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Encontro de padres que celebram o Rito Romano Extraordinário

De 15 a 18 de novembro, foi realizado no Centro de estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro, um encontro com padres que celebram segundo a forma extraordinária do Rito Romano. O Bispo Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, Dom Fernando Arêas Rifan, explicou para a WebTv Redentor algumas questões desta forma de celebração.


Parabéns aos senhores bispos pela coragem de caminhar com o Papa Bento XVI!

Parabéns à Arquidiocese do Rio de Janeiro e ao Arcebispo Dom Orani Tempesta, que não somente apoiou o evento como nos socorreu na organização da Peregrinação ao Santuário do CRSITO REDENTOR!

CVM PETRO ET SVB PETRO!

Santa Missa Pontifical Solene durante o II Encontro Sacerdotal Summorum Pontificum - Brasil

Santa Missa Pontifical Solene durante o II Encontro Sacerdotal Summorum Pontificum - Brasil


Quinta-feira - 17 de Novembro de 2011
Horário:18h00

Celebrante: S. Exc. Revma. Dom Fernando Arêas Rifan, Administrador Apostólico da Administração Apostólica São João Maria Vianney.


Assistência Pontifical: S. Exc. Revma. Dom Orani João Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro e S. Exc. Revma. Dom Fernando Guimarães, Bispo Diocesano de Garanhuns-PE e membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica.

Local:Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé
Endereço: Rua Primeiro de Março, Centro, Rio de Janeiro, RJ

Desde já todos convidados,

D. Fernando Guimarães celebra na Forma Extraordinária em Fortaleza


 Via "Salvem a Liturgia!":
Estando em Fortaleza em função de uma visita apostólica à igreja grego-católica melquita, Dom Fernando Guimarães, membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica e grande incentivador da aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, celebrou Santa Missa Prelatícia cantada na Forma Extraordinária do Rito Romano, domingo, 10 de outubro, às 10h30, na Paróquia de São João do Tauape, em Fortaleza - Brasil.

Fotos abaixo:


O Pe. Almir, FSSP, amigo do Salvem a Liturgia, e membro da Comissão Ecclesia, já tinha nos alertado para alguns detalhes acerca da Missa Prelatícia em seu comentário em um post sobre uma Missa celebrada em Bolonha.

A Eucaristia na Vida do Sacerdote – Carta Pastoral de Dom Fernando Guimarães, bispo de Garanhuns (PE).


Dom Fernando Guimarães, bispo da Diocese de Garanhuns (PE), dirigiu na última Quinta-feira Santa a seus sacerdotes e seminaristas uma carta pastoral intitulada “A Eucaristia na Vida do Sacerdote”. Dom Fernando nasceu em 1946 em Recife e fez sua profissão perpétua na Congregação Redentorista em 1969. Doutor em teologia moral pelo Afonsianum de Roma e licenciado em direito canônico pela Universidade de Navarra, trabalhou desde 1994 em Roma como “capo ufficio” da Congregação para o Clero, até ser nomeado Bispo de Garanhuns no ano passado pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI.

Em sua carta, Dom Fernando procura ‹‹ traçar um breve panorama do sentido teológico do Sacerdócio católico e da relação necessária que ele tem com a Eucaristia ››, indicando ‹‹ alguns pontos concretos que podem ajudar a traduzir o pensamento teológico na vida sacerdotal de todos os dias”, concluindo com “uma rápida reflexão sobre a sacralidade da liturgia e do nosso Sacerdócio, indicações importantes, em um mundo secularizado, para a renovação da nossa espiritualidade sacerdotal ›› . Apresentamos seus principais excertos:

O poder do sacerdote sobre o Corpo de Cristo.

‹‹ Através da ordenação sacerdotal, o Padre é ligado à Eucaristia de uma maneira toda especial e excepcional. Podemos dizer que os Sacerdotes existem pela e para a Eucaristia: de certo modo, nós somos responsáveis pela Eucaristia. É interessante relembrar aqui como Santo Tomás de Aquino, nas suas reflexões sobre o sacramento da Ordem, considera-o sempre em uma perspectiva eucarística: é o poder espiritual que diz respeito à Eucaristia e seu caráter sacramental consiste exatamente no poder sobre o corpo de Cristo ›› .

Prossegue o senhor bispo: ‹‹ Uma segunda consequência nos vem desta reflexão, a propósito da relação entre Padres e fiéis. Trata-se da questão sempre atual da relação entre o Sacerdócio ministerial e aquele que o Concílio Vaticano II chama de “sacerdócio comum dos fiéis” (…). A graça sacramental específica da Ordem configura ontologicamente a pessoa do ministro ao Cristo Sacerdote, Mestre e Pastor, “para servir de instrumento de Cristo à sua Igreja. Pela ordenação, a pessoa se habilita a agir como representante de Cristo, Cabeça da Igreja, em sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei”. Trata-se de um caráter espiritual indelével, que acompanhará por toda a eternidade a pessoa do ordenado, e o que habilita a agir “in persona Christi Capitis”, para a realização das três funções de ensinar, santificar e de governar a Igreja de Cristo. A santificação do padre torna-se assim uma exigência lógica do seu caráter sacramental e do seu ministério, como ela é uma consequência necessária do seu batismo ›› .

A juventude do altar do Senhor.

‹‹ O culto eucarístico do Sacerdote, seja na celebração da Santa Missa, seja na maneira como ele demonstra seu amor e cuidado pelo Augusto Sacramento, torna-se dessa forma um elemento importante de evangelização e de formação dos fiéis. Se é verdade que o padre exerce a sua missão principal e se manifesta em toda a sua plenitude quando celebra a Eucaristia, tal manifestação é humanamente completa quanto ele deixa transparecer a profundidade e a sacralidade deste Mistério, para que somente o Mistério Eucarístico resplandeça, através do seu ministério, nos corações e nas consciências dos fiéis. (…) [O] Servo de Deus o Papa Pio XII, que afirmava durante o Ano Santo de 1950: “É impossível que o ministério sacerdotal atinja plenamente o seu fim, o de responder às necessidades de nosso tempo de uma maneira adequada, se os Padres não resplandecerem no meio do povo através do exemplo de uma santidade eminente”. Este é o desafio de nosso tempo, para os Padres e para a Igreja inteira. Em meio às profundas mudanças de nosso tempo, após um período doloroso de hesitações e de crise pessoal e institucional, o Padre católico é chamado a redescobrir, na juventude do altar do Senhor (cf. Sl. 43, 4 vulg.), a identidade profunda da sua vocação. A Igreja não pode deixar de se preocupar – para usar uma feliz e bela expressão do Papa São Pio X – em “formar o Cristo naqueles que são destinados a formar o Cristo nos outros” ›› .

A recuperação da espiritualidade sacerdotal para renovação da Igreja.

‹‹ É necessário superar a tendência que, ainda hoje, leva muitas vezes a considerar aquilo que o Padre faz, em detrimento daquilo que ele é; é o ser que precede, justifica e fecunda o seu agir. Neste sentido, a recuperação de uma autêntica espiritualidade sacerdotal é uma das tarefas mais urgentes para a verdadeira renovação da Igreja. Como não lembrar aqui a palavra ardente e sempre atual de São Gregório Magno: “É necessário que o pastor seja puro de pensamento, exemplar na ação, discreto no seu silêncio, útil pela sua palavra; que ele seja próximo de todos por sua compaixão e que ele seja, mais do que todos, dedicado à contemplação; que ele seja o humilde aliado de quem faz o bem, mas, pelo seu zelo pela justiça, que ele seja inflexível contra os vícios dos pecadores; que ele não relaxe nunca o cuidado de sua vida interior em suas ocupações exteriores, nem negligencie o cuidado das necessidades exteriores pela solicitude do bem interior ›› .

O esfriamento espiritual causa da infidelidade ao dom recebido.

‹‹ Trabalhando por muitos anos em Roma, a estudar os dolorosos casos de abandono do ministério, pude observar como um dos primeiros sinais da crise destes irmãos nossos não é, em geral, o problema afetivo, mas o esfriamento e o enfraquecimento na vida espiritual, na oração, como também o abandono da celebração diária da Santa Missa. A certeza da fé debilita-se, as opiniões contrárias à fé da Igreja ou carregadas de ideologias se insinuam, e acaba-se por perder o sentido profundo do próprio Sacerdócio, criando-se um vazio no coração do Padre. É somente então, na imensa maioria dos casos, que sobrevém a necessidade humana de preencher este vazio existencial com um laço humano. Estamos já na última fase de um processo que levará definitivamente à infidelidade ao dom recebido ›› .

A sacralidade do Sacríficio da Missa foi instituída por Cristo.

‹‹ Com efeito, é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, que, representado pelo Sacerdote, entra no santuário para oferecer-se ao Pai e que anuncia o seu Evangelho. É Cristo aquele que oferece e é também Ele mesmo a oferta, o consagrante e o consagrado. A Eucaristia é ação santa por excelência, porque é ela que constitui as Sagradas Espécies, as “coisas santas dadas aos santos”, como recitam algumas fórmulas litúrgicas do Oriente. É importante repetir com força que a “sacralidade” da Missa não é algo acrescentado pelos homens à ação de Cristo no Cenáculo, liturgia primária e constitutiva, com a qual o Senhor celebrou sacramentalmente, Ele mesmo como Sacerdote, o mistério da sua Paixão, Morte na cruz e Ressurreição, o seu Sacrifício redentor. A “sacralidade” da Missa é uma realidade instituída por Cristo. (…) O Sacerdote do Novo Testamento oferece o Santo Sacrifício “in persona Christi”, o que quer dizer muito mais do que “em nome de”, ou “fazendo as vezes de”. “In persona” significa uma identificação específica, sacramental, com o Sumo e Eterno Sacerdote, que é o autor e sujeito principal do próprio Sacrifício, no qual Ele não pode ser substituído por ninguém. Ele, e somente Ele, o Cristo, poderia e pode ser realmente “propitiatio pro peccatis nostris … sed etiam totius mundi”. Somente o Sacrifício de Cristo, e de ninguém mais, poderia possuir força propiciadora junto ao Pai, junto à sua transcendente santidade ›› .

Não “fazer da celebração um palco para aparecermos”.

‹‹ Recordemo-nos, queridos Padres, que nenhum de nós é “dono” da Liturgia e, portanto, livres de adaptá-la a nossos gostos e fantasias. Lembremo-nos de que nenhum de nós deve aparecer como centro de atenção ou, o que é lamentável, fazer da celebração um palco para aparecermos. Somo “servos” dela, porque inseridos ontologicamente, por força do Sacramento recebido na nossa ordenação, no próprio mistério do Cristo, Sacerdote e Oferta. Evitemos, portanto, com zelo e amoroso cuidado, qualquer instrumentalização, qualquer particularismo, na celebração litúrgica. Celebremos com amor e devoção como a Igreja nos pede, seguindo fielmente o que ela estabeleceu, não por um mero ritualismo, mas porque imbuídos desta verdade: é Cristo que celebra em minha pessoa. A Igreja tem o dever de garantir e de assegurar o “sacrum” da Eucaristia. Esta missão torna-se ainda mais urgente, quando se vive em uma cultura desacralizada, para não dizer neo-pagã. É de se desejar que a tomada de consciência dos problemas e dos muitos abusos litúrgicos que devem hoje ser enfrentados, possa encontrar modalidades concretas de realização, de maneira a garantir, além de uma correta celebração da Eucaristia, também uma nova vitalidade da fé católica acerca do Augusto Sacramento ›› .


Fonte: http://fratresinunum.com/2009/05/14/a-eucaristia-na-vida-do-sacerdote-carta-pastoral-de-dom-fernando-guimaraes/