Ricardo
da Costa (Ufes)
Artigo publicado (sem as imagens) em LAUAND, Jean (org.).
Filosofia e Educação – Estudos 13. São Paulo:
Editora SEMOrOc (Centro de Estudos Medievais Oriente & Ocidente da Faculdade de Educação da USP) –
Factash Editora, 2008., p. 07-18 (ISBN 978-85-89909-76-1).
Conferência de abertura da VI Semana de História da
Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), no dia 20 de novembro de 2006.
Conferência proferida no VI Encontro ANPUH-ES, na Ufes,
no dia 8 de novembro de 2006.
Artigo publicado (sem as imagens) em LAUAND, Jean (org.).
Filosofia e Educação – Estudos 13. São Paulo:
Editora SEMOrOc (Centro de Estudos Medievais Oriente & Ocidente da Faculdade de Educação da USP) –
Factash Editora, 2008., p. 07-18 (ISBN 978-85-89909-76-1).
Conferência de abertura da VI Semana de História da
Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), no dia 20 de novembro de 2006.
Conferência proferida no VI Encontro ANPUH-ES, na Ufes,
no dia 8 de novembro de 2006.
***
Imagens 1
e 2
À esquerda: porta da ampliação feita por Almançor (940-1002) da antiga mesquita de Córdoba. À direita: um de seus famosos ambientes internos, com seu característico estilo do arco em forma de ferradura vermelho e branco. “É inútil tentar descrever a energia quase cinética de um monumento poderoso como esse; seria como tentar parafrasear um poema.” – MENOCAL, 2004: 68.
À esquerda: porta da ampliação feita por Almançor (940-1002) da antiga mesquita de Córdoba. À direita: um de seus famosos ambientes internos, com seu característico estilo do arco em forma de ferradura vermelho e branco. “É inútil tentar descrever a energia quase cinética de um monumento poderoso como esse; seria como tentar parafrasear um poema.” – MENOCAL, 2004: 68.
Para que o vitorioso rei-conquistador pudesse
pôr os pés na cidade, ela deveria antes ser “limpa
das sujeiras de Maomé”. Assim, logo que os muçulmanos
se renderam e lhe entregaram Córdoba, Fernando ordenou que colocassem
sua bandeira e uma grande cruz na torre mais alta da magnífica
mesquita da cidade. Isso para que o nome de Jesus Cristo fosse louvado
e exaltado pelos cristãos, exatamente no mesmo lugar onde era louvado
“o nome do excomungado Maomé”.
Só depois desse significativo gesto é que
Fernando III de Leão e Castela (c. 1198-1252), mais tarde cognominado
o Santo, entrou na cidade de Córdoba – “que
a estória chama de a patrícia de todas as cidades”.
Solene, Fernando seguiu à frente de uma grande procissão,
em uma perfeita entrada real (LE GOFF, 2002: 396), com todos
cantando Te Deum laudamus, no mesmo dia da festa dos apóstolos
Pedro e Paulo, 29 de junho. Era sua primeira grande vitória contra
os mouros.
I.
“Louvado seja Deus! Cheguei a Córdoba, casa das ciências
e sede dos reis” (Al-Saqundi)
Córdoba, cidade de jardins e prados,
terra de esplendor e beleza. Nela, “os exércitos do Islã
foram favorecidos por Allah contra os seguidores da cruz”, é
o que nos conta al-Saqundi (Abu-I-Walid al-Saqundi, 1231-?), um dos mais
célebres escritores de al-Andaluz, em sua obra Rissla fi fadl
al-Andalus (Elogio do Islã espanhol, 1976).
