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| Nessa iluminura de um manuscrito italiano do séc. XIV (possivelmente de Gênova), Virgílio (70-19 a.C.) e Dante (c. 1265-1321) (à esquerda, com uma veste azul) encontram-se no nono abismo do Inferno. Horrorizado, o poeta abre os braços e vê os “semeadores de escândalo e cismáticos”, percorrendo eternamente a vala, onde, a cada volta, são cortados ao meio por um diabo com uma enorme espada (à direita). Antes de fecharem suas feridas, na volta seguinte, eles são novamente cortados. Por toda a eternidade. No centro da cena, Maomé, o principal semeador de escândalos, mostra a Dante as suas entranhas, seu “ascoso saco no qual fezes se torna o que é tragado”. À sua esquerda (direita da cena), está Ali, com o corpo roxo, fendido, caminhando em direção do diabo (Inferno, Canto XXVIII, 22-63). MS. Holkham misc. 48 (Norfolk, Holkham Hall, MS. 514), p. 42. |
[Palestra] “Maomé foi um enganador que fez um livro chamado Alcorão”: a imagem do Profeta na filosofia de Ramon Llull (1232-1316)
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