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Faculdade jesuíta convida inimigos da Igreja para dar cursos em Simpósio

Por Pedro Canísio de Alcântara

De 2 a 4 de outubro de 2013, a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia promoverá seu IX Simpósio Internacional Filosófico-Teológico. Depois da ilustre presença do Prof. Dr. Leonardo Boff com a conferência de abertura do Simpósio no ano passado, este ano a FAJE convidou para dar conferências e seminários dois notórios inimigos da Igreja Católica: a laicista e abortista Profa. Dra. Roseli Fischmann (USP) e o Pe. José Maria Vigil, CMF, um dos hereges mais ousados de nosso tempo.

Uma acadêmica laicista e abortista

A Dra. Fischmann irá ministrar um seminário (4h/a) que tem por título "O caráter educativo da laicidade do Estado" e se realizará conforme a programação do evento nos dias 3 e 4 às 10h no Campus da FAJE.[1] O seminário está entre os cinco eventos simultâneos entre os quais os alunos da instituição poderão escolher para participação obrigatória.

A Dra. Fischmann faz parte do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA)[2], que "conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e seu foco é capilarizar a discussão do tema do aborto sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime."[3] Entre seus participantes o GEA declara outras organizações, como por exemplo, as Católicas pelo Direito de Decidir e o Ipas Brasil, que possuem a mesma finalidade, além do Ministério da Saúde e da Secretaria de Política para as Mulheres.[4] Para alcançar seu fim o GEA “produz novos materiais e estimula a difusão de informação e dados de pesquisas através de entrevistas e matérias nos veículos de comunicação do Brasil e no mundo e realiza seminários, colóquios e encontros com mais parceiros nessa iniciativa.”[5] Tudo isso para descriminalizar o aborto. Para se ter ideia da importância do GEA, alguns dos seus membros e o próprio grupo tiveram importância na discussão e julgamento favorável ao aborto de fetos anencéfalos pelo STF na ADPF 54.[6]

Pró-aborto, a Dra. Roseli realizou nos anos de 2007 e 2008 o projeto “Ensino Religioso em Escolas Públicas: legislação e normas e seu impacto sobre a cidadania e os direitos sexuais e reprodutivos”. Tal projeto teve como financiadores as Católicas pelo Direito de Decidir[7] e apoio financeiro da MacArthur Foundation (ambas abortistas) com consultoria do GEA.[8]

Em 2009, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, a Dra. Roseli Fischmann, contrária ao acordo entre o Brasil e o Estado do Vaticano, defendeu a sua inconstitucionalidade e seus perigos[9] [10]. Tendo ela mesma, por conta desta ocasião, pedido a viagem de representante(s) da virulenta ATEA Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos para Brasília.[11]

Contrária ao ensino religioso na escola pública[12], no contexto do acordo com a Santa Sé ela afirmou: “A abordagem insidiosa da Igreja Católica sobre o ensino religioso nas escolas públicas não pode mais ser alvo de omissão por parte das autoridades, em particular dos parlamentares, em nome de supostas boas intenções que permeariam um suposto ensino interconfessional. Na prática, no cotidiano das escolas, crianças de 6 ou 7 anos de idade são objeto de manipulação por parte de pessoas que sequer percebem o que estão fazendo e vão, com isso, moldando consciências de forma oposta às exigências de autonomia moral presentes na boa educação, disseminando também preconceito e discriminação.
Temas como meio ambiente, saúde e em particular saúde reprodutiva podem ser afetadas diretamente pelo tipo de abordagem dada nessas propostas inconstitucionais de ensino religioso, negando o conhecimento científico, pela abordagem que é própria para o campo religioso, mas imprópria para o campo pedagógico, sobretudo da escola pública. Nessa perspectiva, valores e condutas podem ser "ensinados" como verdade absoluta, ignorando a ética e a formação para a autonomia, sem o que não se consolidará jamais a democracia.”[13]

Comentando sobre um “casal” de homossexuais, lamenta o julgamento destes “casais” como “não merecedores do reconhecimento como entidade familiar” dizendo que “é a falta de reflexão crítica e de postura ética que leva a essa situação em que é preciso lei e decisão judicial, onde apenas o justo reconhecimento da dignidade do ser humano bastaria.”[14] Tal reconhecimento familiar, portanto, seria apenas o justo reconhecimento da dignidade do ser humano.

Em outro texto sobre o mesmo assunto, comenta: “amparada na ética e voltada para oavanço histórico, decisão inédita em nível federal, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), reconhecia a legalidade da adoção de crianças por casal homossexual de Bagé (RS).”[15]

Em um texto sobre denúncias de pedofilia na Igreja, ela pega carona neste assunto e critica a interferência da Igreja em políticas públicas, como se a Igreja, quer dizer, os católicos, não fizessem parte da sociedade. Ela aponta a “outra face da moeda, que credita à Igreja Católica o poder de a tudo julgar e tudo determinar na vida humana, inclusive interferindo em políticas públicas. É o caso das pressões sobre o 3º PNDH, para os temas de retirada dos símbolos religiosos de estabelecimentos públicos, reconhecimento da autonomia das mulheres, em caso de aborto, e das uniões homoafetivas, incluindo adoção de filhos.” E argumenta que os fiéis católicos não serão obrigados ao que contraria a doutrina católica. Argumenta também que o interesse público deve atender toda a cidadania, sem discriminação. E que não cabe às denominações religiosas convencer o Estado a atender as determinações que elas pregam. O Estado, segundo ela, lida apenas com o que é crime. E, por fim, acusa o Vaticano de disposição de ser soberano por sobre a ordem humana.[16] Caberia perguntar como ela justifica que os católicos devem se reduzir a aceitar as leis decididas para “atender toda a cidadania”, isto é, as vontades e os pensamentos de quem quer que seja e devem aceitar a ordem pública por tais pessoas desejadas. Pelo jeito, a Dra. Roseli substituiu “bem comum” pela vontade desse conjunto chamado “toda cidadania”, que leva à exclusão do pensamento e da vontade dos católicos sobre a sociedade.

Note-se que o Estado, na pessoa de seus governantes, sempre faz juízos de valor e juízos morais sobre a maldade ou bondade daquilo que é considerado crime; de fato, nem todo mal moral é ou deve ser crime, mas todo crime há de ser mal moral, porque atenta contra o bem público ou privado, caso contrário carece de matéria, constituindo-se em mera arbitrariedade. A própria Dra. Fischmann realiza uma série de juízos morais. Dizer que o Estado não trata de moral é falso. Dizer que a influência da Igreja, tanto no plano da pregação religiosa quanto no plano do senso comum e da sua forte e milenar reflexão filosófica, deve ser eliminada é fazer uma opção filosófica ou ideológica clara, mas que ela não adverte. O que faz a posição da Dra. Fischmann melhor do que a dos católicos? Por que razão eliminá-la do debate? Qual a razão pela qual devemos aceitar o bom-mocismo politicamente correto da moda? Sob qual fundamento se sustenta o igualitarismo religioso ou o indiferentismo do Estado? Serão estas questões passíveis de serem colocadas em debate? Se não, por quê?

A doutrina católica sobre a relação da religião com o Estado, a sociedade e a educação

Por fim, convém lembrar a doutrina católica, exposta no Concílio Vaticano II, sobre os temas tratados acima pela Dra. Roseli:

- Prestar culto a Deus é um dever dos homens e para isto devem ter imunidade de coação na sociedade civil, portanto, “permanece a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e sociedades têm para com a verdadeira religião e com a única Igreja de Cristo.”[17]
- A Igreja defende o ensino religioso católico nas escolas públicas.[18]
- O bem comum, fim da comunidade política, “compreende o conjunto das condições da vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição.”[19] Portanto, bem comum está ligada não às condições de realização de qualquer vontade, mas às condições objetivas para alcançar a perfeição humana, fim de sua natureza objetiva.
- Além disso, “o apostolado no meio social, isto é, o empenho em informar de espírito cristão a mentalidade e os costumes, as leis e estruturas da comunidade em que se vive, são incumbência e encargo de tal modo próprios dos leigos que nunca poderão ser plenamente desempenhados por outros.”[20] Tal apostolado não exclui nenhum bem espiritual ou temporal.[21] Por isso, o Concílio pede aos católicos que “investiguem em conjunto o modo de organizar as instituições sociais e públicas segundo o espírito do Evangelho.”[22] Não, obviamente, fazer e estudar o modo como a Dra. Fischmann quer organizar a sociedade. O único evento digno desta senhora é um debate, se muito.

Um herege brutal

Mas como um é pouco, mas dois é bom, como não poderia deixar de ser, o Simpósio contará com uma personalidade ilustre da teologia da libertação: o Pe. José Maria Vigil, CMF. Ele apresentará uma conferência às 8h do dia 4 de outubro na FAJE com o título “Consequências da secularização e tarefas para o futuro” e às 19:30 do mesmo dia será a figura principal de uma “mesa redonda” com o mesmo título. Já no Campus Coração Eucarístico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, nos dias 3 e 4 às 14:30, o Prof. Vigil irá ministrar o seminário “A grande virada que vem – Releitura do cristianismo a partir de novos paradigmas: Enfoque epistemológico” no âmbito do V Simpósio Internacional de Teologia e Ciências da Religião desta universidade.

O padre Vigil é aquele que escreveu o livro “Teología del pluralismo religioso. Curso sistemático de Teología Popular”, que foi objeto de uma nota[23][24] da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Episcopal Española. Na nota sobre tal livro, podemos ler:
“La pretendida unión entre la teoría y la práctica se ve, sin embargo, condicionada por incorrectos presupuestos metodológicos, como son la asunción acrítica de una filosofía racionalista que niega de facto la posibilidad real de la intervención de Dios en la historia, la lectura e interpretación de la Sagrada Escritura al margen de la Tradición eclesial, la hermenéutica del Concilio Vaticano II en clave de ruptura, la negación del Magisterio como intérprete auténtico de la Palabra de Dios escrita y transmitida, una concepción relativista del hecho religioso, una comprensión sociológica de la Iglesia y una presentación ideológica de la Historia de la evangelización[1].”
“Estos presupuestos metodológicos llevan a afirmaciones incompatibles con la fe de la Iglesia católica, como son, entre otras: la negación del realismo de la Encarnación, presentada como “«teologúmenon», metáfora, mito, símbolo” (p. 173), de la Preexistencia del Logos (p. 189) y de la Mediación salvífica única y universal de Cristo y de la Iglesia; la contraposición entre “el cristianismo del Cristo dogmático” y “el cristianismo del Evangelio del Reino de Dios y del seguimiento de Jesús” (pp. 171-172); la negación de la voluntad fundacional de Cristo respecto a la Iglesia (p. 119); la comprensión inmanentista de la Revelación, entendida como “un caer en la cuenta” de lo que Dios va obrando; la consecuente equiparación de la Revelación sobrenatural a las “revelaciones” de otras tradiciones religiosas (pp. 81-91); la ruptura entre el Reino de Dios y la Iglesia; o, la reducción de la religión a la ética, entendida como justicia y respeto al otro (pp. 195-209)”

A nota conclui dizendo que “La gravedad de los errores contenidos en este libro, unida a su carácter divulgativo, hacen de esta obra un instrumento especialmente dañino para la fe de los sencillos.”  A nota é mais extensa, mas estes trechos ilustram bem.

Diante de tudo isso, fazemos algumas perguntas: nesta hora grave da história da Igreja, especialmente no Brasil, onde o laicismo avança e as heresias e a superficialidade pululam, onde a teologia da libertação e a ideologização dominam sobre a fé, sob quais argumentos se pode justificar a presença de tais ilustres inimigos da Igreja para dar conferências e seminários em uma faculdade católica, inclusive eclesiástica, como a FAJE e uma universidade pontifícia como a PUC Minas? Quem os convidou e por qual motivo? É normal que uma instituição, mesmo universitária, convide inimigos da Igreja e hereges manifestos para sofismar impunimente diante de seus alunos que dão os primeiros passos nas ciências sacras e profanas?

A disciplina da Igreja em matéria educacional para este caso

É verdade que a Igreja permite a colaboração das Faculdades eclesiásticas com outras Faculdades não católicas, mas procurando, porém, “conservar sempre com cuidado a própria identidade.”[25] O mesmo se deve dizer dos professores com os quais colabora. Quando fala dos professores não católicos[26], as Disposições da Sagrada Congregação para a Educação para a Exata Aplicação da Constituição Apostólica Sapientia Christianadizem que se deve ater às normas da competente autoridade eclesiástica e remete ao Diretório sobre o Ecumenismo, Segunda parte[27]. Consultando a documentação mais atual, de 1993[28], ao falar da questão se os estudantes católicos de primeiro ciclo podem assistir a cursos especiais dados por professores de outras igrejas, podemos ler:
“Quando se deve tomar uma decisão sobre se devem ou não assistir a cursos especiais, há que se considerar bem a utilidade do curso no contexto geral de sua formação, a qualidade e o espírito ecumênico do professor, o nível de preparação prévia dos mesmos estudantes, sua maturidade espiritual e psicológica. Quanto mais próximo se refiram as conferências ou cursos a temas doutrinais, mais cuidado será necessário em tomar uma decisão sobre a oportunidade da participação dos estudantes.”[29]

Conclusão

Quanto aos professores, fica claro que ambos não possuem as qualidades intelectuais requeridas. Qual será o caráter educativo da laicidade do Estado da Dra. Fischmann consequente com suas teses e mentalidade? Quais serão as tarefas para o futuro dadas pelo Dr. Vigil consequentes com sua falta de fé católica? E quanto aos alunos, convém dizer que, em sua maioria, ignoram a doutrina da Igreja e a fidelidade a ela devida sobre muitos dos pontos acima. Se há dúvidas quanto a isso, que se lhes interrogue. Não se trata aqui de querer impedir aquela informação necessária aos estudantes das doutrinas dos filósofos e teólogos, seja de qual corrente forem, dada por professores idôneos, respeitosos e capazes. Por isso, é necessário que as autoridades eclesiásticas intervenham não só para impedir que tais inimigos da Igreja nestas instituições profiram seus sofismas, mas também para que se acabe com o costume de contratar, convidar ou permitir professores inidôneos.

***
Quem, diante de tais fatos, quiser enviar este texto às autoridades competentes pedindo providências, pode fazê-lo através dos endereços a seguir:

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

Excelência Reverendíssima Dom Walmor Azevedo Oliveira de Azevedo

Palácio Cristo Rei
Praça da Liberdade, 263 - Funcionários - 30140-010 - Belo Horizonte - MG

SECRETARIADO PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR DA CURIA GERAL DOS JESUÍTAS EM ROMA

NUNCIATURA APOSTÓLICA
Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

CONGREGAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA - DOS SEMINÁRIOS E DOS INSTITUTOS DE ESTUDO
Eminência Reverendíssima Dom Zenon Cardeal Grocholewski:
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088





[4] Idem

[5] Idem

[6] Tendo seu coordenador Thomaz Gollop feito exposição na audiência do STF em 8 de agosto de 2008. Outros exemplos de trabalhos pró-aborto deste grupo no Brasil podem ser lidos nos links a seguir: http://aads.org.br/gea/documentos/GEA_folheto_argumentos.pdf

[7] em caráter de cooperação.



[10] Defendendo-a em público. http://www.youtube.com/watch?v=mNbKY1ej6Ng







[17] Dignitatis Humanae, 1.

[18] Gravissimum educationis, 7.

[19] Gaudium et spes, 74.

[20] Apostolicam actuositatem, 13

[21] Ibid

[22] Idem, 14.



[25] Disposições da Sagrada Congregação para a Educação para a Exata Aplicação da Constituição Apostólica Sapientia Christiana. Art. 49 par. 1

[26] Idem. Art. 18

[27] ASS 62 (1970), pp. 705ss.

[28] Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre o ecumenismo

[29] n. 194

Carta dos bispos e arcebispos do Leste 1 sobre a a sanção do PCL nº 3/2013

No último dia 9 de agosto, os bispos e arcebispos do Regional Leste 1 publicaram uma carta, direcionada aos deputados e senadores, sobre a sanção do PCL nº 3/2013, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual.
No texto, os bispos ressaltam a surpresa diante da sanção da lei sem nenhum veto e afirmam que esperavam “uma demonstração mais firme e corajosa” na defesa da vida da criança e da mãe.
Segundo a carta, "o povo católico gostaria de ter ouvido mais nitidamente a sua voz denunciando, publicamente, nos meios de comunicação, a farsa presente nesse projeto que facilita o aborto no Brasil e acaba obrigando os médicos e hospitais católicos associados ao SUS a realizarem esse crime horrendo."

Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2013.  Exmo. Sr. Os bispos do Regional Leste I, sem deixarem de prestar sua solidariedade às mulheres vítimas de qualquer violência, sobretudo sexual, querem demonstrar sua profunda consternação com o PLC nº 3/2013, e sua sanção, por não estar, realmente a favor da vida, atentando contra um inocente indefeso no ventre materno. A defesa da vida desde a sua concepção até sua morte natural é um princípio inviolável dentro de uma sociedade que aspira ser humana e justa com todas as pessoas.O povo brasileiro tem sido espectador nos dois últimos meses – Junho e Julho – de uma forte e numerosa presença dos jovens nas ruas e praças das principais cidades do país.Esses rapazes e moças, de modo pacífico e cidadão, têm sido a voz de tantas pessoas que não têm vez numa sociedade cada dia mais manipulada e enganada por grupos ideológicos.A saúde, a educação, o transporte, a segurança, os valores éticos têm sido mencionados em programas de governos e em discursos de políticos brasileiros, porém o que a juventude brasileira mais aspira não são palavras, mas atitudes éticas e soluções permanentes para essas questões.O Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, realizada entre os dias 23 e 28 de julho, foi a voz unida às vozes de milhões de jovens brasileiros e estrangeiros que alegraram ainda mais a Cidade Maravilhosa.A sua voz ecoou nas mentes e nos corações de tantas pessoas que o aplaudiram nesses dias no Rio de Janeiro, e, sem omitir outras falas importantes, queremos destacar suas palavras no Teatro Municipal no dia 27 de julho passado.O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir”.Senhor Senador, a sua presença no Congresso Nacional é, para todos nós, sobretudo para o nosso povo, um eco dessas vozes. Conhecemos sua identificação como político católico, reconhecemos que a sua atuação tem sempre presente uma visão de futuro para que o Brasil seja realmente uma nação rica nos valores éticos e cristãos.Os Bispos do Regional Leste 1 da CNBB ficaram muito surpresos e perplexos quando o PLC nº3/2013 foi sancionado sem veto pela Presidenta Dilma Rousseff no último 1º de agosto.O povo católico gostaria de ter ouvido mais nitidamente a sua voz denunciando, publicamente, nos meios de comunicação a farsa presente nesse projeto que facilita o aborto no Brasil e acaba obrigando os médicos e hospitais católicos associados ao SUS a realizarem esse crime horrendo.Nós, Bispos, esperávamos uma demonstração mais firme e corajosa de Vª. Excia. na defesa da vida da criança e da mãe, especialmente quando esta, depois de sofrer uma violência sexual inadmissível pela sociedade, vai sofrer outra violência, que é o aborto, mesmo quando este se dá como uma possibilidade, com a ingestão da pílula do dia seguinte.Aos nossos políticos católicos reiteramos o nosso respeito e valorização de seu trabalho, mas conscientes do valor da vida humana, deveriam ter demonstrado uma consciência reflexa mais aguçada, pois tal projeto, longe de proteger a mulher da violência sexual, é também uma janela de implantação do aborto em nosso país. Com isso, não queremos desmerecer a obrigatoriedade de atendimento integral às pessoas em situação de violência sexual. Os políticos católicos que  receberam votos  dos eleitores, na  sua  maioria católicos, deveriam testemunhar com o seu voto e a sua voz sua posição contrária à "cultura do descarte", apontada pelo Papa Francisco como uma causa do desprezo pela vida humana, e irem, corajosamente, contra a maré, pois suas eleições nos fazem esperar uma defesa maior dos princípios cristãos na vida política.



Dom Orani João Tempesta, O.Cist.
Presidente do Regional Leste 1
Arcebispo do Rio de Janeiro

Dom Luciano Bergamin, CRL
Vice-Presidente do Regional Leste 1
Bispo de Nova Iguaçu

Dom José Francisco Rezende Dias
Secretário do regional Leste 1
Arcebispo de Niterói

Dom Francesco Biasin 
Bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda

Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Tarcísio Nascentes dos Santos 
Bispo de Duque de Caxias

Dom Edson de Castro Homem
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Frei José Ubiratan Lopes, OFMCap 
Bispo de Itaguaí

Dom Pedro Cunha Cruz
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Frei Elias James Manning, OFMConv. 
Bispo de Valença

Dom Nelson Francelino Ferreira
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz 
Bispo de Campos dos Goytacazes

Dom Paulo Cezar Costa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Edney Gouvêa Mattoso 
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Luiz Henrique da Silva Brito
Bispo de Nova Friburgo

Dom Gregório Paixão, OSB 
Bispo de Petrópolis

Dom Roque Costa Souza
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Fernando Áreas Rifan 
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Uma reação é esboçada


DEUS LO VULT | A VIDA SACERDOTAL
No último dia 22 de maio, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira protocolou, junto à Presidência do Senado, dois blocos de assinaturas contra o PLC 122/2006 e contra o projeto de Reforma do Código PenalO primeiro deles continha mais de três milhões de assinaturas.
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No último domingo, 26 de maio, multidões de franceses foram mais uma vez às ruas de Paris para protestar contra o casamento gay que a França aprovou no último abrilEram mais de um milhão.
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No Jus Navigandi, conhecido portal brasileiro de Direito, o texto de um procurador do Banco Central em Minas Gerais conclama os cartórios a não obedecerem à recente decisão do CNJ que os pretende obrigar a registrarem “casamentos gays”: «A norma emanada da Resolução n.º 175 do CNJ é ato inexistente. Tanto quanto a união civil e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não encontra suporte no ordenamento jurídico brasileiro, no estado de direito, na soberania popular, na separação de poderes, na laicidade do Estado e no art. 226, § 3.º, da Constituição. Não vale a tinta com que foi escrita. É uma ficção e não merece cumprimento».
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A iniqüidade avançou demais e se tornou insuportável: uma reação é esboçada! Que ela cresça e se torne verdadeira oposição à barbárie que nos ameaça. Que estimule os bons a romperem a cortina de silêncio em que viviam. Que se levante em defesa da moral, dos bons costumes, da justiça, da civilização enfimQue ela possa contagiar os que julgavam estar sozinhos.

O patriarca Cirilo de Moscou declara: “É pelo número de abortos que se pode julgar o estado moral de uma sociedade”.


O patriarca Cirilo de Moscou visitou no dia de Natal, em data comemorada segundo o calendário antigo, a maternidade de uma clínica de Moscou. “Quando, em uma maternidade, o médico pergunta: ‘Interromperemos a gravidez?’, ele leva a mulher, através desta pergunta, a proceder a um aborto. Estou convencido de que se trata de um crime”, disse o patriarca Cirilo, que se dirigia às pacientes e aos colaboradores da maternidade. “Não é apenas de um crime moral, mas acredito que se trata também de um crime contra o homem, contra a pessoa. Pois o Senhor predestinou a mulher a colocar uma criança no mundo. Esta é, pode-se dizer, sua finalidade principal, sem a qual não poderia existir o gênero humano. E se, pela nossa vontade perversa, intervimos, usurpamos o plano divino para a mulher; se nos esforçarmos para modificar este plano, cometeremos um erro imenso, destruindo a pessoa humana e as relações na sociedade (...). É pelo número de abortos que se pode julgar o estado moral de uma sociedade. Segundo estes indicadores, a Rússia, infelizmente, encontra-se à cabeça dessa situação em meio a outros países”, constatou o patriarca, agradecendo à equipe da maternidade, porque “nesta instituição, não se leva as futuras mamães a interromper a gravidez”. “Se em cada maternidade persuade-se a mamãe de que é necessário fazer com que a criança nasça; que, graças à ciência contemporânea, os médicos farão de tudo para que a criança venha ao mundo e ajudarão a mamãe a cuidar da criança, mesmo no caso de a saúde desta apresentar problemas, então, acredito que o clima moral em nossa sociedade mudará da mesma forma”, continuou o patriarca. Respondendo às perguntas dos jornalistas após sua visita, o patriarca Cirilo declarou que havia “aproximadamente 50 abrigos para mulheres na Federação da Rússia”. As ocupantes destes abrigos são, em parte, jovens mamães que conseguiram recusar-se a proceder ao aborto, mas que, ao fazê-lo, encontraram-se em condições difíceis de existência. Nestes abrigos, as mulheres “podem permanecer por alguns anos. Nestes locais são ajudadas a se inserirem na vida e recebem assistência financeira. Além disso, abriu-se uma série de centros de consultas para mulheres grávidas. Se a futura mãe emite desde cedo o desejo de interromper a gravidez, consultores pertencentes à Igreja começam a trabalhar com ela. Eles ajudam, na maior parte dos casos, a preservar a vida da criança. Colaboramos neste domínio com as instituições do Estado e com as forças sociais, pois consideramos que se trata de uma direção importante de trabalho. Faremos o nosso melhor para desenvolvê-la”, sublinhou o primado da igreja ortodoxa russa.

Prêmio Nobel de Literatura: Aborto do meu segundo filho é uma cicatriz eterna no meu coração


O grupo ACI/EWTN Noticias divulgou no dia 15 de outubro 2012, que Mo Yan o escritor chinês que ganhou recentemente , o Prêmio Nobel de Literatura, é um agudo crítico da política do filho único no seu país da qual também foi vítima. Arrependido por ter feito que sua esposa abortasse na sua segunda gravidez, confessou, faz um tempo, que "isto se converteu em uma cicatriz eterna no mais profundo do meu coração".

Vale a pena ler esta notícia na íntegra:

O escritor chinês Mo Yan, recentemente galardoado com o Prêmio Nobel de Literatura, é um agudo crítico da política do filho único no seu país da qual também foi vítima. Arrependido por ter feito que sua esposa abortasse na sua segunda gravidez, confessou, faz um tempo, que "isto se converteu em uma cicatriz eterna no mais profundo do meu coração".

LifeNews recorda uma entrevista que o escritor da China concedeu em 2010 à rede de televisão de Hong Kong, Phoenix TV. Naquela oportunidade, Mo Yan disse que "pessoalmente acredito que a política do filho único é uma política má. Se não existisse, eu teria tido dois ou três filhos".

Mo Yan recorda que quando era membro do exército foi promovido ao cargo de oficial e conta o caso de outro que perdeu seu cargo por ter tido um segundo filho: "tinha que receber o mesmo castigo, assim escolhi não ter outro filho".
"Se não tivesse sido pela minha ambição egoísta, teria deixado a minha esposa ter um segundo e inclusive um terceiro bebê. Usei um argumento muito racional para convencê-la de que precisávamos abortar o bebê: tínhamos que seguir a política do partido e a política da nação".

Mo Yan confessava arrependido do aborto do seu segundo filho que "isto se converteu em uma cicatriz eterna no mais profundo do meu coração. se converteu em uma enorme sombra no meu coração".

Chai Ling da organização pró-vida All Girls Allowed (Todas as meninas permitidas) assinalou que "espero que a postura crítica de Mo Yan à política do filho único ajude a outros a ver seu rol no homicídio por gênero. É o desafio maior das meninas na China. Todos os dias a política continua e outras 3 mil meninas são eliminadas nos abortos seletivos, com o infanticídio ou o abandono".

Guan Moye tem 57 anos de idade e é o nome verdadeiro de Mo Yan. Este pseudônimo significa "não fale". Sobre a obtenção do Nobel disse que "ganhar não representa nada" e que continuará "centrado na criação de novas obras".

Chai Ling disse também que "Mo Yan afirmou que a política do filho único deixou uma sombra no seu coração, deveria deixá-la no coração de todos no Dia Internacional das Meninas" que foi celebrado no último dia 11 de outubro.

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OUTRO PRÊMIO NOBEL

UMA VIDA QUE RENASCEU
O testemunho do escritor japonês Kenzaburo Oe, Nobel de Literatura de 1994. Seu relacionamento com o filho deficiente transforma radicalmente sua vida, dando-lhe uma nova dimensão.
Miguel Novak
"A angústia se transforma em alegria", assim começa um artigo de primeira página do Los Angeles Times sobre o romancista japonês Kenzaburo Oe, prêmio Nobel de Literatura 1994. Porém, não é dos sucessos literários do escritor que fala o artigo, mas da sua profunda experiência pessoal: por mais de 30 anos Oe escreveu em seus livros as palavras que seu filho, nascido com grave deficiência, não pôde pronunciar.
No entanto, há poucos anos, o filho reencontrou "a sua voz": as suas composições musicais, muito originais no estilos clássico-moderno, se encontram entre as mais vendidas, no gênero, no mercado japonês. Também já foi anunciado o lançamento do primeiro CD no mercado norte-americano.
Mas passemos à história deste extraordinário diálogo pai-filho / escritor-músico.
Kenzaburo Oe (o escritor) tinha 10 anos quando acabou a Segunda Guerra Mundial; depois, durante muitos anos viu as tropas de ocupação, as cidades destruídas, as pessoas traumatizadas física e psicologicamente, a humilhação da derrota e uma enorme sensação de culpa coletiva.
Oe começou cedo sua atividade literária. A prosa e os ensaios neste período são densos, justamente pela situação vivida, e, como disse um crítico, são "carregados de pessimismo e desespero".
Kenzaburo Oe transforma-se pouco a pouco no enfant terrible da literatura japonesa. Em 1958, ainda como estudante universitário, ganha, para grande surpresa de todos, o famoso prêmio Akutagawa por suas obras, claramente "de esquerda".
Mas o sucesso o oprime.
O próprio Oe afirmou ser "imaturo e perigosamente instável, vacilante sob o peso da fama e pela responsabilidade de ser porta-voz de toda uma geração que andava à deriva por causa da destruição dos valores durante e depois da guerra". Desse modo sua criatividade foi desaparecendo. No início dos anos 60, disse: "Não tinha sobre o que escrever; me sentia vazio, fracassado...", embora sendo já famoso no Japão como escritor.
E chega o dia 13 de junho de 1963: nasce o seu primeiro filho. Quando Oe vê o recém-nascido, fica profundamente confuso: uma criatura monstruosa, parecendo ter duas cabeças. A metade do cérebro saía do crânio, envolvido em faixas ensangüentadas... Na boca um grito que não conseguia sair.
Oe narra esta dramática experiência, anos mais tarde, no seu romance Uma questão pessoal: "Como Apolinário, o meu filho foi ferido em um campo de batalha escuro e solitário, um campo para mim totalmente desconhecido. E chegou até nós com a cabeça enfaixada. Terei que sepultá-lo como um soldado que morreu na guerra".
Mas as coisas tomaram um outro rumo para Oe e a sua família. "As lágrimas fáceis de um funeral prematuro – é sempre Oe que narra – não resolviam a questão. A criança iniciava uma luta feroz e desesperada para viver".
Por outro lado, Oe percebia que a condição do seu filho era a imagem do caminho sem saída em que sua própria vida tinha chegado. Na sua indecisão sobre o que fazer com o menino, Oe confessa: "O que é que eu tinha em mim que procurava proteger daquele monstro de criança? Do que é que eu fugia assim tão intensa e descaradamente? O que, em mim, eu procurava defender desesperadamente? A resposta: um terrível nada... zero! Encontrava-me terrivelmente vazio".
Era necessário tomar uma decisão. Se a criança ficasse no estado em que tinha nascido, logo morreria. Uma operação talvez pudesse salvá-la. Mas que tipo de vida teria? Era a pergunta que muitos se faziam. A lesão no cérebro da criança era séria e irreversível.
Uma breve viagem de trabalho de alguns dias a Hiroshima ajuda Oe a encontrar a resposta. Ali, diz ele, " na coragem e na solidariedade dos sobreviventes da bomba atômica e dos que lhes davam assistência, encontrei a resposta. Envergonhei-me de mim mesmo. Como poderia rejeitar esta pequena vida, recém-nascida, que procurava desesperadamente sobreviver?!"
Oe optou pela vida: uma operação retirou a parte da massa cerebral que se destacava do crânio e cobriu o defeito com uma prótese. Oe optou assim por assumir a responsabilidade vitalícia de cuidar do filho deficiente. Deu ao seu filho o nome de Hikari, que significa luz.
A sua escolha, porém, segundo suas próprias palavras, "o preencheu" dando-lhe nova força e orientação criativa. Deu também um significado espiritual e religioso à existência daquele que se considerava um agnósticodeclarado.
"Senti-me renascido. O meu credo tornou-se este: se conseguirmos vencer as dificuldades que a vida nos apresenta, poderemos encontrar uma nova dimensão para a existência. Sem esta "desgraça", a minha vida estaria "condenada" como a de um escritor decadente, destinado a viver sem esperança. Provavelmente não voltaria mais a escrever e acabaria me suicidando. Quando decidi fazer de tudo para que o menino vivesse, acreditei por muito tempo que fui eu que o salvei; na realidade, foi o menino quem me salvou".
Certa vez um crítico literário da revista Time ressaltou que nas obras de Oe "aparece sempre, de um modo ou de outro, este menino deficiente, símbolo de tragédia e portador de redenção".
Hikari (o filho) tem atualmente 42 anos; sofre de epilepsia e de algumas malformações físicas. Entende apenas diálogos e executa tarefas simples.A sua mãe, constatando a sensibilidade auditiva do menino, desde a sua infância encheu a casa com a música de Mozart, Chopin e Beethoven. O pai comprou para ele gravações sonoras dos cantos de muitas aves, depois de ter notado que o filho respondia aos sons dos pássaros.Estimulado pelos pais, o pequeno aprendeu o canto de mais de 70 pássaros diferentes.
Na escola, Hikari mostrou um grande interesse pela música clássica e assim sua mãe começou a ensinar-lhe piano quando tinha ainda 9 anos de idade. Aos 13 anos ele apresentou ao professor de música a sua primeira composição. Seu ingresso no mundo musical se deu em 1991, quando foi descoberto pela gravadora Nippon Columbia. Resultado: um CD intitulado "A Música de Hikari Oe", lançado em 1992, que se transformou rapidamente num best seller da música clássica contemporânea, na história da Nippon Columbia.
Segundo os críticos musicais, Hikari criou um novo estilo de música que atinge um público mais vasto. A sua música é pura e bela; é por isso que vende tanto.
O pai Oe, profundo conhecedor da alma de Hikari, afirma que o seu primeiro CD exprime vigor, inocência, alegria e leveza. Já o segundo CD, sempre na opinião do pai, exprime "uma noite da alma...".
A vida na casa da família Oe não é fácil. Hikari leva a mesma vida e faz as mesmas atividades organizadas, típicas de muitos outros portadores de sérias deficiências. Portanto deve submeter-se a uma série de terapias e executar trabalhos regimentados. A vida doméstica tem seus ritmos determinados por Hikari.
Este acontecimento, diante da fama do pai e do filho, teve um grande impacto na atitude do público em relação aos portadores de deficiências. "A casa dos Oe está aberta à mídia, às entrevistas; isto contribui para a educação do público neste campo, numa cultura onde os pais tendem a esconder os filhos portadores de deficiências, por medo de serem ridicularizados – diz T. Watanabe, um dos correspondentes do jornal Los Angeles Times em Tóquio – . Muito provavelmente Hikari não se sente um ativista social que procura fazer entender à sociedade a situação dos portadores de deficiências. Mas diante do seu modo de enfrentar a realidade da epilepsia que se agrava, da memória que se vai perdendo lentamente, da diminuição da sua produção musical, os que estão ao seu redor reencontram força e 'cura interior' (healing)".
Em 1996, Oe (pai) foi aos Estados Unidos para um ano de estudos e pesquisa literária, na Universidade de Princeton. Ao ser entrevistado, Oe disse ao repórter: "Hikari, meu filho, foi comigo aos Estados Unidos. Graças a ele continuei a viver e a escrever. Ele foi para mim como uma musa... Algumas vezes, devo admitir, me assusto diante da possibilidade de que exista um Deus que me deu este filho...".
Jovens de Um Novo tempo, Despertai! é provavelmente um dos livros mais pessoais do escritor japonês Kenzaburo Oé, Prêmio Nobel de 1994. Jovens de Um Novo Tempo, Despertai! é uma reflexão sobre a capacidade da sociedade para aceitar os deficientes como membros. Um canto à vida, à sensibilidade humana e ao amor pelos filhos.

NOVAK, Miguel. Uma vida que renasceu. Cidade Nova.

Animais, Plantas e Cadáveres são defendidos por Lei, mas crianças deficientes indefesas, NÃO. Veja:

DOS CRIMES CONTRA O RESPEITO AOS MORTOS

Violação de sepultura

Art. 210 - Violar ou profanar sepultura ou urna funerária:

Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.

Destruição, subtração ou ocultação de cadáver

Art. 211 - Destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele:

Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.

Vilipêndio a cadáver

Art. 212 - Vilipendiar cadáver ou suas cinzas:

Pena - detenção, de um a três anos, e multa.


Lei 9.605/98 (Lei dos crimes ambientais) DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE

Seção I
Dos Crimes contra a Fauna


Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
§ 1 . Incorre nas mesmas penas:
I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;
II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
III - quem vende, expõe a venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou deposito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.


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Santo Terço contra o aborto dia 18/03 na praia de Copacabana às 15 horas

LAVS DEO!

Prezados,
Salve MARIA!

Ajudem a divulgar este email, por favor!
Santo Terço contra o AbortoA partir de 18 de março de 2012 e a cada terceiro domingo do mês, um grupo estará rezando publicamente o Santo Terço em favor da vida e contra o aborto. Convidamos todos os católicos que participem e levem suas famílias e amigos para participar deste evento. Haverá faixas, estandartes e distribuição de panfletos esclarecendo a legalização do infanticídio que estão querendo promover com a reforma do Código Penal Brasileiro.

Todos estão convidados e será um grande prazer recebê-los. Que Deus abençoe a todos.

Excepcionalmente, venho pedir para que meus amigos e seguidores compartilhem o evento de Domingo próximo, 18/03, às 15hs no Posto 3 de COPACABANA, onde será recitado o Santo Terço Contra o Aborto.

Se você é de outra cidade, monte seu grupo e envie-nos fotos!

Presença confirmada: Pe. Eduardo, Grupo Vera Fides.
Apoio: Sentinela Católico, A VIDA SACERDOTAL, Fratres in Unum.

Precisamos sair da internet e lutar também na vida pública!

ATENÇÃO: Sempre no terceiro domingo de cada mês no mesmo local e horário será rezado.



In CHRISTO,
Allan Lopes.

Sete padres rezam para que clínica de aborto feche

Tradução Alex Antunes


Ano passado sete sacerdotes católicos reuniram-se ao redor da cliníca de aborto Rockfor e rezaram orações de exorcismo. Naquele dia duas mães escolheram a vida; o número de abortos caiu para dois terços e o dono da clínica de aborto ficou tão perturbado que ficou do lado de fora da clínica enquanto os padres rezavam.

Este ano os poderes que estavam dentro da clínica foram tomados sem resistência. Em vez de permaneceram abertos para enfrentar tamanho poder spiritual, eles acharam mais fácil fechar as portas durante o dia. Graças sejam dadas a Deus por esses (sete) sacerdotes, pelas Irmãs Pobres de Santa Clara que no Mosteiro do Corpo de Cristo em Rockford uniram-se em orações aos padres e pelos cristãos que rezaram essa manhã, (por sua causa) nenhuma criança foi assassinada em Rockford nesse dia.

Um pequeno grupo de abortistas apareceram, pensando que a cliníca iria abrir. Quando eles viram os sete padres e mais quarenta pessoas pró-vida em oração e a clínica de aborto fechada, os pró-aborto pareceram cada vez mais atordoados e confusos do que o de costume.

Nesse dia em Rockford, Satanás fugiu; cristãos permaneceram unidos na fé e no amor, e nenhuma criança teve que enfrentar uma morte brutal e cruel no interior da clínica de aborto Rockford.

O dono da clínica de aborto, Wayne Webster, o qual parece ter um ódio patológico por padres católicos e possui um histórico de fugas pelos fundos da clínica, quando os padres estavam rezando os exorcismos do lado de fora da seu centro de extermínio, não foi mais visto. Em seu afastamento, ele deixou alguns objetos muito obscenos usados para atacar os sacerdotes.

On this day in Rockford, the presence of Christ through His Priests and His people could be tangibly be felt and experienced outside the building where over 60,000 human beings have been murdered.

Nesse dia em Rockford, a presença de Cristo através dos seus sacerdotes e de seus fiéis pôde ser sentida e experimentada do lado de for a do edifício onde mais de 60.000 seres humanos foram assassinados.

Uma sopa muitíssimo inusitada

Violações horrorosas contra a humanidade sempre ocorreram. Porém, hoje em dia, elas ocorrem livremente até mesmo no cardápio.

(kreuz.net) Um livro publicado nos EUA descreve a perseguição de católicos na China. A obra redigida em inglês intitula-se "The seven sorrows of China". ["As sete dores da China"].

O autor é um diácono casado chamado Mark Miravalle. Ele leciona Teologia na universidade franciscana de Steubenville, no estado americano de Ohio.

Em seu livro, Miravalle fala também dos abortos patrocinados pelo regime de terror do governo comunista.

Assim, a grande maioria dos chineses perdeu qualquer sentido de que algo não pode estar bem quando se faz abortos.

O desmembramento e aspiração de um nascituro humano tem o significado de uma vacina contra gripe ou uma visita ao dentista.

Bom para a saúde

Miravalle menciona também os frutos macabros da inescrupulosa mentalidade abortista.

Assim, recentemente, tornou-se um fato conhecido que cinco restaurantes em uma região descrita por Miravalle servem "Sopa de Feto".

O prato inusitado custa 300 Yuan – que equivale a quase trinta Euros.

Publicações médicas na China chegaram até mesmo a afirmar que o consumo de cadáveres infantis tem um efeito positivo para a saúde.

Este seria o motivo pelo qual operadores locais de hospedarias teriam começado a introduzir esse suposto remédio no menu.

Segundo Miravalle, houve até mesmo sítios na Internet que fizeram propaganda para a "sopa de feto". Contudo, eles foram retirados pelo governo chinês, a fim de evitar um escândalo internacional.

Já no ano de 2005 o filme "Dumplings – Tentação Delicada" tratou do problema do canibalismo na China.

Tradução livre de Teresa M. Freixinho
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Mais sobre o filme citado: http://www.imdb.com/title/tt0472458/plotsummary e http://www.imdb.com/media/rm3713963008/tt0472458