O que são as indulgências?

O que é uma indulgência? 

Uma indulgência é o perdão das penas de pecados já perdoados. Absolvida a culpa, é perdoada a pena de condenação eterna, mas restam penas temporais que deveriam sofrer aqui, na terra ou no purgatório. Não sendo a nossa reparação suficiente, a Igreja preenche a falta com os tesouros dos merecimentos superabundantes de Jesus Cristo e dos santos, concedendo uma indulgência. 

Quantas espécies de indulgências se distinguem? 

Distinguem-se duas espécies: a plenária que remite toda a pena temporal, e a parcial que apenas remite parte determinada da pena devida ao pecado. 

Que declarou o Concílio de Trento? 

O Concílio de Trento declarou verdade de fé que o uso das indulgências é salutar ao povo cristão. 

Quais são as vantagens espirituais que nos traz o uso das indulgências? 

O uso das indulgências: 

a) Estimula o espírito de penitência, porque é exigido o afastamento e a purificação do pecado; 

b) Promove a recepção dos Santos Sacramentos da Confissão e Comunhão e as visitas à Igreja, condições essas exigidas geralmente para se lucrarem as indulgências concedidas pela Santa Igreja; 

c) Consola as almas no temor da justiça divina, porque se vêem libertadas das penas; 

d) São um meio fácil de se aliviarem as almas do purgatório, aplicando-lhes as indulgências lucradas. 


Quais as condições gerais para se lucrarem indulgências? 

a) Intenção, isto é a vontade de lucrar a indulgência. Basta, entretanto, o propósito de lucrar todas as indulgências ligadas a certos atos que se praticam; 

b) Estado de graça: Quem está em pecado mortal é como morto para a vida sobrenatural e não se remitem as penas temporais por uma indulgência a quem ainda é réu da pena eterna; 

c) Purificação também das culpas leves, das quais Deus perdoará as penas. Para este fim, a pessoa fará um ato de contrição, isto é, de arrependimento perfeito, por amor. É mister ter estas condições, enquanto se cumprirem os últimos atos prescritos. 


Fonte: Manual da Ordem Terceira da Penitência. Editora Vozes, 1960. Págs. 147 e 148.

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