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390. 5º. E contudo exige ainda mais do presbítero. Já que ele oferece o Santo Sacrifício da Missa, é mister que seja vítima no mesmo tempo que sacrificador: sê-lo-á, imolando as suas paixões: “Agnoscite quod agitis; imitamini quod tractatis; quatenus mortis dominicæ mysterium celebrantes, mortificare membra vestra a vitiis et concupiscentiis omnibus procuretis”:sê-lo-á, renovando incessantemente em si o espírito de santidade: “innova in visceribus eorum spiritum sanctitatis”. Para isso mediará dia e noite a lei de Deus, para a ensinar aos outros e para ele mesmo a praticar, dando assim o exemplo de todas as virtudes cristãs: “ut in lege tua die ac nocte meditantes, quod legerint, credant; quod crediderint, doceant; quod docuerint, imitentur; justitiam , constantiam, misericordiam, fortitudem, ceterasque virtutes in se ostendat”. E, como tem de se consumir pelas almas, praticará a caridade fraterna sob forma de dedicação: “accipe vestem sacerdotalem per quam caritas inteligitur”; como S. Paulo, desprender-se-á completamente pelas almas: “Ego autem libentissime impendam et superimpendar ipse pro animabus vestris” [2 Cor 12,15]. É, aliás, o que vai ressaltar das funções sacerdotais que passamos a expor.
391. Assim, pois, a cada novo passo para o sacerdócio, exige o Pontifical mais virtude . mais amor e sacrifício; e, quando chega ao sacerdócio, é a santidade que ele reclama, diz Santo Tomás [q. 35, a. 1, ad 3], a fim de que o sacerdote possa oferecer dignamente o Santo Sacrifício e santificar as almas que lhe são confiadas. O Ordinário é livre para dar ou não o passo à frente; mas, se recebe as Ordens, é que evidentemente aceita as condições tão explicitamente formuladas pelo Pontífice, isto é, a obrigação de tender à perfeição, obrigação que, longe de ser diminuída pelo exercício de santo ministério, não faz senão, tornar-se mais urgente, como vamos mostrar.
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