiu à Missa de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão. Após a celebração, o pontífice liderou a procissão até a Basílica de Santa Maria Maior e concedeu a bênção eucarística.
Em sua homilia, já com indicações do que espera para o Ano Sacerdotal, o Papa fez um apelo especial aos sacerdotes.

“Só a partir da união com Jesus pode-se ter aquela fecundidade espiritual que é fonte de esperança em seu ministério pastoral”, disse.
Bento XVI citou palavras de São Leão Magno, para fazer compreender que a participação no Corpo e Sangue de Cristo deve ter como objetivo fundamental “nos transformar naquilo que recebemos".

“Ser Eucaristia! Seja este o nosso desejo e esforço constante, para que a oferta do Corpo e Sangue do Senhor que fazemos sobre o altar esteja acompanhada do sacrifício das nossas vidas”, assinalou.

O Papa pediu que, “todos os dias”, os padres cultivem pelo Corpo e Sangue do Senhor “aquele amor livre e puro que nos faz dignos ministros de Cristo e testemunhas da sua alegria”.
Segundo o pontífice, o que os fiéis esperam de um padre é “o exemplo de que é uma verdadeira devoção à Eucaristia; o amor que se vê ao passar longos momentos de silêncio e de adoração diante de Jesus”.

Bento XVI apontou o risco de se ter a fé como um dado já adquirido, principalmente em tempos em que se observa o risco de uma secularização intrínseca na Igreja.
Esta secularização interna pode-se “traduzir em um culto eucarístico formal e vazio, em celebrações destituídas daquela participação do coração que se exprime na veneração e no respeito pela liturgia”.

“É sempre forte a tentação de reduzir a oração a momentos superficiais e apressados, deixando-se submergir pelas atividades e preocupações terrenas”, disse o Papa.
‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’ –expressão do Pai Nosso–, segundo Bento XVI, remete-se também “ao pão da vida eterna que é dado na Santa Missa, a fim de que desde agora o mundo futuro comece em nós”.

“Com a Eucaristia, portanto, o céu vem sobre a terra, o advir de Deus ergue-se no presente, e o tempo é abraçado pela eternidade divina”, disse.

O Papa não escondeu sua alegria ao poder acompanhar Cristo Sacramentado pela Via Merulana, que leva da Basílica de São João de Latrão à Basílica de Santa Maria Maior.

O Papa acompanhava a Eucaristia ajoelhado em um genuflexório, em cima de uma caminhonete branca coberta com um toldo, quando caía a noite sobre a Cidade Eterna.

Os fiéis, com velas nas mãos, faziam do seu silêncio uma profissão de fé.

Vocação sacerdotal



Por Pe. Sérgio Cavalcante Muniz
Quando se fala de vocação, normalmente o que vem à mente é a aptidão, o “jeito”, para alguma atividade profissional ou algo assim. Mas pouco valor se dá ao sentido próprio e original da palavra. Com efeito, “vocação” vem do Latim vocare, ou seja, “chamar”. Portanto, falar de vocação supõe alguém que chame e alguém que seja chamado. 

Todos fomos chamados do nada à existência; fomos chamados a ser membros do corpo de Cristo, a Igreja, através do Batismo; somos chamados a viver de acordo com essa identidade e a entrar, enfim, no Reino dos Céus. Mas entre o Batismo e a plena entrada no Reino, somos todos chamados a desempenhar alguma missão. Essa missão será uma maneira específica de viver o Batismo recebido um dia, levando à plenitude suas conseqüências. Para essa missão também há um chamado divino. 

Dentre todas as missões para as quais Deus pode chamar uma criatura, nenhuma certamente se comparará em grandeza e sublimidade à missão do sacerdote: continuar, no meio do povo santo de Deus, a presença e a ação do Cristo, único Sacerdote da Nova Aliança (conforme a Epístola aos Hebreus). Os Apóstolos receberam de Cristo o chamado e o poder para serem ramificações vivas d’Ele mesmo, sacerdotes no único Sacerdote. E transmitiram aos bispos, seus sucessores, pela imposição das mãos e consagração, esse mesmo poder provindo de Jesus quando lhes ordenou na última Ceia: “fazei isso em memória de mim”. 

Tal poder – de ser prolongamento do Bom Pastor no meio do seu rebanho, anunciando a salvação, consagrando a Eucaristia, perdoando os pecados – continua vivo na Igreja, tendo sido transmitido do mesmo modo de geração em geração, sem qualquer interrupção. Mas o seu recebimento não segue, em primeiro lugar, a uma escolha ou decisão do homem, mas de Deus, e, portanto, a uma resposta do homem a Deus que o escolheu. O Evangelho nos apresenta um caso muito interessante para ilustrar a vocação como chamado divino antes que como escolha individual. Trata-se do caso de um homem que, liberto por Jesus de uma grave possessão, manifestou-lhe sua gratidão pedindo para segui-Lo. Jesus não aceitou o pedido; ao invés, deu-lhe uma outra missão: a de voltar para junto dos seus, a fim de testemunhar-lhes as maravilhas que Deus realizara em seu favor (cf. Mc 5, 1-20) Assim, haverá muitos que desejem aceder ao sacerdócio por vontade própria, sem que essa vontade corresponda a um chamado divino. Nesses casos, não se pode falar de “vocação”, porque não há chamado.

Mas os Evangelhos narram também o caso doloroso de um jovem que, chamado por Jesus, negou-se a segui-Lo para não ter que deixar os seus muitos bens. O evangelista S. Marcos, em particular, nos dá um belíssimo flash da cena do chamado que o Mestre lhe dirige, convidando-nos a imaginar seu olhar, sua voz: “Fitando-o, Jesus o amou e disse: ‘Uma só coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me’ ” (Mc 10, 21). E como o jovem voltasse atrás sem corresponder ao chamado para o qual ele tinha vindo a esse mundo, o trecho se conclui de modo reticente e sombrio: “Ele, porém, muito triste com essa palavra, saiu pesaroso, pois possuía muitos bens” (Mc 10, 22) O Senhor sempre pedirá alguma renúncia àquele que Ele quer preencher com tão grande dom. Temer responder-lhe positivamente, temer a renúncia é afastar-se da própria realização, da própria felicidade; é condenar-se a permanecer triste para sempre... 

É imperioso que cada ser humano, e particularmente cada membro da Igreja de Cristo, se interrogue a respeito de sua missão. Essa obrigação paira sobretudo sobre aqueles que ainda não têm definitivamente definido seu estado de vida. Um jovem não deveria excluir a priori a possibilidade de ser chamado por Deus ao sacerdócio; pelo contrário, se houvesse em sua alma algum elemento que fizesse suspeitar de um chamado divino, ele deveria empregar todos os meios à sua disposição (a começar pela oração e aconselhamento vocacional) para chegar à resposta. Não há razão para temer o convite do Senhor, pois Ele o ama mais que você mesmo é capaz de se amar, e só pode querer o melhor para os que Ele ama assim. Aliás, ser escolhido para uma tal missão é ser escolhido para uma amizade mais íntima e privilegiada com Jesus; é uma altíssima distinção de amor, um sinal de predileção. 

Permitam, a esta altura, que eu lhes dê um argumento diferente em favor de uma resposta positiva ao chamado do Senhor. Uma resposta que, espero, seja capaz de ajudar aos que eventualmente estiverem a sentir o chamado suave e insistente de Jesus em seus corações. Se quiserem o testemunho de um sacerdote eu lhes dou: como padre, sou feliz. E não vejo nada neste mundo que pudesse fazer-me mais realizado. Melhor que assim, só na eternidade onde espero receber, mais por misericórdia divina que por mérito, a coroa, a recompensa desta felicíssima missão. Agradeço ao Senhor por não me ter permitido errar o caminho; agradeço por me ter ajudado a dizer “sim” à razão pela qual e para a qual Ele me criou e me redimiu. Gostaria, do fundo do coração, que muitos pudessem conhecer esta alegria. Esperemos confiantes e rezemos insistentemente pelas vocações sacerdotais – como Jesus mandou!