Porque a B.A.C. antiga?

Por Henrique Lima

Quando o assunto é Suma Teológica, é de grande importância a não somente a boa tradução, como também os bons e excelentes comentários. E é exatamente aí que reside o apreço pela versão da Suma Teológica da B.A.C. antiga.


A primeira edição é de 1947. O diferencial desta reedição é a introdução geral, as introduções particulares, as anotações e apêndices absolutamente primorosos, isentos de erros modernos, feitos por Santiago Ramirez, OP (que ostentava o título exclusivo de Mestre da Ordem Dominicana) e Francisco Muñiz, OP. Esta edição é a mais antiga (e melhor) da B.A.C. A edição mais moderna e mais comum da BAC, à disposição nas livrarias (em 5 volumes), tem alguns problemas, pois foi comentada por teólogos com alguma tendência modernista e não traz os textos latino e espanhol de forma bicolunada. Ocorre que a BAC está lançando muito devagar cada volume. Dos 16, só saíram os 2 primeiros até agora. A iniciativa da reedição se deu justamente porque a BAC percebeu que as pessoas preferiam correr os sebos atrás das esgotadíssimas edições antigas, pagando preços elevados, a comprar essa edição mais moderna numa livraria.

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