History Channel menciona o nosso evento sobre História Medieval

Organizar eventos católicos é sempre muito difícil por várias razões: sempre são eventos gratuitos, não conseguimos apoio financeiro, sempre há dificuldades de divulgação e tantas outras coisas conhecidas de todos nós. 




E enquanto os líderes católicos da PUC praticam a mansidão e a conivência, os marxistas culturais encenam a decapitação do Papa

Por Luciano Ayan



Como eu tenho dito anteriormente, a mistura de mansidão e conivência dos líderes católicos da PUC leva a isso. Em termos estratégicos, os marxistas culturais avanção até onde o outro lado lhes dizer, de forma sub-comunicada: “Olha, até este limite, tudo bem!”
Se católicos fizessem o mesmo em relação ao Luiz Mott ou ao Richard Dawkins, sabe quantos processos os esquerdistas lançariam? No mínimo, uma dúzia.
E do lado católico, quantos processos surgirão em direção aos marxistas culturais por incitação ao ódio e apologia ao crime? Nenhum.
Entretanto, tendem a se irritar com as imagens acima. Ora, se nenhuma ação é tomada, a irritação é por qual motivo?
Ou começam a agir, lançando processos em cima de um oponente que comete crimes de ódio em sequência, ou então que aprendam a se conformar.

Militantes da Gaystapo querem ofender o Santo Padre na JMJ de 2013


A cristianofobia avança em sua agenda nas terras tupiniquins. E, segundo o evento do Facebook, criado pelos militantes homossexuais da gaystapo João Pedro Accioly TeixeiraJoubert Assumpção e Letícia Gonçalves, acontecerá uma manifestação homossexual para ofender o Santo Padre o Papa Bento XVI e a Fé Católica.

Convido a todos os leitores a não apenas rezarem, mas a defender a Fé Católica de qualquer repúdio e desrespeito que nos assegura não somente a Lei Natural, mas a própria lei positiva de nossa pátria amada, a Terra de Santa Cruz!

Deixo para vocês um excelente comentário do Olavo de Carvalho sobre a perigosa gaystapo:



Defendamos a nossa Fé, defendamos o Papa!

Ricardo Felício afirma que o aquecimento global é uma mentira

TV Globo - O professor de climatologia na USP Ricardo Augusto Felício fez doutorado sobre a Antártida e afirma com todas as letras: “o aquecimento global é uma mentira”. Segundo ele, não existem provas científicas desse fenômeno.


Ricardo Augusto Felício comentou que o nível do mar não está aumentando e que o gelo derrete sim, mas depois volta a congelar, porque esse é o seu ciclo. O professor lembrou ainda que o El Niño, um fenômeno natural, faz esse nível variar cerca de meio metro.


“O nível do mar continua no mesmo lugar. Primeiro se fosse derreter alguma coisa, teria que ser a Antártida, mas para derretê-la você tem que ter na Terra uma temperatura uns vinte ou trinta graus mais elevados”, explicou o professor.

Ricardo também afirmou que o efeito estufa é uma física impossível e que a camada de ozônio é uma coisa que não existe. O professor ainda respondeu perguntas da plateia como se a Amazônia é o pulmão do mundo e se a garoa característica de São Paulo está diminuindo.



Leia também o artigo de Reinaldo de Azevedo AQUI e este excelente comentário de Luís Maurício Tavares:

Como diz o próprio Ricardo Felício: se algo não está provado cientificamente, quem afirma algo é quem tem que provar. Estes cientistas comprados falam sobre aquecimento global, mas não provam. O fato é esse: a terra tem ciclos de temperaturas mais baixas e ciclos de temperaturas mais altas. E basta observar a geografia… países que têm temperaturas mais baixas não são tão bem alcançados pelo sol, como os mais quentes…. 99,99 % do calor ou frio na superfície é exclusivamente devido ao sol… E mais: Ja houve, por exemplo, eras de maior presença de CO 2 na superfície da terra… e mais: estamos próximos de um esfriamento maior. Embora, evidentemente o homem tem a possibilidade de modificar fatores ambientais, isso devido á interesses e por possuir tecnologia para isso, como provocar terremotos, etc…pelo que se pode observar, há muita complexidade no tema…é necessário estudar o assunto e fazer as devidas observações… Antes se retirava o apêndice devido á dor. Hoje sabe-se que é um órgão ligado á defesas do organismo contra infecção abdominal. Pesquisem sobre o “planeta gelado” e verão a razão desse gelo: por orbitar tão longe do Sol, Netuno recebe muito pouco calor….. não subestimem o sol. A luz que vem dele, por exemplo, é a responsável pela velocidade dos ventos.

O encanto da Idade Média

LAVS DEO!


Estimados leitores e amigos,

Acabo de chegar em casa e quero agradecer muitíssimo o esforço, apoio, paciência e dedicação do Sidney SilveiraRicardo da Costa,Márcio PachecoRodolpho LoretoMário Dias de Oliveira, Vanessa Pacheco e todos os que foram para a palestra "O mito da Idade Média". É sempre muito bom rever os amigos, aprender bastante e tomar um bom vinho, que o Sidney escolheu para seu irmão!


Sempre sem recursos financeiros, contando com a simplicidade e colaboração dos palestrantes, dia-a-dia vamos realizando o ardoroso trabalho de formiguinha de formar as almas na esplendor da verdade!

Obrigado a todos! E nós do Instituto Vera Fides agradecemos de coração o apoio de vocês todos!

Santo e feliz Natal para todos! Em breve colocaremos a palestra para todos!

In CHRISTO,
Allan dos Santos.


O enigmático silêncio do Vaticano II sobre o Comunismo (II)

“Silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico”
O texto da Gaudium et Spes foi aprovado sem uma condenação ao comunismo e, em violação aberta ao regulamento do Concílio, sem que a emenda dos 435 padres conciliares fosse submetida à votação.
Esses fatos, tornados gradualmente públicos e fartamente historiados e analisados no livro do Prof. Roberto de Mattei, dão nova atualidade à reação lúcida de Plinio Corrêa de Oliveira que, numa atualização em 1976 de sua obra-mestra Revolução e Contra-Revolução, escreveu:
"Dentro da perspectiva de Revolução e Contra-Revolução, o êxito dos êxitos alcançado pelo comunismo pós-staliniano sorridente foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo.
"Este Concílio se quis pastoral e não dogmático. Alcance dogmático ele realmente não o teve. Além disto, sua omissão sobre o comunismo pode fazê-lo passar para a História como o Concílio a-pastoral [...].
"Atuaram como verdadeiros Pastores aqueles que, no Concílio Vaticano II, quiseram espantar os adversários minores, e impuseram livre curso — pelo silêncio — a favor do adversário maior?
"Com táticas aggiornate — das quais, aliás, o mínimo que se pode dizer é que são contestáveis no plano teórico e se vêm mostrando ruinosas na prática — o Concílio Vaticano II tentou afugentar, digamos, abelhas, vespas e aves de rapina. Seu silêncio sobre o comunismo deixou aos lobos toda a liberdade. A obra desse Concílio não pode estar inscrita, enquanto efetivamente pastoral, nem na História, nem no Livro da Vida.
"É penoso dizê-lo. Mas a evidência dos fatos aponta, neste sentido, o Concílio Vaticano II como uma das maiores calamidades, se não a maior, da História da Igreja”.
O Concílio Vaticano II – Uma história nunca escrita
O Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) procurou adaptar a Igreja Católica ao homem moderno. Porém, em lugar de uma nova primavera da fé, o que se lhe seguiu foi um misterioso processo de “autodemolição” da Igreja, acompanhado da apostasia silenciosa de milhões de fiéis.
Por ocasião do 50° aniversário de sua inauguração, abriu-se um vivo debate nos meios católicos sobre o papel do Vaticano II nessa crise e sobre a interpretação a ser dada aos seus documentos: estão eles na continuidade ou em ruptura com os ensinamentos perenes da Igreja?
Para esse debate, o Prof. Roberto de Mattei oferece o contributo do historiador. Baseado em documentos de arquivos, diários, correspondências e testemunhos daqueles que foram os seus principais protagonistas, ele faz uma rigorosa reconstrução dos antecedentes do Concílio, de suas raízes e consequências.
Merecido destaque é dado no livro ao papel desempenhado por bispos brasileiros como articuladores da ofensiva progressista e da reação conservadora.
Os relatos contidos nas 544 páginas de que se compõe esta apaixonante história nunca escritaforam objeto em 2011 do Acqui Storia— o mais prestigioso prêmio italiano para livros históricos.
Autor de mais de 20 livros, o Prof. Roberto de Mattei é titular da cátedra de História Moderna na Faculdade de Letras da Universidade de Cassino (Itália), presidente da Fundação Lepanto e dirige as revistas Radici Cristiane eNova Historica.
Petrus Editora Ltda.
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Uma vanguarda tradicionalista.


Está na moda ser tradicionalista na Igreja Católica
20121215_IRP001_0Por The Economist | Tradução: Fratres in Unum.com – Desde o Concílio Vaticano II, em 1962, a Igreja Católica Romana se esforçou em se adaptar ao mundo moderno. Mas no Ocidente – onde muitos esperavam que uma mensagem contemporânea caísse melhor – os fiéis abandonaram a Igreja em massa. A assistência das missas dominicais na Inglaterra e País de Gales caiu para a metade dos 1,8 milhões registrados em 1960; a idade média dos paroquianos subiu dos 37, em 1980, para os 52 anos atualmente. Nos Estados Unidos, a assistência caiu mais de um terço desde 1960. Menos de 5% dos católicos franceses assistem à missa regularmente, e na Itália são apenas 15%. Contudo, enquanto a corrente principal agoniza, os tradicionalistas crescem.
Pegue a Missa em Latim, trocada pelo Vaticano em 1962 por liturgias em línguas vernáculas. Em sua forma mais tradicional, o padre consagra o pão e o vinho com sussurros de costas para o povo: anátema para aqueles que pensam que a abertura é o espírito da época. Mas o Padre John Zuhlsdorf, um padre blogueiro americano, afirma que ela desafia os fiéis, ao contrário do confortável liberalismo das liturgias ordinárias. “Não é só uma reunião escolar”, diz ele.
Outros compartilham do seu entusiasmo. A Latin Mass Society da Inglaterra e País de Gales, iniciada em 1965, agora tem mais de 5 mil membros. O número de missas em latim semanais subiu de 26, em 2007, para atuais 157. Nos Estados Unidos subiu de 60, em 1991, para 420. No Oratório de Brompton, um dos points do tradicionalismo de Londres, 440 pessoas se reúnem para a missa em latim dominical. O número é duas vezes maior do que o das principais igrejas da Inglaterra. As mulheres usam véus. Homens vestem tweed.
Mas este não é um lugar careta: os fiéis são jovens e internacionais. Como os cristãos evangélicos, o catolicismo tradicional está atraindo pessoas que sequer tinham nascido na época em que o Vaticano II tentou rejuvenescer a igreja. Os grupos tradicionalistas têm membros em 34 países, incluindo Hong Kong, África do Sul e Bielorússia. Juventutem, um movimento para jovens católicos que gostam dos velhos costumes, ostenta grupos de ativistas em dezenas de países. Os tradicionalistas usam blogs, websites e redes sociais para difundir a palavra – e para destacar dioceses e administradores de igrejas recalcitrantes e liberais, que por muito tempo viram os “latinistas” como uma minoria auto-complacente, anacrônica e afetada. Na Colômbia, 500 pessoas que queriam a missa tradicional tiveram que usar um salão (posteriormente eles encontraram uma igreja).
Uma grande guinada veio em 2007, quando o Papa Bento XVI formalmente endossou o uso do antigo rito da missa em latim. Até então, uma inclinação para a liturgia tradicional poderia arruinar a carreira de um padre. A causa também recebeu novo vigor do Ordinariato, um agrupamento patrocinado pelo Vaticano para ex-anglicanos. Dúzias de padres anglicanos “cruzaram o Tibre” da ultra ritualista “smells and bells” [ndr: “cheiros e sinos”, tradução literal] ala da “alta igreja” anglicana; eles encontraram uma pronta acolhida entre os católicos romanos tradicionalistas.
O retorno do rito antigo causa uma consternação silenciosa entre os católicos mais modernos. Timothy Radcliffe, outrora superior dos dominicais da Inglaterra, vê nisso “uma espécie de nostalgia de ‘Memórias de Brideshead’”. O renascimento tradicionalista, acredita ele, é uma reação contra o “liberalismo da moda” de sua geração. Algumas oscilações no pêndulo podem ser inevitáveis. Mas para uma igreja nos países do ocidente assaltada por escândalos e declínios, o surgimento de uma vanguarda tradicionalista é preocupante. Trata-se meramente de um afloramento de excentricidade, ou de um sinal de que a igreja tomou um caminho errado há 50 anos?

Página Oficial da JMJ Rio 2013 posta foto de jovem usando o véu

JMJ de véu: #EUAPOIO!


A página Oficial da JMJ Rio 2013 apoiando o uso do véu. Veja neste link.

Apostasia, atentado contra um direito divino

Sidney Silveira

O conceito de apostasia, depois da clássica formulação de Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica (II-II, q. 12, art.1), passou a ser definido pelo Magistério da Igreja e pelos mais importantes teólogos como uma deserção da fé em tríplice perspectiva:
Ø A pura e simples renúncia às verdades da fé cristã (apostasia a fide);

Ø O abandono do estado religioso — monacal — após a realização dos votos solenes (apostasia a religione);
Ø O abandono do estado clerical, ou seja: o padre simplesmente dar as costas ao sacramento da Ordem, largar a batina (apostasia ab ordine).

Dentre estas, a verdadeira apostasia é a que implica uma renúncia à fé. As outras duas recebem o nome de apostasia em sentido analógico; são um pecado grave e especialíssimo, sem dúvida, mas que não necessariamente implica uma perda da fé. Diz o Aquinate: “A apostasia simpliciter é a de quem abandona a fé; é a chamadaapostasia de perfídia”.[1]

Outro ponto a destacar é que, para haver apostasia, não é necessário que o fiel passe a professar outra religião, como por exemplo o judaísmo ou o islamismo. Basta ter recebido o batismo e não crer nas verdades da fé, e isto pode manifestar-se de maneiras diversas — seja negando-a formalmente, seja defendendo teses que a contrariem em seus princípios. Por exemplo: em se tratando de batizados, um materialista (que nega a criação por deificar a matéria dando-lhe caráter de primeiro princípio), um ateu (que teoriza sobre a inexistência de Deus) ou um panteísta (que identifica substancialmente Deus com as coisas), entre outros, são apóstatas, ou seja: renunciam à fé em alguns de seus princípios universais.[2]

Neste ponto, algumas distinções se fazem necessárias. Uma pessoa que, por exemplo, formule idéias contrárias a algum dogma, mas aceite os demais, não pode ser chamada com toda a propriedade de apóstata, e sim de herege. Neste contexto, vale frisar que apostasia e heresia são duas formas distintas do pecado de infidelidade: a primeira implica uma renúncia à religião fundada por Cristo; a segunda, uma ruptura parcial com a doutrina cristã, conforme descrita na Sagrada Escritura e ensinada pelo Magistério.

É verdade que houve teólogos importantes, como Suárez, para os quais toda heresia deve ser considerada como um tipo de apostasia, não havendo meio termo; neste caso, todos os hereges deveriam ser considerados essencialmente apóstatas, não importando se o abandono da fé católica é total ou parcial (cfme. Suárez, De Fide, disp. XVI, sect. V, n. 3-6). É verdade que, desde tempos imemoriais, as penas canônicas para hereges e apóstatas foram iguais ou muito semelhantes, o que parece corroborar a tese de Suárez, mas por outro lado ela deixa de resolver várias questões teológicas, como as que dizem respeito às diferenças entre heresia formal e material. E mais: a apostasia é um retrocesso completo porque aparta o homem totalmente da fé, virtude teologal infusa, ao passo que a heresia só pode dizer-se completa se o herege mantém sua opinião após a autoridade ter-se manifestado contrariamente a ela, em se tratando de matéria até então opinável do ponto de vista teológico.

A propósito, vários teólogos fizeram outra distinção que vale mencionar neste breve texto: entre apostasia implícita ou explícita. De acordo com isto, a apostasia será explícita e formal se o fiel renunciar à fé cristã por declaração categórica ou por atos que equivalham a uma declaração, como por exemplo o converter-se ao maometanismo — o que, ipso facto, revela a sua infidelidade. A apostasia será implícita ou interpretativa quanto o cristão, sem formalmente renunciar à doutrina, conduzir-se de forma tal que se mostre um verdadeiro estranho às verdades da fé. Por exemplo: católicos que aplaudam ataques diretos ou indiretos à religião por parte dos infiéis (diríamos hoje, dos neopagãos). Ou então, acrescentemos nós, que defendam legislações atentatórias ao direito divino ou ao direito eclesiástico,[3] como as que justificam a separação formal entre o Estado e a Igreja, condenada milenarmente pelo Magistério e inequívoca difusora do laicismo.

É verdade que estas e várias outras distinções se perderam dramaticamente após a revolução do Concílio Vaticano II e do magistério liberal que se lhe seguiu. Assim, numa Igreja cuja apostolicidade se esfumou totalmente com o ecumenismo, tanto a heresia como a apostasia se tornaram conceitos abstratos, e qualquer pena canônica será vista como usurpação indevida da autoridade eclesiástica — imiscuída na “liberdade” dos fiéis. Ora, se lembrarmos que, até então, até mesmo a cooperação com a apostasia ou com a heresia era apenada com a excomunhão latae sententiae, como por exemplo o ato de ler e difundir a obra de apóstatas ou hereges ou participar de suas atividades (conforme a bula de Pio IX Apostalicae sedis, de 1869, confirmada por Leão XIII na Constituição Oficciorum, de 1897), veremos o quão distantes estamos hoje do Magistério tradicional, pois católicos ou filocatólicos podem editar, ler ou indicar a obra dos hereges mais cabais com toda a liberdade, ou seja, livres de qualquer tipo de coação eclesiástica.

excomungado Xavier Zubiri, por exemplo, poderia hoje freqüentar as aulas de Alfred Loisy e ler as suas obras sem nenhum problema. Poderia também ser leitor voraz dos livros de Maurice Blondel incluídos noIndex, com a consciência aparentemente livre de quaisquer remorsos. Seja como for, isto não o livraria (a ele e a outros) do direito divino,[4]de acordo com o qual a apostasia ou a colaboração direta ou indireta com ela é sempre um pecado contra a fé, porque, levada às últimas conseqüências, implica rejeição à doutrina revelada e, portanto, à religião, na medida em que tal recusa traz consigo o não-cumprimento ou a indiferença em relação ao culto verdadeiro a ser prestado Deus — primeiro dever de justiça dos homens.

A apostasia vai contra as promessas feitas no batismo, razão pela qual ela é agravante em relação à heresia. Trata-se, em verdade, de um suicídio religioso, como afirma Jean-François Badet no livro Le peché de l’incroyance.

Suicídio que, em si, é o mais grave dos pecados, porque atenta contra alex aeterna.

_____________________

1- Tomás de AquinoSuma Teológica, II-II, q. 12, art. 1, resp.

2- Cfme. A. Vacant, E. Mangenot et É. AmanDictionaire de Théologie CatholiqueTome Premier –Deuxième Partie. Paris: 1931, Librarie Letouzey et Ané, p. 1602

3- A. Vacant, E. Mangenot et É. AmanDictionaire de Théologie Catholique.Tome Premier –Deuxième Partie. Paris: 1931, Librarie Letouzey et Ané, p. 1604.

Recente biografia de Gabriele Bitterlich já pode ser adquirida no Brasil

Via Seminarista Wendell


Prezados amigos, a recente biografia de Gabriele Bitterlich, carinhosamente chamada de "Mãe" Gabriele já pode ser adquirida no Brasil, mas infelizmente em italiano.

A obra pode ser adquirida clicando no link abaixo. (Se alguém conhecer alguma editora disposta a publicar em português esta obra favor entrar em contato*.)

Livraria Cultura


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*Uma pena o dito seminarista ter me deletado pela segunda vez, sem explicação alguma, como de costume já, em seu Facebook e não responder meus e-mails. Se alguém tiver contato com ele, avise-o que consigo uma editora que poderia publicar, caso já tenhamos uma tradução.
In CHRISTO,

Allan dos Santos.

Palestra "O MITO DA IDADE MÉDIA"

Clique na imagem para ampliá-la.

Horário15 horas
Local: Espaço cultural Sant'Ana
Dia 22 de dezembro
OrganizaçãoInstituto Vera Fides.
Apoio: Missão Coração Adorador.

Do Elogio à Nova Milícia - São Bernardo


PRÓLOGO


A Hugo, Soldado de Cristo e Mestre de sua Milícia,
Bernardo Abade, só no nome, de Claraval,
Saudações e que lutes o bom combate.


Cruz da Ordem Templária esculpida em pedra encontrada em Tomar, Portugal.


 
 Uma, e depois outra, e até três vezes, se não me engano, havias me pedido, caríssimo Hugo, que dirigisse a ti e a teus companheiros algumas palavras de alento que, se não prejudicassem a lança, vibrassem pelo menos a pena contra o inimigo tirano. E que sempre me afirmavas que tinham de ser um grande estímulo, para que, por não ser possível ajudarmos com as armas, os exortasse e animasse com meus escritos.

Demorei algum tempo em satisfazer teus desejos, não porque desdenhasse teu pedido, antes temendo que, se o aceitasse, me culpassem de precipitado e rápido, posto que, podendo fazê-lo qualquer outro melhor, presumia eu de poder sair airoso de tal empresa, e assim, prejudicava o fruto que podia se obter de coisa tão necessária. Mas ao ver que ,minha grande demora de nada me servia, pois insistias uma e outra vez, ainda que incompetente, decidi-me a fazer o que estava em mim. O leitor julgará se satisfiz seus desejos. Embora certamente, como escrevi este opúsculo senão para contentar-te e aceder ao que me pedias, não me preocupa muito que agrade àqueles que o lerem.


CAPÍTULO I


Elogio à Nova Milícia

Ouve-se dizer que um novo gênero de milícia acaba de nascer na terra, e precisamente naquela região onde antigamente viera nos visitar em carne o Sol Oriente, para que alí mesmo onde expulsou com o poder de seu robusto braço os príncipes das trevas, expulse agora os satélites daqueles, filhos da infidelidade e da confusão, por meio desses seus fortes, resgatando também o povo de Deus e suscitando um poderoso Salvador na casa de David seu servo.

Sim, um novo gênero de milícia nasceu, desconhecido em séculos passados, destinado a lutar sem trégua um duplo combate contra a carne e sangue e contra os espíritos malignos que povoam os ares. Sem dúvida, quando vejo combater só com as forças corporais um inimigo também corporal, não só o tenho por caso maravilhoso, porém sequer o julgo raro. Quando igualmente observo como as forças da alma guerream contra os demônios, tampouco me parece isso assombroso, embora seja muito digno de elogio, pois cheio está o mundo de monges, e todos costumam manter essas lutas. Mas quando se vê que um só homem carrega em seu flanco com ardor e coragem sua dupla espada e cinge os quadrís com um duplo cíngulo, quem não julgará caso insólito e digno de grandíssima admiração? Intrépido e bravo soldado aquele que, enquanto reveste seu corpo com a couraça de aço, guarnece sua alma sob a loriga da fé; pode gozar de completa segurança, porque equipado com essas duplas armas defensivas, não tem que temer aos homens nem aos demônios. E mais, nem sequer teme a morte, antes a deseja. O que poderia assustá-lo vivo ou morto, quando seu viver é Cristo? Ao contrário, desejaria melhor acabar de se soltar do corpo para estar com Cristo, sendo isso o melhor.

Marchai, pois, soldados, ao combate com passo firme e marcial e carregado de valoroso ânimo contra os inimigos de Cristo, bem seguros de que nem a morte nem a vida poderão separá-los da caridade de Deus, que está em Cristo Jesus. No fragor do combate proclamai: Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor. Quão gloriosos se tornam ao regresso triunfal da batalha! Por quão ditosos se teem quando morrem como mártires no campo de combate! Alegra-te, fortíssimo atleta, se vives e vences no Senhor; porém, regozija-te mais e dê saltos de alegria se morres e te unes ao Senhor. A vida te é certamente proveitosa e de grande utilidade, e o triunfo te acarreta a verdadeira glória; mas não sem grande razão se antepóe a tudo isso uma santa morte. Porque se são bem-aventurados os que morrem no Senhor, quanto mais o serão os que sucumbem por Ele!

É verdade certa é que, quer os visite no leito, que os surpreenda no fragor do combate, sempre será preciosa no acatamento do Senhor a morte de seus santos. Mas no ardor da refrega será tanto mais preciosa quanto mais gloriosa Oh, vida segura, quando vai acompanhada de boa consciência! Oh vida seguríssima, repito, quando nem sequer a morte se espera com receio, antes, se a deseja com amorosas ansias e se a recebe com doce devoção. Oh verdadeiramente santa e segura milícia, livre daquele duplo perigo que com frequencia costuma assustar aos homens quando não é Cristo quem os põem na luta!

Quantas vezes, ao travar combate com teu inimigo, tu, que militas nos exércitos do século, temes que, matando-lhe no corpo, matas também sua alma. Ou que, sendo tu morto pelo aço de teu rival, percas juntamente a vida da alma e a vida do corpo!

Porque não é pelo resultado material da luta, antes pelos sentimentos do coração pelo que julgamos os Cristãos acerca do risco corrido em uma guerra ou da vitória ganha; porque se a causa é boa, não poderá ser nunca mau o resultado, seja qual for o êxito , assim como não poderá se ter por boa a vitória ao final da campanha, quando a causa pela qual se iniciou não o foi e os que a provocaram não tiveram reta intenção. Se querendo matar a outro, és tu o morto, morres já homicida. E se prevaleces sobre teu contrário e, levado pelo desejo de vencer-lhe, mata-o, embora vivas, és também homicida. Infausta vitória na que, triunfando do homem, sucumbes ao pecado! E se a ira ou a soberba te avassalam, vãmente te jactas por haver dominado a teu oponente.

Dá-se outro caso, à exceção dos ditos, e é o de quem mata, não por zêlo de vingança, nem pela perversidade de gozar do triunfo, senão para evitar o mesmo a morte. Porém tampouco direi seja boa tal vitória; porque dentre dois males, como são a morte da alma ou a morte do corpo, preferível é a segunda; não porque morra o corpo morre também na alma, antes a alma que pecar, ela morrerá.


CAPÍTULO II

Da Milícia Secular

Qual será, pois, o fino fruto do que não chamo de milícia, senão de milícia secular, se o que mata peca mortalmente e o que cai morto perece para sempre? Porque se a esperança faz arar ao que ara, para usar as palavras do Apóstolo, e o que separa o faz esperando receber o fruto, que estranho erro é esse em que viveis, soldados do século? Que fúria frenética e intolerável os arrebata para que de tal modo guerreais passando grandes sofrimentos e gastando toda vossa economia, sem mais resultado que vir a parar no pecado ou na morte? Vestis vossos cavalos com sedas; aplicam em vossas couraças e lorigas não sei que plumas de diversos tecidos; pintais as ponteiras dos escudos, as capas dos escudos, as selas de montar, mandais fazer de ouro e prata os freio e as esporas, adornando-os de pedrarias, e assim, com toda a pompa, cheios de vergonhoso furor e imprudente estupor, cavalgais a passo ligeiro para a morte. São essas insígnias militares ou melhor enfeites de mulheres? Acaso a adaga inimiga retrocederá ante o brilho do ouro? Respeitará as ricas pedras? Não se atreverá a cortar e rasgar as sedas? Enfim, não vos foi ensinado a vós mesmos a experiência diária que para um soldado em campanha o mais necessário são três coisas, convém saber: valor, Sagacidade e cautela para parar os golpes do inimigo, soltura e agilidade de movimentos que vos permita ir ligeiro em vosso avanço e perseguição, e, por último, que estejais sempre pronto e rápido para feri-lo e derrubá-lo.

A vós vemos, pelo contrário, cuidar com esmero vossa cabeleira ao jeito feminino, o qual redunda em prejuízo de vossa visão no estrondo da guerra; vos envolveis com longos camisões que chegam até os pés e os travam; e, enfim, sepultais em amplas e complicadas mangas vossas mãos delicadas e ternas. Sobre tudo isso adicionais o que mais pode amedrontar a consciência de um soldado que sai em campanha, quero dizer, o motivo leviano e frívolo pelo qual teve a imprudência de se meter em milícia tão perigosa.

Por certo é que todas vossas diferenças e guerras nascem só de certos arrebatamentos de ira, ou de vãos desejos de glória, ou de ambição para conquistar alguma vantagem terrena. E, por tais motivos, certo que não se pode com segura consciência nem matar nem ceder.CAPÍTULO III

Dos Soldados de Cristo

E mais, os soldados de Cristo lutam com segurança as batalhas do Senhor, sem temor de cometer pecado por morte do inimigo, nem por desconfiança de sua salvação em caso de sucumbir. Porque dar ou receber a morte por Cristo não só não implica uma ofensa a Deus nem culpa alguma, senão que merece muita glória; pois no primeiro caso, o homem luta por seu Senhor, e no segundo, o Senhor se dá ao homem por prêmio, olhando Cristo com agrado a vingança que se lhe faz de seu inimigo, e ainda com agrado maior se oferece o próprio por consolo ao que cai na lida. Assim, pois, digamos uma e mais vezes que o Cavaleiro de Cristo mata com segurança de consciência e morre com maior confiança e segurança ainda.

Utilidade tira para si, se sucumbe, e triunfo para Cristo, se vence. Não sem motivo leva a espada à cinta. Ministro de Deus é para castigar severamente os que se dizem seus inimigos; de Sua Divina Majestade recebeu o zero, para castigo dos que agem mal e exaltação dos que praticam o bem. Quando tira vida de um malfeitor não se lhe há de chamar homicida, senão "malicida", se vale a palavra, executa pontualmente as vinganças de Cristo sobre os que praticam a iniquidade, e com razão adquire o título de defensor dos cristãos. Se o matam, não dizemos que se perdeu, senão que se salvou. A morte que dá é para a glória de Cristo, e a que recebe, para sua própria. Na morte de um pagão pode se gloriar um cristão porque sai glorificado Cristo; morrendo valorosamente por Cristo mostra-se a liberalidade do Grande Rei, posto que tira seu Cavaleiro da terra para dar-lhe o galardão. Assim, pois, o justo se alegrará quando o primeiro deles sucumba, vendo aparecer a divina vingança. Mas se cai o guerreiro do Senhor, dirá: acaso não haverá recompensa para o justo? Certo que sim, pois há um Deus que julga os homens sobre a terra.

Claro está que não se haveria de dar morte aos pagãos se se pudesse refreá-los por outro qualquer meio, de modo que não acometessem nem perseguissem os fiéis e os oprimissem.

Mas por enquanto vale mais acabar com eles que tirar de suas mãos a vara com que haviam de escravizar os justos, e que não sejam os justos que afrouxem suas mãos à iniquidade.

Pois, porque, se não é lícito em absoluto ao Cristão ferir com a espada, como o Pregoeiro de Cristo exortava os soldados a se contentar com o soldo, sem proibir-lhes continuar em sua profissão? Isto suposto, se por particular providência de Deus se permite ferir com a espada os que abraçam a carreira militar, sem aspirar outro gênero de vida mais perfeito, a quem, pergunto eu, será mais permitido que os valentes, por cujo braço esforçado retemos ainda a fortaleza da cidade de Sión, como baluarte protetor aonde possa se acolher o povo santo, guardião da verdade, depois de expulsos os violadores da Lei Divina? Dissipai, pois, e desfazei sem temor a essas pessoas que só respiram guerra; passai à espada aos que semeiam o medo e a dúvida entre vossas filas; expulsai da cidade do Senhor todos os que praticam a iniquidade e ardem em desejos de saquear todos os tesouros do povo cristão guardados dentro dos muros de Jerusalém, que só cobiçam se apoderar do santuário de Deus e profanar todos nossos santos mistérios. Desembainhe-se a dupla espada, espiritual e material, dos cristãos, e descarregue com força sobre a testa dos inimigos, para destruir tudo o que se ergue contra a ciência de Deus, ou seja, contra a fé dos seguidores de Cristo; não digam nunca os fiéis 'Onde está seu Deus'?

Quando eles partirem em fuga e derrotados, voltará então à sua propriedade e à sua casa, da que diz de forma irada o Evangelho: Eis que vossa casa ficará deserta e um profeta queixa-se desse modo: Tive que me ausentar de minha casa e templo e deixar abandonada minha propriedade. Se, então se cumprirá aquele vaticínio profético que diz: O Senhor redimiu seu povo e o livrou das mãos do poderoso; e virão e cantarão hinos a Deus no monte Sión, e se juntarão aos bens do Senhor.

Regozija-te, Jerusalém, porque chegou o tempo da visita de teu Deus. Enche também de júbilo, desertos de Jerusalém, e prorrompei em celebrações, porque o Senhor aliviou a aflição de seu povo, redimiu sua cidade santa e levantou poderosamente seu braço frente aos olhos de todas as nações. Virgem de Israel, havias caído sem que houvesse quem te desse a mão para te levantar. Ergue-te agora, sacode o pó, Virgem cativa filha de Sion.

Levanta-te, repito, suba ao topo de tuas torres e vislumbra dalí os rios caudalosos de gozo e alegria que o Senhor faz correr para ti. De agora em diante não te chamarão "a abandonada", nem tua terra se verá por mais tempo desolada, porque o Senhor se comprouve em ti e voltarás a ter teus campos repovoado. Olhe ao redor e veja: todos se juntaram para vir a ti. Eis aí o socorro que te foi enviado do alto. Por eles a ti será cumprida a antiga promessa: te colocarei para a glória dos séculos e gozo de geração em geração; mamarás o leite das nações e te criarão o valor dos reis. E também, como a mãe acaricia seus filhinhos, assim também eu os aliviarei e em Jerusalém serás aliviado. Não ves com quantos testemunhos antigos fica aprovada vossa milícia e como se cumprem ante vossos olhos os oráculos alusivos à cidade das virtudes do Senhor? Mas de forma que o sentido literal não impeça que entendamos e creiamos no espiritual, e que a interpretação que agora damos na terra às palavras dos profetas não obste para que esperemos vê-las cumpridas na eternidade gloriosa; não seja pelo que vemos que se nos desvaneça o que diz a fé, e pelo pouco que temos percamos a esperança nas copiosas riquezas, e, por fim, pela certeza do presente esqueçamos o futuro. Quanto ao mais, a glória temporal da Jerusalém terrena não só se destrói ou diminui os gozos que teremos na celestial, senão que os aumenta, se temos bastante fé e não duvidemos que esta daquí embaixo só é uma imagem da dos céus, que é nossa mãe.


CAPÍTULO IV

Do modo de viver dos Soldados de Cristo

Mais para imitação ou confusão de nossos soldados que não militam com certeza para Deus, senão para o diabo, digamos brevemente qual há de ser a vida e os feitos dos Cavaleiros de Cristo e como hão de se haver em tempo de paz e em dias de guerra, para que se veja claramente quanta é a diferença entre a milícia do século e a de Deus. E antes de tudo, tanto em uma como na outra dá-se grandíssima importância à obediência e tem-se em muito alto conceito a disciplina, sabendo todos quanta verdade se encerra naqueles [ditos] da Escritura: o filho indisciplinado perecerá. E naquele outro: O desobedecer ao Senhor é como o pecado de magia, e como crime de idolatria o não querer se submeter. Vão e vem estes estes bons soldados a um sinal de mando, põem as roupas que ordena o Capitão, não tomam alimento nem vestem uniforme fora dos estipulados por ele. E o mesmo quanto ao comer e no que vestir evitam todo o superfluo, satisfeitos com o necessário. Levam a vida comum dentro de alegre, mas modesta e sóbria camaradagem, sem esposas e sem filhos. Para que nada falte à perfeição evangélica, não possuem nada de próprio, pensando só em conservar entre si a união e a paz. Direis que toda aquela multidão de homens tem um só coração e uma só alma; até tal ponto que nenhum deles quer se orientar por sua própria vontade, senão seguir em tudo a daquele que manda. Jamais estão ociosos nem vagam daqui para lá em busca de curiosidades, senão que durante todo o tempo, em que não estão em campanha, o que raras vezes ocorre, a fim de comer o pão gratuito, ocupam-se em limpar, remendar, tirar o môfo, compor e reparar tanto as armas como as vestimentas, para preservá-los e conservá-los contra os desgastes do tempo e do uso; e quando não isso, obedecem o que lhes ordena o capitão e trabalham no que é necessário para todos.

Não os vereis favorecer pessoas; respeitam e obedecem sempre ao representante de Deus, sem se preocupar em se é ou não é o mais nobre. Recatam-se mutuamente de mostras de honra e deferencias, suportam as obrigações uns dos outros, cumprindo com isso a Lei de Cristo. Não se estilam entre eles palavras arrogantes, nem ocupações inúteis, nem risos sem compostura, nem o mais leve murmúrio; e se algum incorresse nisso, não ficaria sem corretivo.

Tem aversão à prestidigitação e jogos de azar; tampouco se dedicam à caça e não se permitem à falconagem, embora tão generalizada. Abominam cômicos, magos e bufões, cujo trato evitam com cuidado; detestam as toadas engraçadas, as comédias e toda a linha de espetáculos, como puras vaidades e necessidades enganosas.

Cortam o próprio cabelo, sabendo pelos ensinamentos do apóstolo que é uma vergonha para os homens o pentear cabelos compridos. Nunca enfeitam os cabelos, raras vezes tomam banho, andam com a barba cerrada, geralmente cobertos de poeira e enegrecidos pelas cotas dde malha e queimados pelo sol.

Ao se aproximar o combate, armam-se de fé em sua alma e cobrem-se por fora de ferro, não de ouro, a fim de que assim, bem equipados de armas, não engalanados de jóias, infundam medo a seus inimigos sem provocar sua cobiça. Procuram cavalos fortes e velozes, não formosos e bem arreiados, pensando mais em vencer que em ostentar altivez, e o que desejam não é precisamente causar admiração e pasmo, senão turbação e medo.

E até começar a luta, não se lançam a ela impetuosos e de forma turbulenta, como empurrados pela precipitação, senão com suma prudência e extrema cautela, ordenando-se todos em coluna cerrada para se apresentar à batalha, segundo lemos, que costumava fazer o povo de Israel. Mostrando-se em tudo verdadeiros israelitas, se adiantam ao combate pacífica e sossegadamente. Mas apenas o clarim dá o sinal de ataque, deixando subitamente sua natural benignidade, parecem gritar com o salmista: Não odiei, Senhor, àqueles a que tinhas aversão? Não me recriminastes ante a conduta de teus inimigos? E assim davam carga sobre seus adversários, tal como entrassem em um rebanho de cordeiros, sem que, apesar de seu escasso número, se intimidem ante a crudelíssima barbárie e ingente multidão das hostes contrárias. É que aprenderam a confiar não em suas próprias forças, senão no poder do Senhor Deus dos exércitos, em quem está a vitória, o qual, segundo se diz nos Macabeus, pode facilmente por meio de um punhado de valentes acabar com grandes multidões, e sabe livrar seus soldados com igual arte das mãos de poucos com de muitos; porque o triunfo não está em que um exército seja numeroso, senão que a fortaleza provem do céu.

Experiência frequentíssima tem disto, porque mais de uma vez lhes ocorreu derrotar e afugentar o inimigo, lutando um contra mil e dois contra dez mil.

Enfim, estes Soldados de Cristo, de modo maravilhoso e singular, mostram-se tão mansos como cordeiros e tão ferozes como leões, não se sabendo se lhe hás de chamar monges ou guerreiros ou dar-lhes outro nome mais apropriado que abarque a ambos, pois conseguem irmanar a mansidão de uns com o valor e a fortaleza de outros. Acerca de tudo isso, que dizer, senão que tudo isso é obra de Deus, e obra admirável a nossos olhos? Eis aqui os homens fortes que o Senhor foi elegendo de um confim a outro do mundo, entre os mais bravos de Israel para faze-los soldados de sua escolta, a fim de guardar o leito do verdadeiro Salomão, ou seja o Santo Sepulcro, em cujo redor os pôs para estar alertas como fiéis sentinelas armados de espada e habilíssimos na arte da guerra.

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Traduzido por Adilo Jorge Marques
Original Latino em PDF AQUI.

Historia de la Filosofía, Frerick Copleston


Para a visualização online dos Tomos I e II:

Tomo I (Grecia y RomaAQUI.
Tomo II (De San Agustín a EscotoAQUI.

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O Crucifixo que protegeu a milagrosa imagem de Guadalupe


Este Crucifixo protegeu a Sagrada Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe quando um homem colocou uma bomba entre as flores.


No México todos vêem neste Crucifixo um sinal de quanto N.S.JESUS CRISTO ama Sua Mãe Santíssima!













Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Basílica Imaculado Coração de Maria, no Méier, Rio de Janeiro.


Informações recebidas do leitor Alcleir:
Meier08
MISSA NO RITO LATINO NA FORMA EXTRAORDINÁRIA
Na Basílica Imaculado Coração de Maria
Rua Coração de Maria nº 66 – Méier – Rio de Janeiro/RJ
Dia 22/01/2013 (terça-feira) ao meio-dia.
A partir do dia 22 de janeiro de 2013, celebraremos todo dia 22 de cada mês a Missa Tridentina, resgatando uma antiga tradição de nossa paróquia caída em desuso em meados dos anos 80.
Esta conquista foi uma iniciativa dos próprios paroquianos que pediram a volta da Missa Tridentina em nossa paróquia.
Conclamos todos os jovens fiéis da Tradição a prestigiar este grande evento trazendo aos jovens de nossa comunidade a “experiência da Tradição” que formou o caráter de tantos santos de nossa Igreja.
Quem desejar ajudar na preparação da Missa ou compor o nosso coral Gregoriano, favor entrar em contato com a Secretaria da Paróquia (2501-3553) de terça a sábado a partir das 20h e deixar seu nome.

¿Qué es un tomista?


por Santiago Ramírez, O. P.
(fragmentos)


A las fiestas centenarias de la muerte de Santo Tomás se siguió una restauración y un rejuvenecimiento del tomismo, que todos participamos y aplaudimos, gracias al impulso gigantesco del gran León XIII, continuado por sus sucesores en el Trono Pontificio y secundado por la docilidad y por los esfuerzos de los católicos de buena voluntad.
¿Será estéril el centenario de su canonización? Si esto fuese verdad, debería decirse que la vida y la gloria hay que buscarlas en el sepulcro y no en los altares. Deber es de los católicos, singularmente de los de nuestra España, hacer fecundo este centenario con una fecundidad mayor que la pasada, ya que, según dice hermosamente León XIII, son los españoles "qui memoriam adamant Doctoris Angelici et in quibus Thomistica philosophandi ratio sectatores ingeniosos et doctos omni tempore invenit"
Y como la fecundidad es una propiedad de la vida perfecta y la vida no existe en abstracto, sino en algún sujeto vivo, necesario es concluír que la fecundidad del tomismo debe brotar de la vida tomista perfecta existente en los tomistas perfectos.

...Por tomista no entendemos una palabra vacía, ni un hombre vestido de cierto color determinado, sea blanco, sea negro, ni mucho menos uno que toma de Santo Tomás lo que le viene en talante, según sus caprichos, sino más bien aquel que participa o tiene o aspira a tener el espíritu de Santo Tomás de Aquino y que procura, cuanto está de su parte, penetrarse más de él y obrar en conformidad con él.

I. ¿Cuál es el espíritu verdadero de Santo Tomás de Aquino?

...El Santo Doctor no se contentaba de buscar a Dios con la inteligencia, por medio del estudio; porque Santo Tomás no era un intelectualista seco y árido, ni tampoco un místico sentimental, sino un espíritu sumamente equilibrado en su entendimiento y en su voluntad.
...En Santo Tomás no es posible separar su oración de su estudio, como no es posible separar su sabiduría de su santidad, pues santificándose se hizo sabio y estudiando se santificó; en él no se explica su ciencia sin su oración, ni tampoco su oración sin su ciencia.
...Si nos es lícito expresarnos así, Santo Tomás es un caso típico y concreto de la unión y de la armonía entre la razón y la fe, entre la santidad y la ciencia, entre la Filosofía y la Teología; él mismo es la encarnación nata de su propio sistema, y por eso el primer tomista y el tipo del tomismo puro e íntegro es el mismo Santo Tomás en persona.




II. ¿Cuál debe ser el "espíritu" de un verdadero tomista?

Visto el espíritu de Santo Tomás en sí mismo, no será difícil saber lo que es un tomista. Será, pues, un tomista el que tiene o aspira a tener por entero el espíritu de Santo Tomás, no de un modo cualquiera, sino tal como lo entiende la Iglesia.

...La amplitud del espíritu tomista exige que el tomista lo estudie todo, a ser posible, en sus propias fuentes, a imitación del Santo Doctor. Debe, pues conocer a fondo la Sagrada Escritura y estar enterado de los adelantos exegéticos de los últimos tiempos; debe dominar los Padres todos de la Iglesia, en su aspecto doctrinal y crítico, no con la superficialidad de un simple historiador, sino con la profundidad de un teólogo; debe estar familiarizado con todos los teólogos antiguos y modernos, hostiles a Santo Tomás y defensores de él; debe poseer muy bien la Filosofía antigua y la de su tiempo, la sana y la falsa, para aprovecharse de aquélla e impugnar a ésta y saber deslindar con verdad y con acierto los límites de la fe y de la razón; en suma, debe trabajar por dominarlo todo desde el Verbo de Dios, como Santo Tomás dominó toda la ciencia de su tiempo y la hizo servir a Dios.
Claro está -y esto no necesita decirse- que el tomista debe empezar por estar familiarizado con todas las obras del Santo Doctor, no estudiándolas como a ratos perdidos y consultándolas únicamente en casos de aprieto, sino de una manera constante, per se.

...Pero no basta encasillarse en Santo Tomás sólo y renegar como sistemáticamente de todos los demás. No nació el Angélico por generación espontánea, sino que fue incubado ya desde los tiempos antiguos, especialmente por San Agustín y por Aristóteles, en cuanto a su forma sistemática; pero de todos depende, aun de sus mismos contemporáneos; por eso es imposible conocer a Santo Tomás en sí mismo, ignorando la tradición filosófica y teológica desde los primeros tiempos. ¿No construyó él su grandiosa síntesis teniendo presente todo el pensamiento humano? Los sillares de esa gran fábrica han sido recogidos y pulimentados en gran parte por la humanidad entera, si bien el arquitecto fue Santo Tomás de Aquino.

...El tomismo no vive en el papel, sino en las inteligencias; y en las inteligencias vive como alimento que debe asimilarse y como germen que debe desarrollarse y fructificar... El tomista no debe transcribir sino ampliar a Santo Tomás, depurando y completando sus fuentes, tanteando y consolidando sus principios, asimilando y aumentando sus doctrinas con los nuevos elementos asimilables aportados por sus sucesores hasta nuestros días; y, una vez hecho todo esto, aplicar el tomismo a los problemas de hoy, con seguridad de éxito.

...Hace falta, pues, que el tomista verdadero amplíe con todas sus fuerzas el tomismo y le haga crecer; pero con un crecimiento homogéneo y por intususcepción, no heterogéneo ni por yuxtaposición. Por eso es necesario digerir todo lo que viene de afuera, no con medicinas y artificialmente, sino con los jugos segregados del propio tomismo, que son de suyo bastante poderosos para hacer fermentar y producir la digestión de cualquier alimento, por fuerte que sea, si es objetivamente asimilable. Pero aquí, como en todas las cosas, hace falta discreción, para no empeñarse en tomar alientos malsanos que, en lugar de dar fuerzas, producen vértigos, hasta que se arrojan de sí mediante una reacción violenta: tal sucedió a los tomistas que quisieron devorar los platos preparados por Descartes, por los [revelacionistas], por los ontologistas y por los modernistas. No han tenido más que dos caminos: o reventar, si eran de estómago débil o comieron demasiado; o vomitarlos, teniendo que estar a dieta una temporada, con el agravante de deber purgarse repetidas veces, y luego fortificarse con inyecciones de tomismo puro, hasta reanudar la vida normal.
Pero hay que guardarse también del vicio opuesto, y no encerrarse en sí, sin querer tomar alimento alguno, por temor de que nos van a envenenar. Tomemos, sí, las debidas precauciones -y la Santa Sede ha señalado varias-; pero después hay que nutrirse bien, para tener vida abundante y perfecta, advirtiendo siempre que el provecho no está en proporción con lo que se come, sino con lo que se digiere, según dice hermosamente Balmes.

...El tomista verdadero debe reconocer ese campo tan trillado de la especulación tomista de siete siglos, y tomar un bieldo y aventar esa preciosa mies, para separar el grano de la paja y dejar que el viento de la crítica se lleve el polvo. Debe, pues, comenzar por hacer un trabajo de limpieza y de depuración.

...Alguien nos dirá, al acabar de leer cuanto llevamos dicho, que hacemos imposible un tomista perfecto, porque nadie puede, él solo, con tanto... Es verdad: una cosa es el ideal y otra cosa es la realidad. Un solo hombre no puede por sí mismo abarcarlo todo, pero debe trabajar lo posible por acercarse a ese ideal.
Después de un estudio de conjunto, que todos podemos hacer, es preciso especializarse y hacer monografías completas sobre puntos determinados, según todas las exigencias del ideal tomista. Esto es posible realizarlo, y del conjunto de esas monografías bien hechas saldrá un tomismo completo, verdaderamente ampliado.
Lo malo es que muchos, viendo esa dificultad, y queriendo, sin embargo, aparentar ser tomistas perfectos, se contentan con tomar unas cuantas nociones de Santo Tomás, sin haberlas meditado y profundizado bien, y luego recoger de aquí y de allí unos cuantos datos históricos, con alguna que otra observación crítica, y así lanzan a la publicidad con grande aparato y al son de trompetas y de tambores los frutos de sus lucubraciones, artículos sobre artículos y volúmenes tras volúmenes.

...Algo semejante ocurre en su género con muchos sabios y con no pocos filósofos de nuestros días. No tienen paciencia o capacidad bastante para hacer profundas especulaciones, o desdeñan rebajarse al estudio concienzudo y detallado de laboratorio, y con ese espíritu -que es la antítesis del espíritu de Santo Tomás, según lo hemos visto más arriba- echan a perder la causa de la Filosofía y de la Ciencia... No estaría mal tener un poco más de humildad y confesar la propia ignorancia...

...Aspiremos, pues, según los deseos de la Iglesia, a ser tomistas integrales y perfectos, en la vida y en la doctrina: si en Santo Tomás no pueden separarse el Santo y el Sabio, tampoco deben separarse en los tomistas. Teniendo estos deseos y aspiraciones es como rezaremos con espíritu y con verdad la oración de la Iglesia en la fiesta de su Doctor, que contiene la síntesis de todo el presente artículo:



- Deus, qui Ecclesiam tuam BEATI THOMAE Confessoris tui atque Doctoris.

a) mira eruditione clarificas
b) et sancta operatione fecundas:

- DA NOBIS, quaesumus,

a) et quae docuit intellectu conspicere,
b) et quae egit imitatione complere.

- PER CHRISTUM Dominum nostrum. Amen. ASÍ SEA.


FR. SANTIAGO Mª RAMÍREZ, O.P.

Salamanca, 5 de febrero de 1923.