Mostrando postagens com marcador Opus Angelorum. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opus Angelorum. Mostrar todas as postagens

SANTA FRANCISCA ROMANA: MODELO DE CONVIVÊNCIA COM OS SANTOS ANJOS

Santa Francisca Romana e o Santo Anjo

É importante alimentar constantemente nossa devoção aos Santos Anjos senão pouco a pouco iremos perdendo o entusiasmo e o fervor, e até podemos esquecer de nossos Irmãos celestiais que tanto querem ajudar-nos, mas só podem fazê-lo na medida em que nós deixamos e pedimos a sua ajuda. Por isso, queremos nesta Carta apresentar Francisca Romana, uma santa que recebeu de Deus a graça prodigiosa de ser acompanhada por três Anjos diferentes durante a sua vida. Eles a guiaram, iluminaram, consolaram, mas também, corrigiram e exigiram penitência de suas faltas. Nela encontramos o exemplo de uma vida de intimidade muito grande com os Santos Anjos (este texto foi baseado no livro Vereint mit den Engeln und Heilegen de Ferdinand Holböck, Stein am Rhein, 1984, pág. 302 ss).

A ESCOLHA DA VIDA: FAÇA-SE A VOSSA VONTADE, SENHOR
Santa Francisca nasceu em Roma no ano 1384, descendente da distinta família “De Busci”. Era uma época turbulenta, pois havia um cisma na Igreja e uma grande confusão no ocidente. A Cidade Santa encontrava-se em ruínas. No foro romano transitavam vacas e a Basílica de São Paulo servia de estábulo aos pastores para seus rebanhos. No entanto, Deus compadeceu-se da miséria daquela época, e concedeu ao povo o consolo de Sua assistência através do surgimento de grandes figuras santas, entre elas, Francisca Romana.
Francisca nutria o desejo ardente de entrar na vida religiosa, mas os planos de seus pais eram bem diferentes. Desejavam para ela o matrimônio e toda resistência de sua parte não resultou em nada; por fim, ela aceitou esses planos obedecendo ao conselho de seu confessor. Já aos doze anos estava casada com Lorenzo de Ponziani, um homem rico e nobre que a amava muito.
Junto com ela, no palácio, vivia sua cunhada Vanozza, que encontrando-a uma vez chorando amargamente, perguntou o motivo dessas lágrimas, e esta confessou seu enorme desejo de viver num convento. Descobriram, então, que ambas tiveram a mesma sorte: Vanozza também quis entrar num mosteiro, mas fora obrigada a casar-se. A partir de então começou uma grande amizade entre elas, amizade esta que durou 36 anos. Juntas rezaram, jejuaram e fizeram obras de caridade. Como havia uma sala em desuso no palácio, elas a transformaram em uma capela de oração, onde dedicavam várias horas noturnas em prolongadas orações.
Três anos depois do casamento, Francisca adoeceu gravemente. Já se temia a morte da jovem esposa, quando então, apareceu-lhe santo Aleixo que, colocando o seu manto cor de ouro ao redor dela, disse: “Terás a vida, pois o Senhor quer que ainda fiques no mundo para a glória de Seu nome”. No mesmo instante ficou curada. Isso aconteceu no ano 1399.

O PRIMEIRO ANJO - GUIA NO CAMINHO DA PURIFICAÇÃO
Foi nesse mesmo ano que Francisca recebeu um Anjo do nono coro. Ele não era visível para ela mas ficava constantemente a seu lado e ela podia perceber sua presença por meio de sinais bem claros. Esse Anjo foi um grande amigo e conselheiro, mas também, um severo admoestador que a castigava até sensivelmente quando cometia pequenas faltas; vigiava todos seus pensamentos, palavras e obras, guiando-a dessa forma no caminho da santidade. Quando ela, por exemplo, uma vez não interrompeu uma conversa muito superficial devido ao respeito humano, o Anjo lhe deu uma bofetada tão forte que em toda sala ouviu-se o barulho e, por muito tempo, podiam-se ver os sinais que esta bofetada lhe deixou em seu rosto.

O auxílio do Anjo para assumir as obrigações de seu estado de vida
No que diz respeito ao seu matrimônio o Anjo ajudou-a a encontrar as atitudes e os valores positivos desse estado de vida, de maneira que ela começou a viver essa união sacramental muito conscientemente. Assim, também ajudou-a a cumprir os deveres de uma dona-de-casa, aliás, de uma das casas mais ricas de Roma, mostrando-lhe que isso não era perda de tempo, mas, dever de estado. E quando, pela primeira vez, deu à luz um filho, a quem chamou de Batista, foi o Anjo que a fez deixar as severas mortificações por amor a seu filho. Ela recebeu também uma forte iluminação interior que a tornou capaz de compreender o quanto vale diante de Deus, como verdadeira oração, quando se cumpre com amor os deveres de mãe e da educação dos filhos.

Esses fatos nos mostram que este Anjo tinha a tarefa de cuidar da purificação de Francisca. Mostra também como os nossos deveres de estado e nossas tarefas cotidianas fazem parte dessa purificação, e como o seu cumprimento tem preferência diante das mortificações particulares. Em primeiro lugar, a nossa penitência é o cumprimento de nossos deveres, é o amor fraterno, o amor aos nossos irmãos e aos nossos filhos, é o trabalho que devemos realizar. E, como fundamento de tudo isso, o Anjo conduziu-a a aceitar totalmente o seu estado de vida. Com certeza, foi um passo duro para ela deixar aquele ardente desejo de vida religiosa que sempre tinha aspirado. Mas, já estava incluído nos planos de Deus esse outro estado de vida, na missão que Ele tinha para ela.

É interessante notar que ela nunca pôde ver esse Anjo, enquanto os outros dois companheiros celestiais ficaram visivelmente a seu lado. Isso indica que ela ainda precisava crescer na fé. “A fé é a certeza daquilo que não se vê” define a Carta aos Hebreus esta virtude teologal (11,1), em que se baseia toda a nossa relação com Deus, pois, “é impossível agradar a Deus sem ter fé” (Heb 11,6).

Devemos também ter uma fé viva em nosso Anjo
Por isso, o Anjo quer em primeiro lugar fortificar a nossa fé, pois um ato de fé vale mais diante de Deus do que muitas aparições. Queremos, portanto, manter firme a nossa fé, não somente em Deus, mas também no Anjo. Devemos acreditar nele, na sua presença ao nosso lado, na sua força e poder que recebe de Deus para proteger-nos e que ele quer comunicar a nós; sim, ele deseja um contato íntimo com a nossa alma que é a sua grande amiga.

Nós devemos exprimir essa fé em palavras, orações, atos e agradecimentos. Quanto mais viva e firme for a nossa fé tanto mais íntima será a nossa relação com o Anjo. Poderíamos dizer também que esse Anjo ajudou Francisca a viver de forma exemplar os seus compromissos batismais que é expressão de nossa fé.

O SEGUNDO ANJO – GUIA NO CAMINHO DA ILUMINAÇÃO
No ano 1413, quando Francisca uma vez estava rezando na capela, apareceu-lhe Evangelista, seu filho muito querido que já havia falecido. Ao lado dele estava um rapaz que parecia ter a mesma idade e o mesmo tamanho, mas que era muito mais belo. “És realmente tu, filho do meu coração?” perguntou a santa, ao que respondeu o filho: “Mãe, saiba que estou no segundo coro da primeira hierarquia, entre os Arcanjos, junto com este companheiro, que vedes ao meu lado e que é muito mais belo do que eu. Este espírito celeste é enviado à senhora, para consolá-la na peregrinação terrestre. Dia e noite o verás ao teu lado e ele te assistirá em tudo”.

Durante os próximos 24 anos este Arcanjo acompanhou-a dia e noite, e seu rosto brilhava tão fortemente que a santa não podia contemplá-lo. Somente quando se encontrava em oração, na luta contra os demônios, ou no colóquio com o confessor, ela então podia ver o seu rosto. Na luz desse Anjo foi possível para ela até ler e trabalhar durante a noite. O Anjo serviu-lhe também de espelho no qual ela podia ver sua pequenez.
Quando vacilava na confiança em Deus, ou se deixava oprimir pelas preocupações, ou cometia faltas, imediatamente perdia esse contato visível com o Arcanjo. Mas, ao arrepender-se pedindo perdão a Deus, novamente podia vê-lo, ainda mais belo e feliz, de maneira que recuperava novamente a paz interior. Em caso de dúvida, ou medo, um olhar benevolente do companheiro celeste bastava para dissipá-los.


O conhecimento dos pensamentos dos corações
Na luz que saía desse Anjo, Francisca conhecia os pensamentos mais íntimos dos corações dos homens e sabia o estado de sua alma. Recebeu também o discernimento dos espíritos. Sem dúvida, essas graças foram de muito proveito ao dar conselhos às pessoas e ao reconduzir os pecadores desviados. Seus conselhos ficaram de tal forma conhecidos que era procurada também pelos teólogos e doutores daquela época.

“Dia e noite o verás ao teu lado e ele te assistirá em tudo”
Em 1414 Francisca ficou contaminada ao cuidar dos doentes de peste. Foi então que quase todos os amigos a abandonaram, enquanto o Arcanjo ficou a seu lado, tornando-se desse modo uma fonte de consolo na miséria. Ainda doente, uma vez entrou em êxtase e lhe foi mostrado como, após a morte, o Anjo da Guarda de uma pessoa apresenta todas as suas boas obras diante de Deus. Poucos dias após essa visão foi repentinamente curada.

Os dons de Francisca não puderam ficar escondidos. Sempre mais era solicitada quando havia brigas ou quando cônjuges queriam separar-se. Um olhar para o Arcanjo bastava para ela conhecer os pensamentos de vingança, de raiva no coração ou outros pecados que causavam divisões. E a presença dela, acompanhada de suas palavras, tinha uma força tão grande que ninguém conseguia resistir aos seus conselhos.

Somente uma coisa temo: ofender a Deus
Santa Francisca também foi introduzida na luta contra os poderes do mal. Os conselhos, e até profecias, as curas, milagres e exorcismos tinham seu preço. Esse preço ela pagou lutando com os demônios, que também podia ver da mesma forma que o Arcanjo; este, muitas vezes, colocou-se entre ela e os demônios, afastando-lhe muitos golpes. Quando movimentava seus cabelos dourados, saíam raios de luz e os demônios se afastavam. Contudo, isso não quer dizer que ela não teve de lutar. Muitas vezes o Arcanjo permitiu uma longa luta antes de intervir. Aconteceu também que esses inimigos infernais procuraram lançar-se sobre Francisca em formas horrorosas de animais. Entretanto, o Anjo a envolveu em luz radiante e ela ficou invisível para os inimigos. Sempre encontrava consolo ao olhar para o seu companheiro celeste. Isso enfurecia ainda mais os demônios que, então, lançavam areia contra ela causando-lhe grandes dores. Ela, porém, corajosamente protestava contra esses atacantes: “Eu não vos temo! Uma só coisa eu temo: ofender a Deus. Vós somente podeis fazer o que Ele vos permite, e Ele permite tão somente o que serve para a Sua glória e a minha salvação”.

Certa vez aconteceu que, enquanto segurava seu neto nos braços, de repente, recebeu um forte golpe dum demônio que queria vingar-se por causa da conversão de sua nora que se deveu principalmente à santa. O golpe foi tão duro que também a criança começou a chorar. Ela então fez o sinal da cruz na testa, pronunciou o nome de Jesus e começou a recitar o início do Evangelho de São João. Mas, como o demônio não queria afastar-se, o Arcanjo deixou seu lugar à direita de Francisca, tomou o menino nos braços, e colocou-o suavemente no berço. Com seus cabelos, que brilhavam como ouro, formou uma cortina que protegeu o menino de novos ataques. Aí então o inimigo afastou-se. Todos os presentes foram testemunhas de como o menino voltou para o berço, parecendo pairar no ar, pois não podiam ver o Anjo.

Esse Anjo ajudava não somente a Francisca, mas todas pessoas ao seu redor. O conhecimento das almas, o dom do bom conselho, e muitas graças que ela recebeu desse Anjo não eram para ela, mas sim, para poder mais eficazmente ajudar a outros. Vendo tudo isso, temos a impressão de que esse Anjo ajudou a santa a viver conseqüentemente o sacramento do Crisma, no qual somos ungidos para espalhar e lutar pelo Reino de Deus aqui na terra.

No ano 1425 Francisca fundou a Ordem das “Oblatas de Maria”. Em 1433, doze companheiras começaram a vida comunitária, enquanto a santa fundadora ficou ainda por três anos cuidando de seu marido. Quando este faleceu em 1437, realizou-se o desejo de seu coração: ingressou na comunidade no dia 25 de março do mesmo ano e, por ordem de seu Anjo, ela aceitou o encargo de superiora. Nesse mesmo dia o seu fiel companheiro despediu-se dela com um amoroso sorriso.

O TERCEIRO ANJO – AUXÍLIO PARA A UNIÃO COM DEUS
Então, o Senhor mandou-lhe um outro companheiro, ainda muito mais belo e poderoso, que trazia uma veste branca de diácono, ricamente enfeitada. Durante os últimos três anos de sua vida este Anjo ficou com ela.

Foi notável a sua força; bastava a sua presença e os demônios fugiam. Na mão esquerda ele segurava três ramos de uma palmeira, dos quais saíam fios dourados que punha em ordem num trabalho misterioso e constante, noite e dia, sem interrupção. Uma vez apareceu São Bento e explicou que o ouro significava o amor a Deus e ao próximo com o qual Francisca deveria dirigir as suas filhas. As palmas significavam que ela deveria agir com coragem e sem falso respeito humano, enquanto o trabalho constante e regular do Anjo significava que ela deveria cuidar constantemente da ordem e do progresso de sua comunidade.

Incessantemente o Anjo estava a trabalhar com esses fios, exceto quando Francisca admoestava suas filhas, quando rezava o credo, ou o ofício de Nossa Senhora. Só então o Anjo parava, escutando ou rezando, e adorando com ela. Quando ele rezava uma coluna luminosa erguia-se de sua cabeça até o céu.

No dia 3 de março de 1440 foi chamada para a casa dos seus para tratar do filho Batista que adoecera gravemente. A santa ficou vigiando ao seu lado até à tarde. Quis, então, voltar para o mosteiro, mas as forças a abandonaram e ela voltou para o palácio de sua família, tremendo de febre e, ainda, com uma pleurisia. Nesses dias ela afirmou: “Não vejo mais os demônios. Deus é Vencedor. O inimigo foi vencido e lançado no abismo!” O Anjo permaneceu constantemente ao seu lado e tornou-se cada vez mais radiante.

No dia 9 de março de 1440 ela rezou: “Entrego o meu corpo, meu espírito, minha vida nas Vossas mãos, Senhor Jesus!” E expirou com as palavras: “Os céus estão abertos. O Anjo completou sua obra. Ele está na minha frente e cordialmente faz-me um sinal para segui-lo”.

Vemos nesse terceiro Anjo um auxiliador para uma vida mais retirada. Seu trabalho incessante significa que de nossas boas obras o Anjo nos faz uma veste para o céu. E também: quanto mais estamos unidos com o Senhor, tanto mais força o Anjo tem na luta contra o poder das trevas, e ainda, que o próprio Deus envia um Anjo mais forte àqueles que mantêm um contato mais íntimo com Ele.

Por isso, peçamos a ajuda desse Anjo quando nos aproximamos da mesa do Senhor – momento em que se realiza concretamente em nossa vida a união mais profunda entre Deus e nossa alma, entre nosso Salvador e nós, por meio da Santíssima Eucaristia. As nossas vestes para o banquete celeste serão tanto mais esplêndidas quanto mais amorosamente nos unirmos ao nosso Bom Senhor na sagrada comunhão. E não é isso também a tarefa mais nobre de nosso Anjo: unir-nos sempre mais com o Deus de Amor que nos espera em cada Santa Missa, que renova cada vez conosco a Sua aliança?


Recente biografia de Gabriele Bitterlich já pode ser adquirida no Brasil

Via Seminarista Wendell


Prezados amigos, a recente biografia de Gabriele Bitterlich, carinhosamente chamada de "Mãe" Gabriele já pode ser adquirida no Brasil, mas infelizmente em italiano.

A obra pode ser adquirida clicando no link abaixo. (Se alguém conhecer alguma editora disposta a publicar em português esta obra favor entrar em contato*.)

Livraria Cultura


____________
*Uma pena o dito seminarista ter me deletado pela segunda vez, sem explicação alguma, como de costume já, em seu Facebook e não responder meus e-mails. Se alguém tiver contato com ele, avise-o que consigo uma editora que poderia publicar, caso já tenhamos uma tradução.
In CHRISTO,

Allan dos Santos.

Biografia de Gabriele Bitterlich publicada por Pe. Marcello Stanzione


Acaba de ser lançado aqui em Roma a Biografia de Mãe Gabriele: "Gabriele Bitterleich e l'opera degli Santi Angeli", escrita pelo Padre Marcello Stanzione, o mesmo autor do livro "Os Anjos" da Livraria Editrice Vaticana. O autor além de restaurador da Associação Milícia de São Miguel Arcanjo é autor de dezenas de livros sobre os Santos Anjos e os santos.
 
A obra foi publicada pela editora Segno e faz parte de uma coleção do mesmo autor com outras obras como: Padre Pio e os Anjos, Edvirges Carboni e os Anjos, Santa Francisca Romana e os Anjos, Santa Faustina e os Anjos entre outros.

No livro o autor além de tecer uma biografia da Mãe Gabriele também expõe os fundamentos e características do Movimento Obra dos Santos Anjos, cuja Senhora Bitterlich foi o instrumento utilizado por Deus para a Fundação, conforme nota do Osservatore Romano: "Opus Sanctorum Angelorum nasceu em Innsbruck, Áustria, no ano de 1949. A Senhora Gabriele Bitterlich, esposa e mãe de três filhos, esteve na origem deste movimento. Desde 1949, desenvolveu-se nela uma consciência pessoal sempre mais clara de que o Senhor Jesus Cristo queria que os fiéis venerassem e invocassem mais os Santos Anjos e se abrissem à sua ajuda poderosa. Como autêntica cristã, porém, sempre professou a sua submissão em tudo à autoridade da Igreja." L’Osservatore Romano, ed. port., Ano XLII, nº 12 (2152), 19 de março de 2011, p. 6

[Livro] O Nosso Anjo da Guarda

Anjo da Guarda

Dominica XVI Post Pentecosten I. Octobris ~ Semiduplex Dominica minor Commemoratio: Ss. Angelorum Custodum


Dominica XVI Post Pentecosten I. Octobris ~ Semiduplex Dominica minorCommemoratio: Ss. Angelorum Custodum

"A vós DEUS me confiou desde o inicio da minha vida."

 O Anjo da Guarda é um dom especial do amor de DEUS. Se nos fosse dado escolher entre todos o Santos Anjos um protetor e auxiliar especial, não poderíamos encontrar ummelhor do que aquele que DEUS, na Sua sabedoria e amor infinitos, já escolhera para nós. Só DEUS conhece o mistério de nossa vida. Só ELE, nosso criador e redentor, conhece todos os nossos pontos fracos e fortes, a nossa vocação e as nossas provações,a nossa cruz e a glória a nós destinada. Prevendo tudo isso, ELE escolheu, desde toda a eternidade,um dos Anjos para ser nosso Anjo da Guarda: ele para mim e eu para ele. 

O encargo de Anjo da Guarda se baseia num amor que busca ajudar e não numa justiça pronta a punir. Por intermédio do nosso Anjo da Guarda, aprendemos não somente a ouvir o que DEUS quer de nós, mas também a ver onde deve se concretizar o nosso auxílio, a nossa tarefa no Reino de DEUS e na salvação das almas.

Uma vez que tivermos nos habituado a falar com o nosso bom Anjo da Guarda sobre o nosso trabalho diário, sobre os nossos planos e preocupações, ele nos conduzirá sempre mais a um ardente amor a DEUS.
Se pudéssemos compreender e praticar isso, nossa vida se transformaria radicalmente. Então aprenderíamos a nos tornar simples e a nos concentrar nas coisas essenciais. Assim, alcançaríamos tranquilidade e força bem maiores, porque uma pessoa complicada se dispersa. Aprenderíamos a entender a grandeza e a força do sacrifício feito por amor e a beleza da doação amorosa. Já não seria o "eu" a estar sentado no trono do nosso coração,mas DEUS!

O Anjo e eu serviríamos a DEUS com alegria!

Fonte: O nosso Anjo da Guarda, Uma pequena introdução à devoção aos Santos Anjos. Confraria dos Santos Anjos da Guarda.

O Nosso Anjo da Guarda (I)

Uma Pequena Introdução à Devoção aos Santos Anjos

Assim fala o Senhor Deus:
“Eis que Eu envio o Meu Anjo à tua frente, para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que preparei para ti. Estejas sempre atento à sua presença e escuta a sua voz. Não lhe desobedeças, porque não perdoará as tuas transgressões, pois nele está o Meu Nome. Mas se escutares a sua voz e se fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguem. E o Meu Anjo caminhará à tua frente.” (Ex 23, 20-23).

Se Deus fala assim, trata-se então de uma verdade absoluta. Pois esta palavra é uma prova incontestável de que o Anjo é Sua criatura. Ele o criou e é o seu Senhor. Mas é também uma prova de que o homem é criatura de Deus, e de que Deus é o Senhor sobre Anjo, homem e todo outro ser criado.

É uma prova da Sua confiança no Anjo, a quem Ele deu o encargo de nos guardar, exortar e preparar o caminho, e a quem nos apresenta como representante da Sua autoridade, defendendo-o de nossa vontade própria, caso seja necessário.

É uma prova do Seu grande amor e solicitude para com o gênero humano, porque estas palavras não se dirigem apenas a um indivíduo, mas a cada ser humano e, em particular, a cada membro do povo de Deus (cf. leitura da missa da festa dos Anjos da Guarda, 2 de outubro).

É uma prova de que o Anjo é dotado de capacidades intelectuais e faculdades superiores. Com efeito, ele dispõe também de maiores poderes, porque Deus o colocou acima do homem e ordena ao homem que escute o Anjo, pois “nele está o Meu nome” (nele está a autoridade de Deus). É uma prova de que Deus relacionou Anjos e homens uns aos outros para lutarem juntos contra os Seus inimigos.

É uma prova da ajuda efetiva que os santos Anjos prestam em todos os âmbitos da vida humana, exortando, ensinando, cuidando dos homens e combatendo junto com eles.

Mas é também, para nossa felicidade, a prova de que o Deus Verdadeiro, Onipotente e Fiel, nos concederá a vitória, nos protegerá, nos fará justiça e nos acolherá nas moradas do céu, se lutarmos juntamente com os Anjos pelo Seu Reino. Para lá, os Anjos da Guarda hão de nos conduzir!

Se o Anjo é enviado por Deus ao homem, isto significa que ele já existia antes do homem. Ele é a primeira criatura de Deus, como podemos ver na Sagrada Escritura: “No princípio Deus criou o céu e a terra” (Gn 1,1).

Deus criou primeiro o céu, isto é, as criaturas espirituais com a sua morada, o céu espiritual e sobrenatural, (pois o firmamento terrestre, a que também chamamos “céu”, foi criado mais tarde, cf. Gn 1,8). Depois, Deus criou a terra, o mundo material e, por último, criou o homem. Assim, no início de toda a criação, está o Anjo, a primeira imagem de Deus, e, no fim da obra criadora, a outra imagem de Deus: o homem.

Bento XVI: a revelação da divindade de Jesus

Hoje durante a oração do Angelus
Queridos irmãos e irmãs,
agradeço ao Senhor que me permitiu viver nesses dias os Exercícios Espirituais, e estou agradecido a quantos estiveram próximos de mim na oração. O domingo de hoje, segundo da Quaresma, é chamado da Transfiguração, porque o Evangelho narra este mistério da vida de Cristo. Ele, após ter preanunciado a seus discípulos sua paixão, “levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mt 17, 1-2). Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas, segundo o espírito, os discípulos viram, por um breve tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação. São Máximo Confessor afirma que “as vestes brancas levam o símbolo das palavras da Sagrada Escritura, que se tornaram claras e transparentes e luminosas” (‘Ambiguum’ 10: PG 91, 1128 B).
Diz o Evangelho que, junto a Jesus transfigurado, “apareceram Moisés e Elias, conversando com ele” (Mt 17, 3); Moisés e Elias, figura da Lei e dos Profetas. Foi então que Pedro, extasiado, exclamou: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias” (Mt 17, 4). Mas Santo Agostinho comenta dizendo que nós temos só uma morada: Cristo; Ele “é a Palavra de Deus, Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas” (‘Sermo De Verbis’ Ev. 78,3: PL 38, 491). De fato, o Pai mesmo proclama: “Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!” (Mt 17, 5). A Transfiguração não é uma mudança de Jesus, mas a revelação de sua divindade, “a íntima compenetração de seu ser com Deus, que se converte em pura luz. Em seu ser uno com o Pai, Jesus mesmo é Luz da Luz” (‘Jesus de Nazaré, 2007). Pedro, Tiago e João, contemplando a divindade do Senhor, são preparados para enfrentar o escândalo da cruz, como se canta em um antigo hino: “No monte te transfiguraste e teus discípulos, no quanto eram capazes, contemplaram tua glória, para que, vendo-te crucificado, compreendessem que tua paixão era voluntária e anunciaram ao mundo que tu és verdadeiramente o esplendor do Pai” (t. 6, Roma 1901, 341).
Queridos amigos, participemos também desta visão e deste dom sobrenatural, dando espaço à oração e à escuta da Palavra de Deus. Ademais, especialmente neste tempo de Quaresma, exorto-vos, como escreve o Servo de Deus Paulo VI, “a responder ao preceito divino da penitência com algum ato voluntário, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana” (Const. ap. ‘Pænitemini’, 17 de fevereiro de 1966, III, c: AAS 58 [1966], 182). Invoquemos a Virgem Maria, para que nos ajude a escutar e seguir sempre o Senhor Jesus, até a paixão e a cruz, para participar também da sua glória.

O Santo Anjo da Guarda

"Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou a piedade divina,
sempre me rege, guarda,
governa, ilumina.
Amém".
Ao pensarmos nos Santos Anjos da Guarda, logo nos vem a mente a oração tão popular que são ensinadas as crianças, ou a figura de um Anjo acompanhando uma criança. Muitas vezes, não temos a consciência que os Santos Anjos da Guarda nos acompanham por toda nossa vida. Quando somos crianças cuidam especialmente da vida física e quando somos adultos nos inspiram sentimentos santos, nos animam, nos alerta dos perígos, nos atrai ao bem respeitando sempre nossa liberdade.
Nos dia de hoje fala-se muito sobre os anjos, existe um modismo, uma mistura de crença e conteúdos que não condiz com o ensinamento da Santa Igreja.
Os Anjos sempre foram importantes na vida espiritual da Igreja e dos cristãos, por isso, é fundamental que conheçamos o que a Igreja ensina, ou melhor, o que ensina o Magistério da Igreja, a Sagrada Escritura, a Sagrada tradição e a Liturgia para que nossa crença seja correta e coerente.

Para os católicos a existência dos Anjos é dogma de fé confirmado por vários Concílios. Mas a propagação dos Santos Anjos esta sendo confudida com a superficialidade e as fantasias, com os misticismo e a mistura de crença que nada tem a ver com os bem-aventurados espíritos celestes.

Se pudéssemos apenas entender a dignidade deles, sua perfeição, seu estreito relacionamento com Deus, sua excelência e força, nos passaríamos a venerá-los de uma maneira extraordinária. O amor deles por nós é imenso e eles guardam nossas almas com grande cuidado, porque eles testemunham o grande ato de amor de Deus por nós. Eles sabem o alto preço pago por Cristo pelas almas, desta forma é um regozijo tê-los como nossos irmãos e companheiros.

O nosso desejo é que cresça a devoção aos anjos e, em especial, aoAnjo da Guarda de cada um.

"Aos anjos não se oferecem sacrifícios,
somente os veneramos com amor".
Santo Agostinho

Fonte: Compêndio do Catecismo da Igreja Católica
Kieninger ORC, Josef - Os Anjos Bons e Maus, quem são que querem que podem. Anápolis, 2007.

Originalmente postado AQUI.

La Ciencia de la Cruz y la Comunicación del Espíritu Santo (I)

"En esto consiste el amor: no en que nosotros hayamos amado a Dios, 
sino en que Él nos amó y nos envió a Su Hijo como propiciación por nuestros pecados" (1 Jn 4,10)


Imitación de la muerte de Cristo

En verdad, es importante aprender a vivir bien; pero es igualmente importante aprender a morir bien. San Pablo testimonia: «pues para mí la vida es Cristo, y la muerte, una ganancia» (Flp 1,21). De hecho, Jesús une de manera inseparable ambos aspectos, pues para vivir como Él vivió, debemos tomar diariamente la cruz sobre nosotros y negarnos a nosotros mismos (Lc 9,23-24). Quien pretenda ganar su vida, la perderá, y quien la pierda, ganará la vida eterna (Jn 12,25).

Cristo nos habría podido redimir con una sola de Sus acciones durante Su vida terrena, pues cada una de ellas poseía un mérito perfecto e infinito. Sin embargo, Él prefirió redimirnos mediante Su muerte en la Cruz, pues con ella quería superar la muerte del hombre y podía manifestar la plenitud de Su amor. Conmovido por esto Pablo expresó: «Porque el amor de Cristo nos apremia al pensar que, si uno murió por todos, todos por tanto murieron. Y murió por todos, para que ya no vivan para sí los que viven, sino para aquel que murió y resucitó por ellos» (1 Co 5, 1-15).

Nuestra participación en la muerte y resurrección de Cristo, es decir, de Su gracia, nos es comunicada mediante el bautismo: «¿O es que ignoráis que cuantos fuimos bautizados en Cristo Jesús, fuimos bautizados en su muerte? Fuimos, pues, con Él sepultados por el bautismo en la muerte, a fin de que, al igual que Cristo fue resucitado de entre los muertos por medio de la gloria del Padre, así también nosotros vivamos una vida nueva» (Rom 6,3-4; CIC 1227).

El bautismo es la fuente de gracias de la que brota toda la vida en Cristo (Ef 5,21; 1 Cor 16,15ss). Es el sacramento de la fe, en cuya luz reconocemos a Cristo (Mc 16,16). En la carta a los Hebreos se le denomina incluso «iluminación» (Hb 10,32; CIC 1216). Con todo, constituye apenas el comienzo del conocimiento de Cristo por la fe, por eso «en todos los bautizados, niños o adultos, la fe debe crecer después del bautismo» (CIC 1254).

El Espíritu Santo, con sus siete dones, es quien nos asiste en el anhelo por profundizar en el conocimiento de Cristo, a fin de que Cristo more en nuestros corazones por la fe y podamos ser capaces, mediante el amor, de alcanzar el conocimiento pleno de Cristo y ser colmados con la plenitud de Dios (Ef 3,16-20).

Súplicas ardentes aos Santos Anjos

(rezemos pelos sacerdotes)
Capela do Mosteiro de Belém do Cônegos Regulares da Santa Cruz em Guaratinguetá-SP

*Reza-se o Sanctus 3 vezes no início e no final.

Deus Uno e Trino, Omnipotente e Eterno!
Antes de recorrermos aos Vossos servos, os Santos Anjos, prostramo-nos na Vossa presença e Vos adoramos: Pai, Filho e Espírito Santo.
-Bendito e louvado sejais por toda a eternidade!

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, que tudo quanto por Vós foi criado Vos adore, Vos ame e permaneça no Vosso serviço!

E Vós, Maria, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as súplicas que dirigimos aos Vossos servos, apresentai-as ao Altíssimo – Vós que sois medianeira de todas as graças e a omnipotência suplicante – a fim de obtermos graças, salvação e auxílio. Ámen.

Sacratíssimo Coração de Jesus, guardai e defendei a minha alma e as da minha família!
Sacratíssimo Coração de Jesus, guardai e defendei a minha alma e as da minha família!
Sacratíssimo Coração de Jesus, guardai e defendei a minha alma e as da minha família!

Poderosos Santos Anjos, que por Deus nos fostes concedidos para nossa protecção e auxílio, em Nome da Santíssima Trindade nós vos suplicamos:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em Nome do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pelo poderosíssimo Nome de Jesus;
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos por todas as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos por todos os martírios de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela Palavra Santa de Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pelo Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome do amor que Deus tem por nós, pobres:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome da fidelidade de Deus por nós, pobres:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome da misericórdia de Deus por nós, pobres:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome de Maria Rainha do Céu e da Terra:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos em nome de Maria, vossa Rainha e Senhora:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela vossa própria bem-aventurança:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela vossa própria fidelidade
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos pela vossa luta na defesa do Reino de Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos:
Protegei-nos com o vosso escudo!

Nós vos suplicamos
-Iluminai-nos com a vossa luz!

Nós vos suplicamos:
-Salvai-nos sob o manto protector de Maria!

Nós vos suplicamos:
-Guardai-nos no coração de Maria!

Nós vos suplicamos:
-Confiai-nos às mãos de Maria!

Nós vos suplicamos:
-Mostrai-nos o caminho que conduz à porta da vida: o
Coração aberto de Nosso Senhor!

Nós vos suplicamos:
-Guiai-nos com segurança à casa do Pai Celestial:

Todos vós, nove coros dos espíritos bem-aventurados:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Anjos da vida:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Anjos do Verbo de Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Anjos do amor:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Nossos companheiros especiais e enviados por Deus:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Insistentemente vos suplicamos:
-Vinde depressa, socorrei-nos!

Porque o Sangue Preciosíssimo de Nosso Senhor e Rei clama que venhais em auxilio a nós, pobres:
-Insistentemente suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!

Porque o Coração de Nosso Senhor e Rei clama que venhais em auxilio a nós, pobres:
-Insistentemente suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!

Porque o Coração Imaculado de Maria, Virgem Puríssima e Vossa Rainha, clama que venhais em auxilio a nós, pobres;
-insistentemente suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!

São Miguel Arcanjo:
Vós, príncipe dos exércitos celestes, vencedor do dragão infernal, recebestes de Deus força e poder para aniquilar, pela humanidade, a soberba do príncipe das trevas.

Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de Deus a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no cumprimento contínuo da vontade de Deus e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria. Ao comparecermos perante o tribunal de Deus socorrei-nos para que não desfaleçamos!

São Gabriel Arcanjo:
Vós, anjo da encarnação, mensageiro fiel de Deus, abri os nossos ouvidos para que possam captar até as mais suaves sugestões e apelos de graça emanados do Coração amabilíssimo de Nosso Senhor. Nós vos pedimos que fiqueis sempre junto de nós para que, compreendendo bem a Palavra de Deus e Suas inspirações, saibamos obedecer-lhe, cumprindo docilmente aquilo que Deus quer de nós. Fazei que estejamos sempre disponíveis e vigilantes. Que o Senhor, quando vier, não nos encontre dormindo!

São Rafael Arcanjo:
Vós que sois lança e bálsamo do amor divino, feri o nosso coração e depositai nele um amor ardente a Deus. Que a ferida não se apague nele para que nos faça perseverar todos os dias no caminho da caridade e do amor. Que tudo vençamos pelo amor!

Anjos poderosos:
E nossos irmãos santos que servis diante do Trono de Deus, vinde em nosso auxílio!
Defendei-nos de nós próprios, da nossa covardia e tibieza, do nosso egoísmo e ambição, da nossa inveja e falta de confiança, da nossa avidez na busca da abundância, do bem-estar e da estima pública!

Desatai em nós as algemas do pecado e do apego às coisas terrenas. Tirai dos nossos olhos as vendas que nós mesmos lhes pusemos e que nos impedem de ver as necessidades do nosso próximo e a miséria do nosso ambiente porque nos fechamos numa mórbida complacência de nós mesmos!

Cravai no nosso coração o aguilhão da santa ansiedade por Deus para que não cessemos de procurá-lO com ardor, contrição e amor!

Contemplai em nós o Sangue do Senhor, derramado por nossa causa!

Contemplai em nós as lágrimas de Vossa Rainha, choradas por nossa causa!

Contemplai em nós a pobre, desbotada e arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que Deus, no princípio, por amor, imprimiu na nossa alma!

Auxiliai-nos na luta contra o poder das trevas que, disfarçadamente, nos envolve e aflige!

Auxiliai-nos para que nenhum de nós se perca, permitindo assim que um dia nos reunamos todos, jubilosamente, na eterna bem-aventurança! Ámen.

São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos:
-Ajudai-nos e rogai por nós!

São Rafael, assisti-os com vossos santos anjos
-Ajudai-nos e rogai por nós!

São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos:
-Ajudai-nos e rogai por nós.