"O coração do rei está na mão do Senhor; inclinálo-á para onde quiser" (Pr 21,1)

Estamos contigo, ó Doce CRISTO sobre a terra!
 
Trago aos leitores um trecho da Carta Encíclica Mystici Corporis de S.S. Pio XII, de quem sou especial devoto junto de São Pio X.

“37. Ele na sua vida mortal instruiu-nos com leis, conselhos, avisos, em palavras que não passarão nunca e para os homens de todos os tempos serão Espírito e Vida (cf. Jo 6,63). Além disso deu aos apóstolos e seus sucessores o tríplice poder de ensinar, reger e santificar, poder definido com especiais leis, direitos e deveres, que constituem a lei fundamental de toda a Igreja.

38. Mas Nosso Divino Salvador governa e dirige também por si mesmo e diretamente a sociedade que fundou; pois que Ele reina nas inteligências e corações dos homens e dobra e compele a seu beneplácito as vontades ainda mais rebeldes. "O coração do rei está na mão do Senhor; inclinálo-á para onde quiser" (Pr 21,1). Com este governo interno ele, qual "pastor e bispo das nossas almas" (cf. 1Pd 2,25) não só tem cuidado de cada um em particular, mas também de toda a Igreja; tanto quando ilumina e fortalece os sagrados pastores para que fiel e frutuosamente se desempenhem de seus ofícios, como quando - em circunstâncias particularmente graves - faz surgir no seio da Igreja homens e mulheres de santidade assinalada, que sejam de exemplo aos outros fiéis, para incremento do seu corpo místico. Acresce ainda que Cristo do céu vela sempre com particular amor pela sua esposa intemerata, que labuta neste terrestre exílio; e quando a vê em perigo, ou por si mesmo, ou pelos seus anjos (cf. At 8,26; 9,119; 10,1-7; 12,3-10), ou por aquela que invocamos como auxílio dos cristãos, e pelos outros celestes protetores, salva-a das ondas procelosas e, serenado e abonançado o mar, consola-a com aquela paz "que supera toda a inteligência" (Fl 4,7).

39. Não se julgue, porém, que o seu governo se limita a uma ação invisível[1], ou extraordinária. Ao contrário, o divino Redentor governa o seu corpo místico de modo visível e ordinário por meio do seu vigário na terra. Vós bem sabeis, veneráveis irmãos, que Cristo nosso Senhor, depois de ter, durante a sua carreira mortal, governado pessoalmente e de modo visível o seu "pequeno rebanho" (Lc 12,32), quando estava para deixar este mundo e voltar ao Pai, confiou ao príncipe dos apóstolos o governo visível de toda a sociedade que fundara. E realmente, sapientíssimo como era, não podia deixar sem cabeça visível o corpo social da Igreja que instituíra. Nem se objete que com o primado de jurisdição instituído na Igreja ficava o corpo místico com duas cabeças. Porque Pedro, em força do primado, não é senão vigário de Cristo, e por isso a cabeça principal deste corpo é uma só: Cristo; o qual, sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a também de modo visível por meio daquele que faz as suas vezes na terra; e assim a Igreja, depois da gloriosa ascensão de Cristo ao céu não está educada só sobre ele, senão também sobre Pedro, como fundamento visível. Que Cristo e o seu vigário formam uma só cabeça ensinou-o solenemente nosso predecessor de imortal memória Bonifácio VIII, na carta apostólica "Unam Sanctam"[2] e seus sucessores não cessaram nunca de o repetir.”
Diante destas verdades tão consoladoras, qualquer acréscimo meu incorre em mera repetição. Contudo, não poderia deixar de ao menos comentar alguns trechos que me inebriam a alma!

“o divino Redentor governa o seu corpo místico de modo visível e ordinário por meio do seu vigário na terra”

Todos os dias, nós seminaristas do MARIA Mater Ecclesiae, rezamos na ação de graças a oração de fidelidade ao Papa. Não só é de grande valia espiritual, mas uma oportunidade salvífica de expiar e reparar tantos quantos o blasfemam - e injuriam nas mídias, no coração, ... na vida! Estamos contigo ó Doce CRISTO, sobre a terra. Estamos contigo, submetemo-nos ao vosso poder e à vontade DEUS PAI.

Tamanha submissão, ó meu Doce Pastor, não vem a ser um ‘papismo’. Visto que o Senhor dobra as inteligências e os corações dos mais rebeldes, não dobraria a vossa se assim fosse necessário?

“Ele reina nas inteligências e corações dos homens e dobra e compele a seu beneplácito as vontades ainda mais rebeldes.”

Certamente, o Senhor DEUS inclina-o e sempre há de incliná-lo para onde quiser.

 "O coração do rei está na mão do Senhor; inclinálo-á para onde quiser" (Pr 21,1).

Não estamos sozinhos, como ovelhas sem pastor, visto que o Sumo e Eterno Sacerdote, “sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a também de modo visível por meio daquele que faz as suas vezes na terra”.

Não há como negar que enfrentamos um momento que S.S. Pio XII chama de ‘circunstâncias particularmente graves’, e desta maneira somos invocados a viver o que ele acena como prova do governo de CRISTO em momentos como estes, a saber: em que surgem homens e mulheres de santidade assinalada, que sejam de exemplo aos outros fiéis, para incremento do seu corpo místico. E é desta santidade que precisamos.

E se Cristo do céu vela sempre com particular amor pela sua esposa intemerata, que labuta neste terrestre exílio; e quando “a vê em perigo, ou por si mesmo, ou pelos seus anjos[3], ou por aquela que invocamos como auxílio dos cristãos, e pelos outros celestes protetores, salva-a das ondas procelosas e, serenado e abonançado o mar, consola-a”. Por esta razão, espero com vigilância por “aquela paz que supera toda a inteligência"[4].
Ainda que dúvidas doutrinais não resolvidas pairam e se lançam em nosso tempo, se as pérfidas condutas de pobres homens assolam nossos corações e escandalizam os mais fracos, a certeza da fé na Palavra de DEUS e de Pedro – pois somos educadoss por ambos - , com toda força e coragem nós podemos clamar ao mundo que ‘O coração do rei está na mão do Senhor!’.



[1] Cf. Leão XIII, enc. Satis Cognitum, AAS 28(1895-9fi), p. 725.
[2] Cf. Corpus luris Canonici, Extr. comm., I, 8,1.
[3] cf. At 8,26; 9,119; 10,1-7; 12,3-10
[4] Fl 4,7

Papa destaca papel fundamental de Pio XII durante 2ª Guerra Mundial [Zenit.org]

Apresentado a Bento XVI um novo filme sobre o Papa Pacelli
Por Inma Álvarez
CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 12 de abril de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI destacou o “papel fundamental do venerável Pio XII na salvação de Roma e de tantos perseguidos, entre 1943 e 1944”, após assistir à projeção do filme Sotto il cielo di Roma, na última sexta-feira, 9 de abril.
O filme, uma coprodução internacional, narra os trágicos momentos que Roma teve de viver, entre a rendição do exército italiano aos aliados, no dia 8 de setembro de 1943, e a libertação da cidade, em 4 de junho de 1944. Durante esses meses, Roma sofreu a ocupação alemã.
Segundo o Papa Bento XVI, “ainda dentro do gênero informativo, trata-se de um trabalho que, também à luz de estudos mais recentes, deseja reconstruir aqueles fatos dramáticos e a figura do Pastor Angelicus”.
“Pio XII foi o pontífice da nossa juventude; com o seu rico ensinamento, soube falar aos homens do seu tempo, indicando o caminho da verdade e, com a sua grande sabedoria, soube orientar a Igreja para o horizonte do terceiro milênio”, afirmou Bento XVI aos presentes.
Mas o Pontífice quis “sublinhar particularmente como Pio XII foi o Papa que, como pai de todos, presidiu na caridade em Roma e no mundo, sobretudo no tempo difícil da 2ª Guerra Mundial”.
“A primazia da caridade, do amor, que é o mandamento do Senhor Jesus: este é o princípio e a chave de leitura de toda a obra da Igreja, em primeiro lugar do seu Pastor universal.”
“A caridade – acrescentou – é a razão ultima de cada ação, de cada intervenção. É a razão global que move o pensamento e os gestos concretos, e sinto-me feliz pelo fato de também neste filme emergir este princípio unificador.”
“Permito-me sugerir esta chave de leitura, à luz do testemunho autêntico daquele mestre de fé, de esperança e de caridade que foi o Papa Pio XII.”
Além disso, afirmou que filmes como este, “pensados para o grande público, com os meios mais modernos e ao mesmo tempo orientados a ilustrar personagens e acontecimentos do século passado, adquirem particular valor, especialmente para as novas gerações”.
“Para aqueles que, na escola, estudaram certos acontecimentos, filmes como este podem ser úteis e estimulantes e podem ajudar a conhecer um período que não está longe, mas que a pressão dos acontecimentos da história recente e uma cultura fragmentada podem fazer esquecer”, concluiu.
Sotto il cielo di Roma (“Sob o céu de Roma”, N. do T.) é uma produção do começo deste ano, de Lux Vide para a RAI, dirigida pelo canadense Christian Duguay (diretor de Sant'Agostino, minissérie sobre Santo Agostinho que foi apresentada também a Bento XVI em 3 de setembro do ano passado).
Os protagonistas são James Cromwell, no papel de Pio XII, Alessandra Mastronardi e Marco Foschi, como os jovens judeus Miriam e Davide, que conseguem escapar do assalto do gueto judaico de Roma, escondendo-se em um convento.
No filme, são tratadas questões como a ordem de Hitler de sequestrar o Papa e a negativa deste de abandonar o Vaticano; o trabalho da Igreja no socorro aos judeus de Roma; e a assistência a uma população atingida pela fome e pelas privações.
Para este projeto, “trabalhou-se com base nos documentos da causa de beatificação de Pio XII e sobre a relação com o nazismo”, afirma a produtora Lux Vide em um comunicado.
“Insere-se aqui o intenso debate que oferece uma nova luz sobre o pontificado do Papa Pacelli, enriquecendo-se com o testemunho sobre o plano de sequestrá-lo durante a ocupação alemã de Roma. Tudo converge neste relato de grande intensidade dramática”, no qual “também se narra a oposição por parte de alguns militares alemães” à barbárie.

Livro conta as memórias de um exorcista [Zenit.org]

Entrevista com o autor, o jornalista e escritor Marco Tosatti

Por Antonio Gaspari

ROMA, segunda-feira, 12 de abril de 2010 (ZENIT.org). – Padre Gabriele Amorth é sacerdote paulino. Antes de se tornar sacerdote, esteve na guerra, foi partidário e graduou-se em direito. Teólogo mariano, foi por muitos anos diretor da prestigiada publicação paulina Madre di Dio, até ser apontado pelo cardeal Ugo Poleti ao cargo oficial de exorcista.

Em mais de 25 anos de atividade, Amorth já realizou mais de 70 mil exorcismos, sendo considerado o exorcista mais experiente do mundo.

Marco Tosatti, vaticanista do jornal La Stampa, autor de diversos livros, entrevistou padre Amorth, publicando em seguida o livro Memorie di un esorcista (“Memórias de um exorcista”, Edizioni Piemme).

O livro é algo como um testamento espiritual, no qual Amorth narra seus embates contra o maligno: um série impressionante de histórias que testemunham a presença, mas também a libertação do mal.

ZENIT entrevistou Marco Tosatti.

- Quem é o exorcista e quem é particularmente padre Amorth?

- Tossati: Um exorcista é um sacerdote que recebeu de seu bispo – o único autorizado a realizar este tipo de intervenção – a autorização para libertar do mal pessoas afetadas por fenômenos demoníacos, como a infestação, a vexação e a possessão. Padre Gabriele é presidente honorário da associação de exorcistas, por ele fundada há vários anos, e é provavelmente o exorcista mais famoso do mundo. Completará 85 anos neste mês de abril e continua empenhado em sua batalha...

- Existe de fato o demônio?

- Tosatti: Quem é cristão não pode se privar de acreditar na existência de um espírito, que rejeitou a Deus e age de maneira ordinária e extraordinária – algo raríssimo – no mundo.

- Quem é, o que faz, como se manifesta e de que modo os exorcistas neutralizam sua influência sobre as pessoas?

- Tosatti: É um anjo caído, que lidera outros seres semelhantes a ele. Em sua ação ordinária, busca arrastar as pessoas para o pecado, a fim de conquistar suas almas. Sua ação extraordinária é certamente mais misteriosa. Com a permissão de Deus, realiza ações sobre as pessoas, podendo alcançar, em alguns casos, a possessão (que não pode, porém, tocar a alma). Os exorcistas, com as orações do ritual e pelo uso dos sacramentais, buscam libertar as vítimas de tais ações negativas.

- Por que a Igreja instituiu a figura do exorcista?

- Tosatti: Jesus Cristo conferiu aos seus discípulos o mandato de pregar o evangelho, curar os doentes e expulsar os demônios. Por vários séculos, não houve na cristandade a figura do exorcista: qualquer cristão poderia se fazer soldado nesta batalha. E ainda hoje simples cristãos podem proferir orações de libertação. Alguns santos, como por exemplo o padre Pio, libertavam vítimas da influência demoníaca sem serem exorcistas. Cumpre salientar que nos últimos anos, em resposta a uma demanda crescente, os bispos se veem cada vez mais obrigados a nomear sacerdotes para atuarem neste tipo de trabalho pastoral.

- Quanto há de sugestão e quanto há de verdadeiro nas pessoas que acreditam estar possuídas pelo demônio?

- Tosatti: Pelo que pude verificar em minhas pesquisas, os casos reais de possessão, vexação ou infestação são muito, muito raros. Padre Gabriel, e acredito que seus colegas também devam agir desse modo, não recebe nenhum caso que não tenha sido previamente avaliado pela medicina oficial. E, apesar dessa precaução, vê que em muitos casos não se evidencia uma origem maléfica dos distúrbios. Mas, ainda que raros, os casos de influência demoníaca autêntica existem, e são impressionantes.

- De que maneira as pessoas podem evitar as tentações do pecado e do mal?

- Tosatti: Evitar as investidas das tentações, creio que seja impossível; mas uma vida límpida e cristã pode nos ajudar a não ceder a estas tentações.

- O demônio sempre ameaçou a Igreja. Papa Paulo VI disse certa vez: “a fumaça de Satanás adentrou na Igreja”. João Paulo II e Bento XVI denunciaram em diversas ocasiões a presença da cauda do diabo em muitas ocasiões na qual a cátedra de Pedro foi prejudicada. No presente momento, assistimos a um ataque sem precedentes ao atual Pontífice. O que pensa a respeito?

- Tosatti: Bento XVI, como João Paulo II antes dele, indicou nos temas morais como a defesa da vida e da família a batalha central da Igreja em nossos tempos. É uma batalha contra a cultura predominante no mundo ocidental, em especial no âmbito da mídia. É evidente a tentativa de desacreditar a Igreja e o Papa, justamente para enfraquecer o impacto de seu ensinamento. Também de modo instrumentalizado e incorreto, esperando pelos efeitos negativos na opinião pública, que frequentemente não dispõe de instrumentos ou de tempo para analisar de forma ponderada as acusações. Isso se torna ainda mais extraordinário quando constatamos que, se há alguém hoje que busque limpar a Igreja e que sempre buscou, este alguém é Joseph Ratzinger. Parece-me assim que nossa categoria não está vivendo um de seus momentos mais felizes.
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Em CRISTO,
Allan Lopes.


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