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Cardeal Cañizares: “Eu celebro a Missa Tradicional porque é normal fazê-lo”.


Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com
Trecho da entrevista concedida pelo Cardeal Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, a Andrea Tornielli, do La Stampa, a respeito de sua celebração da Missa Tradicional no próximo sábado na Basílica do Vaticano, que será o ápice da peregrinação internacional a Roma entre os dias 1 a 3 de novembro por parte de católicos tradicionais em união com Sua Santidade:
Qual é o motivo da peregrinação?
“Agradecer a Deus e ao Papa pelo Motu Proprio que ele emitiu há cinco anos, reconhecendo o valor da liturgia celebrada de acordo com o missal do Beato João XXIII e marcando a continuidade com a tradição do Rito Romano. Ao reconhecer a liturgia anterior compreende-se que a reforma não significa acabar com práticas tradicionais mais antigas.”
Por que o senhor concordou em celebrar a missa para os peregrinos que seguem o Rito pré-conciliar?
“Eu concordei porque é uma maneira de mostrar às pessoas que é normal usar o missal de 1962: há duas formas do mesmo Rito, mas há apenas um único Rito, assim é normal usá-lo durante as celebrações da missa. Eu já celebrei várias missas de acordo com o missal introduzido pelo Beato João XXIII e o farei novamente de bom grado nessa ocasião. A Congregação na qual o Papa me chamou para atuar como Prefeito não se opõe ao uso da liturgia antiga, embora a tarefa de nosso dicastério seja realçar o significado da renovação litúrgica de acordo com as diretrizes da constituição Sacrosanctum Concilium e seguir as pegadas do Concílio Vaticano II. Com relação a isso, é preciso dizer que a forma extraordinária do Rito Latino deve se inspirar na Constituição conciliar, que nos primeiros dez parágrafos se concentra no verdadeiro espírito da liturgia e, portanto, é relevante a todos os ritos.”

Cardeal Cañizares pede por “moderação” de concelebrações no Rito Latino.

Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com – O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos disse, no dia 5 de março, que a "ampliação da faculdade de concelebrar precisa ser moderada". A Constituição sobre a Sagrada Liturgia, do Concílio Vaticano II, estendeu a permissão para a concelebração em certos casos; esta permissão foi ampliada nos anos seguintes.
"A concelebração, na genuína tradição da Igreja, seja Ocidental ou Oriental, é um rito extraordinário, solene e público, normalmente presidido pelo bispo ou seu delegado, cercado por seu presbitério e por toda a comunidade de fiéis", disse o Cardeal Antonio Cañizares Llovera na apresentação de um novo livro sobre o assunto de Mons. Guillaume Derville, um padre do Opus Dei.
"Mas as concelebrações diárias de padres apenas, que são praticadas 'privadamente', por assim dizer, nas Igrejas ocidentais, em vez de Missas celebradas individualmente ou 'more privado' [de modo privado], não fazem parte da tradição litúrgica latina", acrescentou o cardeal. "Ademais, parece-me que o autor foi muito bem-sucedido ao examinar profundamente as razões implícitas mencionadas pelo Concílio para estender a concelebração. Esta ampliação da faculdade de concelebrar precisa ser moderada, como podemos ver quando lemos os textos do Concílio".
Citando o Papa Bento XVI, o Cardeal Cañizares afirmou:
"Quanto a mim, tenho de dizer que isso permanece um problema, pois a comunhão concreta na celebração é fundamental, e eu não considero que a resposta definitiva realmente tenha sido encontrada. Também levantei esta questão durante o último Sínodo, mas ela não foi respondida. Fiz ainda outra pergunta a respeito da concelebração: por que, por exemplo, se mil padres concelebram, não sabemos ainda se esta estrutura foi desejada pelo Senhor?"

Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de joelhos


Tradução do original espanhol da Aciprensa.
 

A resposta do Cardeal foi breve e simples: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".
 
Também, ao responder a pergunta da ACI sobre o costume instaurado pelo Papa Bento XVI, de fazer que os fiéis que recebem a Eucaristia dele, recebam na boca e de joelhos, o cardeal Cañizares disse que isso de deve "ao sentido que a comunhão deve ter, que é de adoração, de reconhecimento de Deus"
"É apenas saber que estamos diante de Deus que veio a nós e nós não merecemos"
O purpurado disse também que comungar dessa forma "é sinal de adoração que é necessário recuperar. Eu creio que é necessário para toda igreja que a comunhão se faça de joelhos"

"De fato - acrescentou - caso a comunhão seja de pé, é necessário que se faça a genuflexão, ou uma inclinação profunda, coisa que não se faz".
O prefeito Vaticano disse também que se "banalizamos a comunhão, banalizamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como o de comungar, como o de reconhecer a presença real de cristo ali presente, do Deus que é o amor de todos os amores como cantamos em uma canção espanhola".
Ao ser consultado por ACI sobre os abusos litúrgicos que ocorrem atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobretudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".
Essa formação, explicou, deve fazer que "se celebre bem, para que se celebre conforme as exigências e a dignidade da celebração, conforme as normas da igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autênticamente a Eucaristia".
Finalmente o Cardeal Cañizares disse a ACI que nessa tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos "nós bispos temos uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumprir, porque tudo o que fazemos para que a Eucaristia se celebre bem, será fazer que se participe bem na Eucaristia"

“Chega de missa criativa, na igreja silêncio e oração”.


Apresentamos nossa tradução da entrevista concedida pelo Cardeal Antonio Cañizares a Andrea Tornielli, do Il Giornale, via La Buhardilla de Jerónimo.
* * *
Cardeal Antonio Cañizares Llovera, com a Capa Magna.
Cardeal Antonio Cañizares Llovera, com a Capa Magna.

A liturgia católica vive “uma certa crise” e Bento XVI quer dar vida a um novo movimento litúrgico, que volte a trazer mais sacralidade e silêncio à Missa, e mais atenção à beleza no canto, na música e na arte sacra.

O Cardeal Antonio Cañizares Llovera, 65 anos, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, que enquanto bispo na Espanha era chamado de “o pequeno Ratzinger”, é o homem ao qual o Papa confiou esta tarefa. Nesta entevista a Il Giornale, o “ministro” da liturgia de Bento XVI revela e explica programas e projetos.

Como cardeal, Joseph Ratzinger havia lamentado uma certa pressa na reforma litúrgica pós-conciliar. Qual é a sua opinião?
A reforma litúrgica foi realizada com muita presa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação. Não se deu tempo e espaço suficiente para acolher e interiorizar os ensinamentos do Concílio; de repente, mudou-se o modo de celebrar.

Recordo bem a mentalidade então difundida: era necessário mudar, criar algo novo. Aquilo que havíamos recebido, a tradição, era visto como um obstáculo. A reforma foi entendida como obra humana, muitos pensavam que a Igeja era obra de nossas mãos e não de Deus. A renovação litúrgica foi vista como uma investigação de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então.

Como cardeal, Ratzinger havia prognosticado uma “reforma da reforma” litúrgica, palavras atualmente impronunciáveis, mesmo no Vaticano. Todavia, parece evidente que Bento XVI a deseje. É possível falar dela?
Não sei se é possível, ou se é conveniente, falar de “reforma da reforma”. O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja. Porque, como explica Bento XVI no primeiro volume de sua Opera Omnia, em relação à liturgia se decide o destino da fé e da Igreja. Cristo está presente na Igreja através dos sacramentos. Deus é o sujeito da história, e não nós. A liturgia não é uma ação do homem, mas de Deus.

O Papa, mais que decisões impostas de cima, fala com o exemplo. Como ler as mudanças introduzidas por ele nas celebrações papais?
Acima de tudo, não deve haver nenhuma dúvida sobre a bondade da renovação litúrgica conciliar, que trouxe grandes benefícios para a vida da Igreja, como a participação mais consciente e ativa dos fiéis e a presença enriquecida da Sagrada Escritura. Mas além destes e outros benefícios, não faltaram sombras, surgidas nos anos seguintes ao Vaticano II: a liturgia, isso é fato, foi “ferida” por deformações arbitrárias, provocadas também pela secularização que desgraçadamente atinge também dentro da Igreja. Consequentemente, em muitas celebrações já não se coloca Deus no centro, mas o homem e seu protagonismo, sua ação criativa, o papel principal é dado à assembléia. A renovação conciliar foi entendida como uma ruptura e não como um desenvolvimento orgânico da tradição. Devemos reaviver o espírito da liturgia e para isso são significativos os gestos introduzidos nas liturgias do Papa: a orientação da ação litúrgica, a cruz no centro do altar, a comunhão de joellhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio, a beleza na arte sacra. É também necessário e urgente promover a adoração eucarística: diante da presenção real do Senhor, não se pode senão estar em adoração.

Quando se fala de uma recuperação da dimensão do sagrado, há sempre quem apresente tudo isso como um simples retorno ao passado, fruto de nostalgia. Como o senhor responde?
A perda do sentido do sagrado, do Mistério, de Deus, é uma das perdas de consequências mais graves para um verdadeiro humanismo. Quem pensa que reavivar, recuperar e reforçar o espírito da liturgia e a verdade da celebração é um simples retorno a um passado superado, ignora a verdade das coisas. Colocar a liturgia no centro da vida da Igreja não é em nada nostálgico, mas, pelo contrário, é garantia de estar a caminho em direção ao futuro.

Como julga o estado da liturgia católica no mundo?
Diante do risco da rotina, diante de algumas confusões, da pobreza e da banalidade do canto e da música sacra, pode-se dizer que há uma certa crise. Por isso é urgente um novo movimento litúrgico. Bento XVI, indicando o exemplo de São Francisco de Assis, muito devoto do Santíssimo Sacramento, explicou que o verdadeiro reformador é alguém que obedece a fé: não se move de maneira arbitrária e não se arroga nenhuma discricionariedade sobre o rito. Não é o dono, mas o custódio do tesouro instituido pelo Senhor e confiado a nós. O Papa, portanto, pede à nossa Congregação promover uma renovação segundo o Vaticano II, em sintonia com a tradição litúrgica da Igreja, sem esquecer a norma conciliar que prescreve não introduzir inovações exceto quando as requererem uma verdadeira e comprovada utilidade para a Igreja, com a advertência de que as novas formas, em todo caso, devem surgir organicamente das já existentes.

O que pretende fazer como Congregação?
Devemos considerar a renovação litúrgica segundo a hermêutica da continudade na reforma indicada por Bento XVI para ler o Concílio. E para fazê-lo, é necessário superar a tendência de “congelar” o estado atual da reforma pós-conciliar, de um modo que não faz justiça ao desenvolvimento orgânico da liturgia da Igreja.

Estamos tentanto levar adiante um grande empenho na formação dos sacerdotes, seminaristas, consagrados e fiéis leigos, para favorecer a compreensão do verdadeiro significado das celebrações da Igreja. Isso requer uma adequada e ampla instrução, vigilância e fidelidade nos ritos, e uma autêntica educação para vivê-los plenamente. Este empenho será acompanhado pela revisão e pela atualização dos textos introdutórios de diversas celebrações (prenotanda). Somos conscientes também de que dar impulso a este novo movimento não será possível sem uma renovação pastoral da iniciação cristã.

Uma perspectiva que deveria ser aplicada também à arte e à música…
O novo movimento litúrgico deverá fazer descobrir a beleza da liturgia. Por isso, abriremos uma nova seção em nossa Congregação dedicada à “Arte e música sacra” a serviço da liturgia. Isso nos levará a oferecer, o quanto antes, critérios e orientações para a arte, canto e música sacras. Como também pensamos em oferecer o mais rápido possível critérios e orientações para a pregação.

Nas Igrejas desaparecem os genuflexóriosa Missa às vezes é ainda um espaço aberto à criatividade, são cortadas inclusive as partes mais sagradas do cânonComo inverter esta tendência?
A vigilância da Igreja é fundamental e não deve ser considerada como algo inquisitório ou repressivo, mas como um serviço. Em todo caso, devemos tornar todos conscientes da exigência, não só dos direitos do fiéis, mas também dos “direitos de Deus”.

Existe também o risco oposto, isto é, o de se crer que a sacralidade da liturgia depende da riqueza dos paramentos: uma posição fruto de esteticismo que parece ignorar o coração da liturgia…
A beleza é fundamental, mas é algo muito distintito de um esteticismo vazio, formalista e estéril, no qual se cai às vezes. Existe o risco de se acreditar que a beleza e a sacralidade da liturgia dependem da riqueza ou da antiguidade dos paramentos. É necessário uma boa formação e uma boa catequese baseada no Catecismo da Igreja Católica, evitando também o risco oposto, o da banalização, e atuando com decisão e energia quando se recorre a costumes que tiveram seu sentido no passado, mas que atualmente não têm ou não contribuem de nenhum modo para a verdade da celebração.

Poderia nos dar alguma indicação concreta sobre o que poderia mudar na liturgia?
Mais que pensar em mudanças, devemos nos comprometer em reaviver e promover um novo movimento litúrgico, seguindo o ensinamento de Bento XVI, a reaviver o sentido do sagrado e do Mistério, pondo Deus no centro de tudo. Devemos impulsionar a adoração eucarística, renovar e melhorar o canto litúrgico, cultivar o silêncio, dar mais espaço à meditação. Disso surgirá as mudanças…

Tradução Fratres in Unum

FSSP: Cardeal Cañizares ordena cinco novos sacerdotes em Wigratzbad, Alemanha

No dia 3 de julho de 2010, o Prefeito para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, S. Ema. Antonio Cardeal Cañizares, ordenou cinco novos padres para a Farternidade Sacerdotal de São Pedro, em Wigratzbad, Alemanha.




Tomada do hábito no IRCS (I)



3 de outubro de 2010, sábado na Capela da Imaculada Conceição da Gricigliano.

Preparação para a chegada de Sua Eminência Antonio Cardeal Cañizares.

A ilustre presença de Rev. Abade Dom Chauveau da Abadia de Notre-Dame de Fontgombault.

Chegada do Cardeal Cañizares

Mons. Prior Geral e Mons. Schmitz acolhem Sua Eminência


Antes de receber o hábito
Mademoiselle Sarah Connolly

Mademoiselle Anne-Marie Murphy

Mademoiselle Anne-Laure Vannini


A RECEPÇÃO DO HÁBITO E PROFISSÃO DOS VOTOS




As futuras esposas de CRISTO REI e SACERDOTE, vestidas de noiva, são conduzidas para a capela.





AOS PÉS DO ALTAR



Canto do Veni Creator


BÊNÇÃO DO HÁBITO









Cardeal Cañizares: Jesus e as crianças

Há cem anos, Pio X antecipava a idade para a primeira comunhão

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 23 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – No contexto do centenário do decreto Quam singulari Christus amore (8 de agosto de 1910), de São Pio X – Papa que foi beatificado em 1951 e canonizado em 1954 –, publicamos a reflexão do prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cardeal Antonio Cañizares, apresentada em L'Osservatore Romano. Bento XVI discutiu esse tema na audiência geral de quarta-feira passada.

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Completam-se agora cem anos da promulgação do decreto Quam singulari, do Papa São Pio X, pelo qual, seguindo fielmente os ensinamentos do Concílio IV de Latrão e os de Trento, estabeleceu a primeira comunhão e primeira confissão das crianças à idade do uso de razão, quer dizer, em torno dos sete anos.

Esta disposição do santo Papa supunha um caminho muito importante na prática pastoral e na concepção habitual de então, que por razões diversas, tinha atrasado a idades posteriores este acontecimento tão transcendente para o homem.

Com este decreto, São Pio X, o grande Papa da piedade e da participação eucarística, com o desejo de renovação eclesial que inspirou seu pontificado, ensinou a toda Igreja o sentido, lugar, valor e centralidade da sagrada comunhão para a vida de todos os batizados, incluídas as crianças.

Com este gesto, ao mesmo tempo, destacava e recordava a todos o amor e a predileção de Jesus pelas crianças, que, além de fazer-se criança, manifestou seu amor por elas com gestos e palavras, até o ponto de dizer: “se não forem como as crianças, não entrarão no reino dos céus”; “deixai que as crianças venham a mim, não as impeçam, porque delas é o reino dos céus”. Elas são sempre amigas muito especiais do Senhor.

Com a mesma predileção, com o mesmo olhar amoroso e com a mesma atenção e solicitude singular, a Igreja olha, atende, cuida e se preocupa com as crianças. Por isso, ela, como mãe amorosa, quer para seus filhos pequenos, os primeiro no reino de Deus, que, com as devidas disposições, participem logo do melhor e mais importante que Jesus nos deixou em sua memória: seu Corpo e seu Sangue, o Pão da vida. Pela sagrada comunhão, Jesus em pessoa, Filho de Deus, entra dentro da vida de quem o recebe e coloca sua morada nele. Não há maior amor, nem maior presente. Isso é um dom de amor que vale mais que todo o restante que se possa dar à vida de cada homem. Estar com o Senhor; que o Senhor esteja em nós, dentro de nós; que nos alimente e sacie; que nos tome pelas mãos e nos guie; que nos vivifique e permaneçamos fielmente em comunhão e amizade com ele: é sem dúvida o mais importante, o mais gratificante, o mais gozoso que pode acontecer a alguém.

Como atrasar, pois, às crianças, este encontro com Jesus, elas que são seus melhores amigos, as especialmente queridas por Deus, o Pai, objeto de especial cuidado da Igreja, mãe santa?

A primeira comunhão das crianças é como o início de um caminho junto a Jesus, em comunhão com ele: o início de uma amizade destinada a durar e se fortalecer toda a vida com ele; começo de um caminho, porque com Jesus, unidos sem nos separar, procedemos bem e a vida se faz boa e virtuosa; com ele dentro de nós podemos ser sem dúvida pessoas melhores. Sua presença entre nós e conosco é luz, vida e pão no caminho. O encontro com Jesus é a força de que necessitamos para viver com alegria e esperança. Não podemos, atrasando a primeira comunhão, privar as crianças – a alma e o espírito das crianças – desta graça, obra e presença de Jesus, deste encontro de amizade com ele, desta participação singular do próprio Jesus e deste alimento do céu para poder amadurecer e chegar assim à plenitude.

Todos, especialmente as crianças, têm necessidade do Pão descido do céu, porque também a alma deve se nutrir e não bastam nossas conquistas, a ciência, as coisas técnicas, por muito importantes que sejam. Necessitamos de Cristo para crescer e amadurecer em nossas vidas. Isso é ainda mais importante neste tempo que vivemos e o é de modo especial para as crianças, frequentemente objeto, infelizmente, de manipulação e de destruição de sua grandeza, pureza, simplicidade, “santidade”, capacidade de Deus e de amor que as constitui. As crianças vivem imersas em mil dificuldades, envolvidas em um ambiente difícil que não lhes favorece ser o que Deus quer delas; muitas são vítimas da crise da família. Nesse clima ainda lhes é mais necessário o encontro, a amizade, a união com Jesus, sua presença e sua força. São, por sua alma limpa e aberta, as mais bem dispostas, sem dúvida, para isso.

O centenário do decreto Quam singulari é uma ocasião providencial para recordar e insistir no ato de receber a primeira comunhão quando as crianças tiverem a idade do uso de razão, que hoje, inclusive, parece se antecipar. Não é recomendável, por isso, a prática que se está introduzindo cada dia mais de atrasar a idade da primeira comunhão. Ao contrário, é ainda mais necessário o ato de adiantá-la. Perante tantas coisas que estão acontecendo com as crianças, e o ambiente tão adverso em que crescem, não as privemos do dom de Deus: este pode ser, é a garantia de seu desenvolvimento como filhos de Deus, engendrado pelos sacramentos da iniciação cristã no seio da santa mãe Igreja. A graça do dom de Deus é mais poderosa que nossas obras e que nossos planos e programas. Quando São Pio X adiantou a idade da primeira comunhão, também insistiu na necessidade de uma boa formação, de uma boa catequese. Hoje devemos acompanhar este ato de adiantar a idade com uma nova e vigorosa pastoral de iniciação cristã. As linhas marcadas pelo Catecismo da Igreja Católica e o Diretório geral para a catequese são guias imprescindíveis nesta nova pastoral ou renovada da iniciação cristã tão fundamental para o futuro da Igreja, a mãe que, com o auxílio da graça do espírito, engendra e amadurece seus filhos pelos sacramentos da iniciação, pela catequese, e por toda ação pastoral que acompanha. Assim, pois, não fechemos hoje nossos ouvidos às palavras de Jesus: “deixai que as crianças venham a mim, não as impeçam”. Ele quer estar nelas e com elas, porque “das crianças e dos que são como elas é o reino de Deus”.

Prefácio do Cardeal Cañizares à edição espanhola de "A Reforma de Bento XVI" de Nicola Bux


A edição espanhola do livro "A Reforma de Bento XVI" de don Nicola Bux é prefaciado pelo Cardeal Cañizares. Com o perdão de Messori, é ainda melhor que a introdução do prestigiado jornalista italiano. Os destaques são do blog Oblatvs.

English-speaking readers can find it here.






Desde a publicação deste livro até a presente edição espanhola não passaram mais que uns poucos meses. Todavia, a transcendência de certos fatos ocorridos neste lapso de tempo modificou enormemente o “clima” em torno de sua temática, especialmente pelo ambiente de controvérsia que se criou em razão do levantamento das excomunhões dos quatro bispos ordenados há vinte anos por Dom Lefebvre. Este gesto de misericórdia gratuita do Santo Padre para tornar possível a sua plena inserção eclesial, que demonstra com fatos que a Igreja não renega sua tradição, fez com que a “Missa Tradicional” acabe ligada a um problema disciplinar e, pior ainda, político.

Como consequência, existe o risco de uma desfiguração do sentido profundo do Motu Proprio de 7 de julho de 2007; um gesto de extraordinário sentido comum eclesial pelo qual se reconheceu o valor pleno de um rito que nutriu espiritualmente a Igreja Ocidental durante séculos.
Não há dúvida de que um aprofundamento e uma renovação da liturgia eram necessários.

Porém, com frequência, está não foi uma realização perfeitamente alcançada. A primeira parte da constituição Sacrosanctum Concilium não entrou no coração do povo cristão. Houve uma mudança nas formas, uma reforma, não, porém uma verdadeira renovação, tal e como pediam os Padres conciliares. Às vezes, mudou-se pelo simples gosto de mudar um passado percebido como totalmente negativo e superado, concebendo a reforma como uma ruptura e não como um desenvolvimento orgânico da tradição. Isto criou reações e resistências desde o princípio, que em alguns casos se concretizaram em posições e atitudes que levaram a soluções extremas, inclusive a ações concretas que implicavam penas canônicas. É urgente, entretanto, distinguir o problema disciplinar surgido de atitudes de desobediência de um grupo, do problema doutrinal e litúrgico.

Se cremos de verdade que a Eucaristia é realmente a “fonte e o ápice da vida cristã” – como nos recorda o Concílio Vaticano II – não podemos admitir que seja celebrada de um modo indigno. Para muitos, aceitar a reforma conciliar significou celebrar uma Missa que de um modo ou de outro devia ser “dessacralizada”. Quantos sacerdotes vimos ser tratados como “retrógrados” ou “anticonciliares” pelo simples fato de celebrarem de maneira solene, piedosa ou simplesmente por obedecerem cabalmente às rubricas! É peremptório sair desta dialética.

A reforma foi aplicada e principalmente vivida como uma mudança absoluta, como se se devesse criar um abismo entre o pré e o pós Concílio, em um contexto em que o termo “pré-conciliar” era usado como um insulto. Aqui também se deu o fenômeno que o Papa observa em sua recente carta aos bispos de 10 de março de 2009: “Às vezes se tem a impressão de que nossa sociedade tenha necessidade de um grupo, ao menos, com o qual não tenha tolerância alguma, o qual se pode atacar com ódio”. Durante este ano foi o caso, em boa medida, dos sacerdotes e fiéis ligados à forma de Missa herdada através dos séculos, tratados muitas vezes como “leprosos”, como dizia de forma contundente o então cardeal Ratzinger.

Hoje em dia, graças ao Motu Proprio, esta situação está mudando notavelmente. E em grande medida está acontecendo porque a vontade do Papa não foi unicamente satisfazer aos seguidores de Dom Lefebvre, nem limitar-se a responder aos justos desejos dos fiéis que se sentem ligados, por diversos motivos, à herança litúrgica representada pelo rito romano, MAS TAMBÉM, E DE MANEIRA ESPECIAL, ABRIR A RIQUEZA LITÚRGICA DA IGREJA A TODOS OS FIÉIS, TORNANDO POSSÍVEL ASSIM A DESCOBERTA DOS TESOUROS DO PATRIMÔNIO LITÚRGICO DA IGREJA A QUEM AINDA O IGNORA. Quantas vezes a atitude dos que os menosprezam não é devida a outra coisa senão a este desconhecimento! Por isso, considerado a partir deste último aspecto, o Motu Proprio tem sentido transcendente à existência ou não de conflitos: ainda quando não houvesse nenhum “tradicionalista” a quem satisfazer, este “descobrimento” teria sido suficiente para justificar as disposições do Papa.

Foi dito também que tais prescrições seriam um “atentado” contra o Concílio, isto, porém mostra um desconhecimento do mesmo Concílio, cuja intenção de dar a todos os fiéis a ocasião de conhecer e apreciar os múltiplos tesouros da liturgia da Igreja é precisamente o que desejou ardentemente esta magna assembleia: “O Sacrossanto Concílio, apegando-se fielmente à tradição, declara que a Santa Mãe Igreja atribui igual direito e honra a todos os ritos legitimamente reconhecidos e quer que no futuro sejam conservados e fomentados por todos os meios” (SC 4).

Por outro lado, estas disposições não são uma novidade; a Igreja sempre as manteve, e quando ocasionalmente não foi assim, as consequências foram trágicas. Não apenas foram respeitados os ritos do Oriente, mas também no Ocidente dioceses como Milão, Lyon, Colônia, Braga e diversas ordens religiosas conservaram pacificamente seus diversos ritos através dos séculos. Porém, o antecedente mais claro da situação atual é, sem dúvida, a Arquidiocese de Toledo. O Cardeal Cisneros usou de todos os meios para conservar como “extraordinário” na arquidiocese o rito moçárabe que estava em vias de extinção; não somente fez imprimir o Missal e o Breviário, como criou uma capela especial na Igreja Catedral, onde se celebra ainda hoje cotidianamente neste rito.
Esta variedade ritual não significou nunca, nem pode significar, diferença doutrinal, mas pelo contrário, põe em relevo uma profunda identidade de fundo. Entre os ritos atualmente em uso é necessário que se dê também esta mesma unidade. A tarefa atual, tal e como nos indica o presente livro de don Nicola Bux, é pôr em evidência a identidade teológica entre a liturgia dos diversos ritos que foram celebrados através dos séculos e a nova liturgia fruto da reforma, ou ainda, se esta identidade se houvesse desfigurado, recuperá-la.
A Reforma de Bento XVI é, pois, um livro rico em dados, reflexões e ideias, e dentre os múltiplos assuntos nele tratados gostaria de ressaltar alguns pontos:
O primeiro é acerca do nome com o qual chamar a esta Missa. O autor propões chamá-la, ao estilo oriental, “liturgia de São Gregório Magno”. É talvez melhor que dizer simplesmente “gregoriana”, pois pode prestar-se a um duplo equívoco (que poderia em todo caso evitar-se com a denominação “dâmaso-gregoriana”). Também é mais conveniente que “Missa tradicional”, onde o adjetivo corre o perigo de contaminar-se com uma carga ou bem polêmica ou bem “folclórica”; ou que “modo extraordinário”, que é uma denominação demasiadamente extrínseca. “Usus antiquior” tem o defeito de ser uma referência meramente cronológica.

Por outro lado, “usus receptus” seria muito técnico. “Missal de São Pio V” ou “do Beato João XXIII” são termos demasiadamente limitados. O único inconveniente é que no rito bizantino já há uma liturgia de São Gregório, Papa de Roma; a dos dons pré-santificados usado na quaresma.
Em segundo lugar, o fato de que o uso seja “extraordinário” não deve significar que deva ser usado somente por sacerdotes e fiéis que se ligam ao modo extraordinário. Como propõe o padre Bux, seria muito positivo que quem celebra habitualmente no modo “ordinário”, o faça também, extraordinariamente, no “extraordinário”. Trata-se de um tesouro que é herança de todos e ao qual, de uma maneira ou de outra, todos deveriam ter acesso. Por isso, poder-se-ia propor especialmente para ocasiões em que há alguma riqueza peculiar do antigo missal que se pode aproveitar (sobretudo se no outro calendário não há nada especialmente previsto): por exemplo, para o tempo da Septuagésima, para as quatro Têmporas ou para a Vigília de Pentecostes e, talvez, até no caso de certas comunidades especiais, tanto de vida consagrada como confrarias ou irmandades. A celebração “extraordinária” também seria de grande utilidade para os ofícios da Semana Santa, ao menos em alguns deles, pois todos os ritos conservam no Tríduo Sagrado cerimônias e orações que remontam a épocas mais antigas da Igreja.

Outro ponto que é necessário destacar é a atitude de Bento XVI; não constitui tanto uma novidade nem câmbio de rumo de governo, mas sim leva à sua concretização o que já João Paulo II havia empreendido como iniciativas tais como o documento papal Quattuor abhinc annos, a consulta à comissão de Cardeais, o Motu Proprio Ecclesia Dei e a criação da Comissão de mesmo nome, ou as palavras dirigidas à Congregação do Culto Divino (2003).

Algo que se deve urgentemente ter em conta é a repercussão ecumênica destas discussões; as críticas dirigidas ao rito recebido da tradição romana alcançam também a outras tradições e sobretudo a dos irmãos ortodoxos. Quase todos os ataques dos que se opõem à reintrodução do missal antigo são precisamente ataque aos lugares que temos em comum com os orientais! Um sinal que confirma este fato são as expressões positivas do recentemente falecido Patriarca de Moscou ao publicar-se o Motu Proprio.

Não é um dos aspectos menos importantes deste livro o fato de que nos ajude a tomar consciência dos diversos aspectos da situação em que nos encontramos atualmente. Nossa geração enfrenta grandes desafios em matéria litúrgica: ajudar toda a Igreja a seguir plenamente o que indicou o Concílio Vaticano II na constituição Sacrosanctum Concilium e o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre a liturgia, aproveitar o que o Santo Padre – quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger – escreveu sobre o tema, especialmente em seu belíssimo livro Introdução ao Espírito da Liturgia, enriquecer-se com o modo com que o Santo Padre – assistido pela Oficina das celebrações litúrgicas presidida pelo Mons. Guido Marini, e da qual é consultor o autor deste livro – celebra a liturgia. Estas liturgias pontifícias são exemplares para todo o orbe católico.

Por último, acrescento que seria de grande importância que tudo isto se expusesse com profundidade nos seminários como parte integrante da formação para o sacerdócio, para proporcionar um conhecimento teórico-prático das riquezas litúrgicas, não somente do rito romano, mas também, na medida do possível, dos diversos ritos do Oriente e do Ocidente, e assim criar uma nova geração de sacerdotes livres de preconceitos dialéticos.
Oxalá este valioso livro de don Nicola Bux sirva para conhecer melhor as intenções do Santo Padre e descobrir as riquezas da herança recebida e, desse modo, para iluminar-nos em nossa ação. Para isto, peçamos ao Senhor saber interpretar, como dizia Paulo VI, os “sinais dos tempos”.

+ Antonio, cardeal Cañizares

Prefeito da Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

Administrador Apostólico de Toledo 8 de abril de 2009

Algumas considerações sobre a Missa do Cardeal Cañizares na Arquibasílica de S.João de Latrão


A recente celebração de uma Solene Missa Pontifical no usus antiquior pelo Cardeal Prefeito da congregação romana que supervisiona a sagrada liturgia, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; e além disso na proeminente Arquibasílica Lateranense, a própria catedral do papa na Sé de Roma, não pode ser subestimada. Ao contrário, ela traz consigo aspectos notáveis, tanto históricos como simbólicos.

Não seria exagero sugerir que o significado desta combinação de pessoa e lugar seja algo que certamente não passará despercebido em vários setores na Igreja - e dificilmente alguém pode esperar que isso não tenha sido considerado ao menos de certa maneira no planejamento e aprovação desta Missa.

Tal evento é, de fato, rico em seu valor simbólico por não deixar de ser uma poderosa declaração e afirmação do atual lugar que o usus antiquior ocupa novamente na vida da Igreja. Enfatiza ainda a bênção do papa ao mesmo, que, embora não esteja em dúvida, é novamente relevante por causa desses fatores.

Com certeza a próxima questão que pousará sobre a mente de muitas pessoas, a partir deste evento, dirá respeito à futura possibilidade de algum tipo de celebração papal destes mesmos ritos litúrgicos, seja uma Missa rezada papal pública, seja a Missa coram Summo Pontifice, a Solene Missa Papal, ou mesmo algum desenvolvimento destes à luz das circunstâncias atuais. Ao mesmo tempo em que se trata de um interessante assunto a se especular, a primeira coisa que devemos ter claramente em mente é que o julgamento cabe ao Papa. É manifestadamente claro, por atividades como estas que ocorreram ontem (21/04/09), dentro de sua própria Catedral e não menos pelo seu escolhido prefeito litúrgico - sem mencionar o próprio motu proprio - que o Papa firmemente apóia o usus antiquior como uma parte de sua ampla visão litúrgica. Ninguém pode duvidar e nenhum sinal a mais é necessário. Dito isto, enquanto verdade, ninguém pode negar que tal atividade seja de importância significativa - particularmente na era da mídia visual - e que tais especulações e desejos são totalmente compreensíveis. É óbvio, surgem vários fatores na consideração de tais possibilidades para o Papa, tanto de ordem litúrgica como pastoral.

Dito tudo isto, não é meu objetivo especular se haverá uma tal liturgia papal, e quando ou em que forma. Sempre alguém pode aparecer com teorias, mas elas permanecem exatamente como isso: teorias. O que é, todavia, digno de nota, particularmente para quem isto é uma matéria de grande interesse a considerar, é que a Missa do Cardeal Cañizares no Latrão, ontem (21/04/09), só pode ser compreendida como um auxílio em potencial para pavimentar o caminho rumo a tal possibilidade, tanto em termos de uma maior familiaridade litúrgica na execução destes livros litúrgicos nestes lugares, como de um auxílio para aclimar, adaptar, preparar os que talvez sejam mais reticentes quanto à idéia.

Por essa razão, e simplesmente por causa da Missa em si mesma, podemos ser gratos ao Santo Padre e ao Cardeal Cañizares pela Missa de ontem (21/04/09) na Arquibasílica Lateranense.


Por Shawn Tribe - The New Liturgical Movement
Traduzido por Luís Augusto - membro da ARS

Voltam as mesas de comunhão.


O novo Prefeito para a Congregação do Culto Divino defende ativamente a Comunhão na boca e a Missa Tridentina. Seu bom exemplo já produz imitadores.

Cardeal Cañizares em missa celebrada na última terça-feira na Basílica de São João de Latrão.


Cardeal Cañizares em missa celebrada na última terça-feira na Basílica de São João de Latrão.
(kreuz.net, Toledo) Os fiéis devem receber a Sagrada Comunhão de joelhos e na boca, conforme esclareceu o Prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Antonio Cañizares, durante a Missa de Quinta-Feira Santa em Toledo. A esse respeito informou o sítio ‘The New Liturgical Movement’.

O Cardeal Cañizares ainda é o Administrador Apostólico de sua antiga arquidiocese.

O Príncipe da Igreja fez o que prometeu. Na Semana Santa ele reativou a mesa da comunhão na Catedral de Toledo.

Estabelecer sinais e entender a liturgia

Em uma recente entrevista para o jornal espanhol ‘ABC’, o Cardeal Cañizares esclareceu que ajoelhar-se significa demonstrar reverência por Deus.

O ajoelhar-se seria um sinal. O homem se prostra perante Aquele que o ama até o fim.

Não se trata de introduzir uma alteração apenas pelo gosto da alteração. É preciso buscar o sentido das formas religiosas e vencer o secularismo em nosso mundo.

No ano que vem a Congregação para o Culto Divino conduzirá uma ação em larga escala para a formação litúrgica.

Sem medo de contato com a Tradição

Terça-feira, o Cardeal Cañizares celebrou uma Missa Solene no Rito Antigo na Basílica de São João de Latrão, em Roma.

A Missa foi organizada pela congregação dos Franciscanos da Imaculada, que adota os dois ritos.

Outras catedrais espanholas introduzem a mesa da comunhão

Segundo informações do movimento leigo tradicionalista internacional ‘Una Voce’, recentemente, duas outras catedrais espanholas introduziram mesas de comunhão. Trata-se da catedral de Málaga no sul da Espanha e da catedral da diocese militar em Madrid.

Tradução livre de T.M. Freixinho