BALTIMORE, 22 Nov. 10 / 11:51 am (ACI).- Enquanto milhões de pessoas se preparam para ver a produção "Harry Potter e as relíquias da morte. Parte 1" e alguns críticos alertam sobre a influência nociva desta saga em crianças e jovens, o Presidente do Comitê de Assuntos Canônicos do Episcopado dos Estados Unidos, Dom Thomas Paprocki, assinalou que esta saga junto à de Crepúsculo geraram um perigoso interesse das pessoas pelo ocultismo.Em entrevista concedida à agência Catholic News Agency, que também pertence ao grupo ACI, em Baltimore depois de uns dias de formação de 100 exorcistas, entre bispos e sacerdotes dos Estados Unidos, Dom Paprocki comentou que "devemos estar atentos com este tipo de temas para os jovens" já que eles e as crianças "podem ser facilmente impressionáveis".
O também Bispo de Springfield considerou logo que "um maior perigo em nossa cultura é o fato de que as pessoas não fazem parte de uma religião organizada como antes ocorria". No caso do cristianismo, explicou, "a religião nos une à fé em Jesus Cristo. Quando as pessoas se afastam da religião e da Igreja podem começar a gerar sua própria espiritualidade".
O perigo que aparece então, explicou o Bispo, é que "podem cair no ocultismo e em coisas verdadeiramente diabólicas como rituais satânicos", o que explica nos Estados Unidos e muitos outros países o aumento de pedidos para exorcismos.
Por outro lado e em uma recente crítica à última produção da saga de Harry Potter, a Rádio Vaticano assinala que este filme "está repleto de um profundo pessimismo, de uma espessa escuridão e falta de humor. Não há brincadeiras, não existe camaradagem nem surpresas divertidas".
No opinião da RV o filme exalta a traição, o ódio e a destruição, ante o qual é necessário "propor também de novo a confiança em si mesmo e nas próprias qualidades, mais que na mera eficácia da varinha mágica ou das poções misteriosas".
Por sua parte o prestigioso semanário católico norte-americano Our Sunday Visitor destacava os valores das obras de Rowling, mas com claridade advertia também que apresentar a bruxaria de forma tão positiva e a magia de maneira tão encantada não pode ser considerada como favorável à visão cristã da realidade.
Os livros de Potter poderiam induzir a uma visão tolerante e favorável do New Age ou o simples esoterismo, que nos últimos tempos expõe sérios desafios ao cristianismo.
ahh, olha, acho essa visão da série meio exagerada... existe sim um perigo de se cair em ocultismo, bruxaria, e um certo pessimismo, mas ao mesmo tempo, a série trata muito da questão da coragem, do amor, do sacrifício pelo bem do próximo. na verdade, há uma grande carga moral e diria até que são livros e filmes muito cristãos.
ResponderExcluirO problema é uma análise meio superficial ,não vivemos em um mundo sem perigos, é preciso e obviamente verdadeiro existirem na cultura motivos de guerras e conflitos, maldade, pecado e morte. A presença desses temas em Harry Potter só reforça o seu valor moral de até formar jovens preocupados com o próximo e com uma vida corajosa de entrega por um bem maior.
Só precisamos nos policiar com relação a certas posturas radicais de jovens extremistas e ingênuos, mas eu acho que minha vida de fé se fortalece com a série, é bonito ver a luta dos bruxos para salvar seu mundo de tiranos.
Prezado Caio,
ResponderExcluirSalve MARIA!
Podemos, e em certos casos é vital, discordarmos de certas posturas vindo dos prelados da Santa Igreja. Entretanto, este não é o caso, penso.
Os pastores legítimos da Igreja nos orientam. E devemos ouvi-los com submissão e humildade. E não digo com isso que não sois humilde, isso não cabe a mim. Mas aconselho-te a questionar o seu pensamento, ao menos elevar à dúvida se esta postura vossa é teológica e em concordância com o Magistério da Igreja (os bispos unidos a Pedro, por exemplo): isso já seria um bom passo
Ora, se os pastores da Igreja não falam, reclamam; se falam, são exagerados ou relativistas.
Não seria a hora de nós jovens nos questionarmos se é a Igreja que deve atenuar seu discurso ou se não somos nós que devemos nos adequar à Verdade ensinada por quem é Magister?
Amigo, veja:
Os Mestres (o Papa e os bispos em união com ele) ensinam: "Quando as pessoas se afastam da religião e da Igreja podem começar a gerar sua própria espiritualidade". E também: "apresentar a bruxaria de forma tão positiva e a magia de maneira tão encantada não pode ser considerada como favorável à visão cristã da realidade".
O senhor: "A presença desses temas em Harry Potter só reforça o seu valor moral de até formar jovens preocupados com o próximo e com uma vida corajosa de entrega por um bem maior".
Nossa cultura moderna estimula a cada um levantar o dedo e emitir 'opiniões¹'. É hora de habituarmo-nos ao FIAT, à obediência, à submissão.
Senão, de que serve o ensinamento do VERBO: "quem vos ouve, a MIM ouve"?
Em CRISTO,
Allan Lopes.
Que babaquice... obediência as pastores,sim,mas isso não me impede de ter opiniões, e nãocreio que esta seja contrária à Igreja.
ResponderExcluirPrezado Caio, modere suas palavras, senão seus comentários não serão mais publicados.
ResponderExcluirGrato.
Sobre sua resposta, meu caro, é importante ressaltar que a estrutura da Igreja é monárquica: um só governa, CRISTO na pessoa do Papa e dos bispos em união com ele. Assim, não vivemos uma democracia onde todos podem ter seus pensamentos e ideias. Logo, é necessário aprender com quem ensina: o Magistério. Somos discípulos, não mestres: coloquemo-nos em nosso lugar.
Se queres discordar, demonstre seus argumentos e defenda os princípios sob os quais seu intelecto faz silogismos afim de alcançar a conclusão racional de acordo com a razão e a fé. Mas não venha dizer que o pensamento de um bispo é 'babaca'.
Em CRISTO,
Allan Lopes.
"A Igreja é por natureza própria uma sociedade desigual: compreende duas categorias de pessoas, os pastores e o rebanho. Só a hierarquia age e controla [...] O dever da multidão é sujeitar-se a ser governada e executar com espírito submisso as ordens dos que estão no controle.” São Pio X
ResponderExcluirEu entendo a hierarquia e peço que desconsidere minha 'fúria', mas veja: essa postura reacionária pouco contribui. A Igreja não pode mesmo relativizar, enfraquecer a doutrina, contaminá-la com modernismos de todo tipo, mas é claro que se a Igreja condenar tudo o que a indústria cultural produz apontando somente seus erros sem jamais reconhecer suas inegáveis qualidades está apenas fechando os olhos para o Espírito de Deus que se usa de diversas maneiras para atrair o homem a Si ou pelo menos para livrá-lo do mal.
ResponderExcluirA minha formação moral de infância e adolescência é 'potterística', embora hoje reconheça os perigos de crianças se interessarem pela magia fora do âmbito cristão, isto é, a magia sem sua conotação profundamente moral como é em HP, a magia como 'amor' e não mera feitiçaria pagã.
Há Cristo em todos os livros da série. Basta ler direitinho...
Claro que não estou defendendo que 'Cristo está em todas as religiões, filosofias etc etc'. Não é isso. Apenas acho que existem perigos maiores e existe um grande perigo na ortodoxia exagerada que é incapaz de enxergar algo além da fé. Critico não a ortodoxia, mas a petrificação da doutrina, pelo menos uma petrificação muito romântica e pouco cristã.
Fúria desconsiderada, prezado.
ResponderExcluirEntretanto, seus argumentos contrários aos dos bispos dos E.U.A. não me foram conhecidos, ao menos até agora.
Dizes: Critico não a ortodoxia, mas a petrificação da doutrina, pelo menos uma petrificação muito romântica e pouco cristã.
O que seria a petrificação da doutrina? Sua imutabilidade? Se for, estás absolutamente equivocado. E 'romântico' até agora foi seu texto que defende Harry Potter sem nenhum aceno à Moral Católica.
Ademais, os bispos não disseram em momento algum que 'tudo o que a indústria cultural produz' é ruim apontando somente seus erros. Estes bispos, ao contrário de muitos, realizam exorcismos, e fundados nesta experiência afirmam o que acima foi dito.
Apresente seus argumentos fundados na Moral Católica, sobretudo em Santo Tomás de Aquino e Santo Afonso Maria de Ligório e teremos um bom debate aqui.
Em CRISTO,
Allan Lopes.