Em resposta aos protestos contra a "Semana Social Brasileira", promovida pela Arquidiocese de Natal que trará à cidade, entre outros palestrantes, o conhecido "teólogo" da libertação, ex-guerrilheiro, defensor do aborto e das uniões homossexuais, inimigo declarado da hierarquia da Igreja, Frei Betto, o Diácono Francisco Adilson da Silva, assessor do Vicariato Episcopal para as Instituições e Pastorais Sociais, produziu o texto reproduzido aqui. Em resposta a ele, escrevi:
Reverendo Senhor Diácono, a sua bênção.
Estive entre os que se manifestaram contra a ocorrência do referido seminário, e não posso deixar de discordar de sua nota. Protestar contra a realização de um tal evento não pode constituir uma quebra de comunhão eclesial, pela simples razão de que a convocação do referido palestrante demonstra precisamente a ruptura desta mesma comunhão por parte dos organizadores do evento. Nós devemos, sem dúvida, obdediência ao Bispo, nosso pastor, mas não podemos segui-lo em atos de franca contradição com o Magistério, a Tradição e a doutrina da Igreja, por cuja integridade o mesmo pastor comprometeu-se a zelar. Aquele a quem chama "renomado e venerável" Frei Betto afronta há anos o reto ensinamento da Igreja, tendo-se com ele se chocado no que respeita, não só à sua promoção da teologia da libertação de cunho marxista e apoio a governos assassinos e totalitários tantas vezes denunciados desde a cátedra petrina, mas ainda se declarado favorável às uniões homossexuais, à legalização do aborto, e ainda atacando abertamente as autoridades eclesiásticas e a própria hierarquia da Igreja. Suas declarações - obviamente escandalosas, e das quais ele não demonstra qualquer inclinação em se retratar - são suficientes para que, por mais de um artigo do Código de Direito Canônico, incorra em excomunhão latae sententiae. Sua presença em um evento patrocinado por um organismo da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo constitui escândalo gravíssimo, e é extremamente perigoso para a alma do povo de fé simples e reta, que julga estar esta mesma fé devidamente salvaguardada num evento promovido pelos seus pastores. A suposta caridade que, diz-se, deveria dirigir-se ao Sr. Frei Betto ou aos demais palestrantes, por meio da aceitação e louvor de tudo o que disser, ainda quando escancaradamente contrário aos ensinamentos perenes da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo (como se a caridade do Divino Redentor não implicasse a reprovação do erro e a correção), não trata com igual generosidade àqueles fiéis simples cuja alma está à cura dos seus legítimos pastores, investidos de autoridade (e, por conseguinte, de gravíssima responsabilidade) como sucessores dos Apóstolos do Senhor. O passado glorioso da nossa Arquidiocese de modo algum justifica esta falta, antes dá maior relevo à sua gravidade. Consternado, despeço-me.
Em Cristo e Maria Santíssima,
Alberto
Peço aos católicos sinceros que, com o devido respeito e reverência, manifestem igualmente sua opinião ao Reverendo Diácono.
Muito boa resposta, mas nada disso é importante. O importante é que ele nos chamou de nazistas, o que é crime de falsa imputação de crime, e precisa ser processado judicialmente.
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