Via Fratres in Unum
No último dia 15, o Padre Demétrio Gomes, da Arquidiocese de Niterói, celebrou a Santa Missa no Rito Tradicional para alguns membros da comunidade Canção Nova. Infelizmente, nenhum dos dirigentes e artistas estiveram presentes (ao menos é o que se pode depreender pelas fotos divulgadas).
Evidentemente, o episódio só ganhou enormes proporções nas redes sociais devido ao histórico negro da comunidade, tão extenso em práticas bizarras atentatórias ao culto divino e à doutrina Católica que sequer enumeraremos aqui.
"Extra! Extra! Missa Tridentina na Canção Nova!", ecoavam alguns fiéis ligados à Missa Tradicional. "A Canção Nova agora é — ou está se tornando — tradicional", poderiam inferir alguns em um silogismo equivocado.
É inegável que existe um forte lobby travestido de "tradicional" que, sutil e exitosamente, vem procurando moldar o pensamento Católico no Brasil e, com isso, afastar para longe qualquer indício do que considera "radicalismo". Seus promotores ficam chocados quando simplesmente são apresentados fatos e textos, ainda que saídos da pena de autores de boa reputação, sobre a revolução na Igreja brasileira alimentada em parte pela suposta TV Católica. Trata-se — dizem — de expor as "mazelas da Igreja", ao passo em que não se dá a devida ênfase ao que de bom está sendo feito.
Ninguém nega o valor infinito desta Santa Missa e o bem que certamente fez na Canção Nova.
No entanto, é preciso afastar uma visão ingênua e distorcida da realidade, que quer analisar apenas fatos isolados — uma Santa Missa Tradicional aqui, um ou outro lampejo de ortodoxia ali — e se esquecer do que está sendo promovido como um todo. Um sistema danoso só pode ser avaliado como aquilo que efetivamente é, ou seja, um organismo que comporta, seguramente, também aspectos positivos, mas onde o mal e o erro predominam e têm a palavra final.
Considerando de maneira geral o que defende e difunde, independentemente da boa-vontade de parte de seus membros e de um ou outro espasmo de Catolicismo, é necessário reconhecer que a Canção Nova contribui enormemente para, nos dizeres de Paulo VI, a "autodemolição da Igreja". E somente mediante coerência e constância na promoção do bem e da integridade da Fé este juízo poderá ser revisto.

Domingo, 22 de julho de 2012: Gabriel Chalita e o ministro da Saúde do governo Dilma, Alexandre Padilha, na Canção Nova.
De nossa parte, rezamos e fazemos votos de que, pelo contato com a Santa Missa verdadeiramente Católica, a Canção Nova reconheça a discrepância abissal entre o verdadeiro culto prestado a Deus e as pantomimas não só protestantizantes, mas frequentemente protestantes, que ela promove, transmite e com as quais contamina a Igreja do Brasil.
Que esta Santa Missa – cujo fim propiciatório, tão odiado pelos protestantes, é enormemente atenuado na Missa de Paulo VI e quase sempre esquecido nas Missas da Canção Nova – possa aplacar a ira divina e reparar os incontáveis ultrajes cometidos na e pela Canção Nova.
E que ela, a Santa Missa, não seja um mero instrumento nas mãos de revolucionários; um anestésico dado, em um domingo, a fim de apaziguar os ânimos "conservadores", para abrir as portas da Canção Nova, no domingo seguinte, a pregadores modernistas e promotores da cultura de morte, inimigos de Deus e da Igreja.
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