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Uma escola voltada para a virtude e o estado democrático




Concedamos que, de fato, em uma sociedade democrática, a educação para a contemplação não possa se transformar em Lei de Diretrizes e Bases obrigatória para toda a nação. Tal obrigatoriedade seria contra o princípio democrático, que respeita a liberdade dos cidadãos que discordam deste tipo de educação; ou, mais precisamente, respeita a liberdade dos que discordam da existência daquela entidade a que os filósofos chamam de virtude e que, desde que não interfiram na liberdade de ninguém, querem a maior distância possível de uma vida virtuosa e que o Estado os ampare nesta sua decisão. Nada impediria, porém, que se houvesse pessoas que reconhecessem a excelência da virtude e da contemplação, estas mesmas pessoas organizassem uma escola baseada nestes princípios e que pudesse ser freqüentador por todos aqueles que assim o desejassem. Isto lhes seria reconhecido como um direito, amparado pela sociedade democrática. Parece, portanto, que mesmo em uma sociedade democrática pode-se, ao contrário do que foi afirmado antes, implantar-se uma educação para a contemplação, para todos os que assim o quisessem.

Porém, examinadas as coisas mais atentamente, se isto fosse possível, verificaríamos que tais escolas seriam pequenas sociedades não democráticas sob a tutela jurídica de uma sociedade democrática politicamente superior; de onde se seguiria novamente a conclusão de que uma sociedade democrática não é suficientemente perfeita para promover, enquanto tal, este tipo de educação.

Dissemos, entretanto, se isto fosse possível, porque uma situação como esta não seria algo facilmente sustentável. O ser humano é um animal naturalmente político, que necessita, portanto, por esta razão, não apenas da escola, mas da verdadeira e plena sociedade para o seu aperfeiçoamento. Uma escola organizada nestas condições não contaria com amparo positivo algum por parte da sociedade a que pertence para o aperfeiçoamento que pretende de seus alunos; a sociedade democrática, enquanto tal, seria incapaz de compreender o que estaria acontecendo naquela escola: a forma especial de educação que ela ministra seria um problema interno que nada teria a ver com a sociedade; esta prestaria um auxílio meramente negativo, na medida em que tutelaria a escola contra os que desejassem negar diretamente o seu direito de existência.

Mas a sociedade democrática que assim agisse estaria indo contra um dos princípios fundamentais do Comentário à Política: aquele segundo o qual não é apenas para existir ou viver que os homens se reuniram em sociedade; ao contrário, a natureza do homem é tal que ele necessita da própria sociedade, e não apenas da escola, para alcançar o fim último de sua vida, e nada pode substituí-la neste papel, pois trata-se de algo que pertence à natureza do homem enquanto tal. A sociedade que apenas garante o direito de existência de uma escola como esta está simplesmente se omitindo naquilo que é precisamente o seu dever fundamental.

Ademais, ainda que uma escola como esta se dispusesse a existir em uma sociedade democrática, é uma anomalia que a parte seja hierarquicamente superior ao todo. Um general dificilmente conseguirá seguir a carreira de cabo, ainda que o queira, e ainda que as instituições jurídicas o amparem. Se não por outros motivos, os demais cabos e sargentos procurarão encontrar um modo de impedir-lhe a carreira. Não se pode dizer que seja impossível que ele persevere, mas é grande a possibilidade de que ele acabe sendo expulso ou que, com o tempo, vá perdendo as qualidades próprias de um general.

Por conseqüência, devemos concluir que a educação para a contemplação exige como pressuposto uma sociedade estruturalmente comprometida com o bem máximo do homem, uma sociedade em que suas instituições e suas leis, mais do que ao ideal da liberdade, estejam voltadas para o ideal da virtude, absolutamente considerada.

Latim volta a ser popular nas escolas e universidades da Alemanha


DW.DE - A "língua morta" é o terceiro idioma estrangeiro mais estudado nas escolas alemãs, atrás do inglês e do francês. Defensores dizem que o latim estimula o pensamento lógico e facilita o aprendizado de novas línguas.

O Johanneum é a mais antiga e tradicional escola de Hamburgo. Atrás das grossas paredes de tijolo do prédio construído no século 19, as línguas antigas sempre tiveram uma grande importância. Já a partir do quinto ano os alunos da escola de tradição humanista aprendem latim.

Prêmio Jabuti 2012: Rodrigo Gurgel, uma luz no fim do túnel

Dizia o escritor austríaco Hermann Broch que o artista é alguém contrário à totalidade do seu tempo.[1] Ou seja: com a sua arte ele se coloca não apenas contra aspectos adventícios e incidentais da época em que lhe coube viver, mas sim contra os símbolos da mentalidade vigente — cujas mazelas são captadas por ele numa imagem unitária. Trata-se, portanto, de alguém cuja radical inquietude impede de buscar o beneplácito de grupelhos, mendigar reconhecimento, andar à procura de apoio como quem procura emprego. Assemelha-se, pois, o grande artista a são João no Apocalipse, quando, após comer o livro de sabor doce, porém amarga digestão (Ap.X, 9), se torna espiritualmente apto a testemunhar os acontecimentos de uma perspectiva superior. Em suma, o olho do artista foi vazado pelas sombras da eternidade, razão pela qual o aplauso do tempo presente não pode ser o vetor de sua atuação.
No caso da literatura, quando vemos uma geração inteira de escritores acomoditiciamente fazendo de tudo por um lugar ao sol no mercado de livros, procurando imiscuir-se em patotas de jornalistas e literatos para arrumar — por meio de uma camaradagem hipócrita — espaços na mídia, é sinal de que a vaca está no brejo com os sininhos balouçantes e as patas atoladas. Estamos diante de uma gente incapaz de indignar-se, a não ser contra o temível vislumbre do próprio fracasso, e portanto nos antípodas do que dizia Broch do verdadeiro artista. Esta é, sem síntese, a situação média da literatura brasileira hoje: escritores de escasso talento, porém grande mobilidade nos meios de divulgação de livros, louvados de forma indigna; crítica refém de um academicismo universitário estéril; e cadernos literários ávidos pelos releases das grandes editoras e voltados mais à divulgação de feiras e eventos do que a qualquer outra coisa.
Diga-se, a propósito, que os prêmios literários são o maior desserviço à literatura que pode haver. Em essência, eles são o fomento a tudo o que é letal para a arte literária: estimulam tolas vaidades, alimentam uma crítica literária “meia boca” e servem mesmo é às cifras das editoras economicamente mais fortes — que se acotovelam para inscrever os seus livros nesses prêmios para, ganhando-os, como comumente ocorre, aumentar as vendas informando aos ávidos consumidores de novidades que esta ou aquela obra recebeu o galardão tal. Mas não nos enganemos: com raríssimas exceções, premiam-se verdadeiras nulidades literárias que mais cedo ou mais tarde irão, com justiça, para o limbo do esquecimento.
A mediocridade brasileira atual é alimentada pela quase absoluta ausência de verdadeira crítica literária; esta oscila entre o bom-mocismo e parâmetros acadêmicos fakes que envergonham uma história feita de protagonistas como José Veríssimo e Sílvio Romero (este último, malgrado os exageros de sua personalidade eriçada), Araripe Júnior, Ronald de Carvalho, Álvaro Lins, Agripino Grieco, Augusto Meyer, Afrânio Coutinho, Otto Maria Carpeaux, José Guilherme Merquior, Lúcia Miguel-Pereira, Brito Broca, Wilson Martins, Antônio Cândido (a quem faço inúmeras restrições quanto ao método e à ideologia, porém reconhecendo-o como conhecedor das letras pátrias) e outros.
Não há, no panorama atual da crítica, nenhum nome próximo àquilo que Machado de Assis preconizara num famoso texto de 1865, intitulado O ideal do crítico. Na ocasião, o Bruxo do Cosme Velho escrevia algo que cai como uma luva para o tempo presente: a crítica estava “desamparada pelos esclarecidos” e era “exercida pelos incompetentes”.
E escrevia mais o nosso romancista maior:
Não compreendo o crítico sem consciência. A ciência e a consciência, eis as duas condições principais para quem exerce a crítica. A crítica útil e verdadeira será aquela que, em vez de modelar as suas sentenças por um interesse, quer seja o interesse do ódio, quer o da adulação ou da simpatia, procure reproduzir (...) os juízos de sua consciência. Ela deve ser sincera, sob pena de ser nula. (...) O crítico não deve curar de inviolabilidades literárias, nem de cegas adorações”.
Após a famosa admoestação machadiana, a crítica literária brasileira conheceu belos momentos em tempos posteriores, na pena de amantes das letras como os acima citados. Contudo, a partir do final dos 60 — época em que José Guilherme Merquior reclamava da falta de cultura filosófica dos nossos melhores críticos — ela foi declinando até chegar ao atual momento, quando se encontra em situação idêntica à do tempo em que Machado de Assis dava o alerta quanto à necessidade de uma crítica literária forte e honesta, para o bem das nossas letras ficcionais.
Pois muito bem. Após quatro décadas de triste penúria, uma luz no fim do túnel acaba de surgir com o episódio do crítico Rodrigo Gurgel no Prêmio Jabuti 2012. Ele ousou desqualificar — com argumentos plausíveis e realistas — o livro de uma dessas inviolabilidades editoriais blindadas por uma mídia aduladora e de escassa cultura literária: a escritora Ana Maria Machado. Com coragem, honestidade e uma postura equilibrada, Gurgel deu uma sacudida para lá de necessária em nossas letras.
Ainda não tive oportunidade de ler sua obra Muita Retórica, Pouca Literatura – De Alencar a Graça Aranha, coisa que espero fazer em breve. Mas o episódio do Prêmio Jabuti mostra que, num cenário ainda desértico, enfim aparece alguém dotado de outra qualidade destacada por Machado de Assis naquele conhecido texto do último quartel do século XIX: independência, pois, nas palavras do autor do Brás Cubas, “a profissão do crítico deve ser uma luta constante contra todas essas dependências pessoais que desautorizam os seus juízos”.
Portanto, parabéns Gurgel! Ao ler o seu trabalho é bem provável que eu seja compelido a retirar a afirmação acima, segundo a qual não existe no atual cenário ninguém que faça jus ao passado da crítica literária no Brasil. 

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1- A menção a Hermann Broch e algumas expressões do primeiro parágrafo deste texto são as mesmas que fiz numa resenha sobre Raul Pompéia para o jornal O Globo, há tempos. Na época, as responsáveis do Caderno Prosa & Verso — para onde escrevi durante cinco anos — só me passavam para resenhar livros de autores mortos há décadas ou séculos, embora eu pedisse para escrever sobre obras contemporâneas. Infelizmente, a única vez em que isto aconteceu foi quando da publicação de um livro erótico com intenções literárias da lavra de Fernanda Young, cujo texto publicado foi este. Mas quando pedi para resenhar uma obra do queridinho Chico Buarque, a qual teve uma pré-venda cujos valores alcançaram milhões de reais, por ser o autor um notável compositor popular, o temor de que a crítica desagradasse aos editores foi patente, e a resposta foi “não”. Quando digo, pois, que há uma simbiose altamente prejudicial entre cadernos literários e grandes editoras brasileiras, sei do que estou falando. Até uma década atrás, a honrosa exceção ficava por conta de Wilson Martins, que em sua coluna muitas vezes conseguia ir contra a maré, como foi o caso de sua bem ponderada crítica aos livros “Estorvo”, de Chico Buarque, e “O Xangô de Baker Street”, de Jô Soares, subliteratura tão ao gosto de certo mercado oportunista. Depois, nada mais. 

Vaticano diz para a ONU: todos os pais têm o direito de dar educação escolar para os filhos em casa


Ben Johnson

TURTLE BAY, Nova Iorque, EUA, 1 de maio de 2012, (LifeSiteNews.com) — Numa vitória importante para os direitos dos pais no mundo inteiro, um representante do Vaticano disse que todos os pais têm o direito de dar educação escolar em casa aos filhos.
“O Estado tem de respeitar as escolhas que os pais fazem para seus filhos e evitar tentativas de doutrinação ideológica”, a missão permanente de observador da Santa Sé na ONU escreveu num comunicado divulgado na terça-feira.
Os pais “têm o direito e dever de escolher escolas cuja educação seja no lar, e eles têm o direito de possuir a liberdade de ter essa educação, que por sua vez tem de ser respeitada e facilitada pelo Estado”.
“Essa é uma vitória enorme”, Jeremiah Lorrig, diretor de relações com a mídia da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (conhecida pela sigla em inglês HSLDA), disse para LifeSiteNews.com. “Ter o apoio do embaixador do Vaticano é incalculável para o movimento de famílias que educam os filhos em casa”.
Um crescente número de pais opta por educar seus filhos em casa por causa da péssima qualidade das escolas disponíveis, ou porque as escolas cada vez mais promovem valores que estão em conflito com a moralidade cristã tradicional.
Em julho do ano passado, o governador Jerry Brown sancionou uma lei que exige que as escolas públicas da Califórnia ensinem “o papel e contribuições” dos homossexuais na história dos Estados Unidos.
“O propósito dessa lei é muito óbvio e é promover a aceitação social da homossexualidade e transexualidade para todas as crianças, e ao mesmo tempo silenciar aqueles que têm convicções religiosas ou morais contra tais estilos de vida”, Brad Dacus, presidente do Instituto de Justiça do Pacífico, disse para LifeSiteNews.com.
O problema não começou com algum projeto de lei, disse ele. “Os distritos escolares da Califórnia já estavam implementando programas de orientação pró-homossexualismo, e também programas para que as crianças aceitem melhor os travestis”, antes mesmo que o projeto de lei 48 fosse elaborado como legislação, muito menos se tornasse lei”, disse Dacus. Por exemplo, a Escola Fundamental Redwood Heights em Oakland implementou um currículo de “identidade de gênero”. “Esses programas já estavam sendo implementados da pré-escola ou jardim-da-infância até a escola secundária”, disse ele.
“Esse tipo de material só traz mais confusão, dificultando que as crianças façam decisões, e solidifica uma orientação sexual diferente do que é mental e fisicamente saudável para as crianças”, Dacus disse para LifeSiteNews.
Em muitos países, os pais sofrem a negação do direito básico de escolher a educação de seus filhos. Em outubro do ano passado, uma comissão do Congresso Nacional do Brasil decretou que a educação escolar em casa “desrespeita a Constituição, o Código Penal, a Lei Nacional de Diretrizes Básicas da Educação e o Estatuto da Criança e do Adolescente”. A situação da educação escolar em casa na Alemanha é tão ruim que uma família fugiu para o Irã para ter o direito de educar seus filhos em casa.
“A chave é conscientizar”, Lorrig disse para LifeSiteNews. “Em muitos desses países que têm leis muito restritivas contra a educação escolar em casa, as pessoas estão perdendo seus filhos”.
O mesmo problema também existe nos Estados Unidos. O Instituto de Justiça do Pacífico e a HSLDA defenderam famílias da Califórnia que educam os filhos em casa de uma decisão do Supremo Tribunal da Califórnia que buscava restringir seus direitos.
Lorrig disse para LifeSiteNews que o maior problema é a incerteza. “Você nunca sabe onde os ataques de surpresa vão aparecer”, disse ele. Por exemplo, a HSLDA teve uma batalha com um juiz do Mississippi, o qual tentou impor maiores restrições nos pais que educam os filhos em casa. “Nunca houve problemas contra a educação escolar em casa no Mississippi”, disse Lorrig.
A HSLDA venceu esses casos. “Mas é uma constante luta entre a liberdade de educar de casa e o desejo de controlar os pais”, disse Lorrig.
O apoio do Vaticano fará uma mudança bem-vinda para a missão internacional da HSLDA. “Encontramo-nos realmente em batalhas na ONU, principalmente em lutas contra a Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças”, disse Lorrig.
Se os EUA ratificarem esse tratado, avisou ele, poderá haver uma erosão dos direitos dos pais sobre a educação e muitos outros aspectos da vida de seus filhos menores. “Constitucionalmente falando, a Convenção dos Direitos das Crianças mudaria a estrutura das políticas de família nos Estados Unidos, minaria a soberania e colocaria essa autoridade nas mãos de remotos autoproclamados especialistas”, disse Lorrig.
A HSLDA facilita ou dá assessorial legal em favor de famílias que educam em casa em cerca de 25 nações no mundo inteiro.
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Vatican to the UN: all parents have the right to homeschool

Artes Liberais versus “Artes Prisionais”


Artes Liberais X Artes PrisionaisEm nossos dias, a evolução tecnológica, o consumismo e a indústria da propaganda impulsionam a busca daquilo que é pioneiro, moderno, inovador e exclusivo, marginalizando tudo aquilo que está estabelecido e consagrado. A cultura antropocentrista dos últimos cinco séculos busca idealizar a figura do homem também como um grande desbravado, sempre enaltecendo aqueles que buscam o que nunca foi pensado, inovando e reinventando constantemente sua vida, sem avaliar a mera possibilidade de a conclusão passada já estabelecida possa simplesmente ser melhor que a sua. Um claro exemplo deste fato está na comparação entre metodologia de ensino medieval e as metodologias de ensino atual.

Observando as Artes Liberais, cujo nome remete a libertação da alma da ignorância e do pecado para assim encontrar com Deus em sua plenitude, unindo para isso o Trivium e o Quadrivium, os quais irei expor na seqüência, temos uma clara noção de como a educação medieval, muito além de preparar o aluno apenas no âmbito acadêmico, o transformava em um homem completo e temente a Deus, não pela imposição tirânica da “malvada Igreja” como muitos dizem, mas pelo conhecimento de Deus e sua ação na vida cotidiana, na natureza e na sociedade. Vejamos no que consiste tal metodologia de estudos:

Trivium:
Compõem as três disciplinas mentais que o aluno precisava exercitar durante sua vida acadêmica.
  • Gramática:
    A arte de dominar os elementos formais da língua, em geral o grego, o latim e a língua local, de maneira a instrumentalizar o estudante para uma clara compreensão clara da leitura e uma boa escrita.
  • Retórica:
    A arte de aplicar os recursos aprendidos na gramática de maneira a expressar-se de maneira elegante e persuasiva. Esta arte permite ao estudante expor suas idéias de maneira ordenada, permitindo-o estruturar seu raciocínio de maneira concisa e coerente.
  • Lógica dialética:
    A arte de debater suas idéias de maneira racional e coesa, a fim de buscar a verdade nos campos científicos naturais e supranaturais, permitindo seu desligamento das paixões secantes e desvirtuadas que permeiam os discursos apaixonados e irracionais.
Quadrivium:
Compõem as quatro disciplinas que possibilitam o estudo da matéria, mediante sua contemplação diante de Deus, de maneira a propiciar o entendimento da interconexão entre o físico e o metafísico.
  • Aritmética:
    A arte de entender os números, as possíveis operações entre eles e suas relações por meio de funções, equações e expressões. Através deste estudo, o estudante conseguia absorver as unidades primordiais das diversas interações dos muitos elementos que compõem o mundo natural.
  • Música:
    O arte da música nas Artes Liberais remete a teoria musical fundamental. Esta possibilita ao aluno entender a harmina que existe entre as muitas notas musicais, bem como também o introduz a contemplação do belo. Assim, o estudante consegue de fato apreciar e identificar as coisas realmente boas das coisas aparentemente boas.
  • Geometria:
    A arte de compreender o espaço e as figuras que podem ocupar-lo. Junto com a música, a geometria desperta a sensibilidade do aluno para entender o mundo em que vive, entendendo assim todas as coisas que o compõem.
  • Astronomia:
    A arte de estudar os astros de maneira a compreender os padrões de deslocamento, os fenômenos físicos oriundos destas atividades. Isso proporciona ao aluno uma compreensão das forças naturais e seus resultados para os seres humanos e o ambiente que vivemos. A astronomia pode hoje ser desmembrada em outras ciências naturais como a física, a química e a biologia.
Este método acadêmico vigorou nas escolas católicas por séculos a fio, possibilitando a criação de toda a civilização ocidental. Nomes como São Tomás de Aquino, São Francisco de Sales, São João da Cruz, Santo Antônio de Pádua, São Francisco de Assis, São João Bosco, São João Batista de La Salle e muitos outros fundadores de ordens religiosas e colégios católicos adotaram esta metodologia de ensino, que muito além de preparar o homem para um convívio social salutar, o conduzia para Deus mediante a modulação do caráter e de sua percepção.

Todo o ensino das Artes Liberais era pautado na disciplina, no desenvolvimento intelectual e na conscientização do aluno do seu papel dentro do espectro social e religioso. Não se havia espaço para propaganda e doutrinação ideológica. O conhecimento e a fé eram de fato a espinha dorsal desta metodologia, pois diferente do que se é propagado hoje, o obscurantismo e a ausência da correta razão afastam o homem do entendimento de Deus e sua ação na realidade.

Hoje, temos um ensino pautado no liberalismo e na dissociação de papeis sociais, permitindo assim a implosão dos limites que devem ser estabelecidos entre os seres humanos para que estes não se destruam mutuamente. Próceres das metodologias de ensino moderno, como o desenvolvimentismo de Jean Piaget, o construtivismo de Emilia Ferreiro, Vigotski e Paulo Freire, cujo único mérito deste último foi criar um sistema de alfabetização que não alfabetiza ninguém, buscam no fundo um nivelamento entre os mestres e aluno, destruindo assim as responsabilidades do mestre de ensinar e do aluno de aprender.

Observando os péssimos resultados obtidos pelo Brasil nos testes internacionais de ensino (53º no PISA 2009) e da qualificação pífia das universidades brasileiras nos rankings mundiais (melhor colocada é a USP em 169º lugar, sendo superada por universidades na Malásia (167º) e África do Sul (157º)), podemos ver claramente o resultado de anos de empenho para a destruição da educação no Brasil. Fica então a pergunta: Por que desmantelar a educação brasileira que já foi modelo a ser seguido nas décadas de 50 e 60? A resposta a esta questão infelizmente não está no âmbito cultural e pedagógico, mas nos comitês e reuniões dos partidos que governam o Brasil hoje mediante a toda uma preparação para a revolução cultural, aos moldes da Escola de Frankfurt. Não irei aqui descrever os modelos educacionais atuais de maneira individual, pois de certo todos eles têm o mesmo princípio, ao qual irei expor a seguir.

Para Antônio Gramsci, filósofo socialista co-fundador do Partido Comunista Italiano e da Escola de Frankfurt, a educação escolar tinha um papel fundamental na revolução cultural socialista, pois formava opiniões, formas de pensar e agir na cultura ocidental. Observou através de estudos filosóficos que a escola criava hábitos religiosos, de amor a família, de respeito a pátria, e a própria noção de cidadania numa sociedade. Assim sendo, propõe a transformação da escola em um instrumento de transformação social, de maneira a conduzir as massas diretamente para a revolução. Para isto, Gramsci sugere a criação da Escola Unitária, onde a proposta pedagógica deveria abordar dois segmentos:

 1 – Eliminar a separação entre trabalho intelectual e trabalho manual: Isso seria possível através da existência de um círculo que privilegie tanto as matérias clássicas (matemática, história, geografia, física, etc.) quanto conteúdos ligados a preparação para o trabalho, reduzindo assim a distância entre a valorização do trabalho intelectual e do trabalho manual.

2 – Trabalhar na dimensão política da sociedade: Com o objetivo de nivelar completamente a cultura, sem levar em conta as origens sociais, através de uma instituição pública, gratuita, estatal e obrigatória a todos, introjetando assim conteúdo político ligado às idéias da revolução cultural, de maneira a transformar a cultura da sociedade de maneira lenta e gradual, bem como a formação de intelectuais orgânicos (ativistas da causa revolucionária) para conduzir o processo pelas gerações.

Vemos assim que a proposta de Gramsci visa unificar o ensino escolar, tanto no espectro da freqüência de todas as pessoas independente de sua classe social, quanto no espectro de ensino, difundindo e doutrinando as crianças com ativismo político nos ideais ligados a revolução.

Esta estratégia é a base para todos os métodos de ensino aplicados hoje nas escolas públicas e privadas tanto no Brasil quanto em diversas partes do mundo. O estudo confessional religioso foi abolido e marginalizado dos quadros educacionais do Brasil. As Artes Liberais foram substituídas por “Artes Prisionais”. Os líderes da revolução cultural no país não se preocupam em nada com a formação acadêmica, cultural, cívica e moral dos seus patrícios, mas apenas na doutrinação e escravização mental em prol da sua ideologia política. Ser educador no Brasil do século XXI é, voluntaria ou involuntariamente, ser instrumento da propaganda revolucionária. 

Ao folhearmos alguns livros didáticos distribuídos pelas escolas públicas estatais e também nas escolas particulares veremos claramente que o grande desafio dos próximos anos não será descobrir novos e eficientes métodos de ensino, mas a retomada do ensino nos moldes clássicos, de maneira a permitir a construção efetiva de uma sociedade justa, de alto nível moral e intelectual. Este trabalho deve começar através da formação de uma nova elite cultural, munida de alta cultura de fato, limpa das obscenidades políticas incutidas pelos revolucionários, permitindo assim a tomada dos espaços perdidos nas universidades pelas ideologias gramscianas de maneira geral.

Não há dúvida que este desafio é muito grande e não deverá ser realizado de maneira afoita e desestruturado. A paciência é uma virtude fundamental para a reversão deste quadro. Porem, não podemos ficar esperando as coisas acontecerem de maneira espontânea, ao contrário, é preciso trabalhar desde já com amor e dedicação a causa da educação brasileira confessional para que as nuvens negras da revolução possam ser dissipadas uma vez por todas.

Peçamos a Deus e a Virgem Santíssima força e coragem para lutar nesta batalha árdua, mas que nós já sabemos que será vencida pelo Imaculado Coração de Maria e pelo Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo. Educar para o Céu é a missão da igreja e de todos os cristãos, portanto, devemos ser instrumentos de Cristo para atingir todos os corações, preparando-os para o encontro derradeiro com o Cristo, promovendo assim a verdadeira justiça social e paz, que só pode ser alcançada mediante o Reinado Social de Cristo Rei.

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Fonte:

Três ótimas notícias: GERON cai e está fora do mercado da morte, Pais Católicos se preocupam com a educação de seus filhos e por fim, Canção Nova recua sob pressão conservadora Católica.


1. A multinacional GERON, especializada em experiências com células tronco embrionárias, saiu do ramo, indicativo de que as experiências com células tronco embrionárias não estão dando resultado.

O que pensar das experiências com células tronco adultas?

2. No Rio de Janeiro, famílias preocupadas com a educação sexual para crianças de 4 a 8 anos, pois corrompem e deformam as crianças.

3. Canção Nova volta atrás sob o peso da militância conservadora Católica.


Porque não uma Associação Nacional sobre ensino Católico nas escolas?

Eis os links que foram abordados:
www.facebook.com/ensinotradicional
www.ensinotradicional.blogspot.com
www.napcis.org



Se não conseguir ver o vídeo: http://twitcam.livestream.com/7d1qv

Associação Nacional de Escolas Católicas dos E.U.A.

Por Allan L. dos Santos



The National Association of private Catholic and Independent Schools
http://www.napcis.org

A associação americana de escolas católicas privadas e independentes, que está sob a tutela de ninguém menosque o Cardeal Raymond Burke, tem interessado magistrados católicos de várias cidades brasileiras. O trabalho consiste em formar, auxiliar e surpevisionar as escolas católicas que desejam estar afiliada à mesma. Aqui no Brasil o projeto ainda está em estado de germinação, tendo como líder o Prof. Felipe Nery, o qual é conhecido por todos nós pelo excelente trabalho que desempenhou como diretor do Colégio de São Bento em SP, capital, e apoiado por docentes como o Pós-Doutor o Prof. Ricardo da Costa, o Prof. Sávio Laet, o Prof. Elton Quadros, entre  outros bons e excelentes licenciandos e licenciados excelentes, assim como bacharelandos e bacharelados. Assim, queremos convidá-los, seja você um educador - pai ou mãe, por exemplo, ou docente em qualquer área do ensino, a fazer parte deste maravilhoso projeto, embora árduo, muito confortador para todos aqueles que sofrem a ditadura do relativismo, a guerra-cultural que fomos inseridos sem dó ou pieade.

Para saber mais deste trabalho, acesse a página do Facebook:
www.facebook.com/ensinocatolico
Ou o grupo do Facebook:
 www.facebook.com/groups/ensinocatolico
Estamos convencidos de que o número dos profissionais da educação que são conscientes dos erros de cunho socialista, é pequeno, ou mesmo, se sabem, não o sabem bem ou tão claramente como precisariam saber. E como a audácia dos maus avança à medida que a covardia dos bons cresce cada vez mais, é neccesário encorajar os que dormem o sono da ignorância entorpecidos pela propaganda revolucionária vigente em todas as áreas do saber humano.

É hora de agirmos em coalizão para vencermos os inimigos da Igreja e da vida humana!