Ano Litúrgico no Rito Romano Tradicional VII


3.2 - Tempo da Ascensão



Espiritualidade

A festa da Ascensão pertence às mais antigas da Igreja. Eusébio (+ 339) chama-a um dia soleníssimo. A vigília é do século IV. A solenidade de hoje é o complemento dos mistérios de Nosso Senhor, e é do número das festas instituídas pelos próprios Apóstolos, como diz Santo Agostinho. Por fim, ela veio santificar mais uma vez a quinta-feira, dia já especial pela instituição da Eucaristia.

O dia de hoje respira alegria e triunfo. O triunfo de Nosso Senhor é a causa da alegria de Seus discípulos; por isso diz São Lucas que os discípulos voltaram a Jerusalém “cheios de uma viva alegria”.

Estrutura e normas litúrgicas

a) São as mesmas normas gerais do Tempo Pascal.

b) Na Santa Missa da Ascensão, após a leitura do Evangelho, apaga-se o círio pascal.

Celebrações de destaque

a) Festa da Ascensão (primeira classe): dia de grande solenidade (ornamentação e música festiva).

b) Novena ao Divino Espírito Santo: começa na sexta-feira, dia seguinte à Ascensão. Aconselha-se fazer em todas as paróquias.

c) Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: celebra-se em todo o Brasil desde o domingo depois da Ascensão até o dia de Pentecostes. São dias de orações especiais pela conversão dos cismáticos e hereges, para que haja "um só rebanho e um só Pastor". Recomenda-se celebrar uma Missa votiva pela unidade da Igreja.


3.3 - Tempo de Pentecostes: festa e oitava



Espiritualidade

Fundado sobre um passado de quatro mil anos às figuras, o Pentecostes cristão, o verdadeiro quinquagésimo, é do número das festas instituídas pelos próprios Apóstolos. É o dia que celebra a Missão do Divino Espírito Santo, que desceu sobre os Apóstolos no Cenáculo. Sob a ação do Espírito Santo, celebramos também hoje a promulgação da Igreja, que, com a primeira pregação de São Pedro, começa sua missão de levar o Evangelho até os confins da Terra.

A Oitava de Pentecostes é, depois da de Páscoa, a mais solene da Igreja. Todos os seus dias são de primeira classe. Durante toda ela, a Igreja se ocupa em considerar a misteriosa e sublime ação do Espírito Santo nas almas. As epístolas, tiradas dos Atos do Apóstolos, narram a ação do Espírito nas comunidades cristãs, quer pela administração do Batismo, quer mesmo de modo visível e com carismas sobre os fiéis.

Com esta oitava, a sucessiva série dos mistérios e o ciclo móvel da Santa Liturgia chega a seu termo.

Estrutura e normas litúrgicas

a) A festa e oitava de Pentecostes têm as mesmas características da oitava da Páscoa: são de primeira classe e não admitem nenhuma outra festividade.

b) Durante toda a semana: ornamentação, órgão e música festivos.

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