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Queremos o nosso País de volta!



(Apontamentos após assistir ao bate-papo de Lobão com o prof. Olavo de Carvalho.)
"...e como estamos todos na realidade presos pelas potências que de um modo anônimo nos manipulam!" 
Bento XVI, Jesus de Nazaré, v. 1, p. 35


Allan Lopes dos Santos expressou o sentimento que tivemos depois de ouvir o bate-papo de Lobão com o Prof. Olavo de Carvalho: "Queremos o nosso País de volta!" Isso. Foi com o rasgão na carne que Lucién de Rubempré constatou suas ilusões perdidas: "mudamos de latitude, mas as trevas são espessas da mesma forma". E o seu próprio nome evocava a necessidade de luz, da verdade sempre requerida para dissipar tais trevas. "Luz, luz!", também pediu Goethe, ao fim da vida. O fato é que a história requer heroísmo, com o qual Perseu enfrentou o olhar da Medusa. E não basta apenas dizer que o rei está nú, mas deve-se cortar os nós górdios dos embustes. A inteligência e a sabedoria são chamadas então por aquela luz sempre libertadora, a luz da verdade.
Ainda conversava com Alex Brum e Luis Augusto Panadés, na tarde de domingo, antes do bate-papo ir ao ar, ao vivo, à noite, dizendo: a nossa geração (dos nascidos entre o final dos anos 60 e 70) ainda não fez história, não resgatou o nosso País, e muitos agora se preparam para se aposentar e dar as costas definitivamente, se dizendo céticos demais, justificando assim a indiferença e a falta mesmo de virilidade de alma. É que muitos tombaram na vida sem viver, e no afã de garantir-se em falsas seguranças, perderam a vida e se perderam no cipoal de enganos. Tornaram-se flácidos e mornos, almas rastejantes e sem brio. E o pior: sem se importar com isso, como se não valesse a pena o vigor da vida. Como bem observou Robert Musil:

"e como a posse de qualidades pressupõe uma certa alegria pela sua realidade, é legitimo prever que alguém a quem falte o sentido de realidade até em relação a si próprio possa um belo dia, sem saber como, encarar-se como um homem sem qualidades."
Mesmo os que "mandaram bem" com a cultura macunaímica protagonizada por Lula et caterva, aos embalos do "sem medo de ser feliz" do mimado Chico Buarque de Hollanda: sabem que lhes falta esta virilidade, pois são brasileiros murchos, vendidos, traidores da Pátria, que aceitaram todos os pactos faustianos por meros pratos de lentilhas. 
Tejo
"O Tejo não foi apenas um ponto de partida. Nesta memória ainda buscamos a recordação da missão que temos de forjar uma civilização.
Essa gente aceitou o gangsterismo cultural e se tornaram almas mortas, homens sem qualidades, e ganharam notoriedade e dinheiro no período em que tudo fizeram para patrulhar os que realmente pensam este País, e tem amor ao Brasil. Essa gente ocupou postos de decisão em todas as áreas, promovem de modo ardiloso uma revolução com táticas gramscianas para fazer valer um projeto político falido na Rússia e no Leste Europeu; quiseram transportar para cá um modelo social e político de desmonte civilizacional sem precedentes. Acabaram com a literatura brasileira (o que de relevante surgiu no romance deste País após "Grande Sertão e Veredas", de 1956?). Não há literatura em nosso País há décadas: literatura original, crítica, inclusive que retrate o processo de amebismo cultural vigente por conta do oportunismo e do parasitismo dessa gente que colocou Chico Buarque no pedestal, desde quando o "filhinho do papai" resolveu fazer suas rimas musicais, ou ainda seu romance "Estorvo", bastante estranho, "povoado de assombro e de solidão", como afirmou José Cardoso Pires.
Essa gente esquisita, esquizofrênica, psicótica (filhos do Marques de Sade), que não sabe fazer outra coisa senão dar voltas em si mesmo, só falam dos anos 60, das coisas que eles fizeram e que a consciência lhes mostra que fizeram mal, e que agora tentam entender o que fizeram, e mesmo sabendo a que interesses servem, querem tratar de manterem as aparências, enquanto se apagam na solidão, nas drogas e na depressão.

Hélio Bicudo conta como Lula fica facilmente deprimido. "Sim, é tudo muito esquisito", percebe Lobão, sentindo que chegou a sua hora de - ainda em tempo - ser voz a essa geração acéfala, todos tentando se virar como podem, em meio aos estilhaços e descontinuidades do cotidiano. Até quando eles continuarão a querer cantar "sem medo de ser feliz!"? 

“Céus! A vida é um combate!" Reconheceu Rubempré, ao ser fustigado por Lousteau e toda a corja daqueles que viviam a vida como uma caçoada.
É isso: "queremos o nosso País de volta", tendo consciência de que para ir "além do Bojador, tem que passar além da dor" (Fernando Pessoa). O Tejo não foi apenas um ponto de partida, mas nesta memória ainda buscamos a recordação da missão que temos de forjar uma civilização. 
O Prof. Olavo de Carvalho foi preciso em dizer: se trata de fazer o movimento da "vergonha na cara" acontecer: ocupar postos, disputar o espaço que eles usurparam, trata-se de estudar, estudar, conhecer a fundo o que fizeram, o estrago que fizeram, e agregar forças, somar esforços, galvanizar o sentido unificador capaz de resgatar o Brasil que tanto amamos. O "Brasil sadio", amado pela Princesa Isabel. 
A nossa geração ainda pode fazer história. Eu mesmo não estou me preparando para me aposentar, mas fazer viver o jovem de vinte anos que fui, cheio de amor e entusiasmo pelo Brasil, e que depois se viu um intelectual "à margem" do sistema, por não ter convicção daquilo que eles queriam que fizéssemos. E por ter convicção na verdade e no bem, aceitamos percorrer a via estreita, mas estamos vivos e somos jovens, e queremos o nosso País de volta.

Hermes Rodrigues Nery é jornalista, escritor e ghost writer. Autor do romance "O Dilema de Páris" (Edicon, 1996), "Presença de Rachel - conversas informais com Rachel de Queiroz" (Funpec, 2003) e outros. 

A primeira vítima

Por Olavo de Carvalho | Diário do Comércio

Quaisquer que venham a ser os desenvolvimentos da onda de protestos no Brasil, sua primeira vítima está ali, caída no chão para não se levantar nunca mais, e ninguém sequer se deu conta da sua presença imóvel e fria: é a "direita" brasileira.

Durante décadas, desde os tempos do governo militar, os partidos e movimentos de esquerda vieram construindo sistemática e obstinadamente o seu monopólio das mobilizações de massa, enquanto o que restava da "direita" , atropelado e intimidado por acontecimentos que escapavam à sua compreensão, ia se contentando cada vez mais com uma concorrência puramente eleitoral, tentando ciscar nas urnas umas migalhas do que ia perdendo nas ruas.

Não sei quantas vezes tentei explicar a esses imbecis que o eleitor se pronuncia anonimamente de quatro em quatro anos, ao passo que a militância organizada se faz ouvir quantas vezes bem deseje, todos os dias se o quiser, dando o tom da política nacional e impondo sua vontade até mesmo contra um eleitorado numericamente superior.

Mas a ideia de formar uma militância liberal e conservadora para disputar o espaço na praça pública lhes inspirava horror. Como iriam bater de frente na hegemonia do discurso "politicamente correto", se este, àquela altura, já se havia impregnado tão fundo nos seus próprios cérebros que já não viam perspectiva senão imitá-lo e parasitá-lo, na ânsia de ludibriar o eleitor e conservar assim os seus cargos, ainda que ao preço de esvaziá-los de qualquer mensagem ideológica diferenciada e própria?

Era inútil tentar fazê-los ver que, com isso, se enredavam cada vez mais, voluntariamente, na "espiral do silêncio" (v. Elisabeth Noelle-Neumann, The Spiral of Silence, The University of Chicago Press, 1993), técnica de controle hegemônico em que uma das facções é levada sutilmente a abdicar da própria voz, deixando à inimiga o privilégio de nomeá-la, defini-la e descrevê-la como bem entenda. 

Alguns eram até idiotas o bastante para se gabar de que faziam isso por esperteza, citando o preceito de Maquiavel: aderir ao adversário mais forte quando não se pode vencê-lo. Belo mestre escolheram. O autor doPríncipe foi um bocó em matéria de política prática, um fracassado que esteve sempre do lado perdedor.

Assim, foram se encolhendo, se atrofiando, se adaptando servilmente ao estado de coisas, até o ponto em que já não tinham outra esperança de sobrevivência política senão abrigar-se sob o guarda-chuva do próprio governo que nominalmente diziam combater.

Ao longo de todo esse tempo, ia crescendo a insatisfação popular com um partido que fomentava abertamente o banditismo assassino, cultivava a intimidade obscena com terroristas e narcotraficantes, tomava terras de produtores honestos para dá-las à militância apadrinhada e estéril, estrangulava a indústria mediante impostos, demolia a educação nacional ao ponto de fazer dela uma piada sinistra e, last not least, expandia a corrupção até consagrá-la como método usual de governo. 

Milhões de brasileiros frustrados, humilhados, viam claramente o abismo em que o país ia mergulhando. Essa massa de insatisfeitos, como o demonstravam as pesquisas, era acentuadamente cristã e conservadora. 

Em 2006 escrevi: "Com ou sem nome, a direita é 70 por cento dos brasileiros. Um programa político ostensivamente conservador teria portanto sucesso eleitoral garantido". Mas, com obstinação suicida, a "direita" se recusava a assumir sua missão de porta-voz da maioria. Apostava tudo nas virtudes alquímicas da autocastração ideológica.

"Um pouco mais adiante – escrevi na mesma ocasião – , ela agravou mais ainda a sua situação, quando, após a revelação dos crimes do PT, perdeu a oportunidade de denunciar toda a trama comunista do Foro de São Paulo e, por covardia e comodismo, se limitou a críticas moralistas genéricas e sem conteúdo ideológico."

Etanto tempo se passou, tão grande foi o vazio, que de recuo em recuo essa direita foi abrindo, que a própria esquerda acabou notando a necessidade de preenchê-lo, mesmo ao preço de sacrificar uma parte de si própria e, como sempre acontece nas revoluções, cortar as cabeças da primeira leva de revolucionários para encerrar a fase de "transição" e saltar para as rupturas decisivas, as decisões sem retorno. Há mais de um ano o Foro de São Paulo vinha planejando esse salto, contando, para isso, com os recursos do próprio governo, somados aos da elite globalista fomentadora de "primaveras".

Como não poderia deixar de ser em tais circunstâncias, o clamor da massa conservadora acaba se mesclando e se confundindo com os gritos histéricos do esquerdismo mais radical e insano, tudo agora instrumentalizado e canalizado pela única liderança ativa presente no cenário. 

Condensando simbolicamente essa absorção, a vaia despejada sobre a presidenta Dilma Rousseff no Estádio Nacional de Brasília, autêntica manifestação popular espontânea, já não se distingue da agitação planejada e subsidiada que acabou por utilizá-la, retroativamente, em proveito próprio.

Não se pode dizer que a esquerda tenha "roubado a voz" da direita, pois a recebeu de presente. A opção pelo silêncio, o hábito reiterado da autocastração expulsou a direita nacional de um campo que lhe pertencia de direito e de fato, e terminou por matá-la. Ela não se levantará nunca mais. 

A insatisfação conservadora transmutou-se em baderna revolucionária e já não tem nem mesmo como reconhecer de volta o seu próprio rosto. Talvez algumas cabeças esquerdistas venham a rolar no curso do processo, mas as da direita já rolaram todas.

Nova ARENA e o cenário político do Brasil atual: completemos as ASSINATURAS FALTANTES!


Na prática, o Magistério da Igreja sempre tentou conciliar duas esperanças especificamente distintas: a cristã e a política. Fazer pairar sobre a terra — entenda-se: acima das leis positivas humanas — o influxo benéfico da lei divina, sem a qual o homem desumaniza-se a ponto de obscurecer os sinais distintivos de sua condição.

Por dois milênios, o Magistério eclesiástico tornou patente um fato inegável do ponto de vista civilizacional: a política não tem (nem pode ter) princípio e fim em si mesma. Para ela subsistir enquanto ciência do bem comum, é necessário haver um conjunto de valores civilizacionais sem os quais ela mesma inviabiliza-se. Sem isto, o que resta é um arremedo maquiavélico do que ela essencialmente é — e, na prática, a ação dos políticos acaba por voltar-se, do começo ao fim, contra o bem comum.

O princípio e os fins da política são metapolíticos, ou seja: são ontologicamente anteriores e transcendentalmente superiores a ela. Há, na prática, preâmbulos sem os quais sempre se cai nalgum tipo de barbárie, como o demonstra a história de maneira cabal. E há fins que pairam acima de quaisquer facções e ideologias. A menos que concedamos que os hunos faziam “política” ao trucidar quem lhes cruzasse o caminho; os vikings faziam “política” ao empalar criancinhas; Stálin fazia “política” com o genocídio implacável de incontáveis almas; os mensaleiros do governo Lula faziam “política” ao armar um esquema de compra de votos; e o governo FHC fazia “política” ao enriquecer (e armar) o MST com o dinheiro do contribuinte, defender o aborto, etc. Não! Nestes e em incontáveis outros casos, trata-se de antipolítica.

Pois bem. A agenda globalista que hoje impõe uma falsa moral apátrida aos países encontra em nações como o Brasil terreno fértil para disseminar-se sem freios. Isto porque o “homem cordial” que o ensaísta Sérgio Buarque de Holanda codificara em meados do século XX se metamorfoseou, ao longo de algumas décadas, numa hidra de mil cabeças: do compadrio nas relações, dos pequenos favorecimentos ilícitos, das negociatas à margem da lei, entre outros fatores malignos latentes em nossa formação, acabou por transfigurar-se em alguém sem a menor noção de deveres cívicos ou limites éticos. A sociedade do jeitinho tornou-se macabra — e o proverbial desapego brasileiro a normas, ao ter contato com doutrinas nefastas e anticivilizacionais, ganhou contornos inimagináveis até pouco tempo. Nas últimas décadas, a vaca foi para o brejo com a velocidade de um guepardo em caça.

Podemos dizer que a política ou é a favor da civilização, ou não é política. Ou reprime o mal no seio da Pólis — em todas as instâncias possíveis —, ou não é política. Ou defende a liberdade para a verdade, ou não é política. Dar liberdade indiscriminada a erros patentes é alimentar um monstro; é como colocar num mesmo patamar o malogro e a veracidade. Em breves palavras, qualquer pessoa tem o direito de expressar-se e dar palpites errôneos ou infelizes, mas os seus erros não podem ter direitos políticos. Esta é a sutil diferença entre o slogan sofístico da “liberdade de expressão” e aquilo que chamamos de “liberdade de expressão da verdade”, e para a verdade. Obviamente, isto nada tem nada a ver com a canhestra “Comissão Nacional da Verdade” criada na forma da Lei 12528/2011, a qual padece de amnésia seletiva altamente culpável quanto ao que estava em jogo na luta política dos anos 60 e 70 e usurpa um nome com intuitos propagandísticos.

Em síntese, o erro e a mentira ideológica devem ser combatidos sem tréguas, pois, se se disseminam no tecido social, tornam-se um câncer com metástase. Ora, são justamente as teorias equivocadas que, ganhando terreno, acabam cedo ou tarde por gerar monstruosidades. E, de todas as mentiras a reprimir na forma da lei e com o apoio dos recursos que se fizerem necessários, uma das mais daninhas é a mentira política, pois os malefícios que acarreta são imensos, duradouros e, muitas vezes, impossíveis de sanar ao longo de gerações.

A história do Brasil está sendo reescrita, falsificada, transfigurada diante dos nossos olhos — com livros didáticos e paradidáticos criminosos, leis iníquas, pedagogias imbecilizantes, discursos políticos sofismáticos, falas aterradoras e pífias como a que proferiu recentemente a petista Marilena Chauí contra a classe média. Seja como for, o fato é que, valendo-se de estratagemas mil, o grupo hoje no poder corre para dar remate no Brasil à obra maligna do globalismo centralista, ao aprovar e/ou propor leis que representam a pá-de-cal sobre os resquícios de cristianismo ainda resistentes no tecido social.

Alguma reação no plano político faz-se, pois, absolutamente necessária na hora presente, ainda que seja feita por um bloco heterogêneo, mas com o seguinte ponto comum: salvar algo da civilização cristã do orwelliano naufrágio universal. Defender a lei natural com sólidos argumentos e colocar os adversários perante dificuldades que ainda não encontraram, pois esforços isolados e corajosos têm sido feitos por políticos intelectualmente caricaturáveis.

Embora, em alguns casos, imbuídos de boas intenções.

ASSINATURAS PARA A NOVA ARENA
Conversei recentemente com jovens que constituíram legalmente a nova Aliança Renovadora Nacional (ARENA), a qual resgata um nome com grande carga simbólica no presente momento. Não vi ali políticos profissionais, mas pessoas com o frescor de um idealismo sadio.

Coloco-me, pois, à disposição deles para ajudar, sobretudo no tocante à revisão de textos do estatuto e do programa do partido nascente, se isto lhes interessar. Assim como para emprestar um pouco da substância filosófico-teológica tomista e usá-la num "sed contra" aos argumentos dos que hoje se locupletam no poder e trabalham em prol do caos, da desordem, da infâmia. O leque é amplo: do aborto à política de cotas; da falácia do aquecimento global ao hedonismo totalitário do gayzismo; etc.

Se a presidente do partido, a jovem gaúcha Cibele Bumbel Baginski, aceitar meus modestos préstimos, cá estou. Afinal, uma pessoa sem a mais ínfima sombra de esperança política pode ser útil. Uma pessoa para quem a política jamais pode constituir-se num fim em si mesmo, pode em algo contribuir. E uma pulga — embora insignificante em sua miudeza — coça.

Aos católicos tradicionais que, como eu, conhecem as advertências do Magistério quanto à ação política dos leigos, digo: a situação é de exceção, o estado é de necessidade — portanto, algumas divergências podem ser momentaneamente deixadas de lado em vista do tsunami devastador que está à nossa frente. O oponente comum é voraz, forte, organizado, adestrado em táticas para desconstruir qualquer discurso.

O partido, pelo que me falaram os seus representantes do Rio, conseguiu em poucos meses mais de 250 mil assinaturas (o total exigido pelo TSE é de 500 mil, para efetivamente constituí-lo). Os interessados devem procurar a própria Cibele Baginski ou o Claudio Henrique Motta Melo, aqui no Rio, para informarem-se sobre como proceder. No site em construção do partido há também instruções.

Quanto a mim, juro ao pé da Santa Cruz o seguinte: se porventura um dia ocupar um cargo legislativo federal, farei um santo inferno.

O que pensar sobre o caso Feliciano?

Por Allan dos Santos

Eu não estou defendendo o Feliciano INCONDICIONALMENTE. Mas a falta do uso de lógica (lei do raciocínio), pode levar alguém a entender isso.

Explicarei mais uma vez:

EXISTEM APENAS DOIS LADOS na luta pela VIDA e pela FAMÍLIA, base da sociedade, sem as quais, não temos mais como ensinar a Fé. Estes lados são: 

GRUPO 1. A ditadura gay;

GRUPO 2. Os defensores da Família e da Vida humana;

Os do grupo um são diversos. Os do grupo dois, também.

Os do GRUPO 1, astutamente, querem dispersar os do GRUPO 2, pois do contrário, perdem. Como eles querem dispersar o GRUPO 2: fazendo que a divisão de Fé seja uma divisão onde estamos de acordo, ou seja, nos PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS da Família e da VIDA HUMANA.

Os protestantes e os católicos não estão em comunhão de Fé desde Lutero. Se estamos juntos na luta pela Família e a Vida Humana, isso se dá por uma união nos princípios racionais.

Onde entra o Feliciano? Ele está defendendo a Família e a Vida Humana na câmara de deputados. Querem tirá-lo por isso, LOGO, é dever de quem defende a Vida Humana e a Família, não permitir que retirem-no de lá por ESTE motivo.

Querem tirar o Feliciano de lá? Façamos isso quando ele fizer o que é contrário aos valores da Vida Humana e da Família.

Entendeu?

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil


Via MSM
Os intelectuais de esquerda que escrevem a história brasileira têm mais um livro para se incomodar: o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, do jornalista Leandro Narloch.
Lancei recentemente pela editora Leya o livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, uma reunião informações esquecidas e episódios irritantes e desagradáveis a quem se considera vítimas de "grandes potências", "exploradores" e "imperialistas". Deixo para os leitores do MSM alguns exemplos.
Zumbi tinha escravos
Nos anos 70, os historiadores marxistas projetaram no Quilombo de Palmares tudo o que imaginavam de sagrado para uma sociedade comunista: igualdade, relações de trabalho pacíficas e comida para todos. Sabe-se hoje que o quilombo do século 17 estava mais para um reino africano daquela época que para uma sociedade de moldes que surgiram mais de um século depois. Zumbi provavelmente descendia de imbangalas, os "senhores da guerra" da África Centro-Ocidental. Guerreiros temidos, eles habitavam vilarejos fortificados, de onde partiam para saques e sequestros dos camponeses de regiões próximas. Durante o ataque a comunidades vizinhas, recrutavam garotos, que depois transformariam em guerreiros, e adultos para trocar por ferramentas e armas. Esse modo de vida é bem parecido ao descrito por quem conheceu o Quilombo dos Palmares. "Quando alguns negros fugiam, mandava-lhes crioulos no encalço e uma vez pegados, eram mortos, de sorte que entre eles reinava o temor", afirma o capitão holandês João Blaer.
Décio Freitas inventou dados sobre Zumbi
Os historiadores marxistas que engrandeceram Zumbi tinham um problema: não há sequer um documento dando detalhes da personalidade ou da biografia do líder negro. Para resolver esse obstáculo, Décio Freitas mentiu sem culpa. No livro Palmares: A Guerra dos Escravos, Décio afirma ter encontrado cartas mostrando que o herói cresceu num convento de Alagoas, onde recebeu o nome de Francisco e aprendeu a falar latim e português. Aos 15 anos, atendendo ao chamado do seu povo, teria partido para o quilombo. As cartas sobre a infância de Zumbi teriam sido enviadas pelo padre Antônio Melo, da vila alagoana de Porto Calvo, para um padre de Portugal, onde Décio as teria encontrado. Ele nunca mostrou as mensagens para os historiadores que insistiram em ver o material. A mesma suspeita recai sobre outro livro seu, O Maior Crime da Terra. O historiador gaúcho Claudio Pereira Elmir procurou por cinco anos algum vestígio dos registros policiais que Décio cita. Não encontrou nenhum.
Quem mais matou índios foram os índios
Nas bandeiras ao interior do Brasil, geralmente apontadas como a maior causa de morte da população indígena depois das epidemias, havia no mínimo duas vezes mais índios - normalmente dez vezes mais. Sobre a mais mortífera delas, a que o bandeirante Raposo Tavares empreendeu até as aldeias jesuíticas de Guaíra, os relatos apontam para uma bandeira formada por 900 paulistas e 2 mil índios tupis. "No entanto, nestas versões, o total de paulistas parece exagerado, uma vez que é possível identificar apenas 119 participantes em outras fontes", escreveu o historiador John Manuel Monteiro no livro Negros da Terra. Cogita-se até que o modelo militar das bandeiras seja resultado mais da influência indígena que europeia. "É difícil evitar a impressão, por exemplo, de que as bandeiras representavam uma predileção tupi por aventuras militares", afirma o historiador Warren Dean.
Os portugueses ensinaram os índios a preservar a floresta
Apesar de muitos líderes indígenas de hoje afirmarem que o "homem branco" destruiu a floresta enquanto eles tentavam protegê-la, esse discurso politicamente correto não nasceu com eles. Nasceu com os europeus logo nas primeiras décadas após a conquista. Os portugueses criaram leis ambientais para o território brasileiro já no século 16. As ordenações do rei Manuel I (1469-1521) proibiam o corte de árvores frutíferas em Portugal e em todas as colônias. No Brasil, essa lei protegeu centenas de espécies nativas. Em 1605, o Regimento do Pau-Brasil estabeleceu punições para os madeireiros que derrubassem mais árvores do que o previsto na licença. Conforme a quantidade de madeira cortada ilegalmente, o explorador poderia ser condenado à pena de morte.
João Goulart favorecia empreiteiras
A informação vem do próprio Samuel Wainer, no livro Minha Razão de Viver. De acordo com o jornalista, então diretor do Última Hora e um dos principais aliados do presidente, o esquema da época era aquele famoso tipo de corrupção que hoje motiva escândalos. "Quando se anunciava alguma obra pública, o que valia não era a concorrência - todas as concorrências vinham com cartas marcadas, funcionavam como mera fachada", escreveu Wainer. O que tinha valor era a combinação feita entre homens do governo e das empresas por trás das cortinas. "Naturalmente, as empresas beneficiadas retribuíam com generosas doações, sempre clandestinas, à boa vontade do governo."
Os guerrilheiros comunistas não lutavam por liberdade
De dezoito estatutos e documentos escritos por organizações de luta armada nos anos 1960 e 1970, catorze descrevem o objetivo de criar um sistema de partido único e erguer uma ditadura similar aos regimes comunistas que existiam na China e em Cuba. A Ação Popular, por exemplo, defendia com todas as letras "substituir a ditadura da burguesia pela ditadura do proletariado".

Leandro Narloch é jornalista.

Luta de classe e autogestão marxista


Essa foi a “receita” de um Fórum Social Mundial, ocorrido em Buenos Aires e  realizado nos mesmos moldes do Fórum de Porto Alegre
Martin Viano

Buenos Aires – De 22 a 25 de agosto p.p., reuniu-se na capital argentina o Fórum Social Mundial para discutir “A crise do neoliberalismo na Argentina e os desafios do movimento global”,sob os auspícios da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nacional de Buenos Aires.
O evento atraiu ativistas de organizações da esquerda marxista da Argentina e de diversos países sul-americanos, entre os quais representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Sem Terra (MST), do Brasil.
Segundo o Comité de Movilización, propuseram-se – baseados na “experiência de Porto Alegre” – abrir um espaço para articular “movimentos e grupos comprometidos em ações concretas contra o neoliberalismo e o domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo”.
Em pauta, o falido modelo cubano
Fórum foi inaugurado com uma passeata, que partiu da Plaza de Mayo, onde dezenas de ônibus alugados tinham despejado manifestantes, grande parte dos quais compareceram apenas para receber, no encerramento do ato, um sanduiche com Coca-Cola.
As sessões giraram em torno das diferentes formas de organização e autogestão, com vistas a estender e aprofundar a “resistência” e a “busca de alternativas concretas” face à“globalização neoliberal”, na mesma linha da Internacional Rebelde promovida no Fórum Social de Porto Alegre, já comentado nas páginas de Catolicismo, edição de fevereiro/2002.
Evo Morales, candidato derrotado à presidência da Bolívia, discursou em defesa de Fidel Castro e de Hugo Chavez, conclamando os presentes a se mobilizarem para que “haja muitas Cubas” na América Latina, capazes de acabar com o “imperialismo norte-americano”, em união com os zapatistas do México e os guerrilheiros colombianos.
Internacional Rebelde mobiliza-se
Além de propiciar “formas de resistência do movimento popular” de caráter violento, não pouparam elogios aos “piqueteiros” que na Argentina, só neste ano de 2002, fizeram cerca de 3000 bloqueios de estradas e ruas.
Convém destacar ainda que, entre as atividades autogestionadas do Fórum, ocorreu também uma sessão abortista contrária à “proibição do aborto”, absurdamente explicada como sendo a “negação para as mulheres de uma sexualidade não reprodutiva”.
Uma sensação de fracasso do Fórum foi transmitida por uma mulher de aproximadamente 30 anos, com fortes traços indígenas, comentando que tinham deixado de concorrer para o evento muitos companheiros do interior da Argentina e do Uruguai.
Isso não impede, entretanto, que as esquerdas da Internacional Rebelde estejam se preparando para novas mobilizações: em Quito (Equador) neste mês, por ocasião da reunião doAcordo de Libre Comércio en las Américas (ALCA); e na IV Cumbre de Presidentes de las Américas— que contará com a presença do presidente norte-americano — a realizar-se na capital argentina em abril de 2003.



Assista ao vivo à palestra sobre “Ideologia de gênero, uma arma psicológica contra a Família”


O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira está promovendo nesta noite uma palestra que tratará desta que talvez seja a maior ameaça da História à família tradicional:Ideologia de gênero: Saiba como se defender dessa arma psicológica contra a Família.
Assista no vídeo abaixo ao vivo à palestra do Cel. Jairo Paes de Lira, coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, ex-Comandante do Policiamento Metropolitano e ex-Deputado Federal.

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (REGIONAL NORDESTE V) EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»


Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et spes, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural(cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem,82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. Gaudium et spes 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17 de setembro de 2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Bento XVI defende ação política da Igreja contra o aborto


O Papa Bento XVI disse hoje, a bispos brasileiros, no Vaticano, que é papel da Igreja emitir juízo moral em questões políticas quando isso for importante para defender os direitos fundamentais da pessoa. No discurso, ao qual a reportagem da Gazeta do Povo teve acesso com exclusividade, o Pontífice afirmou que os padres devem se posicionar quando estiverem em discussão temas como aborto e a eutanásia (a abreviação da vida de doentes terminais).

Embora não fale diretamente sobre o processo eleitoral brasileiro, o pronunciamento, feito a três dias do segundo turno presidencial, pode ser visto como um aval à postura de religiosos que criticaram candidatos e programas de governo pró-aborto – caso, por exemplo, do bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teve um artigo sobre o tema retirado do site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O pronunciamento do Papa foi feito nesta manhã aos integrantes da regional do Maranhão (Regional Nordeste 5) da CNBB, que fazem visita oficial ao Vaticano nesta semana. De acordo com a regra da Igreja Católica, todos os bispos precisam se reunir com o Papa a cada cinco anos.

O discurso do Papa afirma que, em princípio, o dever de construir uma sociedade mais justa por meio da política não cabe aos sacerdotes. No entanto, diz que há temas em que os bispos e os padres podem e devem se posicionar politicamente. É o caso da defesa da vida, por exemplo.

Para ilustrar seu ponto de vista, Bento XVI usou um trecho de um dos principais documentos do Concílio Vaticano II, de 1963 – a constituição apostólica Gaudium et Spes, que fala sobre a Igreja no mundo atual. De acordo com o texto, a Igreja, “em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado”. Porém, deve ter direito a sempre “pronunciar o seu juízo moral mesmo acerca das realidades políticas, sempre que os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem”.

O texto do Papa afirma, sem citar nomes ou partidos, que projetos políticos que pregam a descriminalização do aborto ou da eutanásia traem o ideal democrático. E diz que seria ilusório afirmar que essas práticas seriam validadas em função de qualquer defesa de direitos humanos – em contraposição à tese de que o aborto é um direito da mulher decidir sobre seu próprio corpo.

Bento XVI também reforçou a defesa da educação religiosa e do ensino confessional e plural da religião na escola pública brasileira – algo que é combatido por uma linha política que diz que o Estado deve ser laico (sem religião). Novamente, o texto cita um documento da Igreja: neste caso, a encíclica Caritas in Veritate, do próprio Bento XVI. “A religião cristã e as outras religiões só podem dar o seu contributo para o desenvolvimento, se Deus encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política”, diz um trecho da encíclica.

Finalmente, o Papa defendeu ainda a existência de símbolos religiosos em prédios públicos, afirmando que eles são uma lembrança da transcendência do homem. Bento XVI dirá ainda que isso faz sentido especialmente no Brasil, país de tradição católica que tem como um de seus principais símbolos a estátua do Cristo Redentor.

Embora o discurso do Papa não faça referência a partidos ou candidatos, o texto condena práticas que chegaram a ser defendidas pelo governo federal brasileiro e por setores do PT. No ano passado, o governo Lula lançou o 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) – que, em sua primeira versão, previa a descriminalização do aborto e a proibição da ostentação de símbolos religiosos em espaços públicos da União. Depois de uma forte polêmica, esses trechos do PNDH foram retirados do plano.

Dom Luiz Bergonzini agradece o apoio recebido por nosso blogue.

Caríssimo Irmão.
Agradeço as suas palavras e o seu apoio. Conto com as suas orações para vencermos juntos essa luta.
As minhas bênçãos para você e toda sua família.

+Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Terás nosso apoio e orações, Excelência! Coragem!
Diga NÃO ao aborto! Diga NÃO ao PT!
Fora Dilma!

A descendência da serpente grita ao ser pisada a cabeça pela MULHER e sua descendência (II)


Dom Beni: “O ‘Apelo a todos os brasileiros e brasileiras’, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida, do Regional Sul 1, é um texto legítimo e não falso. [...] A sua divulgação é legítima”.


Declaração de Dom Beni dos Santos
Bispo Diocesano de Lorena – SP
à Declaração do Regional Sul 1 da CNBB sobre o
“APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”

Sou D. Benedito Beni dos Santos, Bispo de Lorena

Estou gravando esta mensagem no dia 18 de outubro do presente ano.

A Igreja do Brasil, há décadas, vem lutando em prol da defesa da família e do respeito a seus direitos.

A mobilização contra a descriminalização e a legalização do aborto faz parte dessa luta.

A questão do aborto tornou-se tema importante na campanha política em preparação para as eleições deste ano, 1º e 2º turno.

Além da CNBB Nacional, Assembléia e Presidência, os Bispos do Estado de São Paulo chamaram a atenção sobre a importância do tema do aborto como parte da discussão em preparação para as eleições.

Na Assembléia Ordinária do episcopado paulista, realizada entre os dias 29 e 30 de junho, e 1º de julho deste ano, aprovaram uma espécie de Dez Mandamentos para votar bem.

O 3º mandamento diz o seguinte:
Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até a morte natural.

No dia 26 de agosto deste ano, a Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Sul 1 da CNBB – Estado de São Paulo, emitiu uma nota em favor do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

Eis o teor da nota:
A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião Ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para votar bem, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

Assinam a nota D. Nelson Westrupp, presidente, D. Benedito Beni dos Santos, vice-presidente, D. Airton José dos Santos, secretário-geral.

O “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, cuja difusão ampla é recomendada pelos Bispos, cita fatos concretos, em que o Governo brasileiro e o Partido dos Trabalhadores propõem a descriminalização e a legalização do aborto durante todos os nove meses da gravidez.

Trata-se do substitutivo do PL 1135/91, apresentado pelo atual Governo, em 2005, e ainda tramitando no Congresso.

O “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” termina deste modo:
Recomendamos encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras: dêem seu voto somente a candidatos e candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto.

Portanto, o “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida, do Regional Sul 1, é um texto legítimo e não falso.

Contém fatos e não boatos.

É expressão legítima da cidadania democrática.

Os Bispos do Estado de São Paulo reunidos em Assembléia das Igrejas, neste 16 de outubro, fizeram um alerta com respeito a folhetos que estão sendo distribuídos sem a aprovação da legítima autoridade diocesana.

Este não é o caso do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado em vista do 1º e do 2º turno das eleições.

Na Diocese de Lorena, esses folhetos continuam sendo distribuídos nas 31 paróquias.

Não se trata de interesse partidário ou ideológico, mas da defesa da vida através de instrumentos legítimos da expressão da cidadania e, portanto, de participação na promoção do bem comum da nação.

As pessoas que estão divulgando o documento fizeram apenas o que nós Bispos lhes pedimos.

As informações do “APELO” são fatos amplamente documentados.

Contra fatos, não há argumentos.

Os fatos, pois, são a parte mais importante do “APELO”.

A sua divulgação é legítima.

Esses fatos devem chegar ao conhecimento do povo e devem continuar a ser divulgados o mais amplamente possível.

Recomendo isso, sobretudo, à Diocese de Lorena, que presido.

A descendência da serpente grita ao ser pisada a cabeça pela MULHER e sua descendência.


Como é de conhecimento de todos, em 01.07.2010, iniciei uma campanha contra os candidatos favoráveis ao aborto, de todos os partidos, a qualquer cargo. O PT – Partido dos Trabalhadores – é o principal articulador dessa ação no Brasil e, também, do “casamento” de homossexuais. Desde 1991, vem tentando implantar o aborto, com o projeto de lei n. 1.135/91, dos então deputados do PT Sandra Starling e Eduardo Jorge. Os Congressos do PT aprovaram a liberação do aborto como programa do partido. O projeto de lei 1935/91 foi derrotado na Comissão de Seguridade e Saúde por 33 a 0 e na Comissão de Constituição e Justiça, dor 57 a 4., na Câmara Federal. O deputado do PT, José Genoino, demonstrando o ferrenho propósito de implantar o aborto, requereu a aprovação do projeto de lei 1935/91 diretamente pelo plenário, onde a bancada de deputados da “base aliada” do governo tem a maioria e pode ser aprovado a qualquer momento. Projeto de Lei n.º 1.151/95, sobre o casamento civil entre homossexuais, foi apresentado por Marta Suplicy em 26 de outubro de 1995, quando ela ocupava a cadeira de deputada federal pelo PT. Iara Bernardes, então deputada federal do PT, apresentou o projeto de lei 122/ 2006, que impede as pessoas e os religiosos de emitirem opinião sobre homossexuais, sob pena de prisão.

O meu comportamento é baseado em minha consciência e no Evangelho. E visa a discussão de valores com a sociedade. Seja qual for o resultado das eleições, filósofos, sociólogos, antropólogos, religiosos e a população já começaram a debater o que chamam de “agenda de valores”. O relativismo na sociedade e na Igreja Católica, sempre lembrado pelo Papa Bento XVI, também tem sido questionado: o meu sim é sim e o meu não é não. Não estou me esquecendo dos problemas dos pobres. Para isso, no Brasil, há leis especiais que devem ser cumpridas por qualquer governante. Sem contar a ajuda voluntária dos católicos realizada em todas as paróquias, pelas várias pastorais.

Ocorre que, no dia 07.10.2010, tive uma grande surpresa. Dom Demétrio Valentini, da Diocese de Jales, publicou uma matéria de meia página, no jornal Diário de Guarulhos, editado em minha diocese, com uma acusação de crime eleitoral. Um bispo acusando outro de crime, pela imprensa. É algo muito grave e inadmissível. Anteriormente, recebi uma carta anônima com velada ameaça à minha vida, que já está nas mãos da polícia.

Imaginava ter sido um destempero momentâneo do bispo de Jales. Enviei-lhe uma carta, com cópia ao presidente da CNBB-Regional Sul-1, Dom Nelson Westrupp, reclamando do fato e apontando a suspeita de o bispo de Jales estar atuando partidariamente.

A confirmação da atuação partidária de Dom Demétrio Valentini veio na revista Isto É, pg. 40, edição 2135, de 13.10.2010. Nessa revista está escrito: ” A exemplo do pastor Manoel Ferreira, dom Valentim é amigo de Lula, tem exercido papel fundamental no diálogo com os católicos.” Além disso, Dom Valentini insiste em que “esta situação precisa ser esclarecida e denunciada” dando a entender que existe qualquer interesse além do Evangelho.

Há igrejas evangélicas no Brasil, cujos pastores são a favor do aborto ou tem interesses políticos, que estão se posicionando partidariamente a favor da candidatura do PT.

Por essas circunstâncias, sou forçado a concluir que: a) a matéria publicada no jornal de Guarulhos teve a mão do Partido dos Trabalhadores e visou me amedrontar; b) a matéria visou, também, assustar os fiéis de minha diocese; c) em âmbito nacional, visou assustar os Bispos e a comunidade cristã e d) parece que há Bispos da Igreja Católica, no Brasil, que estão trocando o Evangelho do Senhor pela política partidária e por amizades pessoais.

O histórico do aborto, desde 1974, pode ser visto no link http://www.youtube.com/watch ?v=4cJZZzWysN4

Dom Aldo Pagotto lembra que situação semelhante à brasileira, com a destruição da moral e da ética, para implantação do comunismo na Itália, somente não aconteceu por conta da atuação do Papa. Dom Aldo historiou os fatos no vídeo postado no link http://www.youtube.com/watch?v=j2q2DI9RsUo

Como lembrou Dom Aldo, na época o Papa disse “Não podemos nos calar.” Nós, agora no Brasil, também não podemos nos calar. Vamos agir e orientar o povo para que não se deixe enganar pelos oportunismos de última hora.

Diante desses fatos, sou obrigado a enviar uma reclamação ao Papa Bento XVI, imediatamente, com toda a documentação, pedindo-lhe que tome as providências que julgar cabíveis e necessárias, para reorientar a Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, inclusive me orientar, se eu estiver agindo em desconformidade com o Evangelho.

Quero deixar claro que nunca indiquei apoio a qualquer candidato, como agora não o faço. Estou sendo coerente com meu artigo “Daí a César o que é de César”, publicado em 01/07/2010.

Estou comunicando, também, estes fatos todos os irmãos Bispos e Cardeais do Brasil, e a imprensa, através de replicação deste email. A carta a Dom Demétrio Valentim será publicada no sitewww.diocesedeguarulhos.org.br.

Não tenho intenção de polemizar, mas simplesmente de deixar clara a minha posição como Bispo, em defesa da Igreja, dos mandamentos de Deus.

Rogo a Deus Nosso Senhor e a Nossa Senhora de Aparecida, Padroeira do Brasil, que proteja a Igreja Católica e nos proteja a todos.

Guarulhos, 12 de outubro de 2010, dia da Mãe Aparecida.
Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Bispos do Estado do Rio de Janeiro divulgam nota sobre as eleições

RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 18 de junho de 2010 (ZENIT.org) – Os bispos do Estado do Rio de Janeiro (Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB) reafirmaram hoje a importância de se votar em candidatos que defendem a vida. 
Em nota divulgada no contexto do 2º turno das eleições para a Presidência da República, os prelados recordam que, “por sua universalidade, a Igreja Católica não tem partido ou candidato próprios, mas incentiva, agora mais do que nunca, a dar o voto a quem respeita os princípios éticos e os critérios da Moral Católica, indicados na Doutrina Social da Igreja”.

“Em particular – afirmam os bispos –, deve ser votado quem defendeu e defende o valor da vida desde a sua concepção até o seu término natural com a morte e, ao mesmo tempo, a família com a sua própria constituição natural.”

No texto – assinado pela presidência do Regional, Dom Rafael Llano Cifuentes,
Dom José Ubiratan Lopes, OFMCap e Dom Filippo Santoro –, os bispos também renovam sua crítica ao Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) do atual governo.

Os prelado reafirmam sua crítica “mesmo depois de ter sido retirada a proposta da legalização do aborto, porque foi falaciosamente indicada como ‘questão de saúde pública’”.

“Não é aceitável a visão da pessoa fechada ao transcendente, sem referência a critérios objetivos e determinada substancialmente pelo poder dominante e pelo Estado.”

“No PNDH-3, a maneira como são tratados vida, família, educação, liberdade de consciência, de religião e de culto, de propriedade em sua função social e de imprensa, revela uma antropologia reduzida”, afirma a nota do Regional da CNBB.

Os bispos do Rio de Janeiro dizem “compartilhar plenamente” a orientação da CNBB manifestada na nota do dia 8 de outubro, em que se afirma o “direito – e mesmo, dever – de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã”.

Os bispos fazem “votos que esta última fase do processo eleitoral se desenvolva em paz, no respeito da democracia e do soberano direito da consciência moral do nosso povo”.