3 - Tempo Pascal:
3.1 - Tempo da Páscoa
Espiritualidade
Dá-se o nome de Tempo Pascal ao período de cinco semanas que vai desde o Domingo de Páscoa até o sábado depois de Pentecostes. Esta porção do ano litúrgico é a mais sagrada, e para ela converge todo o ciclo litúrgico: é a Ressurreição, a vitória de Cristo Nosso Senhor.
A eternidade feliz é a verdadeira Páscoa. É por essa razão que a Páscoa da terra é a festa das festas, a solenidade das solenidades. O gênero humano estava morto, e Nosso Senhor, ressuscitado, lhe devolve a vida. A Igreja quer, então, que nos olhemos sempre como ressuscitados com Cristo, como já em possessão da vida eterna. Dizem os Santos Padres que os cinqüenta dias do Tempo Pascal são figura da eternidade. Eles são consagrados inteiramente à alegria, e a Igreja não sabe dizer nenhuma palavra a Seu Esposo sem misturá-la com o Aleluia.
A prática do Tempo Pascal se resume na alegria espiritual que este santo tempo deve produzir nas almas ressuscitadas com Cristo, alegria que é um antegozo da felicidade do Céu; o cristão deve manter-se nele, buscando sempre mais ardentemente a vida que está no Divino Mestre, fugindo com energia constante da morte, filha do pecado. Nos diz São Paulo que "Cristo, ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não O dominará. Morto uma só vez, Ele morreu para o pecado; mas, agora Ele vive, e vive para Deus” (Romanos IX, 10). Ora, nós somos membros de Cristo e, portanto, Sua sorte deve ser a nossa.
Estrutura e normas litúrgicas
a) A oitava da Páscoa é toda de primeira classe, não permitido nenhuma outra festividade: toda a semana deve apresentar ornamentação festiva.
b) O Tempo Pascal é todo tempo de alegria. Os dias feriais são comuns, de quarta classe.
c) Círio Pascal: permanece em seu candelabro do lado do Evangelho durante todo o Tempo Pascal. Deve ser aceso nas missas paroquiais e missas cantadas. Pode ser aceso em todas as missas que se celebram com certa solenidade ou até em todas as santas missas. Acende-se primeiro o círio e depois as velas do altar; após a Missa é o contrário, o círio é a último a ser apagado.
Celebrações de destaque
a) Domingo de Páscoa e sua Oitava: são os oito dias de maior festa da Igreja.
b) Ladainhas Maiores (25/04): dia de Procissão com o canto da Ladainha de Todos os Santos.
c) Dia do Bom Pastor: é o segundo domingo depois da Páscoa; dia de orações pelas vocações sacerdotais.
d) Festa de São José Operário (01/05).
e) Ladainhas menores ou Rogações: são celebradas nos três dias que precedem a festa da Ascenção; procissão com o canto da Ladainha de Todos os Santos.
f) Festa de Nossa Senhora Rainha (31/05): deve-se fazer a consagração ao Imaculado Coração de Maria, composta pelo Papa Pio XII.

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