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Excomunhão é motivo de alegria?

In nomine Domini nostri Iesu Christi congregatis vobis et meo spiritu cum virtute Domini Iesu tradere huiusmodi Satanae in interitum carnis ut spiritus salvus sit in die Domini Iesu.

Em nome do Senhor Jesus -, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de nosso Senhor Jesus -,seja esse homem entregue a Satanás, para mortificação do seu corpo, a fim de que a sua alma seja salva no dia do Senhor Jesus.
Consolemos a JESUS!


Disse o Pe. Demétrio Gomes o seguinte:

Não é sem dor que a Igreja aplica a pena de excomunhão ao que erra. Comemorar? Não! Rezar para que o pecador se converta e acolha a Verdade!

Eu compreendo que o sacerdote disse isso com relação ao infeliz sacerdote, que de modo algum é motivo de alegria. Entretanto, é visível a alegria dos fiéis que oprimidos e quase aprisionados por um clero apóstata, e que também sofre com o bom-mocismo daqueles que sabemos serem bons e fiéis à Fé Católica, mas se calam, esperando em DEUS o que o próprio DEUS quer deles, ou seja, esperando somente na ordem da Graça o que deveriam fazer pela ordem da natureza sob o auxílio da Graça.

E por esta razão, comemoro a coragem do bispo sim, e não a impenitência do infeliz excomungado. A coragem que este bispo teve, que está ausente nos sacerdotes e bispos frouxos impregnados deste bom-mocismo dos infernos, é ímpar a mais de 50 anos de Igreja pós Concílio Vaticano II no mundo inteiro, salvo alguns raros casos. E não é difícil recordar quantos são os sacerdotes que incorreram em excomunhão latae sententiae, e "graças" aos bispos omissos - os quais pecam gravemente contra o oitavo mandamento da lei de DEUS! - não têm suas consciências esclarecidas pelos seus prelados.

Comemorar uma excomunhão de um infeliz é triste sim, mas comemorar o número de almas que sairão da ignorância é próprio de qualquer fiel Católico.

Assim como Santo Afonso de Ligório disse que uma mãe se alegrará com a condenação de um filho seu aos infernos, se assim DEUS o decretar no dia do Juízo, do mesmo modo, podemos nos alegrar com o ato da justiça de DEUS ao penalizar um errante para que retorne e não se condene.

Espero que as palavras do Pe. Demétrio Gomes seja referente à alegria dos que querem a perdição de uma alma, não à manifestação da justiça divina.

Resumindo: Parabéns, Dom Caetano!

Para rezarem pelo clero, sobretudo os mais perdidos, leiam as postagens sobre Maternidade Espiritual!

[Pe. Anderson] Meditação sobre Santa Teresa de Liseux.

Cardeal Piacenza pede adoração eucarística pelas vocações

Cada diocese precisa de uma capela de adoração dedicada a rezar pelos sacerdotes
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de março de 2011 (ZENIT.org) - O cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, afirma que não se pode subestimar o valor da adoração eucarística, e recomenda que cada diocese tenha uma capela ou santuário para a adoração eucarística, dedicada à oração pelas vocações consagradas e pela santificação do clero.

Isto foi afirmado em uma nota enviada, no último dia 4 de março, a Dom Dominique Rey, bispo de Toulon (França). Este bispo está promovendo uma conferência internacional sobre a adoração eucarística, que será realizada de 20 a 24 de junho, no ‘Salesianum' de Roma.


"Não podemos subestimar a importância de adorar o Senhor no Santíssimo Sacramento, sabendo que o culto é o maior ato do povo de Deus", escreve o cardeal.

A este respeito, acrescenta que a adoração eucarística é "um meio eficaz para promover a santificação do clero, a reparação dos pecados e as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa".

"Com coragem, devemos pedir ao Senhor que envie novos operários para a sua messe", diz o cardeal Piacenza.

Acrescenta a recomendação de que "em cada diocese haja pelo menos uma igreja, capela ou santuário dedicado à adoração perpétua da Eucaristia, pela intenção específica de promover novas vocações e pela santificação do clero".

"Um renovado sentido da devoção a Cristo na Eucaristia - conclui o cardeal Piacenza - só pode enriquecer cada aspecto da vida e da missão da Igreja no mundo."

Cruzada do Imaculado Coração de Maria em São Gonçalo, RJ.

O Reverendíssimo Padre Anderson Batista da Silva, da Arquidiocese de Niterói, está implementando em sua paróquia a devoção mariana dos Cinco Primeiros Sábados. O segundo encontro será no próximo sábado de carnaval (5 de março) às 8h e consistirá de:

Missa Tridentina + Terço diante do Santíssimo Sacramento + Benção do Santíssimo + Confissões e Reflexão Espiritual
Essa devoção será realizada todos os primeiros sábados do mês, às 8h, na igreja Nossa Senhora Aparecida, no Patronato, Rua Francisco Portela, 762 – São Gonçalo – RJ.
As condições para se unir a essa devoção são: Missa, confissão, Terço e reflexão de 15 minutos sobre os 15 mistérios do Rosário. Tanto a Comunhão quanto a Confissão (que se não for feita no mesmo dia pode ser feita alguns dias antes ou depois) precisam ser em desagravo às injúrias e blasfêmias ao Imaculado Coração de Maria. A devoção pode ser iniciada em qualquer primeiro sábado.
Após a Santa Missa e antes do Terço haverá um café da manhã, para o qual os participantes poderão contribuir com quaisquer itens (pães, biscoitos, frutas e etc.)

Mais sobre Maternidade Espiritual


No sábado último, 19, tive a grande alegria de ser convidado para dar uma palestra para um grupo de leigos do Rio de Janeiro, Chama Viva de Amor do Imaculado Coração de MARIA, que rezam exclusivamente para os sacerdotes e seminaristas. Este belíssimo grupo foi fundado por um seminarista que faleceu antes de sua ordenação, mas que mesmo sem ser sacerdote gerou muitas almas para DEUS!

Aproveito o ensejo para suplicar aos prezados leitores um maior aprofundamento do que seja a MATERNIDADE ESPIRITUAL.

O belíssimo TEXTO da Congregação para o Clero é uma belíssima fonte para conhecer, cultivar e amar tão bela espiritualidade!

Abaixo, uma foto do encontro de hoje, que espero que seja o primeiro de muitos:

"Que a salvação de muitos depende das orações e dos sacrifícios voluntários, feitos com esta intenção, pelos membros do corpo místico de Jesus Cristo, e da colaboração que pastores e féis, sobretudo os pais e mães de família, devem prestar ao divino Salvador".
Pio XII, Mystici Corporis

Vídeo da Beata Alexandrina Maria da Costa em seus êxtases


Um excelente vídeo para meditação. O vídeo é uma série de gravações da Beata Alexandrina Maria da Costa que durante as horas da paixão sofria TODAS as dores de Nosso Senhor JESUS CRISTO mesmo sendo paraplégica! Os vídeos foram gravados para atestar que tudo era sobrenatural. Todos os psicólogos, psiquiatras e afins declararam que estes fenômenos eram além dos limites da natureza humana.


Que esta pequenina salesiana, leiga, que ficou assim (paraplégica) para defender a virgindade, possa interceder por nós no Céu, onde agora vive o que iniciou aqui na terra, a Suprema Adoração ao VERBO DE DEUS, prisioneiro em nossos sacrários.



MATERNIDADE ESPIRITUAL


O que é?
A Maternidade Espiritual é uma espiritualidade muito singular em que consiste entregar-se em sacrifício pelas almas.

Pio XII nos ensina na MYSTICI CORPORIS - O CORPO MÍSTICO DE JESUS CRISTO E NOSSA UNIÃO NELE COM CRISTO:
"Que a salvação de muitos depende das orações e dos sacrifícios voluntários, feitos com esta intenção, pelos membros do corpo místico de Jesus Cristo, e da colaboração que pastores e féis, sobretudo os pais e mães de família, devem prestar ao divino Salvador".

Assim, oferecendo sacrifícios de reparação, estas almas generosas dão o Céu para outras almas indignas, que por si mesmas jamais poderiam salvar-se: eis a via ensinada por Nossa Senhora em Fátima.

Ajudem-nos a divulgar esta Campanha Espiritual!
LAVS DEO!

Mamãe Margarida a um futuro sacerdote


Transcrevo aqui um trecho do livro "Memórias", São João Bosco. São João Bosco às vésperas de entrar no seminário.


A 30 de outubro daquele ano, 1835, devia estar no seminário. O pequeno enxoval estava preparado. Todos os parentes estavam contentes, e eu mais do que eles. Somente minha mãe se mostrava preocupada e não desviava os olhos de mim, como se quisesse dizer alguma coisa. Na tarde anterior à partida, chomou-me e disse estas memoráveis palavras:

- "Meu Joãozinho, acabas de vestir a batina. Sinto toda a consolação que uma mãe pode sentir pela alegria do seu filho. Lembra-te, porém, que não é o hábito que honra o teu estado, mas as virtudes que praticares. Se por desgraça vieres um dia a duvidar de tua vocação, ah! por caridade! não desonres a batina. Larga-a imediatamente. Prefiro ter como filho um pobre camponês a um padre nelgigente nos seus deveres. Quando nacestes eu te consagrei a Nossa Senhora; quando começaste os estudos, eu te recomendei a devoção a nossa Mãe. Pois agora também recomendo-te que sejas todo dela. Ama os companheiros devotos de Maria. E se chegares a ser sacerdote, recomenda e propaga sempre a devoção a Nossa Senhora".


Santa Teresinha: Pela oração fervorosa e perseverante, Ajudamos o Mestre a salvar almas

«Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a Sua messe»

Um dia em que meditava no que poderia fazer para salvar almas, recebi viva iluminação de uma passagem do Evangelho. Jesus tinha dito aos Seus discípulos, apontando para as searas maduras: «Erguei os olhos e vede: os campos estão brancos para a ceifa» (Jo 4, 35); e, mais adiante: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe». Que grande mistério! Jesus não é omnipotente? E as criaturas não pertencem Àquele que as fez? Nesse caso, por que é que diz Ele: «Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe»? Por quê?

Ah! É que Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível, que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós.

O Criador do universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o Seu sangue. A nossa vocação específica [a das almas contemplativas] não é ir trabalhar na colheita dos campos de espigas maduras. Jesus não nos diz: «Erguei os olhos, olhai os campos e ide para a ceifa». A nossa missão é ainda mais sublime. A nós, Jesus diz-nos: «Erguei os olhos e vede, vede os lugares vazios que há no Meu céu e que vos compete preencher; vós sois os Meus Moisés que rezam no alto da montanha (Ex 17, 8ss.). Pedi-Me trabalhadores e Eu os enviarei; espero apenas uma oração, um suspiro do vosso coração!»

Santa Teresa do Menino Jesus, Doutora da Igreja

Como fazer para promover a 'Maternidade Espiritual'

Sem se preocupar com números de membros, junte-se a almas piedosas para adorar o Santíssimo Sacramento e reze orações de reparação, expiação e desagravo dos nossos pecados.

Intercedendo pelos sacerdotes, você gerará santidade nas almas sacerdotais que padecem.
Não podemos cair na maledicência, que dirá calúnia contra os sacerdotes.

Amem, sacrifiquem-se pelos sacerdotes!

« Oh o Inferno, ai o que é o Inferno, o que lá se sofre!... Nesse abismo eterno sinto que os demónios maltratam tanto a minha alma e atormentam todos os meus sentidos que parecem cães que põem pano em tiras, destruindo tudo, fio a fio. Oh!...Se o mundo conhecesse o que se sofre no inferno, e o que é uma ofensa ao seu Deus!»


«...Não me recuses nenhuns sofrimentos nem sacrificios...Assim como antes de Eu vir ao mundo eram imoladas as vitimas no templo, assim Eu quero imolar o teu corpo como vítima. Dá-me o teu sangue pelos pecados do mundo. ajuda-Me no meu resgate. Sem Mim, não podes nada; comigo terás poder para tudo, para acudires aos pecadores e muitas, muitas mais coisas...» (3-01-1935)


Beata Alexandrina da Costa

MATERNIDADE ESPIRITUAL PARA SACERDOTES - PARTE IV



Eliza Vaughan
É uma verdade evangélica que as vocações sacerdotais devem ser pedidas com a oração. Evidencia-o Jesus no evangelho quando diz: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da messe que envie  trabalhadores para a sua messe!” (Mt 9,37-38).
 

Oferece-nos um exemplo muito significativo a inglesa Eliza Vaughan, mãe de família e mulher dotada de espírito sacerdotal, que rezou muito para as vocações.

Eliza provinha de uma família protestante, a dos Rolls, que sucessivamente fundou a indústria automobilística Rolls-Royce, mas quando jovem, durante sua permanência e educação na França, havia ficado muito  impressionada pelo exemplar empenho da Igreja católica para com os pobres.

No verão de 1830, após o casamento com o coronel John Francis Vaughan, Eliza, apesar da forte resistência de seus parentes, converteu-se ao catolicismo. Havia tomado essa decisão com convicção e não somente por ter entrado a ser parte de uma famosa família inglesa de tradição católica. Os antepassados Vaughan, durante a perseguição dos católicos ingleses sob o reinado de Elisabeth I (1558-1603), preferiram sofrer a expropriação dos bens e a prisão antes que renunciar à própria fé.

Courtfield, a residência originária da família de seu marido, tornara-se, durante as décadas de terror, um abrigo para os sacerdotes perseguidos, um lugar onde celebrava-se a S. Missa. Desde então haviam passado três séculos, mas nada mudara no espírito católico da família.
 
Certa do poder da oração silenciosa e fiel, Eliza Vaughan reservava cada dia uma hora de adoração na capela da casa, rezando pelas vocações na sua família. Tornando-se mãe de seis sacerdotes foi grandemente atendida. Falecida em 1853, Mamãe Vaughan foi enterrada em Courtfield, na propriedade da família que ela tanto amara. Hoje Courtfield é um centro de exercícios espirituais da diocese de Cardiff.
 

Com o exemplo da santa vida de Eliza, em 1954 a Capela da Casa foi consagrada pelo bispo como “Santuário de Nossa Senhora das Vocações”, título que foi confirmado no ano 2000.

Doemos os nossos filhos a Deus

Convertida no fundo do coração, cheia de zelo, Eliza propôs ao marido de doar os filhos a Deus. Essa mulher de elevadas virtudes rezava cada dia durante uma hora frente ao Santíssimo Sacramento na Capela da residência de Courtfield, pedindo a Deus uma família numerosa e muitas vocações religiosas entre seus filhos. Foi atendida! Teve 14 filhos e morreu pouco depois do nascimento do último filho em 1853. Dos 13 filhos vivos, entre os quais 8 homens, seis se tornaram sacerdotes: dois em ordens religiosas, um sacerdote diocesano, um bispo, um arcebispo e um cardeal. Das cinco filhas, quatro se tornaram religiosas. Que benção para a família e quais efeitos para toda a Inglaterra! Todos os filhos da família Vaughan tiveram uma infância feliz, porque na educação sua santa mãe possuía a capacidade de associar de modo natural a vida espiritual e as obrigações religiosas com as diversões e a alegria. Por vontade da mãe faziam parte da vida quotidiana as orações e a S. Missa na capela da casa, bem como a música, o esporte, o teatro amador, a equitação e as brincadeiras. Os filhos não se entediavam quando a mãe lhes contava as vidas dos santos, que aos poucos se tornaram para eles amigos íntimos. Eliza levava consigo os filhos também nas visitas e nos cuidados aos doentes e aos sofredores das vizinhanças, para que pudessem nestas ocasiões aprender a serem generosos, a fazer sacrifícios, a doar aos pobres suas poupanças e seus brinquedos.

Ela faleceu pouco depois do nascimento do décimo quarto filho, John. Dois meses após a sua morte, o coronel Vaughan, convencido que ela havia sido um dom da Providência, escreveu numa carta: “Hoje, durante a adoração, agradeci o Senhor, por ter podido devolver a Ele minha amada esposa. Abri a Ele o meu coração cheio de gratidão por ter-me doado Eliza como modelo e guia, a ela ainda
me liga um vínculo espiritual inseparável.

Que maravilhosa consolação e que graça me transmite! Ainda a vejo como sempre a vi frente ao Santíssimo com aquela sua pura e humana gentileza que lhe iluminava o rosto durante a oração”.


Trabalhai nas vinhas do Senhor

As numerosas vocações entre os filhos do casal Vaughan são realmente uma extraordinária herança na história do Reino Unido e uma benção que provinha principalmente da mãe Eliza. Quando Herbert, o filho mais velho, aos dezesseis anos anunciou aos pais que queria se tornar sacerdote, as reações foram  diferentes. A mãe, que havia rezado muito para que isso acontecesse, sorriu e disse: “Meu filho, eu já sabia há muito tempo”. O pai porém precisou de um pouco de tempo para aceitar o anúncio, pois sobre o filho mais velho, herdeiro da casa, havia colocado muitas esperanças e havia pensado para ele uma brilhante carreira militar. Como teria podido imaginar que Herbert iria se tornar arcebispo de Westminster, fundador de Millhill e sucessivamente cardeal?

Mas o pai também logo persuadiu-se e escreveu para um amigo: “Se Deus quer Herbert para si, pode ter também todos os outros”.
Reginaldo porém casou-se, como Francis Baynham, que herdou a propriedade da família.

Deus chamou ainda outros nove filhos dos Vaughan. Roger, o segundo, tornou-se prior dos beneditinos e mais tarde amado arcebispo de Sydney, na Austrália, onde mandou construir a catedral. Kenelm tornou-se cisterciense e mais tarde sacerdote diocesano.

José, o quarto filho dos Vaughan, foi beneditino como o irmão Roger e fundador de uma nova abadia.  Bernardo, talvez o mais animado de todos, que amava muito a dança e o esporte, que não perdia uma diversão, tornou-se jesuíta.
 
Conta-se que no dia anterior ao seu ingresso na ordem, tenha tomado parte de um baile e tenha dito a sua parceira: “Este que estou fazendo com a senhora é meu último baile porque serei jesuíta!”. Surpresa, a jovem teria exclamado: “Mas por favor! Logo o senhor, que tanto ama o mundo e dança  maravilhosamente bem, quer ser jesuíta?”. A resposta, mesmo se pode ser interpretada de várias maneiras, é muito bonita: “Exatamente por isso me entrego a Deus!”.

John, o mais novo, foi ordenado sacerdote pelo irmão Herbert e sucessivamente tornouse bispo de Salford na Inglaterra. Das cinco filhas da família, quatro se tornaram religiosas.

Gladis entrou na ordem da visitação, Teresa foi irmã da misericórdia, Claire irmã clarissa e Mary priora junto às agostinianas. Margareta também, a quinta filha dos Vaughan, queria ser freira, mas não pôde por causa de sua saúde fraca. Viveu, porém, em casa como consagrada e passou os últimos anos de sua vida num mosteiro.


Herbert Vaughan tinha dezesseis anos quando no verão, durante um retiro espiritual, resolveu ser sacerdote. Foi ordenado em Roma aos 22 anos de idade e mais tarde tornou-se bispo de Salford na Inglaterra e fundador dos Missionários de Millhill, que hoje atuam no mundo inteiro. Finalmente tornou-se Cardeal e terceiro arcebispo de Westminster.

No seu brasão está escrito: “Amare et Servire!”. O seu programa estava enunciado na frase “O amor deve ser a raiz da qual brota todo o meu serviço”.

MATERNIDADE ESPIRITUAL PARA SACERDOTES-PARTE lll

O sonho de um Cardeal

O cardeal Nicolau Cusano (1401-1464), bispo de Bressanone, não foi somente um grande político da Igreja, famoso legado papal e reformador da vida espiritual do clero e do povo no século XV, mas também um homem do silêncio e da contemplação. Num “sonho” foi-lhe mostrada aquela realidade espiritual que ainda hoje vale para todos os sacerdotes e para todos os homens: o poder do abandono, da oração e do sacrifício das mães espirituais no segredo dos conventos.

Mãos e corações que se sacrificam “... Ao entrar numa igreja pequena e muito antiga, decorada com mosaicos e afrescos dos primeiros séculos, o cardeal teve uma visão imane. Milhares de religiosas rezavam na pequena igreja. Elas eram tão gráceis e recolhidas que havia lugar para todas, apesar da comunidade ser numerosa. As irmãs rezavam e o cardeal nunca tinha visto rezar tão intensamente. Elas não estavam de joelhos, mas firmes em pé, o olhar não longínquo, porém fixo num ponto próximo a ele e no entanto invisível aos seus olhos. 



Os braços das irmãs estavam abertos e as mãos viradas para o alto, numa posição de oferecimento”.

O incrível desta visão é que as irmãs seguravam em sua pobres e delicadas mãos homens e mulheres, imperadores e reis, cidades e países. Às vezes as mãos apertavam-se ao redor de uma cidade; outras vezes um país, reconhecível pelas bandeiras nacionais, estendia-se sobre uma muralha de braços que o sustentavam. Nestes casos também em volta de cada rogadora expandia-se um halo de silêncio e discrição. A maioria das religiosas, porém sustentava com as mãos um só irmão ou irmã. Nas mãos de uma jovem e frágil monja, quase uma menina, o cardeal Nicolau viu o papa. Percebia-se quanto a carga pesasse sobre ela, mas seu rosto brilhava de felicidade. Sobre as mãos de uma idosa freira estava ele próprio, Nicolau Cusano, bispo de Bressanone e cardeal da Igreja romana. 

Ele reconheceu claramente a si mesmo com suas rugas e com os defeitos de sua alma e de sua vida. Observava tudo com olhos arregalados e assustados, mas logo ao susto substituiu-se uma indescritível beatitude. O guia, que estava ao seu lado, murmurou-lhe: 

“Veja como apesar de seus pecados, são ajudados e suportados os pecadores que não deixaram de amar a Deus!”. O cardeal perguntou: “O que acontece então aos que não amam mais?”. Repentinamente, sempre acompanhado pelo sua guia, encontrou-se na cripta da igreja, onde rezavam outras milhares de freiras.

Enquanto aquelas vistas precedentemente sustentavam as pessoas com suas mãos, estas na cripta as sustentavam com seus corações.

Estavam profundamente envolvidas, pois tratava-se do destino eterno das almas.


“Veja, Eminência”, disse o guia: “assim são suportados aqueles que deixaram de amar.


Algumas vezes acontece que se aquecem com o calor dos corações que se consomem por eles, mas nem sempre. Às vezes, na hora da morte, passam das mãos daqueles que ainda os querem salvar para as mãos do Juiz divino, com quem devem justificar-se inclusive pelo sacrifício que lhes foi oferecido.

Nenhum sacrifício fica sem frutos, mas quem não colhe o fruto que lhe foi oferecido, amadurece o fruto da ruína”.





O cardeal fitou as mulheres vítimas voluntárias. Ele sempre soubera de sua existência. Nunca porém havia percebido com tanta clareza o que elas significavam para a Igreja, para o mundo, para os povos e para cada indivíduo; somente agora, confuso, compreendia. Ele curvou-se profundamente perante as mártires do amor.

MATERNIDADE ESPIRITUAL PARA OS SACERDOTES - Parte II

A vocação a ser mãe espiritual para os sacerdotes é muito pouco conhecida, insuficientemente compreendida e portanto pouco vivida, apesar de sua vital e fundamental importância. Essa vocação muitas vezes está escondida, invisível ao olho humano, mas voltada a transmitir vida espiritual.

Disto tinha certeza Papa João Paulo II:


por isso ele quis no Vaticano um mosteiro de clausura onde fosse possível rezar

pelas suas intenções como Sumo Pontífice.





“O que me tornei e como, o devo á minha mãe!”

S. Agostinho

Independentemente da idade e do estado civil, todas as mulheres podem se tornar mãe espiritual para um sacerdote e não somente as mães de família. É possível também para uma mulher doente, para uma moça solteira ou para uma viúva. Em particular isso vale para as missionárias e as religiosas que oferecem inteiramente a própria vida a Deus para a santificação da humanidade. João Paulo II agradeceu até mesmo uma menina pela sua ajuda materna: “Exprimo a minha gratidão também à beata Jacinta de Fátima pelos sacrifícios e orações oferecidas pelo Santo Padre, que ela tinha visto em grande sofrimento”. (13 de maio de 2000).
Cada sacerdote é precedido por uma mãe, que amiúde também é uma mãe de vida espiritual para seus filhos. Giuseppe Sarto, por exemplo, o futuro Papa Pio X, logo depois de ser consagrado bispo foi visitar sua mãe, na época com setenta anos de idade. Ela beijou respeitosamente o anel do filho e de repente, tornando-se meditativa, indicou seu pobre anel nupcial de prata: “Sim, Peppo, mas você agora não estaria usando esse anel se eu antes não tivesse usado meu anel nupcial”. S. Pio X, justamente, confirmava a partir da sua experiência: “Cada vocação sacerdotal vem do coração de Deus, mas passa através do coração de uma mãe!”.
Uma ótima prova disto é a vida de S. Mônica. Santo Agostinho, seu filho, que aos dezenove anos como estudante em Cartago havia perdido a fé, escreveu em suas ‘Confissões’:

“... Tu estendeste tua mão do alto e tiraste minha alma destas densas trevas, pois minha mãe, tua fiel, chorava por mim mais de quanto não chorem as mães pela morte física dos filhos … e no entanto, aquela viúva casta, devota, morigerada, das que são tuas prediletas, já mais animosa graças à esperança, mas nem por isso menos dada ao pranto, não cessava de chorar frente a ti, em todas as horas de oração”.

Após a conversão ele disse com gratidão:

“Minha santa mãe, tua serva, nunca me abandonou. Ela me pariu com a carne para essa vida temporal e com o coração para a vida eterna. O que me tornei e como, o devo à minha Mãe!”.
Durante suas discussões filosóficas, Santo Agostinho queria sempre que sua mãe estivesse ao seu lado; ela escutava atentamente, às vezes intervinha com um parecer delicado ou, para assombro dos sábios presentes, dava respostas a questões abertas. Portanto não surpreende que Santo Agostinho se declarasse seu ‘discípulo em filosofia’!

O Ano Sacerdotal


Já se aproxima o início do Ano Sacerdotal, que anunciamos aqui .
E os fiéis podem fazer vários sacrifícios em reparação pelos sacerdotes.

Sobre a Maternidade Espiritual veja aqui.

Carta que a Congregação está enviando para promover a adoração eucarística em reparação e para a santificação do Clero [parte I]:

Excelência Reverendíssima

São realmente muitas as coisas a serem feitas para o verdadeiro bem do Clero e para a fecundidade do ministério pastoral nas circunstâncias atuais, mas, exatamente por isso, mesmo com o firme propósito de enfrentar essas dificuldades e essas fadigas, cientes de que o agir sucede ao ser e que a alma de cada apostolado é a intimidade com Deus, pretende-se iniciar um movimento espiritual que, favorecendo uma consciência cada vez maior da ligação ontológica entre Eucaristia e Sacerdócio e da especial Maternidade de Maria em relação a todos os Sacerdote, dê vida a uma corrente de adoração perpétua, para a reparação das faltas e para a santificação dos clérigos, e a um novo empenho das almas femininas consagradas para que, inspirando-se à tipologia da Beata Virgem Maria, Mãe do Sumo e Eterno Sacerdote e associada, de modo singular, à sua obra de Redenção, queiram adotar espiritualmente sacerdotes para ajudá-los com a oferta de si, a oração e a penitência.

Segundo o dado constante da Tradição, o ministério e a realidade da Igreja não se reduzem à estrutura hierárquica, à liturgia, aos sacramentos e aos ordenamentos jurídicos. De fato a natureza intima da Igreja e a origem primeira de sua eficácia santificadora, devem ser buscadas na mística união com Cristo.

A doutrina, e a própria estrutura da constituição dogmática Lumen Gentium, afirmam que essa união não pode ser imaginada separada da Mãe do Verbo Encarnado, Aquela que Jesus quis intimamente unida a Si para a salvação de todo o gênero humano.

Não é casual, portanto, que no mesmo dia em que era promulgada a constituição dogmática sobre a Igreja – 21 de novembro de 1964 -, Paulo VI proclamasse Maria “Mãe da Igreja”, ou seja, mãe de todos os fiéis e de todos os pastores.

O Concílio Vaticano II – referindo-se à Bem Aventurada Virgem – assim se expressa: “...Concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça.” (LG n 61).

PAPA ALENTA CAMPANHA DE «MATERNIDADE ESPIRITUAL» DE SACERDOTES

Promovida pela Congregação vaticana para o Clero

Por Jesús Colina
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI manifestou sua apreciação por uma campanha de adoração eucarística e de «maternidade» pela santidade dos sacerdotes do mundo.

O Santo Padre, que em sua viagem aos Estados Unidos sublinhou repetidamente a necessidade que a Igreja tem de santos sacerdotes, manifestou apoio a este projeto através de uma carta enviada por meio da Secretaria de Estado à Congregação vaticana para o Clero, que promove a campanha.

A carta «deseja que o amor e a devoção a Jesus Eucaristia e a devoção a Maria, Mãe de Cristo Sumo Sacerdote, dê aos presbíteros um novo fervor de vida e de apostolado».
Segundo anunciaram em 8 de dezembro o cardeal Cláudio Hummes e o arcebispo Mauro Piacenza, respectivamente prefeito e secretário desta Congregação, a campanha propõe às «almas femininas consagradas» que, seguindo o exemplo de Maria, adotem «espiritualmente aos sacerdotes para ajudá-los com a oferta de si, a oração e a penitência».

A iniciativa promove também a adoração eucarística pela santificação dos sacerdotes de maneira que «em cada canto da terra sempre se eleve a Deus, incessantemente, uma oração de adoração, agradecimento, louvor, pedido e reparação, com o objetivo principal de suscitar um número suficiente de santas vocações ao estado sacerdotal».

O anúncio da Congregação vaticana, uma nota explicativa e subsídios sobre o significado da maternidade espiritual de sacerdotes podem ser lidos em: www.clerus.org


Pdf para saber o que é a "Maternidade Sacerdotal"