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Não é pelos vinte centavos, mas pela VIDA HUMANA!

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Grupo de católicos protesta contra o aborto no Centro de São Paulo
Manifestação ocorreu na manhã deste sábado (13), na Praça da Sé.
Ato pedia veto ao projeto de lei que autorizaria o aborto no Brasil.

G1 | Católicos fazem protesto na Praça da Sé, no Centro de São Paulo, na manhã deste sábado (13). Grupo quer que a presidente Dilma Rousseff (PT) vete o projeto de lei complementar 03/2013 que autorizaria o aborto no Brasil (Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo)

Mais fotos abaixo ou no link:


Meu bebê foi operado dentro de mim

Texto para pastorais pró-vida

Fonte: Eu, Leitora: “Meu bebê foi operado dentro de mim”

A professora Telma Petrangelo, 37 anos, descobriu uma má-formação na coluna da filha no quarto mês de gestação. O diagnóstico dizia que, se sobrevivesse, a criança vegetaria. Aconselhada a abortar, ela procurou outro caminho. Descobriu que o bebê poderia ser operado dentro dela, na gravidez. E tentou. Lívia já completou 1 ano e começa a daros primeiros passinhos 

 (Foto: Divulgação)
Com quase dez anos de casada, quis planejar a segunda gravidez.Diferentemente de Isadora, que há quatro anos veio no susto, me preparei para a chegada da Lívia, hoje com 1 ano e 6 meses. Fiz todos os exames e, três meses antes de engravidar, comecei a tomar ácido fólico. A falta de ácido fólico é uma das razões por trás da mielomeningocele, defeito congênito que afeta a espinha dorsal. Estava indo tudo bem. Nas primeiras ultrassonografias, não aparecia síndrome alguma. Mas, no quarto mês de gestação, fiz um ultrassom no qual a médica demorou mais do que o habitual. Ela disse que eu estava num momento que a impedia de ver certos detalhes e pediu para eu retornar em 15 dias. Repeti o exame no dia 15 de outubro de 2011. Depois de duas horas de ultrassom, ela tentou ser delicada ao dizer que havia uma deformidade no feto. Era uma bolha na coluna, algo que poderia causar desde uma incontinência urinária no bebê até a falta de movimentos. Mas eu sou professora de educação física e pedagoga e trabalho com inclusão. Não sou leiga, sabia do que ela estava falando. Na hora, me desesperei e chorei muito como meu marido, Edson. A médica disse, porém, que não conseguia ver tudo naquele exame e me indicou um especialista que era seu professor na pós-graduação.
Três dias depois, passei por esse médico, que me examinou na frente de 12 alunos. Ele disse que a coluna da Lívia estava toda aberta e ela seria uma bebê em estado vegetativo, que viveria até os 8 meses. Foi terrível receber esse diagnóstico na presença de todas aquelas pessoas. Me senti muito exposta. Ao final do exame, ele disse que eu não precisava passar por aquilo e tinha o direito de interromper a gravidez. Segundo ele, seria melhor para mim, já que a criança não vingaria. Na hora do desespero, quis saber como faria aquilo, e ele foi direto: “Dou uma substância letal para o feto e você vai até um pronto-socorro para registrar como morte natural”.Desesperada, marquei para o dia seguinte o procedimento para dar fim à gestação, que estava no quinto mês.
Saí de lá muito apavorada e fui conversar com meu marido. Choramos muito, e ele me disse: “Fazer isso vai contra tudo o que acreditamos. Eu quero pegar a Lívia no colo, independentemente de ela viver um ou oito meses”. Porém, aquele médico já havia sido tão incisivo que estava decidida a dar fim à gravidez.Achava que, como mãe, era um direito meu fazer aquilo. Mas antes fui conversar com a diretora de um dos colégios no qual trabalho e ela comentou sobre o Dr.Antonio Fernandes Moron, especialista em medicina fetal. Falamos também sobre a interrupção da gravidez e pessoas que tiveram dificuldade de seguir adiante depois disso. Ela me convenceu a fazer uma ressonância para ver a real dimensão do problema e questionou o fato de o médico sugerir um aborto sem emitir nenhum laudo. Fui para o meu obstetra aos prantos e ele me disse: “Esse médico quer matar seu bebê. Não é por aí. Faça uma ressonância, que mostrará qual o comprometimento da coluna. Dependendo, basta uma fisioterapia”. Me acalmei e tomei a decisão de não tomar substância alguma. Então, me ligaram da clínica e disseram que seriam R$ 10 mil para fazer o aborto. Pensei: “Nossa, então a vida da minha filha vale R$10 mil?. Pedi desculpa e disse que não iria mais.
Naquele estágio, a gravidez havia passado de um sonho para um pesadelo. Eu não comia, não dormia, emagreci seis quilos em um mês, volta e meia pensava em interromper a gestação. Mas meu obstetra me deu muita força e disse que levaríamos a gravidez até o fim e a Lívia seria um bebê perfeito. O parto, segundo ele, seria um pouco complicado, mas, logo que nascesse, ela passaria por uma cirurgia para tentar corrigir o problema – a operação após o nascimento tem poucas chances de sucesso, eu soube mais tarde. A nova ressonância mostrou que o problema não atingia todas as vértebras da coluna. Fui ficando mais calma, mas a cada ultrassom tínhamos de ver se a bebê tinha ou não hidrocefalia. Era sempre muito tenso.
Então, minha cunhada me mostrou uma reportagem sobre cirurgia fetal, que eu ainda não conhecia. Mostrei para meu marido,que não gostou da ideia e disse não ser seguro para mim e para ela. Naquela noite, tive um sonho no qual tiravam a Lívia de mim com uma mão e a cobriam com outra. Achei estranho e cheguei a comentar com meu obstetra. Conversamos sobre a cirurgia de bebês ainda na barriga da mãe, que ele não conhecia, mas lembrou do Dr. Moron, que operava no mesmo hospital onde seria o parto. Consegui agendar uma consulta com esse especialista para o dia 28 de dezembro. Duas horas depois, me ligaram da clínica dele dizendo que havia ocorrido uma desistência e eu poderia ser atendida em 25 de novembro. Estava receosa, mas fui.
A SAÍDA
Lá, a Lívia foi tratada como um bebê e não como um problema. Ele perguntou qual seria o nome
da criança, me senti acolhida. Depois do ultrassom, disse que havia uma lesão grande, mas os pezinhos da Lívia ainda não haviam entortado. Eu e o Edson começamos a chorar. Ele explicou que era o precursor da cirurgia fetal no Brasil e já havia feito nove operações desse tipo.
Meu marido ficou apaixonado pela ideia. Mas para fazer a cirurgia era preciso que eu estivesse na 26ª semana de gestação e a bebê pesasse 900 gramas. Era exatamente como estávamos eu e a Lívia naquele dia. Ele disse: “Tenho três dias para fazer a cirurgia”. Se não tivesse conseguido antecipar a consulta, não teria dado tempo de operar.
No total, seriam R$ 85 mil para cirurgia e internação. Se o convênio cobrisse os sete dias de internação (que custariam R$ 30 mil), venderíamos os dois carros que tínhamos para pagar o restante. Estava decidida, era a única chance de cura para a nossa filha. Rezávamos todas as madrugadas pela Lívia e pela equipe que nos operaria. No fim, o banco no qual meu marido trabalha decidiu arcar com os R$ 55 mil que faltavam.
O convênio aprovou a cobertura da internação em 28 de novembro. Fui internada no mesmo dia e, dois dias depois, a Lívia foi operada dentro de mim.A cirurgia durou quatro horas e meia. Fiquei completamente sedada. Os médicos fizeram um corte acima de onde se faz a cesárea, abriram o útero, tiraram um pouco do líquido amniótico, viraram a bebê de costas e lhe deram uma anestesia na altura da bolha. Fizeram a correção na coluna, repuseram parte do líquido retirado e costuraram novamente o útero e a barriga. Após a operação, passei 24 horas com anestesia na UTI, onde o médico me examinou e mostrou que a coluna da Lívia estava corrigida. Foi um alívio, fiquei emocionada. Depois, fui transferida para um quarto, onde fiquei uma semana sob efeito de medicação para manter o útero completamente relaxado. O risco era o bebê nascer muito prematuro.
Só depois da cirurgia, passei a ter paz e curtir a gravidez. Foi aí que entendi o sonho que havia tido: tiraram a Lívia do meu útero, consertaram-na e depois a puseram de volta. Com seis meses de gestação, voltei a tirar foto da barriga e comecei a fazer o enxoval dela.
Depois de 43 dias, minha bolsa estourou, na 34a semana de gestação. Quando nossa filha nasceu, ninguém olhava para seu rosto. Só prestávamos atenção nas pernas, que corriam o risco de não se mover, mas saíram de mim mexendo, junto com os dedinhos dos pés. Comemoramos muito. Com 2,3 kg e 47 cm, ela ficou 15 dias na incubadora da UTI neonatal.
Os médicos até hoje não acreditam na recuperação da Lívia. Ela tem uma cicatriz de 12 centímetros e tem apresentado todos os movimentos esperados. Há crianças com cicatriz menores que não mexem as pernas. Mesmo assim, não posso deixar de dizer que vivi um trauma. Depois de seu nascimento,,todo mês tínhamos de fazer um ultrassom para acompanhar seu desenvolvimento. Ao completar 1 ano, passou por uma ressonância que exigiu oito horas de jejum e anestesia. Também monitorávamos para ver se não seria preciso colocar um dreno, para escoar o líquido da cabeça. Esses exames me deram medo.
A RECUPERAÇÃO 
A ferida é especialmente maior em mim, que fiquei marcada pela previsão daquele primeiro médico. No começo, eu achava que a Lívia não faria nada do que a Isadora fez. Quando ela tinha 10 meses e não engatinhava, eu pensava: “Essa menina não vai andar”.Mas o fisioterapeuta, com quem ela passa duas vezes por semana, dizia: “Calma, ela fará as coisas no tempo dela”. Quando
fez 1 ano, começou a engatinhar. Na hora, eu e o Edson choramos meia hora sem parar.
A Lívia agora começou a perder peso – está com 11,5 kg – para ficar em pé e andar. Estimulo bastante. Coloco a mamadeira, por exemplo, no fim do corredor para ela ir buscar. Hoje, consegue empurrar o carrinho de brinquedo sozinha, coisa que eu esperava que fizesse com 2 anos e meio. Ela está ótima e tem uma vida normal. Quando completar 3 anos vai para a escola, assim como foi sua irmã.
Ter passado por tudo isso, especialmente a operação dentro de mim, fez nosso laço de mãe e filha ainda mais forte. Sempre deixei a Isadora com minha sogra para eu e o Edson viajarmos. Mas não tenho coragem de deixar a Lívia. Ela é muito amorosa e apegada a nós.
Há momentos ainda em que desabo e choro muito. Acho natural depois de tanta tensão e expectativa. Para completar, logo depois que nasceu, ela teve bronquiolite. Nos dez dias em que esteve entubada, eu achava que ela morreria e pensava: “Não é possível que vou perdê-la agora, depois de tanta coisa que passamos.
Se a Lívia fosse a minha primeira filha, eu não engravidaria de novo. Não teria coragem. Vivi uma crise grande no casamento, pois achava que podia engravidar a qualquer momento, mesmo com preservativo e pílula. Meu marido, inclusive, operou para não termos mais filhos. Fiquei tão traumatizada que pensei em operar também. Viver o improvável nessa intensidade é muito desgastante.Perdi a conta de quantas vezes sonhei que estava grávida de novo. Mas sonho também que a Lívia está andando, como qualquer outra criança. E isso ainda vai acontecer.

Um ônibus Pró-vida

Via Sentinela Católico
Voltando de um fim de semana maravilhoso, onde participei com diversos amigos queridos (muitos que só conhecia no Facebook), me deparei com uma situação bem inusitada.

Ao tomar um ônibus da Rodoviária Novo-Rio para minha casa, me deparei com duas figuras detestáveis. Duas feministas radicais, com camisas do movimento feminista do PT, estavam no coletivo e conversavam entre si. Pude ver que elas falavam desnecessariamente mais alto, no intuito de propagandear as ideias subversivas da Ideologia de Gênero. Coisas usuais como “a mulher tem o direito sobre seu corpo.”, “o brasileiro é um povo atrasado que não acompanha as tendências de grandes centros como Suécia e Inglaterra”, “esses religiosos radicais que ficam impondo a religião no Estado Laico”, etc.
Aquela conversa estava bem desagradável. Olhando para trás, pude ver também que todos os demais passageiros estavam incomodados com aquilo. Não eram muitos, mas com certeza estavam desgostosos do assunto, visto que olhavam para fora do coletivo, tentando cortar o olhar das fulanas.
Próximo ao Vão Central da Ponte Rio-Niterói, uma das ativistas, na maior cara de pau possível, falou a seguinte expressão:
“Não importa se esses religiosos ficam denunciando clínica [de aborto] para fechar. A gente sempre arranja um jeito. Esses dias mesmo uma garota lá com 4 meses [de gravidez], que os pais não queriam que tirasse, nós conseguimos ajudar a ela a garantir o direito dela de escolher interromper a gravidez…”
Não pude me contar e no mesmo momento levantei-me enfurecido e e acusei em voz bem alta:

“Assassinas!  Filhas da P…."! Pessoal, elas ajudaram a matar uma criancinha de 4 meses na barriga da mãe!”.
Uma fúria coletiva se instaurou no ônibus. TODOS se levantaram e começaram a protestar com gritos de “assassinas”, “covardes”, “desgraçadas” etc. Uma senhorinha teve que ser contida para não agredir as feministas com a bolsa. Os passageiros exigiram que as mulheres descessem na Ilha de Mocanguê, base da Esquadra Naval, Mesmo que elas não ficassem lá. Dois homens pegaram as feministas e literalmente expulsaram da condução!
Um grande grito de NÃO AO ABORTO foi ouvido. “ABORTO NÃO! todos diziam. Pedi a todos par rezarmos a oração do Pai-Nosso e uma Ave-Maria pela alma inocente daquela criancinha e de tantas outras que não puderam conhecer a luz do dia por conta de gente nefasta como aquelas feministas desgraçadas e amaldiçoadas.
Não é preciso muito mais que CORAGEM e VERGONHA NA CARA certo para fazermos aquilo que realmente é preciso. Se você ver um desses agentes de Satanás espalhando seu veneno pela sociedade, acuse-os daquilo que realmente são. Assassinos cruéis e covardes, que querem MATAR um inocente em no ventre materno.
A Vida começa no momento da concepção, conforme nos fala claramente o Pacto de San José. Qualquer um que fale diferente disto, é um mentiroso, canalha e que não faz nada além de transmitir a maldita Cultura da Morte. Sejamos nós promotores da Cultura da Vida. Defensores ferrenhos da família e dos valores cristãos. Não tenhamos medo de fazer o que é certo. Sejamos fortes! VIVA CRISTO REI!

70 mil pessoas: Agrediram os fatos, a democracia e os seus leitores

Reinaldo de Azevedo | A VIDA SACERDOTALAmplos setores da imprensa tentaram cassar dos evangélicos o direito de dizer “não”. Agrediram os fatos, a democracia e os seus leitores

Vejam esta imagem.
A grande imprensa brasileira, com as exceções costumeiras, escreveu um capítulo vergonhoso de sua história na quarta-feira. Cerca de 70 mil pessoas — segundo estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal (nesta sexta, publicarei um vídeo; aguardem um pouco) — participaram de uma manifestação em Brasília em defesa da liberdade de expressão, da liberdade religiosa, da família tradicional e da vida (leia-se: contra o aborto). Num dia útil, certamente arcando com o custo de faltar ao trabalho — ninguém ali tinha o “ponto” abonado nem estava sendo pago por partido —, milhares de pessoas atenderam à convocação de diversas denominações cristãs para expressar o seu ponto de vista sobre temas que estão em debate na sociedade e que são do interesse dos brasileiros. Não obstante, aquelas 70 mil pessoas foram praticamente ignoradas pelo jornalismo. A IRONIA: UMA DAS PALAVRAS DE ORDEM DA CONCENTRAÇÃO ERA ESTA: CONTRA O CONTROLE DA MÍDIA.
Reproduzo palavras do pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do evento:
“Senhores da imprensa, nós, que somos chamados de fundamentalistas, queremos uma imprensa livre até para falar mal de nós. Nós não queremos cercear imprensa, não. Agora, eu fico vendo esses esquerdopatas, que querem o controle da mídia para controlar o conteúdo… Eles estão pensando que o Brasil é Nicarágua, Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina. Aqui, não! Imprensa livre, sempre livre!”
Não saiu praticamente uma linha do que disse Malafaia sobre o assunto. Também se omitiram as críticas muito duras que ele fez aos mensaleiros (voltarei a tratar do assunto em outro post). Setenta mil pessoas pediram em coro cadeia para a quadrilha — enquanto Luís Roberto Barroso, na CCJ do Senado, dizia que o STF foi muito duro com aqueles patriotas. E também isso se omitiu. Publicarei, reitero, um vídeo com trechos da fala de Malafaia (a integra de sua intervenção estáaqui).
Houve coisa pior do que omissão: uma reportagem do Estadão Online atribuiu ao pastor o que ele não disse, a saber: que união homoafetiva é crime. Não falou isso. Afirmou outra coisa: que não aceitava que sua opinião, que é contrária, fosse criminalizada, como faz o PLC 122.
Não há por que omitir os fatos. É evidente que uma concentração que tinha na sua pauta, também, a defesa da família tradicional (homem, mulher e sua prole) opõe-se ao casamento e ao ativismo gays. E isso foi dito lá de maneira clara e inequívoca. Era um aspecto importante do protesto, mas era um deles. Não é menos evidente que a esmagadora maioria da imprensa considera essa opinião “conservadora”, “reacionária”, “atrasada” — escolham aí o adjetivo. O mesmo se diga sobre o aborto, duramente atacado no evento. Eis outro item da pauta dita “progressista” — nunca ninguém conseguiu me explicar por que o mundo e a moral progridem com a morte de fetos…
A imprensa — ou “as imprensas” — tenha a agenda que quiser! Como afirmou o pastor, que ela seja livre até para falar mal das opiniões e das pessoas da praça. Mas omitir??? Fazer de conta, como se fez, que a coisa não estava acontecendo??? Tratar a concentração como se estivesse um curso um evento corriqueiro, sem importância? Só não acho que ficou caracterizada a “censura” porque considero que a palavra cabe quando a interdição é aplicada pelo Estado. Mas se trata, sim, de um ânimo censor, que agride a essência do jornalismo.
Estaremos, agora, diante de um novo paradigma, que consistirá em esconder aquilo de que se discorda? Qual é a medida? Se 500 marcham nas ruas em defesa da maconha, a foto vai parar nas primeiras páginas — afinal, é a “pauta progressista”. Se 70 mil fazem um coro contra a descriminação das drogas — e isso também ocorreu —, faz-se de conta que nada aconteceu?
Pois é… Volta e meia, José Dirceu, o chefe de quadrilha do mensalão — até, ao menos, que eventuais e ilegais embargos infringentes não livrem a sua cara —, manda alguém escrever lá no seu blog um ataque qualquer à imprensa, pedindo o “controle da mídia”. Por incrível que pareça, a mídia que ele quer controlar se encarrega de reproduzir suas cretinices. Afinal, disse-me outro dia alguém, a imprensa tem de fazer isso para demonstrar que é isenta e não tem preconceitos…
Ah, bom! Agora entendi! Para mostrar que é isenta e não tem preconceitos, até os ataques de Dirceu à liberdade de expressão são… livremente expressos! Mas os 70 mil da praça, que falaram EM DEFESA da liberdade de expressão, ah, esses foram tratados com menoscabo ou com desrespeito mesmo: “Afinal, não pensam o que pensamos; têm uma pauta reacionária…”.
O que pretende para si mesma a imprensa que age desse modo? Digam-me cá: os 70 mil que foram para a praça, numa quarta-feira gorda, tinham sido convocados por quem? Pelos jornais, TVs e sites noticiosos já tradicionais? Acho que não! As igrejas evangélicas têm seus próprios sistemas de comunicação e não dependem da boa vontade de estranhos para existir. Tratou-se de uma omissão vergonhosa, constrangedora. E, claro, havia jornalistas em penca lá.
Essência da democracia
A essência da democracia é o dissenso. O papel da imprensa não é exercer uma censura informal sobre a diversidade de opiniões. Ao contrário. Converter o espaço noticioso em área de militância é um comportamento fascistoide, que agride o fundamento da pluralidade e da liberdade.
Faltassem-nos exemplos, deveríamos olhar para o governo de Barack Obama, nos EUA. Em nome das liberdades civis que estariam ameaçadas no governo Bush; em nome da pluralidade, que estaria sendo agredida pelos supostos fundamentalistas de Bush; em nome da, santo Deus!, da diversidade, à qual os republicanos de Bush seriam hostis, ONGs, movimentos sociais, imprensa, academia, intelectuais etc. se juntaram num grande coro de adoração ao candidato e depois presidente da República e à sua agenda progressista.
Quis o destino — que, para mim, sempre foi a lógica dos fatos — que aquele grande progressista liderasse o governo que montou o mais amplo, profundo e nefasto sistema de espionagem no país, que inclui a perseguição a adversários por organismos do estado e a invasão do sigilo de jornalistas.
A liberdade é e será sempre o direito de divergir. Infelizmente, amplos setores da imprensa tentaram cassar dos evangélicos esse direito. Para estes, a agressão foi irrelevante porque, reitero, não dependem dessa visibilidade para existir. Para o jornalismo, no entanto, a coisa é séria: há o risco de que o paradigma da pluralidade esteja se perdendo. Os cristãos, sempre que julgarem necessário, voltarão às praças. Espero que essa imprensa de agenda tenha como voltar a seus leitores.
Por Reinaldo Azevedo

Uma reação é esboçada


DEUS LO VULT | A VIDA SACERDOTAL
No último dia 22 de maio, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira protocolou, junto à Presidência do Senado, dois blocos de assinaturas contra o PLC 122/2006 e contra o projeto de Reforma do Código PenalO primeiro deles continha mais de três milhões de assinaturas.
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No último domingo, 26 de maio, multidões de franceses foram mais uma vez às ruas de Paris para protestar contra o casamento gay que a França aprovou no último abrilEram mais de um milhão.
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No Jus Navigandi, conhecido portal brasileiro de Direito, o texto de um procurador do Banco Central em Minas Gerais conclama os cartórios a não obedecerem à recente decisão do CNJ que os pretende obrigar a registrarem “casamentos gays”: «A norma emanada da Resolução n.º 175 do CNJ é ato inexistente. Tanto quanto a união civil e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não encontra suporte no ordenamento jurídico brasileiro, no estado de direito, na soberania popular, na separação de poderes, na laicidade do Estado e no art. 226, § 3.º, da Constituição. Não vale a tinta com que foi escrita. É uma ficção e não merece cumprimento».
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A iniqüidade avançou demais e se tornou insuportável: uma reação é esboçada! Que ela cresça e se torne verdadeira oposição à barbárie que nos ameaça. Que estimule os bons a romperem a cortina de silêncio em que viviam. Que se levante em defesa da moral, dos bons costumes, da justiça, da civilização enfimQue ela possa contagiar os que julgavam estar sozinhos.

Jornalsta diz claramente sobre o tema do aborto no Brasil

O Jornalista da Rede Massa/SBT de Curitiba, Paulo Martins, disse claramente que "aborto é o seguinte meu amigo, é assassinato com outro nome" e "Católico não pode votar no PT!", além de citar o decreto de Pio XII contra o Comunismo.

De fato não sabemos se poderá continuar trabalhando, uma vez que sabemos o destino dos que dizem que há luzes fora da caverna. Por isso, leitores, enviem uma mensagem para o Twitter oficial do programa: https://twitter.com/jornaldamassa

Eu também enviei minha mensagem para o corajoso jornalista em seu Twitter: https://twitter.com/PauloMartins10





Manifestação contra-revolucionária na França

NDR | A VIDA SACERDOTAL
Tradução Joyce Lopes

Na Varsóvia também, houve manifestacao pela família e pela vida

A "caminhada pela família e pela vida" aconteceram como cada ultimo domingo de maio, há 6 anos em mais de 100 cidades polonesas.

A manifestação por Todos esteve presente na caminhada organizada a Varsóvia. Um jornalista católico muito conhecido pelo seus textos e filmes de viagem, Wojciech Cejrowski, segurava uma placa com a frase "Stop Aborcji"(pare com o aborto).

Eu quis tirar uma foto para mostrar aos meus compatriotas que na Polônia se manifesta pela família e pelo direito a vida desde a sua concepção, surpreso ele me perguntou se podíamos defender a família sem se opor ao aborto.

"Infelizmente" eu disse, "para a maioria dos meus compatriotas que estão na manifestação hoje em Paris, receio que seja esse o caso".

Outros jornalistas conhecidos na Polônia estiveram presentes para defender a família e se opor ao aborto, como esse jornalista esportivo Przemysław Babiarz, que caminhava ao lado de um homem com a mesmo cartaz escrito « Stop Aborcji ». Quantos jornalistas famosos na Franca teriam a lucidez e a coragem de fazer o mesmo?

Uma declaração foi lida durante a caminhada onde os manifestantes poloneses expressaram sua solidariedade com o povo Francês que se manifestava ao mesmo tempo em Paris e em outras cidades francesas, contra a lei Taubira. Os franceses tinham representantes em Varsóvia de organizações pela defesa da família e das crianças da Holanda, Estônia e do Brasil.

Esse brasileiro que eu interroguei sobre o "casamento" entre homossexuais recentemente legalizado no Brasil me confirmou que a redefinição do casamento não tinha sido votada pelo parlamento brasileiro mas imposto por uma decisão da justiça. «O congresso brasileiro não ousaria nunca votar a favor dessa lei, porque o 80 ou 90% dos brasileiros são contra », me disse ele. « então?», eu retruquei, « o Brasil não é uma democracia ». O brasileiro : «Não o Brasil não é mais uma democracia, porque são os juízes não eleitos que fazem a lei.» Eu o consolei dizendo que na Europa e a mesma coisa com as decisões politicas da corte europeia do direito do homem em Strasbourg.






Em Paris, a manifestação foi também a ocasião de coletar assinaturas para a iniciativa do cidadão europeu « Um de Nos » onde o objetivo e de obrigar o parlamento euopeu a debater uma proibição dos financiamentos europeus em favor das pesquisas em embriões (veja o artigo «Manif Pour Tous» et «Un de Nous» : un double-appel à la mobilisation publicado ontem no Nouvelles de France).

A caminhada pela vida e pela família de Varsóvia reuniu uma boa dezena de milhares de pessoas. Mesmo que o acesso ao aborto já e um dos mais restritos na Europa e que as tentativas du governo de Donald Tusk e de sua oposição esquerdista tentam introduzir uma especie de PaCS no estilo polonês eles ate agora fracassaram gracas a mobilização dos defensores da família.

A Contra-Revolução Francesa toma as ruas de Paris



 A mobilização já é muito superior às anteriores, com 10 trens fretados, mais de 1.000 ônibus alugados e diversas caravanas de carros particulares. Diversos grupos já se organizam para as missas que serão celebradas até mesmo nas estradas. Um grupo de 1.000 franceses de Grenoble, por exemplo, irá assistir uma missa celebrada por um padre do interior que estará em Paris. Na própria capital, as paróquias estão se organizando para oferecer o serviço espiritual aos manifestantes. Serão três cortejos ligados à LMPT - La Manif pour Tous - e um ligado aos católicos tradicionais, organizado pelo Instituto Civitas.
 
Manif pour Tous : l'arrivée aux Invalides por KTOTV

A falsidade do "casamento" gay


"Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas." (Bento XVI)
Assembleia Nacional da França aprovou a polêmica lei por 331 votos a favor e 225 contra

Depois de longos meses de discussões e intensos debates públicos, a Assembleia Nacional da França - espécie de Câmara dos Deputados - aprovou por 331 votos a favor e 225 contra a lei que reconhece as uniões homossexuais como família e o direito à adoção por esses pares. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 23/04, sob forte pressão contrária dos franceses. Embora a ideologia gay veja o fato como uma vitória, na verdade, ele constitui uma derrota tanto para os homossexuais, quanto para a França, outrora "filha mais velha da Igreja".
Nesta polêmica sobre as uniões homossexuais, é recorrente a acusação de que aqueles que se posicionam contrários a essas propostas sejam motivados por preconceito ou fundamentalismo religioso. Acusação nada mais falaciosa, pois a verdade fundamental de que o matrimônio seja algo genuinamente formado por um homem e uma mulher não é, nem nunca foi, de ordem religiosa, mas natural. Por isso não é justa a argumentação laicista que pretende excluir os católicos dessa discussão, pois ela fere diretamente o ordenamento jurídico da sociedade e sua moral.

Quando a Igreja se posiciona nestes temas relacionados à moralidade - leia-se aborto, uso de células-tronco embrionárias, camisinha, etc. - ela não o faz por dogmatismos, mas por fidelidade à racionalidade. Assim recordava o Santo Padre Bento XVI no seu discurso ao Parlamento Alemão: "o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito".

A equiparação das relações homossexuais ao matrimônio nasce justamente de uma frágil compreensão a respeito da pessoa humana. Entende-se "pessoa" como apenas o aspecto consciente e volitivo do eu. Neste sentido, o corpo seria um mero instrumento e não parte constitutiva da pessoa humana. Com efeito, quando se aceita essa proposição dualista do ser humano, abre-se espaço para qualquer tipo de relação, pois a unidade pessoal não seria mais através dos corpos, ao contrário, as pessoas se uniriam emocionalmente. Ora, salta aos olhos o absurdo desse raciocínio.
Milhares de franceses foram as ruas para protestar contra o "casamento" gay

Contra essas proposições, o professor de jurisprudência da Universidade de Princeton, Robert P. George, recorda o direito matrimonial histórico e aquilo que Isaiah Berlin (1909-1997) chamou de tradição central do pensamento ocidental. Segundo o professor, "longe de ser um mero instrumento da pessoa, o corpo é intrinsecamente parte da realidade pessoal do ser humano". Dessa maneira, George conclui que "a união corporal é, pois, união pessoal, e a união pessoal integral - a união conjugal - está fundada na união corporal".

O que Robert P. George defende

pode ser claramente encontrado na Teologia do Corpo do Bem-aventurado João Paulo II, ou seja, a unidade pessoal do homem e da mulher que decorre do ato sexual. Quando ambos se unem formam um único organismo. Isso só é possível graças à natureza sexual do homem e da mulher. Mesmo que o casal seja estéril, a sua relação forma um único organismo, pois seus órgãos estão naturalmente ordenados para essa união. E aqui, a crítica da ideologia gay cai por terra, já que nenhum de seus órgãos são capazes de se unirem de fato num único organismo, como acontece na união sexual entre heterossexuais.

Ainda sobre o raciocínio de Robert P. George, vale a pena citar este parágrafo de um artigo seu publicado na Revista Communio:
"O que é singular acerca do casamento é o fato de se ver verdadeiramente uma partilha integral de vida, uma partilha fundada na união corporal tornada singularmente possível pela complementaridade sexual de homem e mulher - uma complementaridade que torna possível a dois seres humanos tornarem-se, na linguagem bíblica, uma só carne - e que, portanto, torna possível a esta união de uma só carne ser o fundamento de um relacionamento no qual é inteligível a duas pessoas se ligarem uma a outra em votos de permanência, monogamia e fidelidade".


Fica claro, assim, que de forma alguma a Igreja está privando os homossexuais de um direito civil ou marginalizando-os, como alguns mal intencionados querem sugerir. Muito pelo contrário, a Igreja apenas questiona as expressões de "amor" que não estão fundamentadas na verdade acerca do ser humano e as ideologias interessadas em solapar a família, privando-a de sua identidade. Aprovar as uniões homossexuais é dar carta branca para todo tipo de união que, a pretexto de um sentimentalismo duvidoso, queira exigir do Estado direitos e subsídios que, a priori, deveriam pertencer somente à família.

Apesar dessa lamentável decisão dos políticos franceses, a Igreja continuará a defender a dignidade da família e os seus direitos. A Igreja continuará firme na defesa do sagrado matrimônio, pois crê na verdade fundamental e tantas vezes lembrada pelo Papa Emérito Bento XVI de que "nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas."

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere