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“Silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico”
O texto da Gaudium et Spes foi aprovado sem uma condenação ao comunismo e, em violação aberta ao regulamento do Concílio, sem que a emenda dos 435 padres conciliares fosse submetida à votação.
Esses fatos, tornados gradualmente públicos e fartamente historiados e analisados no livro do Prof. Roberto de Mattei, dão nova atualidade à reação lúcida de Plinio Corrêa de Oliveira que, numa atualização em 1976 de sua obra-mestra Revolução e Contra-Revolução, escreveu:
"Dentro da perspectiva de Revolução e Contra-Revolução, o êxito dos êxitos alcançado pelo comunismo pós-staliniano sorridente foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo.
"Este Concílio se quis pastoral e não dogmático. Alcance dogmático ele realmente não o teve. Além disto, sua omissão sobre o comunismo pode fazê-lo passar para a História como o Concílio a-pastoral [...].
"Atuaram como verdadeiros Pastores aqueles que, no Concílio Vaticano II, quiseram espantar os adversários minores, e impuseram livre curso — pelo silêncio — a favor do adversário maior?
"Com táticas aggiornate — das quais, aliás, o mínimo que se pode dizer é que são contestáveis no plano teórico e se vêm mostrando ruinosas na prática — o Concílio Vaticano II tentou afugentar, digamos, abelhas, vespas e aves de rapina. Seu silêncio sobre o comunismo deixou aos lobos toda a liberdade. A obra desse Concílio não pode estar inscrita, enquanto efetivamente pastoral, nem na História, nem no Livro da Vida.
"É penoso dizê-lo. Mas a evidência dos fatos aponta, neste sentido, o Concílio Vaticano II como uma das maiores calamidades, se não a maior, da História da Igreja”.
E-mail para o autor: catolicismo@terra.com.br
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O enigmático silêncio do Vaticano II sobre o Comunismo (II)
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