Os Baluartes da Tradição: O Conservadorismo Católico Brasileiro no Concílio Vaticano II


Uma oportuna dica de leitura: a obra do Dr. Rodrigo Coppe Caldeira sobre os expoentes do conservadorismo brasileiro no Vaticano II.
A emergência da modernidade trouxe várias questões para a Igreja Católica Romana. Desde seus primeiros movimentos, a instituição eclesiástica foi ameaçada pelas novas forças emergentes, tanto no plano de seu poder temporal, quanto no plano de seu pensamento teológico. No século XIX delinearam-se duas formas de interpretar os “sinais dos tempos”: uma – de tendência liberal – que entendia que a Igreja deveria se “abrir” às novas disposições, e outra – de tendência conservadora – que via com grande desconfiança o mundo novo que se vislumbrava, defendendo fervorosamente a ordem disciplinar e doutrinal. Ambas tiveram também projeção no Brasil, e já entre a primeira e a segunda metade do século XX foi possível notar as divisões crescentes no catolicismo brasileiro. O Concílio Vaticano II pode ser considerado o campo no qual essas duas linhas compreensivas se cruzaram mais claramente e combateram por maior influência nos rumos do cristianismo. O objetivo principal desta tese é o de apresentar as linhas de pensamento que marcam a tendência conservadora, sua organização e principais ações no interior do Concílio.
Algumas citações do livro:
“A dita ‘semana negra’ pelos liberais foi, de fato, uma ‘semana iluminada’ para a minoria e os antídotos doCoetus. Durante todo o terceiro período, os baluartes da Tradição tinham buscado incansavelmente influenciar os trabalhos conciliares e a última semana de discussões de 1964 foi um cortamento parcial de suas lutas”.
“Em primeiro de setembro de 1965, Sigaud escreve a Plínio para dar as últimas notícias sobre suas movimentações na Europa antes do breve início da última sessão”.
“… as posições de Paulo VI que emergiam devido à preocupação do que poderia suceder com a recepção conciliar marcaria indubitavelmente o desenrolar do último período”.
A obra (cuja resenha está disponível aqui) pode ser adquirida por R$ 49,90 na Editora CRV. Vale a pena também a leitura do artigo do mesmo autor sobre a atuação de Dom Sigaud e Dom Mayer no Concílio.

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