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A simulação “artística” do mal



Dizer que a cultura contemporânea é difusora de incontáveis anomalias anímicas, mutilações espirituais e traumas psicológicos em escala jamais vista é fazer referência indireta a um princípio aceito por qualquer antropologia digna deste nome: há, no homem, uma aptidão radical a realizar em si mesmo o bem, a começar pelos bens a que tende a vida, os quais, no seu caso, abarcam todas as potências e apetites sensitivos que possui e culminam na esfera volitiva e intelectiva.[1] Do prazer da comida e do sexo ao êxtase místico ou à compreensão de elevadas verdades da ciência e da filosofia; do desejo ou avidez pelas coisas sensíveis, de per si boas, à fruição do inteligível, cujo ápice é o verdadeiro amor, que aguça a inteligência e abrasa a vontade.

Na cultura, passamos de um estágio de maldade a outro, nas últimas décadas: transitamos da hipocrisia ao escracho total, dos malefícios ocultos ou com aparência de bem às maldades escancaradas. Lembremos aqui que o hipócrita ainda possui certa preocupação de parecer bom, sinal de que ainda resta alguma medida moral no seu horizonte de cogitações, resquício de pudor natural que o impede de revelar-se completamente. Já o imoralista escrachado perdeu o vínculo com princípios e valores humanos universais, tal é a inversão das tendências constitutivas de sua psique.

No caso do rock and roll, objeto deste brevíssimo texto, já vai muito longe o tempo em que a adesão ao mal era simulada. Já vai longe a época em que as mensagens satânicas eram mais ou menos cifradas, em músicas como Hotel California, da banda The Eagles, referência à sede da Church of Satan, ou entãoSympathy for the Devil, dos Stones. E muitíssimas outras mais! De lá para cá, chegou-se a Marylin Manson, a Lady Gaga e a outros representantes de correntes satanistas absolutamente explícitas.

Pois muito bem: na noite de hoje, no Rock in Rio, foi a vez do grupo Ghost fazer as honras dos devotos da maldade. O show da banda sueca foi a literal simulação de uma missa negra, ou seja, de um culto a Lúcifer — que, na vida real, pode chegar a incluir sacrifícios humanos, embora na maior parte das vezes consista em blasfemar contra Deus e reafirmar ritualisticamente um compromisso com os piores tipos de maldade.

Ver as imagens destes literais pobres-diabos, com cruzes invertidas, máscaras sinistras, cálices, símbolos esotéricos satânicos, etc., não foi o pior. O mais triste foi constatar, uma vez mais, como o jornalismo degradou-se a ponto de abordar a coisa com reportagens em tom de cobertura “cultural”, sem nem sequer perceber o significado macabro de uma pretensa arte que se volta para o mal não mais simulando um bem, mas simulando o próprio mal, o que requer requintes de perversão.

O genial Aristóteles, muito antes de Cristo, já nos ensinava que o homem é um animal que imita, por isso não convém à arte dar destaque a maldades nem caricaturar o bem. Que diria então o grande filósofo grego de uma representação como esta senão que se trata duma espécie de loucura voluntária altamente culpável, signo gritante da mais profunda depravação psicológica?

Pobres jovens, que, se estão ali adorando esta monstruosidade, já é sinal de não terem tido a providencial fortuna de encontrar quem lhes apresentasse outro caminho.

Pobres vidas que se voltam contra a vida! O seu futuro é a agonia, a angústia existencial, o desespero, o ódio. 

A menos que se dê um milagre .

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1- O tomista argentino Martín Echavarría, psicólogo e filósofo, possui alguns trabalhos em que aponta com grande acerto para o caráter patógeno da cultura contemporânea.

Eu, bispo exorcista

Eu, bispo exorcista

Em recente livro, o bispo de Isernia-Venafro, na Itália, descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado


D. Andréa Gemma: a ação diabólica “é mais nefasta do que se possa pensar”
Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro. As palavras de São Mateus, “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações: 1) a ação do demônio não só não diminuiu, mas multiplicou-se; 2) o demônio é consciente de que dispõe de pouco tempo; 3) Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Igreja enorme poder contra Satanás; 4) para não ser derrotado, o demônio faz tudo para agir no silêncio; 5) chegou o momento de desmascarar a ação insidiosa de Lúcifer e enfrentá-lo de viseira erguida, com as armas de que a Igreja dispõe. (* – pp. 11-12).

Por que não se fala da necessidade de exorcismo?

Voltando à sua diocese, a 170 km de Roma, D. Andrea decidiu pôr em prática o mandato divino “expulsai os demônios” (Mc 16,17). Porque, explica ele, para o bispo, exorcizar “não é uma escolha, é obrigação” (p. 21). E cita o exorcista oficial de Roma, Pe. Gabriele Amorth: “Um bispo que não estabelece pelo menos um exorcista na sua diocese não está isento de pecado mortal por grave omissão” (p. 24).

O resultado foi surpreendente. O poder do inferno se lhe revelou em todo o seu horror e em toda a sua extensão. “Quantas vezes — escreve ele —, nos meus colóquios cotidianos, freqüentemente difíceis, com os doentes de todo tipo, esta verdade se punha diante de mim: ‘Por que não nos falaram antes destas coisas? Por que não nos alertaram com uma adequada instrução? Por que não nos preservaram a nós, grei de Cristo, da devastação dos lobos famintos?” (p. 113).

“Se todos os bispos fossem como você, estaríamos completamente vencidos, e imediatamente” (p. 12), gritou-lhe um demônio por meio de uma mulher possessa, acrescentando em uma outra ocasião: “[mas] vocês são poucos” (p. 62).

Poder da promessa de Nossa Senhora em Fátima

Em 1992, o prelado publicou a pastoral As portas do inferno não prevalecerão. Nela, alertava: “A ação infestante e obscura de Satanás [...] está, acreditai-me, mais difundida e é mais nefasta do que se possa pensar” (p. 15). Na pastoral, D. Andrea convocou a diocese para “uma luta sem quartel, concertada e eficaz contra o mal e as suas artes” (p. 16). O bispo promoveu orações públicas que congregavam multidões vindas de muito longe. O Maligno se externava visivelmente, e aqueles que sofriam alguma ação diabólica eram levados à sacristia para serem objeto de exorcismos específicos.

O bispo não imaginava que sua pastoral daria a volta ao mundo, sendo traduzida em várias línguas. Cartas, imprensa, pessoas de toda Itália e até do exterior, apelando ao seu socorro porque sentiam alguma ação diabólica ou estavam possessas, lhe mostraram que muitos fiéis estavam esperando algo do gênero.

Nos exorcismos, D. Andrea pôde constatar o enorme poder de Nossa Senhora e da Igreja sobre as potências do abismo: “Se quero ver o demônio realmente furioso, basta jogar-lhe água benta, pronunciando esta minha doce certeza: ‘por fim, o Coração materno de Maria triunfará’. ‘Sim!!!’, me responde, sempre rangendo os dentes. Mas algumas vezes acrescenta um desafio: ‘neste meio tempo, quantos levaremos conosco’...” (p. 63).

D. Andrea interrogou várias vezes os demônios possuidores:

— “Vós, que vexais as vossas vítimas, tirais algum proveito ou alívio disso?

— Não, pelo contrário, nós sofremos um maior agravamento das nossas penas.

— E, então, por que o fazeis?

— Por ódio, por ódio, por ódio” (p. 61).

A Igreja em crise não usa as suas armas

Imagem do Arcanjo São Miguel, que liderou a luta contra Lúcifer no Céu
O bispo procurou inspiração nos textos do Vaticano II, e eis as suas conclusões: “Ide e folheai todos os documentos do Concílio Vaticano II, [...] verificai se se fala, e quantas vezes, do demônio e das suas obras. Sabeis que naqueles dezesseis documentos, pensados e ponderados, não existe sequer a palavra inferno, nem a palavra ‘demônio’? Incrível, mas verdadeiro, basta ir verificar...” (p. 88).

Ele debruçou-se sobre os textos litúrgicos antigos e novos. E ficou estupefato: “Sempre lamentei que na reforma da Missa se tenha tirado aquela oração a São Miguel [Exorcismo Breve], que Leão XIII, não sem inspiração do alto, quis que fosse recitada no fim de cada celebração. Muitas vezes o demônio, pela voz dos possessos, fez saber que gostou muitíssimo dessa abolição! [...] O que é que sugeriu e sugere evitar-se o mais possível, nos textos litúrgicos, a menção a Satanás, às suas nefastas intervenções, às conseqüências da sua ação destrutiva? Quem possa, que me responda. E com argumentos válidos, por favor. [...] Hoje a obra assassina do demônio é mais evidente do que nunca [...]. Então, não somente não era o caso de expurgar as fórmulas deprecatórias e imprecatórias, mas sim de multiplicá-las e reforçá-las. Porém, infelizmente não foi assim” (p. 27).

O ambiente laicizado hodierno: vitória do demônio

D. Andrea reparou que os históricos dos que padecem malefícios e o dos possessos eram muito parecidos. É imensa, diz ele, a quantidade de ocasiões que o contexto atual oferece às serpentes infernais para se apossarem das suas vítimas.

O rock, além do uso da droga, representou importante fator na quarta etapa da Revolução.
“A maior vitória do diabo consiste em convencer os homens de que ele não existe”. Esta verdade indiscutida levou o prelado à conclusão de que o ambiente moderno serve de luva ideal para as garras infernais. A todo momento, esse ambiente sugere que não há Deus nem demônio, nem Céu nem inferno. E os espíritos malignos atacam e invadem os corpos das suas vítimas de inúmeras formas. Há cultos satânicos explícitos. Mas também implícitos, como certas técnicas de meditação e algumas terapias alternativas, superstições ou modas tipo Nova Era ou músicas tipo rock and roll.

Como é que a humanidade gerou esse ambiente enganosamente neutro e materialista, porém tão útil para os espíritos das trevas?

A Revolução gera ambiente propício à ação diabólica

D. Andrea dá uma elucidativa explicação histórica. Ela se aproxima muito da denúncia do processo revolucionário que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira formula na sua obra magistral Revolução e Contra-Revolução. Não descartamos que o culto bispo italiano tenha tirado dela alguma inspiração: “A laicização da nossa sociedade é o fruto de um longo e complexo processo que durou cerca de cinco séculos, e que se desenvolveu em três etapas fundamentais, três revoluções no campo cultural e social, mas com lances também cruentos, que levaram à gradual transformação do mundo antigo, tradicional, para dar na sociedade atual, pós-moderna e secularizada”.

D. Andrea descreve essas sucessivas revoluções: primeiro a revolução protestante, que causou um grande desgarramento da sociedade cristã medieval; segundo o Iluminismo e a Revolução Francesa; terceiro a Revolução comunista marxista. Por fim, acrescenta, uma quarta etapa ou Revolução: a do movimento estudantil dos anos 60, que contestou a família, generalizou o uso da droga, propugnou a libertação dos vínculos morais, e sobretudo revoltou-se contra toda autoridade. Esse processo gerou uma sociedade e uma cultura que tendencialmente seduzem os homens para a idéia de que Deus e a religião são coisas absurdas (pp. 113ss).

Há os que se deixam levar por essa influência, ensina D. Andrea. Mas há também os que reagem de um modo exasperado e caem no exagero oposto: as novas e enganosas formas de religiosidade. Todas são fáceis presas de Lúcifer.

Armas para derrotar os demônios

Estatutária medieval: Nossa Senhora defende o monge Teófilo (séc VI) de ação diabolica
D. Andrea exorta os fiéis a recorrerem às armas que vencem o demônio: a Fé, os Livros Sagrados, o jejum, os sacramentos. E, sobretudo, a oração por meio de Nossa Senhora, a “inimiga eterna de Satanás” (p. 16). Entre as orações específicas, ele recomenda a renúncia formal a Satanás, como se faz na renovação das promessas do batismo, e o exorcismo breve: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém” (p. 17).

E recomenda também não se deixar seduzir pelo ambiente revolucionário hodierno nem pelas falsas novidades nas formas de religiosidade — inclusive no âmbito católico —, que tanto e tão bem servem de ocasião para os malefícios e possessões por parte do pai da mentira.

Com essas cautelas e armas espirituais, o católico resistirá e sairá vitorioso, confiando sempre na promessa divina: “As portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18).

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Notas:

* D. Andrea Gemma, Io, vescovo esorcista (Eu, bispo exorcista), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do artigo são extraídas desse livro.

Madrid: 8 novos exorcistas para conter a avalanche de pedidos de fiéis.


De acordo com o site Religión en Libertad, o Cardeal Arcebispo de Madri, Dom Antonio Maria Rouco Varella, designou de uma só vez 8 novos exorcistas para a sua Arquidiocese. O motivo é a enorme avalanche de pedidos de ajuda, tanto de fiéis de Madrid como de outras dioceses que não têm exorcistas, para se libertar de possessões demoníacas ou de influências maléficas (magia negra, feitiçaria, etc, inclusive o reiki). De acordo com o site, “são muitas as vítimas desse mundo esotérico que cresce sem cessar diante da secularização da sociedade, apresentando sintomas cada vez mais evidentes e quantitativos de infestação demoníaca”.

Os sacerdotes estão passando por um período intensivo de formação, estudando o atual ritual de exorcismos, aprovado em 1998 por João Paulo II, mas também o antigo (em sua versões de 1614 e 1952).De acordo com o Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma e que formou cerca de 80% dos exorcistas em atuação em toda a Igreja, o novo ritual é ineficaz: “Um Ritual tão esperado [que] no fim transformou-se numa burla [i.e., uma fraude, um embuste]. Um incrível empecilho que ameaça impedir agirmos contra o demônio”.

'Culto satânico' atrai celebridades, diz site


A poucos dias publicamos "Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!", e nos parece que matérias como "Exorcistas experientes respaldam Padre Gabriele Amorth: o novo ritual de exorcismo é ineficaz." e as postagens que temos aqui do Pe. Gabriele Amorth, poderão evidenciar que o exorcismo não é uma fábula. Segue a matéria de um blogue do site O Globo.

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Matéria do Blog de O Globo

Parece que a Cientologia, que tem o ator Tom Cruise como um dos seus mais famosos adeptos, está perdendo terreno entre as celebridades. O motivo atende pela sigla OTO - Ordo Templi Orientis.



Aleister Crowley / Foto: Reprodução Ordo Templi Orientis - New Zealand

A "religião" foi fundada no fim do século XIX e o primeiro seguidor a conseguir notoriedade foi Aleister Crowley. Nascido em berço confortável em 1875, o britânico se dizia um "profeta" e, ao mesmo tempo, "a grande besta do 666". Morreu em 1947.

A prática religiosa de Crowley e seus seguidores incluía rituais sexuais sadomasoquistas com homens e mulheres e uso de drogas pesadas, como ópio, cocaína, heroína e mescalina, conforme reportagem do "Daily Mail".

A pregação seduziu famosos. A socialite Peaches Geldof, filha do músico Bob Geldof, seria o mais claro exemplo de celebridade que abraçou o "culto satânico".Ela exibe no antebraço direito uma tatuagem com as iniciais OTO, dentro de um coração.






Peaches Geldof / Foto: Reuters

A reportagem do "Daily Mail" citou outros astros que estariam envolvidos com o culto. Jimmy Page, o guitarrista do Led Zeppelin, é um deles. O músico participaria costumeiramente de rituais de magia negra e até comprou a casa onde Crowley viveu, às margens do Lago Ness, na Escócia.






Jimmy Page / Foto: Reuters

O rapper Jay-Z seria outro envolvido com o OTO.

O chefe do culto no Reino Unido é John Bonner, de 62 anos. Segundo ele, o OTO não deseja ter apelo popular.

"No Reino Unido somos centenas. No mundo, milhares", revelou.

A filiação ao OTO é secreta e a origem do culto não é bem definida. Acredita-se que ele tenha surgido entre 1895 e 1906, na Alemanha ou na Áustria. O fundador seria o empresário austríaco Carl Kellner. Mas há quem aponte para Theodor Reuss, Franz Hartmann e Henry Klein.






Jay-Z / Foto: Reuters

Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!


"Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido [...]"
Dom Manoel em manifestação pro-vida em Anápolis, GO.

Dom Manoel Pestana, Prefácio do livro “Um Exorcista Conta-nos” do Pe.Gabriele Amorth 

O grande papa Leão XIII entrou no século XX ainda apavorado pela visão que tivera da formidável presença diabólica em Roma, “para a perdição das almas”. Desde 1886, mandara a todos os bispos rezar a oração a São Miguel Arcanjo, escrita por ele, de próprio punho, como também um exorcismo maior que recomendava a bispos e párocos para recitarem com frequência nas dioceses e paróquias.

“O século do homem sem Deus”, anunciado por Nietzsche, transforma-se no século de Satanás, que prepara o seu reino com a Primeira Guerra Mundial, implanta o comunismo ateu e tirânico, contra Deus e contra o homem, na revolução bolchevista de 1917, semeia a Europa inteira de ruínas e sangue com a Segunda Guerra Mundial, fruto dos poderes das trevas; invade toda a terra de ódio, terror, impiedade, heresia, blasfêmia e corrupção em guerras e revoluções sem trégua; insinua-se, de início, como fumaça, e, depois, implanta-se, poderoso, no seio da própria Igreja.

Tudo isto, Nossa Senhora confidenciara aos videntes de Fátima, exatamente no mesmo ano da tragédia russa; e o mesmo se diga do 3º capítulo do Gênesis, em que se pinta a vitória da serpente infernal e a presença de Maria, esmagando-lhe a cabeça.

A Cristandade continuou a rezar as orações de Leão XIII, estimulada pelos Papas. Pensadores cristãos como, por exemplo, Anton Böhm (Satã no Mundo Atual, Tavares Martins) e de La Bigne Villeneuve (Satan dans la Cité, Du Cèdre) denunciam a infiltração visível do demônio em todas as estruturas da sociedade.Bernanos surpreende-nos Sob o Sol de Satã.

De súbito, ao aproximar-se o último e temeroso quartel do século XX, contesta-se a existência dos anjos, desaparece a oração de São Miguel, suspendem-se os exorcismos, inclusive o do Batismo, mergulha no silêncio o ministério e a função do exorcista.

Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido, e amargura-se com a autodemolição da Igreja. Os seminários desaparecem, a teologia prostitui-se em cátedras de iniquidade, a liturgia reduz-se, com certa frequência, a uma feira irrelevante de banalidades folclóricas. A pretexto de inculturação, a vida religiosa desliza para o abismo.

“Os poderes do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, é certo. Mas o próprio Senhor prediz o obscurecimento da fé, o esfriamento da caridade. A visão (do Inferno) de Fátima faz vacilar o otimismo ingênuo e irresponsável dos que apostam na salvação de todos, mesmo até dos que a recusam.

(…) Jesus começa a sua missão, tentado pelo demônio e a expulsão dos maus espíritos torna-se uma das notas mais relevantes da sua atividade messiânica.“Em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16,17), diz Jesus, ao despedir-se dos discípulos, notando que este será um sinal dos que crêem nele. E Satanás, pela ação dos Apóstolos, caía do céu como um raio… Quando os cristãos de todos os níveis, apesar dos Evangelhos e do Magistério, principiaram a duvidar da ação e, depois, da existência do espírito rebelde, aconteceu o que Jesus havia anunciado (Mt 14,44-45): expulso, ele volta para a casa “desocupada, varrida e arrumada”, mas indefesa, com sete espíritos piores do que ele, “e a condição final torna-se pior do que antes”, exatamente o que está a acontecer.


Hoje, não é só a fumaça de Satanás, penetrando por uma fenda oculta, mas o diabo, de corpo inteiro, que irrompe triunfalmente pelas portas centrais. Quem o vai exconjurar das nossas igrejas, das nossas residências episcopais e paroquiais, dos nossos centros comunitários, dos nossos seminários e universidades, dos Senados e das Câmaras Legislativas, dos Palácios do Governo e da Justiça, dos bancos e das bolsas, dos meios de comunicação, das escolas e hospitais, das consciências de todos nós?

E, não hesitemos: quem vai expulsar os demônios dos Palácios Pontifícios, das Congregações e Secretarias, das Nunciaturas, das Conferências Episcopais e Cúrias, dos Santuários e Basílicas, das ONU e dos Parlamentos, sem falar desse mundo “posto maligno”, que viceja “sob o sol de Satã”?

(Fonte: GRAA)

Famoso exorcista Pe. Fortea: Sacerdotes devem vestir-se como tal


    

REDAÇÃO CENTRAL, 12 Jun. 12 (ACI/EWTN Noticias

 O famoso sacerdote exorcista espanhol José Antonio Fortea remarcou a importância de que os sacerdotes vistam a batina, como um sinal de consagração a Deus e de serviço aos fiéis.

 Numa entrevista concedida ao grupo ACI, durante sua visita ao Peru, onde participou da solenidade de Corpus Christi na cidade de Trujillo, na costa norte do país, o Pe. Fortea indicou que "os clérigos devem vestir-se da mesma forma que os sacerdotes mais exemplares se vestem nessas terras, porque ir identificado é um serviço".

 Depois de destacar que é obrigação da Conferência Episcopal de cada país determinar qual é o melhor sinal sacerdotal, o Pe. Fortea indicou que "a minha recomendação a respeito deste tema é que o sacerdote se identifique como tal".

 Em efeito, o Código de Direito Canônico, no artigo 284 indica que "os clérigos têm que vestir um traje eclesiástico digno, segundo as normas dadas pela Conferência Episcopal e segundo os costumes legítimos do lugar".

 Por outra parte, a Congregação para o Clero, no seu "Diretório para o ministério e a vida dos presbíteros", expressou "que o clérigo não use o traje eclesiástico pode manifestar um escasso sentido da própria identidade de pastor, inteiramente dedicado ao serviço da Igreja".

 "Numa sociedade secularizada e tendencialmente materialista, onde tendem a desaparecer inclusive os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero, homem de Deus, dispensador de Seus mistérios, seja reconhecível aos olhos da comunidade, também pela roupa que leva, como sinal inequívoco da sua dedicação e da identidade de quem desempenha um ministério público", assinala o documento vaticano.

 O Pe. Fortea destacou que "não vamos identificados porque gostamos. Pode ser que gostemos ou não. Vamos (identificados) porque é um serviço para os fiéis, é um sinal de consagração, ajuda a nós mesmos".

 O presbítero reconheceu a dificuldade de que a um sacerdote a quem desde o seminário não lhe ensinou sobre o valor do hábito de usar a batina, mude depois, entretanto precisou que nos últimos isto anos "foi mudando para melhor".

 "É fácil mantê-lo (o hábito), é difícil começá-lo. Mas o sacerdote deve ir identificado", assinalou.

 Ao ser consultado se o costume de não usar a batina guarda alguma relação com a Teologia Marxista da Libertação, o Pe. Fortea assinalou que "agora as coisas já mudaram".
 "Foi nos anos 70, 80, onde todos estes sacerdotes se viam a si mesmos mais como pessoas que ajudavam à justiça social. Ali não tinha sentido o hábito sacerdotal, o hábito sacerdotal tem sentido como sinal de consagração".

 Para o famoso exorcista, "agora já passou isso, mas ficou o costume de não vestir-se como tal e claro, é difícil, eu entendo que é difícil. Mas estas coisas estão mudando pouco a pouco".

Exorcistas experientes respaldam Padre Gabriele Amorth: o novo ritual de exorcismo é ineficaz.

Secretum Meum Mihi | Tradução: Fratres in Unum.com – Interessante entrevista em Religión Digital, de 18 de julho de 2011, do Padre Antonio Doñoro, na qual se reafirma, após consultar exorcistas experientes, o que foi dito tantas vezes pelo Padre Gabriele Amorth: o novo ritual de exorcismos é ineficaz (aqui); embora na entrevista o assunto seja matizado, dizendo que ele é útil nos casos leves.
Um jovem sacerdote da diocese de Madri, Antonio Doñoro, licenciado em Teologia Litúrgica pela Faculdade de São Dámaso, acaba de publicar sua tese exatamente sobre este assunto: Exorcismos. Fuentes y teología del Ritual de 1952 (Toledo, 2011), com prefácio de José Rico Pavés, diretor do Instituto Teológico de San Ildefonso, que a publicou. Na obra ele aborda também, com um estudo pioneiro, a situação das dioceses espanholas quanto aos exorcismos nos últimos cinqüenta anos.
Ele conversou com ReL sobre ambos os aspectos.
O senhor compartilha da opinião de Gabriele Amorth?
Como exorcista experiente que era e continua sendo, o Padre Amorth dá a sua opinião conforme sua experiência. Creio que em algum ponto, todavia, suas afirmações podem ser matizadas, porque não têm a precisão que requer uma afirmação teológica.
Qual seria este matiz?
No meu estudo, e após consulta a exorcistas experientes que passam anos realizando esta tarefa (exercendo-a desde antes de 1999), comprovei que eles substancialmente estão de acordo com o Padre Amorth. O matiz consistiria em precisar a palavra “ineficaz”. Na minha visão, e pela mesma experiência de outros exorcistas, o novo ritual é, sim, eficaz, válido e útil em alguns casos.
Em quais?
A experiência diz que é necessário distinguir nas possessões os casos mais graves e mais leves. Para estes últimos, o novo ritual é sim eficaz.
Não para os mais graves?
No meu livro, cito um caso concreto atendido por um exorcista de Cartagena, um caso grave de possessão sobre o qual o ritual novo não se mostrou eficaz, enquanto o foi, todavia, o antigo.
Tudo depende do ritual?
Não, a eficácia do exorcismo também depende principalmente da colaboração da pessoa a quem ele é aplicado e da santidade do sacerdote. Não obstante, Deus pode ter, em cada caso razões, particulares conhecidas por Ele para se opor à saída dos demônios, e assim o poder de exorcizar não seria eficaz de modo algum.
Quais são as principais diferenças entre os rituais de 1999 e 1952?
No âmbito das orações. A principal diferença é que o ritual de 1999 introduz orações ex novo, totalmente novas, enquanto que o antigo era composto de orações que tinham muitíssimos séculos, e que ao longo da história da Igreja tinham provado sua eficácia.
Por que algumas orações são mais eficazes que outras?
É que não se deve esquecer que o exorcismo é um sacramental muito especial, pois ao realizá-lo há orações que se dirigem aos anjos caídos. E os demônios são seres pessoais, por isso não é absurdo pensar que reajam de maneiras distintas conforme falemos a eles. No ritual antigo, encontramos dois aspectos que o novo não tem: o modo contundente de ordenar aos demônios e as ameaças do castigo eterno que lhes espera (o inferno). E penso que pode haver outra razão. Dizia Santo Atanásio que as orações dos santos reforçam a luta contra o demônio. Quem sabe a maior eficácia do ritual antigo não se deve ao fato de terem sido elaboradas por santos como Santo Ambrósio ou São Martin de Tours?
É uma idéia interessante…
Ainda que nos movamos no campo da reflexão teológica, não é um ensinamento definitivo do Magistério.
Quando nasceu o ritual estabelecido em 1952?
A primeira edição é do Papa Paulo V, em 1614, após o Concílio de Trento. Mas já antes havia rituais particulares, como o Liber sacerdotalis do teólogo Alberto Castellani, ou o Ritual do Cardeal Santori, que recolhia orações que haviam demonstrado sua eficácia, e que foram incluídas no ritual de 1614. Inicialmente ele não era obrigatório, mas acabou sendo o oficial.
E continua sendo possível usá-lo…
Quando foi editado o de 1999, uma nota da Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos abriu a porta para que se continuasse a usar o de 1952. O sacerdote tem que pedir ao bispo, e este à Congregação, que concede o uso, afirma a nota, “com gosto”… E penso que esta concessão não se refere apenas às orações, mas pode alcançar também à normativa do exorcismo. Por exemplo, às prescrições que eram necessárias cumprir quando se exorcisava uma mulher e que agora desapareceram.
O senhor realizou o primeiro estudo sistemático sobre a presença de exorcistas nas dioceses espanholas dos últimos séculos…
Sim. Já em seu tempo, o bispo auxiliar de Madri, Mons. Eugenio Romero Pose (que descanse em paz), sugeriu a necessidade de um estudo sobre a situação na Espanha desta pastoral na segunda metade do último século. Eu quis colocar um primeiro degrau e oferecer esta reflexão para que possa servir à Igreja na Espanha, embora muitos dados devam ser completados.
Há uma atenção suficiente a este problema?
Atualmente, apenas 26% das 69 dioceses espanholas têm exorcistas. Parece-me insuficiente. Atribuo isso ao fato de muitos sacerdotes não crerem nos exorcismos, o vejam como um instrumento desnecessário, ou pensam que a ação extraordinária do Maligno é escassa. Em minha opinião, não é tão escassa. O exorcismo é um ofício de caridade da Igreja (como a pastoral dos migrantes), e a Igreja tem que dar uma resposta a esta necessidade.
Porque se há casos…
Afirma-se que com a difusão universal do cristianismo o demônio viu seu poder diminuído. Todavia, hoje se dá um processo inverso: o que está acontecendo nos países outrora cristãos é uma proliferação de seitas e do secularismo. Por isso Bento XVI criou o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, exatamente em países de tradição cristã! As potências do mal estão avançando. Mas obviamente a resposta não se reduz aos exorcismos, consiste, sobretudo, na vida sobrenatural: a oração, os sacramentos…
Ele é só um instrumento, mas…
Sim, mas na Espanha há muito poucos exorcistas. Inclusive em uma diocese pequena, de cem mil habitantes, não haverá uma só pessoa que necessite desse serviço? Creio que este aspecto seja descuidado. Uma das finalidades da Nova Evangelização é promover formas e instrumentos adequados para realizá-la. E ela o é. E o foi para a primeira evangelização. Jesus Cristo envia os apóstolos para evangelizar com a autoridade “de expulsar os espíritos imundos”.
Os filmes de exorcismo ajudam a compreender sua natureza ou a deformam?
Os filmes podem servir para fazer constar esta ação que a Igreja realiza. O cinema tende a mostrar o mais espetacular, sim… mas o certo é que os exorcistas relatam levitações, e também o fazem os Santos Padres. Porém, mais que recordar a realidade do demônio para ter medo, estes filmes podem servir para nos recordar que existe um poder superior ao dos demônios: Jesus Cristo Ressuscitado, diante do qual tremem os espíritos malignos, e lhe obedecem. Diante Dele, não podem fazer nada.

O Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou à agência ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.

Pe. Gabriele Amorth em seu pequeno escritório em Roma
Roma, 18 Mai.(ACI/EWTN Noticias)

O Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou à agência ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.

O Pe. Amorth tem 86 anos de idade e 70 000 exorcismos em seu experiência. O primeiro que disse na entrevista é que "o mundo deve saber que Satanás existe".

Em seu pequeno e singelo escritório na zona sudeste de Roma onde realizou milhares de exorcismos, o sacerdote contou que às vezes invoca a ajuda de Santos homens e mulheres, entre os quais destaca João Paulo II, beatificado pelo Papa Bento XVI no último passado 1º de maio em Roma ante um milhão e meio de fiéis.

Durante os exorcismos, contou o sacerdote à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, "perguntei ao demônio mais de uma vez: ‘por que João Paulo II te dá tanto medo?’ E tive duas respostas distintas, ambas interessantes".

"A primeira foi: ‘porque ele desarmou meus planos’. E acredito que com isso se refere à queda do comunismo na Rússia e na Europa do Leste. O colapso do comunismo".

"Outra resposta que o demônio me deu foi ‘porque arrebatou a muitos jovens de minhas mãos’. Há muitos jovens que, graças a João Paulo II, converteram-se. Talvez alguns já eram cristãos mas não praticantes, e logo com João Paulo II voltaram para a prática".

Ao ser perguntado sobre o intercessor mais efetivo de todos, o Pe. Amorth respondeu à ACI Prensa sem duvidar: "é obvio que a Virgem é a mais efetiva. E quando é invocada como Maria!"

"Uma vez perguntei a Satanás. ‘mas por que te assusta mais quando invoco a Nossa Senhora que quando invoco a Jesus Cristo?’ Respondeu ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana que ser derrotado por Ele".

O sacerdote disse também que é importante a intercessão dos que ainda vivem através da oração. Os cristãos podem rezar pela liberação de uma alma, um dos três elementos que ajudam neste processo aos que se somam a fé e o jejum.

"O Senhor deu (aos Apóstolos) uma resposta que também é muito importante para nós os exorcistas. Disse que para vencer o demônio se necessita muita fé, muita oração e muito jejum: Fé, oração e jejum".

O Pe. Amorth disse ademais que na luta contra o demônio é necessária "especialmente a fé, necessita-se muita fé. Muitas vezes também nas curas, Jesus não diz no Evangelho sou eu quem te curei. Diz, no entanto, você está curado por sua fé. Quer fé nas pessoas, uma fé forte e absoluta. Sem fé não pode fazer nada".

O sacerdote membro da Sociedade de São Paulo explicou logo à ACI Prensa que "o diabo e os demônios são muitos e têm dois poderes: os ordinários e os extraordinários".

"O poder ordinário é a capacidade de tentar o homem para distanciá-lo de Deus e levá-lo ao inferno. Esta ação se realiza contra todos os homens e as mulheres de todo lugar e religião".

Sobre os poderes extraordinários, o Pe. Amorth indicou que estes se concentram em uma pessoa específica e existem quatro tipos:

"A possessão demoníaca para a qual se requer um exorcismo, o vexame demoníaco, como o que sofreu em reiteradas ocasiões o Santo Padre Pio de Pietrelcina que era golpeado fisicamente pelo demônio; as obsessões que levam a pessoa ao desespero; e a infestação, que é quando o demônio ocupa um espaço, um animal ou inclusive um objeto".

O sacerdote alertou que estes fatos são pouco freqüentes mas estão em aumento. Também manifestou à nossa agência ACI Imprensa sua preocupação pela cada vez maior quantidade de jovens que são afetados por Satanás através das seitas, as sessões de espiritismo e as drogas. Apesar disso não se desalenta.

"Com Jesus Cristo e Maria, Deus nos prometeu que nunca permitirá tentações maiores que nossas forças", assinalou.

Finalmente na entrevista o Pe. Amorth propôs uma breve guia a ser tomada em conta na luta contra Satanás:

"As tentações do demônio são vencidas sobretudo evitando as ocasiões, porque o demônio sempre procura nossos pontos mais fracos. E logo, com a oração. Nós os cristãos temos uma vantagem porque temos a Palavra de Deus, temos a oração e podemos rezar ao Senhor", concluiu.

Como chegar a ser exorcista hoje?

Encontro com o autor de “O Rito” no Ateneu Pontifício ‘Regina Apostolorum’
ROMA, segunda-feira, 4 de abril de 2011 (ZENIT.org) - O diabo existe? Para o Pe. Gary, sacerdote californiano, a existência do diabo havia sido sempre uma questão puramente teórica, ligada a uma forma arcaica e supersticiosa de viver a fé.

Por isso, quando seu bispo pede que ele vá até o Ateneu Pontifício ‘Regina Apostolorum' de Roma para acompanhar um curso sobre exorcismo, a primeira reação foi de surpresa e de ceticismo.

As aulas, sob a guia de grandes exorcistas, como Gabriele Amorth e Francesco Bamonte, e sobretudo a aprendizagem junto ao Pe. Carmine, exorcista veterano, revolucionando suas ideias confusas e céticas sobre o tema, levam o Pe. Gary a perceber que a presença do Maligno é concreta e muito mais difundida do que se imagina.

Esta é a história contada por Matt Baglio en seu livro semibiográfico: ‘Il rito. Storia vera di un esorcista di oggi' (Editore Sperling & Kupfer Collana). A novela se tornou popular graças também à sua adaptação cinematográfica, no filme "O Rito", dirigido por Mikael Håfstrom.

Dentro de poucos dias, Matt Baglio apresentará sua novela na universidade onde começou a história do livro: o Ateneu Pontifício ‘Regina Apostolorum', em Roma.

"A ideia do livro surgiu quando eu soube dos cursos oferecidos pelo ‘Regina Apostolorum', afirmou Baglio. Como jornalista ‘freelancer', achei que seria uma boa notícia. A única coisa que eu sabia sobre o exorcismo era o que havia visto nos filmes de Hollywood, como ‘O exorcista', e me perguntava como a Igreja ainda podia acreditar nisso."

Portanto, Matt fez a experiência que depois faria seu personagem, o Pe. Gary, também ele californiano. "Acompanhando o curso, percebi que a realidade do exorcismo é muito diferente de tudo o que eu já havia imaginado."

Matt Baglio - e nós com ele - segue, passo a passo, a aprendizagem do Pe. Gary e, com o olhar lúcido do jornalista de investigação, oferece-nos uma reportagem única sobre uma realidade totalmente desconhecida, frequentemente deformada por filmes e novelas, quase sempre inexplicável.

"O Rito" obriga tanto o crente como o cético a considerar de modo totalmente novo a inusitada presença do diabo e, neste sentido, pertence a esse raro e precioso gênero de livros capaz de transformar quem se aproxima dele.

Quando se admite a possibilidade de uma existência superior que tende ao bem, não é difícil acreditar que a personificação do mal possa, em determinadas circunstâncias, manifestar-se.

"A escolha de não acreditar no diabo não o protegerá dele", diz o protagonista, com uma das frases mais marcantes do filme.

Na verdade, a pergunta última que a leitura do livro provoca é a formulada pelo nome do site do filme: "What do you believe?" (Em que você acredita?).

Mais informações: www.upra.org; www.unier.it; telefone: (0039) 06.66.54.31
(Alfonso Aguilar, L.C.)