ICRSS - Adoradoras recebem o hábito religioso


No dia 19 de março de 2013, na festa de São José, S E. R. Dom Giovannetti, bispo emérito de Fielose concede o hábito à cinco Adoradoras do Coração Real de Jesus Cristo Sumo Sacerdote, na igreja de São Miguel e Caetano, confiada ao Instituto em Florença.


Aqui podemos ver o Sr. Marcionei, brasileiro, natural de Tubarão, SC.
Rezemos pelas vocações!





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O bispo de Roma e as conferências episcopais

Por Leandro Mariani | Tradução: Paula Torrini
 
E se, contrariamente ao estabelecido pela onda midiática, os obstáculos mais árduos à ação do novo Pontífice não surgissem na cúria romana, mas no resto do Orbe católico? Certo, é muito fácil assumir a resistência da burocracia vaticana a qualquer tipo de reforma que lança dúvidas sobre a conservação. Mais quantas burocracias similares se encontram no resto do mundo eclesial? Basta imaginar, mesmo só aproximadamente, quantas são as Conferências Episcopais nacionais e regionais que há décadas vivem uma vida própria ou quase isso, como se Roma não existisse.

A burocracia é sempre um monstro para qualquer inovador. Imaginemos quando há centenas de exemplares que passaram a funcionar em sentido inverso ao modo original. Concebidas e criadas como uma correia de transmissão do governo romano nas mais diversas regiões, as Conferências Episcopais se transformaram em organismos que se permitem pôr Roma em votação. Na verdade, literalmente, se permitem colocar em questão o que foi estabelecido por Roma. E não falo de uma Conferência qualquer perdida em alguma região equatorial

Basta pensar na Conferência Episcopal Italiana, a única que não tem um presidente eleito pelos próprios membros, mas nomeado diretamente pelo Papa. Uma segurança, se poderia dizer. No entanto, há não muito tempo, em 2010, a CEI colocou em votação a Instrução da Congregação para o Culto Divino que, pro indicação do Papa, solicitava que nos missais nacionais fosse substituída a tradução “por todos” para a mais correta “por muitos” na fórmula da consagração do Sangue de Nosso Senhor onde o texto latino recita “pro multis”. Resultado: de 187 votantes, só 11 se expressaram a favor daquilo que foi solicitado pelo Papa.

Além do mérito, evidentemente gravíssimo, tendo em vista o que deverá fazer o novo Pontífice, não se pode calar o método. E se tal método é adotado na Itália em uma matéria tão delicada como a fórmula da consagração das espécies eucarísticas, é de se pensar o que pode acontecer no resto do mundo em outras questões, a começar pelas morais. Há pouco mais de um mês foi noticiado que a Conferência Episcopal Alemã, presidida pelo Mons. Robert Zoellitsch, expressou parecer favorável ao uso da chamada pílula do dia seguinte por mulheres que o requeiram após terem sido vítimas de uma violência.

Mas a resistência a qual deverá fazer frente uma eventual ação do novo Pontífice não se refere somente as matérias dos casos singulares, mas à origem de tal atitude. Hoje as Conferências Episcopais se transformaram em organismos que visam sua própria sobrevivência exprimindo à maioria uma linha da qual não é possível desviar e usurpando os bispos isolados da autonomia que sempre caracterizou suas ações. Subtraída, de fato, a relação com Roma, um bispo acaba por adaptar-se à linha decidida em plenária ou em qualquer comissão da qual talvez nem mesmo conheça a existência ou o funcionamento. Tudo isto, longe de ser um instrumento que apóia e reforça a ação do Papa, mostra-se sempre mais um obstáculo ao efetivo governo da Igreja.

O fato que Francisco I insista na sua qualidade de bispo de Roma poderá talvez ajudá-lo nas relações com a Conferência Episcopal Italiana, da qual deve nomear o presidente. Mas é de se perguntar se enfatizar este aspecto não o colocaria em uma dificuldade ainda maior em relação às outras Conferências Episcopais. A menos que, em nome e por conta da pobreza franciscana que parece ter subitamente conquistado um consenso unânime dentro e fora da Igreja, as Conferências aceitem se auto-desmantelar e economizar no custo dos tantos escritórios que mantêm. Mas chegará a tanto o carisma do Papa Francisco?

Carlos Valério NÃO é sacerdote da Igreja IV

Como já avisamos aqui, aqui e aqui.

A Arquidiocese de Niterói se pronunciou no caso da Sociedade Leão XIII e do cisma da Igreja Brasileira, onde o Carlos Valério foi ordenado invalidamente: http://www.juventudeniteroi.org.br/sjniteroi/noticias_descricao.php?id_noticia=92