Especial Adolph Tanquerey para sacerdotes - Parte IX

1º. O SACERDOTE, RELIGIOSO DE DEUS, DEVE SER SANTO

393. Em virtude da sua missão, o sacerdote deve glorificar a Deus em nome de todas as criaturas e, mais especialmente, do povo cristão. É, pois, verdadeiramente, em virtude do sacerdócio, tal como Nosso Senhor o instituiu, o religioso de Deus: “pro hominibus constituitur in iis quæ sunt ad Deum, ut offerat dona et sacrificia”. É sobretudo, pelo santo sacrifício da Missa e pela recitação do Ofício divino que ele se desempenha desse dever; mas todas as suas ações, ainda as mais comuns, podem contribuir para isso, como dissemos mais acima, se são feitas para lhe agradar. Ora, esta missão não pode ser convenientemente desempenhada senão por um sacerdote santo, ou ao menos apostado a ser.

394. A) Que santidade se não requere para o Santo Sacrifício?! Os sacerdotes da Antiga Lei, que se queriam aproximar de Deus, deveriam ser santos (trata-se, sobretudo da santidade legal), sob pena de serem castigados: “Sacerdotes, qui accedunt ad Dominum, sanctificentur, ne percutiat eos” [Ex 19, 22]. Para oferecerem o incenso e os pães destinados ao altar, deviam ser santos: “Incensum enim Domini et panes Dei sui offerunt, et ideo sancti erunt” [Lv 21,6].Quanto mais santos, mas de santidade interior, não devem ser aqueles que oferecem, não já sombras e figuras, senão o sacrifício por excelência, a vítima infinitamente santa? Tudo é santo neste divino sacrifício a vítima e o sacerdote principal. Que outro não é senão Jesus Cristo, o qual, no dizer de S. Paulo, “é santo, inocente, imaculado, segregado dos pecadores, e mais elevado do que os céus: Talis decebat ut nobis esset pontifex, sanctus, innocens, impollutus, segregatus a peccatoribus et excelsior coelis factus” [Hb 7,26]; a Igreja, em cujo nome o sacerdote oferece a Missa, e que Jesus santificou com o seu sangue “seipsum tradidit pro eâ ut illam sactificaret... ut sit sancta et immaculata”; o fim, que é glorificar a Deus e produzir nas almas frutos de santidade; as orações e cerimônias, que o sacrifício do Calvário e os efeitos de santidade por ele merecidos; a comunhão sobretudo que nos une à fonte de toda a santidade. – Não será, pois, indispensável que o sacerdote, que em nome de Jesus Cristo e da Igreja oferece este augusto sacrifício, esteja revestido de santidade? Como poderia ele representar dignamente a Jesus Cristo, a ponto de ser alter Christus, se levasse uma vida medíocre, sem aspirar à perfeição? Como seria ministro da Igreja imaculada, se a sua alma, presa ao pecado venial, não cuidasse de progredir em espírito? Como glorificaria a Deus, se o seu coração estivesse vazio de amor e sacrifício? Como santificaria as almas, se ele mesmo não tivesse desejo sincero de se santificar?

2 comentários:

  1. Allan, a Paz do Senhor!

    Visitei o seu blog!

    Agradeço-o pela valiosa contribuição no anúncio do Santo Evangelho e pelo seu testemunho fiel.

    Saiba que através de seu "sim" diário, ensina-nos muito!

    Deus seja louvado pela sua vida!

    Que Ele lhe recompense e ainda renove (com muita alegria) a coragem de seu coração!

    Em oração, sua irmã em Cristo:

    Juliana Ramos :)

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  2. Tanquerey é o máximo!

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